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04 março 2009

Aids: pessoas com mais de 50 são vítimas do Viagra e de relações sem proteção

GENEBRA, Suíça (AFP) — O Viagra e as relações sexuais não protegidas entre as pessoas com mais de 50 anos parecem ser a causa do número "assombrosamente elevado" de infecções pelo vírus da Aids nesta faixa etária, segundo estudo publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nos Estados Unidos, entre a população de seropositivos, a proporção de pessoas com mais de 50 anos passou de 20 a 25% entre 2003 e 2006, relata um estudo divulgado na edição de março do Boletim da OMS.

No Brasil, o número de pessoas com mais de 50 anos soropositivas dobrou entre 1996 e 2006, "pulando de 7,5 casos para 15,7 casos para 100.000 habitantes".

Na Europa, a proporção dos que têm mais de 50 anos entre a população de soropositivos era de 8% em 2005.

Para os autores do estudo, as cifras elevadas se explicam em parte pela eficácia de terapias contra a Aids, "que prolongam a sobrevida" fazendo com que as pessoas infectadas venham a aumentar o percentual dos que têm mais de 50 anos nas estatísticas.

Mas "supõem, também, que muitas pessoas mais velhas infectadas contraíram o virus com uma idade avançada", apesar da falta de dados mais precisos sobre a questão.

O estudo destaca, com efeito, que o aparecimento, a partir do final dos anos 90, de medicamentos voltados para problemas de ereção permitiram aos homens prolongar sua atividade sexual.

Insiste, também, no fato de que as pessoas mais idosas são "menos inclinadas que as gerações mais jovens a manter relações sexuais protegidas".

Segundo um funcionário do ministério brasileiro da Saúde, citado pela revista, "as pessoas com mais idade começaram a vida sexual numa época em que a Aids não existia. Portanto, não são habituadas a usar preservativos".

O fenômeno destacado pelo estudo, apesar da falta de dados mais completos, é considerado "inquietante" e o número de pessoas desse grupo de idade infectadas pelo HIV "poderia aumentar em todo o mundo", temem os autores.

Consideram necessário, portanto, "compreender por que e como essas pessoas se infectam, de modo a que as campanhas de saúde pública possam chegar de forma mais precisa ao alvo e impedir as infecções", estima George Schmid, do departamento HIV/Aids da OMS.

Segundo a revista, a falta de informações se explica em parte no fato de que as pessoas com mais de 50 anos não são consideradas uma "categoria de risco", com a Aids permanecendo no espírito das pessoas como "uma doença de jovens".

"Os médicos submetem raramente seus pacientes (com mais idade) a um teste de HIV, pelo que o diagnóstico é com frequência tardio", explica o estudo.

Acima dos 65 anos, a expectativa de vida de uma pessoas infectada cai para quatro anos, contra 13 anos para uma pessoa bem mais jovem.

"O declínio do sistema imunológico na medida em que a pessoa envelhece pode ser a razão" desta queda, analisa o estudo.

Fonte AFP

Nota: Este é o resultado de um mundo que rejeita a Deus e a sua lei. Onde há homens sem Deus conversando, lá está o sexo como o principal assunto. E tem mais, as mulheres não costumavam contar suas intimidades, porém hoje isto é passado. Assim como foi nos dias de Noé havia de ser no final dos dias - "comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento" - veja a ligação que existe entre estas palavras, a intemperança levaria os homens e mulheres à busca de sexo, por isso o casamento não é levado a sério e o sentido verdadeiro de família ficou para trás.

05 junho 2008

DENGUE É APENAS A PONTA DO ICEBERG

Fonte ou Autoria é : Cintia Beck

*Dr. Marcos Vilela de M. MonteiroA declaração do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, no início de maio, de que o Brasil perdeu a guerra contra a dengue e que agora terá que conviver com a epidemia da doença por "muitos e muitos anos", nos leva à reflexão sobre a gravidade da situação. Não pretendemos ser alarmistas, mas queremos entender a lógica dos governantes diante do quadro epidêmico que, sabemos, pode ser combatido em algumas semanas.

A impressão que o governo passa é a de que a batalha foi perdida. A epidemia chegou, conquistou seu território e ali fincou sua bandeira, deixando mortos e feridos.


E o mais grave: o vírus do tipo 4, ainda mais letal do que os três que já dominaram quase 4 mil cidades do território brasileiro, está prestes a desembarcar no Brasil, vindo da vizinha Venezuela. Além desse tipo de vírus, contra o qual a população brasileira não tem imunidade, há pelo menos outras sete doenças infecto-contagiosas nas Américas também transmitidas por mosquitos.

É apenas uma questão de tempo para que elas se instalem no nosso país de forma epidêmica, como vem acontecendo com a dengue há mais de 14 anos. Há motivos de sobra para preocupação. Se não estamos dando conta de uma doença, dá para imaginar o que pode acontecer com a chegada de novos vírus.

Uma dessas novas ameaças é causada pelo Vírus do Nilo Oriental (WNV). É pouco conhecido, mas tão temível e preocupante quanto a dengue, porque também é transmitido por mosquitos adultos infectados. Ao serem picadas, as pessoas apresentam febre alta, dores de cabeça e torcicolo. A doença também pode levar à morte. Não é sem motivo que quando os primeiros casos foram detectados em Nova York, em 1999, os americanos pulverizaram com aviões e helicópteros toda a cidade e seus arredores em três aplicações semanais e consecutivas.

Eu pergunto: seria um exagero? E os americanos são irresponsáveis por aplicarem inseticidas em larga escala em áreas urbanas sem respeitar suas vespas, abelhas e borboletas? Não, porque o governo norte-americano priorizou vidas humanas. Em 2002, o WNV era encontrado em 44 estados norte-americanos e cinco províncias canadenses. Enquanto a dengue é transmitida por duas espécies de mosquitos do gênero Aedes, o WNV é transmitido por 43 espécies de mosquitos, grande parte delas encontrada no Brasil.

Vamos comparar as estatísticas oficiais da atual epidemia de dengue no Rio de Janeiro, que indicam para uma população de 120 mil pessoas contaminadas e mais de 100 mortes confirmadas, ou seja, aproximadamente um óbito em cada mil doentes. Em Nova York, em 1999, a epidemia do WNV contaminou 62 pessoas, sete das quais faleceram. Em 2001, com a doença já presente em 10 estados, de 66 pessoas contaminadas 10 faleceram. Isso nos leva ao alarmante índice de mortalidade de 13,28%, ou seja, em cada oito pessoas contaminadas pelo WNV uma faleceu.

Se a epidemia que ocorre atualmente no Rio de Janeiro fosse do WNV - o que é perfeitamente possível devido ao grande número de passageiros que desembarca no Brasil diariamente vindo daquele país, onde a presença do WNV é endêmica - estaríamos diante de uma catástrofe, com mais de 13 mil casos de morte. E não haveria remédio, uma vez que a única alternativa técnica para o controle de epidemias humanas em grandes extensões urbanas é o combate aéreo dos vetores.

Porém, a aplicação aérea dos inseticidas em áreas urbanas não é realizada há mais de 33 anos no Brasil porque o Ministério da Saúde não a recomenda. Essa tecnologia foi definitivamente engessada na Norma Técnica 75, de 14/6/2007. O parágrafo 12 diz: "O uso das aplicações aéreas somente se justifica em situações muito específicas como em graves surtos de dengue com elevação dos episódios de febre hemorrágica do dengue ou no caso de ocorrência de febre amarela urbana". Por mais incrível que pareça, o Parágrafo 15 da mesma Norma reza: "Pelo acima exposto opinamos que não se deve adotar tal modalidade de aplicação mesmo sob o argumento de que poderia ser mais um instrumento que poderíamos utilizar em caso de emergência".

Esse parágrafo, que nada tem a ver com o exposto nos 14 anteriores, é o responsável por grande parte das mortes oriundas das epidemias recentes, além dos sofrimentos impostos a centenas de milhares de brasileiros por uma decisão técnica insustentável.

Com essa postura por parte das altas autoridades sanitárias do país, jamais teremos condições de controlar epidemias, sejam elas de dengue, febre amarela, malária, ou de WNV, caso ela venha a se manifestar no Brasil. Enquanto isso, continuamos estarrecidos diante desse imenso iceberg. A epidemia de dengue é apenas uma ponta.[14]

*Marcos Vilela de M. Monteiro é engenheiro Agrônomo, Doutor em Agronomia pela ESALQ-USP e piloto agrícola. Tem experiência internacional de 48 anos em pesquisa, treinamento e operação em aviação agrícola.


Nota: "...e haverá,...pestes..., em vários lugares" Mateus 24:7 - O mundo brevemente irá provar do resultado de destruir o planeta, pois irá chegar o "...tempo de destruíres os que destroem a terra" Apocalipse 11:18. Todos nós sabemos que a Dengue é resultado da poluição nas grandes cidades, o acumulo do lixo é um principais meios de proliferação do mosquito da Dengue. O homem paga o preço de destruir o que Deus criou.