14 Fevereiro 2012

Sob a Batuta do Mestre

Arnely Schulz
Volume I – A Queda da Música (trechos)

Assim como a raça humana está se depreciando a cada ano que passa por sua condição de pecadora, o mesmo está denotado na música que faz, pois, em sua arte está refletida a sua história. Ao analisarmos sua música, detectamos a decadência de uma raça deteriorada moral e espiritualmente.

Esse louvor por meio da música praticado e rotulado como sendo ao Eterno Deus tem fluído carregado de emoção e se mantém pela força de uma composição que promove facilmente o mundanismo, que encoraja o exibicionismo, fazendo com o evangelho seja apresentado como mero entretenimento, revelando e reforçando uma falta de fé no poder essencial da Palavra de Deus.

Lamentavelmente, a igreja, foi vitimada, contagiada e contaminada de forma implacável pela peste da rotulada “música alienígena” combatida por Confúcio no Reino de Loo. Hoje essa música alienígena está representada pela música mundana, dissonante da realidade espiritual requerida urgentemente pelo povo que cultiva no profundo do ser o desejo inigualável de envolver-se numa atmosfera santa e celeste em seus cultos de adoração, na Casa do Senhor. E que almeja usufruir do louvor e do ambiente de adoração ao Criador, no lar celestial.

Essa “música alienígena” desarmonizada com o tom sagrado do cristianismo, aos poucos, e de forma dissimulada, alterou gostos e conquistou seu grande espaço. Modificou mentalidades e construiu novas posturas, levando a cabo o grande plano do maligno: a decadência espiritual do povo de Deus. A igreja precisa tomar consciência desse golpe satânico traiçoeiro, que objetivou distanciá-la cada vez mais da verdade e, consequentemente, dos caminhos da salvação.

Arca da Aliança


Durante vinte anos a Arca da Aliança permaneceu em Quiriate-Jeraim (Judá), na casa de Abinadabe, onde foi cuidada por Eleazar por todo esse período (I Samuel 7:1-2).

Foi o próprio Davi, o maior líder de música da época, compositor e ‘luthier’, quem, com todo o seu empenho, dirigiu esse momento de louvor: “Davi e toda a casa de Israel alegravam-se perante o Senhor, com toda sorte de instrumentos de pau de faia, com harpas, com saltérios, com tamboris, com pandeiros e com címbalos” (II Samuel 6:5).

“Davi e todo o Israel alegraram-se perante Deus, com todo o seu empenho; em cânticos, com harpas, com alaúde, com tamboris, com címbalos e com trombetas” (II Crônicas 13:8). Eles deram o melhor de si, mas, sem seleção prévia; e dominados ainda pela influência pagã egípcia, pegaram toda sorte de instrumentos de pau (percussivos) para oferecerem ao Eterno Deus um louvor ‘excelente’. Porém, agiram segundo o próprio querer, esquecendo-se das instruções que lhes haviam sido dadas por meio de Moisés, concernente ao translado da arca – ao como se conduzirem na presença do Todo Poderoso.

“Davi e seu povo tinham-se congregado para efetuar uma obra sagrada, e a ela entregaram-se com o coração alegre e disposto; mas o Senhor não podia aceitar o serviço, porque não era efetuado de acordo com suas orientações... os israelitas tinham em suas mãos uma declaração compreensível da vontade de Deus em todas estas questões, e sua negligência desonrava a Deus... Deus não pode aceitar uma obediência parcial, uma maneira frouxa de tratar os Seus mandamentos. ... Assim a morte daquele homem (Uzá), levando o povo ao arrependimento, poderia impedir a necessidade de infligir juízos sobre milhares” (Patriarcas e Profetas, pp. 705,706).

A morte de Uzá abalou Davi. Ele pensou que era conveniente e confortável levar a arca em um carro novo, com riscos mínimos de acontecer algum problema ao invés de levá-la aos ombros, sobre varas, seguindo às instruções do Senhor a Moisés. Era agradável ao longo dessa caminhada estar alimentando aos sentidos e o corpo com o som dos instrumentos percussivos, isso até estimularia o físico a manter-se em movimento. “Então, a ira do Senhor se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali por esta irreverência; e morreu ali junto à arca de Deus” (I Samuel 6:7).


Ora, que diferença faz louvar ao Senhor com instrumentos de pau de faia (percussão), com instrumentos de sopros ou de cordas? Certamente que essa diferença consiste na mesma que exigiu o transporte da arca aos ombros e não no carro novo; na mesma que implicou que a arca fosse transportada pelos levitas e não por outros. Essa diferença está arraigada na mesma força e magnitude da guarda do sábado e não do domingo ou qualquer outro dia da semana; no poder que ordenou a Moisés falar à rocha e não a bater nela para que a água jorrasse. Essa diferença também está alicerçada no mesmo princípio pelo qual foi ordenado a Davi que não procedesse com o censo do povo de Israel. As consequências dessas atitudes são biblicamente muito claras a cada cristão; deveríamos nós diante de tais evidências, continuar duvidando dos princípios eternos relativos à música e à condução do louvor ao Altíssimo aqui no reino das trevas?

Davi fez como o Senhor pediu (I Crônicas 15:12-13)

Ele recorre humildemente ao Senhor para ter certeza plena da Sua verdadeira vontade. Dessa vez, seria diferente. O músico agora não queria fazer aquilo que lhe parecia conveniente. Ele queria, sim, oferecer ao Eterno Deus aquilo que lhe seria aceitável e agradável.

Davi então, na presença do Rei da Glória, fez cessar o uso dos instrumentos de percussão (aqueles herdados, pelo povo de Israel, dos costumes pagãos do Egito) como tamboris, pandeiros e “toda sorte de instrumentos de pau”, determinando que fossem utilizados na Casa do Deus Eterno, para adoração e louvor somente instrumentos de sopro, de cordas e percussão melódica, ora representados: os sopros (trombetas, clarins), as cordas (alaúdes, liras, saltério e harpas); percussão melódica (címbalos), que soavam como pequenos sinos. (I Crônicas 15:16)


Foi a partir desse contexto (ver I Crônicas 15:2-3, 16, 27-28) que toda adoração e louvor ao Deus Eterno, tanto no reinado de Davi quanto em outros reinados, que foram submissos à vontade do Senhor, passaram a oferecer então o louvor, requerido pelo Rei da Glória, cujo propósito original estava em conduzir o homem à semelhança do Seu Criador... (I Crônicas 16:4-5; 25:1, 6, 7; II Crônicas 29:25; I Crônicas 6:31, 32; II Samuel 6:15).

No reinado de Davi, a música era prioridade, os músicos eram orientados e capacitados para exercerem esse ministério na casa do Senhor: “O número deles, juntamente com seus irmãos instruídos no canto do Senhor, todos eles mestres, era de duzentos e oitenta e oito”. I Crônicas 25:7.

Foi por meio de suas trombetas, seus saltério, seus címbalos, alaúdes e harpas, “instrumentos músicos de Deus” (I Crônicas 16:42) que Davi deixou as marcas na vida de uma grande nação.

Alegra-nos o fato de que Davi teve tempo para corrigir a sua música. E nós o que faremos? Que tempo ainda nos resta, como o povo escolhido, para reparar esse mesmo erro? O que fazer para resgatar o verdadeiro louvor de Israel em nossas vidas?

Procurava [Davi] vencer as provas com sacrifícios de louvor rendendo graças ao Eterno por todas as dificuldades, pois sabia que essas dificuldades o lapidavam, faziam-lhe crescer espiritualmente, preparavam-lhe para as grandes realizações e o conduziam ao céu. E, “porquanto Davi fez o que era reto perante o Senhor e não se desviou de tudo quanto lhe ordenara, em todos os dias da sua vida, senão no caso de Urias, o heteu” (I Reis 15:5).

A experiência equivocada vivida por Davi no translado da arca modificou o rumo do seu ministério. Embora tivesse oferecido ao Senhor o seu melhor carro, a sua melhor música, afinal, se percebia tudo muito agradável e isso satisfazia perfeitamente a Davi e ao povo, mas não estava agradando em nada ao Eterno Deus. O Senhor ficou tão irado que se manifestou com morte.

Certamente que você tem feito também o seu melhor quanto aos louvores que tem oferecido a Deus. Tem feito com zelo, com carinho, dedicação; tem se esforçado. Tem cantado as músicas que você mais gosta, que são agradáveis a você; mas, já perguntou ao Senhor se Ele tem se agradado da música que O tem oferecido? Se Ele tem aceitado esse louvor ou tem se irado ao ouvi-lo? Por favor, amigo, não espere que Ele responda com a morte.

Pare! Reflita um pouco: a música que tem cantado tem unido o povo do Senhor ou tem causado separação entre as pessoas? Ela afugenta o maligno ou quando você precisa expulsar demônios tem que recorrer aos cânticos antigos? Ela tem transformado verdadeiramente a sua vida ou você continua vivendo aparentemente consagrado perante a sua congregação? Essa música tem alicerçado a sua vida nos princípios eternos, nos santos mandamentos? Tem lhe separado do mundanismo? Qualquer pessoa que ouve a sua música de louvor a Deus - mesmo sem entender a letra - percebe que ela é diferente das músicas do mundo? Essa música tem selado você como um cidadão do Reino Eterno?

Trechos selecionados por Horne P. Silva a partir do livro Sob a Batuta do Mestre, vol. 1 “A Queda da Música”, de Arnely Schulz

Fonte Música e Adoração

06 Fevereiro 2012

Terremoto de 6,7 nas Filipinas deixa sete mortos



Trabalhadores e estudantes correm após serem atingidos por um terremoto com magnitude de 6,7 na rua principal Honkera, da cidade de Cebu, no centro das Filipinas. Pelo menos sete pessoas morreram. 06/02/2012  REUTERS/Stringer

MANILA, 6 Fev (Reuters) - Um terremoto de magnitude 6,7 matou pelo menos sete pessoas nesta segunda-feira nas Filipinas, incluindo duas crianças. Órgãos públicos e escolas fecharam por causa de quase 40 tremores secundários registrados depois do sismo na costa da ilha de Negros, na região central do arquipélago.
Uma criança morreu depois de ser retirada dos escombros de uma capela, e uma menina de nove anos foi morta no desabamento de uma parede numa escola, segundo autoridades.
O terremoto teve foco a 10 quilômetros de profundidade e seu epicentro foi no mar, a 5 quilômetros da cidade de Taysana, na província de Negros Oriental, segundo estimativas locais. Já o Serviço Geológico dos EUA calculou que o foco foi a 20 quilômetros de profundidade. Um prédio de três andares desabou na localidade de La Libertad, e alguns bangalôs de veraneio foram destruídos por ondas.
As autoridades já suspenderam um alerta de tsunami. Algumas pontes, estradas e casas tiveram rachaduras, mas as principais rodovias continuaram transitáveis. O governo filipino disse que o perigo imediato parece ter passado, mas aconselhou a população a permanecer atenta.
A TV local mostrou moradores saindo às pressas de edifícios e se reunindo em áreas abertas, e crianças chorando.
"Aconselhei nossa gente a voltar para casa e permanecer calma. Apelo ao nosso presidente por ajuda. Mal nos recuperamos do tufão Sending, e agora esse terremoto", disse a uma TV o governador de Negros Oriental, Roel Degamo referindo-se ao tufão que matou cerca de 1.250 pessoas em dezembro no sul filipino.
O terremoto foi sentido em um raio de cerca de 110 quilômetros.
No fim de semana, os sismógrafos dos EUA já haviam registrado um terremoto de magnitude 5,6 na costa da província de Samar, também no centro das Filipinas, a noroeste de Negros.
As Filipinas ficam no chamado "Anel de Fogo" do Pacífico, região propensa a terremotos e erupções vulcânicas. Em 1990, um terremoto de magnitude 7,8 matou mais de 1.600 pessoas no norte do arquipélago.
Nota: A cada ano que passa os sinais se tornam mais intensos.

05 Fevereiro 2012

Urgente...

Sexta-feira (3/2), nós recebemos um e-mail através da página contato de uma pessoa que está passando por problemas familiares sérios, inclusive com manifestação demoníaca. Essa pessoa solicita oração. Gostaríamos de conclamar a todos os leitores deste blog para orar por essa pessoa.

Por motivos de privacidade, não revelaremos o seu nome. Mas o nosso Senhor Jesus Cristo a conhece muito bem.

Gostaríamos de solicitar à pessoa que encaminhou o e-mail, que entrasse novamente em contato conosco através do e-mail restaumaesperanca@hotmail.com, pois você digitou seu e-mail incompleto na mensagem que nos enviou e nós gostaríamos de ajudá-la, por favor, entre em contato.

Estamos orando por você e aguardando seu retorno.

Equipe Resta Uma Esperança

31 Janeiro 2012

Quarto terremoto do mês no Peru afeta 712 pessoas e deixa 491 feridas

Tremores de terra atingiram 39,2 quilômetros de profundidade, a 15 quilômetros de Ica e a 280 da capital peruana, Lima.


O terremoto de magnitude 6,2 graus na escala Richter que atingiu o Peru na segunda-feira, dia 30, afetou 712 pessoas, das quais 491 ficaram feridas.

Foram registrados os desabamentos de duas casas e danos em 141, sendo que 107 moradias foram declaradas sem condições nas províncias de Ica e Pisco. As informações são da Defesa Civil peruana.

De acordo com as autoridades, os feridos sofreram hematomas e perfurações provocadas por vidros quebrados. Apenas um paciente teve lesão grave nas mãos. A Ministra da Mulher e Populações Vulneráveis, Ana Jara, e o ministro da Defesa, Alberto Otárola, inspecionaram as áreas atingidas na segunda.

O terremoto foi o pior registrado desde o começo do ano no país. Os tremores de terra atingiram 39,2 quilômetros de profundidade, a 15 quilômetros de Ica e a 280 da capital peruana, Lima. No Peru, os terremotos são frequentes. Do começo do mês até esta terça-feira, 31, houve quatro registros – nos dias 30, 19, 17 e 8. A magnitude desses tremores variou de 4,5 graus na escala Richter a 6,3.

Fonte Novo Hamburgo Notícias

04 Janeiro 2012

Irã reitera advertência contra Marinha americana no Golfo

O ministro da Defesa do Irã, general Ahmad Vahidi, reiterou nesta quarta-feira a advertência contra a presença da Marinha americana no Golfo Pérsico.

"Sempre afirmamos que a presença de forças não regionais no Golfo Pérsico era nociva e só poderia criar distúrbios. Portanto, pedimos que não estejam presentes nesta via marítima", declarou o militar, citado pela agência iraniana Mehr.

"O Irã fará todo o possível para preservar a segurança no Estreito de Ormuz", completou. Na terça-feira, o general Ataollah Salehi advertiu o porta-aviões americano USS John C. Stennis, que atrevessou o Estreito de Ormuz e está no Mar de Omã, que não retorne ao Golfo Pérsico.

A passagem do USS John C. Stennis pelo Estreito de Ormuz aconteceu durante as manobras navais iranianas que duraram 10 dias na mesma região. Apesar das ameaças, Washington prometeu na terça-feira manter os navios de guerra mobilizados na região do Golfo.

Na segunda-feira, último dia das manobras navais, o Irã testou vários mísseis de cruzeiro, em particular os Ghader e Nur, com alcance de 200 km e que podem atingir alvos no Estreito de Ormuz, no Mar de Omã e no Golfo Pérsico.

Fonte Terra

20 Dezembro 2011

É Realmente Importante Que Música Escolhemos Ouvir?

Telefone para uma linha aérea. Entre num supermercado. Pare num banco. Entre no quarto de um adolescente. Você não pode escapar. De acalmante a perturbante, de rock a rap, de clássico a popular, a música está em todo lugar; é quase onipresente.


Mas temos nós alguma escolha? Nesta era de explosão tecnológica audiovisual, podemos realmente escolher a música que ouvimos? Existem princípios aplicáveis à música que apreciamos? À música que ensinamos? À que tocamos?

Por séculos o debate sobre música tem sido o centro de atenção. Músicos, filósofos e teólogos têm discutido questões referentes aos efeitos de diferentes estilos musicais nas emoções humanas e padrões de comportamento. A religião tem tentado distinguir um papel para   música na adoração e louvor. Educadores não têm ficado para atrás no debate.

A Bíblia descreve o papel vital da música na religião e cultura judaica bem como na igreja cristã primitiva. Observe a variedade dos estilos musicais e usos que se encontram na tradição bíblica: O cântico de Moisés reafirma o ato triunfal de libertação de Deus (Êxodo 15). Davi usou a música como terapia para Saul (I Samuel 16:14-23). Esdras relatou a vinda de 200 cantores e cantoras para ajudar a restabelecer o louvor no novo templo de Jerusalém (Esdras 2:65). Os Salmos e Cantares de Salomão no cânone sagrado atestam o valor da música na época do Antigo Testamento. A instrução do apóstolo Paulo referente ao canto mostra o valor que a igreja primitiva dava à música
(I Coríntios 14:15; Efésios 5:19; Colossenses 3:16).

A história da igreja continua a gravar esta tradição. Lutero e Calvino tinham fortes convicções sobre o papel da música no louvor congregacional e na vida dos crentes individualmente.1 De Lutero, recebemos uma rica herança de música para a igreja, incluindo o famoso hino da Reforma, “Castelo Forte”.

Música não é uma preocupação só da igreja. É também uma preocupação de educadores. Allan Bloom afirma:

Mesmo que alunos não tenham livros, enfaticamente terão música. Nada é mais singular a respeito desta geração que a dependência da música. Esta é a era de música e dos estados de espírito que a acompanham… Hoje, uma grande parte de jovens entre as idades de dez e vinte anos vivem para a música. Ela é sua paixão; nada lhes estimula mais que ela; não conseguem levar a sério nada que seja alheio à música… Nada ao seu redor — escola, família, igreja — tem de ver com seu mundo musical.2

O psiquiatra inglês Anthony Storr acrescenta: “Música é tão livremente disponível hoje que negligenciamos ou subestimamos seu poder para o bem ou mal.”3

É dentro desta perspectiva social que os Adventistas do Sétimo Dia procuram estabelecer uma filosofia sobre a música que fortaleça o relacionamento individual com Cristo e os princípios de Seu reino.

Música na Igreja Adventista

Ellen White escreveu extensivamente sobre o poder de canções e da música.4 Princípios bíblicos juntamente com pontos de vista publicados de Ellen White têm provido uma base para o desenvolvimento da filosofia adventista sobre música. Suas afirmações neste assunto podem ser resumidos da seguinte maneira:
  • A música é uma dádiva de Deus, feita para inspirar e elevar o indivíduo. Esta dádiva pode ser pervertida para servir maus propósitos, e como tal é um dos agentes mais fascinantes da tentação.
  • A música ajuda a memorizarmos a Palavra de Deus. “Existem poucos meios mais eficazes para gravarmos Suas palavras na memória que repeti-las numa canção.”
  • A música é “um dos mais eficazes meios de impressionar o coração com a verdade espiritual”.
  • A música é uma valiosa ferramenta educacional tanto no lar como na escola. Cantar leva pais, professores e alunos mais perto de Deus e de um ao outro.
  • “Como parte do serviço religioso, cantar é tanto um ato de louvor como o é a oração.”
  • Através da música “a comunhão celeste começa na Terra. Aqui aprendemos a nota tônica da sua adoração.”
Em 1981 a Associação Geral publicou “Guidelines Toward a Seventh-day Adventist Philosophy of Music” (Princípios para a Filosofia Adventista do Sétimo Dia Sobre a Música).5 O panfleto, baseado nos ensinos bíblicos e afirmações de Ellen White, provê sugestões para ajudar-nos a encarar assuntos relacionados à música que vêm a tona de vez em quando. Revistas da igreja adventista também continuam a discutir estas questões.

Lidando com a mudança na música

Com base nestes conceitos, podemos encontrar conceitos e idéias para ajudar-nos a lidar com o continuamente mutante, desafiante e por vezes caótico mundo da música? Acho que sim. Minha experiência como músico, educador e ministro de música tem me levado a desenvolver o seguinte quadro de princípios de onde cada indivíduo pode fazer escolhas inteligentes.

1. A música deve glorificar a Deus. Seja qual for a música que escolher para ouvir ou tocar, seja sagrada ou secular, deve ser para a glória de Deus. Quando toco tenho sempre que tentar oferecer meu melhor. Uma apresentação descuidada e sem preparo não honra a Deus. “Cristãos que desculpam sua mediocridade com racionalizações de auto-piedade parecem culpados de não entender a extensão do chamado de Deus em suas vidas.”6

2. A música, em si, não torna ninguém moral ou imoral. Isto não quer dizer que a música não afeta a moralidade! Isto só quer dizer que a preferência de um estilo musical (clássica, folclórica, evangélica, popular, etc.) não deve ser igualada com o relacionamento de alguém com Deus. Só porque eu gosto da música de Bach, Beethoven e Brahms não me faz uma pessoa mais moral que meu amigo que gosta de Steve Green e Sandy Patti. Ao lidar com estética pode ser bom refletirmos no que Harold Best disse: “A beleza de Deus não é beleza estética mas beleza moral e ética. A beleza da criação não é beleza moral; é beleza estética, beleza artística. Beleza estética constitúi-se na forma e qualidade em que algo é feito ou dito. Verdade constitúi-se no que é dito.”7

3. A música deve ser apropriada. Enquanto um traje de banho é apropriado para a praia, não o é para a igreja. O mesmo princípio pode ser aplicado para a música. Nem todos os estilos de música são apropriados para todas as ocasiões, e alguns estilos podem nunca ser apropriados para o cristão. O que pode ser perfeitamente legítimo para uma melodia emotiva de canção de amor pode não ser apropriado para um culto de adoração. O contexto é diferente. Deve a música de adoração concentrar-se no prazer emocional em lugar do louvor a Deus? No nosso mundo dirigido pela diversão, devemos ser cuidadosos ao distinguir entre diversão e adoração. Adoração é o que oferecemos a Deus; diversão é uma apresentação ou show com o propósito de entreter e distrair.”8

4. A cultura condiciona preferências musicais. A norma para música que é aceitável varia dependendo do país e da cultura. Os adventistas devem avaliar sua música dentro de sua cultura e decidir o que expressa e o que não expressa uma visão positiva cristã.

5. O mundo da música popular não é totalmente condizente com valores cristãos. Quem hoje impõe a moda musical ao redor do mundo não é o lar, a igreja ou a escola mas os interesses comerciais do rádio, televisão e filmes. “A música rock é inquestionavelmente e sem problemas como o ar que os estudantes respiram, e muito poucos têm qualquer gosto pela música clássica.”9 A utopia mundial rock-’n'-roll que a Music TV tenta criar é uma ilustração clara da natureza do problema que enfrentamos com relação às novas tendências na música.

James St. Lawrence e Doris Joyner relataram recentemente sobre sua pesquisa, “Os Efeitos da Música Rock Sexualmente Violenta em Aceitação Masculina de Violência à Mulher.” Descrevendo os resultados de seu estudo, eles escreveram:

“A manipulação experimental envolveu a exposição à música heavy-metal rock, à música heavy-metal rock cristã ou à música clássica calma… Os resultados indicaram que os homens com uma educação religiosa intrínsica [ou seja, não motivados por uma convicção interior] passaram a melhor aceitar visões sexistas e que apóiam o estupro. Exposição à música heavy-metal rock, independente do conteúdo da letra, aumentou a estereotipagem do papel sexual masculino e atitudes negativas para com a mulher.”10

Jeffrey Arnett descobriu que, quando comparados com meninos que não gostavam de música heavy-metal, meninos que gostavam de música heavy-metal demonstraram um “comportamento” mais “irresponsável” referentes ao modo de dirigir, ao sexo e ao uso de drogas. Eles também eram menos satisfeitos com suas relações familiares. Meninas que gostavam de música heavy-metal estavam mais envolvidas em roubos, vandalismos, promiscuidade sexual, uso de drogas e tinham auto-estima inferior áquelas que não gostavam de música heavy-metal.11

O que estas descobertas significam? Pelo menos que igrejas e escolas estão terrivelmente deficientes na obra de tentar alcançar a juventude através da música. Muito da música a que os adolescentes são expostos é essencialmente anti-cristã. Mesmo quando a letra é apropriada, a música anula seu valor.

6. A música pode ser usada para controlar emoções e ações de uma pessoa sem passagem pelo processo de pensamento racional. Como Storr indica: “O poder da música, especialmente quando combinado com eventos emotivos, pode impressionar terrivelmente. No desfile de Nuremberg em 1936, os aplausos ensurdecedores da vasta multidão eventualmente abafaram a música das grandes bandas que tocaram para a entrada de Hitler. Mas as bandas estavam lá muito antes que Hitler aparecesse, precedendo o discurso de Hitler com o seu discurso, preparando a imensa multidão com ansiedade, ajudando e sendo cúmplice da auto-dramatização de Hitler, fazendo acreditar que um fracassado petit bourgeois tornou-se Messias… Não pode haver dúvida de que pela incitação das emoções da multidão e através de assegurar-se de que estas emoções atingissem um clímax juntas, em vez de separadamente, a música pode contribuir poderosamente para a perda de julgamento crítico, e render cegamente aos sentimentos momentâneos, o que é tão característico do comportamento de uma multidão.”12

7. É legítimo para um cristão tocar e ouvir música sagrada e secular. Como cristãos temos que certificar-nos de que a letra e a música elevam nosso espírito acima dos cuidados mundanos da nossa vida.13

8. Música não é uma arte estática. O repertório muda e se expande constantemente. Harold Best observa:

“A igreja tem por séculos travado batalha após batalha sobre a questão de se e como arte e música `tem de ver’ — o que tem de ver em relação a tomar emprestado estilos, formas, processos, melodias, técnicas, texturas, formatos, expressões e instrumentos de fontes seculares… Na hora do tomar emprestado, a batalha é violenta, amarga e provoca divisões. Então conforme o tempo passa, a guerra vai morrendo. O que era anteriormente condenado torna-se meramente questionável, se não totalmente sagrado.”14

Reflexão

Nossos julgamentos na escala de valores são realmente importantes nesta área? O que ouvimos tem afetado nossa vida? Acredito que sua resposta é um resonante “Sim”! Nossas escolhas têm conseqüências eternas; ou elas nos trazem mais perto ou nos distanciam de uma relação mais profunda com Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.

Marvin Robertson (Ph.D., Florida State University) é o diretor do Departamento de Música do Southern College of Seventh-day Adventists, em Collegedale, Tennessee, E.U.A.
Notas e Referências

1. Oliver Strunk, Source Readings in Music History, págs. 59-78; 341-362.
2. Allan Bloom, The Closing of the American Mind (New York: Simon and Schuster, 1987), pág. 68.
3. Anthony Storr, Music and the Mind (New York: The Free Press, 1992), pág. 45.
4. Ellen G. White, Education (Mountain View, Calif.: Pacific Press Pub. Assn., [1903] 1952), págs. 167 ff.
5. Leitores interessados em obter uma cópia deste documento podem enviar um pedido por escrito para o editor da revista Diálogo ao endereço na página 2 deste número.
6. Mark O. Hatfield, Conflict and Conscience (Waco, Texas: Word Books, 1971), pág. 126.
7. Harold M. Best, Music Through the Eyes of Faith (San Francisco: Harper, 1993), págs. 43, 44.
8. The American Heritage Dictionary of the English Language, 1969.
9. Bloom, pág. 69.
10. Janet S. St. Lawrence e Doris J. Joyner, “The Effects of Sexually Violent Rock Music on Males’ Acceptance of Violence Against Women”, Psychology of Women Quarterly 15:1 (março de 1991), pág. 49.
11. Jeffrey Arnett, “Heavy Metal Music and Reckless Behavior Among Adolescents”, Journal of Youth and Adolescence 20:6 (dezembro de 1991), págs. 573-592.
12. Storr, pág. 46.
13. Para achar os pontos de vista de Ellen White, ver Music–Its Roles, Qualities, and Influence as Set Forth in the Writings of Ellen G. White (Washington, D.C.: Ellen G. White Estate, 1972).
14. Best, pág. 41.

Fonte Advir

14 Dezembro 2011

Governos admitem tratamento climático universal

O ponto central da cúpula do clima em Durban foi a aceitação por todos os governos de que se deve negociar, com prazo até 2015, um novo tratado mundial para reduzir as emissões que provocam o aquecimento global.


Durban, África do Sul, 12 de dezembro de 2011. O mundo caminha para um perigoso aquecimento global. Contudo, quando a 17ª cúpula do clima terminava na África do Sul, os governos aceitavam discutir um novo tratado global para diminuir as emissões de gases que provocam o efeito estufa. Após duas semanas de intensas e amargas discussões, às quais se somaram outras 29 horas, os 193 países partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre à Mudança Climática (CMNUCC) acordaram um complexo conjunto de documentos intitulado Plataforma de Durban.

Os textos incluem a continuidade do Protocolo de Kyoto, único tratado mundial obrigatório para reduzir os gases-estufa, a estrutura formal do Fundo Verde para o Clima e novos mecanismos de mercado, entre outros assuntos. Porém, o ponto central, obtido ao amanhecer do dia 11, foi a concordância de todos os governos de que se deve negociar um novo tratado mundial para reduzir as emissões até 2015. Embora isto possa parecer a simples decisão de realizar mais reuniões, esta é a primeira vez que todas as nações aceitam ser governadas por um regime específico no contexto da CMNUCC.

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Fonte Outras Mídias

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08 Dezembro 2011

EUA batem recorde em catástrofes bilionárias

Os Estados Unidos bateram este ano o recorde de desastres naturais que causaram mais de US$ 1 bilhão em prejuízos. Segundo o correspondente da Band em Nova York, Luiz Megale, ao todo ocorreram 12 catástrofes bilionárias, que provocaram perdas de US$ 55 bilhões.

Segundo Megale, o número pode aumentar, já que não foram incluídos os prejuízos causados pelo furacão Lee e a tempestade de neve que atingiu a costa leste norte-americana, que ainda estão por ser contabilizados.

Entre os desastres mais graves registrados do ano estão o furacão Irene, a inundação dos rios Mississipi e Missouri e incêndios florestais no sudeste do país.

O número de catástrofes bilionárias em 2011 superou o recorde anterior, de 2008, quando foram registrados nove desastres.


Fonte Band Notícias

07 Dezembro 2011

Pastora argentina promove culto evangélico em boate com show de travestis

Na avenida Corrientes, entre letreiros em neon, fotos de mulheres semi-nuas nas propagandas dos musicais em cartaz, bares e livrarias que viram a noite, está o teatro Moulin Bleu. A entrada é uma pequena porta na esquina da rua Rodriguez Peña onde um senhor anuncia que é de graça a entrada nas segundas-feiras à noite. É um teatro? Não, é um culto evangélico. Ou melhor: um show de talentos evangélicos.

O teatro fica no segundo andar do prédio. À meia luz, famílias inteiras, prostitutas e travestis aguardam enquanto crianças e garçons circulam pelos corredores. Durante toda a noite é possível comprar vinho, cerveja e uísque e pedir uma pizza. Uma ajudante passa distribuindo folhetos entre as mesas com as informações sobre o culto, que é chamado "Predicando entre Plumas y Strass".

O culto no Moulin Bleu começou há seis anos com o pastor Diego Gebel. Ele morreu em maio do ano passado, aos 47 anos, depois de ter uma parada respiratória enquanto se recuperava de um cateterismo. Quem assumiu a condução do culto foi a viúva dele, Mabel.

É Mabel Gebel, cabelos loiríssimos, vestido preto e capa cintilante, quem abre o culto, às 22h. Ela explica o conceito da noite para os estreantes: Deus ama a todos sem distinção e por isso ela discorda dos evangélicos que têm preconceito contra travestis, prostitutas e homossexuais. No "Predicando entre Plumas y Strass", entra quem quer, se apresenta quem quer.

Mariana A, uma travesti de vestido longo, entra em seguida para fazer um show caribenho acompanhada de dois dançarinos de short curto e sem camisa. Ao longo da apresentação, o vestido é arrancado e ela fica com a bunda à mostra. Os seios em algum momento também vem à público.
Uma senhora ao meu lado, chamada Juana, contou que assiste ao culto toda semana há seis meses, desde que precisou fazer uma cirurgia no joelho e veio morar em Buenos Aires com o filho mais novo. Ele trabalha como ator, visita hospitais infantis da cidade fazendo apresentações circenses e nas segundas-feiras se apresenta no Moulin Bleu.

A noite segue com uma das filhas da pastora cantando uma música evangélica e outra filha fazendo um esquete de humor com um homem que, na verdade, era o porteiro do começo da noite. Mariana A. e outra travesti mais velha, loira, são as que mais fazem apresentações, quase sempre começando deslumbrantes e terminando semi-nuas. Entre um e outro, entra a pastora Mabel para pregar. No discurso mais longo da noite ela contou a história de Davi e Golias. Depois anunciou que mais tarde iria levar a palavra do Senhor a um cabaré.

Duas horas depois, o show chegando ao final, chega a vez do filho da Juana. Ele entra no palco fantasiado de Evita Perón, vestido longo, maquiagem pesada e peruca loira. Com caras e bocas, cantou "Don't cry for me, Argentina". Juana não chorou, mas ficou emocionada.

Fonte Jornal do Brasil

Nota: (Felipe Lemos) O conceito de que Deus ama a todos sem distinção é verdadeiro, porém eu tenho sérias dúvidas a respeito do contexto em que essa afirmação é colocada, especialmente no discurso de igrejas e religiões que se propõem a atraírem fieis a qualquer custo e se tornarem populares. Digo isso porque, de acordo com a Bíblia (que deveria ser levada mais a sério, pois, afinal de contas, é a Palavra de Deus), Deus ama as pessoas tais como são, mas demonstra profundamente o desejo de transformá-las e torná-las pessoas diferentes. Caso contrário, qual seria a razão de o apóstolo Paulo enfatizar, em textos como Gálatas 2:20, que "já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim". E essa atuação de Deus na vida humana é responsável por uma mudança de foco e conduta. A Bíblia apresenta expressões como a graça transformadora. Ora, não é uma graça apenas teórica, etérea, mas que efetivamente produz algum tipo de mudança de paradigmas na vida humana e alteração de rota.

É verdade que cristãos e qualquer ser humano, independente de religião, precisam saber respeitar as pessoas não importa quais seus hábitos. Mas isso não significa que Deus aprova práticas e comportamentos que contraria os próprios princípios que Ele determinou e que refletem Seu caráter puro, santo e imaculado.

Recomendo cuidado para quem quer tornar o cristianismo um produto popular capaz de agradar a todos em conceitos e pensamentos, inclusive os mais baixos possíveis.
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