Por: A. W. Tozer
A Transcendência Divina
Quando falamos da transcendência de Deus, queremos dizer naturalmente que Ele é exaltado muito acima do universo criado, tão acima que o pensamento humano não pode concebê-lo.
A fim de poder pensar acertadamente a esse respeito, temos de ter em mente que "muito acima" não se refere à distância física da terra, mas à qualidade de existência. Não nos preocupamos com a localização no espaço nem com a altitude, mas com a vida.
Deus é espírito, e para Ele a magnitude e a distância nada significam. Nós as utilizamos como analogias e ilustrações, e assim Deus Se refere constantemente a estas palavras quando fala à nossa limitada compreensão. As palavras de Deus em Isaías: "Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade", nos dão uma impressão distinta de altitude, mas isso é porque nós que habitamos num mundo de matéria, espaço e tempo, temos a tendência de pensar em termos materiais e só compreendemos as ideias abstratas quando elas se identificam de alguma forma com coisas materiais. Em sua luta para libertar-se da tirania do mundo natural, o coração humano precisa aprender a traduzir a linguagem que o Espírito usa para nos instruir, traduzir de forma ascendente.
É o espírito que dá significado à matéria e separado do espírito nada tem valor, afinal. Uma criancinha se afasta dum grupo de acampantes e se perde numa montanha, imediatamente toda a perspectiva dos membros do grupo se transforma. Toda a admiração que momentos antes eles estavam demonstrando pela natureza dá lugar ao desespero pela perda da criança. O grupo se espalha pela montanha, chamando o nome da criança e procurando ansiosamente em todo canto remoto onde a pequenina pudesse esconder-se.
O que causou essa mudança súbita? A montanha coberta de árvores belas ainda se levanta até as nuvens com sua beleza arrebatadora, mas ninguém mais a nota. Toda a atenção se focaliza na busca duma meninazinha de cachos loiros, que não tem nem dois anos e que pesa menos de quinze quilos. Embora tão nova e tão pequenina, ela é para os seus pais e amigos é mais preciosa do que toda a antiga e imensa montanha que admiravam poucos minutos antes. E todo o mundo civilizado concorda com o seu ponto de vista, pois a meninazinha pode amar e rir, falar e orar, e a montanha não. É a qualidade da existência da criança que lhe confere valor.
Não devemos, porém, comparar a existência de Deus com outra qualquer, como há pouco comparamos a montanha com a criança. Nem devemos pensar em Deus como o mais elevado numa ordem crescente de seres, começando duma única célula e passando do peixe à ave, ao animal, ao homem, ao anjo ou querubim, e chegando afinal até Deus. Isso daria a Deus eminência, e até mesmo preeminência, mas não basta. Precisamos dar-lhe transcendência, no sentido mais amplo da palavra. Deus está sempre à parte, em Sua luz inatingível. Está tão acima de um arcanjo [anjo] quanto duma lagarta, pois o abismo que separa o arcanjo [anjo] da lagarta é finito, enquanto o abismo que separa Deus e o arcanjo [anjo] é infinito. A lagarta e o arcanjo [anjo], embora muito distantes um do outro na escala das coisas criadas, mesmo assim estão unidos pelo fato de terem sido ambos criados. Os dois pertencem à categoria daquilo que não-é-Deus e estão separados dEle pela própria infinitude.
Dentro do coração que quer falar a Deus, lutam sempre a compulsão e a reticência.
Como ousarão os mortais pecaminosos
Cantar a Tua graça e Tua glória?
Sob os Teus pés prostramo-nos, distantes,
E vemos só as sombras da Tua face.
ISAAC WATTS
Nós nos consolamos, no entanto, com a ideia de que é Deus que coloca em nossos corações o desejo de buscá-lO, tornando possível conhecê-lO em parte, e Ele se agrada do mais frágil esforço para torná-lO conhecido.
Se algum observador ou santo que tivesse passado séculos ao lado do mar de fogo descesse à terra [exemplo Moisés, Enoque, Elias], como seria sem significado para ele a tagarelice incessante dos homens. Como lhe seriam estranhas e como pareceriam vazias as palavras triviais, áridas e inúteis que hoje se ouvem na maioria dos púlpitos todas as semanas. E se esse alguém fosse falar aqui na terra, não falaria sem dúvida de Deus, fascinando os seus ouvintes com as descrições extasiadas da Divindade? E depois de ouvi-lo, será que consentiríamos novamente em aceitar qualquer coisa inferior à teologia, a doutrina de Deus? Não exigiríamos depois de tal experiência, que nos falassem tão-somente da visão do próprio Deus ou então que se calassem totalmente?
Ao ver a transgressão do ímpio, o coração do salmista lhe revelou o que acontecera. "Não há temor de Deus diante dos seus olhos". Ao dizer isso, ele expôs a psicologia do pecado. Quando os homens deixam de temer a Deus, transgridem as Suas leis sem hesitação. O medo das conseqüências não detém o pecado quando desaparece o temor de Deus.
Nos tempos antigos era dito que os homens de fé "andaram no temor de Deus" e "serviam ao Senhor com temor". Por mais íntima que fosse a sua comunhão com Deus, por mais ousadas fossem as suas orações, sua vida religiosa apoiava-se no conceito de um Deus aterrador. Essa concepção de um Deus excelso desenvolve-se através de toda a Bíblia e dá tonalidade e cor ao caráter dos santos. Esse temor a Deus era mais que um medo natural do perigo; tratava-se de um temor irracional, um sentimento agudo de insuficiência pessoal na presença do Deus Todo-Poderoso.
Em todas as ocasiões em que Deus aparece aos homens nos tempos bíblicos os resultados foram os mesmos — uma sensação esmagadora de terror e espanto, um sentimento opressivo de pecado e culpa. Quando Deus falou, Abraão se lançou ao chão para escutar. Quando Moisés ouviu o Senhor na sarça ardente, escondeu o rosto temeroso para não vê-lo. A visão que Isaías teve de Deus, fê-lo exclamar: "Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros".
O encontro de Daniel com Deus foi talvez o mais terrível e maravilhoso de todos. O profeta levantou os olhos e viu Aquele cujo "corpo era como o berilo, o seu rosto como um relâmpago, os seus olhos como tochas de fogo, os seus braços e os seus pés brilhavam como bronze polido, e a voz das suas palavras como estrondo de muita gente. Só eu, Daniel, tive aquela visão; os homens que estavam comigo nada viram, não obstante, caiu sobre eles grande temor, e fugiram e se esconderam. Fiquei, pois, eu só, e contemplei esta grande visão, e não restou força em mim; o meu rosto mudou de cor e se desfigurou, e não retive força alguma. Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e ouvindo-a, caí sem sentido, rosto em terra" (Daniel 10:6-9).
Estas experiências demonstram que uma visão da transcendência divina acaba com toda a controvérsia entre o homem e o seu Deus. O homem perde toda a sua valentia e no final está pronto a perguntar brandamente como Saulo, depois de vencido: "Senhor, que queres que eu faça?" Em contraste, a autoconfiança da maioria dos cristãos de hoje, a frivolidade básica que se faz presente em tantas das nossas reuniões religiosas, o chocante desrespeito à Pessoa de Deus, evidenciam claramente a profunda cegueira dos corações. Muitos se chamam pelo nome de Cristo, falam muito a respeito de Deus, e por vezes oram a Ele; mas evidentemente não sabem Quem Ele é. "O temor do Senhor é fonte de vida", mas esse temor santo não é quase encontrado hoje entre os cristãos.
Certa vez, ao conversar com o seu amigo Eckermann, o poeta Goethe começou a falar de religião e mencionou o abuso do nome de Deus. "As pessoas O tratam, como se o Ser Altíssimo e Incompreensível, que se encontra além do alcance do pensamento, pudesse comparar-Se a elas. Como contrário, não fariam referências ao "querido Deus, bondoso Deus, Senhor Deus" [Contudo, Ele nos permite chamá-lo de Pai]. Estas expressões se tornam, principalmente para o clero, que as tem continuamente em sua boca, simples palavras, nome estéril ao qual significado algum é atribuído. Se estivessem realmente impressionados com a Sua grandeza, emudeceriam, e, em demonstração de reverência, evitariam nomeá-lO."
Senhor supremo, entronizado na amplidão,
Fulgura a Tua luz no sol e nas estrelas.
És Tu o centro, és Tu a alma das esferas,
No entanto, quão próximo do amoroso coração.
Senhor de toda vida, nas alturas e na terra,
Cuja luz é verdade, cujo fogo é amor,
Ante o Teu trono que a tudo ilumina,
Não temes de pedir que haja brilho em nós
Fonte Josemar Bessa
Nota: Apesar de toda a grandeza Ele se importa com cada um de nós - isso é Amor.
"Todas as nações são perante ele como coisa que não é nada; ele as considera menos do que nada, como um vácuo." Isaías 40:17
"Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos." Isaías 57:15
"Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido." Salmos 34:18
"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." João 3:16
Hoje os cultos religiosos se transformaram em uma forma barata de manifestação humana. O que se vê é um desrespeito generalizado para com a Grandeza de Deus. São muitos aqueles que falam do que não entendem, pregam a respeito de coisas que não compreendem (ou se compreendem, o fazem de propósito, pois são mercenários e pagarão por suas ações lastimáveis). Fazem de Deus e de Sua Palavra meros coadjuvantes em seus discursos para levar milhares ao êxtase e depois extrair deles gordas ofertas. Fazem das "bênçãos de Deus" objetos de negócio. Isso realmente é uma demonstração de cegueira espiritual que contagiou muitos líderes religiosos da atualidade. Mas eles pagarão por isso se não se arrependerem de seus pecados.
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16 setembro 2010
09 fevereiro 2010
Mais um bispo de igreja evangélica é denunciado no Brasil
Em Mato Grosso, no Brasil Central, o bispo Sidney Furlan, da Igreja Mundial do Poder de Deus, cujo dono é o apóstolo Valdomiro Santiago, está sendo acusado de truculência e lavagem de dinheiro em igreja, pelo pastor Emanoel Alves, da mesma igreja.
Essas denúncia engrossa as já existentes contra a conduta e postura do bispo Sidney Furlan, que segundo fontes evangélicas explora quase toda a programação do Canal 8 de TV na Grande Cuiabá, arrendado pela Igreja Mundial do Poder de Deus, do apóstolo Valdomiro Santiago, que antes retransmitia a Bandeirantes.
Dia 30, o bispo Furlan expulsou da igreja o pastor Emanoel Alves, sob a acusação de falta grave. Revoltado e no desespero por não ter onde morar, o pastor nega ter cometido qualquer irregularidade e anuncia que, junto com outros dois pastores Ailson Santos Correia e Edmiran Mendes da Silva), que também foram “escurraçados” da Mundial, vai denunciar o bispo ao Ministério Público.
Acusam Furlan de promover um esquema de lavagem de dinheiro e de forçar pastores a proporcionar lucros à igreja, por meio de ofertas e dízimos, sob pena de serem expulsos da igreja e acusados de roubo.
Chorando as mágoas e arrependido, diz que estava na Mundial havia sete meses e, sob orientação da igreja, mudou-se de Nova Brasilândia para a Cuiabá, a capital, há cerca de dois meses, que durante este período não recebeu salário e que, sem razões aparente, o bispo o expulsou.
O pastor diz ainda que não tem sequer um centavo nem onde morar. Ele recebeu o apoio e solidariedade de Ailton, irmão de Ailson Santos, outro pastor expulso da Mundial.
Segundo um site da Internet ligado aos evangélicos, os pastores expulsos disseram que a regra imposta pela Igreja Mundial aos pastores é dura. Eles recebem orientação para “até vender tudo que possui” com a finalidade de difundir e criar estrutura da igreja nos municípios. “Se a investida não for bem-sucedida, ficam no prejuízo, acabam expulsos e se vêem em condições humilhantes”.
Segundo previsão dos pastores expulsos, Sidney Furlan controla uma arrecadação de doações dos fiéis da ordem de R$ 1 Milhão e que em todo o Brasil a tem mais de mil igrejas.
O bispo foi procurado para comentar as denúncias feitas pelos três pastores expulsos, mas seus assessores dificultaram o contato. Por fim, um ex-vereador de Cuiabá, Milton Rodrigues, teria se identificado como uma espécie de assessor de imprensa da Igreja e disse que iria tomar conhecimento dos fatos para apresentar uma versão oficial da igreja, o que não ocorreu.
Fonte Pravda
Essas denúncia engrossa as já existentes contra a conduta e postura do bispo Sidney Furlan, que segundo fontes evangélicas explora quase toda a programação do Canal 8 de TV na Grande Cuiabá, arrendado pela Igreja Mundial do Poder de Deus, do apóstolo Valdomiro Santiago, que antes retransmitia a Bandeirantes.
Dia 30, o bispo Furlan expulsou da igreja o pastor Emanoel Alves, sob a acusação de falta grave. Revoltado e no desespero por não ter onde morar, o pastor nega ter cometido qualquer irregularidade e anuncia que, junto com outros dois pastores Ailson Santos Correia e Edmiran Mendes da Silva), que também foram “escurraçados” da Mundial, vai denunciar o bispo ao Ministério Público.
Acusam Furlan de promover um esquema de lavagem de dinheiro e de forçar pastores a proporcionar lucros à igreja, por meio de ofertas e dízimos, sob pena de serem expulsos da igreja e acusados de roubo.
Chorando as mágoas e arrependido, diz que estava na Mundial havia sete meses e, sob orientação da igreja, mudou-se de Nova Brasilândia para a Cuiabá, a capital, há cerca de dois meses, que durante este período não recebeu salário e que, sem razões aparente, o bispo o expulsou.
O pastor diz ainda que não tem sequer um centavo nem onde morar. Ele recebeu o apoio e solidariedade de Ailton, irmão de Ailson Santos, outro pastor expulso da Mundial.
Segundo um site da Internet ligado aos evangélicos, os pastores expulsos disseram que a regra imposta pela Igreja Mundial aos pastores é dura. Eles recebem orientação para “até vender tudo que possui” com a finalidade de difundir e criar estrutura da igreja nos municípios. “Se a investida não for bem-sucedida, ficam no prejuízo, acabam expulsos e se vêem em condições humilhantes”.
Segundo previsão dos pastores expulsos, Sidney Furlan controla uma arrecadação de doações dos fiéis da ordem de R$ 1 Milhão e que em todo o Brasil a tem mais de mil igrejas.
O bispo foi procurado para comentar as denúncias feitas pelos três pastores expulsos, mas seus assessores dificultaram o contato. Por fim, um ex-vereador de Cuiabá, Milton Rodrigues, teria se identificado como uma espécie de assessor de imprensa da Igreja e disse que iria tomar conhecimento dos fatos para apresentar uma versão oficial da igreja, o que não ocorreu.
Fonte Pravda
Nota: O evangelho virou causa de lucro, por esse motivo, as denúncias sobre lavagem de dinheiro, corrupção e abuso dos fiéis não param. Essas igrejas usam o sofrimento das pessoas, para tirarem delas o resto que possuem, alegando que, se assim o fizer, serão abençoadas. Para motivar as doações fazem demonstrações de curas e milagres e ainda usam isso para tentar provar que Deus está com elas. Pedro nos alertou que isso aconteceria. "E TAMBÉM houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá, também, falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição; E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade; E, por avareza, farão de vós negócio, com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita." II Pedro 2:1-3.
Leia também: Milagres não provam nada, Você Acredita em Deus? Então Você Acredita em Milagres? e Novas Indulgências
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04 novembro 2009
Novas Indulgências - Uma Verdadeira Lástima! Graça, Graça e Graça. Este é o Evangelho de Cristo.
Um Programa de Televisão
No último domingo pela manhã (01/11/2009) fiquei em casa com minha família. Antes do almoço resolvi ligar um pouco a TV para ver o que estava sendo exibido. Fiquei espremendo o controle remoto para ver se conseguia alguma coisa boa. Incrível como não tem nada de produtivo! Enquanto espremia o controle remoto, percebi um pastor de uma igreja evangélica fazendo um discurso bem eloquente que, resumidamente, dizia:
"Estou precisando de 305 pessoas corajosas, que tenham fé e propósito. 305 pessoas que deseja receber de Deus uma benção especial. Se você é uma destas pessoas, quero lhe convidar para entrar em contato conosco através do telefone que está em seu vídeo. O número é limitado, portanto, ligue com urgência, pois só aceitaremos 305 pessoas. As mesmas deverão fazer o seu pedido especial e nos informar seu nome para orarmos por elas. Deus irá responder nossa oração atendendo o seu pedido. Mas para você participar deverá realizar uma doação de R$ 180,00. Você pode dividi este valor em até três vezes em seu cartão de crédito. Não fique de fora desta, venha receber a benção de Deus”.
O que falar também de pedidos de oração via mensagem de celular? Aquele que envia paga um pequeno valor para alguém orar por eles.
Incrível, Incrível, Incrível como as pessoas estão ficando cegas!
O desejo pelo lucro está cegando as pessoas e levando-as a enganar inocentes sofredores que enfrentam dificuldades de todas as formas a doarem até o que não tem para poder participar destas campanhas lastimáveis. E eu já fui um destes enganadores. Louvo o Senhor por ter aberto os meus olhos. Às vezes fazemos as coisas erradas sem nos apercebermos, por este motivo precisamos orar até por estes pastores e igrejas que estão indo por este caminho, pois acredito que ainda existem sinceros em seu meio.
Qual Base Bíblica Para Tal Ação?
Gostaria de saber qual a base bíblica que os inúmeros pastores utilizam para realizarem este tipo de campanha.
A viúva pobre? (Marcos 12: 41-44, Lucas 21: 1-4)
Os membros da igreja primitiva que doavam tudo aos pés dos apóstolos? (Atos 4: 32-37)
O povo de Israel que foi chamado por Deus para doarem tudo para construção do Templo? (Êxodo 35)
Em nenhum destes casos existem argumentos para sustentar este tipo de pregação enganosa.
A viúva pobre não doou o que tinha para receber alguma coisa e nem para convencer Jesus que merecia uma benção. Muito menos Jesus cobrou para orar por ela.
Os membros da igreja primitiva doavam não para enriquecer os apóstolos, mas para dar àqueles que tinham necessidades. Estavam eles doando seus bens para ajudar os pobres, não os apóstolos.
O povo de Israel trouxe as ofertas de acordo com o seu coração. Cada um doava o que possuía para a construção do Templo. Não existe nesta história nada que comprove que eu preciso fazer uma doação para um pastor orar mim. Moisés intercedeu por eles e nada cobrou. (Êxodo 32: 30-35).
Por que não orar por pessoas sem nada pedir em troca? Por que não orar por todos que estão sofrendo pelo desemprego, pela enfermidade, pela separação, pela dor íntima em seu coração por causa de um filho, do esposo(a), de um ente querido hospitalizado, por alguém que enfrenta dificuldades financeiras, por alguém que sofre neste mundo, sem nada cobrar deles? Será que somente quem tem R$ 180,00 tem fé e propósito? E aqueles que sofrem e não tem essa quantia? Como eles ficarão? Quem orará por eles? Por que não orar por todos estes e deixar Deus mover o coração daqueles que têm condições a doarem por gratidão? Isto é o correto, mas cobrar uma “doação” por uma oração é uma heresia que jamais encontrará apoio bíblico.
Muitos outros pretextos podem ser usados, mas, afirmo, não existe nada bíblico que comprove este ato lastimável. Pelo contrário existem textos que o condena.
Paulo declarou:
"Mas, não digo isto para que os outros tenham alívio, e vós opressão. Mas para igualdade: que, neste tempo presente, a vossa abundância supra a falta dos outros, para que, também, a sua abundância supra a vossa falta, e haja igualdade; Como está escrito: O que muito colheu não teve demais; e, o que pouco, não teve de menos." II Co. 8: 13-15.
Esta é a orientação bíblica: dar para suprir a necessidade do próximo. Isto é amor. Não podemos tirar daqueles que quase não tem para ajudar outros que estão tendo de sobra a consumirem mais ainda. Isto é uma lástima! Deus apela à Igreja de Éfeso para retornar ao amor fraternal. (Apocalipse 2:4). O amor que dar e não pede nada em troca. O amor que ora e intercede por outros confiando em Deus para suprir sua necessidade. O amor que Cristo disse que se esfriaria de quase todos. (Mateus 24:12).
Paulo adverte quanto ao uso do evangelho para obtenção de lucro.
“Contendas de homens corruptos de entendimento e privados da verdade, que cuidam que a piedade seja causa de ganho: aparta-te dos tais... Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se trespassaram a si mesmos com muitas dores.” I Timóteo 6: 5-10.
A oração é algo que não pode ser cobrado, é de graça. Se você desejar dar uma oferta de gratidão, faça reconhecendo que não está pagando, mas apenas sendo grato(a) ao Senhor por suas bênçãos.
De Volta à Idade Média
Na Idade Média a Igreja Católica vendia indulgências (um título concedido pelo Papa afirmando que Deus havia perdoado os pecados de quem a adquirisse). Hoje as igrejas evangélicas incorrem no mesmo erro, vendendo suas orações e bênçãos. Retornamos à Idade Média. Quando eu era pastor evangélico chamávamos cada igreja de Loja. O que é uma loja? Não seria um lugar onde algo é vendido?
De uma forma sutil Satanás está guiando diversos pastores evangélicos ao mesmo erro cometido na Idade Média, confirmando o que está escrito em Eclesiastes 1:9. "O que foi, isso é o que há-de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer: de modo que nada há novo debaixo do sol". Os enganos são sempre os mesmos, eles somente são vestidos com uma nova roupagem.
Os sacerdotes do antigo Israel se corromperam por causa do dinheiro e do poder, a Igreja fundada pelos apóstolos se corrompeu por causa do dinheiro e do poder, e no dias atuais as igrejas evangélicas estão se corrompendo por causa do dinheiro e do poder. Se Lutero voltasse à vida hoje o que diria destas campanhas realizadas por igrejas que usam o seu movimento, e se declaram prostestantes?
A Graça
A Igreja Adventista do Sétimo Dia faz suas programações e não solicita ofertas (Exemplo: “Futuro com Esperança” realizado na última semana, transmitido em cadeia nacional pela TV Novo Tempo). Os programas de Televisão não pedem doações, pelo contrário, faz doações aos telespectadores de estudos bíblicos gratuitamente. Os pedidos de orações são realizados por telefone e pela internet e nada é cobrado. Literaturas são distribuídas gratuitamente. Bíblias são doadas àqueles que se decidiram pelo batismo. Todo material para as programações são distribuídos gratuitamente. Quando cobrados, é um valor simbólico, como aconteceu com o livro Sinais de Esperança que custou apenas R$ 1,90, e foi adquirido pelo membros e repassado aos amigos não adventistas gratuitamente.
Por que nossa igreja não está cheia? Por que as pessoas tendem a procurar igrejas que exigem delas altas quantias em dinheiro? Este é só dos motivos.
A resposta é simples: As pessoas tendem a desmerecer o que é dado gratuitamente. Elas querem Cristo, mas querem pagar por Ele. “É de graça? Então não presta”. É o que percebemos com a atitude de muitos.
Quero afirmar, querido amigo, que pela salvação, que pela intercessão de Cristo por você, foi pago um preço que você jamais poderia pagar. Custou a morte e todo o sangue do Filho do Deus. Não O despreze.
Você não precisa pagar ninguém para orar por você. Deus está ao seu lado querendo ouvir sua oração. Ele está ansioso para ouvir sua voz lhe chamando de Pai.
“Cheguemo-nos, pois, com confiança, ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.” Hebreus 4: 16.
Deus está em Seu trono lhe esperando, venha com confiança, é de graça, o preço já foi pago, o mais alto preço que somente o sangue do Filho de Deus poderia pagar. Para chegar ao Trono de Deus você só precisa dobrar seus joelhos, fechar os seus olhos e abrir seu coração, você não precisa subir, pois Deus desce até você.
“Ó VÓS, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.” Isaías 55:1.
Venha sem dinheiro. Cristo não quer seu dinheiro, Ele quer seu coração. Se você desejar dar uma oferta de gratidão, faça, Ele aceita, pois Sua obra precisa, mas saiba que Ele não é convencido a lhe amar e lhe abençoar pela sua oferta. Ele lhe ama há muito tempo, mesmo antes de você nascer. (I João 4: 8 e 19)
"E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome DE GRAÇA da água da vida." Apocalipse 22: 17.
Resta Uma Esperança
No último domingo pela manhã (01/11/2009) fiquei em casa com minha família. Antes do almoço resolvi ligar um pouco a TV para ver o que estava sendo exibido. Fiquei espremendo o controle remoto para ver se conseguia alguma coisa boa. Incrível como não tem nada de produtivo! Enquanto espremia o controle remoto, percebi um pastor de uma igreja evangélica fazendo um discurso bem eloquente que, resumidamente, dizia:
"Estou precisando de 305 pessoas corajosas, que tenham fé e propósito. 305 pessoas que deseja receber de Deus uma benção especial. Se você é uma destas pessoas, quero lhe convidar para entrar em contato conosco através do telefone que está em seu vídeo. O número é limitado, portanto, ligue com urgência, pois só aceitaremos 305 pessoas. As mesmas deverão fazer o seu pedido especial e nos informar seu nome para orarmos por elas. Deus irá responder nossa oração atendendo o seu pedido. Mas para você participar deverá realizar uma doação de R$ 180,00. Você pode dividi este valor em até três vezes em seu cartão de crédito. Não fique de fora desta, venha receber a benção de Deus”.
O que falar também de pedidos de oração via mensagem de celular? Aquele que envia paga um pequeno valor para alguém orar por eles.
Incrível, Incrível, Incrível como as pessoas estão ficando cegas!
O desejo pelo lucro está cegando as pessoas e levando-as a enganar inocentes sofredores que enfrentam dificuldades de todas as formas a doarem até o que não tem para poder participar destas campanhas lastimáveis. E eu já fui um destes enganadores. Louvo o Senhor por ter aberto os meus olhos. Às vezes fazemos as coisas erradas sem nos apercebermos, por este motivo precisamos orar até por estes pastores e igrejas que estão indo por este caminho, pois acredito que ainda existem sinceros em seu meio.
Qual Base Bíblica Para Tal Ação?
Gostaria de saber qual a base bíblica que os inúmeros pastores utilizam para realizarem este tipo de campanha.
A viúva pobre? (Marcos 12: 41-44, Lucas 21: 1-4)
Os membros da igreja primitiva que doavam tudo aos pés dos apóstolos? (Atos 4: 32-37)
O povo de Israel que foi chamado por Deus para doarem tudo para construção do Templo? (Êxodo 35)
Em nenhum destes casos existem argumentos para sustentar este tipo de pregação enganosa.
A viúva pobre não doou o que tinha para receber alguma coisa e nem para convencer Jesus que merecia uma benção. Muito menos Jesus cobrou para orar por ela.
Os membros da igreja primitiva doavam não para enriquecer os apóstolos, mas para dar àqueles que tinham necessidades. Estavam eles doando seus bens para ajudar os pobres, não os apóstolos.
O povo de Israel trouxe as ofertas de acordo com o seu coração. Cada um doava o que possuía para a construção do Templo. Não existe nesta história nada que comprove que eu preciso fazer uma doação para um pastor orar mim. Moisés intercedeu por eles e nada cobrou. (Êxodo 32: 30-35).
Por que não orar por pessoas sem nada pedir em troca? Por que não orar por todos que estão sofrendo pelo desemprego, pela enfermidade, pela separação, pela dor íntima em seu coração por causa de um filho, do esposo(a), de um ente querido hospitalizado, por alguém que enfrenta dificuldades financeiras, por alguém que sofre neste mundo, sem nada cobrar deles? Será que somente quem tem R$ 180,00 tem fé e propósito? E aqueles que sofrem e não tem essa quantia? Como eles ficarão? Quem orará por eles? Por que não orar por todos estes e deixar Deus mover o coração daqueles que têm condições a doarem por gratidão? Isto é o correto, mas cobrar uma “doação” por uma oração é uma heresia que jamais encontrará apoio bíblico.
Muitos outros pretextos podem ser usados, mas, afirmo, não existe nada bíblico que comprove este ato lastimável. Pelo contrário existem textos que o condena.
Paulo declarou:
"Mas, não digo isto para que os outros tenham alívio, e vós opressão. Mas para igualdade: que, neste tempo presente, a vossa abundância supra a falta dos outros, para que, também, a sua abundância supra a vossa falta, e haja igualdade; Como está escrito: O que muito colheu não teve demais; e, o que pouco, não teve de menos." II Co. 8: 13-15.
Esta é a orientação bíblica: dar para suprir a necessidade do próximo. Isto é amor. Não podemos tirar daqueles que quase não tem para ajudar outros que estão tendo de sobra a consumirem mais ainda. Isto é uma lástima! Deus apela à Igreja de Éfeso para retornar ao amor fraternal. (Apocalipse 2:4). O amor que dar e não pede nada em troca. O amor que ora e intercede por outros confiando em Deus para suprir sua necessidade. O amor que Cristo disse que se esfriaria de quase todos. (Mateus 24:12).
Paulo adverte quanto ao uso do evangelho para obtenção de lucro.
“Contendas de homens corruptos de entendimento e privados da verdade, que cuidam que a piedade seja causa de ganho: aparta-te dos tais... Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se trespassaram a si mesmos com muitas dores.” I Timóteo 6: 5-10.
A oração é algo que não pode ser cobrado, é de graça. Se você desejar dar uma oferta de gratidão, faça reconhecendo que não está pagando, mas apenas sendo grato(a) ao Senhor por suas bênçãos.
De Volta à Idade Média
Na Idade Média a Igreja Católica vendia indulgências (um título concedido pelo Papa afirmando que Deus havia perdoado os pecados de quem a adquirisse). Hoje as igrejas evangélicas incorrem no mesmo erro, vendendo suas orações e bênçãos. Retornamos à Idade Média. Quando eu era pastor evangélico chamávamos cada igreja de Loja. O que é uma loja? Não seria um lugar onde algo é vendido?
De uma forma sutil Satanás está guiando diversos pastores evangélicos ao mesmo erro cometido na Idade Média, confirmando o que está escrito em Eclesiastes 1:9. "O que foi, isso é o que há-de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer: de modo que nada há novo debaixo do sol". Os enganos são sempre os mesmos, eles somente são vestidos com uma nova roupagem.
Os sacerdotes do antigo Israel se corromperam por causa do dinheiro e do poder, a Igreja fundada pelos apóstolos se corrompeu por causa do dinheiro e do poder, e no dias atuais as igrejas evangélicas estão se corrompendo por causa do dinheiro e do poder. Se Lutero voltasse à vida hoje o que diria destas campanhas realizadas por igrejas que usam o seu movimento, e se declaram prostestantes?
A Graça
A Igreja Adventista do Sétimo Dia faz suas programações e não solicita ofertas (Exemplo: “Futuro com Esperança” realizado na última semana, transmitido em cadeia nacional pela TV Novo Tempo). Os programas de Televisão não pedem doações, pelo contrário, faz doações aos telespectadores de estudos bíblicos gratuitamente. Os pedidos de orações são realizados por telefone e pela internet e nada é cobrado. Literaturas são distribuídas gratuitamente. Bíblias são doadas àqueles que se decidiram pelo batismo. Todo material para as programações são distribuídos gratuitamente. Quando cobrados, é um valor simbólico, como aconteceu com o livro Sinais de Esperança que custou apenas R$ 1,90, e foi adquirido pelo membros e repassado aos amigos não adventistas gratuitamente.
Por que nossa igreja não está cheia? Por que as pessoas tendem a procurar igrejas que exigem delas altas quantias em dinheiro? Este é só dos motivos.
A resposta é simples: As pessoas tendem a desmerecer o que é dado gratuitamente. Elas querem Cristo, mas querem pagar por Ele. “É de graça? Então não presta”. É o que percebemos com a atitude de muitos.
Quero afirmar, querido amigo, que pela salvação, que pela intercessão de Cristo por você, foi pago um preço que você jamais poderia pagar. Custou a morte e todo o sangue do Filho do Deus. Não O despreze.
Você não precisa pagar ninguém para orar por você. Deus está ao seu lado querendo ouvir sua oração. Ele está ansioso para ouvir sua voz lhe chamando de Pai.
“Cheguemo-nos, pois, com confiança, ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.” Hebreus 4: 16.
Deus está em Seu trono lhe esperando, venha com confiança, é de graça, o preço já foi pago, o mais alto preço que somente o sangue do Filho de Deus poderia pagar. Para chegar ao Trono de Deus você só precisa dobrar seus joelhos, fechar os seus olhos e abrir seu coração, você não precisa subir, pois Deus desce até você.
“Ó VÓS, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.” Isaías 55:1.
Venha sem dinheiro. Cristo não quer seu dinheiro, Ele quer seu coração. Se você desejar dar uma oferta de gratidão, faça, Ele aceita, pois Sua obra precisa, mas saiba que Ele não é convencido a lhe amar e lhe abençoar pela sua oferta. Ele lhe ama há muito tempo, mesmo antes de você nascer. (I João 4: 8 e 19)
"E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome DE GRAÇA da água da vida." Apocalipse 22: 17.
Resta Uma Esperança
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15 setembro 2009
MILAGRES NÃO PROVAM NADA
Alguns dias atrás eu ouvi um pastor de uma igreja evangélica alegar que os milagres realizados por ele seriam uma prova de que Deus estaria com sua igreja, ainda usou os milagres como sendo frutos do Espírito Santo. Também tenho recebido alguns comentários e mensagens de pessoas que, ao ler a postagem “Você Acredita em Deus? Então Você Acredita em Milagres”, se declaram provas vivas da operação do Espírito Santo nessas igrejas. Será que essas alegações são confirmadas na Bíblia?
Para responder a esta pergunta precisamos conhecer o fruto do Espírito Santo como descrito por Paulo, vejamos: “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança e domínio próprio.” Gálatas 5:22. Perceba que Paulo usa a palavra “Fruto” no singular, isto nos levar a pensar que o fruto do Espírito Santo é composto de todos esses traços de caráter descrito por ele. Para compreendermos melhor tomemos uma fruta, a manga, por exemplo: ninguém pode apanhar um caroço de uma manga e afirmar que possui uma manga, nem tão pouco apanhar a sua casca e afirmar o mesmo, só podemos afirmar que temos uma manga se possuimos a manga por completo. Portanto, ninguém pode afirmar que possui o Espírito Santo alegando que é manso, ou que tem bondade, ou fé, e assim por diante, a prova da presença do Espírito Santo é a existência do Fruto completo em sua vida, e isto implica em possuir amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança e domínio próprio, todos juntos. O fruto, para uma melhor compreensão, têm haver com sentimentos, caráter, mudança de coração, de atitude, ser uma nova criatura.
Não encontramos milagres na lista de Paulo sobre o Fruto do Espírito Santo em Gálatas 5. Então como os milagres são considerados? Vejamos outra declaração de Paulo: “E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas, em terceiro, doutores, depois milagres, depois dons de curar... Portanto, procurai, com zelo, os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente.” I Coríntios 12: 28-31. Veja que curas e milagres são considerados dons e não frutos. Se alguém possuir o Espírito Santo não é necessário demonstrar todos os dons, pois estes o Espírito concede a cada um de acordo com sua vontade. I Coríntios 12:11. Os dons têm haver com talentos concedidos a cada um de acordo com a vontade do Espírito Santo, enquanto o fruto é algo que deve ser completo na vida de todos aqueles que nasceram de novo.
Agora que aprendemos a diferenciar o fruto dos dons, precisamos entender que o fruto do Espírito não pode ser falsificado, alguém pode até tentar falsificar uma ou outra parte do Fruto, mas nunca o Fruto completo, e ao compreendermos todas as implicações que o Fruto exige, não seremos enganados, ao contrário dos dons, pois basta falsificar um dom e muitos serão enganados. Vejamos o que Cristo nos diz: “E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.” Mateus 24:11. Veja a citação que Cristo faz sobre os ‘falsos profetas’ e perceba que em I Coríntios 12:28, na lista de dons, diz: “E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas...”. A profecia é um dom do Espírito Santo, mas Cristo afirma que existem falsos profetas, assim como existem também falsos apóstolos, veja esta declaração de Paulo: “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo.” II Coríntios 11:13. Então, está evidente que os dons ao serem falsificados podem resultar em engano e perdição de muitos. Tomemos cuidado ao acreditar em homens e mulheres que se dizem operadores de milagres, e tomemos cuidado também com estes milagres.
De acordo com Cristo, não é pelos dons que alguém pode ser reconhecido como seu servo, pois alguns que possuem talentos alegarão a salvação pelos tais e serão rejeitados, veja: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi, abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” Mateus 7: 22-23. Veja que todos os pontos alegados são dons contidos na lista de I Coríntios 12. É através dos frutos que devemos identificar-los. “Pelos seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?” Mateus 7:16.
Portanto amigo, não basta realizar milagres, operar curas, falar línguas, ou possuir qualquer outro dom, precisamos mudar de vida, deixar Cristo viver em nós, e, assim, cumprirmos os seus mandamentos. A Igreja de Deus será conhecida não pelos dons que possui, mas por guardar os mandamentos de Deus e a fé em Jesus, resumindo, pelos frutos. Através da fé em Cristo, ele nos concede forças para guardarmos os seus mandamentos, isto é justificação pela fé, o Fruto do Espírito Santo. Apocalipse 12:17. A mulher descrita em Apocalipse 12 é a Igreja Verdadeira, assim como a Mulher descrita em Apocalipse 17 é a Igreja Falsa, lembrando que esta possui muitas outras filhas (igrejas), que seguem seus ensinos e bebem do vinho de sua prostituição. Veja que Paulo considera a Igreja como uma noiva virgem, sendo preparada para um esposo, a saber, Cristo. (II Coríntios 11:2). Que contraste! Uma mulher virgem e uma mulher prostituta, uma igreja verdadeira e uma igreja falsa e, repito, que possui filhas (igrejas) prostitutas.
Só para terminar, veja as inúmeras profecias bíblicas quanto ao surgimento de falsos profetas que realizariam milagres para enganar a muitos, e isto aconteceria nos últimos dias:
“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.” Mateus 7: 15.
“E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.” Mateus 24: 11.
“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” Mateus 24: 24
“Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos.” Marcos 13: 22.
“AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.” I João 4: 1.
“Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça, o fim dos quais será conforme as suas obras.” II Coríntio 11: 13-15.
“A esse, cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, E com todo o engano da injustiça, para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E, por isso, Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira, Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniquidade.” II Tessalonicenses 2:9-12.
“Porque são espíritos de demónios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso.” Apocalipse 16: 14.
Será que isto já não está acontecendo? Ou será que a Bíblia errou?
E ainda Cristo alertou:
“Eis que eu vo-lo tenho predito.” 24: 25
Eis que Ele está nos avisando.
Não podemos crer que todas as igrejas que operam milagres, operam pelo Espírito Santo, pois corremos o risco do engano e, ainda, recebermos milagres por outro espírito, que não é o Deus. Mas você pode perguntar: Satanás pode operar milagres? Claro. Leia os versos acima e comprove que a bíblia afirma que ele faria isso para enganar aqueles que não conhecem a verdade. Não fique no engano, solicite um estudo bíblico e tire suas dúvidas. Veja esta declaração: "O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento" Oséias 4:6. Não seja destruído por falta de conhecimento.
Se alguém desejar receber um estudo bíblico completo para tirar suas dúvidas, por favor, entre em contato através do e-mail: restaumaesperanca@hotmail.com ou acesse o Site http://www.esperanca.com.br/ e conheça o poder da Esperança. Solicite seu estudo.
Resta Uma Esperança
Para responder a esta pergunta precisamos conhecer o fruto do Espírito Santo como descrito por Paulo, vejamos: “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança e domínio próprio.” Gálatas 5:22. Perceba que Paulo usa a palavra “Fruto” no singular, isto nos levar a pensar que o fruto do Espírito Santo é composto de todos esses traços de caráter descrito por ele. Para compreendermos melhor tomemos uma fruta, a manga, por exemplo: ninguém pode apanhar um caroço de uma manga e afirmar que possui uma manga, nem tão pouco apanhar a sua casca e afirmar o mesmo, só podemos afirmar que temos uma manga se possuimos a manga por completo. Portanto, ninguém pode afirmar que possui o Espírito Santo alegando que é manso, ou que tem bondade, ou fé, e assim por diante, a prova da presença do Espírito Santo é a existência do Fruto completo em sua vida, e isto implica em possuir amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança e domínio próprio, todos juntos. O fruto, para uma melhor compreensão, têm haver com sentimentos, caráter, mudança de coração, de atitude, ser uma nova criatura.
Não encontramos milagres na lista de Paulo sobre o Fruto do Espírito Santo em Gálatas 5. Então como os milagres são considerados? Vejamos outra declaração de Paulo: “E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas, em terceiro, doutores, depois milagres, depois dons de curar... Portanto, procurai, com zelo, os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente.” I Coríntios 12: 28-31. Veja que curas e milagres são considerados dons e não frutos. Se alguém possuir o Espírito Santo não é necessário demonstrar todos os dons, pois estes o Espírito concede a cada um de acordo com sua vontade. I Coríntios 12:11. Os dons têm haver com talentos concedidos a cada um de acordo com a vontade do Espírito Santo, enquanto o fruto é algo que deve ser completo na vida de todos aqueles que nasceram de novo.
Agora que aprendemos a diferenciar o fruto dos dons, precisamos entender que o fruto do Espírito não pode ser falsificado, alguém pode até tentar falsificar uma ou outra parte do Fruto, mas nunca o Fruto completo, e ao compreendermos todas as implicações que o Fruto exige, não seremos enganados, ao contrário dos dons, pois basta falsificar um dom e muitos serão enganados. Vejamos o que Cristo nos diz: “E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.” Mateus 24:11. Veja a citação que Cristo faz sobre os ‘falsos profetas’ e perceba que em I Coríntios 12:28, na lista de dons, diz: “E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas...”. A profecia é um dom do Espírito Santo, mas Cristo afirma que existem falsos profetas, assim como existem também falsos apóstolos, veja esta declaração de Paulo: “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo.” II Coríntios 11:13. Então, está evidente que os dons ao serem falsificados podem resultar em engano e perdição de muitos. Tomemos cuidado ao acreditar em homens e mulheres que se dizem operadores de milagres, e tomemos cuidado também com estes milagres.
De acordo com Cristo, não é pelos dons que alguém pode ser reconhecido como seu servo, pois alguns que possuem talentos alegarão a salvação pelos tais e serão rejeitados, veja: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi, abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” Mateus 7: 22-23. Veja que todos os pontos alegados são dons contidos na lista de I Coríntios 12. É através dos frutos que devemos identificar-los. “Pelos seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?” Mateus 7:16.
Portanto amigo, não basta realizar milagres, operar curas, falar línguas, ou possuir qualquer outro dom, precisamos mudar de vida, deixar Cristo viver em nós, e, assim, cumprirmos os seus mandamentos. A Igreja de Deus será conhecida não pelos dons que possui, mas por guardar os mandamentos de Deus e a fé em Jesus, resumindo, pelos frutos. Através da fé em Cristo, ele nos concede forças para guardarmos os seus mandamentos, isto é justificação pela fé, o Fruto do Espírito Santo. Apocalipse 12:17. A mulher descrita em Apocalipse 12 é a Igreja Verdadeira, assim como a Mulher descrita em Apocalipse 17 é a Igreja Falsa, lembrando que esta possui muitas outras filhas (igrejas), que seguem seus ensinos e bebem do vinho de sua prostituição. Veja que Paulo considera a Igreja como uma noiva virgem, sendo preparada para um esposo, a saber, Cristo. (II Coríntios 11:2). Que contraste! Uma mulher virgem e uma mulher prostituta, uma igreja verdadeira e uma igreja falsa e, repito, que possui filhas (igrejas) prostitutas.
Só para terminar, veja as inúmeras profecias bíblicas quanto ao surgimento de falsos profetas que realizariam milagres para enganar a muitos, e isto aconteceria nos últimos dias:
“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores.” Mateus 7: 15.
“E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.” Mateus 24: 11.
“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” Mateus 24: 24
“Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos.” Marcos 13: 22.
“AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.” I João 4: 1.
“Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça, o fim dos quais será conforme as suas obras.” II Coríntio 11: 13-15.
“A esse, cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, E com todo o engano da injustiça, para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E, por isso, Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira, Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniquidade.” II Tessalonicenses 2:9-12.
“Porque são espíritos de demónios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso.” Apocalipse 16: 14.
Será que isto já não está acontecendo? Ou será que a Bíblia errou?
E ainda Cristo alertou:
“Eis que eu vo-lo tenho predito.” 24: 25
Eis que Ele está nos avisando.
Não podemos crer que todas as igrejas que operam milagres, operam pelo Espírito Santo, pois corremos o risco do engano e, ainda, recebermos milagres por outro espírito, que não é o Deus. Mas você pode perguntar: Satanás pode operar milagres? Claro. Leia os versos acima e comprove que a bíblia afirma que ele faria isso para enganar aqueles que não conhecem a verdade. Não fique no engano, solicite um estudo bíblico e tire suas dúvidas. Veja esta declaração: "O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento" Oséias 4:6. Não seja destruído por falta de conhecimento.
Se alguém desejar receber um estudo bíblico completo para tirar suas dúvidas, por favor, entre em contato através do e-mail: restaumaesperanca@hotmail.com ou acesse o Site http://www.esperanca.com.br/ e conheça o poder da Esperança. Solicite seu estudo.
Resta Uma Esperança
24 agosto 2009
‘O Canto do Senhor’
A experiência do templo mostra que Deus indicou um padrão de louvor
O Salmo 150 tem sido um dos mais importantes estímulos para o louvor a Deus. Esse hino indica a quem adorar, o espaço primordial do louvor, a motivação para fazê-lo e quem deve louvar. Ao mesmo tempo que inspira o louvor, no entanto, esse salmo também tem inspirado debates porque ele fala acerca de como louvar.
Não há qualquer problema com a afirmação de que “todo ser que respira” deve adorar a Deus, por suas grandes obras, em seu santuário. No entanto, quando o salmista indica um conjunto de instrumentos e diz que devemos louvar a Deus com “danças” (Sl 150:4), de inspirador o salmo tem se tornado polêmico.
Certos carismáticos têm visto aí uma indicação clara de que a agitação e o ritmo de danças seculares são perfeitamente adequados para louvar a Deus, desde que a poesia seja cristã.
De que tipo de dança fala o Salmo 150 é difícil de saber.
Esse salmo significa que tambores, ruídos e danças são aceitáveis como culto a Deus? Numa leitura superficial, parece claro que o culto protestante tradicional, focado no estudo da Bíblia e emoldurado por hinos reverentes, está longe de atender à recomendação do salmo. Enquanto que um culto dinâmico embalado por música envolvente, emocionante e de ritmo acentuado parece muito mais próximo.
Como entender a recomendação do salmista?
O sentido de qualquer texto só se alcança quando estudado a partir do contexto. Quem escreveu o Salmo 150? Quando foi escrito? Essas questões básicas poderão revelar a compreensão do salmista acerca do louvor.
Os salmos oferecem dificuldades a mais para o estudo por serem composições que se destacam com facilidade de seu contexto, passando a falar por si mesmos, como obra de arte. Contudo, a obra de arte tem um sentido, que deve ser visto através do contexto. Embora pareça claro o que autor quer dizer no Salmo 150, o contexto pode mostrar outras perspectivas.
O objetivo deste artigo é expor o sentido do Salmo 150 a partir da identificação de seu contexto, que seja uma breve história bíblica do louvor em Israel.
Todo estudo da Bíblia precisa ser embasado em noções metodológicas oferecidas pela própria Bíblia. Este estudo está apoiado na crença de que a Bíblia é seu próprio intérprete. Ela é suficiente em si mesma porque oferece as chaves para sua interpretação. Um texto obscuro é esclarecido por outros mais claros. Há uma unidade intrínseca à Bíblia, fruto de sua inspiração divina, sendo Deus seu autor final. A verdade revelada só pode ser obtida quando se alcança o significado original pretendido pelo autor. Isso implica que o contexto histórico e literário elucida o texto. Cada palavra deve ser entendida a partir de seu significado original.
Sendo que a Bíblia é suficiente em si mesma, ela deve oferecer luz acerca de quaisquer aspectos da vida cristã envolvidos no grande conflito. Algumas pessoas pensam que a Bíblia nada tem a dizer acerca de música de adoração. Deve-se lembrar, no entanto, que a adoração é o ponto crucial de início ao fim do grande conflito entre Deus e o adversário. Sendo assim, a Bíblia certamente tem muito a ensinar acerca do assunto.
Música e dança em Israel
De que tipo de dança fala o Salmo 150? A resposta para esta pergunta pode ser o ponto de partida para o entendimento do salmo. Ela deve ser buscada nas evidências lingüísticas e no contexto bíblico amplo do salmo.
Que tipo de dança faziam as mulheres israelitas para seus maridos quando estes retornavam vitoriosos da guerra? A dança das mulheres para Deus após o Mar Vermelho teria sido diferente de suas danças costumeiras? Não há uma indicação clara acerca dessa possível diferença. Nada parece indicar que as mulheres recém-saídas do Egito tivéssem uma dança particular para Deus e outra para os interesses seculares. Na verdade, após liderar a saída de Israel do Egito, Moisés se empenhou em reeducar o povo em muitos aspectos os quais sugerem que Israel, após séculos no Egito, tinha se tornado um povo paganizado (ver Ex 16, 20, 21, 22, 23, Lv e Dt).
Há, em vez disso, uma evidência de que a dança das mulheres não era reverente e ritual. Quando a Bíblia fala das danças das filhas de Siló usa uma palavra da raiz hebraica chûl (Jz 21:21,23). A dança das mulheres de Israel na celebração de vitória militar se descreve com o termo mechôlah (1Sm 18:6; 21:11; 29:5; Jz 11:34).
Como a dança de Miriam e das mulheres para celebrar a vitória divina sobre o exército egípcio é descrita, em Êx 15:20? Também com uma palavra da raiz mechôlah. O problema se agrava quando se confirma que uma palavra dessa raiz é empregada em Ex 32:19 para descrever as danças (mechôlah) em volta do bezerro de ouro.
Alguns comentaristas afirmam que os israelitas dançaram despidos, naquela festa que se degenerou num ritual pagão. Qual a evidência disto? Quando mandou Moisés descer do monte, Deus disse: “Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu” (Ex 32:7, grifado). Ao descer, quando viu o bezerro e as danças, Moisés quebrou as tábuas da lei, indicando que a aliança daquelas pessoas com Deus estava quebrada (32:19). Arão diz que o povo é “propenso para o mal” (v. 22), e Moisés disse que povo estava “desenfreado” (v. 25). Em Êxodo 32:6, se diz que naquele dia o povo de Israel levantou de madrugada para comer e beber, e “divertir-se”. O verbo empregado para essa diversão (letsacheq) é traduzido por paidzein, na LXX (Septuaginta, versão grega do AT), e indica práticas de caráter sexual. O mesmo verbo é usado para falar de relações íntimas, em Gn 26:8 e 39:14. Paulo confirma essa idéia ao interpretar a “diversão” dos israelitas em termos de “imoralidade”, razão por que milhares perderam a vida (1Co 10:6-8). Ellen G. White também confirma que “o culto de Ápis era acompanhado da mais grosseira licenciosidade, e o relato das Escrituras denota que a adoração ao bezerro levada a efeito pelos israelitas foi acompanhada por toda a devassidão usual no culto pagão” (PP, 316).
Mas a quem o povo de Israel fazia a celebração no Monte Sinai? Ao bezerro de ouro? Ao boi Ápis do Egito? Arão tinha dito claramente (Ex 32:5) que a festa era para o “Senhor” (Yahweh, o Deus do pacto). Essa era a boa intenção dele.
Assim, como Miriam e as mulheres dançaram para Deus, os israelitas no Sinai tinham intenção semelhante. A diferença entre a dança de Miriam e dos israelitas no deserto pode ser só o desdobramento da segunda, quando o povo perdeu os limites. A semelhança é sugerida pelo uso dos mesmos termos, e pelo contexto cultural.
Mas, caso as mulheres de Israel tenham feito uma dança secular para louvar, como Deus pôde aceitar isso? Quando o adorador ainda não tem luz acerca do assunto, a sinceridade do coração é muito importante quanto à aceitação por parte de Deus. Mas isso só até as pessoas saberem o que Deus quer e como ele quer. Deus não considera os tempos de “ignorância” (At 17:30).
Se a dança de Miriam para Deus e a das mulheres para os guerreiros era secular bem como aquela feita no Sinai, de que dança fala o Salmo 150?
A palavra hebraica traduzida por “danças” no Salmo 150 é machôl, da mesma raiz chûl. Nesse caso, o salmo não fala de uma dança extraordinária. Fala de dança comum acompanhada por música também comum. Isso pode ser confirmado pela menção de instrumentos diversos.
A idéia de que essa palavra machôl possa ser traduzida no Salmo 150 por “órgão de tubos” ou “flauta” não é relevante porque a combinação “adufes e danças” é técnica. Quando tambores são usados, dançar é natural.
Aqui há um ponto delicado. Se a dança e a música de Israel para Deus era a mesma realizada nas festividades seculares, e se Deus não indicou nada em contrário, então cada cultura poderia louvar a Deus com suas próprias criações musicais e coreográficas, e não haveria restrições para estilos musicais nem danças, nem faria sentido falar de uma música de louvor. Nesse caso, a música e a dança nada teriam de secular ou sacro. A música sacra estaria desacralizada.
Tem a Bíblia algo a falar sobre uma música de louvor?
Deve-se observar que os eventos referidos acima são anteriores à edificação do templo de Salomão, ocasião em que um sacerdócio completo foi organizado, inclusive um sacerdócio para a música de louvor. Esse sacerdócio aponta princípios decisivos para a música sacra.
Descuido penalizado
Logo que consolidou seu reino sobre Israel, Davi quis levar a arca do Senhor para Jerusalém, a cidade de Davi (ou Sião, 2Sm 5:6-7). O transporte da arca e a posterior edificação do templo são eventos cruciais na compreensão do louvor em Israel. Esses eventos estão relatados com riqueza de detalhes musicais nos livros das Crônicas, obra de um sacerdote, e provavelmente também músico.
Os especialistas consideram que os livros de Crônicas e Esdras apresentam características literárias e históricas que sugerem um mesmo autor, o próprio Esdras. Tendo escrito após o exílio babilônico, o autor de Crônicas constrói uma reflexão sobre o passado de Israel e uma lição de fidelidade ao Senhor, à sua Lei e ao culto em seu santuário em Jerusalém. Davi é uma figura central nessa narrativa por causa do interesse do cronista em destacar a natureza e a importância do culto a Deus.
Quem era Esdras? Trata-se de um sacerdote, filho de Seraías, da linhagem de Zadoque, homem piedoso e letrado, influente na corte babilônica, segundo a tradição. Ele próprio diz que “era escriba versado na Lei de Moisés, dada pelo Senhor” (Ed 7:6), e um mestre da lei (7:12). A tradição judaica o considera como um “segundo Moisés”, pelo papel que desempenhou no retorno dos judeus a Jerusalém e na restauração da lei e do culto a Deus. Esse homem letrado e profundamente temente a Deus conta a mesma história de Reis e Samuel, concentrado no reino de Davi e nas questões do culto a Deus. Seu zêlo pelo culto se reflete na forte ênfase dada ao templo, à arca, e à música de louvor, assim como o zêlo pela pureza étnica e religiosa se reflete nas longas listas genealógicas.
Narra o cronista que, para transportar a arca, Davi preparou um carro novo (1Cr 13:7) e um conjunto de intrumentos musicais para a festa, incluindo harpas, alaúdes, tamboris (adufes), címbalos e trombetas (1Cr 13:8). Em 2Samuel acrescentam-se “pandeiros” (6:5). O cronista é bastante resumido ao narrar esse evento. Mesmo assim pode-se concluir que não havia nenhuma novidade musical ou litúrgica como parte do louvor a Deus, em comparação com os episódios já mencionados acerca da experiência litúrgica de Israel. A presença de “tamboris” sugere que a música era de ritmo destacado, e promovia a dança, o que Davi e Israel o fizeram à vontade; eles “se alegravam com todo empenho”, isto é, dançavam (1Cr 13:8).
Tanto no relato de Samuel quanto em Crônicas, na primeira festa, “Davi e todo o Israel alegravam-se”, ou dançavam (2Sm 6:5, 1Cr 13:8). Ao passo que na segunda, se diz que só Davi dançou (2Sm 6:14, 1Cr 15:29).
Que tipo de dança teria sido essa? Como a Bíblia a expressa? Tanto em 2Sm 6:5 quanto em 1Cr 13:8, o verbo usado para a “dança” é o hebraico tsacheq, da mesma raiz de letsacheq, empregado em Ex 32:6 para descrever a diversão dos israelitas. A LXX traduz esse verbo nesses três casos com o mesmo verbo paidzô. O sentido exato do verbo hebraico nesta passagem de Samuel e Crônicas é bastante discutido. O significado geral desse verbo é rir, brincar, folgar, dançar, pular, e, às vezes, divertir-se sensualmente. O renomado Theological Dictionary of the Old Testament (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 14:69) diz que o verbo pode indicar uma dança “profana” de Davi e Israel diante da arca, do contrário Mical “dificilmente teria levantado a acusação de nudez e comportamento dissoluto”. O igualmente autoritativo The Theological Dictionary of the New Testament (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 5:627) diz que o verbo paidzô que traduz o hebraico tsacheq expressa um tipo de dança comum entre os antigos cultos primitivos gregos, e que o mesmo fenômeno se observa no início do culto em Israel, com conotações “orgiásticas”.
Ellen G. White, no entanto, afirma que a dança de Davi foi em “júbilo reverente” (PP, 707). O que isso quer dizer? Estaria ela falando da natureza da dança em si? É bom lembrar que Ellen G. White confirma que o verbo hebraico traduzido por “divertir-se” tem conotação sensual (PP, 316). Pode ser que, quando fala da dança de Davi, ela não está falando da natureza da dança em si mesma, que é o tópico das obras citadas acima, mas do espírito e objetivo com que ela foi executada. Nesse caso, Davi estaria louvando a Deus de forma reverente, embora empregasse um recurso comum.
Se Davi fez uma dança comum e secular para Deus, embora com reverência, quem reprovaria o rei de Israel? Só uma pessoa íntima que tivesse motivos pessoais para tanto. E quando Mical o censurou por “descobrir-se sem pejo”, como se faz um “vadio”, ele mesmo não a contradisse, limitando-se a afirmar que “ainda mais desprezível” se faria perante o Senhor (2Sm 6:20-22).
Essa dança de Davi parece ser cronologicamente a última menção de dança associada ao louvor direto a Deus. Mesmo na festa dos tabernáculos, quando, em geral à noite, o pátio do templo apresentava uma cena de grande regozijo, em que, como descreve Ellen G. White, “homens de cabelos brancos, os sacerdotes do templo e os príncipes do povo, uniam-se em festivas danças ao som dos instrumentos e dos cantos dos levitas” (DTN, 463), a ocasião é claramente de caráter social.
O novo cântico
A despeito dos preparativos de Davi e da multidão de Israel que se reuniu, o transporte da arca foi frustrado. Tendo sido Uzá morto pelo Senhor, a arca ficou no meio do caminho. Apesar da morte de Uzá, Davi podia ter carregado a arca até Jerusalém, ele a levou até a casa de Obede-Edom (1Cr 13:13). No entanto, Davi ficou temeroso (13:12). Possivelmente ele ainda não estivesse preparado para ter a arca perto de si. Ela foi levada para a casa de um levita (1Cr 13:14, 26:4,8).
Meses depois, tendo passado a ira divina, Davi retomou seu plano (1Cr 15:3). Ao passo que o cronista dedica apenas 14 versos para falar do primeiro evento, desta vez ele narra em dois longos capítulos, com variados detalhes acerca da música.
Em 1Crônicas 15:11 e 12, é dito que Davi chamou os sacerdotes para planejar o transporte da arca, o que ele não tinha feito na primeira vez. Deve-se considerar um ponto crucial para a leitura do relato: Se Davi tivesse entendido que seu erro consistia em ter colocado a arca num carro e permitido que não-sacerdotes a transportassem, na segunda festa ele alteraria esse ponto e todo o restante faria igual, especialmente a música. Mas não foi isso que aconteceu. Ele combinou que os sacerdotes deveriam levar a arca (15:13), e que eles deveriam fazer a música para louvar a Deus (15:16).
Ao passo que a ordem para carregar a arca é relatada em apenas um verso, o cronista narra a música desse evento em dezenas de versos. Embora informe que Davi tenha dançado (1Cr 15:29), o cronista repete várias vezes a lista de instrumentos, que não sugere uma música feita para dançar. Foram usados “címbalos, alaúdes e harpas”, além de trombetas (ver 1Cr 15:16, 19-21, 28, 16:5, 42). Deve-se notar que a partir desse evento a lista “címbalos, alaúdes e harpas” torna-se uma expressão técnica para a música do templo.
A omissão de tambores e pandeiros em nenhuma hipótese pode ser atribuída a eventual lapso de memória do cronista. Ele repete a lista dos instrumentos cinco vezes só nesse relato. Além disso, um tal lapso seria estranho à extraordinária memória do autor que lembra o nome dos músicos e suas respectivas famílias (1Cr 15:17-24), além dos milhares de famílias e gerações que ele lista no início das crônicas (1Cr 1-12). Ele sabe de que são feitos os instrumentos e em que tonalidades são tocados (1Cr 15:19-21). Isso é ainda mais relevante ao se considerar que ele está narrando fatos ocorridos havia mais de 500 anos. Davi iniciou seu reinado por volta do ano 1000 a.C. Esdras saiu de Babilônia por volta de 450 a.C.
A lista “címbalos, alaúdes e harpas” ocorre diversas vezes, sendo caracterizada como a música do templo. Davi preparou esses “instrumentos” exclusivamente para louvar ao Senhor (1Cr 23:5). Os levitas músicos foram consagrados, ungidos ou “separados” para louvarem ao Senhor com “címbalos, alaúdes e harpas” (1Cr 25:1 e 6). Na inauguração do templo, os levitas tocavam “címbalos, alaúdes e harpas” ou “instrumentos músicos para louvarem ao Senhor” (2Cr 5:12,13). O cronista diz ainda que esses eram os “instrumentos músicos do Senhor, que o rei Davi tinha feito para deles se utilizar nas ações de graças ao Senhor” (2Cr 7:6, ver também 9:11).
O cronista usa várias vezes um qualificativo para falar da música de louvor a Deus no contexto do templo, a partir do segundo transporte da arca. Em referência a essa música, ele usa as expressões “hinos” (1Cr 16:7), “a música de Deus” (1Cr 16:42), “cântico do Senhor” (1Cr 25:7), “louvor ao Senhor” (2Cr 5:13) e “cântico do Senhor” (2Cr 29:27). A expressão “cântico do Senhor” literalmente é “a música do Senhor”.
O início de uma nova fase na história litúrgica de Israel é claramente marcado pelo cronista com a seguinte expressão: “Naquele dia, foi que Davi encarregou, pela primeira vez, a Asafe e a seus irmãos de celebrarem com hinos ao Senhor” (1Cr 16:7). Com duas expressões de tempo que delimitam um divisor de águas (“naquele dia” e “pela primeira vez”), esse verso indica que até aquele evento, Israel teve uma experiência de louvor, e a partir dali teve outra.
Essa compreensão de 1Cr 16:7 é reforçada pelo contexto. Em 1Cr 15:16, “Davi disse aos chefes dos levitas que constituíssem a seus irmãos, os cantores…”. 1Cr 16:4 diz que Davi “designou dentre os levitas os que haviam de ministrar diante da arca do Senhor, e celebrar e louvar, e exaltar o Senhor, a saber, Asafe… ”. E 1Cr 25:1 diz que “Davi separou para o ministério os filhos de Asafe, de Hemã e Jedutum, para profetizarem com harpas, alaúdes e címbalos”.
O transporte da arca para Jerusalém marcou o “início histórico do ministério musical dos levitas em Israel”, e “a nomeação feita por Davi de um ministério levítico para a música e o louvor a Deus marca um significativo avanço para a história do culto em Israel” (The Expositor’s Bible Commentary [Zondervan: Grand Rapids, MI], “1Cr 15:16 e 16:4”, 4:387-389 ). Sobre 1Cr 16:7, o Broadman Bible Commentary (Broadman Press: Nashille, TN) diz que “Davi fez uma nomeação permanente” relativa ao louvor a Deus, para ser dirigido pelos músicos levitas.
Esse episódio mostra não apenas que o louvor a Deus passou por uma mudança litúrgica como também que ele foi institucionalizado para ser dirigido por um sacerdócio ordenado. Os cantores levitas dirigiam o canto de louvores e a congregação tomava parte ativa (1Cr 15:28, 2Cr 23:13). Os sacerdotes músicos eram mais de 10% de todos os sacerdotes (1Cr 15:16, 23:3-5). A partir desse evento o ministério do louvor é privatizado aos levitas como todos os demais. Os levitas músicos são listados por famílias, e se diz que os filhos estavam sob direção de seus pais, e todos os músicos eram “instruídos no canto do Senhor” (1Cr 25:7). A expressão sugere uma unidade entre as famílias dos músicos que era tecida por esse ministério musical.
O mandado do Senhor
Davi provavelmente fosse inclinado para o ritmo e dança. Além de rei, ele era um músico, e compositor. Que esses eram seus gostos fica claro na música e na conduta dele durante os eventos em questão. E se era assim, o que aconteceu para que ele entendesse que os levitas deviam definir a música da festa do transporte da arca e do templo, sem tamboris e pandeiros? Considerando seus possíveis gostos, Davi não faria isso por sua própria vontade.
Essa idéia está confirmada em 2Cr 29:25-27. Ali se narra a reforma de Ezequias, em que ele reestabeleceu o culto a Deus. A Bíblia declara que o rei reinstituiu a música de “címbalos, alaúdes e harpas” (29:25), a mesma música dos levitas, “segundo mandado de Davi e de Gade, o vidente do rei, e do profeta Natã”. Mas, eles mesmos inventaram esse padrão musical? Não. “Esse mandado veio do Senhor por intermédio de seus profetas”, revela claramente a Palavra de Deus (ver 2Cr 29:25).
Ênfase especial é dada aos instrumentos, que além da lista específica, se diz duas vezes que eram “os instrumentos de Davi”, como passaram a ser chamados. Estes são os “instrumentos acerca dos quais Deus, através de Natã e Gade, deu instruções a Davi para que fossem usados no templo (2Cr 29:25)”, confirma The Expositor’s Bible Commentary, “2Cr 25:1”, 4:424.
Quando Davi recebeu essa revelação por meio dos profetas? Provavelmente no intervalo dos três meses em que a arca esteve na casa de Obede-Edom. Por isso Davi comandou a mudança litúrgica e musical focalizada em Crônicas. A obra The Expositor’s Bible Commentary defende que “Davi agiu sob direção divina, transmitida através dos profetas Natã e Gade” (4:389).
A música feita com esses instrumentos tornou-se um modelo em Israel. Além da reforma de Ezequias que a reinstituiu (por volta do ano 700 a.C.), na reedificação de Jerusalém, Esdras e Neemias retomaram o mesmo padrão, com “címbalos, alaúdes e harpas”, os “instrumentos de Davi” (Nee 12:27, 36), por volta do ano 450 a.C.
De uma presumível predominância dos adufes (tambores) e pandeiros, no modelo anterior ao templo (2Sm 6:5), o novo modelo deu clara predominância aos instrumentos de cordas, com as harpas e os alaúdes ou saltérios (2Cr 29:25). Os címbalos (pratos ou sinos) não podem ser vistos como uma abertura para o uso dos tambores, uma vez que esse instrumento não tem função de acentuar o ritmo como têm os tambores.
A Pictorial Encyclopedia of the Bible (Zondervan: Grand Rapids, MI, 4:315) diz que, na música do templo, “a falta de menção de um amplo grupo de percussão bem como a ausência de corpos de dançarinos podem indicar uma tentativa de evitar semelhança com as formas pagãs de adoração”.
Essa característica da música do templo não pode ser ignorada. Visualizando o louvor na eternidade, em seu cântico o rei Ezequias diz que “tangendo instrumentos de cordas, nós O louvaremos todos os dias de nossa vida, na Casa do Senhor” (Is 38:20). O Apocalipse fala de harpas nas mãos dos salvos para louvarem a Deus no Céu (Ap 5:8, 14:2).
Relendo o salmo
Tendo visualizado esse contexto da história litúrgica de Israel, pode-se retomar o Salmo 150. Quem escreveu o salmo? Quando foi escrito? Considerando que a lista de instrumentos do salmo é muito próxima da lista da primeira festa de Davi, o salmo deve ter sido escrito antes dessa festa.
Entre outras fontes de especialistas, a publicação The Septuagint Version (Zondervan: Grand Rapids, MI), diz que o Salmo 150 é “um salmo genuíno de Davi, composto quando ele venceu o combate com Golias”. Nesse caso, quando fala de como louvar, Davi naturalmente expressa a compreensão do louvor a Deus daquela fase de sua vida. A experiência do templo agregou mais luz a essa compreensão.
Isso significa que Salmo 150:4 não seja inspirado? De modo nenhum. Da mesma forma que Jesus não estava dizendo que Moisés e algum trecho do AT (como Dt 24:1-14, Êx 21:23-25, Lv 24:20, Dt 19:21, Lv 19:18, Sl 139:21-22) não eram inspirados quando ele os aprofundou, dizendo: “Ouvistes o que foi dito aos antigos…” (Mt 5:33, ver também 5:27, 31, 34), “Eu, porém, vos digo…” (Mt 5:32, ver também 5:28, 34, 39, 44). Mais tarde ele explicou por que o critério dado por Moisés estava sendo ampliado: “Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio” (Mt 19:8).
O conhecimento da vontade de Deus se aprofunda e se amplia com o amadurecimento do povo de Deus. Os servos de Deus louvavam com sinceridade e reverência de acordo com os costumes e estilos musicias e coreográficos que eles tinham. Porém, quando esses costumes podem interferir na relação de Deus com seu povo, como ocorreu com Israel no Sinai, ele revela novos e mais elevados padrões, no momento apropriado.
Assim, para se compreender a maneira de louvar segundo a Bíblia, deve-se estudar a partir de um contexto amplo da história do povo de Deus, nunca isolando um texto de seu contexto.
Seria o templo um modelo ou ideal para a igreja?
O templo terrestre é uma representação em dois sentidos. Ele aponta para o Messias vindouro, mas também retrata a santidade do santuário celestial, onde os filhos de Deus serão recebidos por ocasião das “bodas do Cordeiro” (Ap 19:1, 7,8, 7:9), e quando com harpas cantarão o “cântico novo” (Ap 14:2-3). A “noiva” que se “atavia” para as bodas é a igreja que se prepara para estar lá, na presença de Deus, para o louvor no próprio santuário celestial.
Ellen G. White diz que “da santidade atribuída ao santuário terrestre os cristãos devem aprender como considerar o lugar onde o Senhor propõe encontrar-se com seu povo”. Ela acrescenta que “as coisas sagradas e preciosas, destinadas a prender-nos a Deus, estão quase perdendo sua influência sobre nosso espírito e coração, sendo rebaixadas ao nível das coisas comuns”. E por fim, compara, “para a alma crente e humilde, a casa de Deus na Terra é como a porta do Céu. Os cânticos de louvor, a oração, a palavra ministrada pelos embaixadores do Senhor, são os meios que Deus proveu para preparar um povo para a assembléia lá do alto, para a reunião sublime à qual coisa alguma que contamine poderá ser admitida” (TS, II, 193).
Essa visão de um padrão de louvor indicado por Deus deve pavimentar um caminho de princípios para a música litúrgica em todos os tempos.
Vanderlei Dorneles, doutorando pela Universidade de São Paulo, é professor no Unasp, Engenheiro Coelho, e escreve dos EUA onde está a estudos. vandorneles@hotmail.com
O Salmo 150 tem sido um dos mais importantes estímulos para o louvor a Deus. Esse hino indica a quem adorar, o espaço primordial do louvor, a motivação para fazê-lo e quem deve louvar. Ao mesmo tempo que inspira o louvor, no entanto, esse salmo também tem inspirado debates porque ele fala acerca de como louvar.
Não há qualquer problema com a afirmação de que “todo ser que respira” deve adorar a Deus, por suas grandes obras, em seu santuário. No entanto, quando o salmista indica um conjunto de instrumentos e diz que devemos louvar a Deus com “danças” (Sl 150:4), de inspirador o salmo tem se tornado polêmico.
Certos carismáticos têm visto aí uma indicação clara de que a agitação e o ritmo de danças seculares são perfeitamente adequados para louvar a Deus, desde que a poesia seja cristã.
De que tipo de dança fala o Salmo 150 é difícil de saber.
Esse salmo significa que tambores, ruídos e danças são aceitáveis como culto a Deus? Numa leitura superficial, parece claro que o culto protestante tradicional, focado no estudo da Bíblia e emoldurado por hinos reverentes, está longe de atender à recomendação do salmo. Enquanto que um culto dinâmico embalado por música envolvente, emocionante e de ritmo acentuado parece muito mais próximo.
Como entender a recomendação do salmista?
O sentido de qualquer texto só se alcança quando estudado a partir do contexto. Quem escreveu o Salmo 150? Quando foi escrito? Essas questões básicas poderão revelar a compreensão do salmista acerca do louvor.
Os salmos oferecem dificuldades a mais para o estudo por serem composições que se destacam com facilidade de seu contexto, passando a falar por si mesmos, como obra de arte. Contudo, a obra de arte tem um sentido, que deve ser visto através do contexto. Embora pareça claro o que autor quer dizer no Salmo 150, o contexto pode mostrar outras perspectivas.
O objetivo deste artigo é expor o sentido do Salmo 150 a partir da identificação de seu contexto, que seja uma breve história bíblica do louvor em Israel.
Todo estudo da Bíblia precisa ser embasado em noções metodológicas oferecidas pela própria Bíblia. Este estudo está apoiado na crença de que a Bíblia é seu próprio intérprete. Ela é suficiente em si mesma porque oferece as chaves para sua interpretação. Um texto obscuro é esclarecido por outros mais claros. Há uma unidade intrínseca à Bíblia, fruto de sua inspiração divina, sendo Deus seu autor final. A verdade revelada só pode ser obtida quando se alcança o significado original pretendido pelo autor. Isso implica que o contexto histórico e literário elucida o texto. Cada palavra deve ser entendida a partir de seu significado original.
Sendo que a Bíblia é suficiente em si mesma, ela deve oferecer luz acerca de quaisquer aspectos da vida cristã envolvidos no grande conflito. Algumas pessoas pensam que a Bíblia nada tem a dizer acerca de música de adoração. Deve-se lembrar, no entanto, que a adoração é o ponto crucial de início ao fim do grande conflito entre Deus e o adversário. Sendo assim, a Bíblia certamente tem muito a ensinar acerca do assunto.
Música e dança em Israel
De que tipo de dança fala o Salmo 150? A resposta para esta pergunta pode ser o ponto de partida para o entendimento do salmo. Ela deve ser buscada nas evidências lingüísticas e no contexto bíblico amplo do salmo.
Que tipo de dança faziam as mulheres israelitas para seus maridos quando estes retornavam vitoriosos da guerra? A dança das mulheres para Deus após o Mar Vermelho teria sido diferente de suas danças costumeiras? Não há uma indicação clara acerca dessa possível diferença. Nada parece indicar que as mulheres recém-saídas do Egito tivéssem uma dança particular para Deus e outra para os interesses seculares. Na verdade, após liderar a saída de Israel do Egito, Moisés se empenhou em reeducar o povo em muitos aspectos os quais sugerem que Israel, após séculos no Egito, tinha se tornado um povo paganizado (ver Ex 16, 20, 21, 22, 23, Lv e Dt).
Há, em vez disso, uma evidência de que a dança das mulheres não era reverente e ritual. Quando a Bíblia fala das danças das filhas de Siló usa uma palavra da raiz hebraica chûl (Jz 21:21,23). A dança das mulheres de Israel na celebração de vitória militar se descreve com o termo mechôlah (1Sm 18:6; 21:11; 29:5; Jz 11:34).
Como a dança de Miriam e das mulheres para celebrar a vitória divina sobre o exército egípcio é descrita, em Êx 15:20? Também com uma palavra da raiz mechôlah. O problema se agrava quando se confirma que uma palavra dessa raiz é empregada em Ex 32:19 para descrever as danças (mechôlah) em volta do bezerro de ouro.
Alguns comentaristas afirmam que os israelitas dançaram despidos, naquela festa que se degenerou num ritual pagão. Qual a evidência disto? Quando mandou Moisés descer do monte, Deus disse: “Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu” (Ex 32:7, grifado). Ao descer, quando viu o bezerro e as danças, Moisés quebrou as tábuas da lei, indicando que a aliança daquelas pessoas com Deus estava quebrada (32:19). Arão diz que o povo é “propenso para o mal” (v. 22), e Moisés disse que povo estava “desenfreado” (v. 25). Em Êxodo 32:6, se diz que naquele dia o povo de Israel levantou de madrugada para comer e beber, e “divertir-se”. O verbo empregado para essa diversão (letsacheq) é traduzido por paidzein, na LXX (Septuaginta, versão grega do AT), e indica práticas de caráter sexual. O mesmo verbo é usado para falar de relações íntimas, em Gn 26:8 e 39:14. Paulo confirma essa idéia ao interpretar a “diversão” dos israelitas em termos de “imoralidade”, razão por que milhares perderam a vida (1Co 10:6-8). Ellen G. White também confirma que “o culto de Ápis era acompanhado da mais grosseira licenciosidade, e o relato das Escrituras denota que a adoração ao bezerro levada a efeito pelos israelitas foi acompanhada por toda a devassidão usual no culto pagão” (PP, 316).
Mas a quem o povo de Israel fazia a celebração no Monte Sinai? Ao bezerro de ouro? Ao boi Ápis do Egito? Arão tinha dito claramente (Ex 32:5) que a festa era para o “Senhor” (Yahweh, o Deus do pacto). Essa era a boa intenção dele.
Assim, como Miriam e as mulheres dançaram para Deus, os israelitas no Sinai tinham intenção semelhante. A diferença entre a dança de Miriam e dos israelitas no deserto pode ser só o desdobramento da segunda, quando o povo perdeu os limites. A semelhança é sugerida pelo uso dos mesmos termos, e pelo contexto cultural.
Mas, caso as mulheres de Israel tenham feito uma dança secular para louvar, como Deus pôde aceitar isso? Quando o adorador ainda não tem luz acerca do assunto, a sinceridade do coração é muito importante quanto à aceitação por parte de Deus. Mas isso só até as pessoas saberem o que Deus quer e como ele quer. Deus não considera os tempos de “ignorância” (At 17:30).
Se a dança de Miriam para Deus e a das mulheres para os guerreiros era secular bem como aquela feita no Sinai, de que dança fala o Salmo 150?
A palavra hebraica traduzida por “danças” no Salmo 150 é machôl, da mesma raiz chûl. Nesse caso, o salmo não fala de uma dança extraordinária. Fala de dança comum acompanhada por música também comum. Isso pode ser confirmado pela menção de instrumentos diversos.
A idéia de que essa palavra machôl possa ser traduzida no Salmo 150 por “órgão de tubos” ou “flauta” não é relevante porque a combinação “adufes e danças” é técnica. Quando tambores são usados, dançar é natural.
Aqui há um ponto delicado. Se a dança e a música de Israel para Deus era a mesma realizada nas festividades seculares, e se Deus não indicou nada em contrário, então cada cultura poderia louvar a Deus com suas próprias criações musicais e coreográficas, e não haveria restrições para estilos musicais nem danças, nem faria sentido falar de uma música de louvor. Nesse caso, a música e a dança nada teriam de secular ou sacro. A música sacra estaria desacralizada.
Tem a Bíblia algo a falar sobre uma música de louvor?
Deve-se observar que os eventos referidos acima são anteriores à edificação do templo de Salomão, ocasião em que um sacerdócio completo foi organizado, inclusive um sacerdócio para a música de louvor. Esse sacerdócio aponta princípios decisivos para a música sacra.
Descuido penalizado
Logo que consolidou seu reino sobre Israel, Davi quis levar a arca do Senhor para Jerusalém, a cidade de Davi (ou Sião, 2Sm 5:6-7). O transporte da arca e a posterior edificação do templo são eventos cruciais na compreensão do louvor em Israel. Esses eventos estão relatados com riqueza de detalhes musicais nos livros das Crônicas, obra de um sacerdote, e provavelmente também músico.
Os especialistas consideram que os livros de Crônicas e Esdras apresentam características literárias e históricas que sugerem um mesmo autor, o próprio Esdras. Tendo escrito após o exílio babilônico, o autor de Crônicas constrói uma reflexão sobre o passado de Israel e uma lição de fidelidade ao Senhor, à sua Lei e ao culto em seu santuário em Jerusalém. Davi é uma figura central nessa narrativa por causa do interesse do cronista em destacar a natureza e a importância do culto a Deus.
Quem era Esdras? Trata-se de um sacerdote, filho de Seraías, da linhagem de Zadoque, homem piedoso e letrado, influente na corte babilônica, segundo a tradição. Ele próprio diz que “era escriba versado na Lei de Moisés, dada pelo Senhor” (Ed 7:6), e um mestre da lei (7:12). A tradição judaica o considera como um “segundo Moisés”, pelo papel que desempenhou no retorno dos judeus a Jerusalém e na restauração da lei e do culto a Deus. Esse homem letrado e profundamente temente a Deus conta a mesma história de Reis e Samuel, concentrado no reino de Davi e nas questões do culto a Deus. Seu zêlo pelo culto se reflete na forte ênfase dada ao templo, à arca, e à música de louvor, assim como o zêlo pela pureza étnica e religiosa se reflete nas longas listas genealógicas.
Narra o cronista que, para transportar a arca, Davi preparou um carro novo (1Cr 13:7) e um conjunto de intrumentos musicais para a festa, incluindo harpas, alaúdes, tamboris (adufes), címbalos e trombetas (1Cr 13:8). Em 2Samuel acrescentam-se “pandeiros” (6:5). O cronista é bastante resumido ao narrar esse evento. Mesmo assim pode-se concluir que não havia nenhuma novidade musical ou litúrgica como parte do louvor a Deus, em comparação com os episódios já mencionados acerca da experiência litúrgica de Israel. A presença de “tamboris” sugere que a música era de ritmo destacado, e promovia a dança, o que Davi e Israel o fizeram à vontade; eles “se alegravam com todo empenho”, isto é, dançavam (1Cr 13:8).
Tanto no relato de Samuel quanto em Crônicas, na primeira festa, “Davi e todo o Israel alegravam-se”, ou dançavam (2Sm 6:5, 1Cr 13:8). Ao passo que na segunda, se diz que só Davi dançou (2Sm 6:14, 1Cr 15:29).
Que tipo de dança teria sido essa? Como a Bíblia a expressa? Tanto em 2Sm 6:5 quanto em 1Cr 13:8, o verbo usado para a “dança” é o hebraico tsacheq, da mesma raiz de letsacheq, empregado em Ex 32:6 para descrever a diversão dos israelitas. A LXX traduz esse verbo nesses três casos com o mesmo verbo paidzô. O sentido exato do verbo hebraico nesta passagem de Samuel e Crônicas é bastante discutido. O significado geral desse verbo é rir, brincar, folgar, dançar, pular, e, às vezes, divertir-se sensualmente. O renomado Theological Dictionary of the Old Testament (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 14:69) diz que o verbo pode indicar uma dança “profana” de Davi e Israel diante da arca, do contrário Mical “dificilmente teria levantado a acusação de nudez e comportamento dissoluto”. O igualmente autoritativo The Theological Dictionary of the New Testament (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 5:627) diz que o verbo paidzô que traduz o hebraico tsacheq expressa um tipo de dança comum entre os antigos cultos primitivos gregos, e que o mesmo fenômeno se observa no início do culto em Israel, com conotações “orgiásticas”.
Ellen G. White, no entanto, afirma que a dança de Davi foi em “júbilo reverente” (PP, 707). O que isso quer dizer? Estaria ela falando da natureza da dança em si? É bom lembrar que Ellen G. White confirma que o verbo hebraico traduzido por “divertir-se” tem conotação sensual (PP, 316). Pode ser que, quando fala da dança de Davi, ela não está falando da natureza da dança em si mesma, que é o tópico das obras citadas acima, mas do espírito e objetivo com que ela foi executada. Nesse caso, Davi estaria louvando a Deus de forma reverente, embora empregasse um recurso comum.
Se Davi fez uma dança comum e secular para Deus, embora com reverência, quem reprovaria o rei de Israel? Só uma pessoa íntima que tivesse motivos pessoais para tanto. E quando Mical o censurou por “descobrir-se sem pejo”, como se faz um “vadio”, ele mesmo não a contradisse, limitando-se a afirmar que “ainda mais desprezível” se faria perante o Senhor (2Sm 6:20-22).
Essa dança de Davi parece ser cronologicamente a última menção de dança associada ao louvor direto a Deus. Mesmo na festa dos tabernáculos, quando, em geral à noite, o pátio do templo apresentava uma cena de grande regozijo, em que, como descreve Ellen G. White, “homens de cabelos brancos, os sacerdotes do templo e os príncipes do povo, uniam-se em festivas danças ao som dos instrumentos e dos cantos dos levitas” (DTN, 463), a ocasião é claramente de caráter social.
O novo cântico
A despeito dos preparativos de Davi e da multidão de Israel que se reuniu, o transporte da arca foi frustrado. Tendo sido Uzá morto pelo Senhor, a arca ficou no meio do caminho. Apesar da morte de Uzá, Davi podia ter carregado a arca até Jerusalém, ele a levou até a casa de Obede-Edom (1Cr 13:13). No entanto, Davi ficou temeroso (13:12). Possivelmente ele ainda não estivesse preparado para ter a arca perto de si. Ela foi levada para a casa de um levita (1Cr 13:14, 26:4,8).
Meses depois, tendo passado a ira divina, Davi retomou seu plano (1Cr 15:3). Ao passo que o cronista dedica apenas 14 versos para falar do primeiro evento, desta vez ele narra em dois longos capítulos, com variados detalhes acerca da música.
Em 1Crônicas 15:11 e 12, é dito que Davi chamou os sacerdotes para planejar o transporte da arca, o que ele não tinha feito na primeira vez. Deve-se considerar um ponto crucial para a leitura do relato: Se Davi tivesse entendido que seu erro consistia em ter colocado a arca num carro e permitido que não-sacerdotes a transportassem, na segunda festa ele alteraria esse ponto e todo o restante faria igual, especialmente a música. Mas não foi isso que aconteceu. Ele combinou que os sacerdotes deveriam levar a arca (15:13), e que eles deveriam fazer a música para louvar a Deus (15:16).
Ao passo que a ordem para carregar a arca é relatada em apenas um verso, o cronista narra a música desse evento em dezenas de versos. Embora informe que Davi tenha dançado (1Cr 15:29), o cronista repete várias vezes a lista de instrumentos, que não sugere uma música feita para dançar. Foram usados “címbalos, alaúdes e harpas”, além de trombetas (ver 1Cr 15:16, 19-21, 28, 16:5, 42). Deve-se notar que a partir desse evento a lista “címbalos, alaúdes e harpas” torna-se uma expressão técnica para a música do templo.
A omissão de tambores e pandeiros em nenhuma hipótese pode ser atribuída a eventual lapso de memória do cronista. Ele repete a lista dos instrumentos cinco vezes só nesse relato. Além disso, um tal lapso seria estranho à extraordinária memória do autor que lembra o nome dos músicos e suas respectivas famílias (1Cr 15:17-24), além dos milhares de famílias e gerações que ele lista no início das crônicas (1Cr 1-12). Ele sabe de que são feitos os instrumentos e em que tonalidades são tocados (1Cr 15:19-21). Isso é ainda mais relevante ao se considerar que ele está narrando fatos ocorridos havia mais de 500 anos. Davi iniciou seu reinado por volta do ano 1000 a.C. Esdras saiu de Babilônia por volta de 450 a.C.
A lista “címbalos, alaúdes e harpas” ocorre diversas vezes, sendo caracterizada como a música do templo. Davi preparou esses “instrumentos” exclusivamente para louvar ao Senhor (1Cr 23:5). Os levitas músicos foram consagrados, ungidos ou “separados” para louvarem ao Senhor com “címbalos, alaúdes e harpas” (1Cr 25:1 e 6). Na inauguração do templo, os levitas tocavam “címbalos, alaúdes e harpas” ou “instrumentos músicos para louvarem ao Senhor” (2Cr 5:12,13). O cronista diz ainda que esses eram os “instrumentos músicos do Senhor, que o rei Davi tinha feito para deles se utilizar nas ações de graças ao Senhor” (2Cr 7:6, ver também 9:11).
O cronista usa várias vezes um qualificativo para falar da música de louvor a Deus no contexto do templo, a partir do segundo transporte da arca. Em referência a essa música, ele usa as expressões “hinos” (1Cr 16:7), “a música de Deus” (1Cr 16:42), “cântico do Senhor” (1Cr 25:7), “louvor ao Senhor” (2Cr 5:13) e “cântico do Senhor” (2Cr 29:27). A expressão “cântico do Senhor” literalmente é “a música do Senhor”.
O início de uma nova fase na história litúrgica de Israel é claramente marcado pelo cronista com a seguinte expressão: “Naquele dia, foi que Davi encarregou, pela primeira vez, a Asafe e a seus irmãos de celebrarem com hinos ao Senhor” (1Cr 16:7). Com duas expressões de tempo que delimitam um divisor de águas (“naquele dia” e “pela primeira vez”), esse verso indica que até aquele evento, Israel teve uma experiência de louvor, e a partir dali teve outra.
Essa compreensão de 1Cr 16:7 é reforçada pelo contexto. Em 1Cr 15:16, “Davi disse aos chefes dos levitas que constituíssem a seus irmãos, os cantores…”. 1Cr 16:4 diz que Davi “designou dentre os levitas os que haviam de ministrar diante da arca do Senhor, e celebrar e louvar, e exaltar o Senhor, a saber, Asafe… ”. E 1Cr 25:1 diz que “Davi separou para o ministério os filhos de Asafe, de Hemã e Jedutum, para profetizarem com harpas, alaúdes e címbalos”.
O transporte da arca para Jerusalém marcou o “início histórico do ministério musical dos levitas em Israel”, e “a nomeação feita por Davi de um ministério levítico para a música e o louvor a Deus marca um significativo avanço para a história do culto em Israel” (The Expositor’s Bible Commentary [Zondervan: Grand Rapids, MI], “1Cr 15:16 e 16:4”, 4:387-389 ). Sobre 1Cr 16:7, o Broadman Bible Commentary (Broadman Press: Nashille, TN) diz que “Davi fez uma nomeação permanente” relativa ao louvor a Deus, para ser dirigido pelos músicos levitas.
Esse episódio mostra não apenas que o louvor a Deus passou por uma mudança litúrgica como também que ele foi institucionalizado para ser dirigido por um sacerdócio ordenado. Os cantores levitas dirigiam o canto de louvores e a congregação tomava parte ativa (1Cr 15:28, 2Cr 23:13). Os sacerdotes músicos eram mais de 10% de todos os sacerdotes (1Cr 15:16, 23:3-5). A partir desse evento o ministério do louvor é privatizado aos levitas como todos os demais. Os levitas músicos são listados por famílias, e se diz que os filhos estavam sob direção de seus pais, e todos os músicos eram “instruídos no canto do Senhor” (1Cr 25:7). A expressão sugere uma unidade entre as famílias dos músicos que era tecida por esse ministério musical.
O mandado do Senhor
Davi provavelmente fosse inclinado para o ritmo e dança. Além de rei, ele era um músico, e compositor. Que esses eram seus gostos fica claro na música e na conduta dele durante os eventos em questão. E se era assim, o que aconteceu para que ele entendesse que os levitas deviam definir a música da festa do transporte da arca e do templo, sem tamboris e pandeiros? Considerando seus possíveis gostos, Davi não faria isso por sua própria vontade.
Essa idéia está confirmada em 2Cr 29:25-27. Ali se narra a reforma de Ezequias, em que ele reestabeleceu o culto a Deus. A Bíblia declara que o rei reinstituiu a música de “címbalos, alaúdes e harpas” (29:25), a mesma música dos levitas, “segundo mandado de Davi e de Gade, o vidente do rei, e do profeta Natã”. Mas, eles mesmos inventaram esse padrão musical? Não. “Esse mandado veio do Senhor por intermédio de seus profetas”, revela claramente a Palavra de Deus (ver 2Cr 29:25).
Ênfase especial é dada aos instrumentos, que além da lista específica, se diz duas vezes que eram “os instrumentos de Davi”, como passaram a ser chamados. Estes são os “instrumentos acerca dos quais Deus, através de Natã e Gade, deu instruções a Davi para que fossem usados no templo (2Cr 29:25)”, confirma The Expositor’s Bible Commentary, “2Cr 25:1”, 4:424.
Quando Davi recebeu essa revelação por meio dos profetas? Provavelmente no intervalo dos três meses em que a arca esteve na casa de Obede-Edom. Por isso Davi comandou a mudança litúrgica e musical focalizada em Crônicas. A obra The Expositor’s Bible Commentary defende que “Davi agiu sob direção divina, transmitida através dos profetas Natã e Gade” (4:389).
A música feita com esses instrumentos tornou-se um modelo em Israel. Além da reforma de Ezequias que a reinstituiu (por volta do ano 700 a.C.), na reedificação de Jerusalém, Esdras e Neemias retomaram o mesmo padrão, com “címbalos, alaúdes e harpas”, os “instrumentos de Davi” (Nee 12:27, 36), por volta do ano 450 a.C.
De uma presumível predominância dos adufes (tambores) e pandeiros, no modelo anterior ao templo (2Sm 6:5), o novo modelo deu clara predominância aos instrumentos de cordas, com as harpas e os alaúdes ou saltérios (2Cr 29:25). Os címbalos (pratos ou sinos) não podem ser vistos como uma abertura para o uso dos tambores, uma vez que esse instrumento não tem função de acentuar o ritmo como têm os tambores.
A Pictorial Encyclopedia of the Bible (Zondervan: Grand Rapids, MI, 4:315) diz que, na música do templo, “a falta de menção de um amplo grupo de percussão bem como a ausência de corpos de dançarinos podem indicar uma tentativa de evitar semelhança com as formas pagãs de adoração”.
Essa característica da música do templo não pode ser ignorada. Visualizando o louvor na eternidade, em seu cântico o rei Ezequias diz que “tangendo instrumentos de cordas, nós O louvaremos todos os dias de nossa vida, na Casa do Senhor” (Is 38:20). O Apocalipse fala de harpas nas mãos dos salvos para louvarem a Deus no Céu (Ap 5:8, 14:2).
Relendo o salmo
Tendo visualizado esse contexto da história litúrgica de Israel, pode-se retomar o Salmo 150. Quem escreveu o salmo? Quando foi escrito? Considerando que a lista de instrumentos do salmo é muito próxima da lista da primeira festa de Davi, o salmo deve ter sido escrito antes dessa festa.
Entre outras fontes de especialistas, a publicação The Septuagint Version (Zondervan: Grand Rapids, MI), diz que o Salmo 150 é “um salmo genuíno de Davi, composto quando ele venceu o combate com Golias”. Nesse caso, quando fala de como louvar, Davi naturalmente expressa a compreensão do louvor a Deus daquela fase de sua vida. A experiência do templo agregou mais luz a essa compreensão.
Isso significa que Salmo 150:4 não seja inspirado? De modo nenhum. Da mesma forma que Jesus não estava dizendo que Moisés e algum trecho do AT (como Dt 24:1-14, Êx 21:23-25, Lv 24:20, Dt 19:21, Lv 19:18, Sl 139:21-22) não eram inspirados quando ele os aprofundou, dizendo: “Ouvistes o que foi dito aos antigos…” (Mt 5:33, ver também 5:27, 31, 34), “Eu, porém, vos digo…” (Mt 5:32, ver também 5:28, 34, 39, 44). Mais tarde ele explicou por que o critério dado por Moisés estava sendo ampliado: “Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio” (Mt 19:8).
O conhecimento da vontade de Deus se aprofunda e se amplia com o amadurecimento do povo de Deus. Os servos de Deus louvavam com sinceridade e reverência de acordo com os costumes e estilos musicias e coreográficos que eles tinham. Porém, quando esses costumes podem interferir na relação de Deus com seu povo, como ocorreu com Israel no Sinai, ele revela novos e mais elevados padrões, no momento apropriado.
Assim, para se compreender a maneira de louvar segundo a Bíblia, deve-se estudar a partir de um contexto amplo da história do povo de Deus, nunca isolando um texto de seu contexto.
Seria o templo um modelo ou ideal para a igreja?
O templo terrestre é uma representação em dois sentidos. Ele aponta para o Messias vindouro, mas também retrata a santidade do santuário celestial, onde os filhos de Deus serão recebidos por ocasião das “bodas do Cordeiro” (Ap 19:1, 7,8, 7:9), e quando com harpas cantarão o “cântico novo” (Ap 14:2-3). A “noiva” que se “atavia” para as bodas é a igreja que se prepara para estar lá, na presença de Deus, para o louvor no próprio santuário celestial.
Ellen G. White diz que “da santidade atribuída ao santuário terrestre os cristãos devem aprender como considerar o lugar onde o Senhor propõe encontrar-se com seu povo”. Ela acrescenta que “as coisas sagradas e preciosas, destinadas a prender-nos a Deus, estão quase perdendo sua influência sobre nosso espírito e coração, sendo rebaixadas ao nível das coisas comuns”. E por fim, compara, “para a alma crente e humilde, a casa de Deus na Terra é como a porta do Céu. Os cânticos de louvor, a oração, a palavra ministrada pelos embaixadores do Senhor, são os meios que Deus proveu para preparar um povo para a assembléia lá do alto, para a reunião sublime à qual coisa alguma que contamine poderá ser admitida” (TS, II, 193).
Essa visão de um padrão de louvor indicado por Deus deve pavimentar um caminho de princípios para a música litúrgica em todos os tempos.
Vanderlei Dorneles, doutorando pela Universidade de São Paulo, é professor no Unasp, Engenheiro Coelho, e escreve dos EUA onde está a estudos. vandorneles@hotmail.com
11 agosto 2009
IURD - Edir Macedo é réu por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha
A Justiça recebeu nesta segunda-feira denúncia do Ministério Público de São Paulo e abriu ação criminal contra Edir Macedo e outros nove integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus sob a acusação de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. As informações são do jornal "Folha de S. Paulo".
Iniciada em 2007 pelo Ministério Público de São Paulo, a investigação quebrou os sigilos bancário e fiscal da Universal e levantou o patrimônio acumulado por seus membros com dinheiro dos fiéis, entre 1999 e 2009 -embora não paguem tributos, igrejas são obrigadas a declarar doações que recebem. De acordo com dados da Receita Federal, a Universal arrecada cerca de R$ 1,4 bilhão por ano em dízimos.
A movimentação suspeita da Universal somou R$ 4 bilhões de 2003 a 2008.
Para os promotores, o principal problema não reside na quantia de dinheiro arrecadado, mas no destino e no uso que lhe foi dado pelos líderes da igreja no período investigado. Acredita-se que um grande volume de recursos teria saído do país por meio de empresas e contas de fachada, abertas por membros da igreja, e foi depois repatriado também por empresas de fachada, para contas de pessoas físicas ligadas à Universal.
Os recursos teriam servido para comprar emissoras de TV e rádio, financeiras, agência de turismo e jatinhos.
Fonte Último Segundo
Iniciada em 2007 pelo Ministério Público de São Paulo, a investigação quebrou os sigilos bancário e fiscal da Universal e levantou o patrimônio acumulado por seus membros com dinheiro dos fiéis, entre 1999 e 2009 -embora não paguem tributos, igrejas são obrigadas a declarar doações que recebem. De acordo com dados da Receita Federal, a Universal arrecada cerca de R$ 1,4 bilhão por ano em dízimos.
A movimentação suspeita da Universal somou R$ 4 bilhões de 2003 a 2008.
Para os promotores, o principal problema não reside na quantia de dinheiro arrecadado, mas no destino e no uso que lhe foi dado pelos líderes da igreja no período investigado. Acredita-se que um grande volume de recursos teria saído do país por meio de empresas e contas de fachada, abertas por membros da igreja, e foi depois repatriado também por empresas de fachada, para contas de pessoas físicas ligadas à Universal.
Os recursos teriam servido para comprar emissoras de TV e rádio, financeiras, agência de turismo e jatinhos.
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18 junho 2009
Jovens brasileiros estão mais religiosos
Eles estão entre os mais religiosos do mundo, expressando sua fé em novos ritos, novas igrejas e até na internet
Época
Com mais de 20 tatuagens estampadas no corpo, dois piercings no nariz e um alargador de orelha, a paulistana Fernanda Soares Mariana, de 19 anos, parece estar montada para um show de rock. Apenas a Bíblia que ela carrega nos braços sugere outro destino. E Fernanda, a despeito do visual, está pronta mesmo é para encontrar Jesus. “A igreja não pode julgar. Ela tem de estar lá para transformar sua vida, e não sua aparência”, afirma. A igreja que Fernanda escolheu não a julga pelo figurino. Numa noite de domingo, no templo da Bola de Neve Church do Rio de Janeiro, o que se vê são fiéis vestindo bermudas e camisetas com estampas de surfe.
Boa parte exibe tatuagens como as de Fernanda. No altar, uma banda toca música gospel, enquanto a vocalista grita o refrão “Jesus é meu Senhor, sem Ele nada sou”. Na plateia, cerca de 300 pessoas acompanham o show em catarse, balançando fervorosamente ao som da música. A diaconisa Julia Braz, de 18 anos, sobe ao palco de cabelo escovado e roupa fashion. Põe a Bíblia sobre uma prancha de surfe no púlpito e anuncia: “O evangelismo tá bombando!”. Amém.
Cultos voltados para os jovens, como a igreja da Bola de Neve, revelam um fenômeno: mostram que o jovem brasileiro busca formas inovadoras de expressar sua religiosidade. Em 1882, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche assinou a certidão de óbito divina com a célebre afirmativa: “Deus está morto”. Para ele, os homens não precisariam mais viver a ilusão do sobrenatural. Nietzsche não foi o único. O anacronismo da fé religiosa era uma premissa do socialismo.
“A religião é o ópio do povo” está entre as frases mais conhecidas de Karl Marx. Para Sigmund Freud, a necessidade que o homem tem de religião decorreria de incapacidade de conceber um mundo sem pais – daí a invenção de um Deus. A influência de Marx e de Freud no pensamento do século XX afastou gerações de jovens da fé. Mas a derrocada do socialismo e as críticas à psicanálise freudiana parecem ter deixado espaço para a religiosidade se manifestar, sobretudo entre os jovens.
“Aquilo que muitos acreditavam que destruiria a religião – a tecnologia, a ciência, a democracia, a razão e os mercados –, tudo isso está se combinando para fazê-la ficar mais forte”, escreveram John Micklethwait e Adrian Wooldridge, ambos jornalistas da revista britânica The Economist, no livro God is back. Para os jovens, como diz o título do livro, Deus está de volta. Ou, nas palavras da diaconisa Julia, “está bombando”.
Uma pesquisa inédita do instituto alemão Bertelsmann Stifung, realizada em 21 países, revela que esse renascimento da religião está mais presente no Brasil que na maioria dos países. O estudo mostra que o jovem brasileiro é o terceiro mais religioso do mundo, atrás apenas dos nigerianos e dos guatemaltecos.
Segundo a pesquisa, 95% dos brasileiros entre 18 e 29 anos se dizem religiosos e 65% afirmam que são “profundamente religiosos”. Noventa por cento afirmam acreditar em Deus. Milhões de jovens recorrem à internet para resolver seus problemas espirituais. Na rede de computadores, a diversidade de crenças se propaga como vírus. “Na minha geração só sabia o que era budismo quem viajava para o exterior”, diz a antropóloga Regina Novaes, da Universidade de São Paulo e ex-presidente do Conselho Nacional de Juventude.
“Hoje, com a internet, o jovem conversa com todo o mundo e conhece novas religiões. A internet virou um templo.” Mais talvez do que isso, ela se converteu no veículo ideal de uma religião contemporânea e desregulada, que pode ser exercida coletivamente sem sair de casa e sem submeter-se a qualquer disciplina.
Leia a matéria completa na edição desta semana da Revista Época
Fonte Gazeta Web
Nota: Foi perdido de vista o verdadeiro sentido de Religião, sendo a religião cristã a que mais se encontra longe o ideal bíblico ensinado por Cristo. Prevendo estas mudanças e um mundo religioso nos últimos dias da história deste planeta, Cristo advertiu: "Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizámos nós em teu nome? e em teu nome não expulsámos demónios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi, abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade." Mateus 7:22-23.
O inimigo das almas tentou de todas as formas fazer com que as pessoas se esquecessem de Deus, mas Deus deixou no ser humano um local separado onde o homem pode até tentar substituí-lo, mas ainda ficará um vazio que só será preenchido por Cristo. Satanás acabou se conscientizando que jamais poderia apagar a imagem de Deus no coração do homem, então ele mudou de estratégia, isso tem sido algo constante na história do Grande Conflito, ele permitiu que as pessoas se tornassem religiosas, mas distorceu a Verdade, levando milhões para a mentira.
Cristo advertiu sobre o mundo religioso que existiria nos últimos dias: "Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos". Mateus 24:24.
Você deseja conhecer a Verdade Bíblica? Então visite o site da Esperança clicando aqui.
Época
Com mais de 20 tatuagens estampadas no corpo, dois piercings no nariz e um alargador de orelha, a paulistana Fernanda Soares Mariana, de 19 anos, parece estar montada para um show de rock. Apenas a Bíblia que ela carrega nos braços sugere outro destino. E Fernanda, a despeito do visual, está pronta mesmo é para encontrar Jesus. “A igreja não pode julgar. Ela tem de estar lá para transformar sua vida, e não sua aparência”, afirma. A igreja que Fernanda escolheu não a julga pelo figurino. Numa noite de domingo, no templo da Bola de Neve Church do Rio de Janeiro, o que se vê são fiéis vestindo bermudas e camisetas com estampas de surfe.
Boa parte exibe tatuagens como as de Fernanda. No altar, uma banda toca música gospel, enquanto a vocalista grita o refrão “Jesus é meu Senhor, sem Ele nada sou”. Na plateia, cerca de 300 pessoas acompanham o show em catarse, balançando fervorosamente ao som da música. A diaconisa Julia Braz, de 18 anos, sobe ao palco de cabelo escovado e roupa fashion. Põe a Bíblia sobre uma prancha de surfe no púlpito e anuncia: “O evangelismo tá bombando!”. Amém.
Cultos voltados para os jovens, como a igreja da Bola de Neve, revelam um fenômeno: mostram que o jovem brasileiro busca formas inovadoras de expressar sua religiosidade. Em 1882, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche assinou a certidão de óbito divina com a célebre afirmativa: “Deus está morto”. Para ele, os homens não precisariam mais viver a ilusão do sobrenatural. Nietzsche não foi o único. O anacronismo da fé religiosa era uma premissa do socialismo.
“A religião é o ópio do povo” está entre as frases mais conhecidas de Karl Marx. Para Sigmund Freud, a necessidade que o homem tem de religião decorreria de incapacidade de conceber um mundo sem pais – daí a invenção de um Deus. A influência de Marx e de Freud no pensamento do século XX afastou gerações de jovens da fé. Mas a derrocada do socialismo e as críticas à psicanálise freudiana parecem ter deixado espaço para a religiosidade se manifestar, sobretudo entre os jovens.
“Aquilo que muitos acreditavam que destruiria a religião – a tecnologia, a ciência, a democracia, a razão e os mercados –, tudo isso está se combinando para fazê-la ficar mais forte”, escreveram John Micklethwait e Adrian Wooldridge, ambos jornalistas da revista britânica The Economist, no livro God is back. Para os jovens, como diz o título do livro, Deus está de volta. Ou, nas palavras da diaconisa Julia, “está bombando”.
Uma pesquisa inédita do instituto alemão Bertelsmann Stifung, realizada em 21 países, revela que esse renascimento da religião está mais presente no Brasil que na maioria dos países. O estudo mostra que o jovem brasileiro é o terceiro mais religioso do mundo, atrás apenas dos nigerianos e dos guatemaltecos.
Segundo a pesquisa, 95% dos brasileiros entre 18 e 29 anos se dizem religiosos e 65% afirmam que são “profundamente religiosos”. Noventa por cento afirmam acreditar em Deus. Milhões de jovens recorrem à internet para resolver seus problemas espirituais. Na rede de computadores, a diversidade de crenças se propaga como vírus. “Na minha geração só sabia o que era budismo quem viajava para o exterior”, diz a antropóloga Regina Novaes, da Universidade de São Paulo e ex-presidente do Conselho Nacional de Juventude.
“Hoje, com a internet, o jovem conversa com todo o mundo e conhece novas religiões. A internet virou um templo.” Mais talvez do que isso, ela se converteu no veículo ideal de uma religião contemporânea e desregulada, que pode ser exercida coletivamente sem sair de casa e sem submeter-se a qualquer disciplina.
Leia a matéria completa na edição desta semana da Revista Época
Fonte Gazeta Web
Nota: Foi perdido de vista o verdadeiro sentido de Religião, sendo a religião cristã a que mais se encontra longe o ideal bíblico ensinado por Cristo. Prevendo estas mudanças e um mundo religioso nos últimos dias da história deste planeta, Cristo advertiu: "Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizámos nós em teu nome? e em teu nome não expulsámos demónios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi, abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade." Mateus 7:22-23.
O inimigo das almas tentou de todas as formas fazer com que as pessoas se esquecessem de Deus, mas Deus deixou no ser humano um local separado onde o homem pode até tentar substituí-lo, mas ainda ficará um vazio que só será preenchido por Cristo. Satanás acabou se conscientizando que jamais poderia apagar a imagem de Deus no coração do homem, então ele mudou de estratégia, isso tem sido algo constante na história do Grande Conflito, ele permitiu que as pessoas se tornassem religiosas, mas distorceu a Verdade, levando milhões para a mentira.
Cristo advertiu sobre o mundo religioso que existiria nos últimos dias: "Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos". Mateus 24:24.
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28 maio 2009
Nossa família será resgatada pelo Batismo no Espírito
Ouvimos, com frequência, os noticiários internacionais falando de furacões e terremotos, por exemplo, aquele terremoto que aconteceu no Japão, em que muitíssimas pessoas ficaram soterradas. Eles precisaram usar de todas as técnicas para retirar as pessoas dos escombros; várias estavam ainda vivas.
Que maravilha quando conseguiam resgatá-las vivas!Nesse tempo também o Senhor está usando uma técnica toda especial para resgatar os Seus filhos: o Batismo no Espírito Santo. Não podemos usar qualquer coisa, não! São pessoas, são vidas que precisam ser salvas! São almas dos nossos entes queridos, e não podemos brincar!... Essas pessoas ou irão para o céu ou irão para o inferno. Não dá para brincar em serviço! Não existe uma “coluna do meio”, como sempre digo! Ou elas se salvam ou se perdem... e eternamente!
...
O Senhor nos está dizendo hoje: peçam o Espírito Santo. Peçam o derramamento do Espírito Santo. Peçam que eles sejam batizados no Espírito Santo. É essa graça extraordinária que o Senhor está nos dando! Não podemos desprezá-la!
Se você tivesse em mãos o remédio para a cura do câncer, deveria ou não utilizá-lo? Deveria ou não enfrentar qualquer sofrimento, todo e qualquer obstáculo para fazer com que esse medicamento chegasse até as pessoas acometidas por essa doença?
Mas nós temos um remédio para um mal muito maior do que o câncer. Nós temos o batismo no Espírito Santo! Nós temos os dons do Espírito Santo. É preciso que eles cheguem a todos e o mais rápido possível. O tempo urge! Estamos em tempo de resgate. Ainda há irmãos nossos “debaixo dos escombros”. A nossa grande preocupação são os nossos. É justo! Precisamos pedir que o Senhor derrame sobre eles o Espírito Santo!
(Leia mais)
Canção Nova
Nota: "Antes dos juízos finais de Deus caírem sobre a Terra, haverá, entre o povo do Senhor, tal avivamento da primitiva piedade como não fora testemunhado desde os tempos apostólicos. O Espírito e o poder de Deus serão derramados sobre Seus filhos...O inimigo das almas deseja estorvar esta obra; e antes que chegue o tempo para tal movimento, esforçar-se-á para impedi-la, introduzindo uma contrafação. Nas igrejas que puder colocar sob o seu poder sedutor, fará parecer que a bênção especial de Deus foi derramada; manifestar-se-á o que será considerado como grande interesse religioso. Multidões exultarão de que Deus esteja operando maravilhosamente por elas, quando a obra é de outro espírito. Sob o disfarce religioso, Satanás procurará estender sua influência sobre o mundo cristão”. Grande Conflito, pág. 464.
Isto está sendo visto em todas as igrejas católicas e evangélicas. O falso já chegou, de quem está dependo o vinda do verdadeiro? Exclusivamente de nós!
Que maravilha quando conseguiam resgatá-las vivas!Nesse tempo também o Senhor está usando uma técnica toda especial para resgatar os Seus filhos: o Batismo no Espírito Santo. Não podemos usar qualquer coisa, não! São pessoas, são vidas que precisam ser salvas! São almas dos nossos entes queridos, e não podemos brincar!... Essas pessoas ou irão para o céu ou irão para o inferno. Não dá para brincar em serviço! Não existe uma “coluna do meio”, como sempre digo! Ou elas se salvam ou se perdem... e eternamente!
...
O Senhor nos está dizendo hoje: peçam o Espírito Santo. Peçam o derramamento do Espírito Santo. Peçam que eles sejam batizados no Espírito Santo. É essa graça extraordinária que o Senhor está nos dando! Não podemos desprezá-la!
Se você tivesse em mãos o remédio para a cura do câncer, deveria ou não utilizá-lo? Deveria ou não enfrentar qualquer sofrimento, todo e qualquer obstáculo para fazer com que esse medicamento chegasse até as pessoas acometidas por essa doença?
Mas nós temos um remédio para um mal muito maior do que o câncer. Nós temos o batismo no Espírito Santo! Nós temos os dons do Espírito Santo. É preciso que eles cheguem a todos e o mais rápido possível. O tempo urge! Estamos em tempo de resgate. Ainda há irmãos nossos “debaixo dos escombros”. A nossa grande preocupação são os nossos. É justo! Precisamos pedir que o Senhor derrame sobre eles o Espírito Santo!
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Canção Nova
Nota: "Antes dos juízos finais de Deus caírem sobre a Terra, haverá, entre o povo do Senhor, tal avivamento da primitiva piedade como não fora testemunhado desde os tempos apostólicos. O Espírito e o poder de Deus serão derramados sobre Seus filhos...O inimigo das almas deseja estorvar esta obra; e antes que chegue o tempo para tal movimento, esforçar-se-á para impedi-la, introduzindo uma contrafação. Nas igrejas que puder colocar sob o seu poder sedutor, fará parecer que a bênção especial de Deus foi derramada; manifestar-se-á o que será considerado como grande interesse religioso. Multidões exultarão de que Deus esteja operando maravilhosamente por elas, quando a obra é de outro espírito. Sob o disfarce religioso, Satanás procurará estender sua influência sobre o mundo cristão”. Grande Conflito, pág. 464.
Isto está sendo visto em todas as igrejas católicas e evangélicas. O falso já chegou, de quem está dependo o vinda do verdadeiro? Exclusivamente de nós!
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06 agosto 2008
Líderes religiosos criticam banalização da religião no Egito
Rodrigo Durão CoelhoDa BBC Brasil no CairoGravações do Corão são tocadas em todos os lugares no Egito
O hábito de escutar ininterruptamente gravações de versos do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos, vem se tornando tão comum em cidades egípcias que recebeu críticas até de líderes religiosos.
Eles estariam combatendo o que percebem ser uma forma de banalização da religião, citando um verso do Corão que estipula que o ouvinte deve se manter em silêncio e meditando toda vez que ouvir as palavras do livro.
"Levantamos a questão várias vezes durante nossos serviços religiosos, mas as pessoas continuam fazendo isso", diz Sair Nour Mohamed, imã de uma mesquita no Cairo.
"Acredito que isso seja decorrente de seus estados psicológicos", diz ele.
24 horas por dia
Alguns analistas afirmam que o hábito é o resultado de insegurança dos egípcios com aspectos cotidianos de suas vidas.
O taxista Ahmed diz que se sente protegido quando escuta sem parar os versos sagrados, gravados em uma fita cassete, enquanto dirige seu carro pelo caótico trânsito do Cairo.
"Tive quatro acidentes no ano passado, mas poderia ter tido mais se não fosse o Corão", diz ele.
Além de servir para proteção pessoal, escutar os versos poderia ser também um estímulo para se seguir um estilo de vida mais conservador na sociedade egípcia.
Um café no centro do Cairo, por exemplo, passou a sintonizar continuamente um canal de TV que transmite as passagens do livro.
O local era considerado um ponto de encontro de jovens casais, mas segundo um empregado do local, a presença ao fundo dos versos "lembra a eles que o que estão fazendo é religiosamente errado".
Caminhando pelas ruas da capital egípcia, é difícil não escutar os versos, sejam saídos dos alto-falantes de mesquitas que chamam os fiéis para rezar, de restaurantes, veículos ou mesmo de celulares. Baixar versos e os usar como toque de chamada nos telefones é prática bastante comum.
"Você não pode escutar isso 24 horas por dia e garantir que está prestando atenção", diz a tradutora Maha Amar.
Fenômeno
O hábito seria mais um sinal, ao lado do véu para as mulheres e da zebiba (hematoma na testa, sinal de que a pessoa tocou o chão várias vezes ao rezar) do aumento da religiosidade pelo qual a sociedade egípcia está passando.
Em junho, um importante clérigo chegou a pedir para que as pessoas não usem as obrigações religiosas como desculpa para a falta de produtividade.
"O fenômeno do aumento da religiosidade começou durante o governo de Anwar Sadat e aumentou durante o de Mubarak (em 1981), já que os dois regimes permitiram que a religião se tornasse a única esfera aberta para expressão", afirma o analista Amr Chobaki, especializado na Irmandade Muçulmana, o maior grupo de oposição do país.
"Todos os outros campos estão fechados. Não existem partidos políticos reais ou sindicatos, e as organizações não-governamentais são constantemente ameaçadas", afirma ele.
Para o analista, o fenômeno é superficial, não representando um aumento real de valores espirituais.
"É apenas uma sociedade conservadora que está se tornando cada vez mais intolerante para com as outras religiões e muçulmanos mais liberais", diz ele.
Nota: A Religião está sendo banalizada de forma geral e são poucos os que conseguem perceber isso. Hoje o movimento que acontece no Egito com o Islamismo é o mesmo que acontece com o cristianismo pelo Brasil. Ser evangélico hoje no Brasil se resumiu em usar uma camiseta com frases bíblicas, colocar um adesivo no carro falando de Deus, não beber, não fumar, e outras demonstrações que não enriquece o cristianismo em nada. Alguns podem argumentar que pertencer a uma igreja é melhor do que pertencer ao mundo. Concordo plenamente, porém o simples fato de pertencer a uma igreja, andar com a Bíblia, usar uma camiseta falando do amor de Cristo, trocar a letra de uma música secular e colocar letra religiosa, ouvir as músicas com letras evangélicas sem pensar no estilo do ritmo que está sendo usado, ou qualquer outra forma que tem sido usada pelos evangélicos para demonstrar sua fé, não significa está pertencendo ao povo de Deus, por mais verdadeira que seja a igreja, digo isto até para os adventistas, ser cristão não é isso. Ser cristão é viver como Cristo viveu. É deixar Deus ser Senhor em nossa vida. Muitos aceitam prontamente Cristo como Salvador, mas estão longe de aceitar-lo como Senhor.
Freqüentar uma igreja evangélica é considerado "chique" para alguns. Estamos vendo o número de evangélicos crescendo muitíssimo, porém bem poucos estão levando a religião a sério. A maioria está brincando de ser cristão. Simplesmente brincando. Eis aí o perigo.
Nos primórdios da igreja primitiva Satanás combateu o cristianismo com a perseguição, porém quanto mais ele combatia, mas ele crescia. Nos dias atuais ele pôde perceber que não adianta combater com a perseguição, então ele permite que muitos façam parte do mundo evangélico, porém ele os impede de se achegar a Deus com humildade de espírito e aceitar-lo como Senhor, Maravilhoso Conselheiro. Eis o motivo de existe grande número de divórcios, fornicações, adultérios, desavenças, divisões, prostituições, ódios, intrigas, fofocas, brigas entre casais, brigas entre membros de igrejas, são tantas as notícias que chegam que às vezes fico a pensar: “Será este o povo que Deus quer salvar”? Pois é irmão, é sim este povo, mas precisamos cair de joelhos diante de Deus agora para permitir que Ele mude o nosso coração, caso contrário, estaremos unidos com Satanás para perseguir aqueles que caírem de joelhos diante de Deus solicitando um novo coração.
28 julho 2008
JMJ de Sydney, um «Novo Pentecostes», segundo Papa
CASTEL GANDOLFO, domingo 27 de julho de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI considera que a Jornada Mundial da Juventude, que aconteceu de 15 a 20 de julho em Sydney, foi um «novo Pentecostes».
Como aconteceu há dois mil anos quando os apóstolos estavam reunidos no Cenáculo com a Virgem Maria, neste acontecimento, no qual participaram 230 mil jovens de todos os continentes, «se relançou a missão dos jovens, chamados a ser apóstolos de seus coetâneos», explicou.
O Papa dedicou seu primeiro encontro público com os peregrinos, reunidos no páteo da residência pontifícia de Castol Gandofo por ocasião da oração mariana do Ângelus, a fazer um balanço de sua viagem apostólica à Austrália, a mais longe das nove viagens internacionais desse pontificado.
Um dia antes de sair de férias à cidade tirolesa de Bressanone, na região italiana de Trentino-Alto Ádige, o Papa reconheceu que teve a oportunidade de «encontrar o rosto jovem da Igreja: era como um mosaico multicolor, formato por rapazes e moças provenientes de toda parte da terra, todos reunidos pela única fé em Jesus Cristo».
Nesses encontros, disse, iniciados por João Paulo II «constituem as etapas de uma grande peregrinação através do planeta, para manifestar como a fé em Cristo nos torna todos filhos do único Pai que está nos céus e construtores da civilização do amor»
A característica do encontro de Sydney, acrescentou, «a tomada de consciência da centralidade do Espírito Santo, protagonista da vida da Igreja e do cristão».
De fato, o tema desta Jornada foi a frase do livro dos Atos dos Apóstolos: «Recebereis a força do Espírito Santo, que virá sobre vós, e sereis minhas testemunhas».
Por isto, explicou, «a Vigília noturna no coração do encontro, sob o Cruzeiro do Sul, foi uma invocação conjunta do Espírito Santo».
E, por fim, durante a celebração eucarística de domingo passado, com a participação de quase meio milhão de pessoas, administrou o sacramento da Confirmação a 24 jovens de vários continentes, entre eles 14 australianos, «convidando todos os presentes a renovar as promessas batismais»
«Assim, esta Jornada Mundial se transformou em um novo Pentecostes – afirmou –, do qual se relançou a missão dos jovens, chamados a ser apóstolos de seus coetâneos, como tantos santos e beatos, e em particular o Beato Piergiorgio Frassati, cujas relíquias, colocadas na Catedral de Sydney, são veneradas por uma ininterrupta peregrinação de jovens».
A Jornada da Juventude, esclareceu, foi um convite «cada rapaz e moça a seguir seu exemplo, a partilhar a experiência pessoal de Jesus, que transforma a vida de seus ‘amigos’ com a força do Espírito Santo, o Espírito do amor de Deus».
O Papa agradeceu a Igreja da Austrália, e em particular a arquidiocese de Sydney, assim como as autoridades pela acolhida que lhe deram e deram a todos os jovens, e agradeceu as orações que os fiéis do mundo todo fizeram pelos frutos da Jornada Mundial da Juventude.
Fonte ZENIT.org
Nota: É notório o grande reavivamento da Igreja Católica e no meio evangélico. Milhares de pessoas tem aderido a fé evangélica pelos "milagres" que eles advogam executar pelo Poder de Deus. Alguns dias na minha cidade aconteceu um evento da Igreja Católica como nunca havia visto antes, "Santas Missões Populares", mais de mil pessoas saíram às ruas para evangelizar. Eles começavam seus trabalhos às 4:00 horas da manhã, todos os dias, isso aconteceu durante uma semana e chamou a atenção de toda a cidade. O movimento carismático tem crescido a cada dia. Esta JMJ na Austrália foi um exemplo do grande reavivamento que tem passado a igreja católica. O movimento tem crescido de todos os lados, evangélicos e católicos. Tudo isso foi profetizado.
Como aconteceu há dois mil anos quando os apóstolos estavam reunidos no Cenáculo com a Virgem Maria, neste acontecimento, no qual participaram 230 mil jovens de todos os continentes, «se relançou a missão dos jovens, chamados a ser apóstolos de seus coetâneos», explicou.
O Papa dedicou seu primeiro encontro público com os peregrinos, reunidos no páteo da residência pontifícia de Castol Gandofo por ocasião da oração mariana do Ângelus, a fazer um balanço de sua viagem apostólica à Austrália, a mais longe das nove viagens internacionais desse pontificado.
Um dia antes de sair de férias à cidade tirolesa de Bressanone, na região italiana de Trentino-Alto Ádige, o Papa reconheceu que teve a oportunidade de «encontrar o rosto jovem da Igreja: era como um mosaico multicolor, formato por rapazes e moças provenientes de toda parte da terra, todos reunidos pela única fé em Jesus Cristo».
Nesses encontros, disse, iniciados por João Paulo II «constituem as etapas de uma grande peregrinação através do planeta, para manifestar como a fé em Cristo nos torna todos filhos do único Pai que está nos céus e construtores da civilização do amor»
A característica do encontro de Sydney, acrescentou, «a tomada de consciência da centralidade do Espírito Santo, protagonista da vida da Igreja e do cristão».
De fato, o tema desta Jornada foi a frase do livro dos Atos dos Apóstolos: «Recebereis a força do Espírito Santo, que virá sobre vós, e sereis minhas testemunhas».
Por isto, explicou, «a Vigília noturna no coração do encontro, sob o Cruzeiro do Sul, foi uma invocação conjunta do Espírito Santo».
E, por fim, durante a celebração eucarística de domingo passado, com a participação de quase meio milhão de pessoas, administrou o sacramento da Confirmação a 24 jovens de vários continentes, entre eles 14 australianos, «convidando todos os presentes a renovar as promessas batismais»
«Assim, esta Jornada Mundial se transformou em um novo Pentecostes – afirmou –, do qual se relançou a missão dos jovens, chamados a ser apóstolos de seus coetâneos, como tantos santos e beatos, e em particular o Beato Piergiorgio Frassati, cujas relíquias, colocadas na Catedral de Sydney, são veneradas por uma ininterrupta peregrinação de jovens».
A Jornada da Juventude, esclareceu, foi um convite «cada rapaz e moça a seguir seu exemplo, a partilhar a experiência pessoal de Jesus, que transforma a vida de seus ‘amigos’ com a força do Espírito Santo, o Espírito do amor de Deus».
O Papa agradeceu a Igreja da Austrália, e em particular a arquidiocese de Sydney, assim como as autoridades pela acolhida que lhe deram e deram a todos os jovens, e agradeceu as orações que os fiéis do mundo todo fizeram pelos frutos da Jornada Mundial da Juventude.
Fonte ZENIT.org
Nota: É notório o grande reavivamento da Igreja Católica e no meio evangélico. Milhares de pessoas tem aderido a fé evangélica pelos "milagres" que eles advogam executar pelo Poder de Deus. Alguns dias na minha cidade aconteceu um evento da Igreja Católica como nunca havia visto antes, "Santas Missões Populares", mais de mil pessoas saíram às ruas para evangelizar. Eles começavam seus trabalhos às 4:00 horas da manhã, todos os dias, isso aconteceu durante uma semana e chamou a atenção de toda a cidade. O movimento carismático tem crescido a cada dia. Esta JMJ na Austrália foi um exemplo do grande reavivamento que tem passado a igreja católica. O movimento tem crescido de todos os lados, evangélicos e católicos. Tudo isso foi profetizado.
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