05 maio 2015

LANTERNA

A certa altura de Ouse crer, escrevi isto aqui: "Desde crianças, ficamos empolgados com a história de José. Ficamos chocados pela forma como ele foi traído pelos irmãos, vendido como escravo para uma terra estrangeira, aprisionado, mas nos regozijamos quando ele, enfim, é colocado como governador do Egito.Tudo para que sua família fosse salva da fome que veio no tempo das vacas magras. Ele passa a ser um herói para nós. Portanto, conscientemente ou não, alimentamos a perspectiva de que há, em maior ou menor escala, um posto de governador do Egito esperando por nós em algum momento de nossa jornada. No entanto, desconsideramos o fato de que Deus poderia ter resolvido o problema da fome de outra forma qualquer, começando por evitar a própria seca que a ocasionou".

O fato de que algum bem foi extraído de todo aquele sofrimento injusto nos ajuda a ver sentido na coisa toda. Em nossa mente simplista e pequena, pensamos: ah, então ele sofreu tudo aquilo para isso. Como se ele precisasse estar naquela prisão naquele momento pois esse seria o único jeito que Deus encontrou de José ser promovido a governador do Egito... Como estamos sendo fustigados pelo sofrimento e pela injustiça nós também, é importante enxergar esse tipo de causalidade.

Mas se as coisas como pensamos, a maldade dos irmãos de José e a volúpia da esposa de Potifar seriam agentes de Deus.
 
Acho inútil pensar se tudo que aconteceu tinha que acontecer exatamente desse jeito, mas não é inútil pensar no que Deus está fazendo com nossas cabeçadas. Em Patriarcas e Profetas, Ellen G. White afirma que José foi uma espécie de profeta para o Egito, o primeiro deles, seguido por toda sua família e as quatro ou cinco gerações de hebreus que nasceram, cresceram e morreram lá.
 
Assim como Abraão e Isaque haviam sido para o canaanitas.
Nós somos a luz do mundo. No relógio divino, muito mais sábio que o nosso, havia o tempo de apontar a lanterna que era Abraão para Canaã. E, depois, chegou a hora de apontar a lanterna José para o Egito. Para que no futuro nenhum povo O acuse de falta de oportunidade.
 
E mais importante do que imaginar a razão exata do meu sofrimento hoje, é imaginar se Deus não estaria direcionando minha lanterna para algum canto escuro dessa Terra enquanto eu me ocupo de esconder a luz que sou embaixo do alqueire (o que quer que seja alqueire).
 

Marco Aurelio Brasil
SP, 01/05/2015

27 abril 2015

Movimento da Igreja Emergente

“Fique longe de matérias espirituais não-bíblicas ou métodos de formação espiritual que estão enraizados no misticismo, como a oração contemplativa, oração centrante e o movimento da igreja emergente, na qual elas são promovidas. Procure na Igreja Adventista do Sétimo Dia pastores humildes, evangelistas, acadêmicos bíblicos, líderes e departamentais que podem providenciar métodos evangelísticos e programas baseados em princípios sólidos da Bíblia e do tema do grande conflito.” (Pr. Ted Wilson em Adventist News)

Formação espiritual, oração contemplativa, oração centrante, movimento da igreja emergente são pilares do One Project. Trata-se de um “ministério” ligado ao Movimento Emergente que tem como objetivo disseminar suas ideias e práticas pelo mundo. Aqui no Brasil o trabalho deste Movimento ainda é muito sutil, mas nos EUA a igreja tem sido assediada de maneira direta, e muitas já cederam às práticas deste Movimento. É importante conhecer um pouco sobre isso para entender o alerta do Pr. Ted Wilson.

Seguem algumas características deste Movimento Emergente:
  1. O Movimento da Igreja Emergente começou como uma tentativa de ser “relevante” para a cultura pós-moderna. O termo “relevante” é muito utilizado na literatura emergente. O Movimento busca modificar a igreja para adaptá-la à sociedade atual, sendo uma oposição às raízes do cristianismo. A ideia de “emergente” se relaciona com o surgimento de uma igreja destinada a uma geração de pessoas com muito pouco apego à igreja. Ou seja, uma igreja para quem não tem interesse em igreja; uma religião para quem não tem interesse em religião. É uma igreja “adaptada ao usuário” ou “orientada para o consumidor”. Os emergentes são tolerantes com todos, menos com os conservadores contra os quais fazem duras críticas. 
  2. Este Movimento é eclético e diversificado, concentra-se menos no ensino bíblico distintivo e enfatiza a experiência espiritual (ou espiritualista?) do indivíduo. Não está preocupado com a interpretação correta da Bíblia, mas com a adaptação dela ao contexto pós-moderno. O Movimento é baseado em conceitos experimentais, sendo que uma das propostas fundamentais na comunicação emergente é a criação de um culto multissensorial, numa atmosfera construída com luzes, símbolos, mensagens multimídia, expressões artísticas, privilegiando sempre a experiência e o sentimento em contraposição à verdade bíblica. A intenção é experimentar Deus com os cinco sentidos. 
  3. A adoração da Igreja Emergente inclui elementos carismáticos. A liturgia tende a substituir hinos e corinhos por música de “louvor” e “adoração” no estilo pop. Substituem o órgão e o piano convencional por teclados eletrônicos, baterias e contrabaixos, utilizando também “ordens cultuais”, tais como “coloque-se de pé … levante as mãos … diga ao Senhor ‘eu te amo’ … cante mais alto … feche seus olhos”. Um dos líderes deste Movimento Emergente nos EUA afirmou que “queremos oferecer às pessoas um local onde elas possam se sentir parte antes mesmo de acreditar.” E se elas se sentirem confortáveis e acolhidas sem a necessidade de acreditarem e seguirem doutrinas, ou seguirem o mínimo necessário, para eles é ainda melhor. 
  4. O Movimento Emergente evita a “placa de igreja”, utilizando nomenclaturas genéricas com o suposto objetivo de atrair as pessoas que têm preconceitos em relação à denominação. A informalidade é buscada em todos os processos litúrgicos, pois a igreja tradicional não é vista com simpatia. O movimento nega a possibilidade de um único caminho, de regras fixas e de princípios que transcendam o tempo e a cultura. 
  5. A evangelização da Igreja Emergente procura atender às necessidades físicas, emocionais e materiais das pessoas sem nenhuma ênfase no aspecto espiritual e na santificação, enfatizando as bênçãos materiais que supostamente advirão da fidelidade. 
  6. Os emergentes são desiludidos com a igreja organizada e têm aversão ao conservadorismo, às regras, aos hinos sacros e à pregação da verdade presente. Não se preocupam com a conduta cristã e defendem a ideia de que Deus não se importa com o que faço ou deixo de fazer, desde que professe Seu nome e ame ao próximo. Dentro desse contexto, uma das críticas feitas à igreja tradicional é que ela insiste em que a pessoa pertença à igreja antes de poder tomar parte nas atividades do culto. Isto, segundo os emergentes, seria exclusivismo. Por isso, propõe que as pessoas passem imediatamente a participar de todas as atividades da igreja, inclusive nos púlpitos, antes mesmo de se tornarem membros efetivos. 
  7. A Bíblia não é considerada nem parâmetro inquestionável nem autoridade de fé e prática. Não se deve procurar o sentido que o autor pretendia para seus leitores, nem os princípios intrínsecos ou extrínsecos, mas sim procurar o sentido que se percebe nela hoje quando interpretada dentro da prática da sociedade moderna. Portanto, o sentido pode variar de acordo com a comunidade. A teologia não é bem vista. A doutrina não é importante e até desnecessária, pois é considerada causa de divisão da igreja. 
  8. O termo “igreja missional” é frequentemente usado na literatura dos líderes emergentes. Quase todas as descrições feitas deste Movimento também apontam para esta como uma de suas principais características. Esta expressão é usada para colocar a ética acima da doutrina, compreendendo a missão como mera compaixão social, concentrando-se nas relações interpessoais, dando muito valor às boas ações e ao ativismo social, e nenhuma ênfase ao comportamento cristão. Enfatiza a necessidade de viver como Jesus viveu, mas não condena o que Jesus condenou, pois resume o ministério de Cristo em “atender aos pobres e necessitados”. 

Existem outras características, muitas delas voltadas a práticas absorvidas do misticismo. Abaixo alguns vídeos sobre o assunto para conhecimento.

Leandro Dalla

Fonte: Música e Adoração

O JOGO DOS TRONOS

É de uma das personagens da série de enorme sucesso Game of Thrones, Cersei Lannister, a frase de onde sai o título da série: "Quando você joga o jogo dos tronos, ou você ganha, ou morre".

Jesus e Satanás jogam, de certo modo, o jogo dos tronos. Satanás quis subir acima das estrelas do Céu (lembrando que as estrelas são uma figura para anjos na simbologia bíblica), colocar seu trono nas extremidades do norte e assim ser "semelhante ao Altíssimo" (Isaías 14).

Jesus, jogando o jogo dos tronos, "abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano, Ele foi humilde e obedeceu a Deus até a morte — morte de cruz" (Filipenses 2:7 e 8).

A lógica de Cersei Lannister parece funcionar até certo ponto na verdadeira batalha pelo trono que está acontecendo agora. Jesus de fato morreu. Mas Satanás não ganhou. Ao contrário, graças à atitude de Jesus, tão diferente da de seu oponente,  "por isso Deus deu a Jesus a mais alta honra e pôs nele o nome que é o mais importante de todos os nomes, para que, em homenagem ao nome de Jesus, todas as criaturas no céu, na terra e no mundo dos mortos, caiam de joelhos" (Filipenses 2:9 e 10).

Uau!

Por outras palavras, esvaziar-se e morrer foi o caminho percorrido por Aquele que se assentará no trono que jamais passará.

E, se você considera que aí, do lado esquerdo de seu peito, há um trono, e que esses dois paradigmas (inflar-me   esvaziar-me) estão disputando para assentar-se nele, saiba de uma coisa, amigo: quando se joga o jogo dos tronos, ou você escolhe o lado certo ou você morre.

Não dá pra ficar em cima do muro.

Marco Aurelio Brasil
SP, 24/04/2015

06 março 2015

Série de Palestras sobre Criacionismo e Evolucionismo já apresentadas em algumas Igrejas

As Marcas do Designer - Tema 01: O Verdadeiro Objetivo

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Líderes religiosos bilionários confirmam poder político e econômico descontrolado

A revista norte-americana Forbes divulgou a lista dos mais ricos do mundo. Incluiu entre eles o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus. O patrimônio de US$ 1 bilhão coloca Macedo na 1.868ª posição, o último entre os 48 bilionários brasileiros citados.  Aos 70 anos, casado, pai de três filhos, morando em Atlanta (EUA), Macedo é caracterizado como empresário de mídia “self made”. Que se fez por força própria, na expressão americana.

A Forbes tenta explicar a origem do dinheiro de Macedo. Lembra que criado como católico, converteu-se à religião evangélica em 1970. Em 1977, fundou sua própria igreja, baseada na “teologia da prosperidade”. Baseia-se na proposta de que a fé e o compromisso de atuação e de contribuições financeiras com a igreja são recompensados ​​com riquezas.

Em julho de 2013, Macedo tornou-se banqueiro ao adquirir 49% do Banco Renner, “que possui uma das mais altas taxas de juros no Brasil”, salientou a revista. “A transação espantou porque o Banco Central do Brasil tratada Macedo como investidor estrangeiro uma vez que ele é baseado em os EUA”, assinalou.

A maior parte da fortuna de Macedo tem origem na Rede Record, a segunda maior emissora do Brasil, adquirida em 1990. “Não está claro como ele conseguiu o financiamento para comprar a empresa: o Ministério Público do Brasil tem sondado a questão há mais de dez anos e produziu relatórios que alegaram que ele usou os fundos da igreja. Macedo se recusou a comentar”.

O império de mídia de Macedo já inclui uma filial Telemundo com sede em Atlanta. Em 2014, Macedo inaugurou uma enorme réplica do Templo de Salomão em São Paulo, com capacidade para 10 mil fiéis. A mega-igreja custou US$ 200 milhões.

Antes de mais nada diga-se que a fé é um negócio mundial. Listas de pastores mais ricos do mundo se multiplicam, sendo lideradas por pastores americanos milionários. A Nigéria produziu cinco deles, todos com patrimônio em centenas de milhões de dólares. Mas bilionário até agora só Macedo.

No Brasil, outros bispos de denominações evangélicas seguem o caminho de Macedo. Valdemiro Santiago, ex-protegido de Macedo e hoje inimigo figadal, criou a Igreja Mundial do Poder de Deus. Seu patrimônio é estimado em US$ 220 milhões. Silas Malafaia criou sua própria igreja, Vitória em Cristo, em 1990. Tem bens na ordem de US$ 150 milhões e arrecada contribuições para reunir US$ 500 milhões para criar uma rede mundial de emissoras evangélicas. O pastor R. (Romildo) R. (Ribeiro) Soares acumula US$ 150 milhões em bens, entre eles um jatinho King Air 350, avaliado em US$ 5 milhões.

 É preciso separar os líderes das igrejas de seu rebanho. Um quarto dos brasileiros se declara evangélico. São mais de 50 milhões de pessoas. A maioria pobres, com pouca escolaridade. Sua fé deve ser respeitada. Há vários estudos que mostram a importância das igrejas evangélicas na melhoria das relações familiares, na redução de vícios e na capacitação e melhoria da força de trabalho. De certa maneira, dedicar-se a uma religião pode mudar vidas desregradas, núcleos familiares conflituosos e estimular o desempenho no trabalho e na criação de negócios. A “teologia da prosperidade” tem fundamento socioeconômico.

A liberdade de escolha de religião é mais sagrada do que o entendimento do papel dela na vida de uma pessoa. Mas, quando os braços de uma determinada religião começam a abarcar causas mais do que terrenas - adquirindo redes de televisão, aviões, patrocinando campanhas e partidos eleitorais, qual deve ser o papel do Estado?

Como o Estado deve acompanhar e fiscalizar o enriquecimento de seus líderes, todos voltando os negócios para meios de comunicação que funcionam como concessão pública? As igrejas gozam de isenção de impostos. Diversas investigações mostram operações de compra de emissoras e de bens com dinheiro vindo de contas do exterior por prepostos de igrejas.

O crescimento do poder midiático levou ao crescimento do poder político. Os evangélicos já têm um dos seus na presidência da Câmara dos Deputados. A questão não é a opção individual religiosa. É sim se o Estado omite-se na formação de um poder político financiado por doações crédulas, mas manipulado por interesses estritamente terrenos.

Fonte Yahoo Notícias - Blog do Plínio Fraga

Nota: Já escrevi diversas vezes neste espaço sobre o assunto (clique aqui e confirme), entretanto não me exausto de falar: o mundo religioso virou comércio e já faz muito tempo. O bispo Macedo pagou a TV Record (hoje, Rede Record) com dinheiro da Igreja Universal. Eu era pastor auxiliar da IURD durante o período da compra e era-nos exigido que solicitássemos ofertas aos membros para esse fim e eu arrecadei muitas ofertas, tanto que fui promovido a pastor de igreja. O discurso apresentado pelo bispo Macedo e pelos pastores (inclusive eu) era que a Rede Record serviria para pregação do evangelho e com programas para a família, algo que nunca aconteceu. Os programas da IURD exibidos na grade da Record são mantidos até hoje através das ofertas dos membros. Ele enganou os pastores que, consequentemente, enganaram os membros.

Gostaria, aqui, de pedir publicamente desculpas aos membros da IURD que doaram ofertas para comprar a TV Record quando eu (Hilton Bastos) solicitei  nas igrejas que pastoreei: município de Santa Rita-MA, dos Bairros São Cristovão e João Paulo, em São Luis-MA.

06 fevereiro 2015

Revoltas Climáticas

Atualmente as mudanças climáticas são um fato indiscutível nos fóruns internacionais. O agravamento das consequências do aquecimento global vem sendo sentido de modo mais acentuado nos últimos anos, por todo o planeta. Além disso, modificam-se ecossistemas que abrigam fauna e flora específica, aumentando as perspectivas de um aceleramento no processo de diminuição da biodiversidade. Este é um fenômeno global, com consequências regionais e locais, que está se disseminando por todo o mundo.

No Brasil, considerado o país como um todo as manifestações das mudanças climáticas se tornam especialmente graves pela abundância de determinados fatores como a água doce e solo cultivável. No entanto, a falta de planejamento e de gestão adequada dos recursos está fazendo com que a população brasileira em diversas áreas se vê enfrentando situações ambientais extremas, ano após ano.

A atual crise está relacionada à falta de água nos grandes centros urbanos, que devido à alta concentração populacional representa um potencial explosivo do ponto de vista social.
Numa época em que a maioria da população desfruta há tempos, das condições básicas de sobrevivência, tendo incorporado em seu cotidiano os benefícios da água limpa e tratada, a interrupção do acesso a esse bem de consumo tende a trazer uma reação emocional intensa.
Esta situação pode levar multidões a se mobilizarem espontaneamente sem uma liderança identificada, em manifestações que podem gerar situações de violência incontroláveis.

A água poderá ser um catalizador de um quadro de insatisfação geral que vai crescendo, com a corrupção, as demissões em massa, o aumento dos impostos, da gasolina, dos alimentos, dos preços de modo geral, entre outros problemas socioeconômicos que são facilmente previsíveis de ocorrerem ao longo deste ano.

Ora, os desdobramentos da atual situação indicam que a intranquilidade social se expressará com mais intensidade em manifestações de rua e tendo como foco as administrações públicas e instâncias políticas como Câmaras de Vereadores. Uma amostra do que poderá ocorrer, foi o que aconteceu no ano passado em Itu/SP, onde o desespero levou às ruas milhares de pessoas sem articulação com qualquer movimento político, estavam simplesmente manifestando sua indignação. A multiplicação desse quadro para as grandes cidades, associado a outros fatores, como os de ordem econômica pode desencadear em uma situação explosiva que nenhum governo quer enfrentar.

Esse cenário de mobilizações e revoltas indignadas contra o poder público incapaz de atender as necessidades básicas de uma população que já estava acostumadas a tê-las aponta para o início de um processo histórico diretamente ligado ao aquecimento global e às mudanças climáticas decorrentes, onde as revoltas climáticas terão um papel de destaque. 

A questão central é que a atual situação foi causada pelos seres humanos e a reversão desse quadro pode ser feita pelos próprios causadores, ou seja, todos nós. Ocorre que para se chegar a uma condição, onde todos participam do processo de controle ambiental, há necessidade da intervenção direta do poder público. Para tanto é necessário ampliar seus canais de comunicação com a população e fundamentalmente, executar programas de educação ambiental em todos os níveis de ensino e para a população de modo geral, com extrema seriedade e comprometer-se com a elevação da participação popular no monitoramento das ações públicas voltadas para uma melhoria da gestão dos recursos ambientais.

Na verdade o encaminhamento da solução não é complicado embora exija determinação do poder público. A dificuldade pode estar na incompetência ou na crença de que tudo se resolverá por si mesmo, como no caso da água e da energia, em que várias autoridades dizem que basta chover, pois sempre foi assim. Não sabem os tolos que o mundo mudou e está em processo acelerado de mais mudanças. Essa triste situação, infelizmente, custará muitas vidas, caso não enfrentem a realidade escancarada às suas portas.

Fonte ClicFolha

Nota: Para entender melhor o tema, pesquise neste blog sobre o Aquecimento Global e ECOmenismo.

06 janeiro 2015

Pessoas religiosas são chamadas de menos inteligentes que ateus em novo estudo provocador - Leia a nota no final

Mais um devaneio ateísta
Pessoas religiosas são menos inteligentes que ateus?

Sim, de acordo com uma nova e provocadora meta-análise de 63 estudos sobre religião e inteligência, que cobriu o século passado. A meta-análise mostrou que, em 53 dos estudos, conduzidos entre 1928 e 2012, houve uma relação inversa entre religiosidade – ter crenças religiosas ou tomar parte em rituais religiosos – e inteligência. Ou seja, na média, os descrentes tiveram melhores notas que os religiosos em testes de inteligência.

Qual seria a explicação para isso?

Os cientistas por trás dos estudos analisados em geral sugerem que “as crenças religiosas são irracionais, não ancoradas na ciência, não testáveis e, portanto, não atraentes para as pessoas inteligentes, que ‘não caem nessa’”.

Mas os pesquisadores que fizeram a nova meta-análise dizem que a resposta é um pouco mais complicada. Eles suspeitam que as pessoas inteligentes possam ter menos “necessidade” de religião.

“A inteligência também pode levar a uma maior capacidade de autocontrole, autoestima, percepção de controle sobre os eventos da vida e relacionamentos de apoio, removendo alguns dos benefícios que a religião oferece”, disse por email ao Huffington Post Jordan Silberman, estudante de mestrado de neuroeconomia na Universidade de Rochester e coautor do estudo.

Os religiosos são tolos, portanto?

“Tenho certeza de que existam pessoas religiosas inteligentes e ateus não inteligentes”, diz Silberman. “Os resultados dizem respeito à inteligência média das pessoas religiosas ou não-religiosas, mas não se aplicam necessariamente a cada pessoa individualmente. Eu não apostaria dinheiro na inteligência de uma pessoa só por saber se ela é religiosa ou não.”

Os pesquisadores reconhecem as limitações da meta-análise. Ela não considerou o tipo de religião, por exemplo, ou o papel que a cultura possa ter na interação entre religiosidade e inteligência.

Além disso, o The Independent aponta que os pesquisadores usaram uma definição estreita do que é inteligência. Na pesquisa, a inteligência é definida como “a capacidade de raciocinar, planejar, resolver problemas, pensar de forma abstrata, compreender ideias complexas, aprender rapidamente e aprender com a experiência.” Isso exclui outras formas de inteligência, como as inteligências emocional e criativa.

A meta-análise foi publicada na revista Personality and Social Psychology Review.

Fonte BrasilPost

Nota: Perceba que a pesquisa parece ter sido direcionada para se obter o resultado esperado, isso fica evidenciado quando não foi considerado "o tipo de religião, por exemplo, ou o papel que a cultura possa ter na interação entre religiosidade e inteligência". Ademais, a informação de que "os pesquisadores usaram uma definição estreita do que é inteligência" é uma pena, pois o resultado poderia ser bem diferente. Pesquisas dessa natureza é realizada e divulgada para forçar a barra e afirmar que ateus são mais inteligentes. Mais um devaneio ateísta. Isso caracteriza má fé e desonestidade científica.

Pastores precisam aprender com ensinamentos do papa, diz juiz

O escritor e juiz federal William Douglas chamou a atenção das lideranças evangélicas para os ensinamentos do Papa Francisco. Em um texto publicado no Facebook, William pediu que os pastores e bispos evangélicos ouçam o pontífice. Francisco enumerou durante encontro de confraternização de Natal com os cardeais 15 doenças que, segundo o Papa, contaminaram parte da Igreja.

Para William Douglas as denúncias que Francisco fez aos vícios da Cúria Romana devem ser observadas pelos líderes evangélicos. O escritor lembrou que durante a Reforma Protestante, há quase 500 anos, foram apontados abusos da Igreja Católica, mas que agora é um Papa que, ao alertar seus cardeais, acabou apontando para problemas presentes também entre os evangélicos.

“Não tiraria uma vírgula para falar aos líderes evangélicos. Obrigado, Francisco! Como existem pastores precisando ouvir sua fala, e observar seus modos”, escreveu William.

Francisco denunciou, entre outras coisas, “a síndrome do acúmulo de bens”, referência que lembra as fortunas que os pastores e bispos brasileiros tem ostentado. Falou da “doença do lucro mundano”, da “rivalidade” e da “gloria vã”. Também fez criticas ao que chamou de “terrorismo das fofocas”, que destrói a reputação das pessoas; a “doença dos covardes”, que falam por trás; e a “daqueles que tratam os chefes como seres divinos para subir na carreira”. O pontífice também citou os que pertencem a grupos fechados mais do que a Cristo ou ao corpo da Igreja.

Bergoglio também aproveitou para fazer um trocadilho, lembrando que ouviu que “os padres são como os aviões, só são notícia quando caem”. “Isso também vale para os ministros evangélicos. Raramente um cristão é notícia salvo quando, humano que é, cai. O outro caso ocorre quando incomoda o reino das trevas e é perseguido”, comentou William.

O escritor também fez um desabafo dizendo que gostaria muito que os pastores fossem como Francisco e que ora para que padres, pastores e bispos ouçam as doenças e que tratem de curá-las.
“Que os pastores evangélicos ouçam sua fala e se comportem como Cristo quer. Que padres e pastores, que conduzem católicos e evangélicos, sejam exemplos em tudo, como quer o Messias que os chamou para a obra, para servir ao Rei e ao Reino”, concluiu William.

Fonte Gospel Prime

Nota: O problema denunciado por Francisco dentro de Roma é antigo. No entanto, quanto ao mundo evangélico, apontado pelo Juiz William Douglas, é relativamente novo (metade do Século XX) e está a crescer assustadoramente. A fé virou produto a ser comercializado, as igrejas viraram lojas e os pastores comerciantes. Mais um sinal que o mundo está caminhando para o seu fim. Mas ainda restará um povo que não dobrará os joelhos a Baal. Lamentavelmente, juiz William, os pastores não ouvirão seu apelo, pois as profecias não falham.

Papa Francisco quer motivar igreja a combater o aquecimento do planeta

O Papa Francisco anunciou uma meta audaciosa para o ano de 2015. O argentino, que é a principal autoridade oficial católica na Terra, se comprometeu a incentivar todos os fieis a lutarem contra o aquecimento global. Ele ainda pretende estender o esforço às outras religiões.

Assim como o santo que inspira o seu nome, o Papa Francisco está disposto a lutar pelo bem dos animais e da natureza, em geral. O compromisso do representante está dividido em três etapas: emitir uma mensagem sobre o aquecimento global a 1,2 bilhão de católicos, fazer um discurso à Assembleia Geral da ONU e convocar uma reunião de cúpula com representantes das principais religiões do mundo.

Conforme informado pelo bispo Marcelo Sorondo, em declaração ao jornal britânico The Guardian, a intenção do Papa é influenciar positivamente a próxima reunião do clima, realizada em Paris neste ano. O encontro deve marcar a conclusão de negociações tensas para um compromisso universal em relação às reduções na emissão de gases de efeito estufa.

Para alcançar os fiéis, o Papa se comprometeu com a criação de um documento, exortando as pessoas a tomarem medidas por razões morais e científicas. O documento será enviado a cinco mil bispos católicos, 400 mil sacerdotes e, assim, será distribuído aos paroquianos.

O encontro com autoridades de outras religiões deve acontecer em uma Assembleia da ONU, que determinará novas metas de combate à pobreza e cuidados ambientais.

Não é de hoje que o Papa se mostra contrário ao modelo econômico mundial, que incentiva o consumo e a riqueza. Durante um evento realizado em outubro de 2014, o católico alertou para o poder que o dinheiro tem tomado. “Um sistema econômico centrado no deus dinheiro precisa que a natureza seja saqueada, para que possa sustentar o ritmo frenético de consumo que lhe é inerente”, disse o Papa.

Ele ainda completou o discurso dizendo que o modelo está carente de ética e apontou o que está errado. “A monopolização de terras, o desamatamento, a apropriação de água, uso inadequado de agrotóxicos são alguns dos males que separam o homem da terra de seu nascimento. As alterações climáticas, a perda da biodiversidade e o desmatamento já estão mostrando seus efeitos devastadores nos grandes cataclismos que assistimos”, alertou.

Fonte Tribuna da Bahia

Nota: Clique aqui e fique por dentro do tema.

Estudiosos apontam para o declínio das religiões e avanço do ateísmo em todo o mundo

Uma tendência mundial que tem chamado a atenção de estudiosos da sociologia e ciências da religião é o número cada vez maior de pessoas que se afastam da religião, e que se declaram abertamente como ateus.

Uma pesquisa realizada pelo instituto Gallup International, que entrevistou mais de 50 mil pessoas em 57 países, mostra que o número de indivíduos que se dizem religiosos caiu de 77% para 68% entre 2005 e 2011, enquanto o número daqueles que se identificaram como ateus subiu 3%, elevando para 13% a proporção da população sem religião.

– Há muito mais ateus no mundo hoje do que jamais houve, tanto em números absolutos quanto em porcentagem da humanidade – relata Phil Zuckerman, professor de sociologia e estudos seculares no Pitzer College, na Califórnia, e autor de “Living the Secular Life” (“Vivendo uma vida secular”, em tradução livre).

Zuckerman afirma que o capitalismo e o acesso à tecnologia e à educação parecem ter relação direta com o declínio da religiosidade em algumas populações, e ressalta que nações que registram maiores taxas de ateísmo tendem a ser aquelas que oferecem a seus cidadãos uma estabilidade econômica, política e existencial relativamente alta.

Porém, mesmo com a redução do número de religiosos em muitos países, os estudiosos afirmam que “declínio, no entanto, não quer dizer desaparecimento”, como argumenta Ara Norenzayan, psicólogo social da Universidade da Columbia Britânica em Vancouver, no Canadá, e autor de Big Gods (“Grandes Deuses”, em tradução livre).

– Por alguma razão, a religião parece dar um sentido ao sofrimento, muito mais do que qualquer ideal secular – ressalta Norenzayan, que acredita que, mesmo se os problemas do mundo fossem milagrosamente resolvidos e todos nós vivêssemos em paz e igualdade, as religiões ainda estariam entre nós.

De acordo com a BBC, os acadêmicos apontam dois motivos principais pelos quais acreditam que as religiões sempre vão existir, apesar do seu aparente declínio. O primeiro deles é o que a neuropsicologia chama de “buraco na forma de Deus”, uma suposta falha evolucionária que nos torna “vulneráveis” a acreditar em forças intangíveis. Outro fator é que a religião promove coesão e cooperação em grupo, muitas vezes pelo medo ou pela adoração a um ser superior, o que ajudou a manter a ordem em muitas sociedades, o que, segundo os especialistas, ainda colabora para a continuidade da presença de religião em inúmeras culturas.

Fonte Gospel Mais 

Nota: "Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?" (Lucas 18:8).