Muita discussão já houve - e tem havido - em torno do assunto música
apropriada para adoração. Esta coletânea preparada pela Professora Jenise
Torres (já divulgada neste blog) tem o objetivo de auxiliar todos aqueles que
estão procurando respostas para seus questionamentos dentro deste assunto tão
polêmico.
Estamos envolvidos neste projeto de forma voluntária porque acreditamos que
todos têm o direito de ter oportunidade de reflexão e, assim, poder fazer
escolhas individuais a respeito deste assunto tão relevante para este tempo
que, ao que tudo indica, beira o fim de todas as coisas.
A Professora Jenise Torres cedeu, de forma voluntária e gratuita, o livro No
Templo Cristão para ser disponibilizado para download no formato pdf, podendo o mesmo ser impresso
quantas vezes for necessária e distribuído para todos aqueles que buscam
esclarecimentos sólidos sobre o assunto em questão.
Clique
aqui e baixe
Informação Importante: A Professora Jenise avisa que todos aqueles que desejarem ter um melhor esclarecimento sobre esses assuntos, podem solicitar através do e-mail jentorres@bol.com.br a presença dos colaboradores desta coletânea em sua igreja.
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25 outubro 2011
No Templo Cristão - Download em PDF
28 setembro 2011
No Templo Cristão
Acabei de ler a coletânea de artigos sobre música e adoração organizada pela professora Jenise Torres (graduada em Letras e em Música pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e pós-graduada em Tecnologia Educacional pela UERJ). A coletânea conta com a participação de vários nomes de peso.
É uma obra que vale a pena ser lida por todos os líderes de igrejas: pastores, anciãos, diretores jovens, diretores de música, etc.
A polêmica em torno do tema abordado na referida coletânea com certeza continuará, mas uma coisa eu tenho certeza: quem ler essa coletânea deverá tomar uma decisão.
Gostaria de indicá-la a todos aqueles que desejam esclarecimentos sobre esse assunto de grande importância para a igreja da atualidade.
Deixo registrado que a professora Jenise não me solicitou essa divulgação, estou fazendo por que realmente acredito que seu trabalho foi inspirado pelo Espírito Santo.
Faça o seu pedido através do e-mail jentorres@bol.com.br.
Hilton Bastos
É uma obra que vale a pena ser lida por todos os líderes de igrejas: pastores, anciãos, diretores jovens, diretores de música, etc.
A polêmica em torno do tema abordado na referida coletânea com certeza continuará, mas uma coisa eu tenho certeza: quem ler essa coletânea deverá tomar uma decisão.
Gostaria de indicá-la a todos aqueles que desejam esclarecimentos sobre esse assunto de grande importância para a igreja da atualidade.
Deixo registrado que a professora Jenise não me solicitou essa divulgação, estou fazendo por que realmente acredito que seu trabalho foi inspirado pelo Espírito Santo.
Faça o seu pedido através do e-mail jentorres@bol.com.br.
Hilton Bastos
12 abril 2011
Ellen White era contra a bateria?
Nunca duvidei de que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é dirigida por Deus. Sempre tive a certeza de que existem fiéis sentinelas nos muros desta igreja para advertir dos erros e mostrar o caminho verdadeiro para o povo de Deus. Os profetas modernos, homens e mulheres usados por Deus que dedicam horas de estudo nas Sagradas Escrituras com um coração humilde, estão apostos para levantar a voz e dar à trombeta sonido certo.
O site do Centro de Pesquisas White no Brasil, que tem como diretor o Dr. Renato Stencel, publicou um arquivo que foi preparado pelos colaboradores do site Música Sacra e Adoração, que responde o artigo de André Reis, onde ele afirma que Ellen White não condenaria a bateria nos cultos de adoração na Igreja Adventista do Sétimo Dia. O referido articulista tenta explicar o texto encontrado em Mensagens Escolhidas, Vol. 2, págs. 31 a 39.
O referido artigo, como declara a publicação no site do Centro de Pesquisas White, “promoveu certo grau de confusão e dividiu opiniões entre muitos membros de nossa Igreja”. Por esse motivo, foi preparada “uma resposta equilibrada e fundamentada nos parâmetros e princípios dos escritos do Espírito de Profecia pelos editores e colaboradores do site Música Sacra e Adoração. A intenção do Centro White - Brasil é que tal matéria possa servir como um instrumento de clarificação e elucidação quanto a um tema que vem se revelando cada vez mais polêmico entre os Adventistas do Sétimo Dia”.
Clique aqui e acesse a página do site do Centro White de Pesquisas no Brasil.
Fica o alerta para todos aqueles que, infelizmente, querem contextualizar nossa mensagem, nosso estilo de vida e nossa forma de adoração.
Aproveite a visita no site Música Sacra e Adoração e veja os artigos que foram escritos pelo administrador deste blog e publicados pelos administradores do referido site. Se desejar o link direto clique aqui, aqui, aqui e aqui.
Resta Uma Esperança
O site do Centro de Pesquisas White no Brasil, que tem como diretor o Dr. Renato Stencel, publicou um arquivo que foi preparado pelos colaboradores do site Música Sacra e Adoração, que responde o artigo de André Reis, onde ele afirma que Ellen White não condenaria a bateria nos cultos de adoração na Igreja Adventista do Sétimo Dia. O referido articulista tenta explicar o texto encontrado em Mensagens Escolhidas, Vol. 2, págs. 31 a 39.
O referido artigo, como declara a publicação no site do Centro de Pesquisas White, “promoveu certo grau de confusão e dividiu opiniões entre muitos membros de nossa Igreja”. Por esse motivo, foi preparada “uma resposta equilibrada e fundamentada nos parâmetros e princípios dos escritos do Espírito de Profecia pelos editores e colaboradores do site Música Sacra e Adoração. A intenção do Centro White - Brasil é que tal matéria possa servir como um instrumento de clarificação e elucidação quanto a um tema que vem se revelando cada vez mais polêmico entre os Adventistas do Sétimo Dia”.
Clique aqui e acesse a página do site do Centro White de Pesquisas no Brasil.
Fica o alerta para todos aqueles que, infelizmente, querem contextualizar nossa mensagem, nosso estilo de vida e nossa forma de adoração.
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Resta Uma Esperança
21 março 2011
Cérebro prefere música clássica
Dizer “Esta música é muito boa” ou “Nossa! Que música horrível” é muito comum. Todos têm seus gostos particulares e rejeitam artistas e bandas que fogem das preferências pessoais. Mas uma pesquisa publicada no periódico científico BMC Research Notes revela que talvez haja um padrão. Segundo o artigo, as pessoas tendem a gostar das músicas que soam “complexas” aos ouvidos, mas que são “decifráveis e armazenadas” pelo cérebro, como as composições eruditas. O autor do estudo, Nicholas Hudson, biólogo da Australian Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization, disse que o cérebro comprime a informação musical como um software de computador faz com um arquivo de áudio: ele identifica padrões e remove dados desnecessários ou redundantes. A música clássica, por exemplo, pode parecer complexa para quem ouve, mas o cérebro consegue encontrar padrões para o trabalho de compressão. Pouca coisa é descartada. Hudson usou programas de compressão de músicas para imitar como o cérebro age e usou músicas que já haviam sido analisadas em um estudo de 2009 que mediu como 26 voluntários curtiam músicas de diferentes gêneros musicais como clássico, jazz, pop, folk, eletrônica, rock, punk, techno e tango.
Entre as músicas que o biólogo escolheu, “I should be so Lucky”, da Kylie Minogue, foi comprimida a 69,5% de seu tamanho original; “White Wedding”, do Billy Idol, foi diminuída a 68,5%; e a Terceira Sinfonia do Beethoven foi reduzida a 40,6% do seu tamanho inicial. O cérebro, como o software encontraram mais padrões na música do compositor alemão. Com as outras músicas, ele teve pouco trabalho de compressão, pois o resto foi “jogado fora”. Fazendo uma comparação, as músicas mais “comprimíveis” foram aquelas escolhidas como as mais agradáveis no estudo de 2009.
Mas por que nosso cérebro gosta mais das músicas que o fazem trabalhar mais para comprimi-las? “É da nossa natureza sentir mais satisfação ao atingir uma meta quando a tarefa é mais difícil. As coisas fáceis trazem um prazer superficial. As músicas mais simples, com poucos padrões de compressão, rapidamente ficam irritantes e deixam de ser estimulantes”, disse Hudson. Essa é uma explicação para aquela sensação de enjoar rapidamente de uma música. O teste também incluía barulhos aleatórios que só puderam ser comprimidos a 86%. O resultado foi que esses sons causaram indiferença e tédio nas pessoas.
Já foi dito que música clássica ajuda a memória, ajuda o foco nos estudos e pode até deixar as pessoas mais inteligentes. Este é mais um estudo que comprova a qualidade da música clássica, mas, como diz o ditado: gosto não se discute. [No entanto, no que diz respeito à música sacra, princípios se discutem e estão acima dos gostos pessoais. – MB]
(Hypescience)
Nota Michelson Borges: Certa vez, eu conversava com uma conhecida cantora adventista e ela me disse que havia se convencido de que o ideal era não usar forte percussão nos acompanhamentos. Perguntei-lhe como ela havia chegado a essa conclusão e ela respondeu: “O responsável pela produção do meu CD perguntou-me se eu queria bateria nos playbacks. Eu estava estudando o assunto e disse que não queria bateria. A resposta dele confirmou minha decisão. Ele disse que a bateria ajuda a vender e a tornar a música mais simples, além disso, barateia a produção. Sem bateria, ele teria que melhorar a investir na orquestração. Mas não é justamente isto o que temos que fazer, oferecer o melhor para Deus?” Infelizmente, no meio cristão também há aqueles que produzem músicas descartáveis, repetitivas (quase hipnotizantes) e carregadas de dissonância, melismas (shows vocais) e forte percussão. Lembre-se de que, como mostra a pesquisa acima, o cérebro “identifica padrões e remove dados desnecessários ou redundantes”. Há músicas no Hinário Adventista, por exemplo, que têm sido cantadas há séculos e ainda falam ao coração do adorador moderno. Por outro lado, há músicas “sacras” criadas recentemente e que rapidamente se tornam “irritantes” e estão fadadas ao esquecimento. O músico, assim como qualquer outro profissional cristão, deve sempre se perguntar: Isto é o melhor que posso oferecer a Deus ou se trata apenas de algo para agradar o meu gosto e gosto dos meus ‘fãs’?”[MB]
Entre as músicas que o biólogo escolheu, “I should be so Lucky”, da Kylie Minogue, foi comprimida a 69,5% de seu tamanho original; “White Wedding”, do Billy Idol, foi diminuída a 68,5%; e a Terceira Sinfonia do Beethoven foi reduzida a 40,6% do seu tamanho inicial. O cérebro, como o software encontraram mais padrões na música do compositor alemão. Com as outras músicas, ele teve pouco trabalho de compressão, pois o resto foi “jogado fora”. Fazendo uma comparação, as músicas mais “comprimíveis” foram aquelas escolhidas como as mais agradáveis no estudo de 2009.
Mas por que nosso cérebro gosta mais das músicas que o fazem trabalhar mais para comprimi-las? “É da nossa natureza sentir mais satisfação ao atingir uma meta quando a tarefa é mais difícil. As coisas fáceis trazem um prazer superficial. As músicas mais simples, com poucos padrões de compressão, rapidamente ficam irritantes e deixam de ser estimulantes”, disse Hudson. Essa é uma explicação para aquela sensação de enjoar rapidamente de uma música. O teste também incluía barulhos aleatórios que só puderam ser comprimidos a 86%. O resultado foi que esses sons causaram indiferença e tédio nas pessoas.
Já foi dito que música clássica ajuda a memória, ajuda o foco nos estudos e pode até deixar as pessoas mais inteligentes. Este é mais um estudo que comprova a qualidade da música clássica, mas, como diz o ditado: gosto não se discute. [No entanto, no que diz respeito à música sacra, princípios se discutem e estão acima dos gostos pessoais. – MB]
(Hypescience)
Nota Michelson Borges: Certa vez, eu conversava com uma conhecida cantora adventista e ela me disse que havia se convencido de que o ideal era não usar forte percussão nos acompanhamentos. Perguntei-lhe como ela havia chegado a essa conclusão e ela respondeu: “O responsável pela produção do meu CD perguntou-me se eu queria bateria nos playbacks. Eu estava estudando o assunto e disse que não queria bateria. A resposta dele confirmou minha decisão. Ele disse que a bateria ajuda a vender e a tornar a música mais simples, além disso, barateia a produção. Sem bateria, ele teria que melhorar a investir na orquestração. Mas não é justamente isto o que temos que fazer, oferecer o melhor para Deus?” Infelizmente, no meio cristão também há aqueles que produzem músicas descartáveis, repetitivas (quase hipnotizantes) e carregadas de dissonância, melismas (shows vocais) e forte percussão. Lembre-se de que, como mostra a pesquisa acima, o cérebro “identifica padrões e remove dados desnecessários ou redundantes”. Há músicas no Hinário Adventista, por exemplo, que têm sido cantadas há séculos e ainda falam ao coração do adorador moderno. Por outro lado, há músicas “sacras” criadas recentemente e que rapidamente se tornam “irritantes” e estão fadadas ao esquecimento. O músico, assim como qualquer outro profissional cristão, deve sempre se perguntar: Isto é o melhor que posso oferecer a Deus ou se trata apenas de algo para agradar o meu gosto e gosto dos meus ‘fãs’?”[MB]
20 janeiro 2011
UMA RESPOSTA, COM TODO RESPEITO, SOBRE O TEMA DOS TAMBORES TEREM SIDO CRIADOS OU NÃO POR DEUS
Tenho profundo respeito por todos os pastores adventistas, mas não estou disposto a aceitar tudo o que eles dizem sem que tenha uma base sólida nas escrituras para confirmar tais afirmativas. Esse posicionamento foi elogiado por Paulo (Atos 17:11 e 12), portanto o sigo de perto.
Há alguns dias, li um artigo do Pr. Valdeci Jr., onde ele tenta refutar um artigo que escrevi, o qual foi publicado em vários sites, inclusive no site Música e Adoração. O referido artigo trata do texto encontrado em Ezequiel 28:13, principalmente sobre o termo hebraico toph e sua controversa tradução para tambores no texto citado. Com base nesse texto, alguns tentam afirmar que Deus criou os tambores para Lúcifer enquanto este habitava nos céus.
O Pr. Valdeci Jr. fez a seguinte declaração em sua refutação: “Mas não há um único lugar na Bíblia que, referindo-se aos tambores, diga que Deus ‘não autorizou o seu uso em Seu templo terrestre’.”
Quanto a esta declaração, não preciso respondê-la, pois o Prof. Vanderlei Dorneles deixou o assunto bem claro em sua tese de mestrado, tendo como orientador o Ph.D. Alberto R. Timm, que recomendou, por escrito, a leitura do livro Cristãos em Busca do Êxtase, onde foi publicada a referida tese. O livro também recebeu recomendações por escrito do Th.D. Amin A. Rodor. Acredito que o Pr. Valdeci não esperaria encontrar um texto bíblico que diga literalmente: “Deus não aceita tambores no templo”. Pois, como muitas de nossas doutrinas, tal não acontece. A ordem é: “cavai, cavai, não na superfície, mas profundamente”.
Ele diz ainda: “Para ser coerente, Hilton deveria rasgar e jogar no lixo toda a liturgia tradicional da IASD e adorar a Deus com a liturgia usada pelo Israel Antigo, há milênios.”
Não. Eu não preciso rasgar toda a liturgia tradicional adventista, apenas seguir o que reza o seu manual quanto à utilização da música: “‘Fazia-se com que a música servisse a um santo propósito, a fim de erguer os pensamentos àquilo que é puro, nobre e edificante, e despertar na alma devoção e gratidão para com Deus.’ – Patriarcas e Profetas, pág. 594. ‘[Jesus], entretinha em cânticos comunhão com o Céu.’ – O Desejado de Todas as Nações, pág. 73.
“A música é uma das artes mais sublimes. A boa música não apenas proporciona prazer, mas eleva a mente e cultiva as mais finas qualidades. Os cânticos espirituais foram amiúde usados por Deus para comover o coração dos pecadores e levá-los ao arrependimento. A música desvirtuada, ao contrário, destrói o ritmo da alma e quebranta a moralidade”.
“Grande cuidado deve ser exercido na escolha da música. Toda melodia que pertença à categoria do “jazz”, “rock” ou formas correlatas, e toda expressão de linguagem que se refira a sentimentos tolos ou triviais, serão evitadas. Usemos apenas a boa música, em casa, nas reuniões sociais, na escola e na igreja. (Ver pág. 76.)” Manual da Igreja, pág. 180.
E, como disse o Pr. Otimar Gonçalves, “É impressionante como a bateria/tambores está para a música rock, como o mar está para peixes.”
Transcrevo a seguir o texto de Ezequiel 28:13 em hebraico e as traduções para o português de cada termo de acordo com várias fontes pesquisadas:
Eden gan ’elohiym ’eben yaqar m ̂ecukkah ’odem pitdah yahalom tarshiysh shoham yash ̂epheh cappiyr bareqeth nophek zahab m ̂ela’kah toph neqeb yowm bara’ kuwn
Éden = “prazer” - o primeiro lugar de morada do ser humano depois da criação, localização desconhecida; um levita gersonita, filho de Joá, nos dias do rei Ezequias, de Judá.
Gan = jardim, área cercada, jardim cercado, jardim (de plantas), Jardim do Éden.
‘Elohiym = plural - governantes, juízes, seres divinos, anjos, deuses, deus, deusa, divino, obras ou possessões especiais de Deus, o (verdadeiro) Deus, Deus.
‘Eben = pedra (grande ou pequena), pedra comum (em estado natural), material rochoso, referindo-se a placas de pedra, mármore, pedras cortadas, pedras preciosas, pedras de fogo, pedras contendo metal (minério), ferramenta de trabalho ou arma, peso, chumbo (pedras de destruição) também feito de metal, objetos semelhantes a pedras, ex. pedras de granizo, coração de pedra, gelo, objeto sagrado, Samuel erigiu como memorial para indicar onde Deus ajudou Israel a derrotar os filisteus, afundar em água, imóvel, força, firmeza, solidez, comum, petrificado de terror, perverso, coração duro.
Yagar = valioso, estimado, importante, precioso, raro, esplêndido, altamente valorizado, pedras preciosas ou joias; raro, glorioso, esplêndido, importante, influente.
M ̂ecukkah = adorno, coberta, vestimenta.
‘Odem = rubi, sárdio (vermelhidão); pedra preciosa.
Pitdah = topázio ou crisólito, uma pedra preciosa
Yahalom = uma pedra preciosa (conhecida por sua dureza), talvez jaspe, ônix ou diamante
Tarshiysh = uma pedra preciosa ou uma gema semipreciosa, talvez um crisólito, jaspe amarelo ou outra pedra de cor amarelada
Shoham = uma gema ou pedra preciosa, provavelmente ônix, crisópraso, berilo, malaquita.
Yash ̂epheh = jaspe (uma pedra preciosa).
Cappiyr = safira, lápis-lazúli.
Bareqeth = uma joia, pedra preciosa, esmeralda.
Nophek = uma pedra preciosa no peitoral do sumo sacerdote, talvez uma esmeralda, turquesa, rubi ou carbúnculo ou joias importadas de Tiro.
Zahab = ouro, como metal precioso, como uma medida de peso, referindo-se a brilho, esplendor.
M ̂ela’kah = ocupação, trabalho, negócio, ocupação, propriedade, trabalho (algo feito), obra, serviço, uso, negócio público, político, religioso.
Toph (procedente da raiz taphaph) = tocar pandeiro, bater, tocar, tamborilar (sobre um pandeiro ou outro objeto), tocando, batendo, pandeiro, tamborim, algo que bate, pingente.
Neqeb = entalhe, encaixe, buraco, cavidade, engaste, termo técnico relacionado ao trabalho de joalheiro, ou instrumento musical (flautas, talvez).
Yowm = dia, tempo ou ano.
Bara’ = Criar, moldar, formar.
Kuwn = estabelecer, preparar, consolidar, fazer, fazer firme, fixar, aprontar, preparar, providenciar, prover, fornecer.
Com essas possibilidades, não é de admirar não haver consenso entre os eruditos sobre o texto em Ezequiel 28:13.
Sendo na Bíblia ou em outra obra qualquer, tradução não é um trabalho mecânico de simplesmente se trocar palavras duma língua por palavras de outra língua. Tradução é interpretação, principalmente em se tratando do hebraico.
No hebraico, alguns verbos estão só implícitos, há frases longas com apenas duas ou três palavras, outras sem sujeito, há diversos substantivos concretos que representam conceitos abstratos (os quais são praticamente ausentes no hebraico), como “cordão” que significa “cativeiro”, “vento” que é “espírito”, virgem (alamoth) que é usada para falar de um tom musical (1Cr 15:20, soprano, ARA), coração, rins e entranhas que se referem a sentimentos. Assim, o tradutor do hebraico precisa deduzir e interpretar frequentemente.
As versões mais interpretativas (exemplo: ARA) traduzem toph como ornamentos, pingentes, etc., enquanto as versões mais literalistas (exemplo: ARC) traduzem como tambores. Nas versões literalistas, alguns textos são traduzidos de forma desconexa. Um exemplo disso é encontrado em I Cor. 13, onde agape é traduzido na versão ARC como caridade, já na versão ARA o termo utilizado foi amor. Perceba que o texto traduzido na versão ARC parece perder o sentido, tendo em vista que caridade “é amor que se manifesta em atos de ajuda aos necessitados”, não o amor em seu estado mais sublime.
Alguns estudiosos afirmam que o termo toph em Ez 28:13 é um exemplo de um substantivo concreto usado de forma figurada. A palavra hebraica tuppim (singular toph) é usada junto a uma lista de pedras preciosas. O sentido literal de toph é tambor, mas esse sentido aqui fica desconexo. Eis o motivo de não haver consenso sobre o texto. A versão ARA, 2ª Ed., traduz como “ornamento”, o que deixa o texto coerente com o contexto que fala da beleza externa do rei de Tiro, vista em seus ornamentos de pedras preciosas, sendo várias delas citadas. O rei de Tiro é citado aí como um símbolo de Lúcifer, e a interpretação dos detalhes da descrição deve levar isso em consideração, o mesmo ocorre nas parábolas, onde nem todo detalhe deve ser tomado literalmente. Na versão ARC, toph é traduzido por tambores, precisando haver uma mudança no contexto, passando da descrição da vestimenta do ser descrito para sua habilidade em música.
Segundo o erudito e professor de Grego e Hebraico, Dr. Euclides Vilar, comentando sobre a tradução de toph, afirma que "ambas as traduções podem ser aceitáveis".
Veja esta outra declaração do Pr. Valdeci Jr.
“E, ao citar Moody, [Hilton] também fecha um olho para o fato de que o próprio Moody admite que o texto massorético, que é muito mais confiável do que o da Vulgata, cita “tamborins” e não “engastes”. Moody, ao ver, no contexto, a necessidade de engastes, não chega a contradizer, pois nos tamborins, assim como na estola, há engastes.”
Ao comentar sobre Moody, o Pr. Valdeci admite que o contexto exija engastes, porém tenta justificar seu entendimento, afirmando que existem engastes nos tambores e na estola (vestimenta, coberta, m ̂ecukkah). Interpretando o texto a partir deste ponto de vista, nele não há referência a tambores, mas sim à estola. Então, pergunto, a quais engastes está o autor de Ezequiel se referindo? O silêncio é a melhor resposta, porque acreditar que Deus tenha criado os tambores para Lúcifer ou não, não implicará em salvação de pessoa alguma.
No texto massorético é assim escrito: "m ̂ela’kat tophycha". Na Septuaginta a expressão é apresentada assim: "m^ela'kat yophycha". Perceba que há mudança de apenas uma letra, o que gera grandes possibilidades de, nos textos originais, ser confundida. A Septuaginta, de acordo com alguns eruditos, parece ter sido influenciada pelo texto siríaco, escrito por judeus da síria.
Outro ponto que precisa ficar bem claro é que o texto massorético, tanto citado pelo Pr. Valdeci, é um antigo texto em hebraico de onde originou-se a maior parte das traduções protestantes e, mais recentemente, católicas, portanto o termo toph é lá encontrado. Não estou colocando em pauta a confiabilidade do texto massorético, como o Pr. Valdeci faz transparecer, mas a tradução do referido termo no contexto de Ezequiel 28:13.
Gostaria agora de transcrever parte do artigo do doutor em Teologia Bíblica, Ozeas C. Moura, publicado na Revista Adventista de Dezembro de 2009: “Ezequiel 28:13, na versão bíblica Almeida Revista e Atualizada, diz que Deus preparou os "engastes" e "ornamentos" para Lúcifer. A palavra "engaste", no hebraico é "toph" e tanto pode se referir a "tambor de mão", "pandeiro", quanto à "garra ou guarnição de metal que segura uma pedra preciosa". Já "ornamentos" é tradução da palavra hebraica "néqeb", que também tem dois significados: "pífaro” e "flauta", mas também "cavidade", na qual se fixa uma pedra preciosa.
“Gramaticalmente, as duas palavras acima podem se referir tanto a instrumentos musicais quanto à obra de joalheria. Com duas possibilidades de tradução, seria melhor traduzi-las à luz do contexto, que não é o de instrumentos musicais, mas de enfeites com ouro e pedras preciosas (conforme os versos 13,14,16 indicam). A versão Almeida Revista e Atualizada fez bem em traduzi-las como "engastes" e "ornamentos".” Revista Adventista, Dezembro de 2009, pág. 15.
Essa é a conclusão do Dr. Ozeas C. Moura, mas todos são livres para tirarem suas conclusões, inclusive o Pr. Valdeci Jr., pois, em se tratando de questões que não sejam pertinentes à nossa salvação, somos livres. O perigo está em adorarmos a Deus da forma como queremos e não da forma como Ele determina. Precisamos agir como Abel, mesmo que Caim venha nos perseguir.
Existem outras questões que dispensam comentário, pois acredito que ele não tenha compreendido a intenção do artigo que escrevi. Ademais, hostilidade não faz parte do meu caráter. Então, para ficar bem claro, quero deixar aqui a minha posição quanto a Ezequiel 28:13: O objetivo do artigo é mostrar que não existe base sólida para afirmar, com base em Ezequiel 28:13, que Deus criou os tambores para Lúcifer, levando em consideração que não existe outro texto bíblico que comprove tal suposição. Somente esse texto encontrado em Ezequiel se torna insuficiente diante das possibilidades de tradução. E, mesmo que o termo toph seja traduzido como instrumentos musicais, lembremo-nos de que Ezequiel utiliza a figura do rei de Tiro para falar de Lúcifer, portanto, há informações mescladas no texto, falando de Lúcifer e do rei de Tiro como numa parábola.
O próprio Pr. Valdeci citou que um teólogo e músico lhe declarou: “pensaria duas vezes antes de usar essa passagem pra falar de tambores”. Compartilho do mesmo pensamento.
Entres os teólogos consultados pelo Pr. Valdeci, 55% aceitam a tradução incluindo tambores, 30% preferem não se pronunciar, 15% excluem tambores na tradução. Em resumo, 55% contra 45%. Vejam que não é uma diferença esmagadora como o Pr. Valdeci faz parecer ser. Entre aqueles que preferem não se pronunciar sobre Ezequiel 28:13, está Frank Holbrook, um grande teólogo, escritor e profundo conhecedor do Santuário. Ele é o autor do livro O Sacerdócio Expiatório de Jesus Cristo, uma das mais esclarecedoras obras já publicadas sobre o Santuário.
Embora a tradução para engastes ou pingentes pareça mais coerente com o contexto, prefiro permanecer no grupo daqueles que mantêm silêncio sobre o texto. Aguardarei e me prepararei para estar um dia com Cristo, que é o meu grande desejo, pois quero estar face a face com o Senhor que me salvou. Ali tudo será esclarecido. No momento, prefiro adorar ao Senhor na beleza de Sua Santidade, pedindo-lhe forças para obedecer aos critérios que, no contexto deste mundo caído, Ele determinou.
Com este artigo pretendo encerrar a discussão sobre o assunto.
Pr. Valdeci, quero afirmar que, apesar de não o conhecer pessoalmente, estimo-o muito por alguns posicionamentos que o senhor tem tomado. Contudo, neste assunto, discordo do senhor, sem, no entanto, deixar de expressar-lhe admiração e respeito, porque acredito ter essa liberdade, como o senhor também a tem. Espero um dia nos encontrarmos face a face com Cristo no novo mundo que Ele tem preparado para nós. Acredito ainda que este é o seu desejo também. Que Deus o abençoe!
Hilton Bastos
Resta Uma Esperança
Há alguns dias, li um artigo do Pr. Valdeci Jr., onde ele tenta refutar um artigo que escrevi, o qual foi publicado em vários sites, inclusive no site Música e Adoração. O referido artigo trata do texto encontrado em Ezequiel 28:13, principalmente sobre o termo hebraico toph e sua controversa tradução para tambores no texto citado. Com base nesse texto, alguns tentam afirmar que Deus criou os tambores para Lúcifer enquanto este habitava nos céus.
O Pr. Valdeci Jr. fez a seguinte declaração em sua refutação: “Mas não há um único lugar na Bíblia que, referindo-se aos tambores, diga que Deus ‘não autorizou o seu uso em Seu templo terrestre’.”
Quanto a esta declaração, não preciso respondê-la, pois o Prof. Vanderlei Dorneles deixou o assunto bem claro em sua tese de mestrado, tendo como orientador o Ph.D. Alberto R. Timm, que recomendou, por escrito, a leitura do livro Cristãos em Busca do Êxtase, onde foi publicada a referida tese. O livro também recebeu recomendações por escrito do Th.D. Amin A. Rodor. Acredito que o Pr. Valdeci não esperaria encontrar um texto bíblico que diga literalmente: “Deus não aceita tambores no templo”. Pois, como muitas de nossas doutrinas, tal não acontece. A ordem é: “cavai, cavai, não na superfície, mas profundamente”.
Ele diz ainda: “Para ser coerente, Hilton deveria rasgar e jogar no lixo toda a liturgia tradicional da IASD e adorar a Deus com a liturgia usada pelo Israel Antigo, há milênios.”
Não. Eu não preciso rasgar toda a liturgia tradicional adventista, apenas seguir o que reza o seu manual quanto à utilização da música: “‘Fazia-se com que a música servisse a um santo propósito, a fim de erguer os pensamentos àquilo que é puro, nobre e edificante, e despertar na alma devoção e gratidão para com Deus.’ – Patriarcas e Profetas, pág. 594. ‘[Jesus], entretinha em cânticos comunhão com o Céu.’ – O Desejado de Todas as Nações, pág. 73.
“A música é uma das artes mais sublimes. A boa música não apenas proporciona prazer, mas eleva a mente e cultiva as mais finas qualidades. Os cânticos espirituais foram amiúde usados por Deus para comover o coração dos pecadores e levá-los ao arrependimento. A música desvirtuada, ao contrário, destrói o ritmo da alma e quebranta a moralidade”.
“Grande cuidado deve ser exercido na escolha da música. Toda melodia que pertença à categoria do “jazz”, “rock” ou formas correlatas, e toda expressão de linguagem que se refira a sentimentos tolos ou triviais, serão evitadas. Usemos apenas a boa música, em casa, nas reuniões sociais, na escola e na igreja. (Ver pág. 76.)” Manual da Igreja, pág. 180.
E, como disse o Pr. Otimar Gonçalves, “É impressionante como a bateria/tambores está para a música rock, como o mar está para peixes.”
Transcrevo a seguir o texto de Ezequiel 28:13 em hebraico e as traduções para o português de cada termo de acordo com várias fontes pesquisadas:
Eden gan ’elohiym ’eben yaqar m ̂ecukkah ’odem pitdah yahalom tarshiysh shoham yash ̂epheh cappiyr bareqeth nophek zahab m ̂ela’kah toph neqeb yowm bara’ kuwn
Éden = “prazer” - o primeiro lugar de morada do ser humano depois da criação, localização desconhecida; um levita gersonita, filho de Joá, nos dias do rei Ezequias, de Judá.
Gan = jardim, área cercada, jardim cercado, jardim (de plantas), Jardim do Éden.
‘Elohiym = plural - governantes, juízes, seres divinos, anjos, deuses, deus, deusa, divino, obras ou possessões especiais de Deus, o (verdadeiro) Deus, Deus.
‘Eben = pedra (grande ou pequena), pedra comum (em estado natural), material rochoso, referindo-se a placas de pedra, mármore, pedras cortadas, pedras preciosas, pedras de fogo, pedras contendo metal (minério), ferramenta de trabalho ou arma, peso, chumbo (pedras de destruição) também feito de metal, objetos semelhantes a pedras, ex. pedras de granizo, coração de pedra, gelo, objeto sagrado, Samuel erigiu como memorial para indicar onde Deus ajudou Israel a derrotar os filisteus, afundar em água, imóvel, força, firmeza, solidez, comum, petrificado de terror, perverso, coração duro.
Yagar = valioso, estimado, importante, precioso, raro, esplêndido, altamente valorizado, pedras preciosas ou joias; raro, glorioso, esplêndido, importante, influente.
M ̂ecukkah = adorno, coberta, vestimenta.
‘Odem = rubi, sárdio (vermelhidão); pedra preciosa.
Pitdah = topázio ou crisólito, uma pedra preciosa
Yahalom = uma pedra preciosa (conhecida por sua dureza), talvez jaspe, ônix ou diamante
Tarshiysh = uma pedra preciosa ou uma gema semipreciosa, talvez um crisólito, jaspe amarelo ou outra pedra de cor amarelada
Shoham = uma gema ou pedra preciosa, provavelmente ônix, crisópraso, berilo, malaquita.
Yash ̂epheh = jaspe (uma pedra preciosa).
Cappiyr = safira, lápis-lazúli.
Bareqeth = uma joia, pedra preciosa, esmeralda.
Nophek = uma pedra preciosa no peitoral do sumo sacerdote, talvez uma esmeralda, turquesa, rubi ou carbúnculo ou joias importadas de Tiro.
Zahab = ouro, como metal precioso, como uma medida de peso, referindo-se a brilho, esplendor.
M ̂ela’kah = ocupação, trabalho, negócio, ocupação, propriedade, trabalho (algo feito), obra, serviço, uso, negócio público, político, religioso.
Toph (procedente da raiz taphaph) = tocar pandeiro, bater, tocar, tamborilar (sobre um pandeiro ou outro objeto), tocando, batendo, pandeiro, tamborim, algo que bate, pingente.
Neqeb = entalhe, encaixe, buraco, cavidade, engaste, termo técnico relacionado ao trabalho de joalheiro, ou instrumento musical (flautas, talvez).
Yowm = dia, tempo ou ano.
Bara’ = Criar, moldar, formar.
Kuwn = estabelecer, preparar, consolidar, fazer, fazer firme, fixar, aprontar, preparar, providenciar, prover, fornecer.
Com essas possibilidades, não é de admirar não haver consenso entre os eruditos sobre o texto em Ezequiel 28:13.
Sendo na Bíblia ou em outra obra qualquer, tradução não é um trabalho mecânico de simplesmente se trocar palavras duma língua por palavras de outra língua. Tradução é interpretação, principalmente em se tratando do hebraico.
No hebraico, alguns verbos estão só implícitos, há frases longas com apenas duas ou três palavras, outras sem sujeito, há diversos substantivos concretos que representam conceitos abstratos (os quais são praticamente ausentes no hebraico), como “cordão” que significa “cativeiro”, “vento” que é “espírito”, virgem (alamoth) que é usada para falar de um tom musical (1Cr 15:20, soprano, ARA), coração, rins e entranhas que se referem a sentimentos. Assim, o tradutor do hebraico precisa deduzir e interpretar frequentemente.
As versões mais interpretativas (exemplo: ARA) traduzem toph como ornamentos, pingentes, etc., enquanto as versões mais literalistas (exemplo: ARC) traduzem como tambores. Nas versões literalistas, alguns textos são traduzidos de forma desconexa. Um exemplo disso é encontrado em I Cor. 13, onde agape é traduzido na versão ARC como caridade, já na versão ARA o termo utilizado foi amor. Perceba que o texto traduzido na versão ARC parece perder o sentido, tendo em vista que caridade “é amor que se manifesta em atos de ajuda aos necessitados”, não o amor em seu estado mais sublime.
Alguns estudiosos afirmam que o termo toph em Ez 28:13 é um exemplo de um substantivo concreto usado de forma figurada. A palavra hebraica tuppim (singular toph) é usada junto a uma lista de pedras preciosas. O sentido literal de toph é tambor, mas esse sentido aqui fica desconexo. Eis o motivo de não haver consenso sobre o texto. A versão ARA, 2ª Ed., traduz como “ornamento”, o que deixa o texto coerente com o contexto que fala da beleza externa do rei de Tiro, vista em seus ornamentos de pedras preciosas, sendo várias delas citadas. O rei de Tiro é citado aí como um símbolo de Lúcifer, e a interpretação dos detalhes da descrição deve levar isso em consideração, o mesmo ocorre nas parábolas, onde nem todo detalhe deve ser tomado literalmente. Na versão ARC, toph é traduzido por tambores, precisando haver uma mudança no contexto, passando da descrição da vestimenta do ser descrito para sua habilidade em música.
Segundo o erudito e professor de Grego e Hebraico, Dr. Euclides Vilar, comentando sobre a tradução de toph, afirma que "ambas as traduções podem ser aceitáveis".
Veja esta outra declaração do Pr. Valdeci Jr.
“E, ao citar Moody, [Hilton] também fecha um olho para o fato de que o próprio Moody admite que o texto massorético, que é muito mais confiável do que o da Vulgata, cita “tamborins” e não “engastes”. Moody, ao ver, no contexto, a necessidade de engastes, não chega a contradizer, pois nos tamborins, assim como na estola, há engastes.”
Ao comentar sobre Moody, o Pr. Valdeci admite que o contexto exija engastes, porém tenta justificar seu entendimento, afirmando que existem engastes nos tambores e na estola (vestimenta, coberta, m ̂ecukkah). Interpretando o texto a partir deste ponto de vista, nele não há referência a tambores, mas sim à estola. Então, pergunto, a quais engastes está o autor de Ezequiel se referindo? O silêncio é a melhor resposta, porque acreditar que Deus tenha criado os tambores para Lúcifer ou não, não implicará em salvação de pessoa alguma.
No texto massorético é assim escrito: "m ̂ela’kat tophycha". Na Septuaginta a expressão é apresentada assim: "m^ela'kat yophycha". Perceba que há mudança de apenas uma letra, o que gera grandes possibilidades de, nos textos originais, ser confundida. A Septuaginta, de acordo com alguns eruditos, parece ter sido influenciada pelo texto siríaco, escrito por judeus da síria.
Outro ponto que precisa ficar bem claro é que o texto massorético, tanto citado pelo Pr. Valdeci, é um antigo texto em hebraico de onde originou-se a maior parte das traduções protestantes e, mais recentemente, católicas, portanto o termo toph é lá encontrado. Não estou colocando em pauta a confiabilidade do texto massorético, como o Pr. Valdeci faz transparecer, mas a tradução do referido termo no contexto de Ezequiel 28:13.
Gostaria agora de transcrever parte do artigo do doutor em Teologia Bíblica, Ozeas C. Moura, publicado na Revista Adventista de Dezembro de 2009: “Ezequiel 28:13, na versão bíblica Almeida Revista e Atualizada, diz que Deus preparou os "engastes" e "ornamentos" para Lúcifer. A palavra "engaste", no hebraico é "toph" e tanto pode se referir a "tambor de mão", "pandeiro", quanto à "garra ou guarnição de metal que segura uma pedra preciosa". Já "ornamentos" é tradução da palavra hebraica "néqeb", que também tem dois significados: "pífaro” e "flauta", mas também "cavidade", na qual se fixa uma pedra preciosa.
“Gramaticalmente, as duas palavras acima podem se referir tanto a instrumentos musicais quanto à obra de joalheria. Com duas possibilidades de tradução, seria melhor traduzi-las à luz do contexto, que não é o de instrumentos musicais, mas de enfeites com ouro e pedras preciosas (conforme os versos 13,14,16 indicam). A versão Almeida Revista e Atualizada fez bem em traduzi-las como "engastes" e "ornamentos".” Revista Adventista, Dezembro de 2009, pág. 15.
Essa é a conclusão do Dr. Ozeas C. Moura, mas todos são livres para tirarem suas conclusões, inclusive o Pr. Valdeci Jr., pois, em se tratando de questões que não sejam pertinentes à nossa salvação, somos livres. O perigo está em adorarmos a Deus da forma como queremos e não da forma como Ele determina. Precisamos agir como Abel, mesmo que Caim venha nos perseguir.
Existem outras questões que dispensam comentário, pois acredito que ele não tenha compreendido a intenção do artigo que escrevi. Ademais, hostilidade não faz parte do meu caráter. Então, para ficar bem claro, quero deixar aqui a minha posição quanto a Ezequiel 28:13: O objetivo do artigo é mostrar que não existe base sólida para afirmar, com base em Ezequiel 28:13, que Deus criou os tambores para Lúcifer, levando em consideração que não existe outro texto bíblico que comprove tal suposição. Somente esse texto encontrado em Ezequiel se torna insuficiente diante das possibilidades de tradução. E, mesmo que o termo toph seja traduzido como instrumentos musicais, lembremo-nos de que Ezequiel utiliza a figura do rei de Tiro para falar de Lúcifer, portanto, há informações mescladas no texto, falando de Lúcifer e do rei de Tiro como numa parábola.
O próprio Pr. Valdeci citou que um teólogo e músico lhe declarou: “pensaria duas vezes antes de usar essa passagem pra falar de tambores”. Compartilho do mesmo pensamento.
Entres os teólogos consultados pelo Pr. Valdeci, 55% aceitam a tradução incluindo tambores, 30% preferem não se pronunciar, 15% excluem tambores na tradução. Em resumo, 55% contra 45%. Vejam que não é uma diferença esmagadora como o Pr. Valdeci faz parecer ser. Entre aqueles que preferem não se pronunciar sobre Ezequiel 28:13, está Frank Holbrook, um grande teólogo, escritor e profundo conhecedor do Santuário. Ele é o autor do livro O Sacerdócio Expiatório de Jesus Cristo, uma das mais esclarecedoras obras já publicadas sobre o Santuário.
Embora a tradução para engastes ou pingentes pareça mais coerente com o contexto, prefiro permanecer no grupo daqueles que mantêm silêncio sobre o texto. Aguardarei e me prepararei para estar um dia com Cristo, que é o meu grande desejo, pois quero estar face a face com o Senhor que me salvou. Ali tudo será esclarecido. No momento, prefiro adorar ao Senhor na beleza de Sua Santidade, pedindo-lhe forças para obedecer aos critérios que, no contexto deste mundo caído, Ele determinou.
Com este artigo pretendo encerrar a discussão sobre o assunto.
Pr. Valdeci, quero afirmar que, apesar de não o conhecer pessoalmente, estimo-o muito por alguns posicionamentos que o senhor tem tomado. Contudo, neste assunto, discordo do senhor, sem, no entanto, deixar de expressar-lhe admiração e respeito, porque acredito ter essa liberdade, como o senhor também a tem. Espero um dia nos encontrarmos face a face com Cristo no novo mundo que Ele tem preparado para nós. Acredito ainda que este é o seu desejo também. Que Deus o abençoe!
Hilton Bastos
Resta Uma Esperança
05 julho 2010
Música altera batimento cardíaco
Música clássica é capaz de mudar a taxa de batimentos cardíacos tanto em pessoas saudáveis quanto em pacientes em estado vegetativo, sugerindo que ela pode afetar os sistemas neurais da emoção mesmo quando o pensamento consciente está ausente. Francesco Riganello e sua equipe, do Instituto Santa Anna, em Crotone, Itália, tocaram quatro músicas clássicas para 16 voluntários saudáveis enquanto mediam seus batimentos cardíacos. A equipe repetiu o experimento com 9 pacientes em estado vegetativo. Os pesquisadores também pediram aos voluntários saudáveis para descrever as emoções que sentiam enquanto escutavam as músicas. As peças, de três minutos cada uma e de diferentes compositores, foram escolhidas devido a seus diferentes ritmos, fator que produz emoções tanto positivas e quanto negativas.
Riganello descobriu que a música afetou a taxa de batimentos cardíacos da mesma forma nos dois grupos. Músicas consideradas "positivas" pelos voluntários saudáveis, como o minueto do quinteto de cordas em Mi Maior, de Boccherini, diminuíram a taxa de batimentos cardíacos, enquanto músicas "negativas", como a sexta sinfonia de Tchaikovsky, aumentaram os batimentos.
Uma pessoa está em estado vegetativo quando não apresenta nenhuma resposta comportamental visível a estímulos externos. "Em geral, acredita-se que pacientes vegetativos estão isolados do mundo externo, mas essa ideia pode estar incorreta", diz Riganello.
Padrões cardíacos observados em pessoas saudáveis ao escutar a música de Boccherini em estudos anteriores indicam que os pacientes ficavam mais relaxados. Riganello sugere que algo semelhante poderia estar acontecendo em pacientes em estado vegetativo.
Ele acredita que a reação se origina em regiões inferiores do cérebro, como os sistemas límbico e paralímbico, que controlam emoções e respostas autônomas e podem permanecer ativos mesmo depois de lesões cerebrais extensas. [...]
O estudo foi publicado no periódico Clinical Neurophysiology.
(BOL Notícias)
Nota Criacionismo: Depois de ler sobre essa pesquisa e o poder do ritmo no que tange às emoções, fiquei pensando em certos tipos de música ritmadas que são executadas em igrejas, ambiente que deveria levar os adoradores ao contato com Deus, à introspecção e reflexão, e estimular tão somente "sentimentos positivos" e não agitação. Se a melodia e o ritmo são capazes de nos influenciar mesmo inconscientemente, não adianta colocar letra religiosa num estilo musical próprio para a danceteria. Cria-se, assim, conflito e afasta-se o adorador do adequado contato com o Divino.[MB]
Riganello descobriu que a música afetou a taxa de batimentos cardíacos da mesma forma nos dois grupos. Músicas consideradas "positivas" pelos voluntários saudáveis, como o minueto do quinteto de cordas em Mi Maior, de Boccherini, diminuíram a taxa de batimentos cardíacos, enquanto músicas "negativas", como a sexta sinfonia de Tchaikovsky, aumentaram os batimentos.
Uma pessoa está em estado vegetativo quando não apresenta nenhuma resposta comportamental visível a estímulos externos. "Em geral, acredita-se que pacientes vegetativos estão isolados do mundo externo, mas essa ideia pode estar incorreta", diz Riganello.
Padrões cardíacos observados em pessoas saudáveis ao escutar a música de Boccherini em estudos anteriores indicam que os pacientes ficavam mais relaxados. Riganello sugere que algo semelhante poderia estar acontecendo em pacientes em estado vegetativo.
Ele acredita que a reação se origina em regiões inferiores do cérebro, como os sistemas límbico e paralímbico, que controlam emoções e respostas autônomas e podem permanecer ativos mesmo depois de lesões cerebrais extensas. [...]
O estudo foi publicado no periódico Clinical Neurophysiology.
(BOL Notícias)
Nota Criacionismo: Depois de ler sobre essa pesquisa e o poder do ritmo no que tange às emoções, fiquei pensando em certos tipos de música ritmadas que são executadas em igrejas, ambiente que deveria levar os adoradores ao contato com Deus, à introspecção e reflexão, e estimular tão somente "sentimentos positivos" e não agitação. Se a melodia e o ritmo são capazes de nos influenciar mesmo inconscientemente, não adianta colocar letra religiosa num estilo musical próprio para a danceteria. Cria-se, assim, conflito e afasta-se o adorador do adequado contato com o Divino.[MB]
12 fevereiro 2010
Judeus ortodoxos fazem versão em iídiche de hit de Lady Gaga
‘Just dance’ foi vertida para o dialeto judaico por grupo Na Nach.
Corrente é conhecida por associar música pop e religião
Os cristãos radicais dos EUA podem dizer que "Deus odeia Lady Gaga", mas um grupo de judeus ortodoxos pensa de maneira diferente. "Just dance", música da cantora que foi um dos maiores hits pop em 2009, ganhou uma versão em iídiche no YouTube feita por um grupo de judeus da corrente Na Nach.
A versão que entrou no ar no YouTube nesta quarta-feira (10) é cantada em iídiche, dialeto judaico asquenaze originário da Europa Central, que mistura alemão com hebraico. O vídeo foi produzido por um grupo Na Nach, segmento da corrente Breslov, pertencente ao judaísmo hassídico.
A corrente Na Nach recebeu seu nome de um mantra sagrado homônimo, e seus membros são conhecidos por associarem fortemente a religião à música pop. Um dos seus principais símbolos são vans brancas que podem ser vistas em Tel Aviv e outras cidades de Israel, sempre tocando tecno com letras com mensagens religiosas em alto-falantes.
Fonte Portal G1
Nota: Música pop em associação com música religiosa. Mistura de sagrado com profano. Até os judeus ortodoxos entraram na onda. Mais do que nunca a música rock está servindo para unir as religiões de todo o mundo com o objetivo de fazer uma imagem em adoração à falsa igreja de Babilônia (Apocalipse 13 e 17), assim como foi em Daniel 2. Ainda têm aqueles que duvida. Que Deus possa nos ajudar a resistir firmes na fé.
Corrente é conhecida por associar música pop e religião
Os cristãos radicais dos EUA podem dizer que "Deus odeia Lady Gaga", mas um grupo de judeus ortodoxos pensa de maneira diferente. "Just dance", música da cantora que foi um dos maiores hits pop em 2009, ganhou uma versão em iídiche no YouTube feita por um grupo de judeus da corrente Na Nach.
A versão que entrou no ar no YouTube nesta quarta-feira (10) é cantada em iídiche, dialeto judaico asquenaze originário da Europa Central, que mistura alemão com hebraico. O vídeo foi produzido por um grupo Na Nach, segmento da corrente Breslov, pertencente ao judaísmo hassídico.
A corrente Na Nach recebeu seu nome de um mantra sagrado homônimo, e seus membros são conhecidos por associarem fortemente a religião à música pop. Um dos seus principais símbolos são vans brancas que podem ser vistas em Tel Aviv e outras cidades de Israel, sempre tocando tecno com letras com mensagens religiosas em alto-falantes.
Fonte Portal G1
Nota: Música pop em associação com música religiosa. Mistura de sagrado com profano. Até os judeus ortodoxos entraram na onda. Mais do que nunca a música rock está servindo para unir as religiões de todo o mundo com o objetivo de fazer uma imagem em adoração à falsa igreja de Babilônia (Apocalipse 13 e 17), assim como foi em Daniel 2. Ainda têm aqueles que duvida. Que Deus possa nos ajudar a resistir firmes na fé.
09 fevereiro 2010
A Sony Music cria um Selo Gospel para Produções de Cantores Evangélicos
Nesta semana a ABPD – Associação Brasileira de Produtores de Discos, entidade que reúne as principais empresas do segmento fonográfico nacional, divulgou oficialmente a liderança isolada da Sony Music entre as gravadoras do país. Além desta notícia importante, a gravadora também divulgou o início de um novo projeto estratégico para o ano de 2010, a implantação do selo gospel na empresa a cargo do diretor executivo, Mauricio Soares.
“Teremos total apoio da estrutura que a Sony Music possui para atender às demandas do mercado secular onde é líder nacional. Vamos adaptar as necessidades, cultura e peculiaridades do mercado gospel à realidade do segmento secular. Ou seja, quero unir o que há de bom na música gospel com a expertise profissional da Sony Music. Creio que em pouco tempo o mercado já irá perceber as grandes transformações desta nova filosofia de trabalho”, adiantou Mauricio Soares.
Em breve a gravadora irá divulgar ao mercado sobre as contratações e outras grandes novidades que estão sendo planejadas. “Estamos fazendo um completo planejamento para em pouquíssimo tempo já figurarmos entre as principais empresas do segmento gospel fonográfico. Nossa meta é trazer um upgrade de qualidade às produções do segmento gospel. Neste momento estamos num período de muitas negociações para a montagem do cast artístico. Estamos sendo bastante seletivos nesta escolha de nomes porque temos uma responsabilidade de fazer a diferença com este projeto”, completou Soares.
Fonte Gospel Music
Nota: Já era de se esperar que isso viesse a acontecer. O mundo evangélico cresceu; milhares de pessoas aderem à fé evangélica a cada ano e a porcentagem de jovens nesse número é bastante alta, e são eles que impulsionam o comércio da música. A música se tornou um laço para unir os povos, chamar a atenção do mundo secular e obter lucro. O ministério da música se tornou em ministério do lucro. Muitos estão buscando lucro com seus dons. A verdadeira intenção do coração será revelada no dia do juízo.
Brevemente estarei postando aqui um artigo sobre a crise da busca dos dons espirituais que aconteceu em Corinto, volta a acontecer na IASD, em Corinto o dom que todos queriam era o de línguas, hoje qual o dom que todo jovem quer ter? Pense nisso.
“Teremos total apoio da estrutura que a Sony Music possui para atender às demandas do mercado secular onde é líder nacional. Vamos adaptar as necessidades, cultura e peculiaridades do mercado gospel à realidade do segmento secular. Ou seja, quero unir o que há de bom na música gospel com a expertise profissional da Sony Music. Creio que em pouco tempo o mercado já irá perceber as grandes transformações desta nova filosofia de trabalho”, adiantou Mauricio Soares.
Em breve a gravadora irá divulgar ao mercado sobre as contratações e outras grandes novidades que estão sendo planejadas. “Estamos fazendo um completo planejamento para em pouquíssimo tempo já figurarmos entre as principais empresas do segmento gospel fonográfico. Nossa meta é trazer um upgrade de qualidade às produções do segmento gospel. Neste momento estamos num período de muitas negociações para a montagem do cast artístico. Estamos sendo bastante seletivos nesta escolha de nomes porque temos uma responsabilidade de fazer a diferença com este projeto”, completou Soares.
Fonte Gospel Music
Nota: Já era de se esperar que isso viesse a acontecer. O mundo evangélico cresceu; milhares de pessoas aderem à fé evangélica a cada ano e a porcentagem de jovens nesse número é bastante alta, e são eles que impulsionam o comércio da música. A música se tornou um laço para unir os povos, chamar a atenção do mundo secular e obter lucro. O ministério da música se tornou em ministério do lucro. Muitos estão buscando lucro com seus dons. A verdadeira intenção do coração será revelada no dia do juízo.
Brevemente estarei postando aqui um artigo sobre a crise da busca dos dons espirituais que aconteceu em Corinto, volta a acontecer na IASD, em Corinto o dom que todos queriam era o de línguas, hoje qual o dom que todo jovem quer ter? Pense nisso.
21 janeiro 2010
POR QUE O CULTO NA IGREJA ADVENTISTA NÃO DEVE SER SEMELHANTE AO CULTOS NEOPENTECOSTAIS – NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS
Na última sexta-feira (15), já nas primeiras horas do sábado, fui pagar uma promessa que havia feito ao um casal que, em busca de melhores condições para educar seus dois filhos, havia abandonado a cidade e sua influência degradante para fixar residência no interior do Maranhão. Eles venderam tudo quanto possuíam e investiram em um negócio em uma pequena cidade com apenas 6 mil habitantes. Eles haviam me comunicado que queriam realizar um culto em Ações de Graças ao Senhor antes da inauguração, e queriam que eu fosse o pregador, então confirmei a eles que iria.
Quando cheguei ao local do culto tudo já havia sido preparado, as cadeiras colocadas em ordem na rua, o som já estava funcionando. Os vizinhos estavam começando a chegar, alguns traziam suas cadeiras. Ao chegar com minha esposa e filho, nos assentamos e aguardamos ansiosamente o início do serviço de cânticos. Não demorou muito e a esposa anfitriã foi à frente dá as boas vindas e fazer uma breve oração. Logo depois um jovem iniciou o serviço de cânticos.
Os hinos cantados eram bem calmos e singelos, com uma mensagem maravilhosa, sem gritarias, sem bagunça, havia ordem e decência. Percebi que havia muitas visitas e que elas demonstravam surpresa com a forma do culto, pois havia calma e tranquilidade, em pleno contraste com os cultos que eram acostumados a assistir. Então resolvi perguntar antes de começar o sermão: quem está freqüentando a um culto da Igreja Adventista pela primeira vez? Para surpresa minha, a grande maioria levantou a mão. Perguntei a elas se haviam percebido que os nossos cultos eram diferentes das demais denominações evangélicas, e a resposta foi positiva. Fiz outra pergunta: Quantos desejam saber o motivo dos nossos cultos serem calmos e tranquilos? Todos levantaram as mãos. Então os convidei a abrir a Bíblia em I Reis 19:11-12.
“E ele lhe disse: Sai para fora, e põe-te neste monte, perante a face do Senhor. E eis que passava o Senhor, como também um grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as penhas, diante da face do Senhor; porém o Senhor não estava no vento; e depois do vento um terremoto; também o Senhor não estava no terremoto; E depois do terremoto um fogo; porém, também, o Senhor não estava no fogo; e, depois do fogo, uma voz mansa e suave.”
Este texto foi a base para um pequeno estudo que realizei com eles antes do sermão. Mostrei a eles que Deus se manifesta através da calma e serenidade, e não através de gritarias, de demonstrações físicas ou de mero excitamento emocional. Deus não chega fazendo barulho como um forte vento, nem fazendo todos estremecerem como um terremoto, Ele se manifesta na calma e suavemente. Não fiz ataque aberto a nenhuma denominação e nem às suas formas de culto, apenas mostrei o porquê que nós adventistas realizamos um culto calmo e sereno, mas sem deixar de lado o poder do Espírito Santo. Mostrei apenas a verdade, sem me preocupar em mostrar os erros dos outros. Percorremos algumas outras passagens na Bíblia para comprovar a tese levantada, eles tiraram suas dúvidas e, de uma forma impressionante, não desgrudaram os olhos da Bíblia durante toda a pregação. Quando fiz o apelo após o sermão, várias pessoas ficaram em pé em sinal de aceitação. O casal que me convidou entrou em contato comigo e disse que toda a vizinhança que assistiu ao culto aceitou um estudo bíblico sobre o Apocalipse que terá início na igreja adventista daquela localidade, no próximo domingo (24). Peço a cada leitor que ore por essas pessoas.
Glória, Glória sejam dadas ao Senhor somente.
Esse fato me levou a questionar (mais uma vez) o porquê de tantos irmãos terem medo de falar a verdade. Por que realizar cultos em semelhança aos cultos evangélicos? Por que apelar para a emoção se a Palavra de Deus é a espada afiada capaz de penetrar até o coração da alma sincera? Por que queremos ser iguais ao mundo se os sinceros querem algo diferente para acreditar e entregar a vida? Não precisamos de excitamento emocional para convencer as pessoas que temos a verdade, não precisamos apelar para a conformidade com as igrejas evangélicas só por que elas estão crescendo e nós estamos com um crescimento muito inferior. A Bíblia nos manda a não conformar-nos com mundo, isso inclui o mundo evangélico, mas renovar-lo com o poder do Espírito Santo (Romanos 12:2). Por que, na verdade, nós somos os portadores do Evangelho Eterno, o Verdadeiro Evangelho (Apocalipse 14:6-7), se existe evangélicos neste mundo, nós somos esse povo. O evangelho pregado por muitos tem sido um falso evangelho, destituído do poder da verdade, apelando somente para o emocionalismo e demonstrações de curas e milagres, algo que o próprio Cristo nos disse que não serviria como prova alguma (Mateus 7:22-23). É a presença da Verdade que tem a aprovação de Deus e demonstra a guia do Espírito Santo (João 16:13). A Verdade, é ela que converte e abre os olhos dos cegos, conduzindo-os para a Luz.
“A Palavra de Deus tem de ser apresentada com clareza e poder, de modo que os que têm ouvidos para ouvir, ouçam a verdade. Assim será o evangelho da verdade presente posto no caminho daqueles que o não conhecem, e não poucos o receberão...” Testemunhos para a Igreja, vol. 9, pág. 122.
"Conjuro-te, pois diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na Sua vinda e no Seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério." II Tim. 4:1-5.
“Em nossas reuniões realizadas nas cidades, e em nossas reuniões campais, não pedimos grandes demonstrações, mas pedimos que os homens que vão perante o público para apresentar a verdade tomem as coisas a sério e revelem que Deus com eles está.” Review and Herald, 23 de julho de 1908.
“O que queremos criar não é a empolgação, mas uma reflexão profunda e fervorosa, a fim de que as pessoas que escutam, façam uma obra sólida, verdadeira, correta, genuína, que seja tão duradoura quanto a eternidade. Não temos ânsia de êxtase, de sensacionalismo; quanto menos disso tivermos, tanto melhor. O raciocínio tranqüilo e fervoroso com base nas Escrituras é precioso e frutífero. Nisto consiste o segredo do êxito, na pregação de um Salvador vivo, pessoal, de maneira tão simples e ardorosa que, pela fé as pessoas se apossem do poder da Palavra da vida.” Carta 102, 1894.
No livro "Enganado pela Nova Era", publicado pela Casa Publicadora Brasileira, o autor, Will Barron, ex-discípulo do "Caminho Iluminado", um fragmento dessa religião, afirma que existe um plano para propagar os ensinos da Nova Era em todas as igrejas protestantes, para isso foram treinados homens e mulheres para se inflitrar nas igrejas evangélicas; ele afirma ter sido um desses discípulos. Para comprovar a sua declaração gostaria de apresentar alguns vídeos que mostram a semelhança entre os cultos Neopentecostais e os cultos da Nova Era. Esses vídeos fazem parte de uma série de outros vídeos que integram uma palestra que fiz no Congresso Jovem para as igrejas do Distrito de Miranda, Associação Maranhense, atendendo ao convite dos pastores Carlos Campitelli e Carlos Junior. Assista e tire suas dúvidas.
Ellen White profetizou que isso também aconteceria dentro da Igreja Adventista, e um fator comum em todos seria a música com danças e tambores (ME, II, p. 36-38). Se continuar da forma como estão indo os nossos cultos muito em breve veremos isso acontecer dentro de nossa igreja. Duvida? Continue assim e verás, a profecia não falha. Muitos de nossos cultos já estão bem semelhantes ao do vídeo abaixo, daí para os cultos mostrados acima é só uma questão de tempo, pouco tempo.
Alguns podem pensar que não estamos indo por esse caminho e que não tem problema nesse tipo de culto. Amigo, é justamente isso que Satanás quer que pensemos. Ele está nos enganando de uma forma tão sutil que muitos não conseguem ver esses erros. Se ele se manifestasse de forma atrevida de imediato, logo suspeitaríamos, então ele se disfarça e vem sorrateiramente. Duvida? Novamente te respondo: Espere e verás, a profecia não falha.
Que Deus tenha misericórdia de seus filhos e fortaleça-nos para lutarmos contra o erro.
Resta Uma Esperança
Quando cheguei ao local do culto tudo já havia sido preparado, as cadeiras colocadas em ordem na rua, o som já estava funcionando. Os vizinhos estavam começando a chegar, alguns traziam suas cadeiras. Ao chegar com minha esposa e filho, nos assentamos e aguardamos ansiosamente o início do serviço de cânticos. Não demorou muito e a esposa anfitriã foi à frente dá as boas vindas e fazer uma breve oração. Logo depois um jovem iniciou o serviço de cânticos.
Os hinos cantados eram bem calmos e singelos, com uma mensagem maravilhosa, sem gritarias, sem bagunça, havia ordem e decência. Percebi que havia muitas visitas e que elas demonstravam surpresa com a forma do culto, pois havia calma e tranquilidade, em pleno contraste com os cultos que eram acostumados a assistir. Então resolvi perguntar antes de começar o sermão: quem está freqüentando a um culto da Igreja Adventista pela primeira vez? Para surpresa minha, a grande maioria levantou a mão. Perguntei a elas se haviam percebido que os nossos cultos eram diferentes das demais denominações evangélicas, e a resposta foi positiva. Fiz outra pergunta: Quantos desejam saber o motivo dos nossos cultos serem calmos e tranquilos? Todos levantaram as mãos. Então os convidei a abrir a Bíblia em I Reis 19:11-12.
“E ele lhe disse: Sai para fora, e põe-te neste monte, perante a face do Senhor. E eis que passava o Senhor, como também um grande e forte vento que fendia os montes e quebrava as penhas, diante da face do Senhor; porém o Senhor não estava no vento; e depois do vento um terremoto; também o Senhor não estava no terremoto; E depois do terremoto um fogo; porém, também, o Senhor não estava no fogo; e, depois do fogo, uma voz mansa e suave.”
Este texto foi a base para um pequeno estudo que realizei com eles antes do sermão. Mostrei a eles que Deus se manifesta através da calma e serenidade, e não através de gritarias, de demonstrações físicas ou de mero excitamento emocional. Deus não chega fazendo barulho como um forte vento, nem fazendo todos estremecerem como um terremoto, Ele se manifesta na calma e suavemente. Não fiz ataque aberto a nenhuma denominação e nem às suas formas de culto, apenas mostrei o porquê que nós adventistas realizamos um culto calmo e sereno, mas sem deixar de lado o poder do Espírito Santo. Mostrei apenas a verdade, sem me preocupar em mostrar os erros dos outros. Percorremos algumas outras passagens na Bíblia para comprovar a tese levantada, eles tiraram suas dúvidas e, de uma forma impressionante, não desgrudaram os olhos da Bíblia durante toda a pregação. Quando fiz o apelo após o sermão, várias pessoas ficaram em pé em sinal de aceitação. O casal que me convidou entrou em contato comigo e disse que toda a vizinhança que assistiu ao culto aceitou um estudo bíblico sobre o Apocalipse que terá início na igreja adventista daquela localidade, no próximo domingo (24). Peço a cada leitor que ore por essas pessoas.
Glória, Glória sejam dadas ao Senhor somente.
Esse fato me levou a questionar (mais uma vez) o porquê de tantos irmãos terem medo de falar a verdade. Por que realizar cultos em semelhança aos cultos evangélicos? Por que apelar para a emoção se a Palavra de Deus é a espada afiada capaz de penetrar até o coração da alma sincera? Por que queremos ser iguais ao mundo se os sinceros querem algo diferente para acreditar e entregar a vida? Não precisamos de excitamento emocional para convencer as pessoas que temos a verdade, não precisamos apelar para a conformidade com as igrejas evangélicas só por que elas estão crescendo e nós estamos com um crescimento muito inferior. A Bíblia nos manda a não conformar-nos com mundo, isso inclui o mundo evangélico, mas renovar-lo com o poder do Espírito Santo (Romanos 12:2). Por que, na verdade, nós somos os portadores do Evangelho Eterno, o Verdadeiro Evangelho (Apocalipse 14:6-7), se existe evangélicos neste mundo, nós somos esse povo. O evangelho pregado por muitos tem sido um falso evangelho, destituído do poder da verdade, apelando somente para o emocionalismo e demonstrações de curas e milagres, algo que o próprio Cristo nos disse que não serviria como prova alguma (Mateus 7:22-23). É a presença da Verdade que tem a aprovação de Deus e demonstra a guia do Espírito Santo (João 16:13). A Verdade, é ela que converte e abre os olhos dos cegos, conduzindo-os para a Luz.
“A Palavra de Deus tem de ser apresentada com clareza e poder, de modo que os que têm ouvidos para ouvir, ouçam a verdade. Assim será o evangelho da verdade presente posto no caminho daqueles que o não conhecem, e não poucos o receberão...” Testemunhos para a Igreja, vol. 9, pág. 122.
"Conjuro-te, pois diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na Sua vinda e no Seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério." II Tim. 4:1-5.
“Em nossas reuniões realizadas nas cidades, e em nossas reuniões campais, não pedimos grandes demonstrações, mas pedimos que os homens que vão perante o público para apresentar a verdade tomem as coisas a sério e revelem que Deus com eles está.” Review and Herald, 23 de julho de 1908.
“O que queremos criar não é a empolgação, mas uma reflexão profunda e fervorosa, a fim de que as pessoas que escutam, façam uma obra sólida, verdadeira, correta, genuína, que seja tão duradoura quanto a eternidade. Não temos ânsia de êxtase, de sensacionalismo; quanto menos disso tivermos, tanto melhor. O raciocínio tranqüilo e fervoroso com base nas Escrituras é precioso e frutífero. Nisto consiste o segredo do êxito, na pregação de um Salvador vivo, pessoal, de maneira tão simples e ardorosa que, pela fé as pessoas se apossem do poder da Palavra da vida.” Carta 102, 1894.
No livro "Enganado pela Nova Era", publicado pela Casa Publicadora Brasileira, o autor, Will Barron, ex-discípulo do "Caminho Iluminado", um fragmento dessa religião, afirma que existe um plano para propagar os ensinos da Nova Era em todas as igrejas protestantes, para isso foram treinados homens e mulheres para se inflitrar nas igrejas evangélicas; ele afirma ter sido um desses discípulos. Para comprovar a sua declaração gostaria de apresentar alguns vídeos que mostram a semelhança entre os cultos Neopentecostais e os cultos da Nova Era. Esses vídeos fazem parte de uma série de outros vídeos que integram uma palestra que fiz no Congresso Jovem para as igrejas do Distrito de Miranda, Associação Maranhense, atendendo ao convite dos pastores Carlos Campitelli e Carlos Junior. Assista e tire suas dúvidas.
Ellen White profetizou que isso também aconteceria dentro da Igreja Adventista, e um fator comum em todos seria a música com danças e tambores (ME, II, p. 36-38). Se continuar da forma como estão indo os nossos cultos muito em breve veremos isso acontecer dentro de nossa igreja. Duvida? Continue assim e verás, a profecia não falha. Muitos de nossos cultos já estão bem semelhantes ao do vídeo abaixo, daí para os cultos mostrados acima é só uma questão de tempo, pouco tempo.
Alguns podem pensar que não estamos indo por esse caminho e que não tem problema nesse tipo de culto. Amigo, é justamente isso que Satanás quer que pensemos. Ele está nos enganando de uma forma tão sutil que muitos não conseguem ver esses erros. Se ele se manifestasse de forma atrevida de imediato, logo suspeitaríamos, então ele se disfarça e vem sorrateiramente. Duvida? Novamente te respondo: Espere e verás, a profecia não falha.
Que Deus tenha misericórdia de seus filhos e fortaleça-nos para lutarmos contra o erro.
Resta Uma Esperança
19 janeiro 2010
Britânicos querem transformar o heavy metal em religião
Já dizia a banda alemã Helloween: "Heavy metal is the law" (Heavy metal é a lei), mas os britânicos querem mais. Não basta ser a lei, tem que ser religião. Pelo menos é o que pretende a revista Metal Hammer, que lançou uma campanha para que a vertente do rock seja reconhecida como religião no próximo censo do Reino Unido, que acontece em 2011.
A revista segue a onda dos fãs de "Star Wars", que conseguiram transformar o Jedismo em religião. Em 2001, mais de 390 mil pessoas da Inglaterra e do País de Gales se declararam "Jedi" ao censo do Reino Unido, fazendo a nova crença figurar entre as mais populares do país, ficando atrás apenas do cristianismo, islamismo e hinduísmo.
Para fazer do heavy metal a mais nova religião dos britânicos, a Metal Hammer conta com a ajuda de um embaixador, Biff Byford, vocalista do Saxon. "Fazer o heavy metal ser reconhecido como religião é uma boa forma de se rebelar, não é? Isso realmente vai ser uma coisa muito legal", disse o músico.
O editor da Metal Hammer, Alexander Milas, justifica sua campanha ao site Gigwise: "Desde que o Black Sabbath lançou seu primeiro álbum há 40 anos, o heavy metal cresceu e se tornou uma das instituições culturais mais significativas do Reino Unido, e um fenômeno global".
Além de incentivar os fãs a responder o censo, a revista também pergunta quem teria uma posição de prestígio na futura Igreja do Heavy Metal, além de possíveis cidades e lugares que poderiam fazer parte da comunidade da nova crença britânica.
Fonte Yahoo Notícias
Nota: Esta é mais uma prova de que a música rock tem se tornado uma afronta ao cristianismo e seus valores. Pena que muitos pretensos cristãos têm adotado este tipo de música para adoração ao um Deus Santo, mero engano de Satanás; estão adorando outro deus, mas não o verdadeiro Deus da Bíblia.
Senhor abre os olhos de Teu povo para que eles possam ver a Tua Santidade e pretar-Te um culto perfeito!
A revista segue a onda dos fãs de "Star Wars", que conseguiram transformar o Jedismo em religião. Em 2001, mais de 390 mil pessoas da Inglaterra e do País de Gales se declararam "Jedi" ao censo do Reino Unido, fazendo a nova crença figurar entre as mais populares do país, ficando atrás apenas do cristianismo, islamismo e hinduísmo.
Para fazer do heavy metal a mais nova religião dos britânicos, a Metal Hammer conta com a ajuda de um embaixador, Biff Byford, vocalista do Saxon. "Fazer o heavy metal ser reconhecido como religião é uma boa forma de se rebelar, não é? Isso realmente vai ser uma coisa muito legal", disse o músico.
O editor da Metal Hammer, Alexander Milas, justifica sua campanha ao site Gigwise: "Desde que o Black Sabbath lançou seu primeiro álbum há 40 anos, o heavy metal cresceu e se tornou uma das instituições culturais mais significativas do Reino Unido, e um fenômeno global".
Além de incentivar os fãs a responder o censo, a revista também pergunta quem teria uma posição de prestígio na futura Igreja do Heavy Metal, além de possíveis cidades e lugares que poderiam fazer parte da comunidade da nova crença britânica.
Fonte Yahoo Notícias
Nota: Esta é mais uma prova de que a música rock tem se tornado uma afronta ao cristianismo e seus valores. Pena que muitos pretensos cristãos têm adotado este tipo de música para adoração ao um Deus Santo, mero engano de Satanás; estão adorando outro deus, mas não o verdadeiro Deus da Bíblia.
Senhor abre os olhos de Teu povo para que eles possam ver a Tua Santidade e pretar-Te um culto perfeito!
Música, ponto de encontro dos cristãos
«Como te poderemos chamar por outro nome, a ti que estás para lá de tudo? Que hino te poderemos cantar? Não há palavras que te possam expressar… O desejo universal, o gemido de todos, aspira por ti.»
S. Gregório de Nazianzo, no séc. IV, canta assim os mistérios de Deus e fala deste desejo universal, deste gemido que junta todo o universo e toda a humanidade numa só sede de Deus (1). Toda a humanidade se volta para Deus num mesmo gesto de contemplação e louvor. Somos chamados a formar um Corpo, a nos reunirmos em Igreja, a sermos parte de um Povo que caminha para Deus. Esta certeza deveria iluminar a nossa procura e o nosso ponto de vista nas questões mais concretas do mundo. Nada nos é indiferente pois tudo nos diz respeito: o que quer que seja infligido a um irmão do outro lado do mundo, é a Cristo que se atinge e a nós também, enquanto membros do seu corpo.
«Para lá das grandes diferenças culturais que podem criar barreiras entre os continentes, todos os seres humanos formam uma só família» (2)
Os teólogos e as vontades humanas não foram sempre bem sucedidos a encontrar um caminho de comunhão para as diferentes confissões do cristianismo. Mas haverá certamente outros campos em que é possível avançar numa vivência ecuménica posta em prática: a vivência do amor fraterno, a oração, a reflexão bíblica, a partilha de vida, as ciências e as artes podem e devem ser “laboratórios” naturais do ecumenismo.
A linguagem universal da música
Há características que diferenciam as culturas e os povos, mas haverá expressão mais universal do que a música? A música está presente em todas as culturas do mundo e será por isso a mais democrática das artes. No cristianismo, durante séculos as diferentes confissões foram construindo a sua história desenvolvendo estéticas próprias. A tradição ortodoxa desenvolveu a sua música litúrgica em eslavão e em grego, a igreja do ocidente usava o latim. Com a reforma, as igrejas reformadas introduziram as línguas vernáculas com vista a facilitar a compreensão dos textos litúrgicos por parte dos fiéis. Este foi um gesto pioneiro que só séculos mais tarde foi adoptado pela igreja católica romana. Não se pode falar de música sem se referir o grande Johann Sebastian Bach. Bach e outros compositores seus contemporâneos introduziram nas celebrações dominicais a forma da Cantata, que incluía árias para cantores solistas, recitativos e corais (entoados por toda a assembleia) [3]. A escrita dos corais veio romper com a música da pré-reforma que, apesar de muito bela, tinha ganho uma complexidade e virtuosismo excessivos aos olhos destes compositores da igreja reformada. Nos corais de Bach, os textos sagrados ganharam um novo destaque e os fiéis podiam compreender o que cantavam e o que era cantado. Esta importância dada à Palavra é princípio transversalmente inspirador para todas as confissões do cristianismo. Este aspecto serve aqui de exemplo para ilustrar a importância de se estar aberto ao que outras tradições têm para ensinar: a história tem-nos vindo a revelar que ninguém pode considerar que domina todo o conhecimento e que nada tem a aprender com o dos outros.
Pequenos gestos de encontro
Nos últimos anos em Portugal têm sido gravados alguns álbuns de música litúrgica, o que parece ser um grande passo para uma maior qualidade musical das celebrações – enquanto utensílio para uma aprendizagem mais rigorosa e eficaz da música, garante uma maior uniformidade entre as versões cantadas nas diferentes comunidades eclesiais e paroquiais. Está em fase de produção o segundo CD Ecuménico (4) que reúne música litúrgica de quatro confissões cristãs (Igreja católica romana, lusitana, metodista e presbiteriana). A letra das músicas é o português e este projecto promovido pelo Grupo Ecuménico Juvenil reuniu jovens do norte e do sul do país, vindos das comunidades cristãs representadas no CD. Este projecto corrobora a universalidade da música enquanto ponto de encontro entre as diversas tradições cristãs e é composto por músicas que poderão ser integradas por qualquer uma das confissões nas suas celebrações. Porque em Deus todos podemos cantar e falar a mesma língua.
Fonte Agência Ecclesia
Nota: A música tem um papel fundamental no ecumenismo, e não é de hoje que Satanás tenta unir o mundo em volta de sua música profana. No entanto, nunca esse movimento foi tão forte como está sendo nos dias atuais. Veja a palestra Ecumenismo e Música Rock e tire suas dúvidas.
S. Gregório de Nazianzo, no séc. IV, canta assim os mistérios de Deus e fala deste desejo universal, deste gemido que junta todo o universo e toda a humanidade numa só sede de Deus (1). Toda a humanidade se volta para Deus num mesmo gesto de contemplação e louvor. Somos chamados a formar um Corpo, a nos reunirmos em Igreja, a sermos parte de um Povo que caminha para Deus. Esta certeza deveria iluminar a nossa procura e o nosso ponto de vista nas questões mais concretas do mundo. Nada nos é indiferente pois tudo nos diz respeito: o que quer que seja infligido a um irmão do outro lado do mundo, é a Cristo que se atinge e a nós também, enquanto membros do seu corpo.
«Para lá das grandes diferenças culturais que podem criar barreiras entre os continentes, todos os seres humanos formam uma só família» (2)
Os teólogos e as vontades humanas não foram sempre bem sucedidos a encontrar um caminho de comunhão para as diferentes confissões do cristianismo. Mas haverá certamente outros campos em que é possível avançar numa vivência ecuménica posta em prática: a vivência do amor fraterno, a oração, a reflexão bíblica, a partilha de vida, as ciências e as artes podem e devem ser “laboratórios” naturais do ecumenismo.
A linguagem universal da música
Há características que diferenciam as culturas e os povos, mas haverá expressão mais universal do que a música? A música está presente em todas as culturas do mundo e será por isso a mais democrática das artes. No cristianismo, durante séculos as diferentes confissões foram construindo a sua história desenvolvendo estéticas próprias. A tradição ortodoxa desenvolveu a sua música litúrgica em eslavão e em grego, a igreja do ocidente usava o latim. Com a reforma, as igrejas reformadas introduziram as línguas vernáculas com vista a facilitar a compreensão dos textos litúrgicos por parte dos fiéis. Este foi um gesto pioneiro que só séculos mais tarde foi adoptado pela igreja católica romana. Não se pode falar de música sem se referir o grande Johann Sebastian Bach. Bach e outros compositores seus contemporâneos introduziram nas celebrações dominicais a forma da Cantata, que incluía árias para cantores solistas, recitativos e corais (entoados por toda a assembleia) [3]. A escrita dos corais veio romper com a música da pré-reforma que, apesar de muito bela, tinha ganho uma complexidade e virtuosismo excessivos aos olhos destes compositores da igreja reformada. Nos corais de Bach, os textos sagrados ganharam um novo destaque e os fiéis podiam compreender o que cantavam e o que era cantado. Esta importância dada à Palavra é princípio transversalmente inspirador para todas as confissões do cristianismo. Este aspecto serve aqui de exemplo para ilustrar a importância de se estar aberto ao que outras tradições têm para ensinar: a história tem-nos vindo a revelar que ninguém pode considerar que domina todo o conhecimento e que nada tem a aprender com o dos outros.
Pequenos gestos de encontro
Nos últimos anos em Portugal têm sido gravados alguns álbuns de música litúrgica, o que parece ser um grande passo para uma maior qualidade musical das celebrações – enquanto utensílio para uma aprendizagem mais rigorosa e eficaz da música, garante uma maior uniformidade entre as versões cantadas nas diferentes comunidades eclesiais e paroquiais. Está em fase de produção o segundo CD Ecuménico (4) que reúne música litúrgica de quatro confissões cristãs (Igreja católica romana, lusitana, metodista e presbiteriana). A letra das músicas é o português e este projecto promovido pelo Grupo Ecuménico Juvenil reuniu jovens do norte e do sul do país, vindos das comunidades cristãs representadas no CD. Este projecto corrobora a universalidade da música enquanto ponto de encontro entre as diversas tradições cristãs e é composto por músicas que poderão ser integradas por qualquer uma das confissões nas suas celebrações. Porque em Deus todos podemos cantar e falar a mesma língua.
Fonte Agência Ecclesia
Nota: A música tem um papel fundamental no ecumenismo, e não é de hoje que Satanás tenta unir o mundo em volta de sua música profana. No entanto, nunca esse movimento foi tão forte como está sendo nos dias atuais. Veja a palestra Ecumenismo e Música Rock e tire suas dúvidas.
09 outubro 2009
TERIA DEUS CRIADO OS TAMBORES?
A questão do uso de tambores para adoração no templo é algo que tem levado muitos a buscarem uma posição bíblica quanto ao assunto. Mas esta busca deve ser feita com humildade, sem pensamentos pré-concebidos, pois caso isso não ocorra, corremos o risco de sermos enganados pelo nosso “eu”.
Algumas pessoas, nesta busca pela verdade, chegaram a uma conclusão que pode ser descrita nos seguintes termos: Lúcifer, quando ainda estava no céu, usava tambores ali, os quais foram criados para ele pelo próprio Deus. Portanto, se isto for verdade, seu uso no culto de adoração não é apenas legítimo, mas altamente recomendável. Esta conclusão será o tema de análise deste artigo.
Antes de iniciarmos a análise da argumentação em si, leia esta mensagem do espírito de profecia:
“É plano de Deus dar suficiente evidência do caráter divino de Sua obra para convencer a todos quantos desejam sinceramente conhecer a verdade. Mas Ele nunca remove toda a oportunidade de dúvida. Todos quantos desejam pôr em dúvida e cavilar encontrarão ensejo.” Mensagens Escolhidas, vol. I, p. 72.
Todos quantos buscarem na Bíblia justificativa para suas idéias, encontrarão. Alguns usam a história de Raabe e das parteiras de Moisés para justificar que Deus aprova uma mentira se for para o bem, outros utilizam algumas declarações de Paulo para afirmar falsamente que o sábado e a lei foram abolidos. Outros utilizam as ordens dadas por Deus a muitos dos juízes e reis de Israel para matar homens, mulheres e crianças e afirmam que Deus é um ser cruel e sanguinário. Outros usam a parábola do rico e do Lázaro para justificar que existe vida após a morte. Muitas religiões, se utilizando de diversas passagens bíblicas, até hoje praticam a poligamia. Ainda tem aqueles que usam a ordem de Deus a Pedro para matar e comer animais imundos, para afirmar que Deus permitiu o consumo desses animais. Poderia citar várias outras passagens que são utilizadas para justificar muitas das mentiras de Satanás, mas acredito que estas, para aqueles que desejam encontrar a verdade sobre o uso dos tambores, já bastam.
Perguntas que surgem
Se Deus criou os tambores, por que eles não se encontram em nenhum dos versos que autorizam o uso de instrumentos musicais no Templo? Afinal, foi ele uma cópia do “verdadeiro Tabernáculo que o Senhor erigiu e não o homem”. O modelo do Templo é uma cópia do Santuário Celeste, onde são executados os louvores para adoração a Deus. Se Deus criou os tambores para Lúcifer dirigir o louvor no Santuário Celeste, por que não autorizou o uso em seu Templo Terrestre? Teria Deus mudado o sistema de adoração? Deus altera suas determinações a respeito de como devemos adorá-lo? (I Crônicas 25:3, II Crônicas 5:12, II Crônicas 20:28, II Crônicas 29:25, Êxodo 25:8, Hebreus 8:2, Malaquias 3:6).
Alguns podem argumentar sobre a existência de címbalos no templo, mas címbalos não são tambores, apesar de serem instrumentos de percussão, existem várias diferenças entre eles, principalmente na maneira como os címbalos eram utilizados. Sugiro a leitura do artigo O Uso da Percussão na Adoração à Luz da Bíblia de Levi de Paula Tavares, para uma melhor compreensão do assunto.
Então de onde surgiu esta idéia?
Este ponto de vista surgiu a partir da leitura do verso encontrado em Ezequiel 28:13, conforme a tradução Almeida Revista e Corrigida que diz:
“Estavas no Éden, jardim de Deus; toda a pedra preciosa era a tua cobertura, a sardônica, o topázio, o diamante, a turquesa, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo, a esmeralda e o ouro: a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que foste criado, foram preparados.” Ezequiel 28:13.
Quero analisar junto com você o texto do Comentário Bíblico Adventista sobre o verso.
Tambores.
Plural de toph, pelo geral um tamborzinho de mão (t. III, p. 32). Alguns pensam que toph se refere aqui ao lugar em onde era engastada a gema.
Flautas.
Heb. néqeb, palavra obscura que talvez signifique "passagem subterrânea" ou "mina". Alguns pensam que esta palavra faz alusão à cavidade na qual se engastava a pedra. Se isto fosse assim, a passagem estaria falando da formosa cobertura na qual estavam engastadas as pedras preciosas. A Bíblia de Jerusalém traduz: "Em ouro estavam lavrados os engastes e pingentes que levavas", mas admite que se trata de uma "tradução duvidosa". Por outro lado, se o texto aqui fala de instrumentos musicais, isto corresponde com Lúcifer, que foi diretor dos coros do céu (1 SP 28-29).
Você pode ler o Comentário Bíblico Adventista em português clicando aqui.
Análise do Comentário Bíblico Adventista
O termo toph não está definido como tambores, o Comentário Bíblico Adventista coloca outra opção e não a desqualifica. Nós sabemos que em todas as línguas existem palavras com grafias iguais, mas com significados diferentes, chamadas de homônimos. Portanto, para não haver problemas de interpretação, deve se levar em consideração todo o contexto. Isto é coerência.
Quanto ao termo néqeb, ele não está definido como pífaros, pelo contrário, existem no mínimo três diferentes significados.
1. Passagem Subterrânea.
2. Cavidade onde de colocava a pedra.
3. Instrumento Musical.
Levando em conta a coerência no texto, seria bem mais aceitável a interpretação que toph e néqeb se referem a locais onde eram presas as pedras preciosas na vestimenta de Lúcifer, às quais todo o verso se refere.
De fato, a Nova Versão Internacional traz a seguinte versão para Ezequiel 28:13:
“Você estava no Éden, no jardim de Deus; todas as pedras preciosas o enfeitavam: sárdio, topázio e diamante, berilo, ônix e jaspe, safira, carbúnculo e esmeralda. Seus engastes e guarnições eram feitos de ouro; tudo foi preparado no dia em que você foi criado.”
Apesar do Comentário Bíblico Adventista não definir nada quanto ao assunto, mas apenas fazer algumas suposições, um dos comentários bíblico mais bem conceituado entre os eruditos, O Comentário Bíblico de Moody, considerado um dos maiores pregadores que já existiu, concorda com esta posição ao comentar Ezequiel 28: 13.
“De ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos. O T.M. diz : e (de) ouro (era) o acabamento (me'lakâ) de seus tamborins (o contexto exige "engastes") e dos seus encaixes (penetrações, neqeb; provavelmente, "gravuras". Cons. Ac. e Ug.).”
Conclusão
Concluímos então que o livro de Ellen White citado no Comentário Bíblico Adventista ( 1 SP 28-29 – Spirit of Prophecy, vol. 1. Pág. 28-29), onde ela afirma ter sido Lúcifer diretor do coro celestial, foi uma revelação Divina, pois em nenhuma passagem da Bíblia isto é confirmado. O fato desta citação se encontrar ali é apenas para citar a fonte de onde foi tirada a idéia de ter sido Lúcifer diretor do coro celestial, mas não para comprovar a suposição levantada de que Deus teria criado os tambores para Lúcifer.
No mesmo livro Ellen White afirma que Lúcifer solicitou uma audiência com Cristo para pedir que fosse lhe concedido uma segunda chance. Assim como esta, muitas outras afirmações são feitas por ela em Spirit of Prophecy. Ela fez estas declarações por que tinha autoridade profética para isso. Ela tinha esta autoridade, mas nós não a possuímos.
É muito perigoso fazer qualquer declaração baseado em suposições. Portanto, o mais sensato é permanecer em silêncio diante de textos como este, logo por que não existe confirmação em nenhuma outra parte das Escrituras para corroborar essa idéia, fugindo, assim, da orientação bíblica em Eclesiastes 7:27 e Isaías 28:10.
Resta Uma Esperança
Algumas pessoas, nesta busca pela verdade, chegaram a uma conclusão que pode ser descrita nos seguintes termos: Lúcifer, quando ainda estava no céu, usava tambores ali, os quais foram criados para ele pelo próprio Deus. Portanto, se isto for verdade, seu uso no culto de adoração não é apenas legítimo, mas altamente recomendável. Esta conclusão será o tema de análise deste artigo.
Antes de iniciarmos a análise da argumentação em si, leia esta mensagem do espírito de profecia:
“É plano de Deus dar suficiente evidência do caráter divino de Sua obra para convencer a todos quantos desejam sinceramente conhecer a verdade. Mas Ele nunca remove toda a oportunidade de dúvida. Todos quantos desejam pôr em dúvida e cavilar encontrarão ensejo.” Mensagens Escolhidas, vol. I, p. 72.
Todos quantos buscarem na Bíblia justificativa para suas idéias, encontrarão. Alguns usam a história de Raabe e das parteiras de Moisés para justificar que Deus aprova uma mentira se for para o bem, outros utilizam algumas declarações de Paulo para afirmar falsamente que o sábado e a lei foram abolidos. Outros utilizam as ordens dadas por Deus a muitos dos juízes e reis de Israel para matar homens, mulheres e crianças e afirmam que Deus é um ser cruel e sanguinário. Outros usam a parábola do rico e do Lázaro para justificar que existe vida após a morte. Muitas religiões, se utilizando de diversas passagens bíblicas, até hoje praticam a poligamia. Ainda tem aqueles que usam a ordem de Deus a Pedro para matar e comer animais imundos, para afirmar que Deus permitiu o consumo desses animais. Poderia citar várias outras passagens que são utilizadas para justificar muitas das mentiras de Satanás, mas acredito que estas, para aqueles que desejam encontrar a verdade sobre o uso dos tambores, já bastam.
Perguntas que surgem
Se Deus criou os tambores, por que eles não se encontram em nenhum dos versos que autorizam o uso de instrumentos musicais no Templo? Afinal, foi ele uma cópia do “verdadeiro Tabernáculo que o Senhor erigiu e não o homem”. O modelo do Templo é uma cópia do Santuário Celeste, onde são executados os louvores para adoração a Deus. Se Deus criou os tambores para Lúcifer dirigir o louvor no Santuário Celeste, por que não autorizou o uso em seu Templo Terrestre? Teria Deus mudado o sistema de adoração? Deus altera suas determinações a respeito de como devemos adorá-lo? (I Crônicas 25:3, II Crônicas 5:12, II Crônicas 20:28, II Crônicas 29:25, Êxodo 25:8, Hebreus 8:2, Malaquias 3:6).
Alguns podem argumentar sobre a existência de címbalos no templo, mas címbalos não são tambores, apesar de serem instrumentos de percussão, existem várias diferenças entre eles, principalmente na maneira como os címbalos eram utilizados. Sugiro a leitura do artigo O Uso da Percussão na Adoração à Luz da Bíblia de Levi de Paula Tavares, para uma melhor compreensão do assunto.
Então de onde surgiu esta idéia?
Este ponto de vista surgiu a partir da leitura do verso encontrado em Ezequiel 28:13, conforme a tradução Almeida Revista e Corrigida que diz:
“Estavas no Éden, jardim de Deus; toda a pedra preciosa era a tua cobertura, a sardônica, o topázio, o diamante, a turquesa, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo, a esmeralda e o ouro: a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que foste criado, foram preparados.” Ezequiel 28:13.
Quero analisar junto com você o texto do Comentário Bíblico Adventista sobre o verso.
Tambores.
Plural de toph, pelo geral um tamborzinho de mão (t. III, p. 32). Alguns pensam que toph se refere aqui ao lugar em onde era engastada a gema.
Flautas.
Heb. néqeb, palavra obscura que talvez signifique "passagem subterrânea" ou "mina". Alguns pensam que esta palavra faz alusão à cavidade na qual se engastava a pedra. Se isto fosse assim, a passagem estaria falando da formosa cobertura na qual estavam engastadas as pedras preciosas. A Bíblia de Jerusalém traduz: "Em ouro estavam lavrados os engastes e pingentes que levavas", mas admite que se trata de uma "tradução duvidosa". Por outro lado, se o texto aqui fala de instrumentos musicais, isto corresponde com Lúcifer, que foi diretor dos coros do céu (1 SP 28-29).
Você pode ler o Comentário Bíblico Adventista em português clicando aqui.
Análise do Comentário Bíblico Adventista
O termo toph não está definido como tambores, o Comentário Bíblico Adventista coloca outra opção e não a desqualifica. Nós sabemos que em todas as línguas existem palavras com grafias iguais, mas com significados diferentes, chamadas de homônimos. Portanto, para não haver problemas de interpretação, deve se levar em consideração todo o contexto. Isto é coerência.
Quanto ao termo néqeb, ele não está definido como pífaros, pelo contrário, existem no mínimo três diferentes significados.
1. Passagem Subterrânea.
2. Cavidade onde de colocava a pedra.
3. Instrumento Musical.
Levando em conta a coerência no texto, seria bem mais aceitável a interpretação que toph e néqeb se referem a locais onde eram presas as pedras preciosas na vestimenta de Lúcifer, às quais todo o verso se refere.
De fato, a Nova Versão Internacional traz a seguinte versão para Ezequiel 28:13:
“Você estava no Éden, no jardim de Deus; todas as pedras preciosas o enfeitavam: sárdio, topázio e diamante, berilo, ônix e jaspe, safira, carbúnculo e esmeralda. Seus engastes e guarnições eram feitos de ouro; tudo foi preparado no dia em que você foi criado.”
Apesar do Comentário Bíblico Adventista não definir nada quanto ao assunto, mas apenas fazer algumas suposições, um dos comentários bíblico mais bem conceituado entre os eruditos, O Comentário Bíblico de Moody, considerado um dos maiores pregadores que já existiu, concorda com esta posição ao comentar Ezequiel 28: 13.
“De ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos. O T.M. diz : e (de) ouro (era) o acabamento (me'lakâ) de seus tamborins (o contexto exige "engastes") e dos seus encaixes (penetrações, neqeb; provavelmente, "gravuras". Cons. Ac. e Ug.).”
Conclusão
Concluímos então que o livro de Ellen White citado no Comentário Bíblico Adventista ( 1 SP 28-29 – Spirit of Prophecy, vol. 1. Pág. 28-29), onde ela afirma ter sido Lúcifer diretor do coro celestial, foi uma revelação Divina, pois em nenhuma passagem da Bíblia isto é confirmado. O fato desta citação se encontrar ali é apenas para citar a fonte de onde foi tirada a idéia de ter sido Lúcifer diretor do coro celestial, mas não para comprovar a suposição levantada de que Deus teria criado os tambores para Lúcifer.
No mesmo livro Ellen White afirma que Lúcifer solicitou uma audiência com Cristo para pedir que fosse lhe concedido uma segunda chance. Assim como esta, muitas outras afirmações são feitas por ela em Spirit of Prophecy. Ela fez estas declarações por que tinha autoridade profética para isso. Ela tinha esta autoridade, mas nós não a possuímos.
É muito perigoso fazer qualquer declaração baseado em suposições. Portanto, o mais sensato é permanecer em silêncio diante de textos como este, logo por que não existe confirmação em nenhuma outra parte das Escrituras para corroborar essa idéia, fugindo, assim, da orientação bíblica em Eclesiastes 7:27 e Isaías 28:10.
Resta Uma Esperança
08 outubro 2009
FILOSOFIA DE MÚSICA ADVENTISTA
Palestra elaborado em PowerPoint pelo Pr. Aquino Bastos, Departamental de Jovem da União Norte Brasileira.
Um bom material para educar a igreja na escolha do tipo de música que deve ser utilizada para o louvor na Casa de Deus.
Clique aqui para download.
Um bom material para educar a igreja na escolha do tipo de música que deve ser utilizada para o louvor na Casa de Deus.
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25 setembro 2009
Salmo 150 - Como entender?
Irmão Gilberto, como você e o Dorneles provam que o Salmo 150 foi escrito antes do Templo de Salomão? (Pergunta repetida por vários internautas)
Sua pergunta é muito pertinente. Creio que tal dúvida não se concentra no fato de ter sido Davi o autor do Salmo 150, mas a época em que tal salmo fora escrito. A princípio, é impossível datar o Salmo 150 porém é possível ter uma idéia de intervalo de tempo de seu surgimento. Para chegar a essa conclusão, é necessário compreender três coisas fundamentais:
1º - Entender o processo e progresso dinâmico da transformação litúrgica do povo de Israel após terem saído do Egito. Aceitando ou não, a música e a instrumentação que o povo usava no templo de Salomão não eram as mesmas utilizadas após terem saído do Egito. Durante a peregrinação eles passaram por várias reformas, e não poderia ser diferente, pois saíram do Egito com o caráter completamente corrompido, poligamia, alcoolismo, danças, eram muito comuns entre o povo. Porém, não apenas aspectos internos da vida deles sofreram transformações, mas aspectos externos também. Entre muitos aspectos estão os relacionados à liturgia. Tais transformações continuaram a acontecer mesmo dentro de Canaã. No tocante à adoração musical, o povo progressivamente foi abandonando os velhos costumes egípcios. Entre esses costumes que foram abandonados, destacamos as danças e o uso de tambores. Se lermos as histórias em suas seqüências lógicas, tendo como base a liturgia, perceberemos nitidamente tal fato (VER GRÁFICO ABAIXO). Para comprovar tais fatos, deve-se observar com atenção no próximo ano bíblico ou ler os artigos postados neste blog intitulados:
• Música na Bíblia e a dança – Levi de Paula Tavares
• O canto do Senhor – Vanderlei Dorneles
• Uso de bateria na igreja – Gilberto Theiss
• Tambores e dança da Bíblia – Paul Hamel
2º - (Após ter visto o gráfico - Clique aqui para ampliá-lo) - Entendendo as diferenças entre a música, a dança e o uso de tambores pré e pós Santuário de Salomão, precisamos então tentar encaixar o Salmo 150 com algum desses períodos. Uma vez que no templo a partir de Salomão os tambores não entraram (II Cr 29:25 e 26), não é nem um pouco coerente tentar encaixar o salmo com o contexto pós Salomão.
Por exemplo: Imagine uma roupa com cores vermelhas e bolas e quadrados amarelos que fora descoberta numa das escavações antigas. Após a tal descoberta, o próximo desafio agora seria descobrir de que período é esta peça de roupa. Analisando todos os fatos históricos, percebe-se que em nenhum outro período era comum o uso de tais vestes com exceção do segundo século a.C.
Com tais descobertas, fica evidente que a tal peça de roupa provavelmente seja do segundo século a.C.
Da mesma forma, com base nas referências e inferências, cientificamente falando, fica evidente que Salmo 150 só se encaixaria perfeitamente com o período pré Santuário de Salomão. Pois somente antes do Santuário de Salomão é que as danças e o uso constante de tambores eram comuns. Após a intervenção de Deus através das instruções dadas ao profeta Natan e Davi, tais costumes e instrumentos não mais fizeram parte da LITURGIA no templo. Na verdade a maior prova de que este Salmo fora escrito antes da prática das exigências dadas por Deus sobre música é que Davi, o autor deste Salmo morreu onze anos antes da inauguração do templo, que foi também a inauguração do novo sistema de adoração musical proposto por Deus. Com isso, Salmo 150 não pode ter sido escrito depois, mas antes. Creio que são poucas as dúvidas de que Davi tenha sido o autor deste capítulo. Embora não seja claro, Ellen White em Fundamentos da Educação cristã, p. 371, faz uma inferência bem contundente a esse respeito atribuindo a autoria ao Rei Davi.
Quanto ao fato de ter sido escrito no período da luta entre Davi e Golias se baseia mais em inferências. Nisto pode haver muitas dúvidas, coisa que não poderá haver quanto a escrita pré Salomão deste Salmo.
3º - Mesmo que quiséssemos adaptar o Salmo 150 para o período de Salomão com o objetivo de tê-lo como apoio para substanciar a idéia de trazer para dentro da igreja as danças e os adufes (Tambores), ainda assim teríamos problemas.
Salmo 150 não serve de base para dizer que podemos usar tambores e danças na liturgia da igreja, primeiro porque o salmo é uma obra poética e não histórica ou documental e, portanto pode utilizar de linguagem figurativa, e segundo, o capítulo expressa apenas uma questão de louvor circunstancial de gratidão constante a Deus por todos os Seus feitos, pois os versos dizem:
(1) Louvai ao Senhor! Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento, obra do seu poder!
(2) Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza!
(3) Louvai-o ao som de trombeta; louvai-o com saltério e com harpa!
(4) Louvai-o com adufe e com danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flauta!
(5) Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes!
(6) Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor. Louvai ao Senhor!
O verso 4 não é uma ordem para louvar a Deus com danças e adufes DENTRO do Santuário, pois se assim fosse teríamos também que admitir que poderíamos colocar o boi, o cavalo, a galinha, o rato e tudo mais que tenha fôlego dentro do templo com objetivo de louvar ao Senhor (v 6), o que seria completamente incoerente.
O capítulo em si é apenas um apelo e apresentação de que Deus é merecedor de todo o nosso louvor em todo lugar, circunstância e momento. Louvem ao Senhor no firmamento, na igreja, na escola, no trabalho, no campo, nas viagens, em fim, em tudo louve ao Senhor, pois Ele é merecedor, etc, etc, etc.
Podemos sim, naturalmente em alguns momentos de extrema felicidade dar saltos de dança em alegria a Deus como acontece comumente quando estamos felizes demais e acabamos por um momento exteriorizando dessa forma. Quanto aos tambores, temos hoje os desbravadores que com a fanfarra, glorificam a Deus apenas na circunstância e contexto marcial.
Agora, veja, cada coisa em seu devido lugar. Os tambores poderiam ser usados em determinadas festividades, porém dentro da igreja na adoração se torna objetável pelas razões apresentadas acima. Se na lista de instrumentos que Deus pediu, os tambores ficaram de fora, em uma circunstância cultural onde provavelmente os tambores eram os mais usados, essa referência nos dá todas as inferências necessárias para torná-lo dispensável dentro do templo hoje (Igreja). Não digo que Deus tenha proibido esse ou aquele instrumento, mas que houve uma clara orientação de um grupo de instrumentos e um ministério musical especial para o templo, disso não há dúvidas.
Com toda essa luz dizer que podemos ter bateria ou tambor dentro do Santuário atual, quando Deus por alguma razão muito sábia ausentou esse instrumento de sua lista é um risco que eu prefiro não correr. Não me sinto sábio suficiente para discutir com Deus nesta questão. Prefiro admitir e me calar diante de tal fato. Posso até tentar pensar em algumas possíveis razões, mas tenho que admitir que Deus não quis tal instrumento ali no contexto de adoração no templo. Embora não tenhamos plenas condições de saber as razões pelo qual Deus não permitiu a entrada dos tambores no templo, hoje com todo conhecimento sendo jorrado nos meios teológicos acadêmicos na teologia musical, podemos ter uma vaga noção de algumas possíveis razões. Descobertas científicas e acadêmicas sobre tambores e bateria não favorecem seu uso para momentos em que é exigido a reflexão. Mesmo em situações em que são usados em contexto marcial, faz-se necessário extrema habilidade e ponderamento. “Cristãos em busca do êxtase” é um bom livro para pesquisa neste sentido. Tal livro recebeu os méritos e indicação assinada dos Doutores Amin Rodor e Alberto Timm. Outro livro muito bem preparado para responder tais questões é “O Cristão e a música rock” de Samuele Bacchiocchi.
Outro dia, alguém havia feito um comentário afirmando que determinados princípios do tempo de Salomão referente ao Santuário perdem seu valor para os nossos dias. Essa afirmação é bastante perigosa, pois alguns ritos do santuário que eram apenas sombras dos acontecimentos futuros de fato eram transitórios, mas os valores e princípios que giravam em torno do contexto do santuário são imutáveis. Invalidar princípios do santuário, principalmente os que se contextualizam com a adoração é abrir margem para invalidar princípios maiores que giram em torno do templo. Creio que este seria o propósito de Satanás, uma vez que ele sabe bem que criamos uma muralha maciça em torno desta doutrina, devido às advertências do Espírito de Profecia quanto aos ataques que surgiriam a estes ensinos que sustentam o Santuário e conseqüentemente o movimento Adventista.
Perigos que rondam o fundamento da IASD
Será que Satanás não estaria preparando um ataque sutil, começando por uma invalidação baseadas em questões menores, para alcançar as maiores? Com certeza afirmar que a liturgia do santuário não diz nada para nós hoje é abrir precedentes para invalidar questões maiores, até chegarmos à conclusão de que nem tudo no santuário é digno de crédito para os dias atuais e assim corroer aos poucos aquilo que fundamenta a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Percebem como existe extrema sutileza nestes combates aos princípios expressos ali mesmo que musicais? Como sei que alguns argumentarão dizendo que a solução então seria pegar os mesmo instrumentos que ali foram usados para trazê-los à igreja hoje, vale lembrar que o princípio ali não se baseia no tipo de intrumento que entrou no templo, mas nas implicações que fizeram com que determinados instrumentos DEIXARAM DE ENTRAR - O PRINCÍPIO SE FUNDAMENTA NISSO.
Mas e quanto à situação da música no movimento adventista atual?
Temos que entender que vivemos no período da igreja militante. Nem tudo tem sido aos moldes com o que cremos oficialmente. Também não podemos achar que a igreja em si é responsável por determinadas situações caóticas. Não foi a igreja no âmbito teológico que oficialmente introduziu certas culturas musicais mundanas dentro de suas portas. É possível que alguns tenham feito, mas de forma particular. É possível que membros e até pastores tenham introduzido músicas indevidas, mas se introduziram, fizeram-no sem o consentimento oficial da teologia da igreja, introduziram por conta própria. As coisas podem ter desandado, mas nossa teologia sempre esteve firme a esse respeito, nunca mudou seu posicionamento. Pelo contrário, hoje nossa teologia a respeito da liturgia está mais bem alicerçada do que nunca. Embora alguns tenham se levantado com severos ataques a esse tipo de crença teológica, ao invés de enfraquecer, ela tem se tornado mais firme.
Por outro lado, também não podemos sair por aí, condenando todo mundo por tal fato. Devemos pregar, ensinar, dialogar e sempre buscando ajudar as pessoas a compreenderem melhor o assunto com muita paciência. Nem todos receberam a luz a este respeito. Muitos têm oferecido louvores com muita sinceridade e na ignorância, Deus os tem aceito. Mas, a pergunta que surge é: Será que Deus aceitará louvores daqueles que querem permanecer na ignorância?
Outros artigos que vale a pena ser lidos:
• Posição oficial da IASD sobre o caso de Indiana – White State
• A música na escatologia de Ellen White – Jorge Mário
• A música e a guerra entre Cristo e Satanás – Gilberto Theiss
• O hinário adventista é para Jovem – Otimar Gonçalves
• Um ministério de Música – Erton Kohler
* Exegese do ocorrido em Minneápolis - Adna Sousa Calson
* Quem Cumprirá a Profecia? - Pr. Élbio Menezes
* Alguns querem modernizar nossa mensagem e nosso estilo de vida - Erton Kohler
Livros oficialmente adotados pela Igreja Adventista do Sétimo dia na América do Sul e pelo SALT/BRASIL e que respondem um pouco das questões acima.
• Cristãos em busca do êxtase (UNASPRESS) – Vanderlei Dorneles
• O que Deus diz sobre a música (UNASPRESS) – Eurydice Osterman
• Música sacra, cultura e adoração (UNASPRESS) - Wolfgang Hans Martin Stefani
• Música em minha Bíblia (CPB) – Helen Graumann
• Música, sua influência na vida do Cristão – (CPB) Ellen White
Outros Livros que valem a pena ler:
• O cristão e a música rock – Escrito pelo Dr. Samuele Bacchiocchi (EUA) – Pode ser encontrado gratuitamente em português neste link: http://www.musicaeadoracao.com.br/livros/rock/index.htm
• Música e o Grande conflito (Editora ADOS) – Gilberto Theiss
• Música, adventismo e eternidade – Dário Pires de Araújo
• O poder da música – Martin Claret
Gilberto Theiss
E-mail: altoclamor@altoclamor.com
http://www.gilbertotheiss.blogspot.com/
http://www.altoclamor.blogspot.com/
http://www.averdadequeabala.blogspot.com/
http://www.altoclamor.com/
Baixar o Arquivo em formato PDF completo clique aqui.
Fonte Gilberto Theiss
Sua pergunta é muito pertinente. Creio que tal dúvida não se concentra no fato de ter sido Davi o autor do Salmo 150, mas a época em que tal salmo fora escrito. A princípio, é impossível datar o Salmo 150 porém é possível ter uma idéia de intervalo de tempo de seu surgimento. Para chegar a essa conclusão, é necessário compreender três coisas fundamentais:
1º - Entender o processo e progresso dinâmico da transformação litúrgica do povo de Israel após terem saído do Egito. Aceitando ou não, a música e a instrumentação que o povo usava no templo de Salomão não eram as mesmas utilizadas após terem saído do Egito. Durante a peregrinação eles passaram por várias reformas, e não poderia ser diferente, pois saíram do Egito com o caráter completamente corrompido, poligamia, alcoolismo, danças, eram muito comuns entre o povo. Porém, não apenas aspectos internos da vida deles sofreram transformações, mas aspectos externos também. Entre muitos aspectos estão os relacionados à liturgia. Tais transformações continuaram a acontecer mesmo dentro de Canaã. No tocante à adoração musical, o povo progressivamente foi abandonando os velhos costumes egípcios. Entre esses costumes que foram abandonados, destacamos as danças e o uso de tambores. Se lermos as histórias em suas seqüências lógicas, tendo como base a liturgia, perceberemos nitidamente tal fato (VER GRÁFICO ABAIXO). Para comprovar tais fatos, deve-se observar com atenção no próximo ano bíblico ou ler os artigos postados neste blog intitulados:
• Música na Bíblia e a dança – Levi de Paula Tavares
• O canto do Senhor – Vanderlei Dorneles
• Uso de bateria na igreja – Gilberto Theiss
• Tambores e dança da Bíblia – Paul Hamel
2º - (Após ter visto o gráfico - Clique aqui para ampliá-lo) - Entendendo as diferenças entre a música, a dança e o uso de tambores pré e pós Santuário de Salomão, precisamos então tentar encaixar o Salmo 150 com algum desses períodos. Uma vez que no templo a partir de Salomão os tambores não entraram (II Cr 29:25 e 26), não é nem um pouco coerente tentar encaixar o salmo com o contexto pós Salomão.
Por exemplo: Imagine uma roupa com cores vermelhas e bolas e quadrados amarelos que fora descoberta numa das escavações antigas. Após a tal descoberta, o próximo desafio agora seria descobrir de que período é esta peça de roupa. Analisando todos os fatos históricos, percebe-se que em nenhum outro período era comum o uso de tais vestes com exceção do segundo século a.C.
Com tais descobertas, fica evidente que a tal peça de roupa provavelmente seja do segundo século a.C.
Da mesma forma, com base nas referências e inferências, cientificamente falando, fica evidente que Salmo 150 só se encaixaria perfeitamente com o período pré Santuário de Salomão. Pois somente antes do Santuário de Salomão é que as danças e o uso constante de tambores eram comuns. Após a intervenção de Deus através das instruções dadas ao profeta Natan e Davi, tais costumes e instrumentos não mais fizeram parte da LITURGIA no templo. Na verdade a maior prova de que este Salmo fora escrito antes da prática das exigências dadas por Deus sobre música é que Davi, o autor deste Salmo morreu onze anos antes da inauguração do templo, que foi também a inauguração do novo sistema de adoração musical proposto por Deus. Com isso, Salmo 150 não pode ter sido escrito depois, mas antes. Creio que são poucas as dúvidas de que Davi tenha sido o autor deste capítulo. Embora não seja claro, Ellen White em Fundamentos da Educação cristã, p. 371, faz uma inferência bem contundente a esse respeito atribuindo a autoria ao Rei Davi.
Quanto ao fato de ter sido escrito no período da luta entre Davi e Golias se baseia mais em inferências. Nisto pode haver muitas dúvidas, coisa que não poderá haver quanto a escrita pré Salomão deste Salmo.
3º - Mesmo que quiséssemos adaptar o Salmo 150 para o período de Salomão com o objetivo de tê-lo como apoio para substanciar a idéia de trazer para dentro da igreja as danças e os adufes (Tambores), ainda assim teríamos problemas.
Salmo 150 não serve de base para dizer que podemos usar tambores e danças na liturgia da igreja, primeiro porque o salmo é uma obra poética e não histórica ou documental e, portanto pode utilizar de linguagem figurativa, e segundo, o capítulo expressa apenas uma questão de louvor circunstancial de gratidão constante a Deus por todos os Seus feitos, pois os versos dizem:
(1) Louvai ao Senhor! Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento, obra do seu poder!
(2) Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza!
(3) Louvai-o ao som de trombeta; louvai-o com saltério e com harpa!
(4) Louvai-o com adufe e com danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flauta!
(5) Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes!
(6) Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor. Louvai ao Senhor!
O verso 4 não é uma ordem para louvar a Deus com danças e adufes DENTRO do Santuário, pois se assim fosse teríamos também que admitir que poderíamos colocar o boi, o cavalo, a galinha, o rato e tudo mais que tenha fôlego dentro do templo com objetivo de louvar ao Senhor (v 6), o que seria completamente incoerente.
O capítulo em si é apenas um apelo e apresentação de que Deus é merecedor de todo o nosso louvor em todo lugar, circunstância e momento. Louvem ao Senhor no firmamento, na igreja, na escola, no trabalho, no campo, nas viagens, em fim, em tudo louve ao Senhor, pois Ele é merecedor, etc, etc, etc.
Podemos sim, naturalmente em alguns momentos de extrema felicidade dar saltos de dança em alegria a Deus como acontece comumente quando estamos felizes demais e acabamos por um momento exteriorizando dessa forma. Quanto aos tambores, temos hoje os desbravadores que com a fanfarra, glorificam a Deus apenas na circunstância e contexto marcial.
Agora, veja, cada coisa em seu devido lugar. Os tambores poderiam ser usados em determinadas festividades, porém dentro da igreja na adoração se torna objetável pelas razões apresentadas acima. Se na lista de instrumentos que Deus pediu, os tambores ficaram de fora, em uma circunstância cultural onde provavelmente os tambores eram os mais usados, essa referência nos dá todas as inferências necessárias para torná-lo dispensável dentro do templo hoje (Igreja). Não digo que Deus tenha proibido esse ou aquele instrumento, mas que houve uma clara orientação de um grupo de instrumentos e um ministério musical especial para o templo, disso não há dúvidas.
Com toda essa luz dizer que podemos ter bateria ou tambor dentro do Santuário atual, quando Deus por alguma razão muito sábia ausentou esse instrumento de sua lista é um risco que eu prefiro não correr. Não me sinto sábio suficiente para discutir com Deus nesta questão. Prefiro admitir e me calar diante de tal fato. Posso até tentar pensar em algumas possíveis razões, mas tenho que admitir que Deus não quis tal instrumento ali no contexto de adoração no templo. Embora não tenhamos plenas condições de saber as razões pelo qual Deus não permitiu a entrada dos tambores no templo, hoje com todo conhecimento sendo jorrado nos meios teológicos acadêmicos na teologia musical, podemos ter uma vaga noção de algumas possíveis razões. Descobertas científicas e acadêmicas sobre tambores e bateria não favorecem seu uso para momentos em que é exigido a reflexão. Mesmo em situações em que são usados em contexto marcial, faz-se necessário extrema habilidade e ponderamento. “Cristãos em busca do êxtase” é um bom livro para pesquisa neste sentido. Tal livro recebeu os méritos e indicação assinada dos Doutores Amin Rodor e Alberto Timm. Outro livro muito bem preparado para responder tais questões é “O Cristão e a música rock” de Samuele Bacchiocchi.
Outro dia, alguém havia feito um comentário afirmando que determinados princípios do tempo de Salomão referente ao Santuário perdem seu valor para os nossos dias. Essa afirmação é bastante perigosa, pois alguns ritos do santuário que eram apenas sombras dos acontecimentos futuros de fato eram transitórios, mas os valores e princípios que giravam em torno do contexto do santuário são imutáveis. Invalidar princípios do santuário, principalmente os que se contextualizam com a adoração é abrir margem para invalidar princípios maiores que giram em torno do templo. Creio que este seria o propósito de Satanás, uma vez que ele sabe bem que criamos uma muralha maciça em torno desta doutrina, devido às advertências do Espírito de Profecia quanto aos ataques que surgiriam a estes ensinos que sustentam o Santuário e conseqüentemente o movimento Adventista.
Perigos que rondam o fundamento da IASD
Será que Satanás não estaria preparando um ataque sutil, começando por uma invalidação baseadas em questões menores, para alcançar as maiores? Com certeza afirmar que a liturgia do santuário não diz nada para nós hoje é abrir precedentes para invalidar questões maiores, até chegarmos à conclusão de que nem tudo no santuário é digno de crédito para os dias atuais e assim corroer aos poucos aquilo que fundamenta a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Percebem como existe extrema sutileza nestes combates aos princípios expressos ali mesmo que musicais? Como sei que alguns argumentarão dizendo que a solução então seria pegar os mesmo instrumentos que ali foram usados para trazê-los à igreja hoje, vale lembrar que o princípio ali não se baseia no tipo de intrumento que entrou no templo, mas nas implicações que fizeram com que determinados instrumentos DEIXARAM DE ENTRAR - O PRINCÍPIO SE FUNDAMENTA NISSO.
Mas e quanto à situação da música no movimento adventista atual?
Temos que entender que vivemos no período da igreja militante. Nem tudo tem sido aos moldes com o que cremos oficialmente. Também não podemos achar que a igreja em si é responsável por determinadas situações caóticas. Não foi a igreja no âmbito teológico que oficialmente introduziu certas culturas musicais mundanas dentro de suas portas. É possível que alguns tenham feito, mas de forma particular. É possível que membros e até pastores tenham introduzido músicas indevidas, mas se introduziram, fizeram-no sem o consentimento oficial da teologia da igreja, introduziram por conta própria. As coisas podem ter desandado, mas nossa teologia sempre esteve firme a esse respeito, nunca mudou seu posicionamento. Pelo contrário, hoje nossa teologia a respeito da liturgia está mais bem alicerçada do que nunca. Embora alguns tenham se levantado com severos ataques a esse tipo de crença teológica, ao invés de enfraquecer, ela tem se tornado mais firme.
Por outro lado, também não podemos sair por aí, condenando todo mundo por tal fato. Devemos pregar, ensinar, dialogar e sempre buscando ajudar as pessoas a compreenderem melhor o assunto com muita paciência. Nem todos receberam a luz a este respeito. Muitos têm oferecido louvores com muita sinceridade e na ignorância, Deus os tem aceito. Mas, a pergunta que surge é: Será que Deus aceitará louvores daqueles que querem permanecer na ignorância?
Outros artigos que vale a pena ser lidos:
• Posição oficial da IASD sobre o caso de Indiana – White State
• A música na escatologia de Ellen White – Jorge Mário
• A música e a guerra entre Cristo e Satanás – Gilberto Theiss
• O hinário adventista é para Jovem – Otimar Gonçalves
• Um ministério de Música – Erton Kohler
* Exegese do ocorrido em Minneápolis - Adna Sousa Calson
* Quem Cumprirá a Profecia? - Pr. Élbio Menezes
* Alguns querem modernizar nossa mensagem e nosso estilo de vida - Erton Kohler
Livros oficialmente adotados pela Igreja Adventista do Sétimo dia na América do Sul e pelo SALT/BRASIL e que respondem um pouco das questões acima.
• Cristãos em busca do êxtase (UNASPRESS) – Vanderlei Dorneles
• O que Deus diz sobre a música (UNASPRESS) – Eurydice Osterman
• Música sacra, cultura e adoração (UNASPRESS) - Wolfgang Hans Martin Stefani
• Música em minha Bíblia (CPB) – Helen Graumann
• Música, sua influência na vida do Cristão – (CPB) Ellen White
Outros Livros que valem a pena ler:
• O cristão e a música rock – Escrito pelo Dr. Samuele Bacchiocchi (EUA) – Pode ser encontrado gratuitamente em português neste link: http://www.musicaeadoracao.com.br/livros/rock/index.htm
• Música e o Grande conflito (Editora ADOS) – Gilberto Theiss
• Música, adventismo e eternidade – Dário Pires de Araújo
• O poder da música – Martin Claret
Gilberto Theiss
E-mail: altoclamor@altoclamor.com
http://www.gilbertotheiss.blogspot.com/
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http://www.averdadequeabala.blogspot.com/
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Fonte Gilberto Theiss
24 setembro 2009
Sobre os comentários no post da Resposta de Vanderlei Dorneles para o André Reis.
Queridos irmãos,
Infelizmente não poderei aprovar todos os comentários relativo a esta postagem, pois algumas críticas não podem ser proferidas por pessoas que alegam ser cristãs.
Quanto a questão de Vanderlei Dorneles ser ou não ser músico, sugiro a leitura do artigo do Pastor Erton Kölher, Presidente da Divisão Sul-Americana da IASD, que pode ser encontrado clicando aqui.
Sobre a música e, principalmente, o uso de tambores, o que precisamos entender é que estamos nos momentos finais da história deste mundo, onde os lados envolvidos estão dispostos a tudo para vencer a batalha. Deus não usará nada que vá contra o Seu caráter. Porém, Satanás usará tudo, até, se possível, o que foi permitido para enganar os despreocupados e amantes do "eu". O objetivo é alcançar a mente, portanto, tudo que fizer efeito sobre a mente e possa controlar o corpo, Satanás usará. É neste sentido que Vanderlei Dorneles realizou seu estudo sobre os efeitos dos tambores na mente e no corpo. Ele apenas está tentando proteger você das ciladas de Satanás, são conselhos, porém, cada um dará conta de si mesmo diante de Deus. Veja as orientações dele como alguém que lhe ama, mas você é livre para aceitá-las ou rejeitá-las. Não o critique ou faça observações sobre sua pessoa só pelo fato de não haver concordado com o seu estudo, por favor, se você é um cristão não faça isso. Respeite-o. Isto é cristianismo.
Permita-me fazer uma comparação, mas sinta-se livre para aceitá-la ou não
É comprovado cientificamente que os sons dos tambores provocam efeitos em nosso lóbulo frontal, onde está o nosso poder de decisão. O uso dos tambores pode ser entendido da mesma forma como o consumo da carne, os efeitos são semelhantes. Ellen White afirmou o seguinte: "Entre os que estão aguardando a vinda do Senhor, deve a alimentação cárnea ser finalmente abandonada; a carne deixará de fazer parte de seu regime alimentar." "Há os que devem estar atentos para o perigo de comer carne, pois ainda estão ingerindo a carne de animais, arriscando assim a saúde física, mental e espiritual. Muitos que agora estão apenas meio convertidos no tocante à questão de comer carne, se afastarão do povo de Deus para não mais andar com eles." Eventos Finais, pág. 82. Sabemos que não existe nenhuma ordem expressa na bíblia para abandonarmos a carne, pelo contrário, existe até permissão para se comê-la. Contudo, Ellen White advertiu sobre os perigos de seu consumo nos últimos dias, onde os que não a abandonarem poderão ser derrotados por Satanás devido a mente está enfraquecida. O mesmo pode ser entendido na questão dos tambores, pois eles têm o mesmo efeito sobre a mente. No passado pode ter sido permitido, como foi o consumo da carne, mas agora devemos evitá-lo para não sermos enganados por Satanás. Levando em consideração que estamos nos últimos dias, tudo que estiver ao alcance de Satanás, ele poderá usar para conquistar a nossa mente e, por fim, a nossa adoração.
Quanto a questão de Ellen White não haver escrito nada sobre o uso de tambores como o fez com relação ao consumo da carne, quero citar algumas de suas declarações sobre a verdade ser revelada de acordo com o momento da história.
"Cumpre não pensar: 'Bem, temos toda a verdade, compreendemos as principais colunas da nossa fé, e podemos descansar neste conhecimento.' A verdade é progressiva, e precisamos andar em luz crescente." Evangelimos, pág. 296.
"A vereda do justo é progressiva, de força em força, de graça em graça, e de glória em glória. A iluminação divina aumenta mais e mais, correspondendo a nosso movimento de avanço, habilitando-os a fazer face as responsabilidades e emergências que se nos deparam." Testemunhos Seletos, Vol. 1, pág. 426.
"Ninguém pense que não há mais sabedoria para alcançar. A profundeza do entendimento humano pode ser medida, as obras de autores humanos podem ser conhecidas; porém o mais alto, mais profundo e mais largo vôo da imaginação não pode descobrir a Deus. Há a imensidade além de tudo que podemos compreender. Vimos somente o cintilar da glória divina e do infinito conhecimento e sabedoria; temos estado a trabalhar, por assim dizer, próximos da superfície enquanto ricos veios de ouro estão mais embaixo, para recompensar aquele que cavar em sua procura. A escavação precisa aprofundar-se mais e mais na mina, e maravilhosos tesouros serão o resultado. Por uma fé correta, o conhecimento divino tornar-se-á conhecimento humano." Parábolas de Jesus, pág. 113.
Seria infantil de nossa parte acreditar que tudo já foi revelado, não é verdade?
Permita-me fazer um exemplo.
Quando estamos viajando à noite, o farol do carro não consegue focalizar um objeto que está a uma distância muito grande, mas à medida que nos aproximamos do objeto, este se torna mais visível. Assim, à medida que nos aproximamos do fim da escuridão deste mundo, as armas que Satanás inventar, Deus as revelará para aqueles que estão buscando o conhecimento prepararem-se para as horas finais deste mundo e, assim, evitar a derrota final.
Mas, a decisão é sua.
Resta Uma Esperança
Infelizmente não poderei aprovar todos os comentários relativo a esta postagem, pois algumas críticas não podem ser proferidas por pessoas que alegam ser cristãs.
Quanto a questão de Vanderlei Dorneles ser ou não ser músico, sugiro a leitura do artigo do Pastor Erton Kölher, Presidente da Divisão Sul-Americana da IASD, que pode ser encontrado clicando aqui.
Sobre a música e, principalmente, o uso de tambores, o que precisamos entender é que estamos nos momentos finais da história deste mundo, onde os lados envolvidos estão dispostos a tudo para vencer a batalha. Deus não usará nada que vá contra o Seu caráter. Porém, Satanás usará tudo, até, se possível, o que foi permitido para enganar os despreocupados e amantes do "eu". O objetivo é alcançar a mente, portanto, tudo que fizer efeito sobre a mente e possa controlar o corpo, Satanás usará. É neste sentido que Vanderlei Dorneles realizou seu estudo sobre os efeitos dos tambores na mente e no corpo. Ele apenas está tentando proteger você das ciladas de Satanás, são conselhos, porém, cada um dará conta de si mesmo diante de Deus. Veja as orientações dele como alguém que lhe ama, mas você é livre para aceitá-las ou rejeitá-las. Não o critique ou faça observações sobre sua pessoa só pelo fato de não haver concordado com o seu estudo, por favor, se você é um cristão não faça isso. Respeite-o. Isto é cristianismo.
Permita-me fazer uma comparação, mas sinta-se livre para aceitá-la ou não
É comprovado cientificamente que os sons dos tambores provocam efeitos em nosso lóbulo frontal, onde está o nosso poder de decisão. O uso dos tambores pode ser entendido da mesma forma como o consumo da carne, os efeitos são semelhantes. Ellen White afirmou o seguinte: "Entre os que estão aguardando a vinda do Senhor, deve a alimentação cárnea ser finalmente abandonada; a carne deixará de fazer parte de seu regime alimentar." "Há os que devem estar atentos para o perigo de comer carne, pois ainda estão ingerindo a carne de animais, arriscando assim a saúde física, mental e espiritual. Muitos que agora estão apenas meio convertidos no tocante à questão de comer carne, se afastarão do povo de Deus para não mais andar com eles." Eventos Finais, pág. 82. Sabemos que não existe nenhuma ordem expressa na bíblia para abandonarmos a carne, pelo contrário, existe até permissão para se comê-la. Contudo, Ellen White advertiu sobre os perigos de seu consumo nos últimos dias, onde os que não a abandonarem poderão ser derrotados por Satanás devido a mente está enfraquecida. O mesmo pode ser entendido na questão dos tambores, pois eles têm o mesmo efeito sobre a mente. No passado pode ter sido permitido, como foi o consumo da carne, mas agora devemos evitá-lo para não sermos enganados por Satanás. Levando em consideração que estamos nos últimos dias, tudo que estiver ao alcance de Satanás, ele poderá usar para conquistar a nossa mente e, por fim, a nossa adoração.
Quanto a questão de Ellen White não haver escrito nada sobre o uso de tambores como o fez com relação ao consumo da carne, quero citar algumas de suas declarações sobre a verdade ser revelada de acordo com o momento da história.
"Cumpre não pensar: 'Bem, temos toda a verdade, compreendemos as principais colunas da nossa fé, e podemos descansar neste conhecimento.' A verdade é progressiva, e precisamos andar em luz crescente." Evangelimos, pág. 296.
"A vereda do justo é progressiva, de força em força, de graça em graça, e de glória em glória. A iluminação divina aumenta mais e mais, correspondendo a nosso movimento de avanço, habilitando-os a fazer face as responsabilidades e emergências que se nos deparam." Testemunhos Seletos, Vol. 1, pág. 426.
"Ninguém pense que não há mais sabedoria para alcançar. A profundeza do entendimento humano pode ser medida, as obras de autores humanos podem ser conhecidas; porém o mais alto, mais profundo e mais largo vôo da imaginação não pode descobrir a Deus. Há a imensidade além de tudo que podemos compreender. Vimos somente o cintilar da glória divina e do infinito conhecimento e sabedoria; temos estado a trabalhar, por assim dizer, próximos da superfície enquanto ricos veios de ouro estão mais embaixo, para recompensar aquele que cavar em sua procura. A escavação precisa aprofundar-se mais e mais na mina, e maravilhosos tesouros serão o resultado. Por uma fé correta, o conhecimento divino tornar-se-á conhecimento humano." Parábolas de Jesus, pág. 113.
Seria infantil de nossa parte acreditar que tudo já foi revelado, não é verdade?
Permita-me fazer um exemplo.
Quando estamos viajando à noite, o farol do carro não consegue focalizar um objeto que está a uma distância muito grande, mas à medida que nos aproximamos do objeto, este se torna mais visível. Assim, à medida que nos aproximamos do fim da escuridão deste mundo, as armas que Satanás inventar, Deus as revelará para aqueles que estão buscando o conhecimento prepararem-se para as horas finais deste mundo e, assim, evitar a derrota final.
Mas, a decisão é sua.
Resta Uma Esperança
21 setembro 2009
Resposta de Vanderlei Dorneles as observações de André Reis feitas ao artigo "O Canto do Senhor"
Resposta de Vanderlei Dorneles as observações de André Reis feitas ao artigo "O Canto do Senhor"
Olá, André!
Como você tomou liberdade de me enviar seu texto, o que eu agradeci, e como se mostrou aberto para debater este tema, tomei a liberdade de ler seu texto recente sobre instrumentos de música e louvor na Bíblia. E também de elaborar algumas considerações sobre partes dele, o que espero você receba com o mesmo espírito simpático que tem tido. Como eu disse numa mensagem recente, todos nós somos irmãos em Cristo, e é bom termos liberdade e consideração mútua enquanto debatemos acerca da Palavra de Deus. Se mantivermos um espírito humilde e receptivo, o Espírito Santo poderá nos guiar à verdade, que é o que desejamos de coração. O amor da verdade, como diz Ellen White, é uma grande virtude cristã, especialmente entre nós adventistas.
Eu creio que você e muitos outros que falam sobre a música de louvor têm esse mesmo sentimento e o desejo de conhecer a verdade. E nisso creio que podemos dizer que estamos no mesmo caminho.
Bem, você fez um texto acerca do já muito comentado transporte da arca para Jerusalém, onde se destacam, em Crônicas, as questões musicais envolvidas nas duas festas preparadas por Davi, com o título “Tambores e os instrumentos do Senhor”. Creio que seu texto teve intenção de responder ou comentar meu artigo “O canto do Senhor”, que está disponível em vários sites e blogs.
Seu argumento principal foi de que o texto de 1 Cr 15:20, que utiliza o termo hebraico al-alamoth seria uma referência às mulheres de Israel em dança com tamborins.
Vou me concentrar neste ponto, mas alguns outros itens podem ser repassados no transcorrer. Um deles é que meu artigo não afirma que os tambores tinham a culpa do fracassado do transporte da arca. Isso não pode ser lido no meu texto. O que está afirmado é que Davi sabia que errou no que diz respeito a quem deveria transportar a arca. O que foi dito é que Davi não corrigiu esse ponto apenas e fez todo o restante igual. Crônicas trata do assunto do transporte da arca num único verso (1Cr 15:13), e depois temos quase dois capítulos permeados do tema da música. O ponto principal é que houve uma mudança na música, e isso está claramente narrado em diversos versos como demonstrei. Não se trata do silêncio da Bílbia. É o contrário, ela é clara em afirmar detalhes da música, incluindo os instrumentos, cantores, etc.
O artigo também não fala que certos instrumentos foram proibidos. O que diz é que um grupo específico de instrumentos foi escolhido para a música do templo. E isso fica tão claro para Israel que ao longo de mais de 500 anos, a lista é repetida em diversos textos (1Cr 15:16, 19-24, 28, 16:5, 42, 23:5, 25:1, 6, 2Cr 5:12-13, 29:25-27, Nee 12:27, Is 39:20). A lista é consistente, não havendo qualquer relevante alteração entre os textos.
Tratando especificamente do sentido de al-alamoth, você diz que “a hipótese mais provável é a de que alamoth era na realidade uma melodia hebraica”. Mesmo assim, com base na informação de alamoth (mulheres) tocando tamborins no Salmo 68:25 você conclui que “há uma forte possibilidade de que o Salmo 68 esteja descrevendo em linguagem poética o próprio transporte da arca e do seu reestabelecimento em Jerusalém, especialmente os versos 24-25”.
Você diz que vários comentaristas apoiam esta idéia. Mas aqueles que você cita dizem que “parece evidente que [o Salmo 68] foi composto naquela ocasião festiva e alegre”. Outro diz que “a ocasião do Salmo poder haver sido em um contexto de vitória, na qual a arca é trazida para Sião.” Outro diz “o Salmista descreve um evento feliz, como quando Davi trouxe a arca para Jerusalém”. Outro ainda diz que “Este Salmo pode ter sido cantado na cerimônia do transporte da arca de Quiriate-Jearim a Jerusalém.”
Na verdade, dois deles dizem o que você conclui, mesmo assim dizem que isso é apenas uma possibilidade. Os outros dois dizem que o salmo pode ter tido alguma relação com o evento, como que tivesse sido cantado ali.
A despeito disso, com base nessas evidências fluidas, você conclui: “Se o Salmo 68 de fato baseava-se no transporte da arca da aliança de Quiriate-Jearim a Jerusalém ou estava de alguma maneira relacionado a ele, então não há dúvidas de que o tamborim das alamoth fez parte também da segunda tentativa de trazer a arca.”
O texto de 2Sm 6:20-22 não diz que Davi dançou com as mulheres. Diz que Davi dançou e isso na presença das mulheres. Os dois textos de Crônicas e Samuel são claros em dizer que só Davi dançou.
Mesmo assim, você diz que, “com base no Salmo 68:24-25 e no relato de 1 Crônicas 15, é seguro concluir que as liras (ou alaúdes) dos levitas (v. 20) tocavam ‘al alamoth’, a melodia hebraica Alamoth das virgens que dançavam e tocavam tamborins, enquanto as harpas respondiam em estilo antifonal (responsivamente) ou em contracanto, tocando ‘al ha sheminith’, a melodia Sheminith e marcando também o ritmo antifonal (v. 21). O povo, incluindo as virgens celebravam com seus tamborins e dança, acompanhavam a procissão, cada grupo respondendo ao outro em sua melodia e tessitura vocal e cada qual adicionando seus instrumentos à música. Esta prática de coros antifonais pode ser vista no Salmo 136.”
Todo o seu argumento depende necessariamente da tradução de al-alamoth e de sua possível ligação com o Salmo 68:24-25.
Gostaria de destacar que, com base nessa “possível” tradução e na “possível” ligação com o Salmo 68, você está relativizando as cinco outras referências claras aos instrumentos sem menção de tambores nesse contexto de 1Cr 15 e 16.
Quanto ao sentido de alamoth nesse relato, precisamos considerar que o termo está precedido da preposição al, que significa “em” ou “sobre”, e o substantivo literalmente significa “virgem” ou “donzela”. Mas, por que nenhuma versão faz essa leitura? Muito simples. O texto fica totalmente desconexo, como: “... com alaúdes em voz de virgens”, ou “... com alaúdes em tom de donzelas”, ou ainda “... com alaúdes em virgens”. Na verdade essa tradução literal já sugere o que os tradutores entenderam, o sentido é de uma voz musical, como das virgens.
Lembre-se que tradução não é um trabalho mecânico de simplesmente se trocar palavras duma língua por palavras de outra língua. Tradução é interpretação, principalmente em se tratando do hebraico. No hebraico, alguns verbos estão só implícitos, há frases longas com apenas duas ou três palavras, outras sem sujeito, há diversos substantivos concretos que representam conceitos abstratos, como em 1Reis 20:31, onde “cordão” significa “cativeiro”, em outra parte diz “sai-lhes o vento, e eles morrem”. Assim, o tradutor do hebraico precisa deduzir e interpretar freqüentemente.
Tendo isso em vista é que a maioria das versões não traduzem 1Cr 15:20 com o uso de “virgens”, ou “donzelas”, ou “melodias”, mas por “soprano” ou “agudos”. Assim, a tradução fica coerente com o contexto, uma vez que os versos imediatos tratam de tonalidades dos instrumentos. E é também coerente com a construção e o uso da preposição al, que é “em”. Como você poderia ler um texto como: “... com alaúdes em donzelas”? Fica estranho. Essa estranheza significa para o tradutor que a interpetação está errada.
Os melhores léxicos não dão à palavra alamoth o sentido de “melodia”, mas de “virgem” ou “donzela” como sentido literal, e “soprano” e “falsete” como sentido figurado, que é claramente o caso deste texto de Crônicas, como boa parte das versões o traduzem.
Diante das questões de tradução envolvendo al-alamoth, é evidente que o texto não poderia ser colocado em confronto com os demais versos do mesmo contexto no sentido de inserir aí os tambores de qualquer forma, que é o que você parece estar fazendo. Todos os outros versos do contexto não falam desse instrumento, nem das tais “virgens”.
E quanto ao Salmo 68?
Esse salmo não é objeto de unanimidade entre os comentaristas, que discutem sua autoria, unidade e propósito. O que caracteriza o salmo é a figura de Jeová como “guerreiro”.
O salmo fala da arca, mas não é do evento de Davi. Os versos 1 e 2 retratam a ida da arca à frente de Israel no deserto, citando Nm 10:35. Os versos 12 a 17 retratam as vitórias de Deus em favor de Israel numa clara referência à conquista da terra prometida, com o “Sinai” tornando-se santuário (v. 17), e o Sião sendo escolhido em lugar de Basã (v. 15), eventos claros da conquista de Canaã.
Os versos 24-26 em que você baseia a possível ligação com o evento de Crônicas, fala de Deus e não do povo, em primeiro lugar: “Viu-se, ó Deus, o teu cortejo, o cortejo do meu Deus, do meu Rei, no santuário” (v. 24, ARA). “Ó Deus, eles têm visto os teus caminhos; os caminhos do meu Deus, meu Rei, no santuário” (ARC). “É bela a tua marcha triunfal, ó meu Deus e meu rei, quando sais do teu santuário” (SBP). O sentido nesta última versão é que Deus vence os inimigos e e volta vitorioso para o seu santuário.
O sentido de guerra e luta é claro e descarta qualquer ligação com Crônicas. Veja: “Deus parte a cabeça dos seus inimigos” (v. 21), e “para que banhes o pé em sangue, e a língua dos seus cães tenha o seu quinhão dos inimigos (v. 23). Esses são os versos imediatos dos versos (24-25) que você diz referirem-se ao transporte da arca, aquela festa alegre e religiosa.
Com tanto sangue, é difícil de ver nesses versos imediatos ao verso 25 que fala das “donzelas”, uma referência à alegre festa do transporte da arca. No contexto de Crônicas, Deus diz que Davi não faria uma casa para ele exatamente porque Davi era “homem de sangue”.
Assim, este salmo 68 tem sido visto como um salmo que fala das vitórias de Deus em favor de Israel contra inimigos, na conquista de Canaã. E não há uma relação clara entre os eventos que ele reflete e o transporte da arca, a menos que versos sejam tirados do contexto, o que nunca deve fazer o estudioso da Bíbla especialmente em questões controversas.
Se você encontrar outras fontes fora da Bíblia que contradigam as declaracões bíblicas, prefira sempre a Bíblia. Essas fontes da tradição têm valor mas só para confirmar o que a Bíblia diz, nunca para dizer o que devemos saber ou entedender na Bíblia.
Você tem dito muitas vezes que não há nenhum texto claro que proiba o uso de tambores. Certamente, mas eu nunca escrevi que Deus proibiu os tambores ou outra coisa qualquer nesse contexto. O que está claro na Bíblia e nos textos que escrevi é que Deus indicou um modelo de louvor em substituição ao que Israel fazia. Isso não significa que Deus reprovou o que era feito, mas que ele estava indicando um caminho melhor e mais seguro. Da mesma forma que ele não rejeitou os homens que tinham mais de uma mulher, mas depois ele mostrou que seu povo devia eliminar aquele costume.
Há muitos temas que não estão dados claramente na Bíblia, mas os servos de Deus estudam e chegam à luz revelada. O juízo investigativo não é referido na Bíblia, mas está claro para todos os adventistas que esse juízo está em andamento, sendo uma doutrina capital da fé adventista. A trindade não é afirmada pela Bíblia, a palavra não está na Bíblia. Mas o estudo dos diversos textos mostra que é assim que a divindade existe. Os adventistas entendem que devem evitar o uso de alimentos de origem animal hoje, mas a Bíblia não os proíbe.
Note que a verdade nem sempre é dada “de graça” por Deus. Ellen White até diz que “é plano de Deus dar suficiente evidência do caráter divino de Sua obra para convencer a todos quantos desejam sinceramente conhecer a verdade. Mas ele nunca remove toda a oportunidade de dúvida. Todos quantos desejam pôr em dúvida e cavilar encontrarão ensejo” (ME, I, 72, grifado). Jesus mesmo disse que falava por parábolas “para que nem todos entendessem” (Mc 4:12), e deixa claro que a verdade precisava ser buscada com oração, humildade e estudo. Tem verdade escondidas, que só o “garimpeiro” descobre. Mas quando descobre elas aparecem claramente, sem necessidades de qualquer malabarismo exegético. Ellen White ainda diz: “Os que cavam abaixo da superfície descobrem às escondidas gemas da verdade” (ME, II, 39).
Você não vai encontrar na Bíblia uma proibição de certas coisas da forma como espera.
Outro ponto que gostaria que você pensasse com cuidado é seu artigo a respeito do fanatismo da “carne santa”. Você diz que Ellen White não focaliza a discussão na questão da música, mas apenas no problema teológico, quando fala do assunto em Mensagens Escolhidas (ME). Também diz que ela não está falando dos “últimos dias”, no tempo da volta de Cristo.
Ela faz uma profecia acerca da música do movimento da “carne santa”, dizendo que tal liturgia iria voltar nos últimos dias.
Mas na verdade, nos diversos textos em que ela fala sobre o assunto, ela volta toda hora ao problema litúrgico, até mais do que dá atenção ao problema teológico. Veja com cuidado alguns deles, onde grifei certas palavras:
1) “Havia exaltação, com ruído e confusão. Não se podia distinguir uma coisa da outra. Alguns pareciam estar em visão, e caíam por terra. Outros pulavam, dançavam e gritavam. Declaravam que, como sua carne estivesse purificada achavam-se prontos para a trasladação. Isto repetiam e repetiam. Dei meu testemunho em nome do Senhor, manifestando Sua reprovação a essas manifestações” (ME, II, 34).
2) “A maneira por que têm sido dirigidas as reuniões em Indiana, com barulho e confusão, não as recomendam a espíritos refletidos e inteligentes. O Senhor deseja manter em Seu serviço ordem e disciplina, não agitação e confusão” (ME, II, 35).
3) “As coisas que descrevestes como ocorrendo em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo” (ME, II, 36).
4) “O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruído. Isso [o ruído] é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo. É melhor nunca ter o culto do Senhor misturado com música do que usar instrumentos músicos para fazer a obra que, foi-me apresentado em janeiro último, seria introduzida em nossas reuniões campais. A verdade para este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de converter almas. Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção. As forças das instrumentalidades satânicas misturam-se com o alarido e barulho, para ter um carnaval, e isto é chamado de operação do Espírito Santo” (ME, II, 36).
5) “Nenhuma animação deve ser dada a tal espécie de culto”. Veja que ela não fala da doutrina da carne santa, mas do culto (ME, II, 37).
6) “O Espírito Santo nada tem que ver com tal confusão de ruído e multidão de sons como me foram apresentadas em janeiro último. Satanás opera entre a algazarra e a confusão de tal música, a qual, devidamente dirigida, seria um louvor e glória para Deus. Ele torna seu efeito qual venenoso aguilhão da serpente (ME, II, 37).
7) “Essas coisas que aconteceram no passado hão de ocorrer no futuro. Satanás fará da música um laço pela maneira por que é dirigida” (ME, II, 38).
8) “Alguns [fanáticos depois de 1844] dançavam para cima e para baixo, cantando: "Glória, glória, glória, glória, glória, glória." Por vezes eu ficava sentada quieta até que eles terminassem, e então me erguia e dizia: "Esta não é a maneira por que o Senhor opera. Ele não causa impressões assim. Precisamos dirigir a mente do povo à Palavra como o fundamento de nossa fé” (ME, II, 42).
9) “Temo qualquer coisa que tenha a tendência de desviar a mente das sólidas provas da verdade tal como se revela na Palavra de Deus. Temo isto; temo isto. Precisamos pôr nossa mente dentro dos limites da razão, não seja que o inimigo penetre de maneira a pôr tudo em desordem” (ME, II, 43).
10) “Cumpre-nos fortalecer nossa posição demorando a mente na Palavra, e evitando todas as esquisitices e cultos religiosos estranhos que alguns seriam muito prontos em pegar e praticar. Caso permitíssemos que a confusão penetrasse em nossas fileiras, não poderíamos libertar disso nossa obra” (ME, II, 44).
11) Sobre um casal de reavivalistas fanáticos, ela diz: “No falar, cantar e em exibições estranhas, que não estão em harmonia com a obra genuína do Espírito Santo, sua mulher está ajudando a introduzir um aspecto de fanatismo que causaria grande dano à causa de Deus, caso lhe fosse permitido qualquer lugar em nossas igrejas” (ME, II, 45).
12) “Meu irmão e minha irmã, tenho uma mensagem para vós: Estais baseados numa falsa suposição. Há muito do próprio eu entretecido em vossas exibições. Satanás entrará com fascinante poder através dessas exibições. É mais que tempo de vos deterdes” (ME, II, 45).
Veja como ela se concentra no problema da liturgia consistentemente. E expressa mais preocupação com esse assunto do que com o problema teológico da “carne santa”, para o qual ela se limita a umas poucas referências. A liturgia é o carro-chefe para do fanatismo. Isso está claro na maneira de ela expressar suas preocupações.
Ellen White fala sobre instrumentos musicais no sentido de recomendar seu uso. E diz: “Não nos devemos opor ao uso de instrumentos musicais em nossa obra” (Obreiros Evangélicos, 357). Você cita esse texto, e creio, mas não explica que nesse contexto ela estava orientado igrejas onde havia gente que considerava errado usar instrumento musical, e que Deus só aceitava a voz humana no louvor.
Bem, gostaria de concluir com algumas observações
Tudo que já escrevi sobre o assunto da música, sempre do ponto de vista teológico e bíblico, não significa que considero como membro da igreja que nossa música é “ruído” e “confusão”. Pelo contrário, a música adventisdta sem dúvida está entre as mais sacras entre todos os evangélicos. Enquanto outras denominações têm caído para uma completa perda da noção da música sacra e do culto de louvor, aceitando tudo que é mundano, a igreja adventista por causa de sua visão profética, tem mantido uma música mais próxima dos padrões divinos. E nessa distinção que está a sua força.
Mas há certas regiões em que nossa igreja tem pendido para um liturgia perigosa.
A igreja brasileira tem mantido uma liturgia mais pura, e isso certamente se deve ao nível de “adventismo” que ainda temos mantido. Quando falo de nível de adventismo, quero dizer que há uma tendência de nos tornarmos evangélicos. Mas nós não somos evangélicos. A igreja adventista é a igreja remanescente. Ela está à frente das demais e precisa estar para cumprir seu papel, do contrário ela se tornará irrelevante. Nossa relevância não consiste de sermos modernos, atuais e esclarecidos ao modelo do mundo. Mas em sermos bíblicos, fundados na Revelação divina em tudo que fazemos, em doutrina e prática.
Assim, meu ponto de vista sobre a música na igreja adventista é mais no sentido de precaução e de uma busca pelo que é ideal, mesmo que não o possamos atingir completamente.
Espero ter sido bem compreendido.
Que Deus continue com você e sua família.
Vanderlei Dorneles
Fonte Gilberto Theiss
Olá, André!
Como você tomou liberdade de me enviar seu texto, o que eu agradeci, e como se mostrou aberto para debater este tema, tomei a liberdade de ler seu texto recente sobre instrumentos de música e louvor na Bíblia. E também de elaborar algumas considerações sobre partes dele, o que espero você receba com o mesmo espírito simpático que tem tido. Como eu disse numa mensagem recente, todos nós somos irmãos em Cristo, e é bom termos liberdade e consideração mútua enquanto debatemos acerca da Palavra de Deus. Se mantivermos um espírito humilde e receptivo, o Espírito Santo poderá nos guiar à verdade, que é o que desejamos de coração. O amor da verdade, como diz Ellen White, é uma grande virtude cristã, especialmente entre nós adventistas.
Eu creio que você e muitos outros que falam sobre a música de louvor têm esse mesmo sentimento e o desejo de conhecer a verdade. E nisso creio que podemos dizer que estamos no mesmo caminho.
Bem, você fez um texto acerca do já muito comentado transporte da arca para Jerusalém, onde se destacam, em Crônicas, as questões musicais envolvidas nas duas festas preparadas por Davi, com o título “Tambores e os instrumentos do Senhor”. Creio que seu texto teve intenção de responder ou comentar meu artigo “O canto do Senhor”, que está disponível em vários sites e blogs.
Seu argumento principal foi de que o texto de 1 Cr 15:20, que utiliza o termo hebraico al-alamoth seria uma referência às mulheres de Israel em dança com tamborins.
Vou me concentrar neste ponto, mas alguns outros itens podem ser repassados no transcorrer. Um deles é que meu artigo não afirma que os tambores tinham a culpa do fracassado do transporte da arca. Isso não pode ser lido no meu texto. O que está afirmado é que Davi sabia que errou no que diz respeito a quem deveria transportar a arca. O que foi dito é que Davi não corrigiu esse ponto apenas e fez todo o restante igual. Crônicas trata do assunto do transporte da arca num único verso (1Cr 15:13), e depois temos quase dois capítulos permeados do tema da música. O ponto principal é que houve uma mudança na música, e isso está claramente narrado em diversos versos como demonstrei. Não se trata do silêncio da Bílbia. É o contrário, ela é clara em afirmar detalhes da música, incluindo os instrumentos, cantores, etc.
O artigo também não fala que certos instrumentos foram proibidos. O que diz é que um grupo específico de instrumentos foi escolhido para a música do templo. E isso fica tão claro para Israel que ao longo de mais de 500 anos, a lista é repetida em diversos textos (1Cr 15:16, 19-24, 28, 16:5, 42, 23:5, 25:1, 6, 2Cr 5:12-13, 29:25-27, Nee 12:27, Is 39:20). A lista é consistente, não havendo qualquer relevante alteração entre os textos.
Tratando especificamente do sentido de al-alamoth, você diz que “a hipótese mais provável é a de que alamoth era na realidade uma melodia hebraica”. Mesmo assim, com base na informação de alamoth (mulheres) tocando tamborins no Salmo 68:25 você conclui que “há uma forte possibilidade de que o Salmo 68 esteja descrevendo em linguagem poética o próprio transporte da arca e do seu reestabelecimento em Jerusalém, especialmente os versos 24-25”.
Você diz que vários comentaristas apoiam esta idéia. Mas aqueles que você cita dizem que “parece evidente que [o Salmo 68] foi composto naquela ocasião festiva e alegre”. Outro diz que “a ocasião do Salmo poder haver sido em um contexto de vitória, na qual a arca é trazida para Sião.” Outro diz “o Salmista descreve um evento feliz, como quando Davi trouxe a arca para Jerusalém”. Outro ainda diz que “Este Salmo pode ter sido cantado na cerimônia do transporte da arca de Quiriate-Jearim a Jerusalém.”
Na verdade, dois deles dizem o que você conclui, mesmo assim dizem que isso é apenas uma possibilidade. Os outros dois dizem que o salmo pode ter tido alguma relação com o evento, como que tivesse sido cantado ali.
A despeito disso, com base nessas evidências fluidas, você conclui: “Se o Salmo 68 de fato baseava-se no transporte da arca da aliança de Quiriate-Jearim a Jerusalém ou estava de alguma maneira relacionado a ele, então não há dúvidas de que o tamborim das alamoth fez parte também da segunda tentativa de trazer a arca.”
O texto de 2Sm 6:20-22 não diz que Davi dançou com as mulheres. Diz que Davi dançou e isso na presença das mulheres. Os dois textos de Crônicas e Samuel são claros em dizer que só Davi dançou.
Mesmo assim, você diz que, “com base no Salmo 68:24-25 e no relato de 1 Crônicas 15, é seguro concluir que as liras (ou alaúdes) dos levitas (v. 20) tocavam ‘al alamoth’, a melodia hebraica Alamoth das virgens que dançavam e tocavam tamborins, enquanto as harpas respondiam em estilo antifonal (responsivamente) ou em contracanto, tocando ‘al ha sheminith’, a melodia Sheminith e marcando também o ritmo antifonal (v. 21). O povo, incluindo as virgens celebravam com seus tamborins e dança, acompanhavam a procissão, cada grupo respondendo ao outro em sua melodia e tessitura vocal e cada qual adicionando seus instrumentos à música. Esta prática de coros antifonais pode ser vista no Salmo 136.”
Todo o seu argumento depende necessariamente da tradução de al-alamoth e de sua possível ligação com o Salmo 68:24-25.
Gostaria de destacar que, com base nessa “possível” tradução e na “possível” ligação com o Salmo 68, você está relativizando as cinco outras referências claras aos instrumentos sem menção de tambores nesse contexto de 1Cr 15 e 16.
Quanto ao sentido de alamoth nesse relato, precisamos considerar que o termo está precedido da preposição al, que significa “em” ou “sobre”, e o substantivo literalmente significa “virgem” ou “donzela”. Mas, por que nenhuma versão faz essa leitura? Muito simples. O texto fica totalmente desconexo, como: “... com alaúdes em voz de virgens”, ou “... com alaúdes em tom de donzelas”, ou ainda “... com alaúdes em virgens”. Na verdade essa tradução literal já sugere o que os tradutores entenderam, o sentido é de uma voz musical, como das virgens.
Lembre-se que tradução não é um trabalho mecânico de simplesmente se trocar palavras duma língua por palavras de outra língua. Tradução é interpretação, principalmente em se tratando do hebraico. No hebraico, alguns verbos estão só implícitos, há frases longas com apenas duas ou três palavras, outras sem sujeito, há diversos substantivos concretos que representam conceitos abstratos, como em 1Reis 20:31, onde “cordão” significa “cativeiro”, em outra parte diz “sai-lhes o vento, e eles morrem”. Assim, o tradutor do hebraico precisa deduzir e interpretar freqüentemente.
Tendo isso em vista é que a maioria das versões não traduzem 1Cr 15:20 com o uso de “virgens”, ou “donzelas”, ou “melodias”, mas por “soprano” ou “agudos”. Assim, a tradução fica coerente com o contexto, uma vez que os versos imediatos tratam de tonalidades dos instrumentos. E é também coerente com a construção e o uso da preposição al, que é “em”. Como você poderia ler um texto como: “... com alaúdes em donzelas”? Fica estranho. Essa estranheza significa para o tradutor que a interpetação está errada.
Os melhores léxicos não dão à palavra alamoth o sentido de “melodia”, mas de “virgem” ou “donzela” como sentido literal, e “soprano” e “falsete” como sentido figurado, que é claramente o caso deste texto de Crônicas, como boa parte das versões o traduzem.
Diante das questões de tradução envolvendo al-alamoth, é evidente que o texto não poderia ser colocado em confronto com os demais versos do mesmo contexto no sentido de inserir aí os tambores de qualquer forma, que é o que você parece estar fazendo. Todos os outros versos do contexto não falam desse instrumento, nem das tais “virgens”.
E quanto ao Salmo 68?
Esse salmo não é objeto de unanimidade entre os comentaristas, que discutem sua autoria, unidade e propósito. O que caracteriza o salmo é a figura de Jeová como “guerreiro”.
O salmo fala da arca, mas não é do evento de Davi. Os versos 1 e 2 retratam a ida da arca à frente de Israel no deserto, citando Nm 10:35. Os versos 12 a 17 retratam as vitórias de Deus em favor de Israel numa clara referência à conquista da terra prometida, com o “Sinai” tornando-se santuário (v. 17), e o Sião sendo escolhido em lugar de Basã (v. 15), eventos claros da conquista de Canaã.
Os versos 24-26 em que você baseia a possível ligação com o evento de Crônicas, fala de Deus e não do povo, em primeiro lugar: “Viu-se, ó Deus, o teu cortejo, o cortejo do meu Deus, do meu Rei, no santuário” (v. 24, ARA). “Ó Deus, eles têm visto os teus caminhos; os caminhos do meu Deus, meu Rei, no santuário” (ARC). “É bela a tua marcha triunfal, ó meu Deus e meu rei, quando sais do teu santuário” (SBP). O sentido nesta última versão é que Deus vence os inimigos e e volta vitorioso para o seu santuário.
O sentido de guerra e luta é claro e descarta qualquer ligação com Crônicas. Veja: “Deus parte a cabeça dos seus inimigos” (v. 21), e “para que banhes o pé em sangue, e a língua dos seus cães tenha o seu quinhão dos inimigos (v. 23). Esses são os versos imediatos dos versos (24-25) que você diz referirem-se ao transporte da arca, aquela festa alegre e religiosa.
Com tanto sangue, é difícil de ver nesses versos imediatos ao verso 25 que fala das “donzelas”, uma referência à alegre festa do transporte da arca. No contexto de Crônicas, Deus diz que Davi não faria uma casa para ele exatamente porque Davi era “homem de sangue”.
Assim, este salmo 68 tem sido visto como um salmo que fala das vitórias de Deus em favor de Israel contra inimigos, na conquista de Canaã. E não há uma relação clara entre os eventos que ele reflete e o transporte da arca, a menos que versos sejam tirados do contexto, o que nunca deve fazer o estudioso da Bíbla especialmente em questões controversas.
Se você encontrar outras fontes fora da Bíblia que contradigam as declaracões bíblicas, prefira sempre a Bíblia. Essas fontes da tradição têm valor mas só para confirmar o que a Bíblia diz, nunca para dizer o que devemos saber ou entedender na Bíblia.
Você tem dito muitas vezes que não há nenhum texto claro que proiba o uso de tambores. Certamente, mas eu nunca escrevi que Deus proibiu os tambores ou outra coisa qualquer nesse contexto. O que está claro na Bíblia e nos textos que escrevi é que Deus indicou um modelo de louvor em substituição ao que Israel fazia. Isso não significa que Deus reprovou o que era feito, mas que ele estava indicando um caminho melhor e mais seguro. Da mesma forma que ele não rejeitou os homens que tinham mais de uma mulher, mas depois ele mostrou que seu povo devia eliminar aquele costume.
Há muitos temas que não estão dados claramente na Bíblia, mas os servos de Deus estudam e chegam à luz revelada. O juízo investigativo não é referido na Bíblia, mas está claro para todos os adventistas que esse juízo está em andamento, sendo uma doutrina capital da fé adventista. A trindade não é afirmada pela Bíblia, a palavra não está na Bíblia. Mas o estudo dos diversos textos mostra que é assim que a divindade existe. Os adventistas entendem que devem evitar o uso de alimentos de origem animal hoje, mas a Bíblia não os proíbe.
Note que a verdade nem sempre é dada “de graça” por Deus. Ellen White até diz que “é plano de Deus dar suficiente evidência do caráter divino de Sua obra para convencer a todos quantos desejam sinceramente conhecer a verdade. Mas ele nunca remove toda a oportunidade de dúvida. Todos quantos desejam pôr em dúvida e cavilar encontrarão ensejo” (ME, I, 72, grifado). Jesus mesmo disse que falava por parábolas “para que nem todos entendessem” (Mc 4:12), e deixa claro que a verdade precisava ser buscada com oração, humildade e estudo. Tem verdade escondidas, que só o “garimpeiro” descobre. Mas quando descobre elas aparecem claramente, sem necessidades de qualquer malabarismo exegético. Ellen White ainda diz: “Os que cavam abaixo da superfície descobrem às escondidas gemas da verdade” (ME, II, 39).
Você não vai encontrar na Bíblia uma proibição de certas coisas da forma como espera.
Outro ponto que gostaria que você pensasse com cuidado é seu artigo a respeito do fanatismo da “carne santa”. Você diz que Ellen White não focaliza a discussão na questão da música, mas apenas no problema teológico, quando fala do assunto em Mensagens Escolhidas (ME). Também diz que ela não está falando dos “últimos dias”, no tempo da volta de Cristo.
Ela faz uma profecia acerca da música do movimento da “carne santa”, dizendo que tal liturgia iria voltar nos últimos dias.
Mas na verdade, nos diversos textos em que ela fala sobre o assunto, ela volta toda hora ao problema litúrgico, até mais do que dá atenção ao problema teológico. Veja com cuidado alguns deles, onde grifei certas palavras:
1) “Havia exaltação, com ruído e confusão. Não se podia distinguir uma coisa da outra. Alguns pareciam estar em visão, e caíam por terra. Outros pulavam, dançavam e gritavam. Declaravam que, como sua carne estivesse purificada achavam-se prontos para a trasladação. Isto repetiam e repetiam. Dei meu testemunho em nome do Senhor, manifestando Sua reprovação a essas manifestações” (ME, II, 34).
2) “A maneira por que têm sido dirigidas as reuniões em Indiana, com barulho e confusão, não as recomendam a espíritos refletidos e inteligentes. O Senhor deseja manter em Seu serviço ordem e disciplina, não agitação e confusão” (ME, II, 35).
3) “As coisas que descrevestes como ocorrendo em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo” (ME, II, 36).
4) “O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruído. Isso [o ruído] é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo. É melhor nunca ter o culto do Senhor misturado com música do que usar instrumentos músicos para fazer a obra que, foi-me apresentado em janeiro último, seria introduzida em nossas reuniões campais. A verdade para este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de converter almas. Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção. As forças das instrumentalidades satânicas misturam-se com o alarido e barulho, para ter um carnaval, e isto é chamado de operação do Espírito Santo” (ME, II, 36).
5) “Nenhuma animação deve ser dada a tal espécie de culto”. Veja que ela não fala da doutrina da carne santa, mas do culto (ME, II, 37).
6) “O Espírito Santo nada tem que ver com tal confusão de ruído e multidão de sons como me foram apresentadas em janeiro último. Satanás opera entre a algazarra e a confusão de tal música, a qual, devidamente dirigida, seria um louvor e glória para Deus. Ele torna seu efeito qual venenoso aguilhão da serpente (ME, II, 37).
7) “Essas coisas que aconteceram no passado hão de ocorrer no futuro. Satanás fará da música um laço pela maneira por que é dirigida” (ME, II, 38).
8) “Alguns [fanáticos depois de 1844] dançavam para cima e para baixo, cantando: "Glória, glória, glória, glória, glória, glória." Por vezes eu ficava sentada quieta até que eles terminassem, e então me erguia e dizia: "Esta não é a maneira por que o Senhor opera. Ele não causa impressões assim. Precisamos dirigir a mente do povo à Palavra como o fundamento de nossa fé” (ME, II, 42).
9) “Temo qualquer coisa que tenha a tendência de desviar a mente das sólidas provas da verdade tal como se revela na Palavra de Deus. Temo isto; temo isto. Precisamos pôr nossa mente dentro dos limites da razão, não seja que o inimigo penetre de maneira a pôr tudo em desordem” (ME, II, 43).
10) “Cumpre-nos fortalecer nossa posição demorando a mente na Palavra, e evitando todas as esquisitices e cultos religiosos estranhos que alguns seriam muito prontos em pegar e praticar. Caso permitíssemos que a confusão penetrasse em nossas fileiras, não poderíamos libertar disso nossa obra” (ME, II, 44).
11) Sobre um casal de reavivalistas fanáticos, ela diz: “No falar, cantar e em exibições estranhas, que não estão em harmonia com a obra genuína do Espírito Santo, sua mulher está ajudando a introduzir um aspecto de fanatismo que causaria grande dano à causa de Deus, caso lhe fosse permitido qualquer lugar em nossas igrejas” (ME, II, 45).
12) “Meu irmão e minha irmã, tenho uma mensagem para vós: Estais baseados numa falsa suposição. Há muito do próprio eu entretecido em vossas exibições. Satanás entrará com fascinante poder através dessas exibições. É mais que tempo de vos deterdes” (ME, II, 45).
Veja como ela se concentra no problema da liturgia consistentemente. E expressa mais preocupação com esse assunto do que com o problema teológico da “carne santa”, para o qual ela se limita a umas poucas referências. A liturgia é o carro-chefe para do fanatismo. Isso está claro na maneira de ela expressar suas preocupações.
Ellen White fala sobre instrumentos musicais no sentido de recomendar seu uso. E diz: “Não nos devemos opor ao uso de instrumentos musicais em nossa obra” (Obreiros Evangélicos, 357). Você cita esse texto, e creio, mas não explica que nesse contexto ela estava orientado igrejas onde havia gente que considerava errado usar instrumento musical, e que Deus só aceitava a voz humana no louvor.
Bem, gostaria de concluir com algumas observações
Tudo que já escrevi sobre o assunto da música, sempre do ponto de vista teológico e bíblico, não significa que considero como membro da igreja que nossa música é “ruído” e “confusão”. Pelo contrário, a música adventisdta sem dúvida está entre as mais sacras entre todos os evangélicos. Enquanto outras denominações têm caído para uma completa perda da noção da música sacra e do culto de louvor, aceitando tudo que é mundano, a igreja adventista por causa de sua visão profética, tem mantido uma música mais próxima dos padrões divinos. E nessa distinção que está a sua força.
Mas há certas regiões em que nossa igreja tem pendido para um liturgia perigosa.
A igreja brasileira tem mantido uma liturgia mais pura, e isso certamente se deve ao nível de “adventismo” que ainda temos mantido. Quando falo de nível de adventismo, quero dizer que há uma tendência de nos tornarmos evangélicos. Mas nós não somos evangélicos. A igreja adventista é a igreja remanescente. Ela está à frente das demais e precisa estar para cumprir seu papel, do contrário ela se tornará irrelevante. Nossa relevância não consiste de sermos modernos, atuais e esclarecidos ao modelo do mundo. Mas em sermos bíblicos, fundados na Revelação divina em tudo que fazemos, em doutrina e prática.
Assim, meu ponto de vista sobre a música na igreja adventista é mais no sentido de precaução e de uma busca pelo que é ideal, mesmo que não o possamos atingir completamente.
Espero ter sido bem compreendido.
Que Deus continue com você e sua família.
Vanderlei Dorneles
Fonte Gilberto Theiss
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