Falar de profecia e informar aqueles que desejam se encontrar com Cristo a respeito dos acontecimentos proféticos nos últimos encontra apoio nos escritos de Ellen White. Devemos, no entanto, continuar trabalhando e estudando, mas com os olhos e ouvidos atentos, vigiando. Cristo disse: “ocupai-vos até que eu volte” (Luc. 19:13, KJV), mas também disse: “vigiai e orai” (Marcos 13:33, JFARA).
Não é nossa intenção persuadir as pessoas a fugirem ou ficarem eufóricas, nossa intenção é despertar o senso de urgência na preparação necessária para nos encontrar com Cristo, pois muitos estão tão absortos em seus anseios terrenos que esquecem daquilo que realmente importa: o celeste e eterno.
Muitos não encontram ligação profética em muitas das informações e notícias veiculadas em diversos sites e blogs adventistas que tratam do assunto, isso é decorrente do fato de que o estudo das profecia tem se resumido drasticamente em nosso meio. Alguns não levam a sério o que tem sido divulgado, isso pode ser comparado ao que Cristo disse que aconteceria: “Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem. Pois nos dias anteriores ao dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem.” Mateus 24: 37-39. Foram enviadas várias advertências ao povo antediluviano, porém, de nada adiantou. Chamaram Noé de louco e sensacionalista; apenas oito pessoas entraram na arca. Poucos, entre tantos avisados, estarão prontos para finalizar a obra nesta terra, disse Ellen White: “É uma solene declaração que faço à igreja, de que nem um entre vinte dos nomes que se acham registrados nos livros da igreja, está preparado para finalizar sua história terrestre, e achar-se-ia tão verdadeiramente sem Deus e sem esperança no mundo, como o pecador comum.” Serviço Cristão, págs. 40 e 41.
Jamais toda a igreja será reavivada, nunca será a maioria, portanto, não esteja do lado daqueles que estão em maior número. “Muitos dos que ouvem a mensagem - o maior número deles - não darão crédito à solene advertência. Muitos serão achados desleais aos mandamentos de Deus, que são uma prova do caráter. Os servos de Deus serão chamados entusiastas. Os ministros aconselharão o povo a não os ouvirem. Noé recebeu o mesmo tratamento enquanto o Espírito o impelia a dar a mensagem, quer os homens quisessem, quer não a quisessem ouvir.” Testemunhos Para Ministros, pág. 233. “Alguns atenderão a essas advertências, mas a grande maioria as desprezará.” Nos Lugares Celestiais (Meditações Matinais, 1968), pág. 343. “Temos esperança de ver toda a igreja reavivada? Tal tempo nunca há de vir. Há na igreja pessoas não convertidas, e que não se unirão em fervorosa, prevalecente oração. Precisamos entrar na obra individualmente. Precisamos orar mais, e falar menos.” Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 122.
Muitos estão tentando contextualizar nossa mensagem para evitar uma evasão de membros. Falar de profecia é afirmar que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é a única Igreja de Deus nesta terra. Essa afirmação é radical e politicamente incorreta, e muitos, desejando agir politicamente corretos, contextualizam nossa mensagem nos comparando ao mundo evangélico. Dessa forma, o estudo das profecia se torna desnecessário. Que pena! O estudo das profecias foi o que nos tornou no que somos hoje, ele está tão intimamente ligado ao adventismo como o braço está ao corpo. Deixar a profecia de lado é minar o alicerce de nossa fé, podendo apagar para sempre a nossa relevância. Claro que os ensinos da Graça e da Lei devem estar presentes, afinal as profecias apontam para Cristo; a cruz é o centro do Evangelho Eterno e foi para cumprir o que a Lei requeria que Cristo morreu, portanto, Ele é o Centro de tudo: Profecias, Lei e Graça, não podemos separar esses três.
Eis agora uma série de textos escritos por Ellen White sobre a importância do estudo das profecias:
Fui instruída de que os importantes livros que contêm a luz dada por Deus com respeito à apostasia de Satanás no Céu, deveriam ter vasta circulação justamente agora; porque por meio deles a verdade atingirá muitas mentes. Patriarcas e Profetas, Daniel e Apocalipse e O Grande Conflito são agora mais necessários do que nunca antes. Deveriam circular amplamente, porque as verdades a que dão ênfase, abrirão muitos olhos cegos. ... Muitos dentre nosso povo têm estado cegos quanto à importância dos livros mais necessários. Se tivessem sido manifestados tato e habilidade na venda destes livros, o movimento das leis dominicais não estaria no pé em que está hoje. Review and Herald, de 16 de fevereiro de 1905.
Há em O Desejado de Todas as Nações, Patriarcas e Profetas, O Grande Conflito e em Daniel e Apocalipse, preciosa instrução. Esses livros devem ser considerados como de especial importância, e todo esforço deve ser feito para pô-los perante o povo. Carta 229, 1903.
A luz dada foi que Daniel e Apocalipse, O Grande Conflito e Patriarcas e Profetas se venderiam. Eles contêm exatamente a mensagem de que o povo necessita, a luz especial que Deus deu a Seu povo. Os anjos de Deus preparariam o caminho para estes livros no coração do povo. Special Instruction Regarding Royalties, pág. 7. O Colportor-Evangelista, pág. 123 e 124.
A terceira mensagem angélica, a grande verdade decisiva para nossos dias, deve ser ensinada em todas as nossas instituições. É desígnio de Deus que por meio destas, seja dada esta advertência especial, e irradiem para o mundo resplandecentes raios de luz. O tempo é breve. Acham-se sobre nós os perigos dos dias finais, e cumpre-nos vigiar e orar, e estudar e dar ouvidos às lições que nos são dadas nos livros de Daniel e de Apocalipse. Conselhos Sobre Educação, pág. 114.
Esta é a nossa obra. A luz que temos sobre a mensagem do terceiro anjo é a verdadeira luz. O sinal da besta é exatamente o que tem sido proclamado ser. Nem tudo o que se relaciona com esse assunto é entendido ainda, e não o será até o desenrolar-se do rolo; uma obra muito solene, porém, deve ser levada a efeito em nosso mundo. A ordem do Senhor a Seus servos é: "Clama em alta voz, não te detenhas, levanta a tua voz como a trombeta e anuncia ao Meu povo a sua transgressão, e à casa de Jacó os seus pecados." Isa. 58:1. Deve-se proclamar uma mensagem que desperte as igrejas. Deve-se fazer todo esforço no sentido de comunicar a luz, não apenas ao nosso povo, mas ao mundo. Fui informada de que as profecias de Daniel e Apocalipse devem ser impressas em pequenos livros, com a necessária explicação, e enviadas a todo o mundo. Nosso próprio povo precisa que a luz lhe seja apresentada em linhas mais claras. Conselhos Sobre Saúde, pág. 520 e 521.
Esses dois livros devem ser cuidadosamente esquadrinhados. Cristo Triunfante – MM 2002, pág. 333.
Há necessidade de um estudo muito mais aprofundado da Palavra de Deus; especialmente deviam Daniel e Apocalipse receber atenção como nunca antes na história de nossa obra. Podemos ter menos a dizer em alguns aspectos, a respeito do poder romano e do papado, mas devemos chamar a atenção para aquilo que os profetas e apóstolos escreveram sob a inspiração do Espírito de Deus. ... Leiam o livro de Daniel. Relembrem, ponto por ponto, a história dos reinos ali representados. Cristo Triunfante – MM 2002, pág. 334.
Os perigos dos últimos dias estão sobre nós, e por nosso trabalho devemos advertir o povo do perigo em que está. Não deixeis que as cenas solenes que a profecia tem revelado sejam deixadas por tocar. Se nosso povo estivesse meio desperto, se reconhecesse a proximidade dos acontecimentos descritos no Apocalipse, realizar-se-ia uma reforma em nossas igrejas, e muitos mais creriam na mensagem. Cuidados de Deus – MM 1995, pág. 351
O livro do Apocalipse, em conexão com o de Daniel, exige especial estudo. Todo professor temente a Deus considere como da maneira mais clara compreender e apresentar o evangelho que nosso Salvador veio em pessoa tornar conhecido a Seu servo João... Educação, pág. 191.
Os pastores devem apresentar a firme palavra da profecia como o fundamento da fé dos adventistas do sétimo dia. As profecias de Daniel e Apocalipse devem ser cuidadosamente estudadas e, em ligação com elas, as palavras: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." João 1:29. Evangelismo, pág. 196.
Perigo na Ignorância de Nossa História Passada
Toda experiência genuína nas doutrinas religiosas, apresentará o cunho de Jeová. Todos devem ver a necessidade de compreender a verdade por si mesmos, individualmente. Precisamos compreender as doutrinas que foram estudadas com cuidado e oração. Foi-me revelado que há entre nosso povo grande falta de conhecimento quanto ao surgimento e progresso da terceira mensagem angélica. Grande é a necessidade de examinar o livro de Daniel e o de Apocalipse, e aprender cabalmente os textos, a fim de sabermos o que está escrito.
A luz que me foi dada tem acentuado realmente que muitos hão de sair do nosso meio, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios. O Senhor deseja que toda alma que professa crer na verdade tenha um conhecimento inteligente do que seja a verdade. Levantar-se-ão falsos profetas e enganarão a muitos. Será sacudido tudo quanto possa ser sacudido. Não cumpre então a cada um compreender as razões de nossa fé?
Em lugar de haver tantos sermões [tantas músicas], deve haver mais aprimorado estudo da Palavra de Deus, abrindo as Escrituras texto por texto, e procurando as fortes evidências que apóiam as doutrinas fundamentais que nos trouxeram ao ponto em que nos encontramos hoje, sobre a plataforma da verdade eterna.
Minha alma se entristece muito ao ver quão prontamente alguns que têm tido a luz da verdade aceitarão os enganos de Satanás, e serão seduzidos por uma santidade espúria. Quando os homens se desviam dos marcos estabelecidos pelo Senhor a fim de compreendermos nossa posição segundo se acha indicada na profecia, vão indo sem saber para onde. Manuscrito 148. Evangelismos, pág. 363 e 364. Colchetes acrescentados.
Há necessidade de mais íntimo estudo da Palavra de Deus; especialmente devem Daniel e Apocalipse merecer a atenção como nunca dantes na história de nossa obra. ... A luz que Daniel recebeu de Deus foi dada especialmente para estes últimos dias. Testemunhos Para Ministros, págs. 112 e 113.
Leiamos e estudemos o capítulo doze de Daniel. Ele é uma advertência que todos nós precisamos compreender antes do tempo de angústia. Manuscript Releases, vol. 15, pág. 228.
O último dos escritos do Novo Testamento está cheio de verdades cuja compreensão nos é necessária. Parábolas de Jesus, pág. 133.
As predições do livro do Apocalipse que ainda não se cumpriram logo se cumprirão. Esta profecia deve ser agora estudada com diligência pelo povo de Deus e compreendida claramente. Ela não encobre a verdade; nos previne com clareza, contando-nos o que haverá no futuro. Notebook Leaflets, vol. 1, pág. 96.
As solenes mensagens que foram dadas, em sua ordem, no Apocalipse, devem ocupar o primeiro lugar no espírito do povo de Deus. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 278.
Muitos há que não compreendem as profecias referentes aos nossos dias, e precisam ser esclarecidos. É dever, tanto do vigia como do leigo, dar à trombeta sonido certo. Evangelismo, pág. 194.
Ergam os vigias agora a voz e dêem a mensagem que é verdade presente para este tempo. Mostremos ao povo onde nos encontramos na história profética. Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 323.
Deus estabeleceu, porém, um dia para o término da história deste mundo: "Será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim." A profecia se cumpre rapidamente. Mas, muito mais deve ser dito acerca destes assuntos tremendamente importantes. Perto está o dia em que será decidido para sempre o destino de toda alma. ...
Deve-se fazer um grande esforço para manter este assunto perante o povo. O solene fato de que o dia do Senhor virá repentina e inesperadamente deve ser mantido não só perante as pessoas do mundo, mas também diante de nossas próprias igrejas. A terrível advertência da profecia é dirigida a toda alma. Ninguém julgue estar isento do perigo de ser apanhado de surpresa. Não permitais que a interpretação profética de pessoa alguma arrebate a convicção do conhecimento de ocorrências que revelam que este grande acontecimento está bem próximo. Fundamentos da Educação Cristã, págs. 335 e 336.
Quando os livros de Daniel e Apocalipse forem bem compreendidos, terão os crentes uma experiência religiosa inteiramente diferente. Ser-lhes-ão dados tais vislumbres das portas abertas do Céu que o coração e a mente se impressionarão com o caráter que todos devem desenvolver a fim de alcançar a bem-aventurança que deve ser a recompensa dos puros de coração.
O Senhor abençoa a todo aquele que com humildade e mansidão, procura compreender o que está revelado no Apocalipse. Este livro fala tanto acerca da imortalidade e da glória, que todos os que o lêem e pesquisam fervorosamente recebem as bênçãos prometidas àqueles "que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas". Apoc. 1:3.
Uma coisa compreender-se-á certamente do estudo de Apocalipse - que a ligação entre Deus e Seu povo é íntima e decidida. Testemunhos Para Ministros, pág. 114.
Demos mais tempo ao estudo da Bíblia. Não compreendemos a Palavra como devemos. O livro de Apocalipse abre com uma ordem para compreendermos a instrução que ele contém. ... Quando ... compreendermos o que este livro para nós significa, ver-se-á entre nós grande reavivamento. Testemunhos Para Ministros, pág. 113.
Os que comem a carne e bebem o sangue do Filho de Deus, trarão dos livros de Daniel e Apocalipse verdade inspirada pelo Espírito Santo. Porão em ação forças que não podem ser reprimidas. Os lábios das crianças se abrirão para proclamar os mistérios que têm sido ocultados à mente dos homens. ...
Muitas das profecias estão prestes a se cumprir em rápida sucessão. Cada elemento de energia está prestes a ser posto em ação. Repetir-se-á a história passada. Antigas controvérsias serão revivescidas, e perigos rodearão de todos os lados o povo de Deus. A tensão está se apoderando da família humana. Está permeando tudo na Terra. ...
Estudai o Apocalipse em ligação com Daniel; pois a história se repetirá. ... Nós, com todas as nossas vantagens religiosas, deveríamos conhecer hoje muito mais do que conhecemos. Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, págs. 116 e 117.
A profecia tem estado a cumprir-se, ponto por ponto. Quanto mais firmes estivermos sob a bandeira da mensagem do terceiro anjo, tanto mais claro havemos de compreender a profecia de Daniel; pois o Apocalipse é o suplemento de Daniel. Quanto mais plenamente aceitarmos a luz apresentada pelo Espírito Santo mediante os consagrados servos de Deus, tanto mais profundas e seguras, mesmo como o trono eterno, parecerão as verdades da profecia antiga; teremos a certeza de que homens de Deus falaram segundo foram inspirados pelo Espírito Santo. Os próprios homens devem estar sob a influência do Espírito Santo a fim de compreenderem Suas declarações mediante os profetas. Essas mensagens foram dadas, não para aqueles que enunciaram as profecias, mas para nós que vivemos entre as cenas de seu cumprimento. Mensagens Escolhidas II, pág. 114.
Encontro-me em grande angústia de alma por nosso povo. Vivemos entre os perigos dos últimos dias. Uma fé superficial resulta em uma superficial experiência cristã. Há um arrependimento de que é necessário arrepender-se. Toda genuína experiência nas doutrinas religiosas terá o selo de Jeová. Todos devem ver a necessidade de compreender a verdade por si mesmos, individualmente. Precisamos compreender as doutrinas que têm sido estudadas cuidadosamente e com oração. Foi-me revelado que há entre nosso povo grande falta de conhecimento quanto ao surgimento e progresso da mensagem do terceiro anjo. Há grande necessidade de examinar o livro de Daniel e o de Apocalipse, e aprender cabalmente os textos, para que possamos saber o que está escrito. Mensagens Escolhidas II, pág. 392, 393.
Ao nos aproximarmos do fim da história deste mundo, devem as profecias relativas aos últimos dias exigir especialmente nosso estudo. O último livro dos escritos do Novo Testamento, está cheio de verdade que precisamos compreender. Satanás tem cegado o espírito de muitos de modo que se têm contentado com qualquer desculpa por não tornarem o Apocalipse motivo de seu estudo. Mas Cristo, por intermédio de Seu servo João declara aqui o que será nos últimos dias; e Ele diz: "Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas." Apoc. 1:3. Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 116.
Portanto, “Não tratem com desprezo as profecias, mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom.” I Tes. 5:20 e 21 (NVI).
Resta Uma Esperança
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13 janeiro 2011
01 outubro 2010
É PECADO COMER CARNE?
Por que este artigo se tornou necessário
Esta pergunta surgiu na mente de alguns que ouviram declarações afirmando que quem utiliza a carne como alimento não será salvo. Infelizmente essa afirmação tem sido alvo de constantes debates entre o nosso povo e aqueles que se separaram da Organização Adventista do Sétimo Dia.
Também existem problemas entre nós. Não são raros os embates entre os defensores do vegetarianismo e aqueles que preferem apenas abandonar aquilo que é considerado imundo, mas ainda consumem carne bovina, caprina, ovina, como também de frangos, de peixes, etc.
O grande problema nesses confrontos está no fato de não haver consideração e respeito para com o próximo, e isso acontece de ambas as partes. Todos querem apresentar as suas opiniões sem atentar para as circunstâncias do próximo. O que conseguimos perceber com a atitude de alguns é o ato de tentar impor seus pontos de vistas, mesmo que sejam verdadeiros, esquecendo que não é “por força nem por violência, mas pelo meu Espírito’, diz o Senhor dos Exércitos” Zacarias 4:6 (NVI). Dessa forma estamos fazendo a obra do acusador e não a obra do Senhor.
Este breve artigo procura, de maneira objetiva, fornecer informações que possam nos orientar nesse sentido.
As declarações de Ellen White sobre o consumo da carne
Esta questão é levantada por uma compreensão errônea de algumas declarações de Ellen White quanto ao alimento cárneo. Vejamos algumas dessas declarações:
“Deus está procurando levar-nos de volta, passo a passo, a Seu desígnio original - que o homem subsista com os produtos naturais da terra. Entre os que estão aguardando a vinda do Senhor, deve a alimentação cárnea ser finalmente abandonada; a carne deixará de fazer parte de seu regime alimentar. Devemos ter isto sempre em mente, e procurar agir firmemente nesse sentido.” Conselhos Sobre Saúde, pág. 450.
“Devem ser vistas maiores reformas entre o povo que pretende estar aguardando o breve aparecimento de Cristo. A reforma de saúde deve realizar uma obra entre o nosso povo que ela ainda não realizou. Há os que devem estar atentos para o perigo de comer carne, pois ainda estão ingerindo a carne de animais, arriscando assim a saúde física, mental e espiritual. Muitos que agora estão apenas meio convertidos no tocante à questão de comer carne, se afastarão do povo de Deus para não mais andar com eles.” Eventos Finais, pág. 82.
Em nenhuma dessas declarações Ellen White afirmou que comer carne é pecado. Se assim fizesse, como explicar I Reis 17:6, onde Deus enviou pão e carne para Elias?
“Os corvos lhe traziam pão e carne de manhã e de tarde, e ele bebia água do riacho.” I Reis 17:6 (NVI).
Alguns argumentam que Deus respeita quando há ignorância, afirmando que Elias não conhecia a mensagem, por isso Ele enviou carne. O correto é afirmar que Deus tolera o pecado quando há ignorância, mas quanto a incentivar o ignorante a cometer um ato pecaminoso só por que o mesmo não possui luz suficiente sobre o assunto, é algo que Deus não faz. Se Ele considerasse comer carne um pecado, com certeza não estimularia ninguém a fazê-lo. Para evitar um ato pecaminoso, Deus opera milagres, mesmo que haja ignorância. Mas afirmar que Deus opera milagres que estimulam o pecado, é algo inaceitável. Ademais, conhecendo o caráter de Elias, homem fiel e obediente, Deus poderia lhe fornecer frutas e verduras frescas, que com certeza, ele aceitaria, ou Ele poderia agir da mesma forma como fez ao enviar o maná para Seu povo no deserto.
Devemos lembrar que foi Deus quem autorizou o consumo da carne (Gên. 9:1-4). É evidente que devemos compreender este texto dentro do contexto de que, após o dilúvio, a terra estava totalmente devastada, não havia vegetação, contudo, se esse ato fosse um pecado, com certeza Deus não daria permissão devido a falta de vegetação, pois isso seria o mesmo que permitir que alguém cometesse um roubo para alimentar sua família por que ficou desempregado. Pecado é pecado, e não são aceitas desculpas para cometê-lo. Sabemos que Deus tem poder para fazer brotar da terra a vegetação, para fazer cair do céu o maná; Ele mesmo irá alimentar Seu povo nos últimos dias, assim como alimentou o povo de Israel no deserto (Isaías 33:16). Portanto, Deus poderia fornecer alimentação vegetal para Noé e sua família até que a terra produzisse novamente.
O que devemos ter em mente é que não era plano de Deus que o homem comesse carne, isso é verdadeiro, bem como, é Seu desejo que a abandonemos, mas afirmar que comer carne é pecado e quem come estará perdido, é algo que a Bíblia não corrobora.
Ellen White em outras passagens afirma que a carne não poderia ser colocada em pé de igualdade com alimentos imundos e entorpecentes, como: o porco, o álcool, o fumo, etc. Leia:
“Chá, café, fumo e álcool precisam ser apresentados como condescendências pecaminosas. Não podemos pôr a carne, os ovos, a manteiga e o queijo em pé de igualdade com esses artigos colocados sobre a mesa. Estes não devem ser postos na frente, como o tema principal de nossa obra. Os primeiros - chá, café, fumo, cerveja, vinho e todas as bebidas alcoólicas - não devem ser ingeridos moderadamente, mas rejeitados.” Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 287.
Perceba que o café (aqui entra toda sustância que contém cafeína, como: refrigerantes, chocolates, etc.), o fumo e o álcool são apresentados por ela como “condescendências pecaminosas”. Ela ainda afirma que a carne, os ovos, a manteira e o queijo não deveriam ser igualmente considerados. Portanto, comer carne não é pecado. Alguns abandonam a carne, mas continuam consumindo refrigerantes, chocolates e outras substâncias que, assim como o café, contêm cafeína e são viciantes e entorpecentes, infelizmente estes não estão fazendo a reforma de saúde verdadeira.
Então, já que comer carne não é pecado, porque devemos abandoná-la como alimento?
A resposta para essa pergunta deve ser compreendida à luz do Grande Conflito. Ellen White afirmou:
“Manteiga e carne são estimulantes. Isto danifica o estômago e perverte o gosto. Os nervos sensitivos do cérebro são entorpecidos, e o apetite animal fortalecido às custas das faculdades morais e intelectuais. Essas elevadas faculdades, de função controladora, são enfraquecidas, de maneira que as coisas eternas não podem ser discernidas. A paralisia entorpece o que é espiritual e devocional. Satanás tem triunfado por ver quão facilmente pode ele vencer pelo apetite e controlar homens e mulheres de inteligência, destinados pelo Criador para fazer uma boa e grande obra.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 48.
“Oh! se cada pessoa pudesse discernir essas questões como me foram reveladas, os que agora são tão descuidosos, tão indiferentes à formação de seu caráter; os que imploram condescendência num regime cárneo, nunca abririam os lábios em justificação do apetite pela carne de animais mortos. Tal regime contamina o sangue em suas veias, e estimula as paixões sensuais inferiores. Enfraquece a viva percepção e o vigor do pensamento para a compreensão de Deus e da verdade, e o conhecimento de si mesmos.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 384.
A reforma de saúde não visa somente a saúde física, como também a espiritual. Uma pessoa que se alimenta de carne tende a ficar com a mente mais fraca ante a tentação. Entretanto, não adianta abandonar a carne e continuar ingerindo outros alimentos que provocam o mesmo resultado.
Os antidiluvianos foram incapazes de discernir entre o bem e mal devido à condescendência com o apetite (Mateus 24:37-39). Dessa forma Cristo disse que aconteceria nos últimos dias. Por esse motivo devemos colocar nosso apetite em sujeição à vontade de Deus. O Conflito acontece em nossa mente, e aquilo que comemos pode interferir em nossa decisão.
“O alimento cárneo também é prejudicial. Seu efeito, por natureza estimulante, deveria ser argumento suficiente contra o seu uso, e o estado doentio quase geral entre os animais torna-o duplamente objetável. Tende a irritar os nervos e despertar as paixões, fazendo assim com que a balança das faculdades penda para o lado das propensões baixas.” Educação, pág. 203.
No texto acima Ellen White diz os motivos para abandonar o alimento cárneo:
1. Ele estimula as propensões baixas. Isso significa dizer que quem come carne, apesar de não ser pecado comê-la, está mais tendencioso a pecar do que aquele que mantém um regime dentro dos padrões da reforma de saúde.
2. Os animais estão, a cada dia que passa, sendo acometidos por doenças que só prejudicam a saúde do homem, isso acontece devido aos hormônios e medicamentos que o animal deve ser submetido para ser abatido e gerar lucro aos criadores. Exemplo: antes dos hormônios uma galinha precisava, no mínimo, de seis meses para ficar pronta para o abate, hoje, com 45 dias ela alcança peso suficiente e é abatida. Além dos hormônios “... o que confere maior peso e tamanho às aves criadas para abate, em menor tempo, resulta de manipulações genéticas, práticas alimentares programadas e confinamento. Esse desenvolvimento acelerado tem como resultado maior rentabilidade para o produtor e menor preço para o consumidor”. Dr. Manfred Krusche, Revista Vida e Saúde (Série Especial, N.º 01, Vegetarianismo), pág. 4.
Além dessas objeções, devemos levar em consideração também os maus tratos a que os animais são submetidos. Exemplos:
- Galinhas: “A vida dessas aves é mesmo miserável. Passam a maior parte dela em gaiolas apertadas, com 18 horas de luz artificial acesa, por dia. O objetivo é que não durmam e comam o máximo possível uma comida que não lhes agrada. Os bicos são cortados para que não se matem nem cisquem.” Dra. Sônia T. Felipe, Revista Vida e Saúde (Série Especial, N.º 01, Vegetarianismo), pág. 20.
- Bois e Vacas: “O transporte de um lado para o outro é feito em condições miseráveis. Viajam em pé, sem comer, por dias e, se porventura se deitam, são forçados a levantar por ferrões pontiagudos. Na hora de morrer levam um tiro de pistola de ar comprimdo na testa. Desacordado, mas ainda vivo, o animal é erguido por um pata traseira e outro funcionário do matadouro lhe corta a garganta. O animal deve estar ainda vivo para que o sangramento seja o mais completo possível. Como ainda existem milhares de matadouros clandestinos e sem fiscalização em nosso país (calcula-se em 50%), o abate de bois e vacas a marretadas ainda é particado apesar da proibição.” Dra. Sônia T. Felipe, Revista Vida e Saúde (Série Especial, N.º 01, Vegetarianismo), pág. 21.
O pecado está na condescendência com o apetite. Não devemos fazer de nosso estômago um deus, como afirmou Paulo a respeito do inimigos da cruz de Cristo: “Quanto a estes, o seu destino é a perdição, o seu deus é o estômago e têm orgulho do que é vergonhoso; eles só pensam nas coisas terrenas.” Filipenses 3:19 (NVI). Em Romanos, Paulo é ainda mais claro: “Pois essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas a seus próprios apetites...” Romanos 16:18 (NVI).
A condescendência com o apetite é o motivo de muitos ainda estarem comendo carne. Muitos não se veem sem esse ingrediente em sua mesa. Se esse é o seu caso, ore a Deus e peça ajuda dos céus para vencer seu apetite, pois quem se deixa ser vencido por ele, comete pecado. Quando o povo de Israel desejou comer carne no deserto, muitos foram mortos, mas não porque comeram carne e sim por que a cobiçaram, o que levou eles a murmurem contra Deus por causa do maná, desejando as panelas de carne do Egito, fazendo do seu apetite um deus (Números 11:4-35), eles eram intemperantes. Lembremo-nos de que eles não desejaram só a carne, mas também verduras, frutas, etc. (Números 11:5 NVI). É justamente da intemperança que devemos fugir.
Muitos deixam de comer carne, mas continuam agindo com glutonaria. Não são temperantes. Não sabem controlar o apetite, mesmo que esteja em sua mesa somente alimentos saudáveis. Comer comida vegetariana em demasia, sem controle, sem temperança, também constitui pecado.
“Sobrecarregar o estômago é um pecado comum, e quando se usa demasiado alimento, todo o organismo é sobrecarregado. A vida e vitalidade, em vez de aumentar, diminuem. É assim como Satanás planeja. O homem utiliza suas forças vitais no desnecessário trabalho de cuidar de excesso de alimentos... A intemperança no comer, mesmo que sejam alimentos saudáveis, terá efeito danoso sobre o organismo, e embotará as faculdades mentais e morais.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 131.
“Comer menos é fator de longevidade comprovado cientificamente. Numa experiência com ratinhos dirigida pelo cientista Ron Hart para a Food and Drug Administration, órgão que controla a área de alimentação e remédios nos Estados Unidos, os que comiam 70% menos calorias viveram 50% a mais do que os obesos. Isso representaria 32 anos a mais na média brasileira de longevidade masculina, que é de 64,8 anos... Uma iniciativa saudável é substituir o jantar por frutas, o que está intimamente ligado ao fator descanso.” Dr. Elias Oliveira Lima, Revista Vida e Saúde (Série Especial, N.º 01, Vegetarianismo), pág. 29.
Elias foi alimentado com carne por que já havia vencido o apetite, ele era um homem temperante em todas as coisas (Ver Vidas que Falam, MM, 1971, pág. 273). Essa atitude deve fazer parte da vida de todo aquele que deseja herdar a salvação. O que precisamos vencer é o apetite, esse é o nosso inimigo.
“A força dominante do apetite demonstrar-se-á a ruína de milhares quando, se houvessem triunfado nesse ponto, teriam tido força moral para ganhar a vitória sobre qualquer outra tentação de Satanás. Os que são escravos do apetite, no entanto, deixarão de aperfeiçoar o caráter cristão. A incessante transgressão do homem através de seis mil anos, tem trazido em resultado doença, dor e morte. E, à medida que nos aproximamos do fim do tempo, a tentação do inimigo para ceder ao apetite será mais poderosa e difícil de vencer.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 59.
Quanto àqueles que não têm condições de manter um regime vegetariano ou ovolactovegetariano, seja pelo lugar onde vivem ou por condições financeiras, devem eles se alimentar daquilo que é menos prejudicial.
Exemplo: Se em sua cidade existe disponível somente a aquisição de peixe, galinha ou carne bovina, prefira o peixe. Se há somente galinha e carne bovina, escolha a galinha (de preferência a criada com grãos, que é mais saudável). É esse o princípio que deve ser obedecido: alimentarmo-nos daquilo que menos nos enfraquecerá física, mental e espiritualmente. Para aqueles que não possuem boas condições financeiras, quero lembrar que a proteína de soja tem se mostrado com um valor mais acessível do que os exemplos acima, podendo ser encontrada em qualquer supermercado.
Não vamos aqui falar da culinária vegetariana, pois existem muitos sites que poderá ajudá-lo no preparo de alimentos saudáveis para você e sua família. Clique aqui e vejam alguns.
Na verdade o nosso problema é acreditar que somente a carne pode fornecer nutrientes para o nosso corpo, este é um engano.
“Quanto à melhor alimentação, a regra seria fazer a melhor seleção possível dos alimentos disponíveis em determinado momento e circunstância. A carne vai gradativamente deixando de ser um alimento seguro para quem se preocupa com a própria saúde e com a saúde da família. Nunca foi a melhor nutrição para a raça humana, e devido ao avanço das doenças nos próprios animais, é menos seguro atualmente depender dos animais para nossa sobrevivência.” Dr. Manfred Krushe, Revista Vida e Saúde (Série Especial, N.º 01, Vegetarianismo), pág. 6.
Conclusão
Comer carne não é pecado, desde que não esteja condescendendo com o apetite, mas apenas por não possuir outra opção devido à localidade que se reside ou que se encontra, ou devido à condição financeira de cada um, contudo, devemos fazer planos para abandoná-la definitivamente.
Devemos fazer esforços para alimentarmos daquilo que é menos prejudicial, e não daquilo que agrada ao paladar.
Não adianta deixar de comer carne e continuar alimentando-nos de outras substâncias que provocam os mesmos males e até pior do que os causados pela carne.
Deve-se fazer esforços para abandonar a carne como alimento devido à grande prova que iremos enfrentar, pois aqueles que vencerem ao apetite, bem como, aqueles que abandonaram a carne como alimento, estarão mais preparados para vencer no dia da grande tribulação, que parece está chegando. Quanto àqueles que não abandonarem a carne como alimento e não vencerem ao apetite, estarão mais fracos físico, mental e espiritualmente, podendo sucumbir ante a tentação.
Se quisermos levar uma vida vitoriosa em Cristo deve-se primeiramente vencer o apetite. Foi aqui que Adão falhou e foi aqui que Jesus venceu. Portanto, é o apetite o primeiro inimigo a ser vencido (Ver No Deserto da Tentação, Ellen White, Casa Publicadora Brasileira).
Quanto àqueles que acham que já faz muito abandonando o consumo de animais imundos, leia isto: “Os adventistas têm levado a sério a lei dos animais puros e impuros, e consideram-na como o mínimo do que o Senhor requer de nós em relação a uma alimentação apropriada.” Ángel Manuel Rodrígues, Revista Adventist World, Julho 2010, pág. 26. Essa atitude é apenas o mínimo que podemos oferecer, Deus espera mais de Seu povo. E que tal começarmos seguindo o seguinte conselho:
“O vegetarianismo tem se tornado popular ao redor do mundo por vários motivos: ético, ecológico, religioso e até narcisista. Talvez esse seja o momento certo para reafirmar o ideal divino, evitando-se o uso de carne em reuniões oficiais da igreja (reuniões de obreiros, “junta-panelas” na igreja, etc.) e, sempre que possível, não utilizando em nossa mesa.” Ángel Manuel Rodrígues, Revista Adventist World, Julho 2010, pág. 26.
A escolha é inteiramente nossa.
Resta Uma Esperança
Esta pergunta surgiu na mente de alguns que ouviram declarações afirmando que quem utiliza a carne como alimento não será salvo. Infelizmente essa afirmação tem sido alvo de constantes debates entre o nosso povo e aqueles que se separaram da Organização Adventista do Sétimo Dia.
Também existem problemas entre nós. Não são raros os embates entre os defensores do vegetarianismo e aqueles que preferem apenas abandonar aquilo que é considerado imundo, mas ainda consumem carne bovina, caprina, ovina, como também de frangos, de peixes, etc.
O grande problema nesses confrontos está no fato de não haver consideração e respeito para com o próximo, e isso acontece de ambas as partes. Todos querem apresentar as suas opiniões sem atentar para as circunstâncias do próximo. O que conseguimos perceber com a atitude de alguns é o ato de tentar impor seus pontos de vistas, mesmo que sejam verdadeiros, esquecendo que não é “por força nem por violência, mas pelo meu Espírito’, diz o Senhor dos Exércitos” Zacarias 4:6 (NVI). Dessa forma estamos fazendo a obra do acusador e não a obra do Senhor.
Este breve artigo procura, de maneira objetiva, fornecer informações que possam nos orientar nesse sentido.
As declarações de Ellen White sobre o consumo da carne
Esta questão é levantada por uma compreensão errônea de algumas declarações de Ellen White quanto ao alimento cárneo. Vejamos algumas dessas declarações:
“Deus está procurando levar-nos de volta, passo a passo, a Seu desígnio original - que o homem subsista com os produtos naturais da terra. Entre os que estão aguardando a vinda do Senhor, deve a alimentação cárnea ser finalmente abandonada; a carne deixará de fazer parte de seu regime alimentar. Devemos ter isto sempre em mente, e procurar agir firmemente nesse sentido.” Conselhos Sobre Saúde, pág. 450.
“Devem ser vistas maiores reformas entre o povo que pretende estar aguardando o breve aparecimento de Cristo. A reforma de saúde deve realizar uma obra entre o nosso povo que ela ainda não realizou. Há os que devem estar atentos para o perigo de comer carne, pois ainda estão ingerindo a carne de animais, arriscando assim a saúde física, mental e espiritual. Muitos que agora estão apenas meio convertidos no tocante à questão de comer carne, se afastarão do povo de Deus para não mais andar com eles.” Eventos Finais, pág. 82.
Em nenhuma dessas declarações Ellen White afirmou que comer carne é pecado. Se assim fizesse, como explicar I Reis 17:6, onde Deus enviou pão e carne para Elias?
“Os corvos lhe traziam pão e carne de manhã e de tarde, e ele bebia água do riacho.” I Reis 17:6 (NVI).
Alguns argumentam que Deus respeita quando há ignorância, afirmando que Elias não conhecia a mensagem, por isso Ele enviou carne. O correto é afirmar que Deus tolera o pecado quando há ignorância, mas quanto a incentivar o ignorante a cometer um ato pecaminoso só por que o mesmo não possui luz suficiente sobre o assunto, é algo que Deus não faz. Se Ele considerasse comer carne um pecado, com certeza não estimularia ninguém a fazê-lo. Para evitar um ato pecaminoso, Deus opera milagres, mesmo que haja ignorância. Mas afirmar que Deus opera milagres que estimulam o pecado, é algo inaceitável. Ademais, conhecendo o caráter de Elias, homem fiel e obediente, Deus poderia lhe fornecer frutas e verduras frescas, que com certeza, ele aceitaria, ou Ele poderia agir da mesma forma como fez ao enviar o maná para Seu povo no deserto.
Devemos lembrar que foi Deus quem autorizou o consumo da carne (Gên. 9:1-4). É evidente que devemos compreender este texto dentro do contexto de que, após o dilúvio, a terra estava totalmente devastada, não havia vegetação, contudo, se esse ato fosse um pecado, com certeza Deus não daria permissão devido a falta de vegetação, pois isso seria o mesmo que permitir que alguém cometesse um roubo para alimentar sua família por que ficou desempregado. Pecado é pecado, e não são aceitas desculpas para cometê-lo. Sabemos que Deus tem poder para fazer brotar da terra a vegetação, para fazer cair do céu o maná; Ele mesmo irá alimentar Seu povo nos últimos dias, assim como alimentou o povo de Israel no deserto (Isaías 33:16). Portanto, Deus poderia fornecer alimentação vegetal para Noé e sua família até que a terra produzisse novamente.
O que devemos ter em mente é que não era plano de Deus que o homem comesse carne, isso é verdadeiro, bem como, é Seu desejo que a abandonemos, mas afirmar que comer carne é pecado e quem come estará perdido, é algo que a Bíblia não corrobora.
Ellen White em outras passagens afirma que a carne não poderia ser colocada em pé de igualdade com alimentos imundos e entorpecentes, como: o porco, o álcool, o fumo, etc. Leia:
“Chá, café, fumo e álcool precisam ser apresentados como condescendências pecaminosas. Não podemos pôr a carne, os ovos, a manteiga e o queijo em pé de igualdade com esses artigos colocados sobre a mesa. Estes não devem ser postos na frente, como o tema principal de nossa obra. Os primeiros - chá, café, fumo, cerveja, vinho e todas as bebidas alcoólicas - não devem ser ingeridos moderadamente, mas rejeitados.” Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 287.
Perceba que o café (aqui entra toda sustância que contém cafeína, como: refrigerantes, chocolates, etc.), o fumo e o álcool são apresentados por ela como “condescendências pecaminosas”. Ela ainda afirma que a carne, os ovos, a manteira e o queijo não deveriam ser igualmente considerados. Portanto, comer carne não é pecado. Alguns abandonam a carne, mas continuam consumindo refrigerantes, chocolates e outras substâncias que, assim como o café, contêm cafeína e são viciantes e entorpecentes, infelizmente estes não estão fazendo a reforma de saúde verdadeira.
Então, já que comer carne não é pecado, porque devemos abandoná-la como alimento?
A resposta para essa pergunta deve ser compreendida à luz do Grande Conflito. Ellen White afirmou:
“Manteiga e carne são estimulantes. Isto danifica o estômago e perverte o gosto. Os nervos sensitivos do cérebro são entorpecidos, e o apetite animal fortalecido às custas das faculdades morais e intelectuais. Essas elevadas faculdades, de função controladora, são enfraquecidas, de maneira que as coisas eternas não podem ser discernidas. A paralisia entorpece o que é espiritual e devocional. Satanás tem triunfado por ver quão facilmente pode ele vencer pelo apetite e controlar homens e mulheres de inteligência, destinados pelo Criador para fazer uma boa e grande obra.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 48.
“Oh! se cada pessoa pudesse discernir essas questões como me foram reveladas, os que agora são tão descuidosos, tão indiferentes à formação de seu caráter; os que imploram condescendência num regime cárneo, nunca abririam os lábios em justificação do apetite pela carne de animais mortos. Tal regime contamina o sangue em suas veias, e estimula as paixões sensuais inferiores. Enfraquece a viva percepção e o vigor do pensamento para a compreensão de Deus e da verdade, e o conhecimento de si mesmos.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 384.
A reforma de saúde não visa somente a saúde física, como também a espiritual. Uma pessoa que se alimenta de carne tende a ficar com a mente mais fraca ante a tentação. Entretanto, não adianta abandonar a carne e continuar ingerindo outros alimentos que provocam o mesmo resultado.
Os antidiluvianos foram incapazes de discernir entre o bem e mal devido à condescendência com o apetite (Mateus 24:37-39). Dessa forma Cristo disse que aconteceria nos últimos dias. Por esse motivo devemos colocar nosso apetite em sujeição à vontade de Deus. O Conflito acontece em nossa mente, e aquilo que comemos pode interferir em nossa decisão.
“O alimento cárneo também é prejudicial. Seu efeito, por natureza estimulante, deveria ser argumento suficiente contra o seu uso, e o estado doentio quase geral entre os animais torna-o duplamente objetável. Tende a irritar os nervos e despertar as paixões, fazendo assim com que a balança das faculdades penda para o lado das propensões baixas.” Educação, pág. 203.
No texto acima Ellen White diz os motivos para abandonar o alimento cárneo:
1. Ele estimula as propensões baixas. Isso significa dizer que quem come carne, apesar de não ser pecado comê-la, está mais tendencioso a pecar do que aquele que mantém um regime dentro dos padrões da reforma de saúde.
2. Os animais estão, a cada dia que passa, sendo acometidos por doenças que só prejudicam a saúde do homem, isso acontece devido aos hormônios e medicamentos que o animal deve ser submetido para ser abatido e gerar lucro aos criadores. Exemplo: antes dos hormônios uma galinha precisava, no mínimo, de seis meses para ficar pronta para o abate, hoje, com 45 dias ela alcança peso suficiente e é abatida. Além dos hormônios “... o que confere maior peso e tamanho às aves criadas para abate, em menor tempo, resulta de manipulações genéticas, práticas alimentares programadas e confinamento. Esse desenvolvimento acelerado tem como resultado maior rentabilidade para o produtor e menor preço para o consumidor”. Dr. Manfred Krusche, Revista Vida e Saúde (Série Especial, N.º 01, Vegetarianismo), pág. 4.
Além dessas objeções, devemos levar em consideração também os maus tratos a que os animais são submetidos. Exemplos:
- Galinhas: “A vida dessas aves é mesmo miserável. Passam a maior parte dela em gaiolas apertadas, com 18 horas de luz artificial acesa, por dia. O objetivo é que não durmam e comam o máximo possível uma comida que não lhes agrada. Os bicos são cortados para que não se matem nem cisquem.” Dra. Sônia T. Felipe, Revista Vida e Saúde (Série Especial, N.º 01, Vegetarianismo), pág. 20.
- Bois e Vacas: “O transporte de um lado para o outro é feito em condições miseráveis. Viajam em pé, sem comer, por dias e, se porventura se deitam, são forçados a levantar por ferrões pontiagudos. Na hora de morrer levam um tiro de pistola de ar comprimdo na testa. Desacordado, mas ainda vivo, o animal é erguido por um pata traseira e outro funcionário do matadouro lhe corta a garganta. O animal deve estar ainda vivo para que o sangramento seja o mais completo possível. Como ainda existem milhares de matadouros clandestinos e sem fiscalização em nosso país (calcula-se em 50%), o abate de bois e vacas a marretadas ainda é particado apesar da proibição.” Dra. Sônia T. Felipe, Revista Vida e Saúde (Série Especial, N.º 01, Vegetarianismo), pág. 21.
O pecado está na condescendência com o apetite. Não devemos fazer de nosso estômago um deus, como afirmou Paulo a respeito do inimigos da cruz de Cristo: “Quanto a estes, o seu destino é a perdição, o seu deus é o estômago e têm orgulho do que é vergonhoso; eles só pensam nas coisas terrenas.” Filipenses 3:19 (NVI). Em Romanos, Paulo é ainda mais claro: “Pois essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas a seus próprios apetites...” Romanos 16:18 (NVI).
A condescendência com o apetite é o motivo de muitos ainda estarem comendo carne. Muitos não se veem sem esse ingrediente em sua mesa. Se esse é o seu caso, ore a Deus e peça ajuda dos céus para vencer seu apetite, pois quem se deixa ser vencido por ele, comete pecado. Quando o povo de Israel desejou comer carne no deserto, muitos foram mortos, mas não porque comeram carne e sim por que a cobiçaram, o que levou eles a murmurem contra Deus por causa do maná, desejando as panelas de carne do Egito, fazendo do seu apetite um deus (Números 11:4-35), eles eram intemperantes. Lembremo-nos de que eles não desejaram só a carne, mas também verduras, frutas, etc. (Números 11:5 NVI). É justamente da intemperança que devemos fugir.
Muitos deixam de comer carne, mas continuam agindo com glutonaria. Não são temperantes. Não sabem controlar o apetite, mesmo que esteja em sua mesa somente alimentos saudáveis. Comer comida vegetariana em demasia, sem controle, sem temperança, também constitui pecado.
“Sobrecarregar o estômago é um pecado comum, e quando se usa demasiado alimento, todo o organismo é sobrecarregado. A vida e vitalidade, em vez de aumentar, diminuem. É assim como Satanás planeja. O homem utiliza suas forças vitais no desnecessário trabalho de cuidar de excesso de alimentos... A intemperança no comer, mesmo que sejam alimentos saudáveis, terá efeito danoso sobre o organismo, e embotará as faculdades mentais e morais.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 131.
“Comer menos é fator de longevidade comprovado cientificamente. Numa experiência com ratinhos dirigida pelo cientista Ron Hart para a Food and Drug Administration, órgão que controla a área de alimentação e remédios nos Estados Unidos, os que comiam 70% menos calorias viveram 50% a mais do que os obesos. Isso representaria 32 anos a mais na média brasileira de longevidade masculina, que é de 64,8 anos... Uma iniciativa saudável é substituir o jantar por frutas, o que está intimamente ligado ao fator descanso.” Dr. Elias Oliveira Lima, Revista Vida e Saúde (Série Especial, N.º 01, Vegetarianismo), pág. 29.
Elias foi alimentado com carne por que já havia vencido o apetite, ele era um homem temperante em todas as coisas (Ver Vidas que Falam, MM, 1971, pág. 273). Essa atitude deve fazer parte da vida de todo aquele que deseja herdar a salvação. O que precisamos vencer é o apetite, esse é o nosso inimigo.
“A força dominante do apetite demonstrar-se-á a ruína de milhares quando, se houvessem triunfado nesse ponto, teriam tido força moral para ganhar a vitória sobre qualquer outra tentação de Satanás. Os que são escravos do apetite, no entanto, deixarão de aperfeiçoar o caráter cristão. A incessante transgressão do homem através de seis mil anos, tem trazido em resultado doença, dor e morte. E, à medida que nos aproximamos do fim do tempo, a tentação do inimigo para ceder ao apetite será mais poderosa e difícil de vencer.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 59.
Quanto àqueles que não têm condições de manter um regime vegetariano ou ovolactovegetariano, seja pelo lugar onde vivem ou por condições financeiras, devem eles se alimentar daquilo que é menos prejudicial.
Exemplo: Se em sua cidade existe disponível somente a aquisição de peixe, galinha ou carne bovina, prefira o peixe. Se há somente galinha e carne bovina, escolha a galinha (de preferência a criada com grãos, que é mais saudável). É esse o princípio que deve ser obedecido: alimentarmo-nos daquilo que menos nos enfraquecerá física, mental e espiritualmente. Para aqueles que não possuem boas condições financeiras, quero lembrar que a proteína de soja tem se mostrado com um valor mais acessível do que os exemplos acima, podendo ser encontrada em qualquer supermercado.
Não vamos aqui falar da culinária vegetariana, pois existem muitos sites que poderá ajudá-lo no preparo de alimentos saudáveis para você e sua família. Clique aqui e vejam alguns.
Na verdade o nosso problema é acreditar que somente a carne pode fornecer nutrientes para o nosso corpo, este é um engano.
“Quanto à melhor alimentação, a regra seria fazer a melhor seleção possível dos alimentos disponíveis em determinado momento e circunstância. A carne vai gradativamente deixando de ser um alimento seguro para quem se preocupa com a própria saúde e com a saúde da família. Nunca foi a melhor nutrição para a raça humana, e devido ao avanço das doenças nos próprios animais, é menos seguro atualmente depender dos animais para nossa sobrevivência.” Dr. Manfred Krushe, Revista Vida e Saúde (Série Especial, N.º 01, Vegetarianismo), pág. 6.
Conclusão
Comer carne não é pecado, desde que não esteja condescendendo com o apetite, mas apenas por não possuir outra opção devido à localidade que se reside ou que se encontra, ou devido à condição financeira de cada um, contudo, devemos fazer planos para abandoná-la definitivamente.
Devemos fazer esforços para alimentarmos daquilo que é menos prejudicial, e não daquilo que agrada ao paladar.
Não adianta deixar de comer carne e continuar alimentando-nos de outras substâncias que provocam os mesmos males e até pior do que os causados pela carne.
Deve-se fazer esforços para abandonar a carne como alimento devido à grande prova que iremos enfrentar, pois aqueles que vencerem ao apetite, bem como, aqueles que abandonaram a carne como alimento, estarão mais preparados para vencer no dia da grande tribulação, que parece está chegando. Quanto àqueles que não abandonarem a carne como alimento e não vencerem ao apetite, estarão mais fracos físico, mental e espiritualmente, podendo sucumbir ante a tentação.
Se quisermos levar uma vida vitoriosa em Cristo deve-se primeiramente vencer o apetite. Foi aqui que Adão falhou e foi aqui que Jesus venceu. Portanto, é o apetite o primeiro inimigo a ser vencido (Ver No Deserto da Tentação, Ellen White, Casa Publicadora Brasileira).
Quanto àqueles que acham que já faz muito abandonando o consumo de animais imundos, leia isto: “Os adventistas têm levado a sério a lei dos animais puros e impuros, e consideram-na como o mínimo do que o Senhor requer de nós em relação a uma alimentação apropriada.” Ángel Manuel Rodrígues, Revista Adventist World, Julho 2010, pág. 26. Essa atitude é apenas o mínimo que podemos oferecer, Deus espera mais de Seu povo. E que tal começarmos seguindo o seguinte conselho:
“O vegetarianismo tem se tornado popular ao redor do mundo por vários motivos: ético, ecológico, religioso e até narcisista. Talvez esse seja o momento certo para reafirmar o ideal divino, evitando-se o uso de carne em reuniões oficiais da igreja (reuniões de obreiros, “junta-panelas” na igreja, etc.) e, sempre que possível, não utilizando em nossa mesa.” Ángel Manuel Rodrígues, Revista Adventist World, Julho 2010, pág. 26.
A escolha é inteiramente nossa.
Resta Uma Esperança
13 fevereiro 2010
Conflito Cósmico - A Origem do Mal
Uma produção do Ministério "Amazing Facts", que você pode adquirir em seu site na sessão Magazine. Aqui disponibilizamos apenas uma pequena parte preparada e disponibilizada por Sandro Pinto. Já foi publicada pelo blog Minuto Profético, Diário da Profeica e Tempo Final.
Cosmic Conflict: The Origin of Evil from Sandro Pinto on Vimeo.
Cosmic Conflict: The Origin of Evil from Sandro Pinto on Vimeo.
27 novembro 2009
Deus não é Deus de Mortos, mas de vivos
Um dos textos utilizados pelos defensores da imortalidade da alma é encontrado em Mateus 22: 29-32, que diz:
“Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus; Porque, na ressurreição, nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus, no céu. E, acerca da ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.”
O argumento utilizado é a afirmação de Cristo ao dizer: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos”. Portanto, se “Deus não é Deus de mortos, mas sim dos vivos”, a conclusão tirada é que Abraão, Isaque e Jacó estão vivos no seio de Abraão. Como Abraão poderia ficar em seu próprio seio? Os mortos antes de Abraão ficaram onde?
Novamente é utilizado um texto fora do seu contexto, e, assim, se torna um pretexto para justificar uma doutrina que não é corroborada pela Bíblia.
Para entendermos esse texto precisamos responder duas perguntas básicas:
1. Qual o assunto principal no texto?
2. Quem começou o assunto?
O assunto principal é a Ressurreição, veja verso 31. O assunto surgiu a partir da ideia de não existir ressurreição dos mortos, ideia defendida pelos saduceus, elaboradores da pergunta. Um dos argumentos utilizados por eles para tentar “provar” que a ressurreição não poderia ocorrer, era um texto de Moisés encontrado em Deuteronômio 25:5, texto citado no verso 24. Eles usam um caso onde uma mulher casada que ficara viúva, deveria se casar com um dos irmãos, e, se este vier a morrer, o próximo irmão deve fazer o mesmo, e assim por diante. Portanto, quem seria o marido dela após a ressurreição se ela se casasse com sete irmãos? Esta pergunta, para muitos, ficava sem resposta. Mas Jesus foi direto, afirmando: “Errais não conhecendo as escrituras nem o poder de Deus”, verso 29. Com esta declaração Jesus afirmou que eles estavam distorcendo as escrituras (Bíblia), e nem conheciam o poder de Deus que é capaz de ressuscitar qualquer pessoa, algo que o próprio Jesus fez com Lázaro após quatro dias no túmulo, e com muitos outros.
Foi nesse contexto que Jesus afirmou: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos”.
Então devemos entender claramente que o fato de alguém está morto não significa que este não voltará à vida; a morte do filho de Deus é considerada ao sono (João 11: 11-14); estão eles dormindo aguardando o dia da ressurreição, portanto, Deus é o Deus que trará Abraão, Isaque, Jacó, Josué, Davi e muitos outros de volta à vida, e, assim, receberão a vida eterna.
Jesus não estava falando de vida após a morte, mas de ressurreição dos mortos. Não devemos confundir as escrituras, como fizeram os saduceus, utilizando uma declaração de Moisés que nada tem haver com ressurreição para justificar suas ideias errôneas. Do mesmo modo existem pessoas utilizando esta passagem que fala de ressurreição, para falar de vida após a morte, para esses repito a declaração de Cristo: “Errais não conhecendo as escrituras, nem o poder de Deus”.
Leia: Eclesiastes 9: 5-6.
Resta Uma Esperança
“Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus; Porque, na ressurreição, nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus, no céu. E, acerca da ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.”
O argumento utilizado é a afirmação de Cristo ao dizer: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos”. Portanto, se “Deus não é Deus de mortos, mas sim dos vivos”, a conclusão tirada é que Abraão, Isaque e Jacó estão vivos no seio de Abraão. Como Abraão poderia ficar em seu próprio seio? Os mortos antes de Abraão ficaram onde?
Novamente é utilizado um texto fora do seu contexto, e, assim, se torna um pretexto para justificar uma doutrina que não é corroborada pela Bíblia.
Para entendermos esse texto precisamos responder duas perguntas básicas:
1. Qual o assunto principal no texto?
2. Quem começou o assunto?
O assunto principal é a Ressurreição, veja verso 31. O assunto surgiu a partir da ideia de não existir ressurreição dos mortos, ideia defendida pelos saduceus, elaboradores da pergunta. Um dos argumentos utilizados por eles para tentar “provar” que a ressurreição não poderia ocorrer, era um texto de Moisés encontrado em Deuteronômio 25:5, texto citado no verso 24. Eles usam um caso onde uma mulher casada que ficara viúva, deveria se casar com um dos irmãos, e, se este vier a morrer, o próximo irmão deve fazer o mesmo, e assim por diante. Portanto, quem seria o marido dela após a ressurreição se ela se casasse com sete irmãos? Esta pergunta, para muitos, ficava sem resposta. Mas Jesus foi direto, afirmando: “Errais não conhecendo as escrituras nem o poder de Deus”, verso 29. Com esta declaração Jesus afirmou que eles estavam distorcendo as escrituras (Bíblia), e nem conheciam o poder de Deus que é capaz de ressuscitar qualquer pessoa, algo que o próprio Jesus fez com Lázaro após quatro dias no túmulo, e com muitos outros.
Foi nesse contexto que Jesus afirmou: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos”.
Então devemos entender claramente que o fato de alguém está morto não significa que este não voltará à vida; a morte do filho de Deus é considerada ao sono (João 11: 11-14); estão eles dormindo aguardando o dia da ressurreição, portanto, Deus é o Deus que trará Abraão, Isaque, Jacó, Josué, Davi e muitos outros de volta à vida, e, assim, receberão a vida eterna.
Jesus não estava falando de vida após a morte, mas de ressurreição dos mortos. Não devemos confundir as escrituras, como fizeram os saduceus, utilizando uma declaração de Moisés que nada tem haver com ressurreição para justificar suas ideias errôneas. Do mesmo modo existem pessoas utilizando esta passagem que fala de ressurreição, para falar de vida após a morte, para esses repito a declaração de Cristo: “Errais não conhecendo as escrituras, nem o poder de Deus”.
Leia: Eclesiastes 9: 5-6.
Resta Uma Esperança
13 novembro 2009
UMA JORNADA PARA O CÉU - Parte 1 - COMO ALCANÇAR A PERFEIÇÃO
"Sede vós perfeitos, como perfeito é vosso Pai que está nos céus”. Mateus 5: 48.
Durante muito tempo esta declaração causou impacto em mim todas as vezes que a lia. Como ser perfeito igual a Deus? Será isso possível? Creio que você também se sente intrigado com esta declaração. Espero que ao ler este artigo você possa compreender o que realmente Cristo quis dizer ao proferir essas palavras.
Essa declaração deve ser analisada dentro do contexto em que foi proferida. Então vamos lá.
Ela se encontra inserida no Sermão da Montanha, esse foi o primeiro sermão proferido por Cristo para a humanidade durante sua estadia, como homem, neste planeta; até então Ele havia falado ao Seu povo somente através de Seus mensageiros, os profetas, agora era o próprio Deus pessoalmente que daria sua mensagem à humanidade caída. Portanto, este sermão deve está cheio de mensagens maravilhosas para nós, mas não iremos analisar todo o sermão da montanha, deixaremos para outra oportunidade, analisaremos apenas o texto imediato onde o apelo para a perfeição está inserido.
Leia em sua Bíblia Mateus 5: 38-48.
Nos versos 38 a 42, Jesus nos ensina uma lição de humildade, algo que Ele defende desde o verso 3, e ainda pede para aprendermos com Ele. (Mateus 11: 29). Portanto, a humildade deve existir no coração do verdadeiro cristão. Pense um pouco: Como você age ao ser injustiçado? Como você age quando alguém tira os seus direitos e o obriga a cumprir seus deveres? Você algum dia já assumiu seus erros para sua esposa (o), para seus filhos, para seu colega de trabalho? Cristo não está falando somente de humildade por haver cometido um erro, Ele nos pede para sermos humildes até mesmo quando somos condenados por ter feito o certo; não foi esse o Seu maior exemplo? (Isaías 53: 3-7).
Nos versos 43 a 48 Ele nos ensina a amar o próximo, seja ele inimigo ou amigo, assunto que ele vem desenvolvendo desde o verso 20, onde diz que a nossa justiça deve exceder a justiça dos fariseus. Em que sentido a nossa justiça deve exceder a dos fariseus? Os fariseus se concentravam na lei meramente no sentido de proibir uma ação: Não faças isso! Não faças aquilo! No desenvolver do assunto Cristo nos ensinar que as ações, em si mesmas, não produzem justiça, a não ser que venham de um coração santificado, transformado, cheio de amor, aí elas brotarão como o fruto do Espírito Santo. Ligando isso com o que Paulo falou sobre o cumprimento da lei ser por amor (Romanos 13: 10), então fica claro o que Jesus queria dizer.
Eis dois dos temas abordados: amor e humildade. Sendo o amor o pai de todos os outros temas. Esses sentimentos como descritos por Cristo no sermão da montanha, são sentimentos Sublimes, Divinos, que não existe no coração humano. Foi nesse contexto que Cristo nos solicitou perfeição: Amor e Humildade. Assuntos esses demonstrados por Cristo em uma dimensão totalmente nova, e contra a natureza humana. Então como cumprir esta determinação para ser perfeito, como perfeito é nosso Pai que está no céu, se somos, por natureza, maus?
Então venha comigo neste estudo e veremos se é possível ser perfeito.
Qual a nossa verdadeira condição?
A essência da mensagem pregada pela Igreja Adventista nos ensina um pouco sobre isso, principalmente a mensagem da Justificação pela Fé, mensagem que causou bastante alvoroço entre os pioneiros de nossa igreja; mensagem que causaria um reavivamento da verdadeira piedade necessária para o derramamento da Chuva Serôdia e realização do Alto Clamor.
“Aqui está a perseverança dos santos; os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”. Apocalipse 14: 12.
Veja que as duas coisas andam juntas: "guardar os mandamentos de Deus e a fé em Jesus". De nós mesmos não temos poder para mudar de vida e guardar os mandamentos de Deus; podemos até guardar-los superficialmente como fazia os fariseus e o jovem rico, mas não cumprir-los como ensinado por Cristo no Sermão da Montanha, sozinhos não seremos capazes, pois nascemos em pecado. (Salmo 51: 5). O mal habita em nossa carne, por esse motivo foi que Paulo disse: “em minha carne não habita bem algum” (Romanos 7: 18). Somos por natureza: egoístas, orgulhosos, adúlteros, rancorosos, sensuais, invejosos, traidores, amantes do prazer, críticos, irados, corruptos, e tantos outros males que habitam no coração humano. Seríamos hipócritas em afirmar o contrário. Quer um exemplo: como você se sentiria ao ver uma pessoa que só lhe fez mal passar por problemas por causa do mal que lhe fez? Não me responda com palavras, verifique o que está dentro do seu coração, lá no íntimo, o que de verdade está sentido, e aceitará que somos maus. O que dizer então das palavras de Jesus: “quando alguém lhe feri na face direita, oferece-lhe também a esquerda” (Mateus 5: 39)? Jesus não está pedindo somente uma ação, Ele não está pedindo que você vá e visite aquela pessoa, ou que diga que a perdoa, ou que faça o bem em troca. Não! Ele não está pedindo somente isso. Ele nos pede uma ação verdadeira, sincera, que brote do íntimo de nosso coração. Isso é impossível para o homem fazer sozinho, por mais que ele tente, o sentimento ruim estará em seu coração.
Para vencer esse mal não podemos ficar somente no calvário, ele é somente o início da Justificação pela Fé; Jesus deseja trazer o calvário para dentro de nosso coração, crucificando o nosso eu, a nossa carne.
Paulo deixou isso bem claro, leia:
“Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? Ou não sabeis que, todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele, pelo batismo, na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós, também, em novidade de vida... Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. Porque aquele que está morto está justificado do pecado.” Romanos 6: 1-7.
Quero lembrar que pecado não é uma ação, é um sentimento, é algo que foi implantado em nosso coração desde o dia em que Adão e Eva comeram do fruto da árvore proibida. Jesus deixou isso bem claro quando disse: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo, que, qualquer que atentar numa mulher, para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” Mateus 5: 27, 28. Este princípio é aplicável a qualquer outro mandamento.
O Que Fazer Então?
Paulo, depois de seu discurso maravilhoso sobre a nossa verdadeira condição, dar a solução para problema do pecado em nossa carne. “Dou graças a Deus, por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Romanos 7: 25). Somente Jesus é capaz de nos capacitar a vencer o pecado. Cristo venceu o pecado por nós, isso é verdade, mas Ele deseja vencer o pecado em nós, para completar o trabalho. “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo”. Filipenses 1:6.
Quando fazemos algum bem, quando vencemos uma tentação, não somos nós que vencemos, é o Espírito Santo que vence por nós, através de nós, por esse motivo é chamado de fruto do Espírito (Gálatas 5: 22). Mas como pode ser isso? Eu respondo: Milagre. Somente um milagre. Não vem de nós é “dom de Deus”.
Alguns alegam que é impossível para o homem guardar os mandamentos de Deus; quando alguém afirma isso, está afirmando que o homem não pode viver sem cometer pecado; realmente para o homem é impossível amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, lembrando que o amor é cumprimento da lei. (Lucas 10: 27, Romanos 13: 10). Exemplos: como dizer para um homem que ele deve deixar de trabalhar no sábado, pois esse dia foi separado para a adoração a Deus, se o mesmo está correndo o risco de perder o emprego e ver sua família passar necessidades? Como dizer para um pai que ele deve amar e perdoar verdadeiramente o homem que estuprou e matou sua filha de dois anos de idade? O que dizer da inveja, do rancor, do orgulho, do egoísmo, da sensualidade, do amor ao eu, do stress que nos leva à ira sem motivo e de tantos outros males que nos assola? Será possível nos livrar de todos esses sentimentos que parecem fazer parte de nossa vida, de nosso ser? Será possível viver uma vida reta, santa, justa e boa nesta terra? Será possível para o homem amar seu semelhante como a si mesmo? Será possível dar aos outros, aquilo que desejamos a nós mesmos? Será possível abrir mão de nossos direitos e cumprir os nossos deveres independentemente de ser ou não recompensados? Será possível dar e não querer nada em troca? Será possível viver como Jesus viveu? Amar como Ele amou? Ser humilde como Ele foi? Será possível vencer o mundo pelo amor? Cristo venceu o mundo! Será que também podemos vencer? Será possível nos manter incontaminados neste mundo? Será possível para o homem alcançar a perfeição? Muitos podem dizer que não, mas Cristo, por suas palavras e ações, nos diz que sim. Nós podemos.
Cristo disse: “Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível.” Mateus 19: 26.
Foi por causa da impossibilidade humana de guardar os mandamentos de Deus que Cristo veio e deu a Sua vida. Através deste ato Ele, Cristo, além conceder o perdão dos pecados, concede poder para o homem ou mulher que o aceitar e caminhar com Ele a viver uma vida reta e digna nesta terra; cumprindo Seus mandamentos por amor. A isso chamamos de Justificação Pela Fé. Através de Cristo encontramos perdão para os nossos pecados e Ele nos capacita a cumprir seus mandamentos, e se, por acaso, cairmos novamente em pecado, Ele ainda é capaz de nos perdoar novamente. (I João 2:1). Mas essa oportunidade de perdão não estará disponível para sempre, irá chegar o tempo em que se cumprirá a profecia “Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda.” Apocalipse 22: 11. Portanto, devemos caminhar com Cristo e, pelo poder do Espírito Santo, ir vencendo o pecado em nossa carne dia após dia. “Dia após dia, morro...” I Coríntios 15: 31.
A Justificação pela Fé não significa somente o perdão dos pecados, significa também poder para vencê-lo. Esta é a mensagem que devemos dar ao mundo. Cristo nos salvou em nossos pecados, e dos nossos pecados.
Se você, por algum motivo, caiu em tentação após ser batizado, não se preocupe, todos nós já caímos, e o que nos levou a cair foi estar longe de Deu; foi deixar de caminhar com Ele; foi esquecer-nos de Seu Amor. Mas Cristo nos chama hoje para voltar, Ele tem o poder para vencer o pecado em nós. Não fique aí se lastimando por haver caído, levante, se entregue novamente a Cristo e caminhe ao Seu lado sempre, e Ele lhe concederá forças para vencer.
O nosso problema hoje
Alguns de nós temos nos concentrando apenas nas ações, claro que as ações refletem o que está dentro do coração, isso bíblico, mas também é bíblico que o simples praticar de ações não nos faz semelhante a Cristo; o resultado de uma vida degradante espiritualmente é o viver sem Cristo. Antes que a igreja saiba o que certo ou o que é errado (ações) precisamos mostrar Cristo no calvário (Amor). É nisso que temos errado. Estamos concentrando as nossas forças no certo e no errado; precisamos concentrar as nossas forças em Cristo, e, assim, pelo Seu Poder ensinar as pessoas o certo e o errado. Quando fizermos isso, aqueles que aceitarem a mensagem da Justificação pela Fé, também aceitarão as advertências e, por amor, abandonarão o errado e praticarão o certo. Quanto àqueles que não tomarem a decisão de permitir com que Cristo vença o pecado em sua vida, devemos orar por eles, é só o que podemos fazer.
O mundo invadiu a igreja, é certo, não podemos negar, mas o motivo da igreja ter permitido isso foi o afastamento da mensagem da Justificação pela Fé. Quando essa invasão começou, muitos concentraram suas forças no certo e no errado, foi por esse motivo que a abordagem não teve êxito e Satanás exultou por isso. Hoje é o dia de mostrarmos à igreja Cristo no Calvário, mostrar o poder transformador do Espírito Santo na vida de todo aquele que a Ele entrega o coração, dessa forma o mundo será afastado da vida dos sinceros. Tenho percebido nas igrejas que visito quando sou convidado, que alguns irmãos demonstram sinceridade, percebo que eles sabem o que devem fazer, porém não sabem como fazer, e nessa luta ficam decepcionados consigo mesmos, estão lutando sozinhos, eles precisam ser levados a olhar para o calvário e receber o poder que de lá irradia, e saber que não estão sozinhos nessa luta; Cristo é o nosso Vencedor, o nosso Príncipe, Ele quer lutar conosco e nos fazer vencedor qual Ele é.
O pecado deve ser reprovado, é claro, mas junto com a reprovação deve ser dada a solução: Cristo para perdoar e para santificar.
Temos que despertar no coração da igreja o amor por Cristo e pelo próximo, aquele amor que levou muitos à morte no passado, pois amaram a Deus e ao próximo mais que a própria vida. Devemos despertar no coração da igreja o desejo de encontrar Cristo quando Ele voltar, foi também através desse desejo, de encontrar o Salvador a quem amavam que muitos não desistiram diante da ameaça de morte; percebo que este desejo tem esfriado no coração do povo de Deus, talvez seja por esse motivo que a igreja parece tem acalentado o amor pelo mundo e suas concupiscências. Cristo não tarda voltar, ele tem um mundo novo, onde o amor e a paz reinarão, mas lá não entrará coisa alguma contaminada (Apocalipse 21: 27). Contaminada com o eu, contaminada com mundo; somente os lavados pelo sangue de Cristo e justificados pela fé ali entrarão. “Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.” (Apocalipse 22: 12). Entraremos pelas portas, pois na cidade de Deus não tem janelas; ou entramos pelas portas ou ficaremos do lado de fora. Somente aqueles que aceitarem Cristo como penhor por seus pecados e permitirem ao Espírito Santo vencer o pecado em sua carne poderão entrar pelas portas, pois serão justificados pela fé e santificados pelo Espírito, e, assim, teremos a mente de Cristo. (I Coríntios 2: 16).
Não pensemos que todos aceitarão a mensagem, isso é uma utopia de nossa parte, mas creio que existem sinceros filhos de Deus que a aceitarão e deixarão Cristo vencer o pecado em sua vida.
Tudo isso deve ser pregado e ensinado, todavia, não devemos esquecer-nos da parte mais importante: VIVER ESSA MENSAGEM.
Querido irmão, quer você hoje deixar Cristo entrar em sua vida e vencer o pecado por você? Então faça uma breve oração onde você estiver, entregando sua vida novamente nas mãos de Deus.
Tema da Segunda Parte – COMO POSSUIR A MENTE DE CRISTO
Aguardem!
Resta Uma Esperança
Durante muito tempo esta declaração causou impacto em mim todas as vezes que a lia. Como ser perfeito igual a Deus? Será isso possível? Creio que você também se sente intrigado com esta declaração. Espero que ao ler este artigo você possa compreender o que realmente Cristo quis dizer ao proferir essas palavras.
Essa declaração deve ser analisada dentro do contexto em que foi proferida. Então vamos lá.
Ela se encontra inserida no Sermão da Montanha, esse foi o primeiro sermão proferido por Cristo para a humanidade durante sua estadia, como homem, neste planeta; até então Ele havia falado ao Seu povo somente através de Seus mensageiros, os profetas, agora era o próprio Deus pessoalmente que daria sua mensagem à humanidade caída. Portanto, este sermão deve está cheio de mensagens maravilhosas para nós, mas não iremos analisar todo o sermão da montanha, deixaremos para outra oportunidade, analisaremos apenas o texto imediato onde o apelo para a perfeição está inserido.
Leia em sua Bíblia Mateus 5: 38-48.
Nos versos 38 a 42, Jesus nos ensina uma lição de humildade, algo que Ele defende desde o verso 3, e ainda pede para aprendermos com Ele. (Mateus 11: 29). Portanto, a humildade deve existir no coração do verdadeiro cristão. Pense um pouco: Como você age ao ser injustiçado? Como você age quando alguém tira os seus direitos e o obriga a cumprir seus deveres? Você algum dia já assumiu seus erros para sua esposa (o), para seus filhos, para seu colega de trabalho? Cristo não está falando somente de humildade por haver cometido um erro, Ele nos pede para sermos humildes até mesmo quando somos condenados por ter feito o certo; não foi esse o Seu maior exemplo? (Isaías 53: 3-7).
Nos versos 43 a 48 Ele nos ensina a amar o próximo, seja ele inimigo ou amigo, assunto que ele vem desenvolvendo desde o verso 20, onde diz que a nossa justiça deve exceder a justiça dos fariseus. Em que sentido a nossa justiça deve exceder a dos fariseus? Os fariseus se concentravam na lei meramente no sentido de proibir uma ação: Não faças isso! Não faças aquilo! No desenvolver do assunto Cristo nos ensinar que as ações, em si mesmas, não produzem justiça, a não ser que venham de um coração santificado, transformado, cheio de amor, aí elas brotarão como o fruto do Espírito Santo. Ligando isso com o que Paulo falou sobre o cumprimento da lei ser por amor (Romanos 13: 10), então fica claro o que Jesus queria dizer.
Eis dois dos temas abordados: amor e humildade. Sendo o amor o pai de todos os outros temas. Esses sentimentos como descritos por Cristo no sermão da montanha, são sentimentos Sublimes, Divinos, que não existe no coração humano. Foi nesse contexto que Cristo nos solicitou perfeição: Amor e Humildade. Assuntos esses demonstrados por Cristo em uma dimensão totalmente nova, e contra a natureza humana. Então como cumprir esta determinação para ser perfeito, como perfeito é nosso Pai que está no céu, se somos, por natureza, maus?
Então venha comigo neste estudo e veremos se é possível ser perfeito.
Qual a nossa verdadeira condição?
A essência da mensagem pregada pela Igreja Adventista nos ensina um pouco sobre isso, principalmente a mensagem da Justificação pela Fé, mensagem que causou bastante alvoroço entre os pioneiros de nossa igreja; mensagem que causaria um reavivamento da verdadeira piedade necessária para o derramamento da Chuva Serôdia e realização do Alto Clamor.
“Aqui está a perseverança dos santos; os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”. Apocalipse 14: 12.
Veja que as duas coisas andam juntas: "guardar os mandamentos de Deus e a fé em Jesus". De nós mesmos não temos poder para mudar de vida e guardar os mandamentos de Deus; podemos até guardar-los superficialmente como fazia os fariseus e o jovem rico, mas não cumprir-los como ensinado por Cristo no Sermão da Montanha, sozinhos não seremos capazes, pois nascemos em pecado. (Salmo 51: 5). O mal habita em nossa carne, por esse motivo foi que Paulo disse: “em minha carne não habita bem algum” (Romanos 7: 18). Somos por natureza: egoístas, orgulhosos, adúlteros, rancorosos, sensuais, invejosos, traidores, amantes do prazer, críticos, irados, corruptos, e tantos outros males que habitam no coração humano. Seríamos hipócritas em afirmar o contrário. Quer um exemplo: como você se sentiria ao ver uma pessoa que só lhe fez mal passar por problemas por causa do mal que lhe fez? Não me responda com palavras, verifique o que está dentro do seu coração, lá no íntimo, o que de verdade está sentido, e aceitará que somos maus. O que dizer então das palavras de Jesus: “quando alguém lhe feri na face direita, oferece-lhe também a esquerda” (Mateus 5: 39)? Jesus não está pedindo somente uma ação, Ele não está pedindo que você vá e visite aquela pessoa, ou que diga que a perdoa, ou que faça o bem em troca. Não! Ele não está pedindo somente isso. Ele nos pede uma ação verdadeira, sincera, que brote do íntimo de nosso coração. Isso é impossível para o homem fazer sozinho, por mais que ele tente, o sentimento ruim estará em seu coração.
Para vencer esse mal não podemos ficar somente no calvário, ele é somente o início da Justificação pela Fé; Jesus deseja trazer o calvário para dentro de nosso coração, crucificando o nosso eu, a nossa carne.
Paulo deixou isso bem claro, leia:
“Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? Ou não sabeis que, todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele, pelo batismo, na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós, também, em novidade de vida... Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. Porque aquele que está morto está justificado do pecado.” Romanos 6: 1-7.
Quero lembrar que pecado não é uma ação, é um sentimento, é algo que foi implantado em nosso coração desde o dia em que Adão e Eva comeram do fruto da árvore proibida. Jesus deixou isso bem claro quando disse: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo, que, qualquer que atentar numa mulher, para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” Mateus 5: 27, 28. Este princípio é aplicável a qualquer outro mandamento.
O Que Fazer Então?
Paulo, depois de seu discurso maravilhoso sobre a nossa verdadeira condição, dar a solução para problema do pecado em nossa carne. “Dou graças a Deus, por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Romanos 7: 25). Somente Jesus é capaz de nos capacitar a vencer o pecado. Cristo venceu o pecado por nós, isso é verdade, mas Ele deseja vencer o pecado em nós, para completar o trabalho. “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo”. Filipenses 1:6.
Quando fazemos algum bem, quando vencemos uma tentação, não somos nós que vencemos, é o Espírito Santo que vence por nós, através de nós, por esse motivo é chamado de fruto do Espírito (Gálatas 5: 22). Mas como pode ser isso? Eu respondo: Milagre. Somente um milagre. Não vem de nós é “dom de Deus”.
Alguns alegam que é impossível para o homem guardar os mandamentos de Deus; quando alguém afirma isso, está afirmando que o homem não pode viver sem cometer pecado; realmente para o homem é impossível amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, lembrando que o amor é cumprimento da lei. (Lucas 10: 27, Romanos 13: 10). Exemplos: como dizer para um homem que ele deve deixar de trabalhar no sábado, pois esse dia foi separado para a adoração a Deus, se o mesmo está correndo o risco de perder o emprego e ver sua família passar necessidades? Como dizer para um pai que ele deve amar e perdoar verdadeiramente o homem que estuprou e matou sua filha de dois anos de idade? O que dizer da inveja, do rancor, do orgulho, do egoísmo, da sensualidade, do amor ao eu, do stress que nos leva à ira sem motivo e de tantos outros males que nos assola? Será possível nos livrar de todos esses sentimentos que parecem fazer parte de nossa vida, de nosso ser? Será possível viver uma vida reta, santa, justa e boa nesta terra? Será possível para o homem amar seu semelhante como a si mesmo? Será possível dar aos outros, aquilo que desejamos a nós mesmos? Será possível abrir mão de nossos direitos e cumprir os nossos deveres independentemente de ser ou não recompensados? Será possível dar e não querer nada em troca? Será possível viver como Jesus viveu? Amar como Ele amou? Ser humilde como Ele foi? Será possível vencer o mundo pelo amor? Cristo venceu o mundo! Será que também podemos vencer? Será possível nos manter incontaminados neste mundo? Será possível para o homem alcançar a perfeição? Muitos podem dizer que não, mas Cristo, por suas palavras e ações, nos diz que sim. Nós podemos.
Cristo disse: “Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível.” Mateus 19: 26.
Foi por causa da impossibilidade humana de guardar os mandamentos de Deus que Cristo veio e deu a Sua vida. Através deste ato Ele, Cristo, além conceder o perdão dos pecados, concede poder para o homem ou mulher que o aceitar e caminhar com Ele a viver uma vida reta e digna nesta terra; cumprindo Seus mandamentos por amor. A isso chamamos de Justificação Pela Fé. Através de Cristo encontramos perdão para os nossos pecados e Ele nos capacita a cumprir seus mandamentos, e se, por acaso, cairmos novamente em pecado, Ele ainda é capaz de nos perdoar novamente. (I João 2:1). Mas essa oportunidade de perdão não estará disponível para sempre, irá chegar o tempo em que se cumprirá a profecia “Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda.” Apocalipse 22: 11. Portanto, devemos caminhar com Cristo e, pelo poder do Espírito Santo, ir vencendo o pecado em nossa carne dia após dia. “Dia após dia, morro...” I Coríntios 15: 31.
A Justificação pela Fé não significa somente o perdão dos pecados, significa também poder para vencê-lo. Esta é a mensagem que devemos dar ao mundo. Cristo nos salvou em nossos pecados, e dos nossos pecados.
Se você, por algum motivo, caiu em tentação após ser batizado, não se preocupe, todos nós já caímos, e o que nos levou a cair foi estar longe de Deu; foi deixar de caminhar com Ele; foi esquecer-nos de Seu Amor. Mas Cristo nos chama hoje para voltar, Ele tem o poder para vencer o pecado em nós. Não fique aí se lastimando por haver caído, levante, se entregue novamente a Cristo e caminhe ao Seu lado sempre, e Ele lhe concederá forças para vencer.
O nosso problema hoje
Alguns de nós temos nos concentrando apenas nas ações, claro que as ações refletem o que está dentro do coração, isso bíblico, mas também é bíblico que o simples praticar de ações não nos faz semelhante a Cristo; o resultado de uma vida degradante espiritualmente é o viver sem Cristo. Antes que a igreja saiba o que certo ou o que é errado (ações) precisamos mostrar Cristo no calvário (Amor). É nisso que temos errado. Estamos concentrando as nossas forças no certo e no errado; precisamos concentrar as nossas forças em Cristo, e, assim, pelo Seu Poder ensinar as pessoas o certo e o errado. Quando fizermos isso, aqueles que aceitarem a mensagem da Justificação pela Fé, também aceitarão as advertências e, por amor, abandonarão o errado e praticarão o certo. Quanto àqueles que não tomarem a decisão de permitir com que Cristo vença o pecado em sua vida, devemos orar por eles, é só o que podemos fazer.
O mundo invadiu a igreja, é certo, não podemos negar, mas o motivo da igreja ter permitido isso foi o afastamento da mensagem da Justificação pela Fé. Quando essa invasão começou, muitos concentraram suas forças no certo e no errado, foi por esse motivo que a abordagem não teve êxito e Satanás exultou por isso. Hoje é o dia de mostrarmos à igreja Cristo no Calvário, mostrar o poder transformador do Espírito Santo na vida de todo aquele que a Ele entrega o coração, dessa forma o mundo será afastado da vida dos sinceros. Tenho percebido nas igrejas que visito quando sou convidado, que alguns irmãos demonstram sinceridade, percebo que eles sabem o que devem fazer, porém não sabem como fazer, e nessa luta ficam decepcionados consigo mesmos, estão lutando sozinhos, eles precisam ser levados a olhar para o calvário e receber o poder que de lá irradia, e saber que não estão sozinhos nessa luta; Cristo é o nosso Vencedor, o nosso Príncipe, Ele quer lutar conosco e nos fazer vencedor qual Ele é.
O pecado deve ser reprovado, é claro, mas junto com a reprovação deve ser dada a solução: Cristo para perdoar e para santificar.
Temos que despertar no coração da igreja o amor por Cristo e pelo próximo, aquele amor que levou muitos à morte no passado, pois amaram a Deus e ao próximo mais que a própria vida. Devemos despertar no coração da igreja o desejo de encontrar Cristo quando Ele voltar, foi também através desse desejo, de encontrar o Salvador a quem amavam que muitos não desistiram diante da ameaça de morte; percebo que este desejo tem esfriado no coração do povo de Deus, talvez seja por esse motivo que a igreja parece tem acalentado o amor pelo mundo e suas concupiscências. Cristo não tarda voltar, ele tem um mundo novo, onde o amor e a paz reinarão, mas lá não entrará coisa alguma contaminada (Apocalipse 21: 27). Contaminada com o eu, contaminada com mundo; somente os lavados pelo sangue de Cristo e justificados pela fé ali entrarão. “Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.” (Apocalipse 22: 12). Entraremos pelas portas, pois na cidade de Deus não tem janelas; ou entramos pelas portas ou ficaremos do lado de fora. Somente aqueles que aceitarem Cristo como penhor por seus pecados e permitirem ao Espírito Santo vencer o pecado em sua carne poderão entrar pelas portas, pois serão justificados pela fé e santificados pelo Espírito, e, assim, teremos a mente de Cristo. (I Coríntios 2: 16).
Não pensemos que todos aceitarão a mensagem, isso é uma utopia de nossa parte, mas creio que existem sinceros filhos de Deus que a aceitarão e deixarão Cristo vencer o pecado em sua vida.
Tudo isso deve ser pregado e ensinado, todavia, não devemos esquecer-nos da parte mais importante: VIVER ESSA MENSAGEM.
Querido irmão, quer você hoje deixar Cristo entrar em sua vida e vencer o pecado por você? Então faça uma breve oração onde você estiver, entregando sua vida novamente nas mãos de Deus.
Tema da Segunda Parte – COMO POSSUIR A MENTE DE CRISTO
Aguardem!
Resta Uma Esperança
09 outubro 2009
TERIA DEUS CRIADO OS TAMBORES?
A questão do uso de tambores para adoração no templo é algo que tem levado muitos a buscarem uma posição bíblica quanto ao assunto. Mas esta busca deve ser feita com humildade, sem pensamentos pré-concebidos, pois caso isso não ocorra, corremos o risco de sermos enganados pelo nosso “eu”.
Algumas pessoas, nesta busca pela verdade, chegaram a uma conclusão que pode ser descrita nos seguintes termos: Lúcifer, quando ainda estava no céu, usava tambores ali, os quais foram criados para ele pelo próprio Deus. Portanto, se isto for verdade, seu uso no culto de adoração não é apenas legítimo, mas altamente recomendável. Esta conclusão será o tema de análise deste artigo.
Antes de iniciarmos a análise da argumentação em si, leia esta mensagem do espírito de profecia:
“É plano de Deus dar suficiente evidência do caráter divino de Sua obra para convencer a todos quantos desejam sinceramente conhecer a verdade. Mas Ele nunca remove toda a oportunidade de dúvida. Todos quantos desejam pôr em dúvida e cavilar encontrarão ensejo.” Mensagens Escolhidas, vol. I, p. 72.
Todos quantos buscarem na Bíblia justificativa para suas idéias, encontrarão. Alguns usam a história de Raabe e das parteiras de Moisés para justificar que Deus aprova uma mentira se for para o bem, outros utilizam algumas declarações de Paulo para afirmar falsamente que o sábado e a lei foram abolidos. Outros utilizam as ordens dadas por Deus a muitos dos juízes e reis de Israel para matar homens, mulheres e crianças e afirmam que Deus é um ser cruel e sanguinário. Outros usam a parábola do rico e do Lázaro para justificar que existe vida após a morte. Muitas religiões, se utilizando de diversas passagens bíblicas, até hoje praticam a poligamia. Ainda tem aqueles que usam a ordem de Deus a Pedro para matar e comer animais imundos, para afirmar que Deus permitiu o consumo desses animais. Poderia citar várias outras passagens que são utilizadas para justificar muitas das mentiras de Satanás, mas acredito que estas, para aqueles que desejam encontrar a verdade sobre o uso dos tambores, já bastam.
Perguntas que surgem
Se Deus criou os tambores, por que eles não se encontram em nenhum dos versos que autorizam o uso de instrumentos musicais no Templo? Afinal, foi ele uma cópia do “verdadeiro Tabernáculo que o Senhor erigiu e não o homem”. O modelo do Templo é uma cópia do Santuário Celeste, onde são executados os louvores para adoração a Deus. Se Deus criou os tambores para Lúcifer dirigir o louvor no Santuário Celeste, por que não autorizou o uso em seu Templo Terrestre? Teria Deus mudado o sistema de adoração? Deus altera suas determinações a respeito de como devemos adorá-lo? (I Crônicas 25:3, II Crônicas 5:12, II Crônicas 20:28, II Crônicas 29:25, Êxodo 25:8, Hebreus 8:2, Malaquias 3:6).
Alguns podem argumentar sobre a existência de címbalos no templo, mas címbalos não são tambores, apesar de serem instrumentos de percussão, existem várias diferenças entre eles, principalmente na maneira como os címbalos eram utilizados. Sugiro a leitura do artigo O Uso da Percussão na Adoração à Luz da Bíblia de Levi de Paula Tavares, para uma melhor compreensão do assunto.
Então de onde surgiu esta idéia?
Este ponto de vista surgiu a partir da leitura do verso encontrado em Ezequiel 28:13, conforme a tradução Almeida Revista e Corrigida que diz:
“Estavas no Éden, jardim de Deus; toda a pedra preciosa era a tua cobertura, a sardônica, o topázio, o diamante, a turquesa, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo, a esmeralda e o ouro: a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que foste criado, foram preparados.” Ezequiel 28:13.
Quero analisar junto com você o texto do Comentário Bíblico Adventista sobre o verso.
Tambores.
Plural de toph, pelo geral um tamborzinho de mão (t. III, p. 32). Alguns pensam que toph se refere aqui ao lugar em onde era engastada a gema.
Flautas.
Heb. néqeb, palavra obscura que talvez signifique "passagem subterrânea" ou "mina". Alguns pensam que esta palavra faz alusão à cavidade na qual se engastava a pedra. Se isto fosse assim, a passagem estaria falando da formosa cobertura na qual estavam engastadas as pedras preciosas. A Bíblia de Jerusalém traduz: "Em ouro estavam lavrados os engastes e pingentes que levavas", mas admite que se trata de uma "tradução duvidosa". Por outro lado, se o texto aqui fala de instrumentos musicais, isto corresponde com Lúcifer, que foi diretor dos coros do céu (1 SP 28-29).
Você pode ler o Comentário Bíblico Adventista em português clicando aqui.
Análise do Comentário Bíblico Adventista
O termo toph não está definido como tambores, o Comentário Bíblico Adventista coloca outra opção e não a desqualifica. Nós sabemos que em todas as línguas existem palavras com grafias iguais, mas com significados diferentes, chamadas de homônimos. Portanto, para não haver problemas de interpretação, deve se levar em consideração todo o contexto. Isto é coerência.
Quanto ao termo néqeb, ele não está definido como pífaros, pelo contrário, existem no mínimo três diferentes significados.
1. Passagem Subterrânea.
2. Cavidade onde de colocava a pedra.
3. Instrumento Musical.
Levando em conta a coerência no texto, seria bem mais aceitável a interpretação que toph e néqeb se referem a locais onde eram presas as pedras preciosas na vestimenta de Lúcifer, às quais todo o verso se refere.
De fato, a Nova Versão Internacional traz a seguinte versão para Ezequiel 28:13:
“Você estava no Éden, no jardim de Deus; todas as pedras preciosas o enfeitavam: sárdio, topázio e diamante, berilo, ônix e jaspe, safira, carbúnculo e esmeralda. Seus engastes e guarnições eram feitos de ouro; tudo foi preparado no dia em que você foi criado.”
Apesar do Comentário Bíblico Adventista não definir nada quanto ao assunto, mas apenas fazer algumas suposições, um dos comentários bíblico mais bem conceituado entre os eruditos, O Comentário Bíblico de Moody, considerado um dos maiores pregadores que já existiu, concorda com esta posição ao comentar Ezequiel 28: 13.
“De ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos. O T.M. diz : e (de) ouro (era) o acabamento (me'lakâ) de seus tamborins (o contexto exige "engastes") e dos seus encaixes (penetrações, neqeb; provavelmente, "gravuras". Cons. Ac. e Ug.).”
Conclusão
Concluímos então que o livro de Ellen White citado no Comentário Bíblico Adventista ( 1 SP 28-29 – Spirit of Prophecy, vol. 1. Pág. 28-29), onde ela afirma ter sido Lúcifer diretor do coro celestial, foi uma revelação Divina, pois em nenhuma passagem da Bíblia isto é confirmado. O fato desta citação se encontrar ali é apenas para citar a fonte de onde foi tirada a idéia de ter sido Lúcifer diretor do coro celestial, mas não para comprovar a suposição levantada de que Deus teria criado os tambores para Lúcifer.
No mesmo livro Ellen White afirma que Lúcifer solicitou uma audiência com Cristo para pedir que fosse lhe concedido uma segunda chance. Assim como esta, muitas outras afirmações são feitas por ela em Spirit of Prophecy. Ela fez estas declarações por que tinha autoridade profética para isso. Ela tinha esta autoridade, mas nós não a possuímos.
É muito perigoso fazer qualquer declaração baseado em suposições. Portanto, o mais sensato é permanecer em silêncio diante de textos como este, logo por que não existe confirmação em nenhuma outra parte das Escrituras para corroborar essa idéia, fugindo, assim, da orientação bíblica em Eclesiastes 7:27 e Isaías 28:10.
Resta Uma Esperança
Algumas pessoas, nesta busca pela verdade, chegaram a uma conclusão que pode ser descrita nos seguintes termos: Lúcifer, quando ainda estava no céu, usava tambores ali, os quais foram criados para ele pelo próprio Deus. Portanto, se isto for verdade, seu uso no culto de adoração não é apenas legítimo, mas altamente recomendável. Esta conclusão será o tema de análise deste artigo.
Antes de iniciarmos a análise da argumentação em si, leia esta mensagem do espírito de profecia:
“É plano de Deus dar suficiente evidência do caráter divino de Sua obra para convencer a todos quantos desejam sinceramente conhecer a verdade. Mas Ele nunca remove toda a oportunidade de dúvida. Todos quantos desejam pôr em dúvida e cavilar encontrarão ensejo.” Mensagens Escolhidas, vol. I, p. 72.
Todos quantos buscarem na Bíblia justificativa para suas idéias, encontrarão. Alguns usam a história de Raabe e das parteiras de Moisés para justificar que Deus aprova uma mentira se for para o bem, outros utilizam algumas declarações de Paulo para afirmar falsamente que o sábado e a lei foram abolidos. Outros utilizam as ordens dadas por Deus a muitos dos juízes e reis de Israel para matar homens, mulheres e crianças e afirmam que Deus é um ser cruel e sanguinário. Outros usam a parábola do rico e do Lázaro para justificar que existe vida após a morte. Muitas religiões, se utilizando de diversas passagens bíblicas, até hoje praticam a poligamia. Ainda tem aqueles que usam a ordem de Deus a Pedro para matar e comer animais imundos, para afirmar que Deus permitiu o consumo desses animais. Poderia citar várias outras passagens que são utilizadas para justificar muitas das mentiras de Satanás, mas acredito que estas, para aqueles que desejam encontrar a verdade sobre o uso dos tambores, já bastam.
Perguntas que surgem
Se Deus criou os tambores, por que eles não se encontram em nenhum dos versos que autorizam o uso de instrumentos musicais no Templo? Afinal, foi ele uma cópia do “verdadeiro Tabernáculo que o Senhor erigiu e não o homem”. O modelo do Templo é uma cópia do Santuário Celeste, onde são executados os louvores para adoração a Deus. Se Deus criou os tambores para Lúcifer dirigir o louvor no Santuário Celeste, por que não autorizou o uso em seu Templo Terrestre? Teria Deus mudado o sistema de adoração? Deus altera suas determinações a respeito de como devemos adorá-lo? (I Crônicas 25:3, II Crônicas 5:12, II Crônicas 20:28, II Crônicas 29:25, Êxodo 25:8, Hebreus 8:2, Malaquias 3:6).
Alguns podem argumentar sobre a existência de címbalos no templo, mas címbalos não são tambores, apesar de serem instrumentos de percussão, existem várias diferenças entre eles, principalmente na maneira como os címbalos eram utilizados. Sugiro a leitura do artigo O Uso da Percussão na Adoração à Luz da Bíblia de Levi de Paula Tavares, para uma melhor compreensão do assunto.
Então de onde surgiu esta idéia?
Este ponto de vista surgiu a partir da leitura do verso encontrado em Ezequiel 28:13, conforme a tradução Almeida Revista e Corrigida que diz:
“Estavas no Éden, jardim de Deus; toda a pedra preciosa era a tua cobertura, a sardônica, o topázio, o diamante, a turquesa, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo, a esmeralda e o ouro: a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que foste criado, foram preparados.” Ezequiel 28:13.
Quero analisar junto com você o texto do Comentário Bíblico Adventista sobre o verso.
Tambores.
Plural de toph, pelo geral um tamborzinho de mão (t. III, p. 32). Alguns pensam que toph se refere aqui ao lugar em onde era engastada a gema.
Flautas.
Heb. néqeb, palavra obscura que talvez signifique "passagem subterrânea" ou "mina". Alguns pensam que esta palavra faz alusão à cavidade na qual se engastava a pedra. Se isto fosse assim, a passagem estaria falando da formosa cobertura na qual estavam engastadas as pedras preciosas. A Bíblia de Jerusalém traduz: "Em ouro estavam lavrados os engastes e pingentes que levavas", mas admite que se trata de uma "tradução duvidosa". Por outro lado, se o texto aqui fala de instrumentos musicais, isto corresponde com Lúcifer, que foi diretor dos coros do céu (1 SP 28-29).
Você pode ler o Comentário Bíblico Adventista em português clicando aqui.
Análise do Comentário Bíblico Adventista
O termo toph não está definido como tambores, o Comentário Bíblico Adventista coloca outra opção e não a desqualifica. Nós sabemos que em todas as línguas existem palavras com grafias iguais, mas com significados diferentes, chamadas de homônimos. Portanto, para não haver problemas de interpretação, deve se levar em consideração todo o contexto. Isto é coerência.
Quanto ao termo néqeb, ele não está definido como pífaros, pelo contrário, existem no mínimo três diferentes significados.
1. Passagem Subterrânea.
2. Cavidade onde de colocava a pedra.
3. Instrumento Musical.
Levando em conta a coerência no texto, seria bem mais aceitável a interpretação que toph e néqeb se referem a locais onde eram presas as pedras preciosas na vestimenta de Lúcifer, às quais todo o verso se refere.
De fato, a Nova Versão Internacional traz a seguinte versão para Ezequiel 28:13:
“Você estava no Éden, no jardim de Deus; todas as pedras preciosas o enfeitavam: sárdio, topázio e diamante, berilo, ônix e jaspe, safira, carbúnculo e esmeralda. Seus engastes e guarnições eram feitos de ouro; tudo foi preparado no dia em que você foi criado.”
Apesar do Comentário Bíblico Adventista não definir nada quanto ao assunto, mas apenas fazer algumas suposições, um dos comentários bíblico mais bem conceituado entre os eruditos, O Comentário Bíblico de Moody, considerado um dos maiores pregadores que já existiu, concorda com esta posição ao comentar Ezequiel 28: 13.
“De ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos. O T.M. diz : e (de) ouro (era) o acabamento (me'lakâ) de seus tamborins (o contexto exige "engastes") e dos seus encaixes (penetrações, neqeb; provavelmente, "gravuras". Cons. Ac. e Ug.).”
Conclusão
Concluímos então que o livro de Ellen White citado no Comentário Bíblico Adventista ( 1 SP 28-29 – Spirit of Prophecy, vol. 1. Pág. 28-29), onde ela afirma ter sido Lúcifer diretor do coro celestial, foi uma revelação Divina, pois em nenhuma passagem da Bíblia isto é confirmado. O fato desta citação se encontrar ali é apenas para citar a fonte de onde foi tirada a idéia de ter sido Lúcifer diretor do coro celestial, mas não para comprovar a suposição levantada de que Deus teria criado os tambores para Lúcifer.
No mesmo livro Ellen White afirma que Lúcifer solicitou uma audiência com Cristo para pedir que fosse lhe concedido uma segunda chance. Assim como esta, muitas outras afirmações são feitas por ela em Spirit of Prophecy. Ela fez estas declarações por que tinha autoridade profética para isso. Ela tinha esta autoridade, mas nós não a possuímos.
É muito perigoso fazer qualquer declaração baseado em suposições. Portanto, o mais sensato é permanecer em silêncio diante de textos como este, logo por que não existe confirmação em nenhuma outra parte das Escrituras para corroborar essa idéia, fugindo, assim, da orientação bíblica em Eclesiastes 7:27 e Isaías 28:10.
Resta Uma Esperança
08 outubro 2009
FILOSOFIA DE MÚSICA ADVENTISTA
Palestra elaborado em PowerPoint pelo Pr. Aquino Bastos, Departamental de Jovem da União Norte Brasileira.
Um bom material para educar a igreja na escolha do tipo de música que deve ser utilizada para o louvor na Casa de Deus.
Clique aqui para download.
Um bom material para educar a igreja na escolha do tipo de música que deve ser utilizada para o louvor na Casa de Deus.
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06 outubro 2009
AS CRISES QUE AFETAM O MUNDO E A LEI DOMINICAL - O QUE ELAS TÊM EM COMUM?
Crise Econômica – Esta crise chegou ao seu clímax em setembro de 2008 com a queda do Banco Lehman Brothers e se espalhou para o mundo, provocou a falência de diversas empresas e bancos que, aparentemente, estavam estáveis. Mais o pior não ficou aí; depois da crise veio a recessão e o desemprego que ainda atinge um grande número de pessoas no mundo e, apesar dos sinais de melhora, ainda não estamos totalmente seguros.
Crise do Terrorismo – O terrorismo é algo muito antigo, mas chegou ao um ponto estarrecedor no dia 11 de setembro de 2001, no ataque ao World Trade Center, NY. Desde então se iniciou uma guerra contra as organizações terroristas. Esta guerra levou os países a tirar a privacidade das pessoas, uma ameaça a liberdade individual e religiosa. Os governos afirmam que foi necessário um maior controle sobre a população para combater esta ameaça (terrorismo). Foram criados departamentos e órgãos de vigilância; tudo está sendo monitorado. Nossa casa, nosso trabalho, nosso telefone, nossa vida, tudo está sob o controle do governo. A RIC, que já foi implantada em outros países, será o nosso novo documento de identidade. Este novo documento unificará todos os outros e já está no congresso brasileiro para aprovação.
Crise da Falta de Alimentos – O número de pessoas no mundo que enfrentam estado de desnutrição devido a falta de alimentos, já ultrapassa 1 bilhão de acordo com os dados divulgados pela FAO, órgão da ONU para combater a fome no mundo. Isto é assustador, principalmente por que este número tende a aumentar. O mundo não está conseguindo produzir e nem distribuir de maneira proporcional os alimentos, isto causa certo desequilíbrio, pois enquanto em alguns lugares existe o desperdício, em outros há necessidade. Por este motivo foi feito um acordo internacional onde os países devem realizar a Segurança Alimentar, que consiste em fazer uma melhor distribuição dos alimentos produzidos.
Crise da Falta de Água Potável – Outro problema assustador. A crise da falta de água potável é semelhante à da falta de alimentos, porém, a água é um recurso natural e não pode ser produzida, dependemos da natureza para isso, e a natureza não produz água de acordo com o número da população. A sua falta é eminente, as reservas estão se esgotando e não podemos fazer nada, por isso o controle sobre a distribuição e consumo da água é algo que se torna necessário para evitar um colapso.
Crise Climática – Esta tem sido instrumento de vários cientistas e órgãos da ONU para implantar o medo na população. É inegável que tem aumentado assustadoramente os desastres naturais; o número de ciclones, furacões, tornados, enchentes, incêndios e o aumento do nível dos oceanos são alguns dos resultados causados pelo aumento da temperatura em nosso planeta, algo que temos sentido na pele, literalmente. Tudo isso é atribuído ao aquecimento global. As previsões são assustadoras, algumas chegam até a prever o início da extinção do ser humano a partir do ano 2050. Tudo isso tem preocupado os líderes mundiais. As instituições religiosas e organizações mundiais como a Igreja Católica e a ONU, têm feito inúmeros esforços no sentido de pressionar os países responsáveis pela emissão de CO2, o principal gás causador do efeito estufa, a tomarem medidas que venham combater esta ameaça.
OS SEUS IMPACTOS NA VIDA DO FIEL SERVO DE DEUS
Uma Nova Ordem Mundial
A crise econômica já rendeu vários apelos a uma Nova Ordem Mundial; veja esta declaração de Gordon Brown, primeiro ministro da Inglaterra:
“A aliança entre o Reino Unido e os Estados Unidos, e de uma forma mais alargada entre a Europa e os Estados Unidos, pode e deve marcar uma nova liderança, de forma a dirigir os esforços globais para a construção de uma nova ordem mundial mais justa, mais segura e mais forte”. [1]
Bento XVI também fez o apelo em sua nova Encíclica, leia:
“Em resposta à crise financeira, o Papa Bento XVI pediu a formação de uma ‘Autoridade Política Mundial’. Esta nova ‘Autoridade’ deverá impor políticas globais nas áreas da economia, ambiente e emigração de forma a contribuir para a construção de uma nova ‘ordem social’ que esteja ‘de acordo com a ordem moral.’ Este pedido é feito na Encíclica Papal que acaba de ser publicada, intitulada Caritas in Veritate – ‘Amor na Verdade’.” [2]
Esta nova ordem deverá impor maior controle sobre o sistema financeiro mundial, o capital sofrerá maiores restrições e controle, as palavras do presidente Lula refletem bem esta nova visão.
“Refiro-me à absurda doutrina de que os mercados podem se regular a si mesmos, sem a necessidade de uma intervenção estatal supostamente intrusiva, e a tese de liberdade absoluta para o capital financeiro sem regras de transparência e além do controle dos povos e das instituições". [3]
Controlando o sistema financeiro mundial terá sido dado início ao controle global, tão desejado pelas sociedades secretas.
Uma nova ordem mundial deve contar com um número maior de países com poder econômico para demonstrar força e decidir o destino da humanidade. Isto é necessário para ampliar o poder sobre as nações mais pobres. Quem possuir poder econômico terá o poder sobre o mundo. Algo que é defendido pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, é a ampliação do G8, grupo dos 7 países mais ricos do mundo mais a Rússia, veja esta declaração:
“Mas isso significa que o G8 está condenado a desaparecer? Segundo o presidente francês Nicolas Sarkozy, sim, a julgar por seu anúncio de que, em 2011, sob a presidência francesa, será concluída a transformação do G8 em G14. Mas, para outros países, as reuniões do G8, mesmo que à margem de um G14, continuam sendo necessárias para falar de finanças.” [4]
O poder de decisão ficará com os países ricos, e o líder deles serão os EUA.
Controle Global
A crise financeira deu origem ao controle sobre o sistema econômico (bancos e instituições financeiras) e o terrorismo ao controle sobre as pessoas.
Após o 11 de setembro foram feitas diversas alterações na constituição americana. O direito à privacidade foi duramente atacado. As ligações telefônicas são monitoradas pela Agência de Segurança Nacional. Nos aeroportos a fiscalização é ferrenha; qualquer pessoa que entre nos EUA e que possua em sua bagagem livros ou qualquer outro material suspeito são detidos e duramente interrogados. Leia estas reportagens:
“É um sinal dos tempos o acróstico (1) nacionalista de nossos irmãos do norte, parido 45 dias após os atentados contra o Pentágono, as Torres Gêmeas e o edifício 7 (2) do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, vindo a ampliar o poder repressivo estatal e o nível de atuação de agências nacionais e internacionais de segurança e inteligência, conferindo-lhes poderes até então inéditos (3), eliminando diferenças entre órgãos de segurança nacional, de espionagem interna e a polícia (4), ampliando o conceito de terrorismo em desfavor dos direitos fundamentais e, marcando o surgimento de um “novo” inimigo do Estado (5), a figura do terrorista internacional. Diante do choque entre o direito à segurança nacional e as liberdades civis, trazemos a memorável consideração de Benjamin Franklin, que nos serve de guia: “Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança.” [5]
“O que têm em comum uma freira católica, um piloto de avião e Cat Stevens? Nada, a não ser pelo fato de estarem entre os mais de um milhão de nomes que fazem parte da lista de vigilância antiterrorista formulada pelas autoridades norte-americanas.
“Esta lista, que supostamente contém os nomes dos terroristas ou pessoas suspeitas de estarem ligadas ao terrorismo, cresceu consideravelmente desde o 11 de setembro de 2001 e impede que pessoas que, a princípio, apresentam uma conduta correta embarquem em um avião, segundo a Associação norte-americana pelas Liberdades Civis (ACLU).” [6]
Para completar o controle
As crises da falta de alimentos e da água potável irão contribuir para o controle mundial sobre a população. Como existe abundância em algumas partes do mundo e falta em outras, tem sido sugerido por algumas organizações que haja um controle maior no acesso aos alimentos, leia isto:
“A atual crise alimentar marca o fim de uma época e indica a necessidade de alterar os padrões culturais e mudar a forma de consumir, sugere a agrônoma Cristina Amaral, coordenadora do grupo da FAO (agência da ONU para Agricultura e Alimentos) criado em dezembro para lidar com a crise...
"Existe um grande desequilíbrio entre o que se produz e o que consumimos. Uma parte importante do mundo desperdiça demais os alimentos e precisa mudar de atitude" [7]
Isso significa que todos devem comprar somente o que podem consumir, para que assim a alimentação possa chegar à mesa dos mais pobres. O mesmo acontecerá com a água.
“Segurança Alimentar e Nutricional – SAN é a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social, econômica e ambientalmente sustentáveis... O direito à alimentação é parte dos direitos fundamentais da humanidade, definidos por pacto mundial...” [8]
O Último Golpe
Com todas estas crises, ainda faltava um motivo para impor o controle completo, foi então que surgiu o Aquecimento Global.
O mundo está passando por sérias mudanças climáticas, isto é inegável. Os desastres naturais se tornam cada vez mais frequentes. Estes acontecimentos têm impressionado as nações mundiais, principalmente pelo clima de sensacionalismo que o envolve. As previsões são desastrosas, e isto tem sido transferido para a população, causando um estado de preocupação generalizada. Veja estas declarações:
“A comunidade internacional foi advertida, na abertura da conferência sobre alterações climáticas, em Poznan, na Polónia, de que dispõe de um ano para salvar o Planeta de um aquecimento fatal.” [9]
“2009 pode ser o primeiro ano do resto de nossas vidas. Com a reunião da ONU sobre clima em Copenhagen no horizonte, o mundo está diante de seu maior desafio: estabilizar as emissões globais de CO2 em 2015 e construir uma economia de carbono zero até 2050.
“O ritmo acelerado das mudanças climáticas não nos deixa muitas opções para salvar o planeta: é agora ou agora.” [10]
Portanto, as nações precisam tomar decisões importantes para diminuir as emissões de CO2, principal causador do efeito estufa. Para tanto, têm surgido diversas alternativas; entre elas está a idéia de parar em dia da semana todas as atividades. Veja esta declaração:
“Uma coisa que podemos facilmente fazer para alcançar esse objetivo: podemos declarar o domingo um dia livre de combustível fóssil ou um dia de baixo carbono ou, pelo menos, um dia de economia de energia. Podemos começar nesta semana, neste mês ou em 2010. Podemos começar individualmente e coletivamente. A longa viagem para reduzir as emissões de dióxido de carbono pode começar aqui e agora. Há não muito tempo, o domingo era usado para ser um dia de descanso, um dia de renovação espiritual, um dia para as famílias se reunirem, mas mudamos o domingo de um dia de descanso para um dia de compras, voos e direção de carros. No entanto, no contexto das emissões excessivas de dióxido de carbono na atmosfera, que estão trazendo transformações catastróficas, podemos e devemos restaurar o domingo para ser um dia de Gaia, um dia para a Terra.” [11]
Com este propósito já existe o dia sem automóvel, a hora da terra, o dia sem carne. Esta opção é defendida por Bento XVI e não encontrará oposição entre as religiões protestantes.
“‘Numa época em que, por causa das intervenções humanas, a criação parece exposta a múltiplos perigos, é necessário reencontrar o sentido do domingo que comemora a criação do mundo por Deus’, afirmou o Papa, citado pela AFP.” [12]
DEDUÇÃO LÓGICA
A crise econômica deu origem a um controle financeiro. A crise do terror deu origem a um controle das pessoas. A crise da falta de alimentos e da água potável deu origem a um controle sobre os alimentos e sobre a água. A crise climática sugere como solução simples um dia de descanso semanal para diminuir as emissões de CO2.
Cada desastre natural é utilizado para alarmar mais a população e levar os cientistas defensores da tese do clima a levantar dados que preveem situações catastróficas no futuro não muito distante.
Assim fica fácil deduzir. Vejamos:
Quem não estiver de acordo para separar um dia na semana (DOMINGO) para proteger o meio ambiente (Crise Climática) não terá acesso aos bancos e, consequentemente, ao dinheiro (Controle Financeiro), também não poderá comprar alimentos e nem poderá usufruir da água potável (Controle sobre os alimentos e sobre a água potável). O objetivo é coagir e obrigar a todos os povos, famílias, pessoas a obedecerem, pois ninguém conseguirá viver sem comida e sem água. Mas os fiéis não sucumbirão diante das ameaças.
Acontecerá conforme a profecia: “E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas; Para que ninguém possa comprar, ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.” Apocalipse 13: 16-17.
Mas como saber se as pessoas estarão guardando o domingo ou não? Simples. A crise do terror deu origem a que mesmo? Controle das pessoas. Todos nós seremos vigiados 24 horas por dia, 7 dias por semana. Para isto os satélites já estão em órbita e o Google já tem o poder tecnológico para fazer essa vigilância e Obama já entrou em acordo com eles.
“O Google lançou um novo aplicativo, o Google Latitude, que permite aos usuários localizar fisicamente, através do celular, seus contatos que também estejam registrados nesse serviço, informou a empresa em seu blog oficial.” [13]
“Um espectro ronda o mundo: o relacionamento cada vez mais próximo do Google com o futuro presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Isso só pode acabar mal. Quando uma empresa começa a se envolver diretamente na política, quem paga o pato somos nós. Sempre.” [14]
E todos que forem contra o domingo como dia de descanso, sejam por questões religiosas ou não, serão declarados fundamentalistas religiosos e terroristas, e não terão direito à conta bancária, não poderão comprar e nem a vender, o alimento será proibido e a água potável também, este será o castigo a princípio, e se continuarem em “desobediência” serão presos e forçados a guardarem o domingo. O fiel servo de Deus não será contra a proteção do meio ambiente, mas contra o domingo para esse propósito, na verdade ele será defensor do meio ambiente, guardando o sábado para adoração e proteção ao planeta, obedecendo, assim, aos mandamentos de Deus. (Êx. 20: 8-11, Ap. 12:17, 14: 6-12). Por este movito eles, os fiéis, têm a promessa de Deus proferida por Isaías: “Este habitará nas alturas; as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas.” Isaías 33: 16.
Apesar de todas estas mudanças, os desastres não irão parar, pelo contrário, irão aumentar, os juízos de Deus cairão sobre o mundo por que pisaram em Sua Lei quebrando os Seus Mandamentos e seguiram o dragão, a besta e o falso profeta. Apocalipse 16 fala sobre isso. Ellen White comentando sobre o assunto diz:
“Quando o anjo da misericórdia dobrar as asas e for embora, Satanás fará os maus atos que por muito tempo tem desejado realizar. Tormentas e tempestades, guerras e derramamento de sangue - ele se deleita nessas coisas, efetuando assim a sua colheita. E tão completamente serão os homens enganados por ele, que declararão que essas calamidades constituem o resultado da profanação do primeiro dia da semana. Dos púlpitos das igrejas populares será ouvida a declaração de que o mundo está sendo punido porque o domingo não é honrado como deveria.” Review and Herald, 17 de setembro de 1901. Reproduzido em EF, p. 256.
“Vi que os quatro anjos segurariam os quatro ventos até que a obra de Jesus estivesse terminada no santuário, e então viriam as sete últimas pragas. Estas pragas enfureceram os ímpios contra os justos, pois pensavam que nós havíamos trazido os juízos divinos sobre eles, e que se pudessem livrar a Terra de nós, as pragas cessariam. Saiu um decreto para se matarem os santos, o que fez com que estes clamassem dia e noite por livramento. Este foi o tempo de angústia de Jacó. Então todos os santos clamaram com angústia de espírito, e alcançaram livramento pela voz de Deus.” Primeiros Escritos, págs. 36 e 37.
Portanto, existe o conselho profético para quando houver iniciado o cerco em volta do povo de Deus, que é o lançamento da lei dominical nos EUA, deve os fiéis fugir para as cidades pequenas, algo que deve ser feito com organização e plena consciência, sem desespero nem causado por sensacionalismo. Mas Deus também não quer uma fuga desordenada e fora de controle em cima da hora, por este motivo fazemos bem em começar esta preparação com antecedência, pois o tempo está se findando. Como na história de Jerusalém o cerco realizado por Cestius, imperador Romano, foi o aviso para aqueles que estavam nas cidades fugir para as montanhas, aqueles que atenderam ao aviso foram livres da invasão realizada por Tito, quatro anos mais tarde, que, literalmente, não deixou pedra sobre pedra. (Mateus 24: 15 e16). Assim devemos nos preparar para não sermos apanhados de surpresa.
Quero primeiramente que saiba que a preparação deve começar com uma mudança de hábitos, de caráter, uma mudança de vida, algo que só Cristo pode fazer em nós. Esta mudança é chamada por Ellen White de reforma individual, e deve acontecer em cada cristão que deseja se encontrar com Cristo. No próximo post sobre o assunto estarei tratando sobre quais reformas espirituais a Bíblia e o espírito de profecia falam que os fiéis devem fazer para purificarem a mente e o corpo.
Fontes dos textos utilizados:
[1] Gordon Brown apela a uma nova ordem mundial
[2] Papa pede a criação de uma “Autoridade Mundial”
[3] Lula propõe nova ordem econômica mundial depois da crise financeira
[4] Entre G8, G14 e G20, a comunidade internacional busca a melhor fórmula
[5] Nova lei de segurança nacional dá margem a abusos
[6] Lista antiterrorista dos EUA
[7] Crise alimentar impõe mudança de hábtios
[8] Segurança Alimentar e Nutricional – SAN
[9] Humanidade tem um ano para salvar planeta Terra
[10] Salvar o planeta. É agora ou agora!
[11] Domingo: “Solução simples para o Aquecimento”
[12] Sentido Ecológico do Domingo
[13] Google lança serviço para localizar pessoas através do celular
[14] O ameaçador romance do Google com Obama
Outras Fontes consultadas
G20 desponta como promotor de uma nova ordem mundial
Cientista britânico prevê 'catástrofe' mundial em 2030
Aquecimento provocará crise alimentar, diz estudo
Encontro Ecumênico termina com Apelo ao um "Dia Mundial da Criação"
Para Critica a sociedade ocidental por desvirtuar o sentido do domingo
Papa propõe que a ONU comande a Nova Ordem Mundial
Vem aí a nova identidade brasileira
Nova Carteira de Identidade
Mais de 1 bilhão de pessoas passam fome no mundo
Cenário Catastrófico para o Aquecimento Global
Aquecimento Global uma Nova Religião
Vale a pena perder privacidade em troca de segurança?
EUA e EU perto de acordo para troca de informações sobre os seus cidadãos
Adeus privacidade, adeus confiabilidade
Empresas de Telefonia são obrigadas a fornecer dados dos seus clientes
Nova medida de segurança nos EUA levanta polêmica
Mesmo sem suspeita os EUA podem vasculhas eletrônicos de turistas
Crise do Terrorismo – O terrorismo é algo muito antigo, mas chegou ao um ponto estarrecedor no dia 11 de setembro de 2001, no ataque ao World Trade Center, NY. Desde então se iniciou uma guerra contra as organizações terroristas. Esta guerra levou os países a tirar a privacidade das pessoas, uma ameaça a liberdade individual e religiosa. Os governos afirmam que foi necessário um maior controle sobre a população para combater esta ameaça (terrorismo). Foram criados departamentos e órgãos de vigilância; tudo está sendo monitorado. Nossa casa, nosso trabalho, nosso telefone, nossa vida, tudo está sob o controle do governo. A RIC, que já foi implantada em outros países, será o nosso novo documento de identidade. Este novo documento unificará todos os outros e já está no congresso brasileiro para aprovação.
Crise da Falta de Alimentos – O número de pessoas no mundo que enfrentam estado de desnutrição devido a falta de alimentos, já ultrapassa 1 bilhão de acordo com os dados divulgados pela FAO, órgão da ONU para combater a fome no mundo. Isto é assustador, principalmente por que este número tende a aumentar. O mundo não está conseguindo produzir e nem distribuir de maneira proporcional os alimentos, isto causa certo desequilíbrio, pois enquanto em alguns lugares existe o desperdício, em outros há necessidade. Por este motivo foi feito um acordo internacional onde os países devem realizar a Segurança Alimentar, que consiste em fazer uma melhor distribuição dos alimentos produzidos.
Crise da Falta de Água Potável – Outro problema assustador. A crise da falta de água potável é semelhante à da falta de alimentos, porém, a água é um recurso natural e não pode ser produzida, dependemos da natureza para isso, e a natureza não produz água de acordo com o número da população. A sua falta é eminente, as reservas estão se esgotando e não podemos fazer nada, por isso o controle sobre a distribuição e consumo da água é algo que se torna necessário para evitar um colapso.
Crise Climática – Esta tem sido instrumento de vários cientistas e órgãos da ONU para implantar o medo na população. É inegável que tem aumentado assustadoramente os desastres naturais; o número de ciclones, furacões, tornados, enchentes, incêndios e o aumento do nível dos oceanos são alguns dos resultados causados pelo aumento da temperatura em nosso planeta, algo que temos sentido na pele, literalmente. Tudo isso é atribuído ao aquecimento global. As previsões são assustadoras, algumas chegam até a prever o início da extinção do ser humano a partir do ano 2050. Tudo isso tem preocupado os líderes mundiais. As instituições religiosas e organizações mundiais como a Igreja Católica e a ONU, têm feito inúmeros esforços no sentido de pressionar os países responsáveis pela emissão de CO2, o principal gás causador do efeito estufa, a tomarem medidas que venham combater esta ameaça.
OS SEUS IMPACTOS NA VIDA DO FIEL SERVO DE DEUS
Uma Nova Ordem Mundial
A crise econômica já rendeu vários apelos a uma Nova Ordem Mundial; veja esta declaração de Gordon Brown, primeiro ministro da Inglaterra:
“A aliança entre o Reino Unido e os Estados Unidos, e de uma forma mais alargada entre a Europa e os Estados Unidos, pode e deve marcar uma nova liderança, de forma a dirigir os esforços globais para a construção de uma nova ordem mundial mais justa, mais segura e mais forte”. [1]
Bento XVI também fez o apelo em sua nova Encíclica, leia:
“Em resposta à crise financeira, o Papa Bento XVI pediu a formação de uma ‘Autoridade Política Mundial’. Esta nova ‘Autoridade’ deverá impor políticas globais nas áreas da economia, ambiente e emigração de forma a contribuir para a construção de uma nova ‘ordem social’ que esteja ‘de acordo com a ordem moral.’ Este pedido é feito na Encíclica Papal que acaba de ser publicada, intitulada Caritas in Veritate – ‘Amor na Verdade’.” [2]
Esta nova ordem deverá impor maior controle sobre o sistema financeiro mundial, o capital sofrerá maiores restrições e controle, as palavras do presidente Lula refletem bem esta nova visão.
“Refiro-me à absurda doutrina de que os mercados podem se regular a si mesmos, sem a necessidade de uma intervenção estatal supostamente intrusiva, e a tese de liberdade absoluta para o capital financeiro sem regras de transparência e além do controle dos povos e das instituições". [3]
Controlando o sistema financeiro mundial terá sido dado início ao controle global, tão desejado pelas sociedades secretas.
Uma nova ordem mundial deve contar com um número maior de países com poder econômico para demonstrar força e decidir o destino da humanidade. Isto é necessário para ampliar o poder sobre as nações mais pobres. Quem possuir poder econômico terá o poder sobre o mundo. Algo que é defendido pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, é a ampliação do G8, grupo dos 7 países mais ricos do mundo mais a Rússia, veja esta declaração:
“Mas isso significa que o G8 está condenado a desaparecer? Segundo o presidente francês Nicolas Sarkozy, sim, a julgar por seu anúncio de que, em 2011, sob a presidência francesa, será concluída a transformação do G8 em G14. Mas, para outros países, as reuniões do G8, mesmo que à margem de um G14, continuam sendo necessárias para falar de finanças.” [4]
O poder de decisão ficará com os países ricos, e o líder deles serão os EUA.
Controle Global
A crise financeira deu origem ao controle sobre o sistema econômico (bancos e instituições financeiras) e o terrorismo ao controle sobre as pessoas.
Após o 11 de setembro foram feitas diversas alterações na constituição americana. O direito à privacidade foi duramente atacado. As ligações telefônicas são monitoradas pela Agência de Segurança Nacional. Nos aeroportos a fiscalização é ferrenha; qualquer pessoa que entre nos EUA e que possua em sua bagagem livros ou qualquer outro material suspeito são detidos e duramente interrogados. Leia estas reportagens:
“É um sinal dos tempos o acróstico (1) nacionalista de nossos irmãos do norte, parido 45 dias após os atentados contra o Pentágono, as Torres Gêmeas e o edifício 7 (2) do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, vindo a ampliar o poder repressivo estatal e o nível de atuação de agências nacionais e internacionais de segurança e inteligência, conferindo-lhes poderes até então inéditos (3), eliminando diferenças entre órgãos de segurança nacional, de espionagem interna e a polícia (4), ampliando o conceito de terrorismo em desfavor dos direitos fundamentais e, marcando o surgimento de um “novo” inimigo do Estado (5), a figura do terrorista internacional. Diante do choque entre o direito à segurança nacional e as liberdades civis, trazemos a memorável consideração de Benjamin Franklin, que nos serve de guia: “Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança.” [5]
“O que têm em comum uma freira católica, um piloto de avião e Cat Stevens? Nada, a não ser pelo fato de estarem entre os mais de um milhão de nomes que fazem parte da lista de vigilância antiterrorista formulada pelas autoridades norte-americanas.
“Esta lista, que supostamente contém os nomes dos terroristas ou pessoas suspeitas de estarem ligadas ao terrorismo, cresceu consideravelmente desde o 11 de setembro de 2001 e impede que pessoas que, a princípio, apresentam uma conduta correta embarquem em um avião, segundo a Associação norte-americana pelas Liberdades Civis (ACLU).” [6]
Para completar o controle
As crises da falta de alimentos e da água potável irão contribuir para o controle mundial sobre a população. Como existe abundância em algumas partes do mundo e falta em outras, tem sido sugerido por algumas organizações que haja um controle maior no acesso aos alimentos, leia isto:
“A atual crise alimentar marca o fim de uma época e indica a necessidade de alterar os padrões culturais e mudar a forma de consumir, sugere a agrônoma Cristina Amaral, coordenadora do grupo da FAO (agência da ONU para Agricultura e Alimentos) criado em dezembro para lidar com a crise...
"Existe um grande desequilíbrio entre o que se produz e o que consumimos. Uma parte importante do mundo desperdiça demais os alimentos e precisa mudar de atitude" [7]
Isso significa que todos devem comprar somente o que podem consumir, para que assim a alimentação possa chegar à mesa dos mais pobres. O mesmo acontecerá com a água.
“Segurança Alimentar e Nutricional – SAN é a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social, econômica e ambientalmente sustentáveis... O direito à alimentação é parte dos direitos fundamentais da humanidade, definidos por pacto mundial...” [8]
O Último Golpe
Com todas estas crises, ainda faltava um motivo para impor o controle completo, foi então que surgiu o Aquecimento Global.
O mundo está passando por sérias mudanças climáticas, isto é inegável. Os desastres naturais se tornam cada vez mais frequentes. Estes acontecimentos têm impressionado as nações mundiais, principalmente pelo clima de sensacionalismo que o envolve. As previsões são desastrosas, e isto tem sido transferido para a população, causando um estado de preocupação generalizada. Veja estas declarações:
“A comunidade internacional foi advertida, na abertura da conferência sobre alterações climáticas, em Poznan, na Polónia, de que dispõe de um ano para salvar o Planeta de um aquecimento fatal.” [9]
“2009 pode ser o primeiro ano do resto de nossas vidas. Com a reunião da ONU sobre clima em Copenhagen no horizonte, o mundo está diante de seu maior desafio: estabilizar as emissões globais de CO2 em 2015 e construir uma economia de carbono zero até 2050.
“O ritmo acelerado das mudanças climáticas não nos deixa muitas opções para salvar o planeta: é agora ou agora.” [10]
Portanto, as nações precisam tomar decisões importantes para diminuir as emissões de CO2, principal causador do efeito estufa. Para tanto, têm surgido diversas alternativas; entre elas está a idéia de parar em dia da semana todas as atividades. Veja esta declaração:
“Uma coisa que podemos facilmente fazer para alcançar esse objetivo: podemos declarar o domingo um dia livre de combustível fóssil ou um dia de baixo carbono ou, pelo menos, um dia de economia de energia. Podemos começar nesta semana, neste mês ou em 2010. Podemos começar individualmente e coletivamente. A longa viagem para reduzir as emissões de dióxido de carbono pode começar aqui e agora. Há não muito tempo, o domingo era usado para ser um dia de descanso, um dia de renovação espiritual, um dia para as famílias se reunirem, mas mudamos o domingo de um dia de descanso para um dia de compras, voos e direção de carros. No entanto, no contexto das emissões excessivas de dióxido de carbono na atmosfera, que estão trazendo transformações catastróficas, podemos e devemos restaurar o domingo para ser um dia de Gaia, um dia para a Terra.” [11]
Com este propósito já existe o dia sem automóvel, a hora da terra, o dia sem carne. Esta opção é defendida por Bento XVI e não encontrará oposição entre as religiões protestantes.
“‘Numa época em que, por causa das intervenções humanas, a criação parece exposta a múltiplos perigos, é necessário reencontrar o sentido do domingo que comemora a criação do mundo por Deus’, afirmou o Papa, citado pela AFP.” [12]
DEDUÇÃO LÓGICA
A crise econômica deu origem a um controle financeiro. A crise do terror deu origem a um controle das pessoas. A crise da falta de alimentos e da água potável deu origem a um controle sobre os alimentos e sobre a água. A crise climática sugere como solução simples um dia de descanso semanal para diminuir as emissões de CO2.
Cada desastre natural é utilizado para alarmar mais a população e levar os cientistas defensores da tese do clima a levantar dados que preveem situações catastróficas no futuro não muito distante.
Assim fica fácil deduzir. Vejamos:
Quem não estiver de acordo para separar um dia na semana (DOMINGO) para proteger o meio ambiente (Crise Climática) não terá acesso aos bancos e, consequentemente, ao dinheiro (Controle Financeiro), também não poderá comprar alimentos e nem poderá usufruir da água potável (Controle sobre os alimentos e sobre a água potável). O objetivo é coagir e obrigar a todos os povos, famílias, pessoas a obedecerem, pois ninguém conseguirá viver sem comida e sem água. Mas os fiéis não sucumbirão diante das ameaças.
Acontecerá conforme a profecia: “E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas; Para que ninguém possa comprar, ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.” Apocalipse 13: 16-17.
Mas como saber se as pessoas estarão guardando o domingo ou não? Simples. A crise do terror deu origem a que mesmo? Controle das pessoas. Todos nós seremos vigiados 24 horas por dia, 7 dias por semana. Para isto os satélites já estão em órbita e o Google já tem o poder tecnológico para fazer essa vigilância e Obama já entrou em acordo com eles.
“O Google lançou um novo aplicativo, o Google Latitude, que permite aos usuários localizar fisicamente, através do celular, seus contatos que também estejam registrados nesse serviço, informou a empresa em seu blog oficial.” [13]
“Um espectro ronda o mundo: o relacionamento cada vez mais próximo do Google com o futuro presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Isso só pode acabar mal. Quando uma empresa começa a se envolver diretamente na política, quem paga o pato somos nós. Sempre.” [14]
E todos que forem contra o domingo como dia de descanso, sejam por questões religiosas ou não, serão declarados fundamentalistas religiosos e terroristas, e não terão direito à conta bancária, não poderão comprar e nem a vender, o alimento será proibido e a água potável também, este será o castigo a princípio, e se continuarem em “desobediência” serão presos e forçados a guardarem o domingo. O fiel servo de Deus não será contra a proteção do meio ambiente, mas contra o domingo para esse propósito, na verdade ele será defensor do meio ambiente, guardando o sábado para adoração e proteção ao planeta, obedecendo, assim, aos mandamentos de Deus. (Êx. 20: 8-11, Ap. 12:17, 14: 6-12). Por este movito eles, os fiéis, têm a promessa de Deus proferida por Isaías: “Este habitará nas alturas; as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas.” Isaías 33: 16.
Apesar de todas estas mudanças, os desastres não irão parar, pelo contrário, irão aumentar, os juízos de Deus cairão sobre o mundo por que pisaram em Sua Lei quebrando os Seus Mandamentos e seguiram o dragão, a besta e o falso profeta. Apocalipse 16 fala sobre isso. Ellen White comentando sobre o assunto diz:
“Quando o anjo da misericórdia dobrar as asas e for embora, Satanás fará os maus atos que por muito tempo tem desejado realizar. Tormentas e tempestades, guerras e derramamento de sangue - ele se deleita nessas coisas, efetuando assim a sua colheita. E tão completamente serão os homens enganados por ele, que declararão que essas calamidades constituem o resultado da profanação do primeiro dia da semana. Dos púlpitos das igrejas populares será ouvida a declaração de que o mundo está sendo punido porque o domingo não é honrado como deveria.” Review and Herald, 17 de setembro de 1901. Reproduzido em EF, p. 256.
“Vi que os quatro anjos segurariam os quatro ventos até que a obra de Jesus estivesse terminada no santuário, e então viriam as sete últimas pragas. Estas pragas enfureceram os ímpios contra os justos, pois pensavam que nós havíamos trazido os juízos divinos sobre eles, e que se pudessem livrar a Terra de nós, as pragas cessariam. Saiu um decreto para se matarem os santos, o que fez com que estes clamassem dia e noite por livramento. Este foi o tempo de angústia de Jacó. Então todos os santos clamaram com angústia de espírito, e alcançaram livramento pela voz de Deus.” Primeiros Escritos, págs. 36 e 37.
Portanto, existe o conselho profético para quando houver iniciado o cerco em volta do povo de Deus, que é o lançamento da lei dominical nos EUA, deve os fiéis fugir para as cidades pequenas, algo que deve ser feito com organização e plena consciência, sem desespero nem causado por sensacionalismo. Mas Deus também não quer uma fuga desordenada e fora de controle em cima da hora, por este motivo fazemos bem em começar esta preparação com antecedência, pois o tempo está se findando. Como na história de Jerusalém o cerco realizado por Cestius, imperador Romano, foi o aviso para aqueles que estavam nas cidades fugir para as montanhas, aqueles que atenderam ao aviso foram livres da invasão realizada por Tito, quatro anos mais tarde, que, literalmente, não deixou pedra sobre pedra. (Mateus 24: 15 e16). Assim devemos nos preparar para não sermos apanhados de surpresa.
Quero primeiramente que saiba que a preparação deve começar com uma mudança de hábitos, de caráter, uma mudança de vida, algo que só Cristo pode fazer em nós. Esta mudança é chamada por Ellen White de reforma individual, e deve acontecer em cada cristão que deseja se encontrar com Cristo. No próximo post sobre o assunto estarei tratando sobre quais reformas espirituais a Bíblia e o espírito de profecia falam que os fiéis devem fazer para purificarem a mente e o corpo.
Fontes dos textos utilizados:
[1] Gordon Brown apela a uma nova ordem mundial
[2] Papa pede a criação de uma “Autoridade Mundial”
[3] Lula propõe nova ordem econômica mundial depois da crise financeira
[4] Entre G8, G14 e G20, a comunidade internacional busca a melhor fórmula
[5] Nova lei de segurança nacional dá margem a abusos
[6] Lista antiterrorista dos EUA
[7] Crise alimentar impõe mudança de hábtios
[8] Segurança Alimentar e Nutricional – SAN
[9] Humanidade tem um ano para salvar planeta Terra
[10] Salvar o planeta. É agora ou agora!
[11] Domingo: “Solução simples para o Aquecimento”
[12] Sentido Ecológico do Domingo
[13] Google lança serviço para localizar pessoas através do celular
[14] O ameaçador romance do Google com Obama
Outras Fontes consultadas
G20 desponta como promotor de uma nova ordem mundial
Cientista britânico prevê 'catástrofe' mundial em 2030
Aquecimento provocará crise alimentar, diz estudo
Encontro Ecumênico termina com Apelo ao um "Dia Mundial da Criação"
Para Critica a sociedade ocidental por desvirtuar o sentido do domingo
Papa propõe que a ONU comande a Nova Ordem Mundial
Vem aí a nova identidade brasileira
Nova Carteira de Identidade
Mais de 1 bilhão de pessoas passam fome no mundo
Cenário Catastrófico para o Aquecimento Global
Aquecimento Global uma Nova Religião
Vale a pena perder privacidade em troca de segurança?
EUA e EU perto de acordo para troca de informações sobre os seus cidadãos
Adeus privacidade, adeus confiabilidade
Empresas de Telefonia são obrigadas a fornecer dados dos seus clientes
Nova medida de segurança nos EUA levanta polêmica
Mesmo sem suspeita os EUA podem vasculhas eletrônicos de turistas
1888 Re-examinado
Estou disponibilizando o arquivo completo no formato *.docx para você estudar. Aconselho que estude o material e conheça a nossa história, principalmente no que se trata da mensagem sobre justificação pela fé. Esta mensagem é essencial para os nossos dias. Precisamos compreendê-la integralmente.
Que Deus abençoe a todos.
Clique aqui e baixe o arquivo.
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02 outubro 2009
O USO DE JÓIAS, PINTURAS, ETC.
O uso de jóias e pinturas tem sido defendido por muitos indivíduos e comunidades religiosas por considerarem que o assunto não merece séria atenção. Talvez esta indiferença se deve, em grande parte, ao desejo de não incomodar grupos e pessoas. Essa não é a postura bíblica ou a orientação profética recebida pela igreja. O assunto é importante e envolve mais do que as opiniões de um grupo em particular. Clique e baixe o arquivo completo.
Pr. Demóstenes - Prof.do SALT/IAENE
Pr. Demóstenes - Prof.do SALT/IAENE
28 setembro 2009
O PECADO DE DEIXARMOS NOSSO PRIMEIRO AMOR - Justificação Pela Fé e o Culto a Baal
A Continuação do Livro 1888 Re-examinado
2. O PECADO DE DEIXARMOS NOSSO PRIMEIRO AMOR
Ninguém pode questionar a genuinidade da experiência espiritual daqueles que passaram pelo movimento de 1844. Jesus era "precioso" aos crentes que esperavam a Sua breve vinda, e seus corações estavam unidos em sincera e profunda devoção. Reconheciam o Espírito Santo como inegavelmente presente naquele movimento.
Foi essa convicção que transcendia a mero apego a correção teológica, que sustentou a confiança do "pequeno rebanho" em meio ao Grande Desapontamento. A Igreja Adventista do Sétimo Dia foi concebida numa experiência de genuíno amor e nasceu como trabalho de parto da alma daqueles poucos que arriscaram tudo em seu reconhecimento de uma obra genuína do Espírito Santo. Assim, ela foi bem nascida, concebida na verdadeira fé e não no legalismo.
Em seus primeiros anos ela amou o Senhor com um coração sincero, e apreciava a presença do Espírito Santo. Suas dificuldades posteriores derivam de um trágico abandono desse "primeiro amor", e uma falha conseqüente em reconhecer o verdadeiro Espírito Santo.
Já em 1850, esse calor de dedicação por Jesus começou a ser gradualmente substituído nos corações de muitos por uma condição "insensata e dormente" e "meio-desperta", segundo a jovem mensageira do Senhor. Um insidioso amor do eu começou a tomar o lugar do verdadeiro amor pelo Salvador, produzindo a mornidão. Orgulho e complacência em possuir um sistema de verdade gradualmente sufocaram muito da fé simples em Jesus, de coração, que levou a sua aceitação originalmente.
Desse modo, logo após o Grande Desapontamento de 1844 e a reunião do "pequeno rebanho" que manteve sua fé, desenvolveu-se uma deficiência em seu entendimento da importância das três mensagens angélicas. A deficiência não era teológica, mas espiritual. A igreja assemelhava-se a um adolescente que cresce fisicamente, mas, por outro lado, permanece uma criança.
A "verdade" logrou progresso fenomenal e era tida por invencível em debate, mas "os servos do Senhor confiaram demasiadamente na força do argumento", declarou Ellen White em 1855 (1T 113). Isso tornou difícil que resistissem à tentação inconsciente e sutil de acolher um orgulho espiritual--não encontraram e aceitaram a verdade, e por ela se sacrificaram? Parecia haver mérito em tal sacrifício. Ministros e evangelistas ergueriam suas tendas numa nova comunidade, agitando outros ministros e igrejas populares, vencendo os argumentos e debates, arrebanhando seus "melhores" membros, batizando-os e erguendo uma nova igreja, partindo daí para novas vitó¬rias quase em toda parte. Desfrutavam uma euforia de sucesso.
A oposição levou-os a acariciar a esperança de vindicação pessoal e coletiva quando do segundo advento mais do que a antecipação amorável de encontrar o Amado, incluísse esse encontro vindicação ou não. A fé deles tornou-se-lhes mais um ato de crença na verdade doutrinária e obediência a ela, motivada pelo preocupação auto-orientada por renovação, antes que uma apreciação genuína da graça de Cristo. Em lugar de caminhar humilde¬mente em total dependência do Senhor, "nós" começamos a caminhar orgulhosamente com nossa indisputável evi¬dência doutrinária da "verdade".
O resultado foi inevitavelmente uma forma de legalismo. A mesma experiência tem-se repetido freqüen-temente nas vidas individuais dos novos conversos adventistas. Devidamente entendida, a história do movimento adventista é a história de nossos próprios corações individuais. Cada um de nós é um microcosmo do todo, como cada gota dágua incorpora a essência da chuva. Em tudo quanto dizemos a respeito da experiência dos anos passa¬dos, lembramo-nos que não somos melhores do que nossos antepassados. Como Paulo informou aos crentes de Roma, "nós" fazemos as mesmas coisas (Romanos 2:1). Somente através de uma percepção que reconhece a cul¬pa coletiva podem as falhas de nossa história denominacional ser resolvidas com valor positivo e encorajador.
Como Nossa Mornidão Começou
Ellen White cedo reconheceu que nosso problema era deixar o nosso "primeiro amor", um perda de inti-midade com Cristo por não apreciarmos o Seu amor sacrificial. Ela própria aparentemente nunca perdeu esse primeiro amor, pois estava sempre pronta e disposta a reconhecer as manifestações do verdadeiro Espírito Santo. Mas "nós" não estivemos tão prontamente perceptivos.
Poderíamos cantar alegremente com W. H. Hyde: "Ouvimos da brilhante e santa pátria, ouvimos e nossos corações se alegram", contudo houve uma constante tensão entre reconhecer e apreciar o dom de profecia vivo, e nosso ressentimento humano natural contra sua reprovação ou correção. Conquanto o poder do Espírito de Deus que caracterizava o ministério de Ellen White muitas vezes forçava a liderança da igreja a reconhecer a divina autoridade de sua mensagem, eles raramente como um todo tinham uma verdadeira e sincera apreciação de seu profundo desafio espiritual. Tal ressentimento íntimo não nos surpreende como humanos. Era evidente por toda a antiga história israelita.
Esse quase contínuo desprezo pelos apelos de Ellen White para nos volvermos a um contrito "primeiro amor" resultou nos mais escuros momentos de nossa história. Um crescente mas inconsciente amor próprio de ministros e crentes sufocou a fé genuína, e, como conseqüência, a habilidade de discernir a operação do Espírito Santo se extinguiu. Um episódio tão horrível, nunca imaginado pelos pioneiros (e quase assim para nós hoje) finalmente veio a se passar. Chegaria o tempo em 1888 em que aquela poderosa Terceira Pessoa da Divindade seria de fato "insultada" pelos delegados responsáveis junto à Sessão da Associação Geral (cf. Ms 24, 1892, Special Testimonies, Serie A, nº 7, p. 54; ver capítulo seis). Como poderiam os adventistas do sétimo dia fazer isso?
Não fosse pelo contínuo ministério de Ellen White, é de duvidar que o movimento pudesse ter sobrevivido de modo diferente de uma seita legalista, à semelhança das "testemunhas de Jeová" ou da Igreja de Deus Mundial. Isso por si só -- geralmente reconhecido como verdade -- é um comentário impressionantemente claro da natureza de nossa arraigada descrença. Estávamos repetindo em poucas décadas da história o que o antigo Israel levou séculos para cumprir. Nenhum adventista do sétimo dia negaria que a igreja era "Jerusalém". Mas ela era ainda a velha cidade, não a Nova.
Falhamos em perceber as três mensagens angélicas como o "evangelho eterno". As doutrinas eram verdadeiras. Mas os ministros e membros estavam cegados quanto a um apropriado discernimento da terceira mensagem angélica em verdade, como a cegueira dos judeus os impediu de discernir a verdadeira mensagem do Velho Testamento. Aquela verdade que os judeus não podiam discernir era o lugar da cruz em seus rituais do santuário e no ministério de seu longamente esperado Messias. Semelhantemente, o lugar da cruz na terceira mensagem angélica deixou de ser percebido pelos nossos irmãos do final do século dezenove.
Já em 1867, Ellen White falava do princípio da cruz (em lugar de reforma do vestuário) como o motivo fundamental a inspirar todo o nosso compromisso e estilo de vida adventista do sétimo dia:
"Temos estado tão ligados ao mundo que perdemos de vista a cruz, e não sofremos pela causa de Cristo. . .
"Na aceitação da cruz somos distinguidos do mundo." (1T 525)
"Há demasiada agitação e movimentação quanto a nossa religião, enquanto o Calvário e a cruz são esquecidos." (5T 133)
Crescimento Vs. Progresso
O que tornou a nossa condição espiritual ainda mais difícil de entender foi o fato de que a igreja desfrutava um próspero crescimento do ponto de vista numérico, financeiro e em termos de prestígio. Isso se refletiu num firme aumento da força institucional, financeira e organizacional. O movimento que nascera de menos do que nada em face da zombaria mundana pós-1844, havia assumido a forma de uma denominação permanentemente estabelecida e bem respeitada. Tínhamos o que se reconhecia amplamente como a melhor instituição de saúde do mundo, e uma das mais avançadas editoras eclesiásticas no "ocidente".
Logicamente, nada havia de errado com tal progresso material. A maior parte dos avanços conquistados ocorriam sob insistência do agente do dom de profecia. Era certo e apropriado que instituições fossem estabelecidas, que a obra penetrasse novas regiões e igrejas fossem levantadas por toda parte. Mas ministros e leigos igualmente tomaram esse crescimento em lugar do verdadeiro fim e propósito do movimento adventista -- uma preparação espiritual para o retorno de Cristo. Disso resultou confusão, e a auto-estima e complacência começaram a vir à tona nos relatórios semanais do "progresso da causa" como publicado na Review.
O espírito evidente nesses relatórios de "progresso" contrasta-se com as fervorosas mensagens de conselho que Ellen White enviava ao mesmo tempo. Muitos dos irmãos expressavam quase incessante otimismo a respeito dos resultados de seu trabalho. É verdade que Deus estava dirigindo, e o movimento Lhe pertencia. Mas a inspiração e a história dão conta de que o aspecto mais impressionante da "obra" não era o seu progresso material, mas sua falta de maturidade espiritual.
O propósito primário do movimento adventista tem sempre sido desenvolver o caráter semelhante ao de Cristo de um remanescente que reivindica o Seu sacrifício. Nenhuma outra comunidade de santos em toda a história acolheu tal maturidade de experiência, simbolizada na Escritura como a Noiva que "se ataviou" (Apocalipse 19:7). Este último remanescente se tornará a população de uma "Nova Jerusalém", tendo vencido a apostasia de todas as gerações prévias. Em seu caráter serão vistos os resultados práticos da purificação do santuário celestial. O plano da salvação deve alcançar sua culminação, e as dúvidas e objeções de Satanás e suas hostes devem ser para sempre respondidas. O próprio universo não-caído deve reassegurar-se ao contemplar uma grandiosa demonstração do completo êxito do plano de salvação em sua hora final. O evangelho deve demonstrar-se "o poder de Deus para a salvação" (Romanos 1:16).
Relacionado com o alcance desse objetivo primário está o reconhecimento de outro secundário: a terminação do programa evangélico de missão mundial. O alcançar da meta secundária é representado na Escritura como virtualmente assegurado, uma vez a primária seja realizada (Marcos 4:26-29; Apocalipse 14:15; João 13:35).
Não tivéssemos "nós" sido cegados pelo amor próprio, uma verdadeira compreensão da verdade das três mensagens angélicas teria há muito tempo garantido o genuíno progresso no rumo de alcançar essa meta primária de semelhança de caráter com Cristo. Em lugar disso, tem havido um imaginado progresso no cumprimento da meta secundária.
Mas um sério problema se torna imediatamente evidente. Outras denominações estão logrando o mesmo tipo de "progresso" institucional e numérico, em até maior escala, o que sugere que tal crescimento significa pouco no que tange às reais bênçãos celestiais sobre nossa obra. No processo temos perdido de vista em grande medida a meta primária nesse ilusório cumprimento da meta secundária. Relatórios oficiais atingem errôneas conclusões com base em progresso estatístico e financeiro. Segue-se um exemplo, a ponta de um iceberg de orgulho e complacência:
"O êxito financeiro deste vasto empreendimento denominacional não pode ser maior do que a fé e zelo que animam o povo escolhido de Deus. Esses recursos combinados, sob o comando do Capitão das hostes do Senhor, conduzirão ao triunfo precoce do grande Movimento do Segundo Advento em todo o mundo." (Thirty-seventh Financial Report, General Conference [Trigésimo Sétimo Relatório Financeiro da Associação Geral], 31 de dezembro de 1948, p. 9).
Em outras palavras, a fé espiritual e zelo do povo escolhido de Deus são medidos por seus registros estatísticos! Pode-se alegar que este é um exemplo extremo e ultrapassado. Mas ilustra a mentalidade predominante da época, que se pode reconhecer quase que por toda parte hoje. A linguagem de nossos corações reivindica que somos "ricos e de nada temos falta". O Autor e Consumador de nossa fé, contudo, diz o oposto.
Essa era a condição espiritual da igreja na década que precedeu a Sessão da Associação Geral de 1888. A mensageira do Senhor havia freqüentemente deplorado o amor ao eu que se tornou tão penosamente evidente em toda a sua difundida mornidão. Em desesperados esforços para ajudar, ela enviou mensagens ardentes de admoestação a "nós" nos anos que precediam a Assembléia de 1888, mensagens para motivar ministros e povo a recobrarem o profundo e sincero amor por Jesus que se havia quase tornado perdido. Ela trabalhou duro, mas por alguma razão os apelos caíram maiormente em ouvidos moucos e não tiveram êxito.
O Remédio Simples de Deus Para Um Sério Problema Denominacional
Poderia alguma mensagem dinâmica, alguma simples "palavra", penetrar o coração de Laodicéia e cumprir pela igreja num curto período o que décadas de zeloso ministério espiritual de Ellen White não conseguiram fazer?
A resposta é sim, segundo o plano do Senhor. Ele quis enviar tal "palavra" mediante humildes instrumentos em 1888, uma mensagem para ser o "início" da chuva serôdia e do alto clamor. As circunstâncias de sua vinda seriam tão humildes como o "verme" que provocou o secamento da vinha de Jonas, e tão humilde como o nascimento no celeiro de Belém. Deus enviou dois jovens e obscuros agentes com uma novel apresentação da verdade pura. Ellen White sentiu-se deleitada com a mensagem deles. Viu como propiciava o elo que faltava no adventismo, a motivação que transformava os pesados "deveres" do legalismo em alegres imperativos de devoção apostólica.
Mas ela revelava-se com justiça indignada com irmãos da liderança que não podiam ver o que estava acontecendo e que reagiram negativamente. Assim se referiu ela aos dois mensageiros:
"O sacerdote tomou [o bebê Jesus] em seus braços, mas nada pôde ali divisar. Deus não lhe falou e disse: "Esta é a consolação de Israel". Mas tão cedo Simeão entrou, . . . ali viu o pequeno Bebê nos braços da mãe, . . . Deus lhe diz, . . . "Este é a consolação de Israel". . . Ali estava alguém que O reconheceu porque se achava onde podia discernir as coisas espirituais.
"Não temos dúvida de que o Senhor estava com o Irmão Waggoner enquanto falava ontem. . . A questão é, tem Deus enviado a verdade? Tem Deus levantado estes homens para proclamar a verdade? Digo, sim, Deus enviou homens para trazer-nos a verdade que não deveríamos ter tido a menos que Deus houvesse enviado alguém para no-la trazer. . . Eu a aceito, e não mais ouso erguer minha mão contra estas pessoas [do que] contra Jesus Cristo, que deve ser reconhecido em Seus mensageiros. . .Temos estado em perplexidade, e temos estado em dú¬vida, e as igrejas estão prontas para morrer. Mas agora aqui lemos [citação de Apocalipse 18:1]." (Ms. 2, 1890).
Nosso Problema Hoje
Um século depois, com uma maquinaria organizacional a nível mundial mais pesada, a dificuldade de retificar a mesma condição de mornidão "pronta para morrer" parece ainda mais perturbadora do que foi em 1890. O orgulho e a mornidão denominacionais em muitas nações e culturas representam um problema enorme. Não mais se pode esperar que a mera passagem do tempo propicie um remédio. Até mesmo a paciência de Deus pode em breve esgotar-se. Os efeitos de nossa mornidão não serão, não poderão ser tolerados pelo Senhor mesmo para sempre. É Ele quem diz que O tornamos tão doentes que sente como que a ponto de vomitar-nos (é isso o que a linguagem original deixa implícito em Apocalipse 3:16, 17).
A chave para entender nossa atual situação vexatória jaz numa verdadeira apreciação do que ocorreu na Sessão de 1888 e seus efeitos. Temos de reconhecer a realidade de seus efeitos espirituais em nosso caráter denominacional por todo o mundo hoje. A chuva serôdia e o alto clamor começaram entre nós como uma mensagem simples, nada espetacular, de poder miraculoso, mas essas bênçãos de incalculável valor foram impedidas porque o Espírito Santo foi "insultado".
Como isso pôde ocorrer devemos considerar em nosso próximo capítulo.
2. O PECADO DE DEIXARMOS NOSSO PRIMEIRO AMOR
Ninguém pode questionar a genuinidade da experiência espiritual daqueles que passaram pelo movimento de 1844. Jesus era "precioso" aos crentes que esperavam a Sua breve vinda, e seus corações estavam unidos em sincera e profunda devoção. Reconheciam o Espírito Santo como inegavelmente presente naquele movimento.
Foi essa convicção que transcendia a mero apego a correção teológica, que sustentou a confiança do "pequeno rebanho" em meio ao Grande Desapontamento. A Igreja Adventista do Sétimo Dia foi concebida numa experiência de genuíno amor e nasceu como trabalho de parto da alma daqueles poucos que arriscaram tudo em seu reconhecimento de uma obra genuína do Espírito Santo. Assim, ela foi bem nascida, concebida na verdadeira fé e não no legalismo.
Em seus primeiros anos ela amou o Senhor com um coração sincero, e apreciava a presença do Espírito Santo. Suas dificuldades posteriores derivam de um trágico abandono desse "primeiro amor", e uma falha conseqüente em reconhecer o verdadeiro Espírito Santo.
Já em 1850, esse calor de dedicação por Jesus começou a ser gradualmente substituído nos corações de muitos por uma condição "insensata e dormente" e "meio-desperta", segundo a jovem mensageira do Senhor. Um insidioso amor do eu começou a tomar o lugar do verdadeiro amor pelo Salvador, produzindo a mornidão. Orgulho e complacência em possuir um sistema de verdade gradualmente sufocaram muito da fé simples em Jesus, de coração, que levou a sua aceitação originalmente.
Desse modo, logo após o Grande Desapontamento de 1844 e a reunião do "pequeno rebanho" que manteve sua fé, desenvolveu-se uma deficiência em seu entendimento da importância das três mensagens angélicas. A deficiência não era teológica, mas espiritual. A igreja assemelhava-se a um adolescente que cresce fisicamente, mas, por outro lado, permanece uma criança.
A "verdade" logrou progresso fenomenal e era tida por invencível em debate, mas "os servos do Senhor confiaram demasiadamente na força do argumento", declarou Ellen White em 1855 (1T 113). Isso tornou difícil que resistissem à tentação inconsciente e sutil de acolher um orgulho espiritual--não encontraram e aceitaram a verdade, e por ela se sacrificaram? Parecia haver mérito em tal sacrifício. Ministros e evangelistas ergueriam suas tendas numa nova comunidade, agitando outros ministros e igrejas populares, vencendo os argumentos e debates, arrebanhando seus "melhores" membros, batizando-os e erguendo uma nova igreja, partindo daí para novas vitó¬rias quase em toda parte. Desfrutavam uma euforia de sucesso.
A oposição levou-os a acariciar a esperança de vindicação pessoal e coletiva quando do segundo advento mais do que a antecipação amorável de encontrar o Amado, incluísse esse encontro vindicação ou não. A fé deles tornou-se-lhes mais um ato de crença na verdade doutrinária e obediência a ela, motivada pelo preocupação auto-orientada por renovação, antes que uma apreciação genuína da graça de Cristo. Em lugar de caminhar humilde¬mente em total dependência do Senhor, "nós" começamos a caminhar orgulhosamente com nossa indisputável evi¬dência doutrinária da "verdade".
O resultado foi inevitavelmente uma forma de legalismo. A mesma experiência tem-se repetido freqüen-temente nas vidas individuais dos novos conversos adventistas. Devidamente entendida, a história do movimento adventista é a história de nossos próprios corações individuais. Cada um de nós é um microcosmo do todo, como cada gota dágua incorpora a essência da chuva. Em tudo quanto dizemos a respeito da experiência dos anos passa¬dos, lembramo-nos que não somos melhores do que nossos antepassados. Como Paulo informou aos crentes de Roma, "nós" fazemos as mesmas coisas (Romanos 2:1). Somente através de uma percepção que reconhece a cul¬pa coletiva podem as falhas de nossa história denominacional ser resolvidas com valor positivo e encorajador.
Como Nossa Mornidão Começou
Ellen White cedo reconheceu que nosso problema era deixar o nosso "primeiro amor", um perda de inti-midade com Cristo por não apreciarmos o Seu amor sacrificial. Ela própria aparentemente nunca perdeu esse primeiro amor, pois estava sempre pronta e disposta a reconhecer as manifestações do verdadeiro Espírito Santo. Mas "nós" não estivemos tão prontamente perceptivos.
Poderíamos cantar alegremente com W. H. Hyde: "Ouvimos da brilhante e santa pátria, ouvimos e nossos corações se alegram", contudo houve uma constante tensão entre reconhecer e apreciar o dom de profecia vivo, e nosso ressentimento humano natural contra sua reprovação ou correção. Conquanto o poder do Espírito de Deus que caracterizava o ministério de Ellen White muitas vezes forçava a liderança da igreja a reconhecer a divina autoridade de sua mensagem, eles raramente como um todo tinham uma verdadeira e sincera apreciação de seu profundo desafio espiritual. Tal ressentimento íntimo não nos surpreende como humanos. Era evidente por toda a antiga história israelita.
Esse quase contínuo desprezo pelos apelos de Ellen White para nos volvermos a um contrito "primeiro amor" resultou nos mais escuros momentos de nossa história. Um crescente mas inconsciente amor próprio de ministros e crentes sufocou a fé genuína, e, como conseqüência, a habilidade de discernir a operação do Espírito Santo se extinguiu. Um episódio tão horrível, nunca imaginado pelos pioneiros (e quase assim para nós hoje) finalmente veio a se passar. Chegaria o tempo em 1888 em que aquela poderosa Terceira Pessoa da Divindade seria de fato "insultada" pelos delegados responsáveis junto à Sessão da Associação Geral (cf. Ms 24, 1892, Special Testimonies, Serie A, nº 7, p. 54; ver capítulo seis). Como poderiam os adventistas do sétimo dia fazer isso?
Não fosse pelo contínuo ministério de Ellen White, é de duvidar que o movimento pudesse ter sobrevivido de modo diferente de uma seita legalista, à semelhança das "testemunhas de Jeová" ou da Igreja de Deus Mundial. Isso por si só -- geralmente reconhecido como verdade -- é um comentário impressionantemente claro da natureza de nossa arraigada descrença. Estávamos repetindo em poucas décadas da história o que o antigo Israel levou séculos para cumprir. Nenhum adventista do sétimo dia negaria que a igreja era "Jerusalém". Mas ela era ainda a velha cidade, não a Nova.
Falhamos em perceber as três mensagens angélicas como o "evangelho eterno". As doutrinas eram verdadeiras. Mas os ministros e membros estavam cegados quanto a um apropriado discernimento da terceira mensagem angélica em verdade, como a cegueira dos judeus os impediu de discernir a verdadeira mensagem do Velho Testamento. Aquela verdade que os judeus não podiam discernir era o lugar da cruz em seus rituais do santuário e no ministério de seu longamente esperado Messias. Semelhantemente, o lugar da cruz na terceira mensagem angélica deixou de ser percebido pelos nossos irmãos do final do século dezenove.
Já em 1867, Ellen White falava do princípio da cruz (em lugar de reforma do vestuário) como o motivo fundamental a inspirar todo o nosso compromisso e estilo de vida adventista do sétimo dia:
"Temos estado tão ligados ao mundo que perdemos de vista a cruz, e não sofremos pela causa de Cristo. . .
"Na aceitação da cruz somos distinguidos do mundo." (1T 525)
"Há demasiada agitação e movimentação quanto a nossa religião, enquanto o Calvário e a cruz são esquecidos." (5T 133)
Crescimento Vs. Progresso
O que tornou a nossa condição espiritual ainda mais difícil de entender foi o fato de que a igreja desfrutava um próspero crescimento do ponto de vista numérico, financeiro e em termos de prestígio. Isso se refletiu num firme aumento da força institucional, financeira e organizacional. O movimento que nascera de menos do que nada em face da zombaria mundana pós-1844, havia assumido a forma de uma denominação permanentemente estabelecida e bem respeitada. Tínhamos o que se reconhecia amplamente como a melhor instituição de saúde do mundo, e uma das mais avançadas editoras eclesiásticas no "ocidente".
Logicamente, nada havia de errado com tal progresso material. A maior parte dos avanços conquistados ocorriam sob insistência do agente do dom de profecia. Era certo e apropriado que instituições fossem estabelecidas, que a obra penetrasse novas regiões e igrejas fossem levantadas por toda parte. Mas ministros e leigos igualmente tomaram esse crescimento em lugar do verdadeiro fim e propósito do movimento adventista -- uma preparação espiritual para o retorno de Cristo. Disso resultou confusão, e a auto-estima e complacência começaram a vir à tona nos relatórios semanais do "progresso da causa" como publicado na Review.
O espírito evidente nesses relatórios de "progresso" contrasta-se com as fervorosas mensagens de conselho que Ellen White enviava ao mesmo tempo. Muitos dos irmãos expressavam quase incessante otimismo a respeito dos resultados de seu trabalho. É verdade que Deus estava dirigindo, e o movimento Lhe pertencia. Mas a inspiração e a história dão conta de que o aspecto mais impressionante da "obra" não era o seu progresso material, mas sua falta de maturidade espiritual.
O propósito primário do movimento adventista tem sempre sido desenvolver o caráter semelhante ao de Cristo de um remanescente que reivindica o Seu sacrifício. Nenhuma outra comunidade de santos em toda a história acolheu tal maturidade de experiência, simbolizada na Escritura como a Noiva que "se ataviou" (Apocalipse 19:7). Este último remanescente se tornará a população de uma "Nova Jerusalém", tendo vencido a apostasia de todas as gerações prévias. Em seu caráter serão vistos os resultados práticos da purificação do santuário celestial. O plano da salvação deve alcançar sua culminação, e as dúvidas e objeções de Satanás e suas hostes devem ser para sempre respondidas. O próprio universo não-caído deve reassegurar-se ao contemplar uma grandiosa demonstração do completo êxito do plano de salvação em sua hora final. O evangelho deve demonstrar-se "o poder de Deus para a salvação" (Romanos 1:16).
Relacionado com o alcance desse objetivo primário está o reconhecimento de outro secundário: a terminação do programa evangélico de missão mundial. O alcançar da meta secundária é representado na Escritura como virtualmente assegurado, uma vez a primária seja realizada (Marcos 4:26-29; Apocalipse 14:15; João 13:35).
Não tivéssemos "nós" sido cegados pelo amor próprio, uma verdadeira compreensão da verdade das três mensagens angélicas teria há muito tempo garantido o genuíno progresso no rumo de alcançar essa meta primária de semelhança de caráter com Cristo. Em lugar disso, tem havido um imaginado progresso no cumprimento da meta secundária.
Mas um sério problema se torna imediatamente evidente. Outras denominações estão logrando o mesmo tipo de "progresso" institucional e numérico, em até maior escala, o que sugere que tal crescimento significa pouco no que tange às reais bênçãos celestiais sobre nossa obra. No processo temos perdido de vista em grande medida a meta primária nesse ilusório cumprimento da meta secundária. Relatórios oficiais atingem errôneas conclusões com base em progresso estatístico e financeiro. Segue-se um exemplo, a ponta de um iceberg de orgulho e complacência:
"O êxito financeiro deste vasto empreendimento denominacional não pode ser maior do que a fé e zelo que animam o povo escolhido de Deus. Esses recursos combinados, sob o comando do Capitão das hostes do Senhor, conduzirão ao triunfo precoce do grande Movimento do Segundo Advento em todo o mundo." (Thirty-seventh Financial Report, General Conference [Trigésimo Sétimo Relatório Financeiro da Associação Geral], 31 de dezembro de 1948, p. 9).
Em outras palavras, a fé espiritual e zelo do povo escolhido de Deus são medidos por seus registros estatísticos! Pode-se alegar que este é um exemplo extremo e ultrapassado. Mas ilustra a mentalidade predominante da época, que se pode reconhecer quase que por toda parte hoje. A linguagem de nossos corações reivindica que somos "ricos e de nada temos falta". O Autor e Consumador de nossa fé, contudo, diz o oposto.
Essa era a condição espiritual da igreja na década que precedeu a Sessão da Associação Geral de 1888. A mensageira do Senhor havia freqüentemente deplorado o amor ao eu que se tornou tão penosamente evidente em toda a sua difundida mornidão. Em desesperados esforços para ajudar, ela enviou mensagens ardentes de admoestação a "nós" nos anos que precediam a Assembléia de 1888, mensagens para motivar ministros e povo a recobrarem o profundo e sincero amor por Jesus que se havia quase tornado perdido. Ela trabalhou duro, mas por alguma razão os apelos caíram maiormente em ouvidos moucos e não tiveram êxito.
O Remédio Simples de Deus Para Um Sério Problema Denominacional
Poderia alguma mensagem dinâmica, alguma simples "palavra", penetrar o coração de Laodicéia e cumprir pela igreja num curto período o que décadas de zeloso ministério espiritual de Ellen White não conseguiram fazer?
A resposta é sim, segundo o plano do Senhor. Ele quis enviar tal "palavra" mediante humildes instrumentos em 1888, uma mensagem para ser o "início" da chuva serôdia e do alto clamor. As circunstâncias de sua vinda seriam tão humildes como o "verme" que provocou o secamento da vinha de Jonas, e tão humilde como o nascimento no celeiro de Belém. Deus enviou dois jovens e obscuros agentes com uma novel apresentação da verdade pura. Ellen White sentiu-se deleitada com a mensagem deles. Viu como propiciava o elo que faltava no adventismo, a motivação que transformava os pesados "deveres" do legalismo em alegres imperativos de devoção apostólica.
Mas ela revelava-se com justiça indignada com irmãos da liderança que não podiam ver o que estava acontecendo e que reagiram negativamente. Assim se referiu ela aos dois mensageiros:
"O sacerdote tomou [o bebê Jesus] em seus braços, mas nada pôde ali divisar. Deus não lhe falou e disse: "Esta é a consolação de Israel". Mas tão cedo Simeão entrou, . . . ali viu o pequeno Bebê nos braços da mãe, . . . Deus lhe diz, . . . "Este é a consolação de Israel". . . Ali estava alguém que O reconheceu porque se achava onde podia discernir as coisas espirituais.
"Não temos dúvida de que o Senhor estava com o Irmão Waggoner enquanto falava ontem. . . A questão é, tem Deus enviado a verdade? Tem Deus levantado estes homens para proclamar a verdade? Digo, sim, Deus enviou homens para trazer-nos a verdade que não deveríamos ter tido a menos que Deus houvesse enviado alguém para no-la trazer. . . Eu a aceito, e não mais ouso erguer minha mão contra estas pessoas [do que] contra Jesus Cristo, que deve ser reconhecido em Seus mensageiros. . .Temos estado em perplexidade, e temos estado em dú¬vida, e as igrejas estão prontas para morrer. Mas agora aqui lemos [citação de Apocalipse 18:1]." (Ms. 2, 1890).
Nosso Problema Hoje
Um século depois, com uma maquinaria organizacional a nível mundial mais pesada, a dificuldade de retificar a mesma condição de mornidão "pronta para morrer" parece ainda mais perturbadora do que foi em 1890. O orgulho e a mornidão denominacionais em muitas nações e culturas representam um problema enorme. Não mais se pode esperar que a mera passagem do tempo propicie um remédio. Até mesmo a paciência de Deus pode em breve esgotar-se. Os efeitos de nossa mornidão não serão, não poderão ser tolerados pelo Senhor mesmo para sempre. É Ele quem diz que O tornamos tão doentes que sente como que a ponto de vomitar-nos (é isso o que a linguagem original deixa implícito em Apocalipse 3:16, 17).
A chave para entender nossa atual situação vexatória jaz numa verdadeira apreciação do que ocorreu na Sessão de 1888 e seus efeitos. Temos de reconhecer a realidade de seus efeitos espirituais em nosso caráter denominacional por todo o mundo hoje. A chuva serôdia e o alto clamor começaram entre nós como uma mensagem simples, nada espetacular, de poder miraculoso, mas essas bênçãos de incalculável valor foram impedidas porque o Espírito Santo foi "insultado".
Como isso pôde ocorrer devemos considerar em nosso próximo capítulo.
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