31 outubro 2011

Outro... Terremoto de 5,9 graus atinge ilha indonésia de Sumatra

Um terremoto de 5,9 graus de magnitude na escala aberta de Richter atingiu neste domingo o litoral sul da ilha indonésia de Sumatra, sem registro de vítimas ou danos materiais.

O Instituto Geológico dos Estados Unidos, que vigia a atividade sísmica do mundo, situou o epicentro a 39 km de profundidade.

A Indonésia fica no chamado "Anel de Fogo do Pacifico", uma região de grande atividade sísmica e vulcânica em que ocorrem 7 mil terremotos, a maioria moderados.

Em setembro de 2010, ao menos 3 mil pessoas morreram nesta mesma região do oeste de Sumatra por causa de um tremor de 7,6 graus.

Fonte Terra

Terremoto no Peru deixa 83 feridos e 660 desabrigados


O forte terremoto de magnitude 6,9 sentido na sexta-feira em Lima e em várias cidades do Peru, gerando pânico na população, deixou 83 feridos, 132 casas danificadas e 660 desabrigados.

Os maiores danos foram registrados na cidade de Ica, 325 km ao sul de Lima, de 124 mil habitantes.

A imprensa local informou que o terremoto foi sentido em várias cidades costeiras e dos Andes, onde ocorreram cenas de pânico, apesar de até agora não terem sido informados danos ou vítimas.

Também ocorreram cortes nas comunicações telefônicas, que já foram restabelecidas.

O Instituto Geofísico do Peru informou que o terremoto ocorreu às 13h54 locais (16h54 de Brasília), a cerca de 220 km ao sul de Lima, no Oceano Pacífico, a uma profundidade de 40 km.

"O epicentro foi perto da costa. Foi sentido em boa parte da serra, como Cuzco, Arequipa e Ayacucho, apesar de ali ter tido menor intensidade", disse o diretor do Instituto Geofísico, Hernán Tavera.

O Centro de Alertas para Maremotos do Pacífico não emitiu alerta, apesar de ter advertido que os terremotos dessa magnitude podem causar maremotos destrutivos.

O terremoto desta sexta-feira teve seu epicentro na mesma região onde em 15 de agosto de 2007 ocorreu um forte tremor, de 7,9 graus, que provocou a morte de mais de 500 pessoas.

Fonte G1

Nota: Já são tantos que nem causa mais espanto. Este é o desafio para os que vivem em plena vigilância: não se deixar adormecer diante de tantos sinais.

Paris: encontro inter-religioso pela paz

Paris (RV) - "Vimos aqui para dizer que as nossas religiões querem ser promotoras de paz" – foi o que disse o Arcebispo de Paris, Cardeal André Vingt-Trois, durante o encontro inter-religioso pela paz realizado, nesta quinta-feira, na capital francesa, com os líderes religiosos desse país. Estiveram presentes cristãos, judeus, muçulmanos e budistas, membros da Conferência de Representantes dos Cultos na França.

Em seu pronunciamento, o purpurado sublinhou que a paz corre perigo se as religiões forem excluídas do âmbito social. "As religiões existem, relacionam-se umas com as outras e têm algo a dizer a todos. Esse encontro mostra o diálogo real entre as religiões de nosso país, vivido também nas comunidades locais" – frisou o Arcebispo de Paris.

Depois do Cardeal Vingt-Trois, tomaram a palavra o Presidente da Federação Protestante da França, Pastor Claude Baty, e o Grão-Rabino, Gilles Bernheim, que ressaltou: "o diálogo inter-religioso é um ato religioso. A experiência que nós fazemos em nossa religião, nos abre a um mistério do qual não temos propriedade exclusiva".

A seguir, a palavra passou a Anouar Kbibech que em nome dos muçulmanos na França recordou o histórico encontro, em Assis, em 1986, e as palavras proferidas por João Paulo II aos jovens muçulmanos em Casablanca, Marrocos, em 1985: "Esta abertura ao outro, no respeito das diversidades, deve estar na base de toda relação humana".

Depois do expoente do budismo francês, tomou a palavra Mario Giro da Comunidade Romana de Santo Egídio que promoveu o evento junto com a Arquidiocese de Paris. "Aqui em Paris, a França pluralista se reuniu com os líderes religiosos para falar com audácia ao coração humano sobre um caminho novo e possível para sair do medo e viver juntos" - disse ele. (MJ)
Fonte Rádio VaticanaNota: Tire suas conclusões...

28 outubro 2011

Amazónia está muito próxima de não conseguir sobreviver


A Amazônia está muito próxima de um ponto de não retorno para a sua sobrevivência, devido a uma combinação de factores que incluem aquecimento global, abate de árvores e queimadas que minam o seu sistema hidrogeológico.
 
A advertência foi feita por Thomas Lovejoy, actualmente professor da George Mason University, no Estado de Virgínia, EUA, no primeiro dia do simpósio internacional FAPESP Week, em Washington.

O biólogo Lovejoy, um dos mais importantes especialistas mundiais sobre a Amazónia, começou a trabalhar na floresta brasileira em 1965, «apenas três anos depois da fundação da FAPESP», lembrou.

Apesar de muita coisa positiva ter acontecido nestes 47 anos («quando pisei pela primeira vez em Belém, só havia uma floresta nacional e uma área indígena demarcada e quase nenhum cientista brasileiro se interessava em estudar a Amazónia; hoje essa situação está totalmente invertida»), também apareceram no período diversos factores de preocupação.

Fonte Diário Digital

Políticos e religiosos se reúnem em Congresso Estadual do Fenasp


O presidente do Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (Fenasp) de Mato Grosso, pastor Cristiano Paulino, apresentou durante sessão da Câmara Municipal de Cuiabá as bandeiras de luta do Fenasp e fez o convite aos parlamentares para participarem do Congresso Estadual do Fenasp Mato Grosso que terá início nesta sexta-feira (28), na capital. Hoje, o Fórum é uma das entidades mais representativas no que diz respeito à defesa dos princípios cristãos e os valores da família.

O Congresso Estadual do Fenasp terá como tema “Construindo Pontes – Renovando Mentes - na família, na mídia, na política, na sociedade” com uma série de palestras com autoridades políticas e eclesiásticas de todo Brasil, e será realizado no auditório Milton Figueiredo, na Assembleia Legislativa, sexta e sábado, a partir das 19 horas. Deputados estaduais de Mato Grosso, além dos vereadores, já confirmaram presença.

Na ocasião, o estado receberá lideranças políticas e especialistas em diversas áreas, que serão palestrantes durante a realização do Congresso.

O evento é fruto de um esforço conjunto entre a Associação dos Parlamentares Evangélicos do Brasil (Apeb) e da Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil (Consepab), e tem como objetivo defender e trazer à luz uma posição profética e pública em defesa dos valores do Reino de Deus para com o Governo, o Congresso Nacional e a opinião pública em geral.

“Autoridades políticas e eclesiásticas de todo o estado devem comparecer ao evento, que é uma oportunidade única para tratar de assuntos de interesse coletivo”, diz Wilton Acosta, presidente nacional do Fenasp.

Desde a sua criação, o Fórum teve participação efetiva no acompanhamento de algumas iniciativas no âmbito do Legislativo e do Executivo, a exemplo do Código Civil, das iniciativas de descriminalizar a prática do aborto, dos projetos que visam acabar com a liberdade de culto e do pensamento (PLC 122 e 6418), o enfrentamento constante a iniciativas do governo federal e dos estaduais de tentarem doutrinar as crianças com a prática do homossexualismo. “Os vereadores entenderam que a nossa busca é pelo bem estar e bom andamento da sociedade. Foram receptivos e acreditamos que haverá adesão de todos eles ao nosso movimento de valorização da vida”, disse o presidente do Fenasp.

Além dos vereadores, líderes comunitários também conheceram, nesta semana, as propostas encabeçadas pela entidade, e confirmaram participação no evento. Durante o Congresso do Fenasp MT haverá a celebração da aprovação do projeto de lei que cria o Dia do Nascituro - encaminhado pelo Fenasp-MT ao vereador Toninho de Souza - pela Câmara Municipal de Cuiabá. Em Rondonópolis, o projeto está em fase de tramitação da Casa de Leis.

FENASP - O Fenasp reúne inúmeras lideranças políticas, eclesiásticas e militantes defensores dos valores familiares de diversas denominações e está presente em diversos estados brasileiros.


Nota: Política e religião nunca foram boas companheiras, todas as vezes que estiveram juntas, houve problemas e perseguições, por esse motivo elas foram separadas. A Bíblia afirma que isso voltará a acontecer (Apocalipse 13). Esse movimento que visa um estreitamento entre elas, não está acontecendo somente aqui no Brasil, mas em todo o mundo, e os pontos principais que estão influenciando para que isso aconteça são:

1. "defender e trazer à luz uma posição profética e pública em defesa dos valores do Reino de Deus para com o Governo, o Congresso Nacional e a opinião pública em geral";
2. "assuntos de interesse coletivo";
3. Preservação da família;
 
Para isso uniram-se "inúmeras lideranças políticas, eclesiásticas e militantes defensores dos valores familiares de diversas denominações e está presente em diversos estados brasileiros."

Promover "os valores do Reino de Deus" junto ao Governo e à opinião pública é uma excelente ideia, desde que os valores sejam realmente aqueles apresentados na Bíblia, os Dez Mandamentos contidos no Êxodo 20:3-17, e defendidos no Apocalipse 12:17 e 14:12, caso contrário, serão valores do reino do homens.

Os "assuntos de intesse coletivo" realmente devem ser considerados, desde que a minoria não seja prejudicada e nem perseguida, somos seres livres e não podemos tolerar a tirania. Um dos assuntos de intesse coletivo pode ser a preservação do meio ambiente, isso é realmente louvável, mas não podemos usar esse assunto para promover dogmas religiosos.

A instituição familiar realmente deve ser preservada. Deus até separou um dia para que a família parasse, se reunisse e o adorasse com exclusividade, esse dia é o Sábado contido em toda a Bíblia. Espero que não esqueçam disso. Se escolherem outro dia (domingo), são livres para que possam assim fazer, mas "cada um dará conta de si mesmo a Deus", pois Ele só aceita o que pede e não o que nós queremo dar. Ademais, ninguém deve ser coagido a obervar o domingo, somos seres livres, não esqueçam disso!

27 outubro 2011

Assis 2011: Bento XVI pede união das religiões contra o terrorismo

Papa reúne 300 líderes religiosos e académicos, alertando para «novas e assustadoras fisionomias» do mal

Assis, Itália, 27 out 2011 (Ecclesia) – Bento XVI pediu aos líderes religiosos de todo o mundo reunidos em Assis (Itália) um empenho conjunto "na luta pela paz", perante “novas e assustadoras fisionomias” de violência como o terrorismo.

“Que, no caso em questão, a religião motive de facto a violência é algo que, enquanto pessoas religiosas, nos deve preocupar profundamente”, alertou, durante um encontro que reúne mais de 300 líderes religiosos e académicos, recordando as “vidas humanas inocentes, que acabam cruelmente ceifadas ou mutiladas”.

O Papa considera que, com o terrorismo, “é posto de lado tudo aquilo que era comummente reconhecido e sancionado como limite à violência no direito internacional”.

“Sabemos que, frequentemente, o terrorismo tem uma motivação religiosa e que precisamente o caráter religioso dos ataques serve como justificação para esta crueldade monstruosa, que crê poder anular as regras do direito por causa do «bem» pretendido”, lamentou.

Para Bento XVI, nestes casos “a religião não está ao serviço da paz, mas da justificação da violência”.
O discurso papal criticou as situações em que a violência é “exercida por defensores de uma religião contra os outros”.

“Esta não é a verdadeira natureza da religião. Ao contrário, é a sua deturpação e contribui para a sua destruição”, disse Bento XVI.

Neste contexto, o Papa recordou os momentos em que, “na história, também se recorreu à violência em nome da fé cristã”.

“Reconhecemo-lo, cheios de vergonha. Mas, sem sombra de dúvida, tratou-se de um uso abusivo da fé
cristã, em contraste evidente com a sua verdadeira natureza”, observou.

A jornada de oração e reflexão pela paz e a justiça no mundo, na terra natal de São Francisco (1182-1226), celebra a primeira iniciativa do género, promovida por João Paulo II há 25 anos.

Bento XVI passou em revista o cenário mundial neste quarto de século, após a queda do muro de Berlim, que aconteceu “sem derramamento de sangue”.

“A vontade de ser livre foi mais forte do que o medo face a uma violência que já não tinha nenhuma cobertura espiritual. Sentimo-nos agradecidos por esta vitória da liberdade, que foi também e sobretudo uma vitória da paz”, referiu o Papa alemão.

Para Bento XVI, no entanto, “infelizmente” não se pode dizer que “desde então a situação se caraterize por liberdade e paz”.

“Embora a ameaça da grande guerra não se aviste no horizonte, todavia o mundo está, infelizmente, cheio de discórdias”, assinalou.

Esta iniciativa conta com a presença de vários prelados católicos, 17 delegações das Igrejas cristãs do Oriente - incluindo o Patriarca Bartolomeu I de Constantinopla (Igreja Ortodoxa) -, 13 Igrejas ocidentais – entre os quais o primaz anglicano, arcebispo Rowan Willams -, uma representação do Grão Rabinato de Israel (judaísmo) e outros 176 representantes de tradições religiosas, para além de quatro não crentes.
Do Médio Oriente e dos países árabes chegaram 48 muçulmanos a Assis, cidade na qual se reuniram líderes religiosos em encontros similares convocados por João Paulo II, em 1986, 1993 e 2002.

Fonte Agência Ecclesia

Nota: Ao mencionar a "violência em nome da fé cristã" ocorrida no passado, BXVI se referia ao período negro da ICAR. Por mais que peçam desculpas, perdão e se envergonhem deste passado, ele marcará para sempre a fase negra que viveu a Igreja Romana, principalmente por que a profecia falou que iria voltar a acontecer no futuro (Apocalipse 12-16), este é o motivo da minha, ou melhor, da nossa preocupação.

Nós, adventistas, repudiamos toda e qualquer forma de terrorismo. Estou pronto para combater e, se necessário, unir-me contra este grande mal.

No entanto, essa informação me deixa preocupado, porque os terroristas são religiosos que afirmam ser o "povo de Deus", será que mais tarde essa união não poderá se virá contra todos aqueles que afirmarem o mesmo?

26 outubro 2011

O Grande Julgamento - Palestra para Download

Palestra descrevendo o Juízo Investigativo e sua grande importância para aqueles que estão vivendo em seus dias, nós, a nossa geração.

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25 outubro 2011

Estudo alerta para derretimento das geleiras na China

PARIS, 25 Out 2011 (AFP) -A rápida elevação das temperaturas, causada pelo aquecimento global, está provocando o derretimento das geleiras chinesas na cordilheira do Himalaia, um impacto que ameaça habitats, o turismo e o desenvolvimento econômico, alerta um estudo publicado esta terça-feira.

Das 111 estações meteorológicas espalhadas pelo sudoeste da China, 77% demonstraram elevações significativas de temperaturas entre 1961 e 2008, segundo o estudo, publicado no periódico britânico Environmental Research Letters.

Nas 14 estações de monitoramento acima dos 4.000 metros, o salto neste período foi de 1,73 grau Celsius, aproximadamente duas vezes a elevação média global registrada ao longo do último século.

Cientistas liderados por Li Zhongxing, da Academia Chinesa de Ciências, identificaram três alterações em curso nas geleiras que poderiam ser causadas, pelo menos em parte, por esta tendência constante de aquecimento.

Segundo eles, a maior parte das geleiras examinadas demonstrou um "recuo drástico", além de uma grande perda de massa.

O estudo também demonstrou que lagos glaciais, alimentados pelo gelo derretido de geleiras, aumentaram de tamanho.

"As implicações destas mudanças são muito mais sérias do que uma mera alteração da paisagem", alertaram os cientistas.

"As geleiras integram milhares de ecossistemas e desempenham um papel crucial no sustento de populações humanas", acrescentaram.

O sudoeste da China tem 23.488 geleiras, cobrindo uma área de 29.523 quilômetros quadrados, através do Himalaia e das montanhas Nyainqntanglha, Tanggula e Hengduans.

Mudanças no padrão de chuvas e das nevascas foram menos marcantes, mas ainda consistentes com as previsões de modelos de mudanças climáticas, afirmaram.

"É imperativo que determinemos a relação entre as mudanças climáticas e variações nas geleiras, particularmente o papel das precipitações, uma vez que as consequências do recuo do gelo são muito abrangentes", disse Li.

Fonte Terra

Estudo independente confirma aquecimento global de 1º C

A briga continua

Os chamados céticos do aquecimento global perderam uma batalha importante nesta semana.
Uma nova análise usou dados e métodos diferentes para chegar à mesma conclusão - de que a superfície da Terra está ficando mais quente.

Mas isto está longe de acabar com a histórica luta entre climatologistas, que tem contribuído para lançar dúvidas na população acerca do fenômeno - como decorrência desse embate, pesquisas têm mostrado variações no apoio do público às medidas de combate às mudanças climáticas.

Os chamados céticos até agora se alinhavam em duas vertentes.

A primeira defendia que não haveria aquecimento global, e que os dados sugeriam isto porque as estações meteorológicas estavam mal colocadas, amplificando um aquecimento que seria típico das cidades.
Esta vertente agora parece ter perdido totalmente seus argumentos, graças a este novo estudo.

Mas há ainda uma segunda vertente, que defende que o aquecimento global realmente existe, mas não é causado pelo homem. Estes continuarão de bandeira em punho, porque seus argumentos não foram descartados pelo novo estudo.

Aquecimento global de 1º C

Desde 1950, a temperatura média em terra aumentou em um grau centígrado, segundo as descobertas do grupo Berkeley Earth Project.

O Berkeley Earth Project usou novos métodos e novos dados, mas as descobertas do grupo seguem a mesma tendência climática vista pela Nasa e pelo Escritório de Meteorologia da Grã-Bretanha, por exemplo.
"Nossa maior surpresa foi que os novos resultados concordam com os valores de aquecimento publicados anteriormente por outras equipes nos Estados Unidos e Grã-Bretanha", afirmou o professor Richard Muller, que estabeleceu o Berkeley Earth Project na Universidade da Califórnia reunindo dez cientistas renomados.
"Isto confirma que estes estudos foram feitos cuidadosamente e que o potencial de (estudos) tendenciosos, identificados pelos céticos em relação ao aquecimento global, não afetam seriamente as conclusões", acrescentou.

O grupo de cientistas também relata que, apesar de o efeito de aumento de calor perto de cidades - o chamado efeito de ilha de calor urbana - ser real e já ter sido estabelecido, ele não é o responsável pelo aquecimento registrado pela maioria das estações climáticas no mundo todo.

Ilhas de calor

O grupo examinou as alegações de blogueiros "céticos" em relação ao fenômeno, que afirmam que os dados de estações meteorológicas não mostram uma tendência verdadeira de aquecimento global.

Eles dizem que muitas estações meteorológicas registraram aquecimento por estarem localizadas perto de cidades - e as cidades crescem, aumentando o calor.

No entanto, o grupo de cientistas descobriu cerca de 40 mil estações meteorológicas no mundo todo cujas informações foram gravadas e armazenadas no formato digital.

Os pesquisadores então desenvolveram uma nova forma de analisar os dados para detectar a tendência das temperaturas globais em terra desde 1800.

O resultado foi um gráfico muito parecido com aqueles produzidos pelos grupos mais importantes do mundo, que tiveram seus trabalhos criticados pelos céticos.

Dois destes três registros são mantidos pelos Estados Unidos, na Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) e na Nasa. O terceiro é uma colaboração entre o Escritório de Meteorologia da Grã-Bretanha e o Centro de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia (UEA).

ClimaGate

O professor Phil Jones, do Centro de Pesquisa Climática da UEA, encarou o trabalho do grupo com cautela e afirmou que espera ler "o relatório final", quando for publicado.

"Estas descobertas iniciais são muito encorajadoras e ecoam nossos resultados e nossa conclusão de que o impacto das ilhas urbanas de calor na média global de temperatura é mínimo", disse.

Phil Jones foi um dos cientistas britânicos acusados de manipular dados para exagerar a influência humana no aquecimento global. Os cientistas foram inocentados em 2010.

O caso teve início em 2009, com o vazamento de e-mails de Jones nos quais o cientista parecia sugerir que alguns dados de pesquisas sobre o aquecimento global fossem excluídos de apresentações que seriam realizadas na conferência da ONU sobre mudanças climáticas.

O episódio deu munição aos céticos em relação ao papel dos seres humanos nas alterações climáticas. Mas a sindicância da Universidade de East Anglia concluiu que não havia dúvidas sobre o rigor e a honestidade dos cientistas.

Revisão aberta

Bob Ward, diretor de política e comunicações para o Instituto Graham de Mudança Climática e Meio Ambiente, de Londres, afirmou que o aquecimento global é claro.

"Os chamados céticos devem deixar de lado suas alegações de que o aumento na temperatura média global pode ser atribuído ao impacto do crescimento das cidades", disse.

A equipe do Berkeley Earth Project decidiu divulgar os dados de suas pesquisas inicialmente em seu próprio website, em vez de fazê-lo em uma publicação especializada.

Os pesquisadores estão pedindo para que os internautas comentem e forneçam suas opiniões antes de preparar os manuscritos para a publicação científica formal.

Richard Muller, que criou o grupo de pesquisa, afirmou que esta livre circulação de informações marca uma volta à forma como a ciência precisa ser feita, ao invés de apenas publicar o estudo em revistas científicas.

Fonte IT

Nota: Independentemente de estar havendo ou não um aquecimento no planeta, o problema está em usar esse assunto para causar alarde e, consequentemente, impor leis que restringem a liberdade individual. É certo que algo de errado está acontecendo em nosso planeta, pois isso é profético.

Mudanças no clima já afetam litoral norte de SP

O aquecimento global  já afeta o litoral norte de São Paulo. Além de elevar a maré, o fenômeno torna mais comuns eventos climáticos extremos. Catástrofes como deslizamentos e inundações deverão ocorrer com mais frequência na região. O alerta foi dado pela Rede Litoral, grupo que integra cientistas de diversas instituições no Estado e em Minas.


Paolo Alfredini, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), analisou dados registrados desde 1944 nos marégrafos do litoral norte. Descobriu que a maré baixa tem crescido sete centímetros por década. Ele não tem dúvidas quanto ao papel desempenhado pelo aquecimento global nas transformações. E prevê, para o próximo século, uma taxa de elevação da maré de um centímetro por ano. 


A frequência de chuvas torrenciais também preocupa. A pesquisadora Graziela Balda Scofield, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec-Inpe), reuniu os dados de 1970 a 1999 de sete pluviômetros distribuídos na região costeira do litoral norte. 


Graziela criou um modelo computacional para analisar a evolução das chuvas e identificou um provável aumento no número de fenômenos de maior intensidade na região. A pesquisadora afirma que não é possível atribuir, de forma inequívoca, a mudança ao aquecimento global, embora a hipótese seja plausível. 


Há fortes indícios de uma intensificação dos fenômenos climáticos. Em Caraguatatuba, o modelo apontou uma diminuição no número de dias com chuvas no ano, mas a precipitação total permaneceu estável. Na prática, ocorreram mais eventos com chuva intensa no ano. Resultados semelhantes foram obtidos para as demais cidades: São Sebastião, Ubatuba e Ilha Bela. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.