18 agosto 2009
Antártida: geleira derrete 4 vezes mais rápido que há 10 anos14
O degelo causou uma perda de até 90 m de sua composição, o que pode ter um impacto significativo no nível das águas do oceano em 3 cm. O glacial da ilha de Pinos é o maior dos que se estendem até o mar na Antártida e seu estado pode ser um indício de mudanças na capa de gelo interior.
A rapidez com que o glacial derretia foi constatada há 15 anos. Os cientistas calcularam que, com este ritmo, a plataforma sumiria em 600 anos, mas, de acordo com o estudo, a ilha de Pinos teria apenas mais 100 anos. O degelo é especialmente rápido no centro do glacial, o que pode acelerar seu processo de ruptura e a afetar a cobertura de gelo no interior do continente.
Andrew Sheperd, da Universidade de Leeds, que colaborou com a pesquisa, afirmou que existe um risco latente da geleira sofrer um desmoronamento generalizado. "Agora podemos assegurar sem temor de se equivocar que nada conhecido na natureza está se perdendo em um ritmo exepcionalmnente acelerado como este glacial", explicou.
Com informações da agência EFE
Fonte Terra
03 março 2009
Antártica tem perda recorde de gelo
Pelo menos 25% da placa já se fragmentaram, e foram avistados enormes icebergs de mais de 200 metros de altura dispersos pelo Oceano Austral. O fenômeno aumentará o nível do mar.
Espanhóis, a bordo do navio de investigação oceanográfico Hespérides, estudam o impacto do colapso sobre o ecossistema do Mar de Belinghausen, a oeste: o desprendimento total da placa é iminente. A temperatura da água é muito alta nesta zona.
Fontes do CSIC dizem que é a primeira vez que cientistas chegam tão perto de um evento dessa magnitude. Houve o recuo de 550 quilômetros, em duas semanas, da faixa de gelo no Mar de Belinghausen.
"Detectamos concentrações muito baixas de CO2 na água do mar, o que sugere aumento de penetração da luz. Os materiais liberados pelos icebergs se fundem e fertilizam o oceano. Há evidências de maior produção biológica", disse Jordi Dachs, do CSIC.
26 fevereiro 2009
Degelo nos polos se acentua, alerta agência da ONU
O relatório, preparado no âmbito das comemorações do Ano Polar, indica que os polos estão sofrendo ?acelerada e generalizada? perda de gelo. Colin Summerhayes, diretor-executivo do Comitê Científico de Pesquisas sobre a Antártida, admitiu que não esperava conclusão tão sombria. O estudo foi realizado durante dois anos e envolveu mais de mil cientistas de 60 países.
Para chegar ao resultado, eles utilizaram satélites, submarinos e alta tecnologia. A pesquisa concluiu que, em dez anos, as águas próximas ao continente aqueceram duas vezes mais que o resto dos oceanos nos últimos 30 anos. ?Pode ser o indício de um colapso da cobertura de gelo da Antártida?, alertou Summerhayes. ?Essas mudanças provam que o aquecimento global está afetando a Antártida de formas que não conhecíamos antes?, afirmou.
Outra conclusão foi que o número de blocos de gelo deslocados do continente atinge uma taxa sem precedentes. Isso seria parte das evidências de que há uma mudança climática na região. A maior preocupação se refere ao Glacial de Pine: o degelo faz com que se mova 40% mais rápido que a taxa média registrada nos anos 1970. No caso do Glacial Smith, a velocidade é 83% maior que a verificada em 1992. Segundo os cientistas, a aceleração é uma variável que indica perda de gelo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte O Estadão
22 setembro 2008
Calota polar da Groenlândia derrete em ritmo mais acelerado do que o previsto
COPENHAGE (AFP) — A calota polar da Groenlândia, que cobre mais de 80% do território da ilha, está derretendo mais rapidamente do que o esperado, por causa do aquecimento global, alertou um pesquisador dinamarquês nesta segunda-feira.A calota polar de 1,8 milhão de quilômetros quadrados, que guarda 10% de toda a água doce do planeta, está perdendo 257 quilômetros cúbicos de gelo por ano.
Em 2080, essa perda anual deve aumentar para 465 quilômetros cúbicos, de acordo com as novas estimativas apresentadas por uma equipe de cientistas dinamarqueses e americanos no International Research Center em Fairbanks, no Alasca.
A perda total em 2080 pode ser "81% maior que hoje", e levaria a "um aumento do nível do mar de 107 milímetros", apontou Sebastian Mernild, que coordenou a pesquisa, em Copenhagen.
Imagens de satélite mostram que "o nível global dos oceanos aumenta três milímetros por ano desde 1993, ritmo muito mais acelerado do que o registrado no último século", quando aumentava 1,7 milímetros por ano, disse Mernild.
"A época de derretimento da calota polar bateu um novo recorde em 2007, o que corresponde a uma perda de 50% da superfície total do gelo. E este recorde não será o último", advertiu.
"O nível de derretimento do gelo no final da próxima década de 70 aumentará para 66%, ou 1,204 milhão de quilômetros quadrados", explicou Mernild, afirmando que o processo de derretimento estava "acontecendo num ritmo mais rápido que o calculado anteriormente".
As estimativas da equipe de pesquisadores, baseadas em modelos climáticos e em possíveis cenários do painel climático da ONU, mostram que "a temperatura média do ar (na Groenlândia) vai aumentar 2,7 graus até o fim deste século", segundo Mernild.
05 setembro 2008
Estudo prevê desaparecimento total dos glaciares dos Pirenéus antes de 2050
Os 21 glaciares que ainda existem nos Pirenéus terão todos desaparecido antes de 2050, antecipa um estudo de investigadores espanhóis da Universidade de Cantábria, da Universidade Autónoma de Madrid e de Valladolid.“A subida progressiva da temperatura – um total de 0,9 graus Célsius de 1890 à actualidade – confirma que os glaciares nos Pirenéus terão desaparecido antes de 2050”, explica o trabalho publicado na revista “The Holocene”.
Os investigadores analisaram o estado actual dos glaciares nos Pirenéus, Picos da Europa e Serra Nevada e observaram a evolução climática desde a Pequena Idade do Gelo (de 1300 a 1860) até ao período actual, explicava ontem o “El Mundo” online.
A investigação conclui que a rapidez com que se deu o degelo ocasionou o desaparecimento de todos os glaciares pequenos e entre 50 a 60 por cento da superfície dos maiores. Entre 1880 e 1980 desapareceram 94 glaciares ibéricos e desde os anos 80 até agora outros 17 também deixaram de existir.
Juan José González Trueba, coordenador do estudo, alerta que “as altas montanhas são zonas especialmente sensíveis às alterações climáticas e ambientais. A evolução dos glaciares é um dos indicadores mais eficientes que mostra o sobre-aquecimento global que estamos a viver”.
Glaciares derretem a velocidade recorde
Podem desaparecer já este século em zonas de montanha, alerta estudo
Os glaciares estão a derreter a uma velocidade recorde desde o início deste século, segundo um estudo apresentado durante a vigésima nona reunião do Grupo Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC), que está a decorrer em Genebra. Segundo o Jornal 20 minutos, o ritmo anual a que derretem os glaciares duplicou e em 2006 registaram-se perdas de gelo sem precedentes. "Se esta tendência continuar e os governos não estiverem de acordo sobre as novas reduções de gases na reunião em Copenhaga em 2009, é possível que os glaciares desapareçam em muitas zonas de montanha durante este século", adverte o estudo.
Apesar de os fenómenos de degelo já se verificarem desde as últimas décadas do século passado, foi nestes primeiros oito anos do actual que o ritmo acelerou, refere por seu lado o El Mundo. E sublinha que as perdas históricas de 1998 já foram superadas por três vezes: em 2003, 2004 e 2006. O relatório revela que os degelos de 2004 e 2006 foram duas vezes mais relevantes que os de 1998, salienta o diário espanhol.
Assim, e de acordo com os cálculos dos peritos, as perdas anuais registadas na década de 1996 a 2005 foram o dobro das registadas no período de 1986 a 1995 e quatro vezes superiores às de 1976 a 1985. Nos Alpes, a cobertura glaciar diminuiu 35% entre 1850 e a década de 1970, uma redução que tem aumentado em mais 22% até ao ano de 2000. Já em 2003, ano em que a Europa sofreu uma onda de calor, o degelo foi num só Verão de 5 a 10%.
Os peritos alertam que, mais do que as consequências globais das perdas dos glaciares, é o aprovisionamento de água de milhões de pessoas que está ameaçado.
Também esta semana foi apresentado o estudo Solar Generation 2008, publicado pela Greenpeace e pela Associação Europeia da Indústria Fotovoltaica. Um trabalho que reconhece a importante contribuição da energia solar para as necessidades energéticas de dois terços da população mundial, incluindo aqueles que vivem em zonas remotas, em 2030.
"A energia solar poderia ajudar a reduzir cerca de 1600 milhões de toneladas de emissões de CO2 até 2030, o equivalente a 450 centrais térmicas de carbono", explicou Sven Teske, da Greenpeace Internacional.
O estudo mostra, ainda, como a energia solar contribuirá para a criação de empregos verdes. Hoje, quase 120 mil pessoas estão a trabalhar graças ao de-senvolvimento deste sector. Em 2020, estima-se que dois milhões de pessoas estejam no sector da energia solar, valores que até 2030 podem chegar aos 10 milhões em todo o mundo.
Fonte Diário de Notícia
03 setembro 2008
ONU adverte que geleiras podem desaparecer no século XXI
GENEBRA (AFP) — A maior parte das montanhas do mundo poderá perder suas geleiras até o final do século se o aquecimento global persistir, advertiu nesta segunda-feira a ONU em um relatório.Foram registradas variações entre períodos de glaciação e aquecimento na história, mas a tendência atual detectada do Ártico até a América do Sul -passando pela Europa Central- é diferente, segundo o documento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
Entre 1996 e 2005 as geleiras perderam em média o equivalente a um metro de água, o que representa o dobro do desgelo ocorrido na década anterior (1986-1995), e mais de quatro vezes a massa perdida entre 1976 e 1985.
Plataformas de gelo no Canadá perderam 23% da área
As plataformas de gelo localizadas na costa norte da ilha Ellesmere, no Ártico canadense, perderam 23% de sua área apenas neste ano, segundo informações da Universidade de Trent, no Canadá.
Os desprendimentos de blocos de gelo que ocorreram neste ano totalizaram uma perda de 214 km² da área das plataformas - mais do que o triplo da área da ilha de Manhattan.
A plataforma de Ward Hunt, a maior do Canadá, perdeu 40% de sua área, enquanto a geleira Markham, de 50km², desprendeu-se completamente da ilha e está à deriva no Oceano Ártico. Dois blocos de gelo também se desprenderam da plataforma Serson, reduzindo sua área em 60% (122km²).
Para o pesquisador Derek Mueller, essas perdas ressaltam a rapidez das mudanças que estão ocorrendo no Ártico e alertam para o impacto do clima na região.
"Essas mudanças são irreversíveis nas condições climáticas atuais e indicam que as condições ambientais que mantiveram essas geleiras em equilíbrio durante anos já não estão mais presentes", disse Mueller.
Temperatura
Segundo os pesquisadores, a redução do gelo do mar e as altas temperaturas contribuíram para o desprendimento dos blocos no primeiro semestre deste ano.
As plataformas de gelo da ilha Ellesmere são remanescentes de uma grande área de gelo de 10 mil km² que circundava a ilha.
Os registros mostram que esta região do Pólo Norte - a costa norte da Ilha Ellesmere - perdeu 90% de suas plataformas de gelo no último século e no início deste ano cobria uma área de 1 mil km².
A maioria dessas perdas ocorreu no período mais quente da década de 1940. Nos períodos mais frios das décadas seguintes, parte das plataformas de gelo mostrou sinal de estar se reformando.
A perda de gelo no Ártico tem implicações globais. O "guarda-sol branco" na superfície do planeta reflete a energia do Sol, ajudando a controlar a temperatura da Terra.
Caso ocorram ainda mais perdas, a radiação pode passar a ser absorvida pela água escura do mar e pela terra não coberta pelo gelo, o que poderia acelerar ainda mais o aquecimento do planeta.
Fonte Portal G1
22 agosto 2008
Escassez de água debatida em Estocolomo
Uma cimeira sobre a escassez da água começou, hoje, em Estocolmo (capital da Suécia), para discutir um dos problemas globais mais prementes, a par do da energia e dos alimentos. Problemas sanitários, dificuldades de fornecimento e alterações climáticas são os temas-chave da cimeira com especialistas de todo o mundo.Além da escassez da água e da dificuldade em a levar aos que mais necessitam, os problemas sanitários ao nível do tratamento de esgotos e águas residuais é um dos mais difíceis de resolver.
Esta questão é responsável pela morte de 1,4 milhões de crianças, em todo o mundo, por causa das doenças contraídas por esta via (cólera, diarreia, etc).
Os mais de 2500 cientistas presentes na cimeira consideram essencial avançar na investigação ao nível desta matéria.
Recordando que a falta de alimentos e de energia é uma das questões globais mais discutidas no momento, os cientistas alertam para o facto dos problemas com a água colocarem sérias dificuldade de sustentabilidade a longo-prazo.
Estima-se que dentro de dez anos, quase dois milhões de pessoas habitem em regiões com escassez absoluta de água. Contudo, acordos políticos para proteger e partilhar recursos nesta área estão muito longe de ser obtidos.
As alterações climáticas colocam várias questões ao nível da água: o aquecimento global produz zonas desérticas nalgumas regiões do mundo, mas também cheias que destroem áreas agrícolas noutras.
O degelo dos glaciares contribui para a subida do nível médio das águas do mar, mas reduz algumas reservas de água doce pelo caminho, como lagos e rios.
Fonte Sic Online