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31 maio 2012

Aquecimento global: o mar está engolindo a terra?

O aumento do nível do mar é uma das consequências do aquecimento global que mais atemoriza a população mundial que vive nos litorais. Há regiões mais expostas do que outras, mas já há terras alagadas e outras que sabem que estão condenadas a ficar submersas em pouco tempo.

Anote Tong, Presidente da República de Kiribati, um arquipélago situado na zona central oeste do Oceano Pacífico, a nordeste da Austrália, negocia há alguns meses a compra de um uma porção de terra firme do vizinho Fiji para abrigar sua população, diante do temido desaparecimento da nação.

A ilha de Lohachara, situada na baía de Bengala já despareceu. Também o arquipélago de Vanuatu, no Oceano Pacífico Sul, viu suas ilhas mais baixas desaparecerem. E, apenas na região da baía de Bengala, calcula-se que cerca de 70 mil pessoas se tornarão refugiados ambientais nos próximos anos.

A origem da mudança climática na qual nos vemos imersos está "no final do século XIX, com o surgimento da revolução industrial".

Centenas de milhões de pessoas serão afetadas pelo degelo e pela diminuição de geleiras e coberturas de neve como consequência da mudança climática, segundo advertiu um relatório do Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma).

Neste relatório intitulado "Perspectiva Global sobre a Neve e o Gelo", se assinala que "apenas a perda de neve e das geleiras das montanhas da Ásia afetaria aproximadamente 40% da população mundial. E o Ártico está aquecendo quase ao dobro da velocidade que o resto do planeta".

Segundo um recente relatório emitido pelo Centro de Estudos Geológicos (GFZ) de Potsdam (Alemanha), a ilha da Groenlândia, a maior da Terra e situada no norte do Oceano Atlântico, perdeu, entre 2002 e 2011, uma massa de gelo equivalente a 240 gigatoneladas.

Após lembrar que uma gigatonelada equivale a um bilhão de toneladas, o GFZ ressaltou que a massa de gelo derretida na Groenlândia trouxe consigo uma alta do nível das águas de 0,7 milímetro por ano.

MSN Notícias

14 dezembro 2011

Governos admitem tratamento climático universal

O ponto central da cúpula do clima em Durban foi a aceitação por todos os governos de que se deve negociar, com prazo até 2015, um novo tratado mundial para reduzir as emissões que provocam o aquecimento global.


Durban, África do Sul, 12 de dezembro de 2011. O mundo caminha para um perigoso aquecimento global. Contudo, quando a 17ª cúpula do clima terminava na África do Sul, os governos aceitavam discutir um novo tratado global para diminuir as emissões de gases que provocam o efeito estufa. Após duas semanas de intensas e amargas discussões, às quais se somaram outras 29 horas, os 193 países partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre à Mudança Climática (CMNUCC) acordaram um complexo conjunto de documentos intitulado Plataforma de Durban.

Os textos incluem a continuidade do Protocolo de Kyoto, único tratado mundial obrigatório para reduzir os gases-estufa, a estrutura formal do Fundo Verde para o Clima e novos mecanismos de mercado, entre outros assuntos. Porém, o ponto central, obtido ao amanhecer do dia 11, foi a concordância de todos os governos de que se deve negociar um novo tratado mundial para reduzir as emissões até 2015. Embora isto possa parecer a simples decisão de realizar mais reuniões, esta é a primeira vez que todas as nações aceitam ser governadas por um regime específico no contexto da CMNUCC.

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Fonte Outras Mídias

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06 dezembro 2011

Aumenta pressão para acordo na Conferência Climática da ONU



Simpatizantes da Assembleia de Mulheres Rurais dançam e cantam durante manifestação em Durban nesta segunda-feira

A conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas, que termina na próxima sexta-feira em Durban, na África do Sul, se aproxima da hora da verdade, com fortes pressões para se alcançar um acordo que parece incerto e que divide os grandes emissores do planeta, como Estados Unidos, Europa, Brasil, Índia e China.


O principal obstáculo para o avanço das negociações que abrangem 194 países é a definição de como os principais emissores devem se comprometer para cortar as emissões de gases que provocam o aquecimento global, um tema que coloca pressão sobre os Estados Unidos e os grandes emergentes como Brasil e Índia, após um sinal de avanço de China e Europa.

Os negociadores tentam evitar um fracasso como o ocorrido em 2009 em Copenhague, em meio aos alertas científicos sobre a crescente ameaça de que o aquecimento leve a um aumento dos eventos climáticos extremos como inundações e secas, com impactos sobre a segurança alimentar do planeta.
Os países em desenvolvimento estabeleceram como condição principal para se chegar a um acordo em Durban a renovação do Protocolo de Kyoto, único pacto legalmente vinculante que obriga os países ricos a reduzir suas emissões e cuja vigência termina no ano que vem.

Rússia, Canadá e Japão expressaram reservas sobre renovar Kyoto, destacando que não participam deste acordo os maiores emissores do planeta: a China, por ser um país em desenvolvimento, e os Estados Unidos, por não tê-lo ratificado.

A comissária europeia do clima, Connie Hedegaard, expressou claramente nesta segunda-feira a intenção da Europa de renovar o Protocolo de Kyoto, mas reivindicou que os grandes emissores do planeta também assumam um compromisso de longo prazo. "Não podemos continuar tendo grandes emissores obrigados a cortar suas emissões e outros que agem voluntariamente", afirmou a comissária.

A China deu um passo à frente, ao indicar que está disposta a assumir um acordo legalmente vinculante de redução de emissões a partir de 2020. O chefe da delegação chinesa, Xie Zhenhua, especificou que condicionará este acordo a que os países ricos renovem Kioto e acelerem o financiamento para ajudar as nações em desenvolvimento a enfrentar as mudanças climáticas.

"Penso que a China começou a dar a resposta sobre como conseguir um segundo compromisso no Protocolo de Kyoto", elogiou a presidente da conferência e chanceler sul-africana, Maite Knkoana-Mashabena. Os Estados Unidos têm resistido a assumir um documento que os obrigue legalmente a reduzir suas emissões. Representantes de grandes organizações ambientalistas acusaram o país de obstruir a negociação.

"Se os Estados Unidos insistem em impulsionar este perigoso caminho, que fiquem de um lado e permitam que os outros países avancem. Os mais pobres do mundo, que já sofrem o impacto das mudanças climáticas, não podem esperar", afirmou Celine Charveriat, diretora da ONG Oxfam.

A aposta em "um acordo legalmente vinculante é a forma mais efetiva de enfrentar o problema das mudanças climáticas porque obriga os países (...). Neste momento, vemos Europa, China e África do Sul olhando mais para um regime vinculante no futuro, e vemos falta de clareza de Brasil, oposição da Índia e um meio caminho dos Estados Unidos".

Brasil, China, Índia e África do Sul negavam até agora um engajamento com qualquer acordo vinculante, embora mantenham compromissos voluntários. Das negociações que continuam até sexta-feira em Durban também dependem os milionários recursos de ajuda aos países em desenvolvimento para enfrentar os impactos das mudanças climáticas.

China, Estados Unidos, Índia, Rússia e Japão lideram a lista dos maiores emissores do planeta e emitem mais de 50% dos gases de efeito estufa, seguidos de Brasil, Alemanha, Canadá, México e Irã.

Fonte Terra

30 novembro 2011

Degelo do permafrost acelera aquecimento mais que o previsto

O degelo do permafrost, solo que deveria estar permanentemente congelado no Ártico, pode acelerar o aquecimento global mais do que o previsto, afirmou nesta quarta-feira um grupo de cientistas. Por volta do ano de 2.100, o volume de carbono liberado pelo pergelissolo poderia ser entre "1,7 e 5,2 vezes maior" do que o tinha sido previsto até agora, segundo a importância do aquecimento na superfície da terra.

O volume liberado é comparável ao dos gases causadores de efeito estufa resultante do desmatamento atualmente, mas o impacto no clima seria 2,5 vezes maior, já que grande parte do gás emitido será metano (CH4), com efeito 25 vezes maior sobre o aquecimento global do que o dióxido de carbono (CO2).

Atualmente, o desmatamento produz 20% do total de gases de efeito estufa responsáveis pelo aquecimento do planeta. A publicação deste estudo na edição desta quarta-feira da revista científica Nature coincide com a realização da conferência das Nações Unidas sobre o combate ao aquecimento global, inaugurada na segunda-feira passada em Durban (África do Sul) e que visa a dar um novo impulso às negociações sobre o Protocolo de Kioto.

O permafrost cobre permanentemente cerca de um quarto das terras do hemisfério norte. Trata-se de uma reserva gigantesca de carbono orgânico, que contém restos de plantas e animais que foram se acumulando durante séculos. Com o degelo deste solo, estes materiais começam a se decompor, liberando na atmosfera parte deste carbono, na forma de metano e dióxido de carbono.

Segundo estudos anteriores, este fenômeno já teria começado a acontecer em partes da tundra e em alguns lagos de gelo. No total, as terras do Ártico conteriam 1,7 bilhão de t de carbono. Isto representa "cerca de quatro vezes mais do que todo o carbono emitido pelas atividades humanas nos tempos modernos e o dobro do que a atmosfera contém atualmente", afirmam os biólogos americanos Edward Schuur e Benjamin Abbott, em um comentário publicado esta quarta-feira na revista Nature.

Segundo estes cientistas e cerca de 40 outros especialistas da rede Permafrost Carbon Research Network, que assinaram o estudo, isto representa "o triplo" do estimado anteriormente pelos modelos de mudanças do clima.

Fonte Terra

Aquecimento global é real e perigoso, mas sua origem não é só o CO2

Entre estudos e opiniões pessoais, a humanidade continua sem saber ao certo até que ponto a poluição realmente contribui para o aquecimento global. Cientistas americanos apresentam uma ideia interessante: o aquecimento global é sim uma realidade, e seus efeitos podem ser nocivos. Mas isso não é causado tanto pelo excesso de dióxido de carbono (CO2) como se imaginava.

A pesquisa, conduzida por climatologistas da Universidade do Oregon (EUA), é patrocinada pelo programa nacional de paleoclimatologia dos Estados Unidos. E não é por acaso: a teoria formulada está relacionada a essa ciência, que estuda a variação da temperatura da Terra ao longo dos seus mais de quatro bilhões de anos de existência.

Os cientistas fizeram um resgate histórico do clima ao redor do mundo. Eles criticam a maioria dos estudos na área, que só analisam a temperatura do planeta a partir do século XIX, em um contexto após a revolução industrial. Segundo eles, o resultado de uma pesquisa assim pode ser enganoso, porque ignora milhares de anos anteriores onde o clima da Terra esteve em constantes mudanças.

Por esse motivo, eles reconstruíram a trajetória da temperatura no planeta desde o fim da última Era Glacial, há mais de 21 mil anos. Desde aquela época até o início da revolução industrial (que faria a taxa total de CO2 ser três vezes maior do que na época anterior a ela), houve uma série de fatores decisivos para regular o clima de cada região do globo.

O que os cientistas fizeram foi analisar a atuação e influência de cada um desses fatores, em separado. Quesitos como o nível do mar, o nível de umidade do ar e de poeira na atmosfera foram levados em conta ao lado da quantidade de CO2 presente no ambiente ao longo da história.

Foi apurado, de maneira geral, que a maioria dos modelos climáticos superestimam os efeitos da variação do CO2 no ambiente para determinar o clima. Durante a última Era do Gelo, por exemplo, houve uma sensível diminuição do dióxido de carbono, que na teoria deveria levar a Terra a um congelamento total, inclusive nos trópicos. Mas o efeito não foi tão grande assim: alguns oceanos nem chegaram a congelar por completo.

As variações no nível dos oceanos e na umidade do ar, por outro lado, mostraram uma influência mais forte em vários momentos, inclusive no que determinou o final do último período glacial. O CO2, portanto, é realmente mais uma carta no baralho, mas não se pode dizer que seja a mais essencial.

Fonte Hypescience

10 novembro 2011

Limite de aquecimento está em risco sem ação climática até 2017

O mundo pode não ser capaz de limitar o aumento da temperatura global a níveis seguros se uma nova ação climática internacional não for tomada até 2017, já que muitas usinas de energia de combustível fóssil e fábricas estão sendo construídas, alertou a Agência Internacional de Energia nesta quarta-feira.


Se o mundo limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius ¿ que segundo cientistas é o nível mínimo de segurança antes que efeitos devastadores das mudanças climáticas ocorram ¿ os volumes de emissão de gases não devem ter mais de 450 partes por milhão (ppm) de dióxido de carbono.

Com as emissões já chegando a 390 ppm de CO2, está se esgotando o tempo para tomar uma atitude.
A infraestrutura energética existente já está liberando 80 por cento das emissões permitidas sob esse cenário, advertiu a AIE em seu Relatório Mundial de Energia.

Quatro quintos do total das emissões de carbono relacionadas à energia permitido até 2035 para limitar o aquecimento já vêm das usinas, prédios e fábricas existentes, apontou a agência.

"A cada ano que passa sem sinais claros de investimentos em energia limpa, o ''travamento'' da infraestrutura de alta emissão de carbono está tornando mais difícil e mais caro o cumprimento de nossas metas de segurança energética e climáticas," disse Fatih Birol, economista-chefe da AIE.

O alerta vem apenas algumas semanas antes de uma reunião de negociadores internacionais na África do Sul para tentar trabalhar em um novo pacto global para combater o aquecimento global.

São baixas as expectativas de um acordo juridicamente vinculante este ano. A União Europeia está pressionando por um acordo até 2015, mas alguns outros países foram acusados de atrasar um pacto até 2018 ou 2020.

"Se novas medidas rigorosas não forem apresentadas até 2017, a infraestrutura relacionada com energia na ocasião vai gerar todas as emissões de CO2 permitidas... até 2035, não deixando espaço para usinas adicionais de energia, fábricas e outras infraestruturas, a menos que sejam de emissão zero de carbono, o que seria extremamente caro."

"Atrasar uma ação é uma falsa economia: para cada 1 dólar de investimento economizado no setor de energia antes de 2020, um adicional de 4,3 dólares precisaria ser gasto depois de 2020 para compensar o aumento das emissões", acrescentou o relatório.

Melhorias na eficiência energética precisariam responder por metade das reduções adicionais de emissão necessárias, disse a AIE.

Em maio, a AIE informou que as emissões globais de CO2 atingiram seu nível mais alto em 2010, impulsionadas principalmente pelas economias dependentes de carvão.

Se novas políticas climáticas forem implementadas cautelosamente, as emissões de CO2 acumuladas nos próximos 25 anos equivaleriam a três quartos do total dos últimos 100 anos, disse a AIE.

Isso levaria a um aumento de temperatura médio de longo prazo de 3,5 graus Celsius. Se novas políticas não forem implementadas, o mundo estará em um "caminho perigoso" para um aumento de 6 graus.

O objetivo da ONU de dar a todos do mundo acesso à energia moderna até 2030 exigiria 48 bilhões de dólares de investimento ¿ ou 3 por cento do investimento total de energia até 2030 ¿ em comparação a 9 bilhões de dólares em 2009, disse a AIE.

Fonte Terra

Nota: A pressão continua. As últimas pesquisas realizadas por cientistas têm constatado que realmente está acontecendo um aquecimento global. Os interessados na questão climática têm utilizado essas informações para promover um terrorismo mental e causar medo na população se não for feito algo para impedir a iminente destruição. Eis o perigo... já sabemos o resultado.

Brevemente estaremos disponibilizando várias palestras que têm sido realizadas em diversas igrejas sobre o tema em questão e suas consequências na vida do fiel servo de Deus. Elas estão em fase de conclusão para ser disponibilizada aqui neste espaço. Tivemos que fazer algumas alterações para ser postada na internet, pois o conteúdo é forte e  pode causar desconforto em algumas pessoas, por isso tivemos que alterá-las, mas sem que percam o foco, e isso não é fácil, pois são palestras para serem realizadas dentro da igreja a pessoas preparadas. Como são várias palestras, a equipe está trabalhando para terminá-las o mais rápido possível. Aguardem!

07 novembro 2011

Novos estudos reforçam teoria de que Terra está mais quente

Duas pesquisas recentes reafirmam o consenso científico em torno da realidade do aquecimento global, embora também mostrem as incertezas do fenômeno.

A primeira, coordenada pelo físico Richard Muller, da Universidade da Califórnia em Berkeley, foi divulgado numa conferência nos EUA e aguarda publicação. Mas já ganhou relevância porque, até ao mês passado, Muller era um céptico do clima. Para ele, os dados usados para mostrar que o planeta está a aquecer não eram credíveis.

Decidido a colocar o consenso climático à prova, Muller organizou um estudo, o Best (sigla inglesa de «projecto Berkeley sobre a Temperatura da Superfície Terrestre»).

A pesquisa recebeu parte do seu financiamento da fundação Charles Koch, ligada à indústria do petróleo.
Num artigo no Wall Street Journal, um dos poucos grandes jornais em que a comunidade de cépticos climáticos ainda tem voz, Muller explica o porquê das suas dúvidas iniciais sobre o aquecimento global. O xis do problema são as estações meteorológicas, principais responsáveis por recolher dados de temperatura e criar uma série histórica capaz de dizer se, afinal, o planeta está mais quente.

Seguindo os dados obtidos por essas estações, o IPCC, painel do clima da ONU, estima que a temperatura média da Terra subiu 0,64 grau Célsius nos últimos 50 anos. Só que há um problema, escreve Muller: 70% dessas estações nos EUA possuem uma margem de erro superior a essa variação. Além disso, grande parte das medições de temperatura é feita em áreas urbanas, que ficaram mais quentes com asfalto, calçadas e concentração de prédios.

Muller explica que a equipa do estudo Best usou uma série de controlos experimentais para contornar essas questões. Primeiro, usaram uma massa maior de registos do que as pesquisas tradicionais sobre o tema.

Resultado: de quase 40 mil estações medidoras de temperatura mundo afora, dois terços mostraram sinais de aquecimento.

Além disso, trabalharam com dados de satélite para levantar as tendências de temperatura apenas nas estações de medição em áreas rurais, e não houve diferença em relação às mais urbanas. E a magnitude do aquecimento é comparável tanto nas estações de boa qualidade quanto nas que trazem dados mais incertos.

«Embora as estações de baixa qualidade trazem temperaturas incorrectas, ainda assim seguem as mudanças de temperatura», afirma.


Muller e os seus colegas, porém, não investigaram as causas do aquecimento nem o que acontecerá daqui para a frente. Nesse último ponto, uma pesquisa publicada recentemente na revista científica Journal of Geophysical Research mostra que os cientistas ainda terão muito trabalho pela frente.
Julia Crook e Piers Forster, da Universidade de Leeds (Reino Unido), fizeram uma análise detalhada dos modelos climáticos, as simulações por computador que servem para prever o futuro do clima.

O jeito tradicional de verificar se esses modelos são úteis é tentar ver se eles reproduzem o que ocorreu com o clima no século XX.

Eles conseguem isso, dizem os cientistas, mas de uma forma que não depende da força dos feedbacks positivos do clima, ou seja, da maneira como mudanças actuais amplificam o aquecimento futuro. Por exemplo: derreter gelo no Árctico torna a região mais escura. Com isso, ela absorve mais luz solar e aquece ainda mais. Por causa disso, é provável que nenhum modelo actual seja capaz de prever como será o clima do futuro.

Fonte Diário Digital

28 outubro 2011

Amazónia está muito próxima de não conseguir sobreviver


A Amazônia está muito próxima de um ponto de não retorno para a sua sobrevivência, devido a uma combinação de factores que incluem aquecimento global, abate de árvores e queimadas que minam o seu sistema hidrogeológico.
 
A advertência foi feita por Thomas Lovejoy, actualmente professor da George Mason University, no Estado de Virgínia, EUA, no primeiro dia do simpósio internacional FAPESP Week, em Washington.

O biólogo Lovejoy, um dos mais importantes especialistas mundiais sobre a Amazónia, começou a trabalhar na floresta brasileira em 1965, «apenas três anos depois da fundação da FAPESP», lembrou.

Apesar de muita coisa positiva ter acontecido nestes 47 anos («quando pisei pela primeira vez em Belém, só havia uma floresta nacional e uma área indígena demarcada e quase nenhum cientista brasileiro se interessava em estudar a Amazónia; hoje essa situação está totalmente invertida»), também apareceram no período diversos factores de preocupação.

Fonte Diário Digital

25 outubro 2011

Estudo alerta para derretimento das geleiras na China

PARIS, 25 Out 2011 (AFP) -A rápida elevação das temperaturas, causada pelo aquecimento global, está provocando o derretimento das geleiras chinesas na cordilheira do Himalaia, um impacto que ameaça habitats, o turismo e o desenvolvimento econômico, alerta um estudo publicado esta terça-feira.

Das 111 estações meteorológicas espalhadas pelo sudoeste da China, 77% demonstraram elevações significativas de temperaturas entre 1961 e 2008, segundo o estudo, publicado no periódico britânico Environmental Research Letters.

Nas 14 estações de monitoramento acima dos 4.000 metros, o salto neste período foi de 1,73 grau Celsius, aproximadamente duas vezes a elevação média global registrada ao longo do último século.

Cientistas liderados por Li Zhongxing, da Academia Chinesa de Ciências, identificaram três alterações em curso nas geleiras que poderiam ser causadas, pelo menos em parte, por esta tendência constante de aquecimento.

Segundo eles, a maior parte das geleiras examinadas demonstrou um "recuo drástico", além de uma grande perda de massa.

O estudo também demonstrou que lagos glaciais, alimentados pelo gelo derretido de geleiras, aumentaram de tamanho.

"As implicações destas mudanças são muito mais sérias do que uma mera alteração da paisagem", alertaram os cientistas.

"As geleiras integram milhares de ecossistemas e desempenham um papel crucial no sustento de populações humanas", acrescentaram.

O sudoeste da China tem 23.488 geleiras, cobrindo uma área de 29.523 quilômetros quadrados, através do Himalaia e das montanhas Nyainqntanglha, Tanggula e Hengduans.

Mudanças no padrão de chuvas e das nevascas foram menos marcantes, mas ainda consistentes com as previsões de modelos de mudanças climáticas, afirmaram.

"É imperativo que determinemos a relação entre as mudanças climáticas e variações nas geleiras, particularmente o papel das precipitações, uma vez que as consequências do recuo do gelo são muito abrangentes", disse Li.

Fonte Terra

Estudo independente confirma aquecimento global de 1º C

A briga continua

Os chamados céticos do aquecimento global perderam uma batalha importante nesta semana.
Uma nova análise usou dados e métodos diferentes para chegar à mesma conclusão - de que a superfície da Terra está ficando mais quente.

Mas isto está longe de acabar com a histórica luta entre climatologistas, que tem contribuído para lançar dúvidas na população acerca do fenômeno - como decorrência desse embate, pesquisas têm mostrado variações no apoio do público às medidas de combate às mudanças climáticas.

Os chamados céticos até agora se alinhavam em duas vertentes.

A primeira defendia que não haveria aquecimento global, e que os dados sugeriam isto porque as estações meteorológicas estavam mal colocadas, amplificando um aquecimento que seria típico das cidades.
Esta vertente agora parece ter perdido totalmente seus argumentos, graças a este novo estudo.

Mas há ainda uma segunda vertente, que defende que o aquecimento global realmente existe, mas não é causado pelo homem. Estes continuarão de bandeira em punho, porque seus argumentos não foram descartados pelo novo estudo.

Aquecimento global de 1º C

Desde 1950, a temperatura média em terra aumentou em um grau centígrado, segundo as descobertas do grupo Berkeley Earth Project.

O Berkeley Earth Project usou novos métodos e novos dados, mas as descobertas do grupo seguem a mesma tendência climática vista pela Nasa e pelo Escritório de Meteorologia da Grã-Bretanha, por exemplo.
"Nossa maior surpresa foi que os novos resultados concordam com os valores de aquecimento publicados anteriormente por outras equipes nos Estados Unidos e Grã-Bretanha", afirmou o professor Richard Muller, que estabeleceu o Berkeley Earth Project na Universidade da Califórnia reunindo dez cientistas renomados.
"Isto confirma que estes estudos foram feitos cuidadosamente e que o potencial de (estudos) tendenciosos, identificados pelos céticos em relação ao aquecimento global, não afetam seriamente as conclusões", acrescentou.

O grupo de cientistas também relata que, apesar de o efeito de aumento de calor perto de cidades - o chamado efeito de ilha de calor urbana - ser real e já ter sido estabelecido, ele não é o responsável pelo aquecimento registrado pela maioria das estações climáticas no mundo todo.

Ilhas de calor

O grupo examinou as alegações de blogueiros "céticos" em relação ao fenômeno, que afirmam que os dados de estações meteorológicas não mostram uma tendência verdadeira de aquecimento global.

Eles dizem que muitas estações meteorológicas registraram aquecimento por estarem localizadas perto de cidades - e as cidades crescem, aumentando o calor.

No entanto, o grupo de cientistas descobriu cerca de 40 mil estações meteorológicas no mundo todo cujas informações foram gravadas e armazenadas no formato digital.

Os pesquisadores então desenvolveram uma nova forma de analisar os dados para detectar a tendência das temperaturas globais em terra desde 1800.

O resultado foi um gráfico muito parecido com aqueles produzidos pelos grupos mais importantes do mundo, que tiveram seus trabalhos criticados pelos céticos.

Dois destes três registros são mantidos pelos Estados Unidos, na Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) e na Nasa. O terceiro é uma colaboração entre o Escritório de Meteorologia da Grã-Bretanha e o Centro de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia (UEA).

ClimaGate

O professor Phil Jones, do Centro de Pesquisa Climática da UEA, encarou o trabalho do grupo com cautela e afirmou que espera ler "o relatório final", quando for publicado.

"Estas descobertas iniciais são muito encorajadoras e ecoam nossos resultados e nossa conclusão de que o impacto das ilhas urbanas de calor na média global de temperatura é mínimo", disse.

Phil Jones foi um dos cientistas britânicos acusados de manipular dados para exagerar a influência humana no aquecimento global. Os cientistas foram inocentados em 2010.

O caso teve início em 2009, com o vazamento de e-mails de Jones nos quais o cientista parecia sugerir que alguns dados de pesquisas sobre o aquecimento global fossem excluídos de apresentações que seriam realizadas na conferência da ONU sobre mudanças climáticas.

O episódio deu munição aos céticos em relação ao papel dos seres humanos nas alterações climáticas. Mas a sindicância da Universidade de East Anglia concluiu que não havia dúvidas sobre o rigor e a honestidade dos cientistas.

Revisão aberta

Bob Ward, diretor de política e comunicações para o Instituto Graham de Mudança Climática e Meio Ambiente, de Londres, afirmou que o aquecimento global é claro.

"Os chamados céticos devem deixar de lado suas alegações de que o aumento na temperatura média global pode ser atribuído ao impacto do crescimento das cidades", disse.

A equipe do Berkeley Earth Project decidiu divulgar os dados de suas pesquisas inicialmente em seu próprio website, em vez de fazê-lo em uma publicação especializada.

Os pesquisadores estão pedindo para que os internautas comentem e forneçam suas opiniões antes de preparar os manuscritos para a publicação científica formal.

Richard Muller, que criou o grupo de pesquisa, afirmou que esta livre circulação de informações marca uma volta à forma como a ciência precisa ser feita, ao invés de apenas publicar o estudo em revistas científicas.

Fonte IT

Nota: Independentemente de estar havendo ou não um aquecimento no planeta, o problema está em usar esse assunto para causar alarde e, consequentemente, impor leis que restringem a liberdade individual. É certo que algo de errado está acontecendo em nosso planeta, pois isso é profético.

Mudanças no clima já afetam litoral norte de SP

O aquecimento global  já afeta o litoral norte de São Paulo. Além de elevar a maré, o fenômeno torna mais comuns eventos climáticos extremos. Catástrofes como deslizamentos e inundações deverão ocorrer com mais frequência na região. O alerta foi dado pela Rede Litoral, grupo que integra cientistas de diversas instituições no Estado e em Minas.


Paolo Alfredini, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), analisou dados registrados desde 1944 nos marégrafos do litoral norte. Descobriu que a maré baixa tem crescido sete centímetros por década. Ele não tem dúvidas quanto ao papel desempenhado pelo aquecimento global nas transformações. E prevê, para o próximo século, uma taxa de elevação da maré de um centímetro por ano. 


A frequência de chuvas torrenciais também preocupa. A pesquisadora Graziela Balda Scofield, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec-Inpe), reuniu os dados de 1970 a 1999 de sete pluviômetros distribuídos na região costeira do litoral norte. 


Graziela criou um modelo computacional para analisar a evolução das chuvas e identificou um provável aumento no número de fenômenos de maior intensidade na região. A pesquisadora afirma que não é possível atribuir, de forma inequívoca, a mudança ao aquecimento global, embora a hipótese seja plausível. 


Há fortes indícios de uma intensificação dos fenômenos climáticos. Em Caraguatatuba, o modelo apontou uma diminuição no número de dias com chuvas no ano, mas a precipitação total permaneceu estável. Na prática, ocorreram mais eventos com chuva intensa no ano. Resultados semelhantes foram obtidos para as demais cidades: São Sebastião, Ubatuba e Ilha Bela. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

16 setembro 2011

Mais americanos creem no aquecimento global, diz pesquisa


Por Timothy Gardner




WASHINGTON (Reuters) - Aumentou em relação ao último ano o número de norte-americanos que acreditam no aquecimento global, e essa mudança pode ter sido influenciada pelos debates dos pré-candidatos republicanos à Casa Branca, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na quinta-feira.
O percentual de entrevistados que acredita na mudança climática saltou de 75 para 83 por cento, segundo o levantamento feito nos EUA entre os dias 8 e 12 de setembro.

Os pré-candidatos republicanos, à exceção de Jon Huntsman, geralmente rejeitam a tese - amplamente respaldada por cientistas - de que emissões humanas de gases do efeito estufa têm causado o aquecimento global. Durante os recentes debates, o favorito Rich Perry acusou os cientistas de manipularem dados climáticos, e a deputada conservadora Michele Bachmann disse que a mudança climática é um mero boato.
Para o cientista político Jon Krosnick, da Universidade Stanford, esse debate leva os norte-americanos a refletirem mais sobre o que realmente pensam a respeito da mudança climática.

E o que eles pensam pode estar influenciado também por notícias recentes de que 2010 empatou com a de 2005 como o ano mais quente no mundo desde o início dos registros, na década de 1880.

"Esse é exatamente o tipo de situação que irá provocar o público a pensar na questão de uma forma que não pensou antes", disse Krosnick sobre a recusa dos republicanos em aceitarem a mudança climática.

Os cientistas alertam também que o aquecimento global deve causar mais desastres climáticos, e o ano de 2011 pode já ser um exemplo disso - o que inclui a passagem do furacão Irene pela Costa Leste dos EUA. Os EUA sofreram dez desastres naturais em 2011, com prejuízos superiores a 1 bilhão de dólares, segundo estimativas oficiais.

De acordo com a pesquisa, eleitores de ambos os partidos norte-americanos creem majoritariamente no aquecimento global, mas a tendência é maior entre os democratas (92 por cento) do que entre os republicanos (72 por cento).

Para cerca de 15 por cento dos eleitores, a questão climática é um tema importante para as campanhas políticas, segundo Krosnick. Na opinião dele, o assunto pode ter impacto no resultado da eleição de 2012 se Obama conseguir se apresentar com o candidato mais "ambiental", e se o seu rival rejeitar a tese da mudança climática.

Na opinião de 71 por cento dos norte-americanos que creem no aquecimento global, ele acontece parcial ou principalmente por causa das atividades humanas; outros 27 por cento acham que as causas são naturais, segundo a pesquisa.

E, embora mais norte-americanos tenham passado a compartilhar das certezas dos cientistas, os que são céticos se aprofundaram na sua relutância. Em 2010, o percentual desse grupo com certeza absoluta de que a mudança climática não existe era de 35 por cento. Agora, passou para 53 por cento.

A pesquisa Reuters/Ipsos ouviu 1.134 adultos, incluindo 932 eleitores registrados. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para a amostra total, e 3,1 pontos para os eleitores.

Fonte Reuters Brasil

Nota: É apenas uma questão de tempo. Logo, logo deveremos tomar uma decisão que nos afetará para sempre, e esse sempre é sempre mesmo.

15 junho 2011

China é castigada por chuvas torrenciais

PEQUIM (Reuters) - Chuvas torrenciais ainda estão atingindo as regiões sul e central da China, quase duas semanas depois de matar pelo menos 105 pessoas e deixar 65 desaparecidas, disse a agência de notícias estatal Xinhua nesta quarta-feira.



Fortes chuvas em regiões recentemente afetadas pela seca na China provocaram enchentes e deslizamentos de terra, que forçaram mais de 88 mil pessoas a deixarem suas casas na manhã de quarta-feira.

A chuva na região deve durar até sexta-feira e se espalhar para o norte do China em alguns dias, de acordo com Centro Meteorológico Nacional (www.nmc.gov.cn/).

O Ministério de Assuntos Civis da China e o Ministério das Finanças alocaram conjuntamente 130 milhões de iuans (20,5 milhões de dólares) para as províncias de Hubei e Hunan para a retirada de pessoas e os esforços de reconstrução. Nessas províncias 150 milímetros de chuvas caíram na terça-feira.

A Xinhua informou que as enchentes e deslizamentos de terra causadas pelas maiores chuvas em 300 anos na semana passada mataram 29 pessoas e deixaram 20 desaparecidas na cidade de Yueyang, província de Hunan.

A província costeira de Zhejiang elevou os alertas sobre as chuvas. Lá a precipitação causou deslizamentos de terra e ameaçava afetar barragens, disse a Xinhua.

(Reportagem de Sabrina Mao e Michael Martina)

Fonte Reuters Brasil

30 maio 2011

O jogo mudou…Ecologia está cada vez mais na mídia

Ecologia deixou de ser um assunto restrito a entusiastas e cientistas. O tema muitas vezes visto como árduo, no passado, agora ocupa as manchetes de jornais e, até, as colunas sociais. O que era chato ficou chique. Empresas, mídia, governos, bancos, astros de Hollywood e do Brasil passaram a discutir – com urgência – como fazer para salvar o homem do aquecimento global e melhorar a qualidade de vida na Terra. A noção de sustentabilidade – desenvolvimento que não compromete o futuro – começa a ganhar as ruas.
  
O movimento Planeta Sustentável faz parte dessa corrente que pretende amenizar nosso impacto sobre o ambiente e tornar a convivência social cada vez mais civilizada.

Este manual quer provar como é possível promover pequenos gestos que conduzirão a grandes mudanças se forem adotados por todos nós. Um bom começo é praticar os “três erres”: reduzir, reutilizar e reciclar.

As dicas e informações que você vai ler aqui podem ser aplicadas no dia-a-dia agora mesmo, em sua própria casa, no trabalho, circulando pelas ruas e em sua vida pessoal.

A luta pela sustentabilidade será vencida em diversas frentes – que vão da tecnologia à política. Mas em todas elas será preciso promover a mudança de hábitos pessoais. Este manual ensina como começar a modificar os seus. É preciso fazer algo. E devemos fazer já.

Fonte Consulado Social

27 maio 2011

Nível de mar subirá mais do que o previsto para 2100, diz estudo

Relatório do governo australiano aponta que nível do mar deve subir de 0,5 a um metro, valor superior ao estipulado pelo IPCC


O nível das águas do mar subirá um metro mais do que o calculado anteriormente, em 2100, como consequência do aquecimento global, segundo um estudo do Governo australiano divulgado nesta segunda-feira (23).

"O cálculo plausível do aumento do nível das águas do mar para 2100, em comparação com 2000, é de 0,5 a um metro", segundo o relatório intitulado "A década crítica" da Comissão de Mudança Climática.
Este número supera os cálculos do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, que previu um aumento de 0,18 a 0,76 metro para esse mesmo período, informa o documento.

O nível das águas do mar aumentou em 20 centímetros desde 1880, lembrou o estudo.

A comissão também cobra "descarbonizar" a economia australiana, ou seja, reduzir ao máximo as emissões de dióxido de carbono (CO2) e utilizar energias limpas até 2050.

O chefe da Comissão, Tim Flannery, disse que a Austrália tem exatamente oito anos e sete meses para cumprir o objetivo de reduzir em 5% a emissão de CO2 para 2020, em relação aos níveis do ano 2000, segundo a emissora local "ABC".

A Austrália é uma das nações mais poluentes do mundo em termos per capita, com uma taxa cinco vezes maior que a da China, justamente o principal mercado para suas exportações de carvão e outros recursos naturais.

A Austrália assinou o Protocolo de Kyoto quando os trabalhistas chegaram ao poder, em 2007, e atualmente se debate no país um polêmico imposto para a emissão de carbono.

Fonte Último Segundo

23 maio 2011

Tornado destruidor deixou 89 mortos em cidade no centro-oeste dos EUA

Até 30% de Joplin, no Missouri, foi destruída e teve estado de emergência declarado.

O balanço de mortes provocadas pelo grande tornado que atingiu neste domingo (22) a cidade americana de Joplin, no Missouri (centro-oeste), subiu para 89, segundo confirmaram autoridades locais em uma conferência de imprensa televisionada nesta segunda-feira (23).

Segundo a rede americana CNN, foi declarado estado de emergência no município e no Estado. Entre 25% e 30% de Joplin sofreu estragos significativos por conta do tornado, disse Mitch Randles, do Joplin Fire Department.

- É como cortar a cidade ao meio. Prevejo que ainda temos pessoas presas sob escombros.

O prefeito da cidade, Mark Rohr, disse que o tornado passou pela "maior parte residencial" da localidade e atingiu um "grande bairro comercial".

- Nós vimos casas afetadas, bem como empresas, escolas e um dos nossos hospitais. Todos foram afetados, mas estamos trabalhando em conjunto no nosso centro de operações de emergência. É, de fato, um dia triste em Joplin.

Segundo a CNN, a população foi alertada 20 minutos antes da passagem do tornado. Normalmente esse tipo de fenômeno é detectado com antecedência de apenas sete a dez minutos, informou Randles.
As autoridades disseram que o esforço imediato será nas operações de busca e resgate de vítimas.

Da Europa. Obama manifesta condolências às vítimas

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, manifestou hoje de manhã suas "profundas condolências" às famílias das vítimas do tornado, informou a Casa Branca.

Obama, que chegou nesta segunda-feira a Dublin para uma viagem de seis dias pela Europa, recebeu várias informações sobre o desastre a bordo do avião Air Force One.

O presidente deu instruções a seus funcionários para que se mantenham em contato com as autoridades locais para apoiar as tarefas de assistência e reconstrução.

Sequência de tempestades

O tornado que se abateu sobre Joplin faz parte de uma cadeia de tempestades que atravessou neste domingo alguns Estados do meio-oeste dos Estados Unidos, como Wisconsin, Minnesota e Missouri.

Em Minneapolis, os fortes ventos provocaram o fechamento de estradas e rodovias devido à queda de árvores e fios elétricos, além de ter provocado escapamentos de gás e destruições de casas.

As autoridades advertiram que os tornados continuarão nas regiões próximas do meio oeste do país, e recomendaram à população buscar abrigo.

Fonte R7

10 janeiro 2011

Estudo mostra que 2010 registrou 950 catástrofes naturais no mundo

Levantamento registrou desde tempestades e inundações até terremotos e vulcões

O ano de 2010 foi marcado por 950 catástrofes naturais, envolvendo desde tempestades e inundações até terremotos e registros de vulcões, segundo pesquisa feita pela seguradora alemã Munich Re. Os prejuízos totalizaram cerca de US$ 130 bilhões. As perdas foram calculadas com base em preços estimados pelo setor de seguros de países europeus e dos Estados Unidos.

Pelo estudo, as regiões da Ásia e das Américas foram as mais afetadas por catástrofes naturais. No Continente Americano foram registradas 365 ocorrências e na Ásia, 310.

As cinco maiores catástrofes naturais, de acordo com o estudo, são os terremotos no Haiti, em 12 de janeiro de 2010, os tremores de terra no Chile, em 27 de fevereiro, e na Região Central da China , em 14 de abril. Também estão na relação a onda de calor na Rússia, registrada no período de julho a setembro, e as inundações no Paquistão - de julho a setembro.

O estudo mostra ainda que há uma série de consequências causadas pelas catástrofes naturais. Cita como exemplo a onda de calor na Rússia, que provocou incêndios nas florestas, assim como em instalações nucleares, considerada o pior desastre natural da história do país. Houve também registros de elevação dos níveis de poluição do ar.

A série de furacões no Atlântico Norte, atingindo os Estados Unidos e o México, também é mencionada na análise. De acordo com o estudo, houve poucos danos substanciais. No total, foram registrados 19 ciclones tropicais, igualando os dados de 2010 ao número registrado em 1995.

O vulcão Eyjafjallajökull, na Islândia, paralisou o tráfego aéreo em abril de 2010, quando foram lançadas na atmosfera partículas que impediam a visibilidade. Houve prejuízos para as empresas do setor aéreo. O Munich Rre não tem ainda um número preciso sobre os dados causados pelas inundações no extremo Nordeste da Austrália. Desde o início de dezembro de 2010, várias áreas do país foram afetadas

Fonte Canal Rural
 
Nota: O que esperamos para 2011? Oh! Senhor! Nos ajude a cumprir a nossa tarefa e proteja teus filhos e tua igreja!

02 dezembro 2010

Década 2001-2010 é a mais quente já registrada, diz ONU

Este ano será "quase certamente" um dos três mais quentes já registrados, e a década 2001-2010 é sem dúvida o período de dez anos mais quente desde início dos registros, em 1850, diz a agência meteorológica das Nações Unidas.


Dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM), divulgados nas negociações climáticas da ONU, confirmam a tendência de aquecimento que vem perdurando há décadas, e que cientistas atribuem à poluição causada pelo homem, que aprisiona calor na atmosfera.

O secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, disse que as temperaturas deste ano, compiladas até outubro, estão próximas do recorde. Dados de novembro e dezembro serão analisados no início de 2011, mas espera-se que revelem temperaturas um pouco abaixo do normal.

Ainda assim, existe uma "possibilidade significativa de que 2010 seja o ano mais quente", disse Jarraud.

Invernos frios na Europa - sem falar na neve antecipada e nas temperaturas gélidas que atingem o Reino Unido e parte do continente - fazem com que este esteja sendo o ano mais frio enfrentado pelos europeus desde 1996, mas o fato não está afetando a nédia global.

Os dois outros anos excepcionalmente quentes foram 1998 e 2005. Jarraud disse que os três anos estão separados por apenas 0,02º C.

Este ano assistiu a fenômenos climáticos surpreendentes, como a letal onda de calor que atingiu a Rússia, onde a temperatura superou os 38º C em Moscou.

Fonte O Estadão

24 novembro 2010

Questões ambientais podem levar Portugal ao Tribunal de Justiça Europeu

Portugal pode ter que ir ao Tribunal de Justiça Europeu. Isto porque não está a combater eficazmente as micropartículas em suspensão emitidas pela indústria, trânsito e aquecimento doméstico, divulga a Comissão Europeia.

Existem valores limite, fixados por uma directiva de 2008, que os Estados membros da União Europeia devem seguir de modo a limitar a exposição da população às micropartículas conhecidas como PM10. A Comissão Europeia revelou que «os valores limite para as PM10 não foram respeitados em diversas zonas» de Portugal, assim como não foram no Chipre, Itália e Espanha.

Apesar de Portugal ter alegadamente pedido uma prorrogação do prazo de cumprimento, que seria 2005, a Comissão «considera que as condições para conceder tais prorrogações não foram preenchidas relativamente a diversas zonas em que as normas de qualidade do ar não foram cumpridas».

Por esse motivo, e por comprometer a saúde dos cidadãos, a Comissão decidiu «intentar uma acção junto do Tribunal contra Portugal, Chipre, Itália e Espanha».

Fonte A Bola

Nota: Quem não cumprir com as normas será levado aos tribunais.

04 novembro 2010

Mudanças climáticas 'transformarão profundamente' o futuro

NOVA YORK, 4 Nov 2010 (AFP) -As mudanças climáticas "transformarão profundamente" o futuro e os riscos inerentes "exigem uma ação firme", destacou a organização da ONU em um relatório anual publicado nesta quinta-feira.

"As mudanças climáticas, por si só, são, sem dúvida, o fator que transformará mais profundamente o futuro, freando a progressão do desenvolvimento humano tal como a História nos desenha", alertou o documento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

"O consenso é claro: as mudanças climáticas estão ocorrendo e podem obstaculizar o desenvolvimento humano", acrescentou o Pnud, segundo o qual esta circunstância "é um importante desafio para a comunidade internacional".

"Confrontamo-nos com desafios consideráveis vinculados às reservas de água, à degradação do solo, a mudança do clima e ao desaparecimento generalizado da diversidade biológica", concluiu.

Fonte UOL