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30 maio 2011

O jogo mudou…Ecologia está cada vez mais na mídia

Ecologia deixou de ser um assunto restrito a entusiastas e cientistas. O tema muitas vezes visto como árduo, no passado, agora ocupa as manchetes de jornais e, até, as colunas sociais. O que era chato ficou chique. Empresas, mídia, governos, bancos, astros de Hollywood e do Brasil passaram a discutir – com urgência – como fazer para salvar o homem do aquecimento global e melhorar a qualidade de vida na Terra. A noção de sustentabilidade – desenvolvimento que não compromete o futuro – começa a ganhar as ruas.
  
O movimento Planeta Sustentável faz parte dessa corrente que pretende amenizar nosso impacto sobre o ambiente e tornar a convivência social cada vez mais civilizada.

Este manual quer provar como é possível promover pequenos gestos que conduzirão a grandes mudanças se forem adotados por todos nós. Um bom começo é praticar os “três erres”: reduzir, reutilizar e reciclar.

As dicas e informações que você vai ler aqui podem ser aplicadas no dia-a-dia agora mesmo, em sua própria casa, no trabalho, circulando pelas ruas e em sua vida pessoal.

A luta pela sustentabilidade será vencida em diversas frentes – que vão da tecnologia à política. Mas em todas elas será preciso promover a mudança de hábitos pessoais. Este manual ensina como começar a modificar os seus. É preciso fazer algo. E devemos fazer já.

Fonte Consulado Social

08 janeiro 2010

Remédio para crise ecológica “não pode ser simplesmente aplicado na natureza”

Arcebispo brasileiro pede atenção à ecologia humana

BELO HORIZONTE, sexta-feira, 8 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- “A crise ecológica que está em curso precisa ser enfrentada incluindo também como capítulo central tudo o que se refere à ecologia humana.” É o que afirma o arcebispo de Belo Horizonte (sudeste do Brasil), Dom Walmor Oliveira de Azevedo.

Em artigo enviado hoje a ZENIT, o arcebispo enfatiza que há um caráter “prevalentemente ético que reveste esta crise ecológica”.

Esta dimensão ética “é de responsabilidade de todos os cidadãos”. “Há uma questão de ordem moral que subjaz no quadro das relações entre as pessoas e a natureza, entre as criaturas e a criação”, afirma.

Dom Walmor recorda que a degradação ambiental atinge frontalmente a família humana inteira.

“Hoje, já se fala em refugiados ambientais: pessoas que, em razão da degradação do ambiente onde vivem, se veem obrigadas a abandoná-lo, perdendo os seus bens, suas tradições e os elementos constitutivos de sua identidade.”

A consideração, por isso –segundo o arcebispo–, “não pode se restringir ao tratamento e busca de soluções para o fenômeno das alterações climáticas, a desertificação, deterioração e perda de produtividade de vastas áreas agrícolas, poluição de rios, nascentes e lençóis de água, a perda da biodiversidade, o aumento das calamidades naturais, o desflorestamento das áreas equatoriais e tropicais”.

Ao recordar as indicações de Bento XVI em sua recente mensagem para o Dia Mundial da Paz (1 de janeiro), Dom Walmor assinala o quanto se torna “urgente o capítulo que trata da responsabilidade pessoal, social e política de cada cidadão”.

“Há um sério impacto no exercício dos direitos humanos, quando se pensa o desenvolvimento, sua concepção e efetivação, o direito à vida, à saúde e à alimentação.”

O arcebispo considera que “não se pode enfrentar, adequadamente, esta grave crise ecológica sem questionamentos cruciais quanto ao entendimento do desenvolvimento”.

“Também não se pode prescindir de uma aprofundada avaliação, para novos entendimentos e consequente conduta nova, sobre a visão do homem e das suas relações com os seus semelhantes e com a criação.”

Segundo Dom Walmor, o Papa “insiste na inadiável revisão profunda e clarividente do modelo de desenvolvimento e de todos os desdobramentos que o configuram, especialmente a economia”.

“Esta audácia de rever o conjunto do desenvolvimento praticado na sociedade mundial vai revelando a crise cultural e moral do homem contemporâneo. Os sintomas estão se manifestando por toda parte.”

O arcebispo afirma que os esforços “precisam se multiplicar, em programas grandes e miúdos, para que uma profunda renovação cultural ocorra”.

“O remédio para a crise ecológica não pode ser simplesmente aplicado na natureza. É preciso redescobrir aqueles valores que constituem o alicerce firme para construir um futuro melhor para todos”, destaca o prelado.

Fonte Zenit

Nota: De acordo com o Vaticano o problema ecológico é moral, o homem precisa ser tratado moralmente. Esse tratamento acontece na família e também na religião. A família está doente devido as infinitas horas gastas com o trabalho; os pais não têm tempo para os filhos e nem para religião, e quando têm é muito limitado. O amor ao dinheiro e ao consumismo levou a família à degradação moral e, consequentemente, essa degradação passou para o homem. Então, se o meio ambiente for trabalhado em família, pai educando filho, poderemos melhorar nossa condição moral, alcançando o objetivo. Mas os pais não têm tempo para educar os filhos, não têm tempo para levá-los à igreja e ensinar-los a prática da religião. É justamente aí que entra o apelo de Bento XVI, a família precisa de tempo. As pessoas precisam aprender a amar o próximo acima de si mesmos, se preocupar com os refugiados, com aqueles que sofrem as consequências do agravamento da crise ecológica, perdendo seus bens, sua vida. Qual o tempo ensinado pela Igreja Católica como sendo reservado para cumprir esse objetivo? O domingo. Entenderam? Todo esse discurso sobre o problema ecológico ser um problema moral resulta em cumprir com o objetivo de instituir o sinal da autoridade católica em mudar os preceitos da Lei de Deus, cumprindo com a profecia. (Daniel 7:25 e Apocalipse 13). Neste ano a Igreja Adventista do Sétimo Dia mostrará ao mundo através da Bíblia que a solução para a crise ecológica, bem como, para o problema moral do homem e da família, é o Sábado, o dia escolhido por Deus para que o homem tenha tempo para praticar a religião e ensinar os filhos a fazerem o mesmo. (Êxodo 20:8-11, Apocalipse 14:6-7). Os sinceros que ouvirão esta mensagem hão de tomar posição ao lado da verdade, contudo, sabemos que essa verdade poderá despertar ira em algumas igrejas, pois a verdade é uma espada afiada de dois lados, pode trazer paz, mas também pode despertar perseguição. O que profecia diz que aconteceria? Então se prepare para juntar-se à maior pregação da Verdade Presente para o mundo: “Impacto Esperança 2010”. “Um Dia de Esperança.”

01 janeiro 2010

Novos estilos de vida para mudar o mundo


Responsáveis da Pax Christi e da Comissão Nacional Justiça e Paz sublinham necessidade de solidariedade universal e comunitária, destacando apelos de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz

Bento XVI coloca as questões do desenvolvimento e da ecologia no centro da sua mensagem para o Dia Mundial da Paz 2010. O presidente da secção portuguesa da Pax Christi, D. Januário Torgal, considera que o texto do Papa envolve a “questão da ecologia e liga-a, com rara felicidade, ao problema dos modelos de simplicidade de viver”.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, o prelado admitiu o aparecimento de “graves constrangimentos sociais” caso não se resolvam as “urgências básicas e primárias de sobrevivência do ser humano”.

“Esse rumor, um tanto escondido, mas que anda nas estruturas do país que nós somos”, pode suscitar “desmandos que nos provam que não há justiça”, advertiu D. Januário.

Para o bispo das Forças Armadas e Segurança, a mensagem de Bento XVI, que “vem na linha da encíclica Caritas in Veritate”, advoga a instauração de uma “economia social, o deslocamento da prioridade das entidades lucrativas e a afirmação de modelos de solidariedade – alguns, felizmente, já praticados entre nós, como o microcrédito, as experiências de leigos ao serviço do desenvolvimento e a criação de bancos contra a fome, além de outras iniciativas cultivadas por institutos religiosos”.

A vice-presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP), Maria do Rosário Carneiro, também concorda que a percepção dos desequilíbrios “tende a ter alguma tradução, embora não suficiente, na continuada procura de políticas sociais mais eficazes e que cheguem rapidamente perto daqueles que necessitam de uma maior compensação face à sua exiguidade e vulnerabilidade”.

A deputada da Assembleia da República pensa, no entanto, que estas atitudes “não resultam de uma alteração de paradigma de comportamento. “Pelo contrário – explicou – o que temos observado na sociedade contemporânea, nomeadamente as convulsões e os conflitos que se observam nas relações entre as pessoas, revelam comportamentos assimétricos, pouco sóbrios e pouco solidários”.

D. Januário Torgal reforçou esta tese com o exemplo das férias de Natal e de fim de ano: “Passe a ironia, num país com uma crise destas, acabo mais uma vez de ler – o que não me admira nada, conhecendo um pouco o desatino geral – que o Sul de Portugal está cheio”.

“O esquecimento de sofrimentos e angústias, paga-se desta forma; ora, o apelo do Papa vai no sentido da solidariedade universal e comunitária”, acrescentou.

Responsabilidade pessoal

A vice-presidente da CNJP não tem dúvidas de que a situação actual “é fruto da nossa liberdade”.

“Somos responsáveis – ou irresponsáveis, como se preferir dizer – pelos desequilíbrios, injustiças, assimetrias e vulnerabilidades que criámos, assim como por esta imensidade de pobres que não se consegue conter”, assinalou. E por isso a mensagem de Bento XVI indica, “de forma muito clara, que nos cabe a construção de uma cultura de paz”, destacou Maria do Rosário Carneiro.

A docente universitária recordou que cada pessoa é herdeira dos dons da criação, pelo que deve responsabilizar-se pela sua transmissão às gerações futuras.

Sem a consciência da necessidade de proteger a natureza, dificilmente se compreenderá as implicações que esta atitude pode ter na consolidação da paz, como propõe o título da mensagem de Bento XVI.

D. Januário Torgal hierarquizou a interdependência entre a criação e a promoção da equidade e da concórdia ao afirmar que “o respeito pela natureza tem que se articular com o primado da pessoa humana”.

Maria do Rosário Carneiro reconheceu que “tarda a percepção da necessidade urgente de se alterarem comportamentos”. “Mas temos que acreditar que haverá inteligência suficiente no espírito humano para perceber que o caminho que estamos a percorrer não conduz à paz”, adiantou.

Desapontamento com a conferência de Copenhaga

Referindo-se à conferência de Copenhaga sobre as alterações climáticas, D. Januário Torgal defendeu que os participantes “não tiveram a coragem de ir mais longe”.

“A prioridade escolhida por algumas pessoas revela um total desnivelamento com a natureza”, dado que os dirigentes mundiais pretendem garantir o acesso “aos recursos e à riqueza através de uma forma de desenvolvimento egoísta”.

“Quem paga a factura de tudo isto é a pessoa humana destruída”, especialmente quem não tem “qualquer defesa nem justiça por parte daqueles que controlam, exploram e não respeitam a integridade natural”, denunciou o prelado.

“O apelo que o Papa faz ao homem coincide com todos os movimentos ecologistas que eu conheço”, observou D. Januário Torgal. “Mesmo no seu radicalismo – explicitou – o que essas organizações não querem é que a pessoa humana seja vítima de poluições, de programas destruidores e de não ter um lugar consagrado na sociedade.”

“Há uma forma civilizada de tratar da natureza. E há uma forma incivilizada de a destruir ou de a pôr ao serviço do ganho de grupos e de algumas pessoas”, sintetizou o responsável máximo dos Serviços de Assistência Religiosa das Forças Armadas.

Maria do Rosário Carneiro partilha do mesmo entendimento: “A agressão que tem sido feita à obra da criação representa uma utilização indevida e egoísta, mediante pressupostos totalmente orientados para o interesse pessoal”.

Falta sensibilidade na sociedade e na Igreja

O presidente da Pax Christi constatou que a cultura do cuidado pela natureza ainda é muito nova, o que é agravado pelo facto de “ser muito pouco transmitida”. “Muitos falam do ‘respeito pelo ambiente’ – mas o que é que isso significa?”

“Quando se começa a tocar nesses problemas, dá-me a impressão de que a maioria das pessoas acha que estamos perante uma moda”, disse D. Januário, para quem a mentalidade geral não está “disponível nem amadurecida” para estas questões.

E o que é que a Igreja pode fazer em termos operativos? “Temos que confessar que é um programa que não está feito”, assumiu o prelado.

“No entanto – testemunhou – tenho assistido a muitos cristãos, até em casal, a lutarem por esta causa e a optarem, juntamente com os filhos, por práticas ecológicas”, como a poupança de água e electricidade, a separação do lixo ou o controlo dos gastos. “São coisas de que muitos se riem mas que são fundamentais e deveriam entrar nos programas de vida”, defendeu D. Januário Torgal.

A vice-presidente da CNPJ defende que a Igreja deve ser a primeira a dar o exemplo na adopção de modelos sustentáveis.

“Além das alterações de comportamentos individuais – que não são fáceis, porque toda a sociedade está orientada para consumos excessivos – temos que fazer um esforço concreto de educação, não só para as novas gerações, mas começando em nós próprios”, referiu Maria do Rosário Carneiro.

O presidente da Pax Christi sugeriu que os organismos eclesiais e os seus responsáveis veiculem experiências comunitárias centradas na protecção da natureza, dediquem homilias ao assunto e proponham cursos de aprofundamento. E conclui: “A cultura do respeito pelo ambiente é também uma espiritualidade”.

Fonte Agência Ecclesia

16 dezembro 2009

Bento XVI: Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação


CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 15 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- Oferecemos a seguir a mensagem de Bento XVI com motivo do próximo Dia Mundial da Paz, que se celebra a 1 de janeiro de 2010, sobre o respeito da criação e a promoção da paz.

* * *

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
BENTO XVI
PARA A CELEBRAÇÃO DO
DIA MUNDIAL DA PAZ

1 DE JANEIRO DE 2010

SE QUISERES CULTIVAR A PAZ, PRESERVA A CRIAÇÃO

1. Por ocasião do início do Ano Novo, desejo expressar os mais ardentes votos de paz a todas as comunidades cristãs, aos responsáveis das nações, aos homens e mulheres de boa vontade do mundo inteiro. Para este XLIII Dia Mundial da Paz, escolhi o tema: Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação. O respeito pela criação reveste-se de grande importância, designadamente porque «a criação é o princípio e o fundamento de todas as obras de Deus»[1]e a sua salvaguarda torna-se hoje essencial para a convivência pacífica da humanidade. Com efeito, se são numerosos os perigos que ameaçam a paz e o autêntico desenvolvimento humano integral, devido à desumanidade do homem para com o seu semelhante – guerras, conflitos internacionais e regionais, actos terroristas e violações dos direitos humanos –, não são menos preocupantes os perigos que derivam do desleixo, se não mesmo do abuso, em relação à terra e aos bens naturais que Deus nos concedeu. Por isso, é indispensável que a humanidade renove e reforce «aquela aliança entre ser humano e ambiente que deve ser espelho do amor criador de Deus, de Quem provimos e para Quem estamos a caminho».[2]

2. Na encíclica Caritas in veritate, pus em realce que o desenvolvimento humano integral está intimamente ligado com os deveres que nascem da relação do homem com o ambiente natural, considerado como uma dádiva de Deus para todos, cuja utilização comporta uma responsabilidade comum para com a humanidade inteira, especialmente os pobres e as gerações futuras. Assinalei também que corre o risco de atenuar-se, nas consciências, a noção da responsabilidade, quando a natureza e sobretudo o ser humano são considerados simplesmente como fruto do acaso ou do determinismo evolutivo.[3] Pelo contrário, conceber a criação como dádiva de Deus à humanidade ajuda-nos a compreender a vocação e o valor do homem; na realidade, cheios de admiração, podemos proclamar com o salmista: «Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a lua e as estrelas que lá colocastes, que é o homem para que Vos lembreis dele, o filho do homem para dele Vos ocupardes?» (Sl 8, 4-5). Contemplar a beleza da criação é um estímulo para reconhecer o amor do Criador; aquele Amor que «move o sol e as outras estrelas».[4]

3. Há vinte anos, ao dedicar a Mensagem do Dia Mundial da Paz ao tema Paz com Deus criador, paz com toda a criação, o Papa João Paulo II chamava a atenção para a relação que nós, enquanto criaturas de Deus, temos com o universo que nos circunda. «Observa-se nos nossos dias – escrevia ele – uma consciência crescente de que a paz mundial está ameaçada (…) também pela falta do respeito devido à natureza». E acrescentava que esta consciência ecológica «não deve ser reprimida mas antes favorecida, de maneira que se desenvolva e vá amadurecendo até encontrar expressão adequada em programas e iniciativas concretas».[5] Já outros meus predecessores se referiram à relação existente entre o homem e o ambiente; por exemplo, em 1971, por ocasião do octogésimo aniversário da encíclica Rerum novarum deLeão XIII, Paulo VI houve por bem sublinhar que, «por motivo de uma exploração inconsiderada da natureza, [o homem] começa a correr o risco de a destruir e de vir a ser, também ele, vítima dessa degradação». E acrescentou que, deste modo, «não só o ambiente material se torna uma ameaça permanente – poluições e lixo, novas doenças, poder destruidor absoluto – mas é o próprio contexto humano que o homem não consegue dominar, criando assim para o dia de amanhã um ambiente global que se lhe poderá tornar insuportável. Problema social de grande envergadura, este, que diz respeito à inteira família humana».[6]

4. Embora evitando de intervir sobre soluções técnicas específicas, a Igreja, «perita em humanidade», tem a peito chamar vigorosamente a atenção para a relação entre o Criador, o ser humano e a criação. Em 1990, João Paulo II falava de «crise ecológica» e, realçando o carácter prevalecentemente ético de que a mesma se revestia, indicava «a urgente necessidade moral de uma nova solidariedade».[7] Hoje, com o proliferar de manifestações duma crise que seria irresponsável não tomar em séria consideração, tal apelo aparece ainda mais premente. Pode-se porventura ficar indiferente perante as problemáticas que derivam de fenómenos como as alterações climáticas, a desertificação, o deterioramento e a perda de produtividade de vastas áreas agrícolas, a poluição dos rios e dos lençóis de água, a perda da biodiversidade, o aumento de calamidades naturais, o desflorestamento das áreas equatoriais e tropicais? Como descurar o fenómeno crescente dos chamados «prófugos ambientais», ou seja, pessoas que, por causa da degradação do ambiente onde vivem, se vêem obrigadas a abandoná-lo – deixando lá muitas vezes também os seus bens – tendo de enfrentar os perigos e as incógnitas de uma deslocação forçada? Com não reagir perante os conflitos, já em acto ou potenciais, relacionados com o acesso aos recursos naturais? Trata-se de um conjunto de questões que têm um impacto profundo no exercício dos direitos humanos, como, por exemplo, o direito à vida, à alimentação, à saúde, ao desenvolvimento.

5. Entretanto tenha-se na devida conta que não se pode avaliar a crise ecológica prescindindo das questões relacionadas com ela, nomeadamente o próprio conceito de desenvolvimento e a visão do homem e das suas relações com os seus semelhantes e com a criação. Por isso, é decisão sensata realizar uma revisão profunda e clarividente do modelo de desenvolvimento e também reflectir sobre o sentido da economia e dos seus objectivos, para corrigir as suas disfunções e deturpações. Exige-o o estado de saúde ecológica da terra; reclama-o também e sobretudo a crise cultural e moral do homem, cujos sintomas há muito tempo que se manifestam por toda a parte.[8] A humanidade tem necessidade de uma profunda renovação cultural; precisa de redescobrir aqueles valores que constituem o alicerce firme sobre o qual se pode construir um futuro melhor para todos. As situações de crise que está atravessando, de carácter económico, alimentar, ambiental ou social, no fundo são também crises morais e estão todas interligadas. Elas obrigam a projectar de novo a estrada comum dos homens. Impõem, de maneira particular, um modo de viver marcado pela sobriedade e solidariedade, com novas regras e formas de compromisso, apostando com confiança e coragem nas experiências positivas realizadas e rejeitando decididamente as negativas. É o único modo de fazer com que a crise actual se torne uma ocasião para discernimento e nova projectação.

6. Porventura não é verdade que, na origem daquela que em sentido cósmico chamamos «natureza», há «um desígnio de amor e de verdade»? O mundo «não é fruto duma qualquer necessidade, dum destino cego ou do acaso, (…) procede da vontade livre de Deus, que quis fazer as criaturas participantes do seu Ser, da sua sabedoria e da sua bondade».[9] Nas suas páginas iniciais, o livro do Génesis introduz-nos no projecto sapiente do cosmos, fruto do pensamento de Deus, que, no vértice, colocou o homem e a mulher, criados à imagem e semelhança do Criador, para «encher e dominar a terra» como «administradores» em nome do próprio Deus (cf. Gn 1, 28). A harmonia descrita na Sagrada Escritura entre o Criador, a humanidade e a criação foi quebrada pelo pecado de Adão e Eva, do homem e da mulher, que pretenderam ocupar o lugar de Deus, recusando reconhecer-se como suas criaturas. Em consequência, ficou deturpada também a tarefa de «dominar» a terra, de a «cultivar e guardar» e gerou-se um conflito entre eles e o resto da criação (cf. Gn 3, 17-19). O ser humano deixou-se dominar pelo egoísmo, perdendo o sentido do mandato de Deus, e, no relacionamento com a criação, comportou-se como explorador pretendendo exercer um domínio absoluto sobre ela. Mas o verdadeiro significado do mandamento primordial de Deus, bem evidenciado no livro do Génesis, não consistia numa simples concessão de autoridade, mas antes num apelo à responsabilidade. Aliás, a sabedoria dos antigos reconhecia que a natureza está à nossa disposição, mas não como «um monte de lixo espalhado ao acaso»,[10] enquanto a Revelação bíblica nos fez compreender que a natureza é dom do Criador, o Qual lhe traçou os ordenamentos intrínsecos a fim de que o homem pudesse deduzir deles as devidas orientações para a «cultivar e guardar» (cf. Gn 2, 15).[11] Tudo o que existe pertence a Deus, que o confiou aos homens, mas não à sua arbitrária disposição. E quando o homem, em vez de desempenhar a sua função de colaborador de Deus, se coloca no lugar de Deus, acaba por provocar a rebelião da natureza, «mais tiranizada que governada por ele».[12] O homem tem, portanto, o dever de exercer um governo responsável da criação, preservando-a e cultivando-a.[13]

7. Infelizmente temos de constatar que um grande número de pessoas, em vários países e regiões da terra, experimenta dificuldades cada vez maiores, porque muitos se descuidam ou se recusam a exercer sobre o ambiente um governo responsável. O Concílio Ecuménico Vaticano II lembrou que «Deus destinou a terra com tudo o que ela contém para uso de todos os homens e povos».[14] Por isso, a herança da criação pertence à humanidade inteira. Entretanto o ritmo actual de exploração põe seriamente em perigo a disponibilidade de alguns recursos naturais não só para a geração actual, mas sobretudo para as gerações futuras.[15] Ora não é difícil constatar como a degradação ambiental é muitas vezes o resultado da falta de projectos políticos clarividentes ou da persecução de míopes interesses económicos, que se transformam, infelizmente, numa séria ameaça para a criação. Para contrastar tal fenómeno, na certeza de que «cada decisão económica tem consequências de carácter moral»,[16] é necessário também que a actividade económica seja mais respeitadora do ambiente. Quando se lança mão dos recursos naturais, é preciso preocupar-se com a sua preservação prevendo também os seus custos em termos ambientais e sociais, que se devem contabilizar como uma parcela essencial da actividade económica. Compete à comunidade internacional e aos governos nacionais dar os justos sinais para contrastar de modo eficaz, no uso do ambiente, as modalidades que resultem danosas para o mesmo. Para proteger o ambiente e tutelar os recursos e o clima é preciso, por um lado, agir no respeito de normas bem definidas mesmo do ponto de vista jurídico e económico e, por outro, ter em conta a solidariedade devida a quantos habitam nas regiões mais pobres da terra e às gerações futuras.

8. Na realidade, é urgente a obtenção de uma leal solidariedade entre as gerações. Os custos resultantes do uso dos recursos ambientais comuns não podem ficar a cargo das gerações futuras. «Herdeiros das gerações passadas e beneficiários do trabalho dos nossos contemporâneos, temos obrigações para com todos, e não podemos desinteressar-nos dos que virão depois de nós aumentar o círculo da família humana. A solidariedade universal é para nós não só um facto e um benefício, mas também um dever. Trata-se de uma responsabilidade que as gerações presentes têm em relação às futuras, uma responsabilidade que pertence também a cada um dos Estados e à comunidade internacional».[17] O uso dos recursos naturais deverá verificar-se em condições tais que as vantagens imediatas não comportem consequências negativas para os seres vivos, humanos e não humanos, presentes e vindouros; que a tutela da propriedade privada não dificulte o destino universal dos bens;[18] que a intervenção do homem não comprometa a fecundidade da terra para benefício do dia de hoje e do amanhã. Para além de uma leal solidariedade entre as gerações, há que reafirmar a urgente necessidade moral de uma renovada solidariedade entre os indivíduos da mesma geração, especialmente nas relações entre os países em vias de desenvolvimento e os países altamente industrializados: «A comunidade internacional tem o imperioso dever de encontrar as vias institucionais para regular a exploração dos recursos não renováveis, com a participação também dos países pobres, de modo a planificar em conjunto o futuro».[19] A crise ecológica manifesta a urgência de uma solidariedade que se projecte no espaço e no tempo. Com efeito, é importante reconhecer, entre as causas da crise ecológica actual, a responsabilidade histórica dos países industrializados. Contudo os países menos desenvolvidos e, de modo particular, os países emergentes não estão exonerados da sua própria responsabilidade para com a criação, porque o dever de adoptar gradualmente medidas e políticas ambientais eficazes pertence a todos. Isto poder-se-ia realizar mais facilmente se houvesse cálculos menos interesseiros na assistência, na transferência dos conhecimentos e tecnologias menos poluidoras.

9. Um dos nós principais a enfrentar pela comunidade internacional é, sem dúvida, o dos recursos energéticos, delineando estratégias compartilhadas e sustentáveis para satisfazer as necessidades de energia da geração actual e das gerações futuras. Para isso, é preciso que as sociedades tecnologicamente avançadas estejam dispostas a favorecer comportamentos caracterizados pela sobriedade, diminuindo as próprias necessidades de energia e melhorando as condições da sua utilização. Ao mesmo tempo é preciso promover a pesquisa e a aplicação de energias de menor impacto ambiental e a «redistribuição mundial dos recursos energéticos, de modo que os próprios países desprovidos possam ter acesso aos mesmos».[20] Deste modo, a crise ecológica oferece uma oportunidade histórica para elaborar uma resposta colectiva tendente a converter o modelo de desenvolvimento global segundo uma direcção mais respeitadora da criação e de um desenvolvimento humano integral, inspirado nos valores próprios da caridade na verdade. Faço votos, portanto, de que se adopte um modelo de desenvolvimento fundado na centralidade do ser humano, na promoção e partilha do bem comum, na responsabilidade, na consciência da necessidade de mudar os estilos de vida e na prudência, virtude que indica as acções que se devem realizar hoje na previsão do que poderá suceder amanhã.[21]

10. A fim de guiar a humanidade para uma gestão globalmente sustentável do ambiente e dos recursos da terra, o homem é chamado a concentrar a sua inteligência no campo da pesquisa científica e tecnológica e na aplicação das descobertas que daí derivam. A «nova solidariedade», que João Paulo II propôs na Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 1990,[22] e a «solidariedade global», a que eu mesmo fiz apelo na Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2009,[23] apresentam-se como atitudes essenciais para orientar o compromisso de tutela da criação através de um sistema de gestão dos recursos da terra melhor coordenado a nível internacional, sobretudo no momento em que se vê aparecer, de forma cada vez mais evidente, a forte relação que existe entre a luta contra a degradação ambiental e a promoção do desenvolvimento humano integral. Trata-se de uma dinâmica imprescindível, já que «o desenvolvimento integral do homem não pode realizar-se sem o desenvolvimento solidário da humanidade».[24] Muitas são hoje as oportunidades científicas e os potenciais percursos inovadores, mediante os quais é possível fornecer soluções satisfatórias e respeitadoras da relação entre o homem e o ambiente. Por exemplo, é preciso encorajar as pesquisas que visam identificar as modalidades mais eficazes para explorar a grande potencialidade da energia solar. A mesma atenção se deve prestar à questão, hoje mundial, da água e ao sistema hidrogeológico global, cujo ciclo se reveste de primária importância para a vida na terra, mas está fortemente ameaçado na sua estabilidade pelas alterações climáticas. De igual modo deve-se procurar apropriadas estratégias de desenvolvimento rural centradas nos pequenos cultivadores e nas suas famílias, sendo necessário também elaborar políticas idóneas para a gestão das florestas, o tratamento do lixo, a valorização das sinergias existentes no contraste às alterações climáticas e na luta contra a pobreza. São precisas políticas nacionais ambiciosas, completadas pelo necessário empenho internacional que há-de trazer importantes benefícios sobretudo a médio e a longo prazo. Enfim, é necessário sair da lógica de mero consumo para promover formas de produção agrícola e industrial que respeitem a ordem da criação e satisfaçam as necessidades primárias de todos. A questão ecológica não deve ser enfrentada apenas por causa das pavorosas perspectivas que a degradação ambiental esboça no horizonte; o motivo principal há-de ser a busca duma autêntica solidariedade de dimensão mundial, inspirada pelos valores da caridade, da justiça e do bem comum. Por outro lado, como já tive ocasião de recordar, a técnica «nunca é simplesmente técnica; mas manifesta o homem e as suas aspirações ao desenvolvimento, exprime a tensão do ânimo humano para uma gradual superação de certos condicionamentos materiais. Assim, a técnica insere-se no mandato de “cultivar e guardar a terra” (cf. Gn 2, 15) que Deus confiou ao homem, e há-de ser orientada para reforçar aquela aliança entre ser humano e ambiente em que se deve reflectir o amor criador de Deus».[25]

11. É cada vez mais claro que o tema da degradação ambiental põe em questão os comportamentos de cada um de nós, os estilos de vida e os modelos de consumo e de produção hoje dominantes, muitas vezes insustentáveis do ponto de vista social, ambiental e até económico. Torna-se indispensável uma real mudança de mentalidade que induza a todos a adoptarem novos estilos de vida, «nos quais a busca do verdadeiro, do belo e do bom e a comunhão com os outros homens, em ordem ao crescimento comum, sejam os elementos que determinam as opções do consumo, da poupança e do investimento».[26] Deve-se educar cada vez mais para se construir a paz a partir de opções clarividentes a nível pessoal, familiar, comunitário e político. Todos somos responsáveis pela protecção e cuidado da criação. Tal responsabilidade não conhece fronteiras. Segundo o princípio de subsidiariedade, é importante que cada um, no nível que lhe corresponde, se comprometa a trabalhar para que deixem de prevalecer os interesses particulares. Um papel de sensibilização e formação compete de modo particular aos vários sujeitos da sociedade civil e às organizações não-governamentais, empenhados com determinação e generosidade na difusão de uma responsabilidade ecológica, que deveria aparecer cada vez mais ancorada ao respeito pela «ecologia humana». Além disso, é preciso lembrar a responsabilidade dos meios de comunicação social neste âmbito, propondo modelos positivos que sirvam de inspiração. É que ocu-par-se do ambiente requer uma visão larga e global do mundo; um esforço comum e responsável a fim de passar de uma lógica centrada sobre o interesse egoísta da nação para uma visão que sempre abrace as necessidades de todos os povos. Não podemos permanecer indiferentes àquilo que sucede ao nosso redor, porque a deterioração de uma parte qualquer do mundo recairia sobre todos. As relações entre pessoas, grupos sociais e Estados, bem como as relações entre homem e ambiente são chamadas a assumir o estilo do respeito e da «caridade na verdade». Neste contexto alargado, é altamente desejável que encontrem eficaz correspondência os esforços da comunidade internacional que visam obter um progressivo desarmamento e um mundo sem armas nucleares, cuja mera presença ameaça a vida da terra e o processo de desenvolvimento integral da humanidade actual e futura.

12. A Igreja tem a sua parte de responsabilidade pela criação e sente que a deve exercer também em âmbito público, para defender a terra, a água e o ar, dádivas feitas por Deus Criador a todos, e antes de tudo para proteger o homem contra o perigo da destruição de si mesmo. Com efeito, a degradação da natureza está intimamente ligada à cultura que molda a convivência humana, pelo que, «quando a “ecologia humana”é respeitada dentro da sociedade, beneficia também a ecologia ambiental».[27] Não se pode pedir aos jovens que respeitem o ambiente, se não são ajudados, em família e na sociedade, a respeitar-se a si mesmos: o livro da natureza é único, tanto sobre a vertente do ambiente como sobre a da ética pessoal, familiar e social.[28] Os deveres para com o ambiente derivam dos deveres para com a pessoa considerada em si mesma e no seu relacionamento com os outros. Por isso, de bom grado encorajo a educação para uma responsabilidade ecológica, que, como indiquei na encíclica Caritas in veritate, salvaguarde uma autêntica «ecologia humana» e consequentemente afirme, com renovada convicção, a inviolabilidade da vida humana em todas as suas fases e condições, a dignidade da pessoa e a missão insubstituível da família, onde se educa para o amor ao próximo e o respeito da natureza.[29] É preciso preservar o património humano da sociedade. Este património de valores tem a sua origem e está inscrito na lei moral natural, que é fundamento do respeito da pessoa humana e da criação.

13. Por fim não se deve esquecer o facto, altamente significativo, de que muitos encontram tranquilidade e paz, sentem-se renovados e revigorados quando entram em contacto directo com a beleza e a harmonia da natureza. Existe aqui uma espécie de reciprocidade: quando cuidamos da criação, constatamos que Deus, através da criação, cuida de nós. Por outro lado, uma visão correcta da relação do homem com o ambiente impede de absolutizar a natureza ou de a considerar mais importante do que a pessoa. Se o magistério da Igreja exprime perplexidades acerca de uma concepção do ambiente inspirada no ecocentrismo e no biocentrismo, fá-lo porque tal concepção elimina a diferença ontológica e axiológica entre a pessoa humana e os outros seres vivos. Deste modo, chega-se realmente a eliminar a identidade e a função superior do homem, favorecendo uma visão igualitarista da «dignidade» de todos os seres vivos. Assim se dá entrada a um novo panteísmo com acentos neopagãos que fazem derivar apenas da natureza, entendida em sentido puramente naturalista, a salvação para o homem. Ao contrário, a Igreja convida a colocar a questão de modo equilibrado, no respeito da «gramática» que o Criador inscreveu na sua obra, confiando ao homem o papel de guardião e administrador responsável da criação, papel de que certamente não deve abusar mas também não pode abdicar. Com efeito, a posição contrária, que considera a técnica e o poder humano como absolutos, acaba por ser um grave atentado não só à natureza, mas também à própria dignidade humana.[30]

14. Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação. A busca da paz por parte de todos os homens de boa vontade será, sem dúvida alguma, facilitada pelo reconhecimento comum da relação indivisível que existe entre Deus, os seres humanos e a criação inteira. Os cristãos, iluminados pela Revelação divina e seguindo a Tradição da Igreja, prestam a sua própria contribuição. Consideram o cosmos e as suas maravilhas à luz da obra criadora do Pai e redentora de Cristo, que, pela sua morte e ressurreição, reconciliou com Deus «todas as criaturas, na terra e nos céus» (Cl 1, 20). Cristo crucificado e ressuscitado concedeu à humanidade o dom do seu Espírito santificador, que guia o caminho da história à espera daquele dia em que, com o regresso glorioso do Senhor, serão inaugurados «novos céus e uma nova terra» (2 Pd 3, 13), onde habitarão a justiça e a paz para sempre. Assim, proteger o ambiente natural para construir um mundo de paz é dever de toda a pessoa. Trata-se de um desafio urgente que se há-de enfrentar com renovado e concorde empenho; é uma oportunidade providencial para entregar às novas gerações a perspectiva de um futuro melhor para todos. Disto mesmo estejam cientes os responsáveis das nações e quantos, nos diversos níveis, têm a peito a sorte da humanidade: a salvaguarda da criação e a realização da paz são realidades intimamente ligadas entre si. Por isso, convido todos os crentes a elevarem a Deus, Criador omnipotente e Pai misericordioso, a sua oração fervorosa, para que no coração de cada homem e de cada mulher ressoe, seja acolhido e vivido o premente apelo: Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação.

Fonte Zenit

15 dezembro 2009

Bento XVI alerta para crise ecológica


Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2010, apresentada no Vaticano, pede respostas «verdes» e nova solidariedade global.

Bento XVI dedicou a sua mensagem para o Dia Mundial da Paz 2010 (1 de Janeiro) à defesa do ambiente, falando numa "crise ecológia" e apelando à comunidade internacional para que tome medidas que travem as alterações climáticas.

O documento, apresentado esta Terça-feira no Vaticano, tem como tema "Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação". [Isso é um conselho ou uma ameaça?]
“Compete à comunidade internacional e aos governos nacionais dar os sinais certos para enfrentar de modo eficaz as formas de exploração do ambiente que são prejudiciais para o mesmo”, diz Bento XVI, para quem é urgente “promover a pesquisa e a aplicação de energias de menor impacto ambiental”.

O documento surge na recta final da Cimeira de Copenhaga, que procura um acordo global para travar os efeitos das mudanças climáticas. Para o Papa, é necessário reconhecer que “entre as causas da actual crise ecológica” está a “responsabilidade histórica dos países industrializados”.

A mensagem acrescenta, contudo, que também os países menos desenvolvidos e emergentes devem assumir as suas “próprias responsabilidades”, porque o “dever de adoptar gradualmente medidas e políticas ambientais eficazes pertence a todos”.

Nesse sentido, defende o Papa, são precisos “cálculos menos interesseiros na assistência, na transferência dos conhecimentos e tecnologias menos poluidoras”.

Para proteger o ambiente, tutelar recursos e o clima, sugere Bento XVI, é fundamental respeitar “normas bem definidas, também do ponto de vista jurídico e económico”, tendo em conta “a solidariedade devida aos que habitam nas regiões mais pobres da terra e às gerações futuras”.

O Papa alerta para “os perigos que derivam do desleixo, se não mesmo do abuso, em relação à terra e aos bens naturais que Deus nos concedeu” e elenca um conjunto de problemáticas que derivam de fenómenos como as alterações climáticas: “A desertificação, a deterioração e a perda de produtividade de vastas áreas agrícolas, a poluição dos rios e dos lençóis de água, a perda da biodiversidade, o aumento de calamidades naturais, a desflorestação das áreas equatoriais e tropicais”.

Bento XVI fala também dos “refugiados ambientais”,, ou seja, “pessoas que, por causa da degradação do ambiente onde vivem, se vêem obrigadas a abandoná-lo – deixando lá, muitas vezes, também os seus bens – tendo de enfrentar os perigos e as incógnitas de uma deslocação forçada”.

O acesso a recursos naturais, acrescenta, está na base de “conflitos, já em acto ou potenciais” e as questões ambientais “têm um impacto profundo no exercício dos direitos humanos, como, por exemplo, o direito à vida, à alimentação, à saúde, ao desenvolvimento”. [Direito ao descanso depois de seis dias de trabalho]

“Infelizmente temos de constatar que um grande número de pessoas, em vários países e regiões da terra, experimenta dificuldades cada vez maiores, porque muitos se descuidam ou se recusam a exercer sobre o ambiente um governo responsável”, lamenta.

Respostas verdes

Para Bento XVI, é preciso encorajar as pesquisas que “visam identificar as modalidades mais eficazes para explorar a grande potencialidade da energia solar”.

“A mesma atenção se deve prestar à questão, hoje mundial, da água e ao sistema hidrogeológico global, cujo ciclo se reveste de primária importância para a vida na terra, mas está fortemente ameaçado na sua estabilidade pelas alterações climáticas”, acrescenta.

Na mensagem pode ler-se que "um dos nós principais a enfrentar pela comunidade internacional é, sem dúvida, o dos recursos energéticos, delineando estratégias compartilhadas e sustentáveis para satisfazer as necessidades de energia da geração actual e das gerações futuras".

O Papa fala ainda da importância de “estratégias de desenvolvimento rural centradas nos pequenos agricultores e nas suas famílias”, bem como de “políticas idóneas para a gestão das florestas, o tratamento do lixo, a valorização das sinergias existentes no combate às alterações climáticas e na luta contra a pobreza”.

“São precisas políticas nacionais ambiciosas, completadas pelo necessário empenho internacional”, observa Bento XVI, convidando a “sair da lógica de mero consumo para promover formas de produção agrícola e industrial que respeitem a ordem da criação e satisfaçam as necessidades primárias de todos”.

A questão ecológica não deve ser enfrentada apenas por causa das pavorosas perspectivas que a degradação ambiental esboça no horizonte; o motivo principal há-de ser a busca duma autêntica solidariedade de dimensão mundial, inspirada pelos valores da caridade, da justiça e do bem comum”, prossegue. [Nova Ordem Mundial?]

Novos modelos

O Papa considera que a crise ecológica “oferece uma oportunidade histórica para elaborar uma resposta colectiva tendente a converter o modelo de desenvolvimento global segundo uma direcção mais respeitadora da criação e de um desenvolvimento humano integral”. [Oportunidade de respeitar a criação diante a proposta de Bento XVI]

Por isso, a mensagem assinala que não se pode avaliar a crise ecológica “prescindindo das questões relacionadas com ela”, desafiando a “uma revisão profunda e clarividente do modelo de desenvolvimento” e “o sentido da economia e dos seus objectivos, para corrigir as suas disfunções e deturpações”.

A humanidade tem necessidade de uma profunda renovação cultural, precisa de redescobrir aqueles valores que constituem o alicerce firme sobre o qual se pode construir um futuro melhor para todos”, escreve Bento XVI. [Que valores? Os Mandadamentos Católicos]

Segundo o Papa, as várias situações de crise que o mundo atravessa - de carácter económico, alimentar, ambiental ou social – “são também crises morais e estão todas interligadas”. [Ratifica o comentário anterior]

A degradação ambiental, indica, “põe em questão os comportamentos de cada um de nós, os estilos de vida e os modelos de consumo e de produção hoje dominantes, muitas vezes insustentáveis do ponto de vista social, ambiental e até económico”. [O domingo têm-se convertido em um dia de consumo, por que não mudar para um dia de descanso, tomando um dimensão ecológica?]

Retomando o que escrevera na sua terceira encíclica, Caritas in veritate, Bento XVI precisa que “os deveres para com o ambiente derivam dos deveres para com a pessoa considerada em si mesma e no seu relacionamento com os outros”. [Sua encíciclica apela para todos os comentários]

O Papa encoraja a educação para “uma responsabilidade ecológica” que salvaguarde “uma autêntica «ecologia humana» e consequentemente afirme, com renovada convicção, a inviolabilidade da vida humana em todas as suas fases e condições, a dignidade da pessoa e a missão insubstituível da família, onde se educa para o amor ao próximo e o respeito da natureza”. [Família, Ecologia e Domingo, um trio perfeito]

Bento XVI não deixa de referir que a Igreja “exprime perplexidades acerca de uma concepção do ambiente inspirada no ecocentrismo e no biocentrismo”, considerando que “tal concepção elimina a diferença ontológica e axiológica entre a pessoa humana e os outros seres vivos”.

Em conclusão, o Papa afirma que “proteger o ambiente natural para construir um mundo de paz é dever de toda a pessoa”, vendo no combate à actual crise “uma oportunidade providencial para entregar às novas gerações a perspectiva de um futuro melhor para todos”.

Fonte Agência Ecclesia

Nota: A família, a ecologia e a humanidade devem ter protegidas, exaltando seus valores, mas para isso Deus determinou um dia que não é o domingo, mas o sábado. Êxodo 20: 8-11.

07 dezembro 2009

Vaticano e a Conferência em Copenhague


Conferência de Copenhague deve chegar à conversão de estilos de vida

O porta-voz vaticano ilustra as implicações éticas

CIDADE DO VATICANO, domingo, 6 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- O interesse que a Conferência de Copenhague suscita sobre a mudança climática deve se converter em um convite a mudar os estilos de vida, considera o porta-voz vaticano.

O Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, analisou as implicações éticas desta cúpula organizada pelas Nações Unidas entre os dias 7 e 18 de dezembro, no último editorial do semanário Octava Dies, emitido pelo Centro Televisivo Vaticano.

O sacerdote começa constatando que, “há algum tempo, muitos consideravam as preocupações climáticas e ambientais como um luxo: preocupação dos ricos. Outros seriam os problemas dos pobres, que deveriam sobreviver e satisfazer suas necessidades primárias”.

“Depois, compreendemos que não era assim – acrescenta. Quando há uma seca ou acontecem catástrofes ambientais, os pobres são os primeiros a sofrer ou morrer. Quem se encontra em lugares mais seguros ou possui mais recursos para nutrir-se ou proteger-se, pode superar melhor a piora das condições ambientais.”

Portanto, considera o porta-voz vaticano, “devemos nos preocupar pelo estado de saúde do planeta por todos, mas em primeiro lugar pelos pobres”.

“O planeta é como um organismo no qual os desequilíbrios interagem uns com os outros. A alteração da composição da atmosfera, a elevação do nível dos mares, a redução das reservas de água doce não-contaminada, as mudanças das precipitações e dos furacões, a erosão dos solos e a desertização, os danos à agricultura e à saúde humana... E tudo isso, no fundo, depende em grande parte das decisões e dos comportamentos humanos.”

A Conferência de Copenhague sobre o clima será considerada um êxito ou um fracasso, reconhece o sacerdote, segundo os compromissos que serão assumidos pelos governos, sobretudo pelos dos maiores países.

“Serão produzidos números ‘mágicos’ sobre reduções das emissões de gases nocivos e sobre financiamentos. Mas, no final, tudo dependerá do comportamento de todos nós, habitantes da Terra, acostumados demais a achar que somos espertos na hora de descarregar a responsabilidade no outro”, acrescenta o porta-voz vaticano.

O Papa, na sua última encíclica, falou justamente de ‘novos estilos de vida’ e recordou que o sistema ecológico se sustenta sobre uma boa relação do homem com a natureza, mas também com seus semelhantes. O problema de Copenhague, portanto, também é um problema nosso.”

Fonte Zenit

Conferência de Copenhague: convite à conversão moral, assegura o Papa

“A salvaguarda da criação exige a adoção de estilos de vida sóbrios”

CIDADE DO VATICANO, domingo, 6 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- Para Bento XVI, a Conferência da ONU sobre a mudança climática, que começa nesta segunda-feira em Copenhague, constitui um convite a uma conversão moral e a uma mudança nos estilos de vida.

...

A partir desta perspectiva, concluiu, “para garantir pleno êxito à conferência, convido todas as pessoas de boa vontade a respeitarem as leis estabelecidas por Deus na natureza e a redescobrir a dimensão moral da vida humana”.

A Santa Sé participa da conferência com uma delegação que é dirigida pelo arcebispo Celestino Migliore, observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas.

Fonte Zenit

Nota: Os apelos para um "bem comum" em volta à uma "dimensão moral da vida humana" e as "leis estabelecidas por Deus na natereza", sugere o que tem sido defendido por BXVI: o domingo comum a todos para proteger o meio ambiente e a criação. Leia isto e confirme: "Sentido ecológico do domingo"

04 novembro 2009

Extinções em massa aceleraram em 2009


Insectos, répteis, anfíbios: muitos tipos de animais e plantas estão a desaparecer a grande velocidade, sobretudo devido ao impacto da acção humana. O mais extenso estudo anual mostra que uma em cada três espécies está em perigo.

O planeta enfrenta uma crise de extinções em massa e redução da sua biodiversidade. A nova lista da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN, na sigla inglesa), avalia a situação de mais de 46 mil espécies conhecidas de animais e plantas, estimando em mais de 17 mil as que estão em risco sério de desaparecer. Ou seja, um terço. Répteis e anfíbios parecem ser as classes mais afectadas.

Este estudo anual é considerado o mais completo sobre o estado da biodiversidade na Terra. Ele resulta do trabalho de milhares de cientistas, activos em todo o mundo. Desde o ano passado, mais 39 espécies de anfíbios desapareceram e 484 entraram na categoria de ameaçadas de forma crítica, o que lhes deixa poucas hipóteses de sobrevivência.

A história mais comum é a de uma espécie que perde progressivamente o seu habitat natural, geralmente devido a pressão humana. Os animais das fotos são bons exemplos: o sapo Khiansi, (em cima) que era abundante nas montanhas da Tanzânia, mas que os cientistas descobriram estar em perigo após a construção de uma barragem, ou a rã na foto da coluna ao lado, que existia no Panamá, mas que poderá estar extinta, devido a um fungo que se espalhou nas florestas onde vivia.

Do total de anfíbios analisados nesta lista, 30% têm a sua sobrevivência ameaçada; 1% estão extintos. Nos peixes de água doce, a situação é ainda pior: 37% das espécies estudadas estão sob ameaça e 3% extintas. E os moluscos estão a desaparecer ritmo ainda superior. Por outro lado, dos mamíferos, 21% estão ameaçados.

Jonathan Baillie, um académico inglês citado pela BBC, resumia o problema levantado pelo estudo: "Durante a nossa vida, passámos de uma situação em que nos preocupávamos com algumas espécies muito ameaçadas para inteiros ecossistemas em colapso".

Fonte Diário de Notícia

22 outubro 2009

Papa renova apelos ecológicos


Bento XVI renovou hoje os seus apelos em favor da defesa do ambiente, defendendo que todos os cristãos têm obrigação de dar um “testemunho credível” nesta matéria.

Numa mensagem enviada ao Simpósio “Religião, Ciência e Ambiente”, promovido pelo Patriarca de Constantinopla (Ortodoxo), Bartolomeu I, o Papa diz que esta é uma causa que precisa da unidade das Igrejas e comunidades cristãs, chamadas a “colaborar de todas as formas possíveis para assegurar que a nossa terra possa conservar intactamente aquilo que Deus lhe deu: grandeza, beleza e generosidade”.

A mensagem papal foi lida na abertura dos trabalhos pelo arcebispo de Nova Orleães (EUA), D. Gregory Michael. A iniciativa tem como tema “Restabelecer o equilíbrio: o grande Rio Mississipi".

Depois do Árctico, as atenções de líderes religiosos, políticos e homens da ciência vira-se agora para uma região que foi duramente atingida em 2005 pela passagem do furacão “Katrina”.

Para o Papa, a solução das crises ecológicas do nosso tempo passa por profundas mudanças “da parte dos nossos contemporâneos”.

Neste sentido, mostrou-se plenamente de acordo com Bartolomeu I – conhecido como o “Patriarca verde” nas redes sociais, em função do seu compromisso ecológico – quanto ao facto de estarmos na presença de questões “de natureza essencialmente ética”.

O cuidado e a protecção do meio ambiente, acrescenta Bento XVI, implicam a resolução de “problemas urgentes”, que se referem a “importantes questões políticas, económicas, técnicas e científicas”.

Citando a sua última encíclica, Caritas in veritate, o Papa recordou que a natureza é “uma prioridade para todos”.

Bento XVI não deixou de aludir aos acontecimentos de Agosto de 2005, assegurando que “os meus pensamentos e as minhas orações estão com todos os que experimentaram sofrimento, privação e mudança forçada, especialmente os pobres, e com quantos se empenharam no trabalho paciente de reconstrução e renovação”.

O Papa observou ainda que “os grandes sistemas fluviais de cada Continente estão hoje expostos a sérias ameaças, muitas vezes como resultado de actividades e decisões do homem”.

Sobre esta matéria, Bartolomeu I disse quetodos temos a nossa responsabilidade” e que “cada decisão, pessoal e colectiva, determina o futuro do planeta”.

Para o Patriarca Ecuménico de Constatinopla, a humanidade chegou ao ponto em que “se atingiram os limites absolutos para a nossa sobrevivência”.

Fonte Agência Ecclesia

20 setembro 2009

“Papa verde”: análise do porta-voz vaticano


O Pe. Lombardi mostra como Bento XVI apresenta a ecologia

CIDADE DO VATICANO, domingo, 20 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Diante do apelativo atribuído pela mídia para qualificar Bento XVI como o “Papa verde”, o porta-voz vaticano ilustrou sua abertura ecológica profundamente arraigada em sua visão religiosa e ética.

“Efetivamente, no magistério de Bento XVI, os pronunciamentos sobre a proteção do ambiente e a salvaguarda da criação são frequentes; poderíamos dizer que são quase contínuos”, reconhece o Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Em sua análise, transmitida pela última edição de Octava Dies, semanário do Centro Televisivo Vaticano, do qual também é diretor, o sacerdote reconhece que “a humanidade é cada vez mais consciente e está preocupada pelas consequências da atividade do homem sobre os frágeis equilíbrios do planeta”.

A intervenção do porta-voz acontece às vésperas da cúpula que as Nações Unidas convocaram para o dia 22 de setembro em Nova York sobre as mudanças climáticas, com o objetivo de preparar o encontro crucial da conferência mundial em Copenhague, no final de novembro.

Neste contexto, sublinha Lombardi, “o Papa oferece um marco de sólidas referências religiosas, racionais e morais para estabelecer programas de ação eficazes e para novos comportamentos e estilos de vida adequados a um desenvolvimento responsável”.

O porta-voz destaca a importância que a última encíclica, Caritas in veritate, dá a temas como “a exploração dos recursos não-renováveis e a justiça com os povos mais pobres, a questão dos consumos energéticos, a responsabilidade diante das gerações futuras, a relação entre ecologia e respeito da vida”.

Mas, como explica o Pe. Lombardi, sintetizando a proposta de Bento XVI, “é necessário sobretudo aprender a ver na criação algo mais que uma simples fonte de riqueza e de exploração nas mãos do homem”.

“É preciso ver a criação como o que é realmente: uma expressão de um projeto de amor e de verdade que nos fala do Criador e do seu amor pela humanidade”, sublinha.

“Os acordos e compromissos dos políticos poderão alcançar o objetivo somente sobre a base de motivações e atos compartilhados e compreendidos pelos seus povos”, assegura.

“Temos necessidade de dar sentido ao caminho e ao desenvolvimento da humanidade. O ‘Papa verde’ e a Igreja sabem bem disso e por isso oferecem este serviço”, conclui o Pe. Lombardi.

Fonte Zenit

Nota: Desde o início do seu ministério Joseph Ratzinger se mostrou um papa disposto a reivindicar a supremacia Católica no mundo. João Paulo II conseguiu sara as feridas deixadas pela Igreja na idade média, resgatando o seu pretígio, após sua morte tornou-se necessário, portanto, um Papa que reivindicasse o seu poder. Bento XVI parece ter sido escolhido para esse fim. Inteligente como demonstra ser, logo viu na ecologia uma oportunidade de trazer o mundo aos pés da ICAR novamente. Contudo, ele não poderá realizar sozinho esta tarefa, precisará de um companheiro com influência política, econômica e militar, e que também seja simpatizante das doutrinas romanas, por este motivo Ratzinger esta buscando uma forte ligação com Obama. Parece que estamos chegando ao fim de todas as coisas, não sabemos quando, mas, de acordo como a história está se desenrolando, já temos a ideia de como poderá acontecer.

Precisamos acordar urgentemente para nos preparar para as provas que em breve poderão vir.

Para melhores esclarecimento veja as postagens em Lei Dominical, ECOmenismo, Aquecimento Global e Ecologia.

17 setembro 2009

Aquecimento pode gerar tsunamis e sismos, dizem cientistas

LONDRES - Terremotos, erupções vulcânicas, deslizamentos gigantescos e tsunamis podem se tornar mais freqüentes à medida que o aquecimento global causa alterações na crosta terrestre, disseram cientistas na quarta-feira.

Mudanças geológicas relacionadas ao clima podem provocar também "erupções de metano," emissões de um potente gás do efeito estufa que hoje se encontra parcialmente armazenado em forma sólida sob o permafrost (solo permanentemente congelado) e o leito do mar, em quantidades superiores a todo o dióxido de carbono (CO2) hoje presente na atmosfera.

"A mudança climática não afeta só a atmosfera e os oceanos, mas também a crosta terrestre. Toda a Terra é um sistema interativo," disse à Reuters o professor Bill McGuire, do University College de Londres, na primeira grande conferência científica que discute os efeitos geológicos da mudança climática.

"Na comunidade política as pessoas estão quase totalmente alheias a qualquer aspecto geológico da mudança climática," acrescentou.

Os especialistas reunidos na conferência olharam para o passado a fim de tentar prever futuras mudanças, examinando especialmente a turbulência climática ocorrida ao final da última era glacial, há cerca de 12 mil anos.

"Quando o gelo se desfaz, a crosta terrestre ricocheteia para cima e isso gera terremotos, o que provoca deslizamentos submarinos, o que causa tsunamis," disse McGuire, organizador da conferência de três dias.

David Pyle, da Universidade de Oxford, disse que pequenas mudanças na massa da superfície terrestre parecem afetar a atividade vulcânica em geral, não apenas em lugares onde há recuo do gelo. Padrões climáticos também parecem afetar a atividade vulcânica, e não só o contrário, disse ele na conferência.

Os oradores foram cuidadosos em sublinhar que a maioria das conclusões por enquanto se limita a hipóteses, mas disseram que parecem crescer as evidências de que o mundo poderá estar propenso a choques em uma vasta escala.

Fonte O Estadão

Nota: De um lado existem os céticos, de outro, os sensacionalistas. A verdade é que existe um plano por trás de tudo isso.

16 setembro 2009

A ONU E O VATICANO UNIDOS PARA PROTEGER O MEIO AMBIENTE - Leia a nota no final da postagem

Nova Iorque, 16 set (RV) - Desenvolvimento sustentável na ótica da realização dos objetivos e metas ambientais fixadas pelos acordos internacionais. É este o assunto principal tratado na mensagem do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, divulgada hoje por ocasião do 14° Dia Mundial da Preservação da Camada de Ozônio.

Em 16 de setembro de 1987, 46 países assinaram o "Protocolo de Montreal" no qual se comprometiam a parar de fabricar o gás Clorofluorcarbono (CFC), indicado como o maior responsável pela destruição da camada de ozônio na estratosfera.

"As provas recolhidas indicam que a eliminação do CFC limitou, desde 1990, o aumento das mudanças climáticas de pelo menos 12 anos" – lê-se na mensagem.

Ban Ki-moon ressalta ainda, que a "cooperação internacional em matéria do CFC é uma clara demonstração de que, através da união de propósitos e ações, é possível diminuir os riscos para o nosso Planeta e construir um mundo mais seguro para as futuras gerações".

Referindo-se à conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas que se realizará em Copenhague, na Dinamarca, em dezembro próximo, o secretário-geral da ONU disse que os governos devem acolher tal ocasião para chegar a um acordo ambicioso, global e equitativo sobre as mudanças climáticas.

"Sem uma verdadeira ação conjunta contra as mudanças climáticas o mundo caminharia rumo a uma profunda fratura social, econômica e ambiental" – conclui Ban Ki-moon (MJ)

Fonte Rádio Vaticana

Nota: Perceba que a busca por um acordo climático global e ambicioso é o apelo que ruge de todos os lados. Outro ponto interessante é a fonte da informação, veja a importância que é dada ao assunto em todos os sites ligados ao Vaticano, perceba que existe um interesse muito grande por parte de Bento XVI neste tema, não será devido ao Sentido Ecológico do Domingo? Creio que sim.

UE pede mais esforços dos EUA no combate ao aquecimento global

BRUXELAS — A presidência sueca da União Europeia pediu nesta quarta-feira mais esforços ao presidente norte-americano Barack Obama na luta contra o aquecimento global, a dez dias da cúpula dos países do G20 em Pittsburgh.
"Precisamos de posições mais claras de boa parte do mundo desenvolvido. A exemplo do que acabamos de ver no Japão, precisamos de sinais mais claros por parte dos Estados Unidos", declarou em uma mensagem de vídeo apresentada no site da presidência sueca da UE.
O primeiro-ministro japonês eleito Yukio Hatoyama surpreendeu ao anunciar que o Japão tentaria reduzir em 25% suas emissões de gases do efeito estufa (GES) até 2020 em relação a 1990, revisando para cima a meta fixada pelo atual governo.
Os europeus pretendem reduzir as suas em 20% a menos em relação a 1990, e em 30% se os outros grandes países assinarem um acordo internacional ambicioso durante a cúpula sobre o clima de Copenhague, no final do ano.
"Estamos preocupados, porque as novas iniciativas anunciadas até o momento não são suficientes para atender ao objetivo de 2 graus (máximo de aumento das temperaturas no planeta, ndlr) que nós nos fixamos", acrescentou Reinfeldt, nessa gravação na qual apresenta as prioridades de uma reunião dos líderes da UE prevista para quinta-feira à noite em Bruxelas.
Durante esse encontro, os chefes de Estado e de governo pretendem adotar um texto comum no qual exortam seus parceiros de fora da Europa a se mobilizarem pelo clima.
"Todos os países que ainda não o fizeram deverão de maneira urgente assumir compromissos ambiciosos para reduzir suas emissões em médio prazo", ressalta seu projeto de documento final, ao qual a AFP teve acesso.

Os dirigentes querem também pedir a todos os países ricos e emergentes que ajudem os países mais pobres a lutar contra a poluição e os efeitos do aquecimento global.

A Comissão Europeia avaliou em 100 bilhões de euros por ano os investimentos necessários até 2020, mas ainda resta estabelecer como a ajuda será dividida entre os países da UE, algo que preocupa, sobretudo, países do Leste Europeu.

Fonte AFP

Nota: Todos estão à espera de uma decisão dos EUA para combater os gases que provocam o efeito estufa, esta pressão está vindo de diversas formas, e, provavelmente, quando vier supreenderá a muitos.

14 setembro 2009

Ambientalismo: arrombando consciências

O coro de vozes dos cientistas chamados de "realistas" ou "céticos" tem crescido a cada dia. Eles apontam má-fé, incongruência e fraudes nos "estudos" do ativista Al Gore e do próprio IPCC (Intergovernamental Panel on Climate Change), o painel da ONU que estuda a mudança climática. Tais cientistas não compreendem como Al Gore e o IPCC possam ter ganho o Prêmio Nobel da Paz com sua campanha anti-científica, ideológica e até estelionatária de um catastrofismo climático.

A mídia tem suas curiosidades. O comum das pessoas dá por certo que um dos interesses dos órgãos de comunicação é a matéria sensacional. De vez em quando, entretanto, a mídia faz um silêncio absoluto, ou quase tanto, a respeito de determinado assunto que se julgaria próprio a preencher essa sua busca por temas de grande impacto...
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Ambientalismo apocalíptico

Aqui está, a meu ver, o nervo da questão: o ambientalismo não hesita em recorrer ao impacto emocional mais cruel, e até à fraude, para inocular na opinião pública seus "argumentos" e "conclusões".

Por métodos não racionais e inescrupulosos artifícios de propaganda , o ambientalismo apocalíptico sugestiona o público, impingindo-lhe como evidente, como um "fato" que entra pelos olhos, o que não passa de uma ficção. No passo seguinte, convence suas vítimas a aceitar como necessárias mudanças civilizacionais.

Deste modo o ambientalismo, a denominada revolução verde - como, aliás, muitos movimentos revolucionários - arromba as consciências, fazendo-as aceitar falsas soluções, para problemas inexistentes.

Por este motivo o influente Bjorn Lomborg, o dinamarquês de 43 anos autor de O Ambientalista Cético, afirmou em conferência proferida em São Paulo que os ambientalistas fazem com a Humanidade o que faria um criminoso que colocasse um revólver na cabeça de sua vítima e lhe exigisse tomar uma decisão imediata. É difícil imaginar, dizia ele, que tal decisão fosse ponderada e racional.

Fácil é compreender que, diante deste terrorismo publicitário - e a propaganda acima é um exemplo acabado disso - cientistas de boa fé, experientes e com muitos títulos acadêmicos, encontrem por vezes dificuldade em dissipar os exageros e as mentiras do catastrofistas ambientais. Os primeiros apresentam fatos, argumentos lógicos, demonstrações; os segundos manipulam medos recorrendo a inescrupulosos artifícios de propaganda.

Fraude isolada?

Compreendo bem que alguém objete ser exagerado tirar todas estas conclusões apenas de uma propaganda, realmente fraudulenta, mas única.

Em matéria de fraude ambientalista, esta propaganda, infelizmente, não é um caso isolado.

O coro de vozes dos cientistas chamados de "realistas" ou "céticos" tem crescido a cada dia. Eles apontam má-fé, incongruência e fraudes nos "estudos" do ativista Al Gore e do próprio IPCC (Intergovernamental Panel on Climate Change), o painel da ONU que estuda a mudança climática.

Tais cientistas não compreendem como Al Gore e o IPCC possam ter ganho o Prêmio Nobel da Paz com sua campanha anti-científica, ideológica e até estelionatária de um catastrofismo climático.

Uma catadupa de estudos, análises, coleções de dados do mundo real e de denúncias de aplicações improcedentes de modelos matemáticos, vão deixando em situação delicada o IPCC e o próprio Al Gore.

Mais de 700 cientistas do mundo todo contestaram as afirmações do relatório do IPCC, elaborado por 52 cientistas. A informação encontra-se no relatório de 255 páginas (U.S. Senate Minority Report), publicado em 2009 sob os auspícios do Comitê do Senado americano para Meio Ambiente e Obras Públicas.

Uma vez mais chamo a atenção: a mídia, sempre tão afeita a tudo que é informação sensacional... calou!

O verdadeiro "motor" do ambientalismo

A importância da agência publicidade e da ONG envolvidas no escândalo da peça publicitária intitulada Tsunami, mostra bem a que altos níveis se estende a manipulação ambientalista. Tal manipulação não é apenas coisa de desinformados, ou de amadores. Ela faz parte, em boa medida, das táticas da chamada "revolução ambiental".

Resta uma pergunta: afinal o que move o ambientalismo? Será mesmo o desejo inocente e altruísta de preservar o planeta e o meio ambiente? Ou, por trás desta fachada, se operam manipulações, cuja intenção é criar um clima emocional e de terror que arrombe as consciências e as faça aceitar uma série de mudanças nas mentalidades, nos estilos de vida, apresentadas como "necessidades imperiosas" para a "sobrevivência" do planeta? E tais "imperiosas" mudanças para onde apontam? Parecem visar uma alteração, em seus fundamentos, da atual ordem de coisas - voltada para a produtividade e o desenvolvimento - rumo a uma sociedade primitiva e "despojada".

Se não for assim, por que o ambientalismo tem necessidade de mentir de modo tão grotesco para alcançar um fim que seria reto e inocente?

É bom não esquecer que, ao longo da História , as revoluções se travestiram em defensoras dos povos e das liberdades, mas acabaram por criar verdadeiras máquinas de extermínio - o Nazismo e o Comunismo são apenas os exemplos mais recentes - moldando "civilizações" que vilipendiaram o Direito Natural, violentaram a natureza humana em seus aspectos mais elementares, e, em nome de uma libertação das "amarras" do Cristianismo, erigiram como "modernos" hábitos, costumes e métodos neo-pagãos.

"Eu não acredito no aquecimento global... ele se transformou em uma nova religião", afirmou o Prof. Ivar Giaever, Prêmio Nobel da Física de 1973.

Pensemos nisto!

Fonte Mídia Sem Máscara

Leia Nosso FAQ

Nota: Tudo, aqui exposto, já foi comentado aquiaqui e aqui.

11 setembro 2009

Igreja defende o homem contra destruição de si mesmo, recorda Cardeal Bertone

ROMA, 10 Set. 09 / 05:29 am (ACI).- O Secretário de estado Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, assinalou que a Igreja "não só promove a defesa da terra, a água e o ar, que o Criador deu a todos, mas também se dedica especialmente a proteger o homem contra a destruição de si mesmo".

Assim o indicou o Cardeal na homilia da Missa de um Congresso sobre amparo do meio ambiente no qual citou uma passagem da encíclica Caritas in veritate na qual o Papa Bento XVI assinala que "quando a ecologia humana se respeita dentro da sociedade, também gera benefício à ecologia ambiental".

O Cardeal Bertone também afirmou que "a Igreja considera os assuntos relacionados com o meio ambiente e seu amparo como intimamente ligados ao tema do desenvolvimento integral humano".

Por isso o Cardeal alentou aos participantes a contribuírem "na construção de um mundo onde a paz seja fruto do real compartilhar dos bens da terra entre todos seus habitantes".

Fonte ACI Digital

Papa Convida a Descobrir Dimensão Religiosa da Ecologia - Leia a Nota

CASTEL GANDOLFO, quinta-feira, 10 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI fez um convite, nesta quinta-feira, a descobrir a dimensão espiritual e religiosa da defesa do ambiente e da natureza.


Escutaram sua proposta os promotores do pavilhão da Santa Sé na Exposição Internacional realizada em 2008, em Zaragoza, com o tema “Água e desenvolvimento sustentável”, que foram recebidos em audiência pelo Papa. Eles estavam acompanhados pelo arcebispo da cidade, Dom Manuel Ureña Pastor, e pelo embaixador da Espanha na Santa Sé, Francisco Vásquez.

Após recordar que a presença vaticana na exposição “foi uma das mais visitadas e apreciadas”, o Papa esclareceu que, “com esta iniciativa, procurou-se oferecer aos seus numerosos visitantes uma oportuna reflexão sobre a importância e o valor primordial que a água tem para a vida do homem”.

Mediante sua participação na exposição, a Santa Sé quis, além disso, manifestar não somente a imperiosa necessidade de sempre proteger o ambiente e a natureza, mas também descobrir sua dimensão espiritual e religiosa mais profunda”, acrescentou.

Hoje como nunca – segundo Bento XVI –, é preciso ajudar as pessoas a que saibam ver na criação algo mais que uma simples fonte de riqueza ou de exploração nas mãos do homem.”

Quando Deus, com a criação, dá ao homem as chaves da terra, espera dele que saiba usar deste grande dom fazendo-o frutificar de forma responsável e respeitosa.”

O ser humano descobre o valor intrínseco da natureza se aprende a vê-la como o que é na realidade: expressão de um projeto de amor e de verdade que nos fala do Criador e do seu amor à humanidade, e que encontrará sua plenitude em Cristo, no final dos tempos”, indicou, fazendo referência à sua nova encíclica, Caritas in veritate.

Neste sentido, é oportuno recordar mais uma vez a estreita relação que existe entre o cuidado do meio ambiente e o respeito às exigências éticas da natureza humana, já que quando se respeita a ecologia humana na sociedade, também a ecologia ambiental se beneficia”, continuou explicando o Papa.

Fonte Zenit

Nota: Não é segredo que Bento XVI já apelou para O Sentido Ecológico do Domingo, agora ele declara que a ecologia está ligada à religião, pois quem é religioso deve proteger a obra da Criação de Deus. Outro ponto bem interessante é a citação de sua encíclica, que tem recebido vários elogios, onde estão implícitos pontos importantes que já foram abordados neste espaço.


Só para reflexão: o que estaria ele sugerindo ao falar: "Neste sentido, é oportuno recordar mais uma vez a estreita relação que existe entre o cuidado do meio ambiente e o respeito às exigências éticas da natureza humana, já que quando se respeita a ecologia humana na sociedade, também a ecologia ambiental se beneficia"? Está bem claro. O domingo é visto por Bento XVI, pela ICAR e pelos evangélicos, como uma necessidade do ser humano que necessita de descanso, então deve se unir o descanso dominical com a necessidade de proteger o meio ambiente, parando em dia da semana para economizar energia e reduzir a poluição. Esquecendo-se eles que não existe nenhuma uma linha na Sagrada Escritura que autorize a mudança do Sábado para o Domingo. O Sábado é o dia escolhido por Deus para este fim, estão eles substituindo o mandamento de Deus pelo mandamento do homem.

31 agosto 2009

Papa pede que países industrializados cooperem pelo planeta

O pontífice fez a chamada ao final de sua tradicional reza do Ângelus

O papa Bento XVI pediu neste domingo que os países industrializados cooperem "com responsabilidade pelo futuro do planeta e para que não sejam as povoações mais pobres que paguem um maior preço pelas mudanças no clima".

O pontífice fez esta chamada ao final de sua tradicional reza do Ângelus e lembrou que, "na próxima terça-feira, acontecerá na Itália o Dia da Salvaguarda da Criação". "Trata-se de um evento significativo, de relevância também ecumênica, que este ano terá como tema principal a importância do ar", lembrou Bento XVI.

Além disso, ressaltou que "o ar é um elemento indispensável para a vida" e pediu, como já fez na audiência da quarta-feira passada, "mais compromisso de todo o mundo para proteger a criação, dom de Deus". Por outro lado, durante a reza do Ângelus em sua residência de verão (hemisfério norte) em Castelgandolfo, o papa ressaltou que a história do Cristianismo está cheia "de inumeráveis exemplos de pais santos e de verdadeiras famílias cristãs, que acompanharam a vida de generosos sacerdotes e pastores da Igreja".

Bento XVI evocou a figura de Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, sobre quem disse que "nunca deixou de rezar" para a conversão de seu filho, e da qual disse que, "mais que uma mãe", foi "a fonte de seu Cristianismo". "Quando os cônjuges se dedicam generosamente à educação dos filhos, guiando e orientando na descoberta do amor de Deus, preparam esse fértil terreno espiritual no qual nascem e amadurecem as vocações ao sacerdócio e à vida consagrada", afirmou.


Nota: Quero afirmar que nada temos contra a proteção ao meio ambiente, pelo contrário, acreditamos que Deus é o criador e que devemos ser protetores da criação de Deus, acreditamos tanto nisto que descansamos no dia em que se comemora o ato criativo de Deus (Gênesis 2:1-2), e aconselhamos que as pessoas parem neste dia para o planeta poder respirar, o Sábado é o dia escolhido para este fim. (Êx. 20:8-11). O que combatemos e refutamos é que este dia, o Sábado, tenha sido alterado e colocado em seu lugar o Domingo, pois não existe uma linha na bíblia que autorize esta mudança. E todos os apelos de BXVI são em prol da observação do domingo como dia de guarda, ato que mostra todo o poder que a Igreja Católica tem, poder de alterar até o que foi escrito pelo "dedo de Deus" (Êx. 31:18), e isto foi profetizado (Daniel 7:25). Mas este poder só exercido sobre aqueles que desejarem tomar do seu vinho. (Apocalipse 17)

26 agosto 2009

Papa pede modelo de desenvolvimento que respeite mais a natureza

O Papa Bento XVI fez um apelo nesta quarta-feira à comunidade internacional para que mude "o atual modelo de desenvolvimento mundial" por uma nova representação que respeite mais a natureza, durante a audiência semanal na residência de verão de Castel Gandolfo (sul de Roma).

"É indispensável converter o atual modelo de desenvolvimento mundial em compromisso mais forte e mais bem compartilhado (...)", declarou.

"A degradação do meio ambiente e as catástrofes naturais fazem-nos lembrar da urgência de respeitar a natureza", acrescentou o Papa.

Depois de "agradecer a Deus o dom precioso da criação" o Pontífice exortou a humanidade a recobrar "uma relação correta com o meio ambiente na vida cotidiana".

"Juntos, poderemos construir um desenvolvimento humano completo em benefício dos povos de hoje e de amanhã, um desenvolvimento inspirado nos valores da caridade na verdade", declarou para 5.500 fiéis reunidos no pátio da residência.

Fonte Último Segundo

Nota: Os apelos de Bento XVI estão ficando mais fortes a cada dia. A sua encíclica "Caridade na Verdade" virou norma para todos os seus discursos. Não podemos esquecer que nesta encíclica ele apela a um poder político mundial que tenha poderes supremos para controlar a economia e combater o aquecimento global e proteger a natureza. Não resta dúvidas que os apelos dele estão direcionados para o cumprimento profético a tanto tempo esperado.

Estamos vivendo os dias da profecia em que os grandes heróis da fé do passado sempre sonharam. Mas agora surge a pergunta: onde estão os heróis da fé do presente? Estamos nos dias finais da história deste mundo, as profecias estão se cumprindo fielmente, mas estamos precisando de heróis que despertem o povo de um coma profundo, onde o amor ao mundo os colocou. Está na hora de Deus despertar os seus Heróis para combater a mornidão que assola a Sua Igreja, pois, acredito, que até estes Heróis estão dormindo.

Heróis da Fé do Presente: Despertem!!! Deus Vos Chama!!! A Sua Igreja Necessita de Ajuda!!!

01 julho 2009

Um Papa ecológico

O Vaticano e o próprio Papa têm tido várias intervenções em favor de uma "economia verde" e do respeito pelo meio ambiente, traduzidas em palavras e gestos práticos. A reciclagem, por exemplo, é já uma realidade implantada no Vaticano: um ano após o início da recolha diferenciada de lixo no pequeno Estado, 42% dos contentores para os resíduos são destinados a materiais recicláveis.

Esta realidade confirma o crescimento da preocupação ecológica no Vaticano, particularmente visível no complexo fotovoltaico que foi instalado em 2008 no tecto da sala Paulo VI: dos quase 5 mil metros quadrados de superfície da cobertura, cerca de 2 mil foram substituídos por painéis solares, enquanto que o restante é utilizado como tela para aumentar a quantidade de energia captada.

Na mensagem para o Dia Mundial da Paz 2008, Bento XVI defendia que "a família precisa duma casa, dum ambiente à sua medida onde tecer as próprias relações. No caso da família humana, esta casa é a terra, o ambiente que Deus criador nos deu para que o habitássemos com criati-vidade e responsabilidade".

"Devemos cuidar do ambiente: este foi confiado ao homem, para que o guarde e cultive com liberdade responsável, tendo sempre como critério orientador o bem de todos", apontou então.

O Papa não faz da ecologia uma religião e observa que "respeitar o ambiente não significa considerar a natureza material ou animal mais importante do que o homem; quer dizer antes não a considerar egoisticamente à completa disposição dos próprios interesses, porque as gerações futuras também têm o direito de beneficiar da criação, exprimindo nela a mesma liberdade responsável que reivindicamos para nós".

"Actualmente a humanidade teme pelo futuro equilíbrio ecológico. Será bom que as avaliações a este respeito se façam com prudência, no diálogo entre peritos e cientistas, sem acelerações ideológicas para conclusões apressadas e sobretudo pondo-se conjuntamente de acordo sobre um modelo de progresso sustentável, que garanta o bem-estar de todos no respeito dos equilíbrios ecológicos", escreveu já o Papa.

No final do ano passado, o Papa chamou a atenção para a "nossa responsabilidade para com a Terra", frisando que a mesma "não é uma propriedade nossa que podemos explorar segundo os nosso interesses e desejos".

"O facto de a Terra, o cosmos, espelharem o Espírito criador, significa que as suas estruturas racionais - que para lá da ordem matemática se tornam quase palpáveis na experimentação - trazem em si uma orientação ética", apontou.

Bento XVI afirmou que "dado que a fé no Criador é uma parte essencial do Credo cristão, a Igreja não pode e não deve limitar-se a transmitir aos seus fiéis apenas e mensagem de salvação, ela tem uma responsabilidade em relação à criação".

Energia e água

Já na mensagem para o Dia da Paz 2007, Bento XVI falava especificamente do problema do "abastecimento energético".

"Nestes anos, novas nações entraram decididamente no sector da produção industrial, aumentando as necessidades energéticas. Isto está a provocar uma corrida sem precedentes aos recursos disponíveis", alertava.

Ao mesmo tempo, escrevia, "persistem ainda em algumas regiões do planeta situações de grande atraso, onde o desenvolvimento está praticamente bloqueado devido também ao aumento dos preços da energia".

Em causa está, segundo Bento XVI, a imposição de um "tipo de desenvolvimento ou de não-desenvolvimento" derivado da escassez de reabastecimento energético. O Papa admite que a corrida às fontes de energia possa gerar mais injustiças e conflitos, em especial pela reacção de quem ficar de fora.

"A destruição do ambiente, um uso impróprio ou egoísta do mesmo e a apropriação violenta dos recursos da terra geram lacerações, conflitos e guerras, precisamente porque são fruto de um conceito desumano de desenvolvimento. Com efeito, um desenvolvimento que se limitasse ao aspecto técnico-económico, descurando a dimensão moral-religiosa, não seria um desenvolvimento humano integral e terminaria, ao ser unilateral, por incentivar as capacidades destruidoras do homem", avisa o Papa.

A água é outra preocupação papal, que a considera "um direito inalienável" e um recurso precioso que a comunidade internacional deve gerir de forma a permitir que todos possam ter acesso a ele.

Fonte Agência Ecclesia

Nota: Nada contra a proteção ao meio ambiente, pelo contrário, temos o dever de protegê-lo. O problema está em como será realizado, adotando o sábado para o descanso semanal de acordo com a Bíblia, ou o domingo como quer Bento XVI? Pois muitos já ensinam que a terra deve parar em um dia da semana.