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19 abril 2010

Pesquisa global aponta melhoria da imagem dos EUA no mundo

Uma pesquisa encomendada pelo Serviço Mundial da BBC indica que a imagem dos Estados Unidos nos outros países melhorou e que a do Irã piorou.

A enquete, conduzida pela GlobeScan/PIPA, ouviu 29.997 entrevistados em 28 países durante novembro de 2009 e fevereiro de 2010, ou seja, período que marcou o primeiro aniversário da chegada de Barack Obama à Presidência dos Estados.

Esta foi a primeira vez desde que a BBC começou a monitorar a percepção da imagem de determinados países, em 2005, que a imagem dos Estados Unidos no mundo é considerada, em média, mais como positiva do que negativa.

Na pesquisa, os entrevistados foram perguntados como avaliam a influência de 17 países do mundo, entre eles o Brasil.

Os resultados revelaram que os Estados Unidos são vistos de modo positivo em 20 dos 28 países pesquisados, com média de 46% dos entrevistados afirmando que veem o país mais como uma influência positiva no mundo, contra 34% dos que o veem mais como influência negativa.

Em comparação com o ano anterior, a visão positiva melhorou quatro pontos percentuais. Já a “rejeição” à influência americana caiu nove pontos percentuais.

Apesar de não ser o país visto mais favoravelmente pelos entrevistados, os Estados Unidos ultrapassaram a China, cuja influência é classificada como positiva em 15 países e por 41% dos entrevistados, em média.

A imagem do Brasil é vista como positiva por 41% dos entrevistados.

Efeito Obama

Segundo o presidente da GlobeScan, Doug Miller, “as pessoas ao redor do mundo hoje veem os Estados Unidos de maneira mais positiva do que em qualquer período desde a segunda guerra do Iraque. Enquanto sua imagem positiva ainda é menor do que a da Alemanha ou da Grã-Bretanha, a visão positiva do país certamente está subindo de novo”.

“Depois de um ano, o ‘Efeito Obama’ parece ser real”, disse Steve Kull, diretor da PIPA. “Sua influência sobre a visão das pessoas no mundo, no entanto, é mais de amenizar os aspectos negativos da imagem dos Estados Unidos, enquanto que os aspectos positivos ainda não receberam forte atenção.”

A Alemanha permanece como o país com imagem mais favorável entre os outros (sua influência é considerada positiva por 59% dos entrevistados, em média), seguida pelo Japão (53%), Reino Unido (52%), Canadá (51%) e França (49%).

Em contraste, o Irã é o país cuja imagem é vista como menos positiva entre os entrevistados (apenas 15%), seguido pelo Paquistão (16%), Coreia do Norte (17%), Israel (19%) e Rússia (30%).

A imagem do Irã é vista como negativa pelos entrevistados de quase todos os países, com exceção do México e Paquistão. Em média, 56% dos entrevistados consideram sua influência negativa.

A imagem positiva do país caiu quatro pontos percentuais em relação ao ano passado. Em meio às negociações sobre novas sanções contra o Irã no Conselho de Segurança da ONU, a imagem negativa do país aumentou na Rússia (de 32% no ano passado, para 45%) e a visão positiva diminuiu na China (de 41%, no ano passado, para 30%).

Fonte BBC Brasil

Nota: Está claro que os EUA estão ganhando forças, Obama é o responsável por isso, mas a profecia também. Para aqueles que pensavam que os EUA iriam perder o posto de líder mundial das nações, esta notícia coloca sua tese por água abaixo. A profecia não falha. Brevemente veremos ela cumprir-se cabalmente.

11 dezembro 2009

O Nobel da Paz e a defesa da guerra


Responsáveis da CNJP comentam discurso de aceitação de Barack Obama, em Oslo

O presidente dos EUA, Barack Obama, defendeu a necessidade de, em determinadas circunstâncias, se recorrer à guerra como única forma de manter a paz, no seu discurso de aceitação do Nobel da Paz 2009.

"Dizer que a guerra é por vezes necessária não é apelar ao cinismo, é reconhecer as imperfeições do Homem e os limites da razão", garantiu.

O novo Nobel da Paz afirmou que "onde a força é necessária, temos um interesse moral e estratégico em estarmos vinculados a certas regras de conduta. E mesmo quando enfrentamos um adversário feroz que não conhece regras, acredito que os Estados Unidos da América devem continuar a ser portadores de padrões na conduta de guerra".

A noção de «guerra justa» evocada por Obama, motivou apreciações diferentes por parte dos responsáveis da Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP).

A vice-presidente daquele organismo, Joana Rigato, classificou como “fases de trevas” os momentos em que na história da Igreja “se cedeu à consideração de que a violência e a morte podem ser justificadas”. Nesses períodos, “a lógica do mundo sobrepôs-se à lógica de Deus”, sintetizou a responsável.

Em entrevista a Agência ECCLESIA, a dirigente da CNJP sublinhou que não leu o discurso do presidente dos Estados Unidos da América, pelo que desconhece o contexto em que Obama usou o conceito de “guerra justa”. Ainda assim, afirmou que essa perspectiva não lhe merece “qualquer consideração”, por não ser compatível com os valores cristãos.

Guerra Justa

Noutra passagem do discurso, Obama frisou que “não trago, hoje, uma solução definitiva para os problemas da guerra. O que eu sei é que ir ao encontro destes desafios vai exigir a mesma visão, trabalho árduo e persistência dos homens e mulheres que agiram tão corajosamente há décadas. E vai exigir que pensemos de outra maneira sobre as noções da guerra justa e dos imperativos de uma paz justa".

O vogal da CNJP, José Dias da Silva, defende, a este respeito, que “não podemos cair no irrealismo de pensar que vivemos no Reino dos Céus, em que tudo é paz e sossego, e em que toda a gente se comporta com dignidade e de acordo com os direitos humanos”.

O autor do livro «Viver o Evangelho Servindo a Pessoa e a Sociedade - Introdução à Doutrina Social da Igreja» recordou que “João Paulo II falou do conceito de «intervenção humanitária», por exemplo a propósito das guerras na ex-Jugoslávia. Quando há massacres, pode haver situações em que tem que ser através da força que as situações se resolvem”, afirmou. Por isso, “não podemos cair na ideia de que bastam as boas palavras”.

No discurso que proferiu durante a cerimónia, Barack Obama declarou que “um movimento de não-violência não poderia ter parado os exércitos de Hitler”. Joana Rigato contrapôs a esta posição a atitude pacífica preconizada por Gandhi, que considerou ser “muito mais cristã do que qualquer opção bélica”.

“Percebo que o que eu estou a dizer pode parecer «naif», mas Jesus também parecia «naif»; e Ele não optou por uma lógica razoável aos olhos da mentalidade da época”, defendeu a responsável pelo projecto «Educar para a Cidadania».

José Dias da Silva frisou que “a guerra nunca pode ser senão a última solução para os problemas”. No entanto, o vogal da Comissão Nacional Justiça e Paz salientou que “o pecado existe, pelo que há situações que eu não me atreveria a dizer que sou absolutamente contra intervenções militares”.

Quem está com as mãos na lama, é evidente que se suja e que se salpica”, constatou o vogal da Comissão Nacional Justiça e Paz.

“Não era aceitável que os países continuassem impávidos e serenos enquanto decorriam limpezas étnicas em Timor, na Bósnia ou no Kosovo, por exemplo”. Nesses casos – admitiu – as soluções “têm de passar pela violência”.

Neste sentido, José Dias da Silva acredita que a presença dos católicos em situações extremas pode contribuir para “ajudar ao máximo” a aplicar os valores evangélicos, “dentro do que é possível”.

Em relação ao envolvimento dos EUA no Iraque e no Afeganistão – país onde Portugal mantém uma presença militar – Joana Rigato desejou que “Obama não ceda à lógica dos compromissos necessários”. É evidente que ele tem situações de guerra entre mãos que não pode largar de forma irresponsável”, indicou a professora de Filosofia.

A vice-presidente da CNJP espera que o presidente dos Estados Unidos “saia de forma responsável" dos conflitos em que o seu país se implicou e não defenda “que há situações justas em que se possa infligir violência sobre outros povos”.

Por seu lado, José Dias da Silva sublinhou que o conceito de «guerra justa» deve ser “clarificado” e sujeito a “discernimento”.

Fonte Agência Ecclesia

Nota: Claro que sempre irá existir divergências sobre esse assunto, mas o que me chama atenção é a junção de pensamentos entre Obama e Bento XVI. Por sinal, O Dia Mundial da Paz que será celebrado pela Igreja Romana no próximo ano terá como tema: "Se queres paz, cuida da Criação". Perceba que essa frase se encaixa em seus pensamentos. Claro que devemos proteger a Criação de Deus, obra de Suas mãos, porém o método sugerido por Bento XVI vai contra a Lei de Deus, escrita com Seu próprio dedo (Êxodo 31:18), pois ela ordena a separação do Sábado para esse propósito (Êxodo 20: 8-11), quando BXVI sugere o domingo, sinal de autoridade do homem no comando da Igreja, para resolver esse impasse, Pedro nos dá a orientação: "importa obedecer a Deus do que aos homens." Atos 5:29. O Sábado foi o dia separado por Deus para proteger o meio ambiente, o domingo é uma invenção humana.

Alguns podem pensar: "É apenas um dia, então tanto faz ser domingo ou sábado o importante é proteger a natureza". Amigo, Deus só aceita o que Ele pede, Ele não aceita o que o homem quer dá. Lembre-se da história de Caim e Abel, Deus pediu uma oferta, uma animal sem defeito, Abel ofereceu de acordo com o que Deus pediu, Caim ofereceu frutas, legumes, verduras, o melhor de sua lavoura, qual foi o resultado? Gênesis 4: 1-7. Leia e perceba que Deus só aceita o que Ele pede, então se Ele pede o Sábado, jamais aceitará o domingo. Pense nisso!

12 novembro 2009

Obama Lidera Lista de Poderosos da Forbes e Bento XVI fica em 11º


WASHINGTON, EUA — O presidente Barack Obama é a pessoa mais poderosa do mundo segundo lista criada pela revista Forbes, que concede ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o 33º lugar na relação de 67 nomes divulgada nesta quinta-feira no site da revista econômica.

Segundo a publicação, a escolha dos 67 nomes faz parte do objetivo de indicar uma pessoa poderosa em cada 100 milhões, dentro dos 6,7 bilhões de habitantes do planeta.

Atrás de Obama, em segundo lugar, está o presidente da China, Hu Jintao, e, em terceiro, o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin.

Na lista há nomes das mais variadas tendências, como o líder do cartel de drogas mexicano, Joaquin Guzman, que ocupa o 41o. lugar, bem à frente dos presidentes francês Nicolas Sarkozy e russo Dmitry Medvedev.

O Papa Bento XVI se encontra na 11a. posição, atrás do fundador da Microsfot, William Gates.

Osama bin Laden ocupa o 37o. lugar, o líder religioso supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei é o 40o e o presidente venezuelano Hugo Chavez é o último da lista (67o.)h.

Poucas mulheres aparecem no ranking: a chanceler alemã Angela Merkel está em 15o. lugar, a secretária de Estado americana Hillary Clinton em 17o., e a apresentadora de TV americana Oprah Winfrey, em 45o.

Lista completa das pessoas mais poderosas do mundo segundo a Forbes:

Fonte AFP

22 setembro 2009

Obama se diz determinado a agir contra o aquecimento global


NOVA YORK, EUA — O presidente americano, Barack Obama, cujo país é um dos maiores poluentes do planeta, se declarou nesta terça-feira determinado a agir contra o aquecimento climático, mas reconheceu que "o mais duro" ainda deve ser feito até a Conferência de Copenhague em dezembro.

"A ameaça imposta pela mudança climática é grave, é urgente e está aumentando", afirmou Obama diante de dezenas de dirigentes do mundo inteiro reunidos na ONU em Nova York para tentar desbloquear as discussões sobre o aquecimento global.

Para Obama, as gerações futuras caminharão para uma "catástrofe irreversível", se a comunidade internacional não agir "audaciosa, rápida e conjuntamente".

"Compreendemos a gravidade da ameaça climática. Estamos determinados a agir. E nós honraremos nossas responsabilidades aos olhos das gerações futuras", prometeu.

Mas, como previsto, o presidente evitou, apesar da pressão dos países europeus e de alguns países ricos sobre os EUA, anunciar uma meta além da já conhecida de levar até 2020 as emissões americanas de gases poluentes ao nível de 1990. Ele defendeu a ação adotada nos oito primeiros meses de sua presidência.

Ninguém, entretanto, esperava uma iniciativa tão grande quanto esta da parte de Obama.

A resistência de alguns países ricos como os EUA em aceitar compromissos ambiciosos e a das grandes economias emergentes como a China ou a Índia em se submeter a obrigações geram pressão sobre o resultado da Conferência de Copenhague, destinada a elaborar um novo tratado internacional para substituir o Protocolo de Kyoto contra o aquecimento climático.

"Não podemos nos iludir, o mais difíciel ainda deve ser feito até Copenhague", enfatizou Obama.

Ele falou da crise econômica mundial, comentando que ela complica os esforços: "Estamos todos confrontando dúvidas e dificuldades em nossas capitais", disse.

Reconheceu a responsabilidade dos países ricos de dar o exemplo e ajudar financeira e tecnicamente os países menos desenvolvidos a contribuir para a luta contra o aquecimento.

Disse ainda que trabalhará para cortar os subsídios públicos para os combustíveis quando reunir os dirigentes do G20 na quinta e sexta-feira em Pittsburgh (leste dos Estados Unidos).

"Mas os países com crescimento rápido, que estarão na origem de quase todo aumento das emissões mundiais de gás carbônico nas próximas décadas, também devem fazer sua parte do trabalho", disse, reivindicando um compromisso de adotar medidas vigorosas.

Os aliados europeus dos Estados Unidos os condenam por não apoiar suficientemente os esforços dos países menos desenvolvidos. Eles os criticam também por não assumir objetivos tão ambiciosos quanto eles: uma redução das emissões de 20% daqui a 2020 em relação a 1990, mais se outros países seguirem.

Eles dizem também que o Congresso leva muito tempo para discutir estes assuntos.

A Câmara dos Representantes adotou um texto que propõe a redução das emissões de 17% daqui a 2020 em relação a 2005.

Mas o texto do Senado está parado, e corre o risco de ir menos longe que o da Câmara.

Inúmeros parlamentares continuarão recusando seus limites obrigatórios, se a Índia e ou a China não os aceitarem. Eles temem que a concorrência econômica seja prejudicada. Este foi o argumento usado também pelo predecessor de Obama, George W. Bush, para recusar as cotas de emissões.

Fonte AFP

16 setembro 2009

"Minilateralismo", a estratégia certeira para a América de Obama (IISS)

A América de Barack Obama, temporariamente enfraquecida pela crise econômica, continuará sendo a maior potência do mundo se mantiver uma lógica "minilateral" de alianças variáveis, avaliou nesta terça-feira, em Londres, o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, sigla em inglês).

O "minilateralismo" (por oposição ao "unilateralismo" dos anos Bush) consiste em "reunir o número certo de países para resolver um problema específico em diversas temáticas e em vários palcos", explicou o respeitado centro de análises políticas e militares em seu relatório anual 2009 ("Strategic Survey").

Esta posição pode até se tornar uma marca da presidência Obama, observou o diretor da IISS, John Chipman, ao apresentar o documento à imprensa.

Chipman citou como elementos de prova desta nova perspectiva americana as diversas convocações do G20 para tratar da crise econômica, a política da mão estendida aos países muçulmanos para associá-los à resolução do conflito israelense-palestino e da crise relacionada ao programa nuclear iraniano, a multiplicação das cúpulas sobre o aquecimento global, e a decisão inédita de Obama de presidir, no fim deste mês, uma conferência sobre a não proliferação nuclear no Conselho de Segurança da ONU.

"No âmbito nacional, Obama fez campanha no tema 'yes, we can', mas no cenário internacional ele pode acabar sendo levado cada vez mais a dizer 'no, we can't', a menos que consiga convencer um número crescente de países a dividir suas ideias e seu fardo", explicou o IISS.

Este é o único caminho para que "a política externa americana possa, nestes tempos difíceis, adiar ou inverter a teoria do declínio que alguns talvez tenham se apressado demais em mencionar", analisou.

Para o IISS, os Estados Unidos até saíram reforçados da crise econômica provocada em grande parte por eles.

"A crise mostrou a amplitude dos recursos que os Estados Unidos podem mobilizar para resolver uma situação. Assim, de alguma forma, a crise financeira reforçou o domínio americano, em vez de afetá-lo", afirmou.

"Os Estados Unidos têm mais capacidade que a China de reunir coalizões em torno de seus pontos de vista", destacou o instituto...

Fonte Último Segundo

Nota: Para aqueles que pensavam que o domínio americano sobre o mundo estaria em sua fase final, se enganaram, este artigo mostra que a crise financeira poderá fortalecer os EUA ao invés de enfraquecê-los. Desta forma, a crise financeira veio para permitir uma união dos países ricos em torno dos pontos de vista americanos, e reforça a ideia de que Obama terá um papel fundamental na profecia.

18 agosto 2009

Bento XVI e Obama: religião, fator de conflito a fator de paz

Entrevista com o filósofo francês Henri Hude

PARIS, segunda-feira, 17 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- No último número da revista Humanitas, da Pontifícia Universidade Católica do Chile, pode-se ler o ensaio do filósofo francês Henri Hude, membro do Conselho de Colaboradores dessa publicação chilena que circula de norte a sul no continente americano, no qual analisa, a partir da perspectiva da filosofia moral política, os discursos do Papa Bento XVI e do presidente Barack Obama no Oriente Médio.

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--Por que semelhante paralelo entre os diversos discursos de Bento XVI e os de Barack Obama?

--Henri Hude: A humanidade precisa empreender “um novo começo”, não somente no Oriente Médio. Bento XVI e Barack Obama o afirmam e empregam a mesma expressão. É a primeira e a última palavra deles. A meta apontada por este “novo começo” é a paz universal. Os dois desejam apontar sem utopia rumo a essa direção. Este “novo começo” só é possível, segundo ambos, quando se leva a religião seriamente em consideração. Os dois prestam especial atenção, por conseguinte, às condições culturais e espirituais da paz universal. Suas perspectivas sobre o porvir – diversas, mas cruzadas – sugerem uma possível recomposição positiva do panorama global, espiritual e temporal.

...

--Qual é, em sua opinião, a contribuição essencial de suas intervenções paralelas?

--Henri Hude: Dizer que a religião pode ser um fator de paz. Barack Obama pensa que as religiões podem conviver harmoniosamente submetendo-se à norma de uma filosofia que assegure a igualdade e a liberdade das opiniões e tradições no seio de uma constituição política dirigida a agrupar toda a pluralidade na unidade, sem anulá-la. E pluribus Unum. E dada esta condição, é muito positiva sua contribuição para a sociedade. Em minha opinião, Bento XVI expressa da melhor maneira como este modelo teórico pode operar sem degradar-se na utopia ou na manipulação. Bento XVI fala menos da religião em geral, abordando, no entanto metodicamente, com realismo e respeito, as diversas relações particulares presentes: entre o cristianismo e o Iluminismo; entre o Iluminismo e o Islã; entre o cristianismo e o Islã. Certamente, considera também o judaísmo.

...

--Como podemos viver juntos em paz se nos separam dissentimentos quanto ao essencial que recusamos relativizar?

--Henri Hude: O que permite a coexistência é a estima e a amizade mediante o caráter comum do moralmente sério de uma vida virtuosa. Desta forma se edificou o consenso dos Estados Unidos, entre filósofos e crentes, a partir da independência. Precisamente este consenso caiu por terra a partir da decisão sobre o aborto. Barack Obama desejaria reconstruí-lo. Mas como?

Se o espírito ilustrado abandona o dever kantiano em benefício do hedonismo e do relativismo ético, a democracia “iluminada” já não se estrutura em torno da liberdade que sobe, mas em torno da que desce, e então já não há lugar comum entre ela e as religiões, nem tampouco com um Iluminismo sério. Neste aspecto, os problemas morais da vida são cruciais. Se o espírito das Luzes renuncia à exigência rigorosa do dever, degrada-se em um laxismo intolerante que leva ao choque das civilizações.


...

Leia na íntegra em Zenit.org

Nota: Um poder político e um religioso em prol da união de todas as religiões e, assim, alcançar o objetivo de "viver em paz". Exatamente como está relatado em Apocalipse 13. Duas bestas diferentes, uma dando vida à imagem da outra. O discurso é bonito e inspirador, o problema é que em vez de tomar como regras morais os mandamentos bíblicos relatados em Êxodo 20, tomarão como base os mandamentos católicos. Satanás vem disfarçado em anjo de luz, falando de paz e união, e seus ministros disfarçados em ministros de justiça e o seu fim será conforme suas obras. II Coríntios 11:14-15.

26 junho 2009

Bento XVI recebe Obama em audiência no dia 10 de julho, o encontro será antes da Reunião do G8.





Washington, 24 jun (EFE).- O papa Bento XVI receberá o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no dia 10 de julho em audiência privada, informou hoje a Casa Branca.

Em entrevista coletiva diária, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou que Obama conversará com o papa após participar da cúpula do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais ricos e a Rússia) que será realizada na cidade italiana de L'Aquila entre 8 e 10 de julho.

Horas antes, a agência "Catholic News Service" confirmou que, devido à apertada agenda de Obama, o papa Bento XVI, que costuma receber os chefes de Estado no início da manhã, concordou em fazer a audiência privada às 16h (11h de Brasília). EFE


Nota: A Reunião do G8 tratará sobre a crise financeira e sobre o aquecimento global. Apocalipse 13.

08 junho 2009

Vaticano "gostou muito" do discurso de Obama no Cairo

O Vaticano "gostou muito" do discurso pronunciado pelo presidente americano Barack Obama nesta quinta-feira no Cairo, que pode contribuir para estabelecer "novas relações com o mundo muçulmano", declarou à agência Ansa Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano. "O discurso pronunciado hoje por Obama é muito significativo, e talvez importante para estabelecer novas relações entre os Estados Unidos e o mundo muçulmano", disse Lombardi.

O Osservatore Romano, o jornal do Vaticano, destacou em sua edição desta quinta-feira que "sem ignorar as divergências e as tensões, sem evitar os preconceitos e os problemas, Barack Hussein Obama deu um novo impulso às relações entre os Estados Unidos e o mundo muçulmano".

"O primeiro presidente negro dos Estados Unidos foi além das fórmulas políticas ao se referir a interesses comuns concretos em nome de uma humanidade compartilhada", acrescentou a publicação.

Em um discurso muito esperado e apresentado como uma etapa marcante do início de sua presidência, Obama defendeu com força nesta quinta-feira no Cairo uma nova relação entre os Estados Unidos e o mundo muçulmano, em ruptura com a era de seu predecessor, George W. Bush.

Fonte Ultimo Segundo

Nota: Obama parece está cumprindo seu papel, se o que esperamos profeticamente será realizado por ele, não sabemos, mas as suas ações mostram que ele está cumprindo uma parte muito importante: a união de todas as nações. Uma nova ordem mundial deve ser concretizada e para isso as inimizades políticas devem ser esquecidas. Veja aqui outras notícias sobre o discurso de Obama no Cairo.

24 março 2009

Obama quer ação externa do G20, novos poderes aos EUA

NOVA YORK (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ações rápidas dos líderes do G20 para estimular a economia mundial e novos poderes para desativar empresas financeiras prestes a falir dentro do país nesta terça-feira, um dia após os mercados terem aplaudido seu plano para absorver ativos tóxicos que têm pesado sobre bancos.

Com o grupo dos ministros de finanças do G20 se preparando para o encontro do dia 2 de abril em Londres, Obama pediu às economias que aprovem gastos de estímulo robustos, reparem os mercados de crédito e estendam ajuda a países pobres.

"Minha mensagem é clara: os Estados Unidos estão prontos para conduzir, e nós convidamos nossos parceiros a se juntar a nós com um senso de urgência e propósito em comum", disse Obama em um artigo publicado em 31 jornais em todo o mundo.

...

Fonte Abril

19 março 2009

Encontro do presidente do episcopado norte-americano com Obama

O cardeal George mobiliza a opinião pública a favor da objeção de consciência

WASHINGTON, quarta-feira, 18 de março de 2009 (ZENIT.org).- O cardeal Francis George, OMI, arcebispo de Chicago e presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, teve um encontro nesta terça-feira à tarde com o presidente Barack Obama no Salão Oval da Casa Branca.

No encontro privado, que durou cerca de 30 minutos, «o presidente e o cardeal George falaram de uma ampla gama de questões, inclusive importantes oportunidades para o governo e a Igreja Católica de seguir sua longa relação para enfrentar alguns dos desafios mais urgentes da nação», acrescenta a nota.

Uma declaração da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos explica que, ao final do encontro, o purpurado «expressou sua gratidão pelo encontro e sua esperança de que promova um fecundo diálogo a favor do bem comum».

Em uma recente vídeo-mensagem (http://www.usccb.org/conscienceprotection), o cardeal George abordou dois temas particularmente importantes para a vida do país: a liberdade religiosa e a liberdade de consciência.

Em 27 de fevereiro, recordou, a administração Obama publicou, em uma página web federal, a notícia segundo a qual pretende eliminar a regra da objeção de consciência no Departamento para a Saúde e os Serviços Humanos.

Esta norma, explica o cardeal, «faz parte da ampla gama de proteções legais para quem trabalha no setor de saúde» e «tem problemas de consciência ao ficar envolvido em abortos ou outros procedimentos de homicídio que são contrários à sua fé».

O purpurado confessa que está «profundamente preocupado pelo fato de que uma ação assim por parte do governo possa ser o primeiro passo para levar nosso país da democracia ao despotismo».

«Nenhum governo deveria intrometer-se entre o indivíduo e Deus», declara.

«Por que motivo nosso governo e nosso sistema legal não deveriam permitir a objeção de consciência no caso de uma ação moralmente negativa, o homicídio de uma criança no seio materno?», pergunta o purpurado.

Segundo o cardeal George, «as pessoas entendem o que acontece realmente em um aborto»: «mata-se a um membro da família humana». Por este motivo, declara, «ninguém deveria ver-se obrigado pelo governo a atuar como se fosse cego diante desta realidade».

Por este motivo, o cardeal pede a todos os cidadãos que manifestem ao governo seu dever de defesa da objeção de consciência através da páginahttp://www.usccb.org/conscienceprotection/.

Fonte Zenit

Nota:Apocalipse 13 está se cumprindo exatamente como previsto, precisamos está alerta e vigiando em oração, e não vamos esquecer das reformas necessárias para nos encontrar com Cristo.

12 março 2009

Obama pede ação global coordenada para combater crise

Presidente dos EUA quer avanços na regulamentação do sistema financeiro.

- O presidente americano, Barack Obama, pediu que seja lançada uma ação global coordenada para estimular o crescimento econômico internacional.

As declarações desta quarta-feira antecedem o encontro na Grã-Bretanha, neste final de semana, dos ministros da economia do G20 (grupo dos países desenvolvidos e dos principais emergentes).

Obama disse que pretende pedir aos líderes do G20, que têm uma reunião em dois de abril em Londres, que estimulem suas economias e adotem mais mecanismos reguladores.

"Temos duas metas no G20. A primeira é garantir que aconteça uma ação coordenada para reavivar a economia", disse Obama.

"A segunda é nos certificarmos de que estamos avançando nas reformas regulatórias que garantam que nós não tenhamos mais esse tipo de risco no sistema (financeiro)."

Obama disse que uma contínua deterioração no crescimento global prejudicaria os Estados Unidos.

Segundo ele, o secretário do Tesouro do país, Timothy Geithner, vai discutir na reunião deste fim de semana "como podemos garantir que mercados emergentes de países em desenvolvimento, que podem ser bastante atingidos pela crise econômica, permaneçam estáveis para que possam continuar comprando produtos americanos".

Os comentários de Obama acontecem em um momento em que analistas dizem perceber divergências crescentes entre os Estados Unidos e a União Europeia sobre como lidar com a crise econômica.

Os Estados Unidos favoreceriam mais gastos, enquanto a maior parte dos líderes europeus seria favorável a uma regulamentação maior do sistema financeiro. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte O Estadão

11 março 2009

Obama à mineira

A semana começou com estardalhaço: por um lado, desde o fim de semana, céticos contra-atacando nos Estados Unidos (como apontei no post anterior); por outro, um alerta sombrio de cientistas reunidos em Copenhague (leia a reportagem).

No meio disso tudo, quase passou despercebida uma medida importantíssima do governo de Barack Obama: um projeto para inventariar emissões de gases do efeito estufa da indústria americana.

A agência de controle da poluição nos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) propôs na terça-feira uma regulamentação que obriga empresas que emitem mais de 25 mil toneladas métricas por ano a declararem a produção de gás carbônico (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O), hidrofluorcarbonetos (HFC), entre outros.

A proposta deve atingir já a partir do ano que vem cerca de 13 mil fábricas, responsáveis por entre 85% e 90% ddas emissões americanas

Na prática, esse é o primeiro passo no projeto de Obama para instituir um mercado de carbono nos Estados Unidos.

Fonte BBC Brasil

Nota: O novo presidente dos EUA gosta de agir de maneira sigilosa e quando ninguém está esperando. Isto serve para nos deixar mais alerta do que estamos, pois desta maneira virão decisões e leis que afetarão o mundo religioso em seu âmago. Fiquemos alerta. Vigiando e Orando.

26 fevereiro 2009

Obama encara combate ao aquecimento global e pede lei de cotas de poluição

WASHINGTON (AFP) — O presidente americano, Barack Obama, pediu nesta terça-feira ao Congresso que elabore uma lei para limitar a emissão de gases causadores do efeito estufa, com a criação de um mercado de cotas de poluição, medida fundamental para o combate ao aquecimento global jamais cogitada pelo governo anterior.

"Para transformar de verdade a nossa economia, garantir nossa segurança e salvar nosso planeta das mudanças climáticas, é necessário que as fontes de energia limpa e renovável sejam também rentáveis", indicou Obama, em seu primeiro discurso no Congresso como presidente.

"Assim, pesso ao Congresso que me envie uma legislação estabelecendo cotas para as emissões de gases causadores do efeito estufa, baseadas no mercado e que estimule a produção de mais energia renovável nos Estados Unidos", acrescentou.

Os Estados Unidos são o maior produtor de gases poluentes. O governo anterior, de George W. Bush, se negou a ratificar o protocolo de Kyoto, que impõe objetivos para a redução das emissões, que estão entre as principais causas do aquecimento global.

Obama advertiu que seu país está atrasado no setor energético, e anunciou a meta de duplicar, em três anos, a produção nacional de energia renovável.

Um sistema de comércio de emissões de CO2 estabeleceria um limite para a quantidade de gases poluentes que as companhias podem produzir, forçando as mais poluidoras a reduzir seus níveis de emissão e estimulando o investimento em energia limpa.

O governo Bush argumentava que a implementação de semelhante projeto encareceria demais a produção das empresas.

No início do mês, em uma entrevista ao jornal The New York Times, o secretário americano de Energia, Steven Chu, mencionou um possível sistema de taxas sobre as emissões de dióxido de carbono.

A idéia foi pouquíssimo mencionada durante a campanha presidencial, considerada tabu pelos candidatos, que não queriam se arriscar a propor um encarecimento da produção em tempos de crise - mesmo sendo em prol do meio ambiente.

Desde a chegada de Obama ao poder, o Congresso trabalha para redigir um sistema de negociação de cotas de emissões de gases causadores do efeito estufa, baseado no modelo que foi implantado na União Européia.

Fonte AFP

25 fevereiro 2009

Obama garante que "iremos reconstruir" a América

WASHINGTON - O presidente Barack Obama pediu na terça-feira que o país veja a crise como motivo para aumentar sua ambição, pedindo caros novos esforços para lidar com programas de energia, saúde e educação mesmo ao alertar que pode precisar de mais dinheiro para resgatar instituições bancárias.

Em seu primeiro discurso a uma sessão conjunta no Congresso, Obama misturou reconhecimento da profundidade dos problemas com uma exaltação ao estilo Reagan da resistência americana e uma agenda ampla com a promessa de começar a equiparar o enorme déficit orçamentário.

"Ainda que nossa economia esteja enfraquecida e nossa confiança abalada, apesar de vivermos uma época difícil e incerta, hoje quero que cada americano saiba isso", disse Obama. "Nós iremos reconstruir, nós iremos recuperar e os Estados Unidos da América ressurgirão mais fortes do que antes".

Obama disse que foi ao Capitólio não apenas para falar aos membros da Câmara e do Senado que estavam diante dele, mas também para "falar francamente e diretamente aos homens e mulheres que nos colocaram aqui".

Uma falha em confrontar a dependência nacional do petróleo, lidar com o aumento no custo da saúde e encontrar uma solução para o declínio das escolas americanas contribuiu para colocar o país onde está agora, disse Obama.

Obama pediu que o Congresso aprove a lei que limita as emissões de gases causadores do efeito estufa e use os US$15 bilhões que irá gerar por ano para pagar por fontes de energia renováveis.

Ele disse que a América está ficando para trás da China Alemanha, Japão e outros países que produzem e usam energias limpas, mas desafiou empreendedores americanos a fazer dos Estados Unidos os líderes mundiais em energia eficiente.

Ele foi vago a respeito de como pretende tornar a assistência médica mais barata e acessível, dizendo apenas que o orçamento que irá divulgar na quinta-feira oferecerá uma abertura ao objetivo de um "sistema de saúde de qualidade e barato para qualquer americano".

Obama disse que irá cortar o déficit ao meio até o final de seu mandato, dizendo pela primeira vez que sua gestão "identificou mais de 2 trilhões de dólares em economias para a próxima década".

Obama pediu a criação de poupanças isentas para todos os americanos, um aceno aos republicanos para que criem algum tipo de veículo de investimento ao considerarem a revisão da previdência social.

Fonte Último Segundo

13 fevereiro 2009

Se Obama fosse Papa

O teólogo Hans Küng, presidente da Fundação Ética Mundial, em artigo para o jornal La Repubblica, 07-02-2009, analisa os contrastes entre as posições do presidente recém eleito dos EUA, Barack Obama, e do papa Bento XVI. No artigo, Küng oferece algumas respostas à sua própria pergunta: "O que faria um Papa se agisse no espírito de Obama?". A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o artigo.

O Presidente Barack Obama conseguiu, em um curto período de tempo, retirar os Estados Unidos de um clima de desânimo e contra-reformas, apresentando uma visão de esperança e introduzindo uma mudança estratégica na política interna e externa desse grande país.

Na Igreja Católica as coisas são diferentes. O ambiente é opressivo, a pilha de reformas é paralisante. Após quase quatro anos no cargo, muitas pessoas vêem o Papa Bento XVI como outro George W. Bush. Não foi nenhuma coincidência que o Papa celebrou o seu 81º aniversário na Casa Branca. Tanto Bush quanto Ratzinger não conseguem aprender nada em matérias de controle de natalidade e aborto, não são propensos a implementar quaisquer reformas sérias, são arrogantes e sem transparência na forma como exercem os seus cargos, restringindo liberdades e direitos humanos.

Como Bush no seu tempo, o Papa Bento também sofre de uma crescente falta de confiança. Muitos católicos já não esperam nada dele. Pior ainda, com a retirada da excomunhão de quatro bispos tradicionalistas que foram consagrados ilegalmente, incluindo um que notoriamente nega o Holocausto, Ratzinger confirmou todos os receios que surgiram quando foi eleito Papa. O Papa favorece pessoas que ainda rejeitam a liberdade de religião afirmada pelo Vaticano II, o diálogo com outras igrejas, a reconciliação com o Judaísmo, uma elevada estima pelo Islã e outras religiões mundiais e a reforma da liturgia.

Com o objetivo de promover a "reconciliação" com um pequeno grupo de tradicionalistas arquirreaccionários, o Papa arrisca perder a confiança de milhões de católicos em todo o mundo, que continuam a ser leais ao Vaticano II. O fato de ser um Papa alemão que está dando passos em falso acentua o conflito. As desculpas após o ocorrido não conseguirão juntar as peças.

O Papa teria um trabalho mais fácil do que o Presidente dos Estados Unidos ao adotar uma mudança de rumo. Ele não tem ao seu lado nenhum Congresso como corpo legislativo, nem um Supremo Tribunal como judiciário. É o chefe absoluto do Governo, legislador e juiz supremo na Igreja. Se quisesse, poderia autorizar de um dia para o outro a contracepção, permitir o casamento dos padres, tornar possível a ordenação de mulheres e permitir a eucaristia partilhada com as Igrejas Protestantes. O que faria um Papa se agisse no espírito de Obama?

Claramente, tal como Obama, ele afirmaria claramente que a Igreja Católica está em uma crise profunda e identificaria a origem do problema: muitas congregações sem padres, um número ainda insuficiente de novos candidatos ao sacerdócio e um colapso oculto de estruturas pastorais como resultado de fusões impopulares de paróquias, um colapso que muitas vezes se desenvolveu ao longo de séculos.

Proclamaria a visão da esperança de uma Igreja renovada, um ecumenismo revitalizado, um entendimento com os judeus, muçulmanos e outras religiões mundiais e uma avaliação positiva da ciência moderna;

Reuniria ao seu redor os colegas mais competentes, e não os homens e mulheres "sim, senhor", mas mentes independentes, apoiados por especialistas competentes e destemidos;

Iniciaria imediatamente as medidas reformadoras mais importantes por decreto ("ordem executiva"); e convocaria um concílio ecumênico para promover a mudança de rumo.

Mas que contraste deprimente:

Enquanto o Presidente Obama, com o apoio do mundo inteiro, olha para frente e está aberto às pessoas e ao futuro, esse Papa orienta-se o mais para trás possível, inspirado por um ideal de igreja medieval, céptico sobre a Reforma, ambígua sobre os direitos modernos de liberdade.

Enquanto o Presidente Obama se preocupa com uma nova cooperação com parceiros e aliados, o Papa Bento XVI, tal George W. Bush, está preso em um raciocínio em termos de amigo e inimigo. Ele despreza os co-irmãos cristãos das Igrejas Protestantes ao recusar reconhecer essas comunidades como Igrejas. O diálogo com os Muçulmanos não foi além de uma mera confissão verbal de "diálogo". As relações com o Judaísmo dizem-se profundamente danificadas.

Enquanto o Presidente Obama irradia a esperança, promove atividades cívicas e convoca uma nova "era de responsabilidade", o Papa Bento está aprisionado em seus medos e quer limitar a liberdade humana tanto quanto possível, para estabelecer uma "era de restauração".

Enquanto o Presidente Obama se lançou na ofensiva usando a Constituição e a grande tradição do seu país como base para passos corajosos de reforma, o Papa Bento interpreta os decretos do Concílio da Reforma de 1962 em sentido contrário, tendo em mente o Concílio conservador de 1870.

Mas como, com toda a probabilidade, o Papa Bento XVI não será nenhum Obama, para o futuro imediato precisamos, em primeiro lugar, de um episcopado que não oculte os problemas manifestos da Igreja, mas os aborde abertamente e enfrente-os de forma enérgica em nível diocesano. Também precisamos de teólogos que colaborem ativamente com uma visão de futuro da nossa Igreja e não tenham receio de falar e escrever a verdade. De pastores que oponham as cargas excessivas impostas constantemente pela fusão de muitas paróquias e que assumem corajosamente a responsabilidade como pastores. E, em particular, as mulheres, sem as quais, em muitos lugares, as paróquias entrariam em colapso, para que, com confiança, empreguem as possibilidades da sua influência.

Mas nós podemos realmente fazer isso? Yes, we can.

(Com fonte IHU-Unisinos)

Fonte SRZD

Nota: Por este motivo um dará mão ao outro. Um fará uma imagem do outro. Um assinará um decreto que fará lei às blafêsmias do outro. O que um não pode fazer o outro fará.

"Também exercia toda a autoridade da primeira besta na sua presença; e fazia que a terra e os que nela habitavam adorassem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada".

"Foi-lhe concedido também dar fôlego à imagem da besta, para que a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta. E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na fronte, para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis". Apocalipse 13: 11-18.

O que é impossível ao papa realizar, o presidente dos EUA fará. EUA, a maior nação protestante, dará ao papado e assim tentará salvar-lo, fazendo uma imagem de sua lei natural. Irão impor o domingo como dia sagrado e assim estarão colocando o profano em lugar do santo. Domingo em lugar do Sábado.

04 fevereiro 2009

A caminho de uma nova ordem mundial

Ao longo dos últimos dias ao ler os jornais nacionais e estrangeiros apercebi-me de algo interessante. Um enorme número de pessoas parece acreditar em duas coisas que deixaram de fazer sentido no final de 2008. A primeira é que com o final da Administração W. Bush podemos finalmente regressar ao passado e abraçar de novo a boa velha América. A América má e incompetente regressou aonde nunca deveria ter saído - ao Texas profundo. A segunda é que, com a Administração Obama em Washington, os EUA vão conseguir começar a controlar a crise financeira e a recessão que se está a fazer sentir de uma forma cada vez mais dura a nível internacional.

Estas duas ideias são altamente problemáticas. Regressar ao passado e depositar as nossas esperanças apenas na capacidade de recuperação económica dos EUA não nos vai levar muito longe. O verdadeiro problema que temos pela frente é saber se, ao longo deste ano, vai ou não ser possível começar a negociar os princípios e as regras de uma nova ordem económica mundial. Não estamos de regresso ao passado. Estamos é presentes na reestruturação de algo essencial para a paz e a prosperidade internacional.

Os EUA e a China foram os verdadeiros motores dos últimos dez anos da economia mundial. A relação entre Washington e Pequim foi de tal maneira importante que Niall Ferguson, da Universidade de Harvard, cunhou uma nova expressão para descrever esta espécie de novo país económico - 'Chimerica'. As enormes poupanças dos 'chimericanos' de leste permitiram a Washington manter as taxas de juros a níveis historicamente muito baixos. Os hábitos de consumo dos 'chimericanos' de oeste alimentaram as exportações da China que por sua vez usou grande parte deste dinheiro para financiar o défice dos EUA. A 'Chimerica' tornou claro que, pela primeira vez em muitos séculos, os fluxos de capitais que estão no coração da fase da globalização que temos vivido vinham do Oriente para o Ocidente.

A relação entre Washington e Pequim é de tal maneira importante para os dois países e para a economia mundial que Ferguson deu um conselho a Barack Obama - "Não espere até Abril pela nova reunião dos G-20. Convoque uma reunião do G-2 chimericano no dia seguinte à sua tomada de posse. Não espere pela China para convocar a sua própria reunião de um novo 'G-1' em Pequim". Os conselhos dos professores universitários existem para serem ignorados pelos decisores políticos. Em vez do G-2 de Niall Ferguson, Timothy Geithner, o novo secretário do Tesouro, foi ao Comité de Finanças do Senado acusar a China de manipular o valor da sua moeda no segundo dia da Administração Obama. Esta semana foi a vez de Hillary Clinton, a nova secretária de Estado dos EUA, dizer que a agenda das relações entre Washington e Pequim não pode continuar a ser dominada apenas pelas questões económicas.

As posições de Geithner e Clinton mostram três coisas importantes. A primeira é que ainda não é claro quem é que na Administração Obama vai ser responsável pela gestão do relacionamento económico com a China. A segunda é que a Administração Obama e muitos membros do Congresso pensam que a política cambial chinesa esteve na origem da crise financeira internacional. O baixo valor da moeda chinesa aliado às altas taxas de poupança do país financiou as bolhas especulativas nos mercados mobiliários e financeiros de uma série de outros países e desequilibrou a economia mundial. A terceira é que numa situação de fortes quebras de procura nas sociedades mais ricas do mundo, a China precisa agora de exportar menos e consumir muito mais para manter a economia internacional a funcionar. Uma moeda mais forte é uma das maneiras de conseguir isto.

A resposta chinesa veio de um sítio impensável aqui há uns anos - do Fórum Económico Mundial em Davos. Wen Jiabao, primeiro-ministro da China, apontou o dedo às práticas seguidas pelos EUA e muitos países europeus para justificar a origem da actual crise e anunciou uma série de medidas para estimular o investimento e a procura interna. Wen também defendeu que é essencial repensar as regras e o funcionamento do sistema financeiro internacional.

O início do debate político entre Washington e Pequim sobre o que fazer para ressuscitar a economia mundial e a discussão sobre as regras a seguir a nível internacional para diminuir os riscos das bolhas especulativas mostra que estamos a assistir ao início da reestruturação da economia internacional. Esta reestruturação vai depender muito das deliberações tomadas em Washington e Pequim nos próximos tempos. É tempo de olhar em frente e de compreender que o que está em causa não é o passado mas sim a evolução da globalização.

Richard Holbrooke

Richard Holbrooke, a coisa mais parecida que os EUA têm com um carro de combate diplomático, foi nomeado Representante Especial dos EUA para o Paquistão e Afeganistão. A nomeação de Holbrooke mostra a grande importância da Ásia do Sul para o processo de decisão da Administração Obama. Mostra também a enorme frustração de Washington com o caos e a incerteza que rodeiam o Paquistão e o Afeganistão. O caos e a frustração não deveriam surpreender quem conhece a turbulenta história regional. Mesmo assim, é claramente preciso ter em Washington e na Ásia do Sul alguém experiente e com peso político e burocrático para conseguir pôr alguma ordem nos programas e objectivos militares e civis dos EUA na região.

Miguel Monjardino

Fonte O Expresso

Google lança serviço para localizar pessoas através do celular

Há 5 horas

WASHINGTON (AFP) — O Google lançou um novo aplicativo, o Google Latitude, que permite aos usuários localizar fisicamente, através do celular, seus contatos que também estejam registrados nesse serviço, informou a empresa em seu blog oficial.

Disponível desde terça-feira, o Google Latitude é promovido como "uma forma divertida de estar em contato com as pessoas mais chegadas", já que indica a localização próxima dessas pessoas, indicou o grupo com sede no Mountain View (Califórnia).

"De agora em diante você saberá se sua esposa está engarrafada no trânsito, se um de seus amigos veio à cidade para o fim de semana ou podem se tranquilizar de que um ente querido que viajou de avião chegou a seu destino", explica o Google.

Antecipando-se às críticas pelas possíveis invasões à vida privada que o serviço implica, a empresa reconhece "o caráter sensível da localização on-line", mas insiste nas garantias de segurança para os usuários do novo aplicativo: tudo é opcional, uma pessoa pode escolher a quem localizar e existe o 'modo oculto'.

Disponível em 27 países, 14 deles na União Européia, o serviço será expandido progressivamente para outras regiões.

O grupo britânico de telefonia móvel Vodafone e a empresa informática americana Loopt já haviam desenvolvido um serviço de localizadores para celulares.

Fonte AFP

Nota: Leia este artigo em conexão com o artigo abaixo e veja o interesse de Obama em se aliar com o Google. Existem vários fatores para este casamento ocorrer.

O ameaçador romance do Google com Obama

13/Jan/09

Um espectro ronda o mundo: o relacionamento cada vez mais próximo do Google com o futuro presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Isso só pode acabar mal. Quando uma empresa começa a se envolver diretamente na política, quem paga o pato somos nós. Sempre.

As corporações (pequenas, médias e grandes) têm como único objetivo ganhar dinheiro – e o Google não foge disso. Cá entre nós, o sistema legal e as instituições dos países muitas vezes aparecem para os empresários como um entrave aos seus negócios. Aí, só restam duas opções.

A primeira é aceitar as coisas como elas são e ganhar menos grana do que o esperado. Por que você acha que o pessoal de Mountain View aceitou se submeter às regras do regime ditatorial da China? Não dava para ignorar um mercado de mais de 1 bilhão de pessoas com crescimento econômico recorde... A segunda alternativa é dar um jeito de alterar essas estruturas e estourar a banca. Que modo melhor de fazer isso do que tornar-se amigaço do Obama?

Para quem tem memória curta, no ano passado o Google quase tomou uma pancada do Departamento de Justiça dos EUA quando tentou firmar um acordo de publicidade com o Yahoo!. A empresa estava prestes a ser classificada como um monopólio quando resolveu voltar atrás, com medo de ver a sua fama de “superlegal” ser destruída (a Microsoft, que já passou por isso, que o diga). Mas tudo poderia ter corrido bem em Washington se houvesse um maior número de compadres.

As provas de que o Google tenta estreitar laços com Obama são muitas. Seu CEO, Eric Schmidt, declarou apoio ao democrata e ajudou na campanha pela sua vitória (ele fez a ressalva de que a empresa continuava neutra, mas você acreditou? Tsc... tsc... tsc...). Tem mais. O Google vai fazer uma festa no dia da posse de Obama (disseram que será um evento também voltado para os republicanos... Hum... Sei...). Por falar nisso, seis dos seus executivos – Eric Schmidt, Larry Page, Marissa Mayer, Chad Hurley, Richard Costolo e David Drummond – doaram um belo dinheiro (US$ 25 mil cada um) para a cerimônia de posse do futuro presidente americano.

Bem, e o que nós temos com isso? Tudo. Nenhum político é bobo. Aqueles que se deixam influenciar sempre pedem algo em troca. E é aí que mora o perigo. Obama pode mudar uma regrinha aqui e ali para alegrar o Google. Depois, vai cobrar o que achar que deve, como, por exemplo, o acesso aos dados de milhões de usuários que estão nos servidores da empresa. Aí você pode dizer: "Imagina, o Obama é joia". Dá no mesmo. Porque os republicanos um dia vão assumir a presidência e podem querer se vingar desse namoro declarado. Como? Obrigando o Google a abrir a caixa preta de seus servidores.

Fonte - Info

Copiado do Diário da Profecia

27 janeiro 2009

O próximo passo da América

Mikhail Gorbachev
Do The New York Times

O novo presidente dos Estados Unidos assumiu o cargo, uma coisa que acontece regularmente a cada quatro anos. Só que desta vez o evento foi extraordinário.

Foi resultado de uma campanha extraordinária, tanto na consistência quanto na urgência em torno dela; extraordinário também foi o envolvimento das pessoas, especialmente os jovens.

O resultado foi também extraordinário - um marco para o sepultamento de um legado de escravidão e racismo. O apoio e a confiança depositados no Presidente Barack Obama pelos americanos, incluindo muitos que não votaram nele, foram também extraordinários.

O mundo inteiro também demonstrou um interesse extraordinário na campanha, além de esperanças de mudança na política norte-americana. Praticamente todos no mundo inteiro estão desejando sucesso a ele.

A razão principal para isso tudo é que as tensões econômicas e políticas, e a pressão dos problemas que vêm se acumulando por décadas, são extraordinárias na história recente.

No seu discurso de posse, Obama listou estes problemas de forma sóbria e taciturna. A crise, disse ele, é "uma conseqüência da ganância e da irresponsabilidade de alguns, mas é também nosso fracasso coletivo em fazer escolhas difíceis e preparar-nos para uma nova era."

O apoio dos norte-americanos dá a Obama uma grande oportunidade. Mas as grandes expectativas criadas pela nação e o mundo podem também ser um ônus, um peso que ele e sua equipe terão sobre os ombros. Ele escolheu seus colaboradores, mas ainda é muito cedo para saber se suas escolhas estarão à altura do desafio.

O presidente, com toda razão, irá focar inicialmente na crise econômica. Mas resolver os problemas econômicos da América sem mudanças fundamentais no mundo será impossível.

O "Consenso de Washington", que previa que a economia global poderia ser definida de um centro único, foi desacreditado como um modelo global. Era baseado inteiramente em razão do lucro e do consumo exacerbado e em instituições falidas e ultrapassadas.

Um novo modelo deve reconhecer a necessidade de cooperação multilateral. Em seu discurso, Obama reconheceu que as ameaças de hoje requerem "ainda mais cooperação e entendimento entre as nações." Eu tenho certeza de que, por mais forte que sejam as críticas e até a ira de alguns sobre as ações dos Estados Unidos - na Europa, China, Índia, Rússia, América Latina - os líderes e o público em geral entendem a importância do papel que a América exerce e estão prontos a cooperar com ela.

Mas é exatamente este o x do problema. Estaria a América pronta? E se estiver, está pronta sob que premissas, as novas ou as antigas?

No seu discurso, Obama disse: "O mundo mudou e nós precisamos mudar com ele." O compromisso com aquelas palavras deve ser comprovado por atos e decisões específicas. Que exigirão uma análise honesta e realista da situação global.

Este tipo de análise esteve em falta nos Estados Unidos por quase duas décadas. A América foi vista como quase onipotente. A arrogância e o triunfalismo cegaram o país na sua função de criador de políticas; a reflexão séria foi substituída por slogans.

O século XX foi um século americano - vamos fazer do século XXI também um século americano. Este sentimento, proposto por um presidente norte-americano há mais de uma década, ecoou naqueles que conduziram as políticas americanas nos últimos anos.

O mundo não aceitará fazer o papel de "extra" num filme roteirizado pelos Estados Unidos. O reconhecimento desta atitude parece estar finalmente brotando nos Estados Unidos.

A América está acordando do longo período de euforia da sua suposta onipotência. O resultado das eleições presidenciais é um reconhecimento de que a força da América não vem da construção de impérios ou de aventuras militares, mas da sua habilidade de corrigir seus erros, tanto aqueles cometidos há muito tempo quanto os mais recentes.

Não se traça uma política internacional da noite para o dia, especialmente quando se precisa não de um mero ajuste, mas de uma revisão completa. O que o presidente e os membros de sua equipe disseram até agora não é suficiente para demonstrar a direção que eles irão tomar.

No entanto, Obama está recebendo todo tipo de conselho.

Zbigniew Brzezinski propõe um foco nas relações com a China. Suas recentes declarações em Pequim parecem sugerir um tipo de condomínio, um G2 da China com os Estados Unidos. Claro, a importância política e econômica mundial da China continuará crescendo, mas eu acho que aqueles que desejam começar um novo jogo geopolítico vão se decepcionar. É muito provável que a China não aceite e, de forma geral, estes jogos ficaram no passado.

Da mesma forma, as propostas de Henry Kissinger para uma "nova ordem mundial" parecem pressupor uma nova divisão geopolítica do mundo. O que realmente precisamos é de abordagens mais modernas e atuais.

Vários líderes europeus, políticos veteranos e figuras públicas solicitaram ao novo presidente dos Estados Unidos que reconsiderasse políticas anteriores há muito subestimadas. Os Estados Unidos, que em 1990 assinaram a Carta de Paris para uma Nova Europa, podem ser um parceiro natural para se criar uma nova estrutura de segurança européia - um projeto que está sendo discutido.

Eu também espero que o presidente veja o grande potencial positivo inerente às relações com a Rússia, que foram tratadas de forma equivocada nos últimos anos. Uma mudança para melhor pode ser conquistada num período relativamente curto, promovendo relações mais saudáveis com os países vizinhos da Rússia e com a Europa como um todo.

Moldar uma política para o Oriente Médio tornaria uma batalha inevitável. Se uma coisa ficou absolutamente clara nos últimos anos é que a abordagem costumeira não funciona mais naquela região. Esta tática só faz do Oriente Médio um solo ainda mais perigoso e fértil para o extremismo e o terrorismo. As políticas atuais dos Estados Unidos não privilegiaram a região como um todo ou, em particular, Israel, uma nação com a qual os Estados Unidos têm relações especiais.

Dois problemas de longo prazo exigem uma urgência especial e uma atenção cuidadosa da parte de Obama: A não-proliferação nuclear e a crise ambiental global. Não será fácil desenredar a teia complexa de contradições que cerca estas questões.

Reduzir a não-proliferação nuclear às exigências de que o Irã e a Coréia do Norte interrompam seus programas nucleares irá apenas levar a um beco sem saída. As potências nucleares não poderão sustentar seu monopólio indefinidamente e, é claro, o Tratado de Não-Proliferação não lhes permite.

A solução é promover um mundo sem armas nucleares. Mas este objetivo não pode ser atingido se um país detém uma superioridade esmagadora de armas convencionais sobre os outros. Sem procedimentos específicos para reduzir estas armas - em geral, sem políticas internacionais de desmilitarização - teremos apenas palavras vazias. O que precisamos é de um verdadeiro avanço, como aquele conquistado no final da década de 1980.

A julgar pelo discurso de posse de Obama, ele compreende que mesmo encarando os desafios imediatos da crise econômica, ele não deve deixar de lado problemas como a pobreza e as questões ambientais, especialmente as mudanças climáticas. Cultivar o desenvolvimento econômico e preservar o planeta para as gerações futuras pode ser contraditório; a única forma de solucionar este impasse de prioridades é desenvolver políticas multilaterais. Isto se aplica a praticamente qualquer problema, em todas as áreas.

Eu suspeito que neste exato momento as pessoas estejam refletindo sobre o apelo do presidente dos Estados Unidos para encararem uma nova era de responsabilidade. Talvez nem ele nem nós ainda saibamos o que isto deverá ser.

No entanto, uma coisa já ficou clara: Estamos, sem dúvida, à beira de uma nova era, a caminho de um novo mundo, uma estrada que devemos trilhar juntos.

Mikhail Gorbachev foi líder da extinta União Soviética de 1985 até o seu colapso em 1991. Laureado com o Prêmio Nobel da Paz em 1990, ele é atualmente o presidente da Fundação Internacional de Estudos Socioeconômicos e Políticos (A Fundação Gorbachev).

Fonte Terra

Nota: Sem euforia, sem alarmismo, sem sensacionalimo, não precisamos disto. Temos que reformar nossas vida dentro do padrão de plena sobriedade e segurança, está na hora de acordarmos do sono, e colocarmos a vida em ordem.

16 janeiro 2009

Precisava Bush para eleger Obama

O que George Bush deixa para seu país e para o mundo, como legado, depois de oito anos na direção do mais poderoso país do mundo? Guerras? Terrorismo? Combate ao terrorismo? Crise econômica? Militarização?

Nada disso que supere em importância o seu principal legado: ele foi tão ruim que abriu as portas para o povo americano protestar nas urnas, e eleger um homem inimaginável: Barack Hussein Obama. Com o perfil que Obama possui, sem o perfil político de Bush, ele jamais seria eleito.

Isso parece indicar que a história do mundo agora vai mudar. Os Estados Unidos mudaram, e foi uma mudança radical, vinda do povo americano, em massa. Eles colocaram no posto de poder mais importante do mundo, um homem aceito pelo mundo inteiro. Os Estados Unidos saem mais poderosos sobre o mundo nessa eleição que da Segunda Guerra Mundial. Eles saem mais importantes sobre o mundo, para definir as decisões essenciais no mundo, como nunca antes. Agora sim, esse país tem o poder máximo. Agora, além do poder militar, tem também o poder político, um homem eleito pelo povo americano e aclamado pelo mundo. Agora sim, uma aliança religiosa faz sentido para tornar os Estados Unidos uma segunda besta eficaz do Apocalipse capítulo 13.

Obama pode fazer o que quiser, uma vez que seja do agrado do mundo. e o mundo quer o que as profecias bíblicas estão indicando há séculos: unidade geral pelo sucesso econômico global. E ele parece esperto para se revestir de ainda mais poder e conseguir ser o líder da Globalização da economia. Vamos ver quais serão os seus primeiros atos como presidente, nesse sentido. Vamos ver se ele vai surpreender, ou se vai decepcionar.

Para decepcionar ele precisa seguir a trilha de Bush. Definitivamente não aprece ser essa a tendência. Para surpreender, ele, com sua equipe, precisa tomar medidas que indiquem uma retomada do crescimento econômico nos Estados Unidos e no mundo, e precisa tratar de conseguir alguns avanços na questão palestina bem como no Iraque. Essas são atualmente as vitrines no mundo para ver o que o presidente americano é capaz de fazer, nesses dois casos, e nos demais casos que interessam ao mundo. No mais, ele precisa manter um diálogo produtivo com os políticos oposicionistas de Bush bem como com os demais.

Os primeiros meses nos dirão se esse homem vai ser um elemento prático para um significativo avanço no cumprimento das últimas profecias. Por enquanto tudo indica que sim.

Fonte - Cristo Voltará