07 abril 2011

Após forte tremor, alerta de tsunami é suspenso no nordeste do Japão

Um forte terremoto de magnitude 7,1 atingiu a costa nordeste do Japão na noite desta quinta-feira (7) pelo horário local. O tremor foi sentido até na capital, Tóquio, a 400 km do epicentro, onde prédios tremeram durante alguns segundos.

Um alerta de tsunami foi emitido pela agência meteorológica japonesa, mas levantado cerca de uma hora e meia depois.

As autoridades japonesas haviam pedido aos moradores das regiões costeiras do nordeste do país que deixassem a praia e fossem para lugares mais altos.

Aparentemente, não houve impacto sobre a danificada usina nuclear de Fukushima Daiichi, abalada pelo forte tremor de magnitude 9, seguido de tsunami, que devastou regiões da costa do país em 11 de março, deixando mais de 28 mil mortos e desaparecidos.

Os trabalhadores da usina, que tentam evitar um desastre nuclear de maiores proporções e estabilizar os reatores danificados pela catástrofe, tiveram ordem de sair do local, segundo a Tepco, empresa que opera a usina.

A prefeitura de Miyagi, a mais afetada pelo tsumani de 11 de março, fechou todas as estradas após o tremor.
 
O terremoto ocorreu às 23h32 locais (11h32 de Brasília), a uma profundidade de 49 quilômetros, e a 66 quilômetros de Sendai, na ilha de Honshu, a principal do arquipélago japonês. Inicialmente, a agência americana avaliou a magnitude em 7,4, mas depois revisou para 7,1.

21 março 2011

Cérebro prefere música clássica

Dizer “Esta música é muito boa” ou “Nossa! Que música horrível” é muito comum. Todos têm seus gostos particulares e rejeitam artistas e bandas que fogem das preferências pessoais. Mas uma pesquisa publicada no periódico científico BMC Research Notes revela que talvez haja um padrão. Segundo o artigo, as pessoas tendem a gostar das músicas que soam “complexas” aos ouvidos, mas que são “decifráveis e armazenadas” pelo cérebro, como as composições eruditas. O autor do estudo, Nicholas Hudson, biólogo da Australian Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization, disse que o cérebro comprime a informação musical como um software de computador faz com um arquivo de áudio: ele identifica padrões e remove dados desnecessários ou redundantes. A música clássica, por exemplo, pode parecer complexa para quem ouve, mas o cérebro consegue encontrar padrões para o trabalho de compressão. Pouca coisa é descartada. Hudson usou programas de compressão de músicas para imitar como o cérebro age e usou músicas que já haviam sido analisadas em um estudo de 2009 que mediu como 26 voluntários curtiam músicas de diferentes gêneros musicais como clássico, jazz, pop, folk, eletrônica, rock, punk, techno e tango.

Entre as músicas que o biólogo escolheu, “I should be so Lucky”, da Kylie Minogue, foi comprimida a 69,5% de seu tamanho original; “White Wedding”, do Billy Idol, foi diminuída a 68,5%; e a Terceira Sinfonia do Beethoven foi reduzida a 40,6% do seu tamanho inicial. O cérebro, como o software encontraram mais padrões na música do compositor alemão. Com as outras músicas, ele teve pouco trabalho de compressão, pois o resto foi “jogado fora”. Fazendo uma comparação, as músicas mais “comprimíveis” foram aquelas escolhidas como as mais agradáveis no estudo de 2009.

Mas por que nosso cérebro gosta mais das músicas que o fazem trabalhar mais para comprimi-las? “É da nossa natureza sentir mais satisfação ao atingir uma meta quando a tarefa é mais difícil. As coisas fáceis trazem um prazer superficial. As músicas mais simples, com poucos padrões de compressão, rapidamente ficam irritantes e deixam de ser estimulantes”, disse Hudson. Essa é uma explicação para aquela sensação de enjoar rapidamente de uma música. O teste também incluía barulhos aleatórios que só puderam ser comprimidos a 86%. O resultado foi que esses sons causaram indiferença e tédio nas pessoas.

Já foi dito que música clássica ajuda a memória, ajuda o foco nos estudos e pode até deixar as pessoas mais inteligentes. Este é mais um estudo que comprova a qualidade da música clássica, mas, como diz o ditado: gosto não se discute. [No entanto, no que diz respeito à música sacra, princípios se discutem e estão acima dos gostos pessoais. – MB]

(Hypescience)

Nota Michelson Borges: Certa vez, eu conversava com uma conhecida cantora adventista e ela me disse que havia se convencido de que o ideal era não usar forte percussão nos acompanhamentos. Perguntei-lhe como ela havia chegado a essa conclusão e ela respondeu: “O responsável pela produção do meu CD perguntou-me se eu queria bateria nos playbacks. Eu estava estudando o assunto e disse que não queria bateria. A resposta dele confirmou minha decisão. Ele disse que a bateria ajuda a vender e a tornar a música mais simples, além disso, barateia a produção. Sem bateria, ele teria que melhorar a investir na orquestração. Mas não é justamente isto o que temos que fazer, oferecer o melhor para Deus?” Infelizmente, no meio cristão também há aqueles que produzem músicas descartáveis, repetitivas (quase hipnotizantes) e carregadas de dissonância, melismas (shows vocais) e forte percussão. Lembre-se de que, como mostra a pesquisa acima, o cérebro “identifica padrões e remove dados desnecessários ou redundantes”. Há músicas no Hinário Adventista, por exemplo, que têm sido cantadas há séculos e ainda falam ao coração do adorador moderno. Por outro lado, há músicas “sacras” criadas recentemente e que rapidamente se tornam “irritantes” e estão fadadas ao esquecimento. O músico, assim como qualquer outro profissional cristão, deve sempre se perguntar: Isto é o melhor que posso oferecer a Deus ou se trata apenas de algo para agradar o meu gosto e gosto dos meus ‘fãs’?”[MB]

SERÁ QUE ESTÁ ACONTECENDO ALGO DE ERRADO COM O NOSSO PLANETA?

A maioria dos cientistas responde a essa pergunta com um enfático “Não!”, afirmando que tudo que está acontecendo é normal. Será que tudo realmente está dentro da normalidade, ou o que está acontecendo é apenas um prenúncio de algo maior que vai acontecer?

Para este breve artigo, procurei dados e informações capazes de analisarmos, com certa cautela, se realmente estamos diante de sinais que indicam o mais esperado evento de todos os tempos: a volta de Cristo.

O site Yahoo Notícias, em janeiro de 2010, noticiou o seguinte: “Segundo estudo patrocinado pela ONU, quase 60% das cerca de 780 mil mortes em desastres entre 2000 e 2009 ocorreram devido a terremotos. Os furacões foram responsáveis por 22% do total de mortes enquanto que as temperaturas extremas causaram 11% de vítimas mortais nos 3.852 desastres registrados no período estudado. Os investigadores expressaram sua preocupação pelos desastres climáticos, cujo número foi o dobro em comparação com a década anterior.”

O irmão Michelson Borges divulgou em seu site Criacionismo, a seguinte informação: “O Japão teve 10 grandes terremotos (acima de 6,5 graus na escala Richter) entre 1900 e 2000. Entre 2001 e 2011 teve 12!”.

Semelhantemente a essas informações, o site Hypescience afirmou o seguinte: “Alguns cientistas, no entanto, afirmam que a Terra está mais ‘ativa’ nesses últimos 15 anos do que estava em um passado próximo... Apesar da grande maioria considerar que a Terra está se comportando normalmente, o número de tremores registrados é maior nos últimos 15 anos.”

Esses dados me levaram a pesquisar sobre uma passagem bíblica encontrada em Lucas, que diz: “haverá grandes terremotos... em vários lugares” Lucas 21:11. Neste verso podemos encontrar dois termos significativos que podem esclarecer algumas dúvidas: 1) haverá grandes terremotos – o termo utilizado em grego para grandes é megas, muito utilizado para descrever grandes eventos – significa dizer que haveria um aumento do poder destrutivo dos terremotos; 2) em vários lugares – o termo grego utilizado é topos, entre os seus diversos significados, está “lugar habitado, como uma cidade, vila, distrito”. Levando em consideração essas informações, conclui-se que um dos sinais da volta de Cristo é a ocorrência de grandes (megas) terremotos em lugares habitados (topos), como cidades, vilas, etc. Talvez pensando nisso foi que Ellen White escreveu: “...[Satanás] trará doenças e desgraças até que cidades populosas se reduzam a ruína e desolação. Nos acidentes e calamidades no mar e em terra, ....nos terremotos em toda parte e sob milhares de formas, Satanás está exercendo seu poder”. O Grande Conflito, págs. 637-639. “Tenho ordem de declarar a mensagem, dizendo que as cidades... serão destruídas por terremotos, pelo fogo e por dilúvio. Todo o mundo será advertido de que existe um Deus que demonstrará Sua autoridade divina. Seus invisíveis instrumentos ocasionarão destruição, devastação e morte. Todas as riquezas acumuladas serão como nada.” Evangelismo, pág. 27.

Veja esta declaração que foi publicada no site Hypescience: “De acordo com os pesquisadores, não é a frequência e nem a intensidade dos terremotos que está diferente, apenas o desastre está maior. Como? É porque os abalos estão acontecendo em lugares mais populosos.” Perceba que ela corrobora com a tese apresentada no parágrafo anterior.

É verdade que o homem começou a medir a intensidade e frequência dos terremotos há pouco mais de um século e, em termos geológicos, é pouco tempo para tirar-se conclusões. Portanto, afirmou o físico Umberto José Travaglia, técnico do Observatório Sismológico da UnB: “Não dá pra gente dizer que está numa época de tremores mais graves nem que não estamos.” R7

Essa declaração talvez seja a mais sensata. No entanto, alguns dados nos deixa em alerta, veja:

A tabela abaixo apresenta a quantidade de terremotos ocorridos entre 2000 a 2011.


Não está incluído o número de mortos oficiais do terremoto do Japão

A tabela abaixo apresenta a quantidade de terremotos ocorridos entre 1990 a 1999.



Levando em consideração os anos entre 1990 a 1999, a média de terremotos é de 19.578,2 terremotos por ano. Entre os anos 2000 a 2009 a média é de 23.250. Esse aumento não parece tão preocupante. Entretanto se atentarmos para outros dados, teremos outra conclusão: entre os anos 1990 a 1999 houve 06 (seis) terremotos acima de 8.0 na escala Richter, enquanto entre 2000 a 2009 houve 13 (treze). Um aumento de mais de 100%. Outro dado preocupante é o número de mortos. Entre os anos de 1990 a 1999 as mortes causadas por terremotos foram de 114.646 e entre 2000 a 2009 foram 471.015. Esses dados corroboram com a tese de que os terremotos seriam mais destrutivos (megas) e mortais; para o aumento de mortes a explicação é que os terremotos aconteceram em lugares mais populosos (cidades - topos).

Conclusão

Se levarmos em consideração esses dados, teremos plena convicção de que estamos muito próximo da volta de Cristo, principalmente pelo fato de que não são somente esses sinais que apontam para isso, mas uma série de outros eventos que estão acontecendo simultaneamente. Por exemplo:

Sinais na Natureza: terremotos, furacões, etc. (Mateus 24:8, Lucas 21:11 e 25-26)

Sinais na sociedade: corrupção, imoralidade, violência, etc. (II Timóteo 3:1-4)

Sinais no mundo religioso: a religião voltou ao cenário mundial e parece que veio para ficar. Recentemente a o site da Globo publicou um artigo que, em síntese, aconselhava: “Adote uma religião e seja feliz”. (Mateus 24:24).

Portanto, estamos muito próximo do fim de todas as coisas. Acredito que a nossa real necessidade não é de alarde, mas de buscar a Deus em oração e clamar por um reavivamento da verdadeira piedade entre o povo de Deus. Deseja fazer isso? Então clique aqui.

Resta Uma Esperança

15 março 2011

Com magnitude revisada, tremor no Japão vira 4º pior da história mundial

Inicialmente, Serviço Geológico dos EUA havia avaliado o tremor em 8,9.
Tremor e tsunami causam mortes, destruição e crises nuclear e humanitária.

O Serviço Geológico dos EUA, agência americana que estuda terremotos, elevou nesta segunda-feira (14) de 8,9 para 9 a magnitude do forte tremor que atingiu a costa do Japão na sexta-feira. Agora, o terremoto subiu de sétimo para quarto na escala de intensidade da agência, empatado com o tremor de 1952 na Rússia, o de 1700 na região da Califórnia (EUA) e de 1868 no Peru.

O tremor provocou um tsunami com ondas de até 10 metros que devastou regiões litorâneas do nordeste do país, provocando muitas mortes.

O terremoto ocorreu às 14h46 locais (2h46 de Brasília), a uma profundidade de 32 km, a 178 km da cidade de Fukushima e a 373 km da capital, Tóquio.

A Agência Meteorológica japonesa também havia revisado e elevado para 9 a magnitude do tremor. Até agora, os especialistas japoneses tinham informado que a magnitude do terremoto tinha sido de 8,8.

O número oficial de mortos pelo terremoto chegou a 1.833, segundo a Polícia Nacional. Há 2.361 desaparecidas, de acordo com balanço divulgado na noite desta segunda-feira (14) pelo horário local. Mas, segundo as autoridades e a imprensa, a cifra deve subir bastante, à medida que os trabalhos de resgate, muito difíceis ainda em várias regiões, continuarem.

Fonte G1

24 fevereiro 2011

Sonda da NASA capta grande explosão solar

Radiação do Sol

A mais forte explosão na superfície do Sol dos últimos quatro anos foi registrada por satélites da NASA.

A erupção emitiu um intenso feixe luminoso em direção à Terra. O fenômeno é do tipo mais forte e pode afetar as comunicações na Terra.

O Observatório de Dinâmica Solar da NASA (SDO, na sigla em inglês) gravou na última terça-feira imagens da chama intensa, com radiação ultravioleta extrema sendo emanada a partir de um ponto do Sol.

As erupções devem chegar ao campo magnético da Terra nos próximos dias, causando um aumento da atividade geomagnética.

O Serviço Geológico Britânico (BGS) emitiu um alerta, dizendo que esse tipo de atividade pode afetar as comunicações e a navegação via satélite, as redes elétricas e as operações de aeronaves que voam em altitudes elevadas.

Atividades do Sol

Especialistas dizem que o Sol está "acordando", após um período de diversos anos de pouca atividade. Ele deveria alcançar o ponto máximo de um novo ciclo de 11 anos em 2012, mas só recentemente suas atividades reiniciaram.

Sol atinge menor nível de atividade em um século

Por conta desse marasmo, cientistas chegaram a prever que as manchas solares poderiam desaparecer a partir de 2016.

As erupções e consequentes feixes luminosos são causados por uma repentina liberação de energia magnética guardada na atmosfera solar.

O BGS acredita que o estudo das atividades solares prévias pode ajudar a estabelecer previsões sobre feixes futuros e evitar eventuais danos às infra-estruturas terrestres.

Em 1972, uma tempestade geomagnética provocada por um feixe solar derrubou a rede de comunicações do Estado americano de Illinois. E, em 1989, a rede elétrica de Québec, no Canadá, foi prejudicada pela atividade solar.

Fonte Inovação Tecnológica

Nota: "sinais no sol, na lua e nas estrelas..." Lucas 21:25. 

Número de mortos por terremoto na Nova Zelândia chega a 102

Autoridades dizem que só um "milagre" pode ajudar a encontrar sobreviventes

O número oficial de mortos pelo terremoto que atingiu Christchurch, na Nova Zelândia, subiu para 102, com 228 desaparecidos, informou o ministro da Defesa Civil, John Carter, nesta quinta-feira (24).

O chefe da polícia, Russell Gibson, informou ainda que esse número pode continuar aumentando, uma vez que as equipes prosseguiam recuperando corpos dos escombros deixados pelo tremor de magnitude 6,3.

A polícia informou que provavelmente os mortos são algumas das pessoas dadas como desaparecidas, mas que não haverá uma confirmação até que as informações sejam cruzadas e checadas.

Carter disse ainda que não foram encontrados mais sobreviventes.

- O último resgate com vida que registramos foi na quarta-feira

Enquanto se espera que o número de mortos aumente nas próximas horas, as equipes de resgate têm cada vez menos esperança de encontrar sobreviventes, já que não conseguiram manter contato com nenhum desde a quarta-feira.

'Vi o chão subir', diz brasileiro

As autoridades reconheceram que seria um "milagre" encontrar pessoas com vida 48 horas depois da tragédia, que levou o governo do país a declarar estado de emergência nacional. Durante a madrugada desta quarta (23), 500 socorristas conseguiram liberar 30 pessoas dos escombros, segundo o chefe de polícia Russell Gibson.

Acredita-se que entre 50 e 100 pessoas estejam sob os escombros da sede da emissora local CTV, entre elas cerca de 20 estudantes de intercâmbio japoneses, além de jornalistas e policiais que tentaram evacuar o edifício.

A polícia os considera mortos, já que é muito perigoso seguir adiante com a operação de resgate, mas especialistas em salvamento enviados a Christchurch pelo Japão e por outros países seguem nas redondezas dos escombros com cães adestrados.

Vários corpos foram resgatados nas últimas horas, e as equipes de salvamento já pensam mais em retirar as vítimas fatais dos escombros do que em encontrar sobreviventes.

Maior tragédia da Nova Zelândia

No momento, 80% dos distritos da cidade carecem de energia elétrica e água potável. O prefeito de Christchurch, Bob Parker, assinalou que o terremoto provocou uma destruição irreparável no centro histórico da cidade, repleto de antigos edifícios coloniais e onde desmoronou a torre da catedral do século 19.

O terremoto de 6,3 graus aconteceu a 5 km da cidade e a apenas 4 km de profundidade, seis meses depois de outro tremor, também em Christchurch, de 7 graus, que não provocou vítimas.

Situada no cinturão de fogo do Pacífico - zona com alta atividade sísmica e, por isso, um grande número de terremotos -, a Nova Zelândia registra até 15 mil tremores por ano.

Fonte R7

AINDA EXISTE ESPERANÇA

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Hilton Bastos

16 fevereiro 2011

Einstein estava certo

A crise das abelhas tinha sido tratada como uma preocupação de nicho até agora, mas enquanto o índex da ONU de preço de alimentos atinge a maior alta de todos os tempos, está se tornando urgente saber se a situação das abelhas põe um risco mais exaustivo a nossa segurança alimentar.

Quase um terço da produção agrícola mundial depende da polinização animal, principalmente por abelhas. Esses alimentos proporcionam 35% de nossas calorias, a maior parte de nossos minerais, vitaminas, e antioxidantes, e as fundações da gastronomia. No entanto as abelhas estão morrendo, ou sendo mortas, a um ritmo impressionante.

A história da "desordem de colapso da colônia" ( CCD, em inglês) já é bem conhecida dos leitores do Daily Telegraph. Alguns mantêm colméias em casa e tem experimentado essa misteriosa praga, e sem dúvida tem opiniões fortes sobre se ela é causada por parasitas, ou um vírus ou o uso de pesticidas que causam estragos no sistema nervoso das abelhas jovens ou uma sinergia de forças destrutivas atuando juntas.

A crise das abelhas tem sido tratada como uma preocupação de nicho até agora, mas como o índex de preço de alimentos da ONU alcança o nível mais alto de todos os tempos em termos reais (não apenas nominal) e a escassez de grãos dispara revoluções no Oriente Médio, está se tornando urgente saber se a situação das abelhas arrisca esgotar a nossa margem já delicada de segurança alimentar global.

O financiador do agronegócio Rabobank disse que os números de colônias de abelhas nos Estados Unidos que fracassam em sobreviver a cada inverno cresceu de 30 para 35% de um modelo histórico de 10%. A taxa é de 20% ou mais em grande parte da Europa, e o mesmo padrão está emergindo na América Latina e na Ásia.

Albert Einstein, que gostava de fazer afirmações ousadas (frequentemente erradas), disse famosamente que "se a abelha desaparecesse da superfície do globo, o homem teria apenas quatro anos para viver".

Esses "cenários apocalípticos" já passaram, disse Rabobank. As espigas de milho, trigo e arroz são todas polinizadas pelo vento.

Contudo, a polinização animal é essencial para avelã, melões e grãos e desempenha vários papeis em frutas cítricas, maçãs, cebolas, brócolis, repolho, brotos, abobrinha, pimentas, berinjela, abacate, pepinos, cocos, tomates e favas, bem como café e cacau.

Esta é a parte da economia agrícola mais valiosa e de mais rápido crescimento. Entre 80 e 90% da polinização vem de abelhas domesticadas. Mariposas e borboletas não têm autonomia para penetrar grandes campos.

O reservatório de abelhas está diminuindo ao ponto onde as taxas estão perigosamente fora dos eixos, com os Estados Unidos alcançando o desequilíbrio "mais extremo". A produção de safras polinizadas quadruplicou desde 1961, porém, as colônias de abelhas diminuíram pela metade. A contagem de abelhas por hectare caiu quase 90%.

"Os agricultores têm conseguido produzir com colônias de abelhas relativamente menores até aqui, e não há evidência de rendimentos agrícolas sendo afetados. A questão é quanto tempo mais essa situação pode ser esticada", disse o relatório.

O Rabobank disse que as colônias de abelhas nos Estados Unidos estavam encolhendo mesmo antes do golpe de CCD (Desordem de Colapso da Colônia) porque as importações baratas de mel da Ásia minaram as colméias americanas. Note o paralelo entre o desaparecimento da indústria de metais de terra rara nos EUA, colocadas fora dos negócios quando a China inundou o mundo com materiais mais baratos nos anos 1990. Isso é o que acontece quando o livre comércio é administrado descuidadamente.

A China tem seus próprios problemas. Pesticidas usados em pomares de peras varreram as abelhas em partes de Sichuan nos anos 1980. As safras são agora polinizadas à mão, usando vassouras, um processo trabalhoso, visto que uma colônia de abelhas pode polinizar até 300 mil flores por dia.

Alemanha, França e Itália baniram alguns pesticidas, especialmente neonicotinóides (como no tabaco) que prejudicam a memória das abelhas.

A Associação de Apicultores Britânicos tem apelado por uma "revisão urgente" desses produtos químicos, temendo que possam perder todas as suas abelhas dentro de uma década se não tiverem cuidado. Os apicultores americanos têm feito declarações semelhantes. O Laboratório de Pesquisa de Abelhas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos encontrou evidência de que mesmo baixos níveis destes pesticidas reduzem a resistência das abelhas a fitopatógenos.

Documentos vazados da Agência de Proteção Ambiental confirmam que a clotianidina usada em sementes de milho é "altamente tóxica", pode representar um "risco de longo prazo" para as abelhas, e que os testes anteriores eram falhos.

Os críticos alegavam um encobrimento: O Rabobank disse que deveríamos ser cuidadosos para não difamar a agro-indústria. O mundo precisa de alimentos e fábricas de fertilizantes para continuar a descobrir meios de elevar a produtividade das culturas, se vamos alimentar mais de 70 milhões de bocas extras todo ano, e atender as demandas da revolução da dieta na Ásia, compensar a escassez de água na China e na Índia, e desviar colheitas de grãos de um grande pedaço dos Estados Unidos, da Argentina e da União Europeia para fazer biocombustíveis para carros.

Com as garras se fechando sobre a produção de alimentos do mundo de tantos lados, temos pouca margem para errar. Os cientistas estão chegando para o resgate. A pesquisa está no fungus Nosema e no ácaro Varroa, mas não rápido o suficiente.

O Rabobank pede uma mudança de direção na pesquisa global, e enquanto isso por regras mais duras, de forma que os apicultores não tenham que lutar sozinhos, começando com restrições ao uso de pesticidas durante as horas do dia quando as abelhas estão se abastecendo.

A atrofia das abelhas é uma ameaça mais imediata do que o aquecimento global e pode ser resolvida, ainda que evolua pouco na tela do radar da política. Isso é certamente um equívoco.

Einstein não estava sempre errado.

Fonte: The Telegraph

Copiado do blog Minuto Profético

20 janeiro 2011

UMA RESPOSTA, COM TODO RESPEITO, SOBRE O TEMA DOS TAMBORES TEREM SIDO CRIADOS OU NÃO POR DEUS

Tenho profundo respeito por todos os pastores adventistas, mas não estou disposto a aceitar tudo o que eles dizem sem que tenha uma base sólida nas escrituras para confirmar tais afirmativas. Esse posicionamento foi elogiado por Paulo (Atos 17:11 e 12), portanto o sigo de perto.

Há alguns dias, li um artigo do Pr. Valdeci Jr., onde ele tenta refutar um artigo que escrevi, o qual foi publicado em vários sites, inclusive no site Música e Adoração. O referido artigo trata do texto encontrado em Ezequiel 28:13, principalmente sobre o termo hebraico toph e sua controversa tradução para tambores no texto citado. Com base nesse texto, alguns tentam afirmar que Deus criou os tambores para Lúcifer enquanto este habitava nos céus.

O Pr. Valdeci Jr. fez a seguinte declaração em sua refutação: “Mas não há um único lugar na Bíblia que, referindo-se aos tambores, diga que Deus ‘não autorizou o seu uso em Seu templo terrestre’.”

Quanto a esta declaração, não preciso respondê-la, pois o Prof. Vanderlei Dorneles deixou o assunto bem claro em sua tese de mestrado, tendo como orientador o Ph.D. Alberto R. Timm, que recomendou, por escrito, a leitura do livro Cristãos em Busca do Êxtase, onde foi publicada a referida tese. O livro também recebeu recomendações por escrito do Th.D. Amin A. Rodor. Acredito que o Pr. Valdeci não esperaria encontrar um texto bíblico que diga literalmente: “Deus não aceita tambores no templo”. Pois, como muitas de nossas doutrinas, tal não acontece. A ordem é: “cavai, cavai, não na superfície, mas profundamente”.

Ele diz ainda: “Para ser coerente, Hilton deveria rasgar e jogar no lixo toda a liturgia tradicional da IASD e adorar a Deus com a liturgia usada pelo Israel Antigo, há milênios.”

Não. Eu não preciso rasgar toda a liturgia tradicional adventista, apenas seguir o que reza o seu manual quanto à utilização da música: “‘Fazia-se com que a música servisse a um santo propósito, a fim de erguer os pensamentos àquilo que é puro, nobre e edificante, e despertar na alma devoção e gratidão para com Deus.’ – Patriarcas e Profetas, pág. 594. ‘[Jesus], entretinha em cânticos comunhão com o Céu.’ – O Desejado de Todas as Nações, pág. 73.

“A música é uma das artes mais sublimes. A boa música não apenas proporciona prazer, mas eleva a mente e cultiva as mais finas qualidades. Os cânticos espirituais foram amiúde usados por Deus para comover o coração dos pecadores e levá-los ao arrependimento. A música desvirtuada, ao contrário, destrói o ritmo da alma e quebranta a moralidade”.

“Grande cuidado deve ser exercido na escolha da música. Toda melodia que pertença à categoria do “jazz”, “rock” ou formas correlatas, e toda expressão de linguagem que se refira a sentimentos tolos ou triviais, serão evitadas. Usemos apenas a boa música, em casa, nas reuniões sociais, na escola e na igreja. (Ver pág. 76.)” Manual da Igreja, pág. 180.

E, como disse o Pr. Otimar Gonçalves, “É impressionante como a bateria/tambores está para a música rock, como o mar está para peixes.”

Transcrevo a seguir o texto de Ezequiel 28:13 em hebraico e as traduções para o português de cada termo de acordo com várias fontes pesquisadas:

Eden gan ’elohiym ’eben yaqar m ̂ecukkah ’odem pitdah yahalom tarshiysh shoham yash ̂epheh cappiyr bareqeth nophek zahab m ̂ela’kah toph neqeb yowm bara’ kuwn

Éden = “prazer” - o primeiro lugar de morada do ser humano depois da criação, localização desconhecida; um levita gersonita, filho de Joá, nos dias do rei Ezequias, de Judá.

Gan = jardim, área cercada, jardim cercado, jardim (de plantas), Jardim do Éden.

‘Elohiym = plural - governantes, juízes, seres divinos, anjos, deuses, deus, deusa, divino, obras ou possessões especiais de Deus, o (verdadeiro) Deus, Deus.

‘Eben = pedra (grande ou pequena), pedra comum (em estado natural), material rochoso, referindo-se a placas de pedra, mármore, pedras cortadas, pedras preciosas, pedras de fogo, pedras contendo metal (minério), ferramenta de trabalho ou arma, peso, chumbo (pedras de destruição) também feito de metal, objetos semelhantes a pedras, ex. pedras de granizo, coração de pedra, gelo, objeto sagrado, Samuel erigiu como memorial para indicar onde Deus ajudou Israel a derrotar os filisteus, afundar em água, imóvel, força, firmeza, solidez, comum, petrificado de terror, perverso, coração duro.

Yagar = valioso, estimado, importante, precioso, raro, esplêndido, altamente valorizado, pedras preciosas ou joias; raro, glorioso, esplêndido, importante, influente.

M ̂ecukkah = adorno, coberta, vestimenta.

‘Odem = rubi, sárdio (vermelhidão); pedra preciosa.

Pitdah = topázio ou crisólito, uma pedra preciosa

Yahalom = uma pedra preciosa (conhecida por sua dureza), talvez jaspe, ônix ou diamante

Tarshiysh = uma pedra preciosa ou uma gema semipreciosa, talvez um crisólito, jaspe amarelo ou outra pedra de cor amarelada

Shoham = uma gema ou pedra preciosa, provavelmente ônix, crisópraso, berilo, malaquita.

Yash ̂epheh = jaspe (uma pedra preciosa).

Cappiyr = safira, lápis-lazúli.

Bareqeth = uma joia, pedra preciosa, esmeralda.

Nophek = uma pedra preciosa no peitoral do sumo sacerdote, talvez uma esmeralda, turquesa, rubi ou carbúnculo ou joias importadas de Tiro.

Zahab = ouro, como metal precioso, como uma medida de peso, referindo-se a brilho, esplendor.

M ̂ela’kah = ocupação, trabalho, negócio, ocupação, propriedade, trabalho (algo feito), obra, serviço, uso, negócio público, político, religioso.

Toph (procedente da raiz taphaph) = tocar pandeiro, bater, tocar, tamborilar (sobre um pandeiro ou outro objeto), tocando, batendo, pandeiro, tamborim, algo que bate, pingente.

Neqeb = entalhe, encaixe, buraco, cavidade, engaste, termo técnico relacionado ao trabalho de joalheiro, ou instrumento musical (flautas, talvez).

Yowm = dia, tempo ou ano.

Bara’ = Criar, moldar, formar.

Kuwn = estabelecer, preparar, consolidar, fazer, fazer firme, fixar, aprontar, preparar, providenciar, prover, fornecer.

Com essas possibilidades, não é de admirar não haver consenso entre os eruditos sobre o texto em Ezequiel 28:13.

Sendo na Bíblia ou em outra obra qualquer, tradução não é um trabalho mecânico de simplesmente se trocar palavras duma língua por palavras de outra língua. Tradução é interpretação, principalmente em se tratando do hebraico.

No hebraico, alguns verbos estão só implícitos, há frases longas com apenas duas ou três palavras, outras sem sujeito, há diversos substantivos concretos que representam conceitos abstratos (os quais são praticamente ausentes no hebraico), como “cordão” que significa “cativeiro”, “vento” que é “espírito”, virgem (alamoth) que é usada para falar de um tom musical (1Cr 15:20, soprano, ARA), coração, rins e entranhas que se referem a sentimentos. Assim, o tradutor do hebraico precisa deduzir e interpretar frequentemente.

As versões mais interpretativas (exemplo: ARA) traduzem toph como ornamentos, pingentes, etc., enquanto as versões mais literalistas (exemplo: ARC) traduzem como tambores. Nas versões literalistas, alguns textos são traduzidos de forma desconexa. Um exemplo disso é encontrado em I Cor. 13, onde agape é traduzido na versão ARC como caridade, já na versão ARA o termo utilizado foi amor. Perceba que o texto traduzido na versão ARC parece perder o sentido, tendo em vista que caridade “é amor que se manifesta em atos de ajuda aos necessitados”, não o amor em seu estado mais sublime.

Alguns estudiosos afirmam que o termo toph em Ez 28:13 é um exemplo de um substantivo concreto usado de forma figurada. A palavra hebraica tuppim (singular toph) é usada junto a uma lista de pedras preciosas. O sentido literal de toph é tambor, mas esse sentido aqui fica desconexo. Eis o motivo de não haver consenso sobre o texto. A versão ARA, 2ª Ed., traduz como “ornamento”, o que deixa o texto coerente com o contexto que fala da beleza externa do rei de Tiro, vista em seus ornamentos de pedras preciosas, sendo várias delas citadas. O rei de Tiro é citado aí como um símbolo de Lúcifer, e a interpretação dos detalhes da descrição deve levar isso em consideração, o mesmo ocorre nas parábolas, onde nem todo detalhe deve ser tomado literalmente. Na versão ARC, toph é traduzido por tambores, precisando haver uma mudança no contexto, passando da descrição da vestimenta do ser descrito para sua habilidade em música.

Segundo o erudito e professor de Grego e Hebraico, Dr. Euclides Vilar, comentando sobre a tradução de toph, afirma que "ambas as traduções podem ser aceitáveis".

Veja esta outra declaração do Pr. Valdeci Jr.

“E, ao citar Moody, [Hilton] também fecha um olho para o fato de que o próprio Moody admite que o texto massorético, que é muito mais confiável do que o da Vulgata, cita “tamborins” e não “engastes”. Moody, ao ver, no contexto, a necessidade de engastes, não chega a contradizer, pois nos tamborins, assim como na estola, há engastes.”

Ao comentar sobre Moody, o Pr. Valdeci admite que o contexto exija engastes, porém tenta justificar seu entendimento, afirmando que existem engastes nos tambores e na estola (vestimenta, coberta, m ̂ecukkah). Interpretando o texto a partir deste ponto de vista, nele não há referência a tambores, mas sim à estola. Então, pergunto, a quais engastes está o autor de Ezequiel se referindo? O silêncio é a melhor resposta, porque acreditar que Deus tenha criado os tambores para Lúcifer ou não, não implicará em salvação de pessoa alguma.

No texto massorético é assim escrito: "m ̂ela’kat tophycha". Na Septuaginta a expressão é apresentada assim: "m^ela'kat yophycha". Perceba que há mudança de apenas uma letra, o que gera grandes possibilidades de, nos textos originais, ser confundida. A Septuaginta, de acordo com alguns eruditos, parece ter sido influenciada pelo texto siríaco, escrito por judeus da síria.

Outro ponto que precisa ficar bem claro é que o texto massorético, tanto citado pelo Pr. Valdeci, é um antigo texto em hebraico de onde originou-se a maior parte das traduções protestantes e, mais recentemente, católicas, portanto o termo toph é lá encontrado. Não estou colocando em pauta a confiabilidade do texto massorético, como o Pr. Valdeci faz transparecer, mas a tradução do referido termo no contexto de Ezequiel 28:13.

Gostaria agora de transcrever parte do artigo do doutor em Teologia Bíblica, Ozeas C. Moura, publicado na Revista Adventista de Dezembro de 2009: “Ezequiel 28:13, na versão bíblica Almeida Revista e Atualizada, diz que Deus preparou os "engastes" e "ornamentos" para Lúcifer. A palavra "engaste", no hebraico é "toph" e tanto pode se referir a "tambor de mão", "pandeiro", quanto à "garra ou guarnição de metal que segura uma pedra preciosa". Já "ornamentos" é tradução da palavra hebraica "néqeb", que também tem dois significados: "pífaro” e "flauta", mas também "cavidade", na qual se fixa uma pedra preciosa.

“Gramaticalmente, as duas palavras acima podem se referir tanto a instrumentos musicais quanto à obra de joalheria. Com duas possibilidades de tradução, seria melhor traduzi-las à luz do contexto, que não é o de instrumentos musicais, mas de enfeites com ouro e pedras preciosas (conforme os versos 13,14,16 indicam). A versão Almeida Revista e Atualizada fez bem em traduzi-las como "engastes" e "ornamentos".” Revista Adventista, Dezembro de 2009, pág. 15.

Essa é a conclusão do Dr. Ozeas C. Moura, mas todos são livres para tirarem suas conclusões, inclusive o Pr. Valdeci Jr., pois, em se tratando de questões que não sejam pertinentes à nossa salvação, somos livres. O perigo está em adorarmos a Deus da forma como queremos e não da forma como Ele determina. Precisamos agir como Abel, mesmo que Caim venha nos perseguir.

Existem outras questões que dispensam comentário, pois acredito que ele não tenha compreendido a intenção do artigo que escrevi. Ademais, hostilidade não faz parte do meu caráter. Então, para ficar bem claro, quero deixar aqui a minha posição quanto a Ezequiel 28:13: O objetivo do artigo é mostrar que não existe base sólida para afirmar, com base em Ezequiel 28:13, que Deus criou os tambores para Lúcifer, levando em consideração que não existe outro texto bíblico que comprove tal suposição. Somente esse texto encontrado em Ezequiel se torna insuficiente diante das possibilidades de tradução. E, mesmo que o termo toph seja traduzido como instrumentos musicais, lembremo-nos de que Ezequiel utiliza a figura do rei de Tiro para falar de Lúcifer, portanto, há informações mescladas no texto, falando de Lúcifer e do rei de Tiro como numa parábola.

O próprio Pr. Valdeci citou que um teólogo e músico lhe declarou: “pensaria duas vezes antes de usar essa passagem pra falar de tambores”. Compartilho do mesmo pensamento.

Entres os teólogos consultados pelo Pr. Valdeci, 55% aceitam a tradução incluindo tambores, 30% preferem não se pronunciar, 15% excluem tambores na tradução. Em resumo, 55% contra 45%. Vejam que não é uma diferença esmagadora como o Pr. Valdeci faz parecer ser. Entre aqueles que preferem não se pronunciar sobre Ezequiel 28:13, está Frank Holbrook, um grande teólogo, escritor e profundo conhecedor do Santuário. Ele é o autor do livro O Sacerdócio Expiatório de Jesus Cristo, uma das mais esclarecedoras obras já publicadas sobre o Santuário.

Embora a tradução para engastes ou pingentes pareça mais coerente com o contexto, prefiro permanecer no grupo daqueles que mantêm silêncio sobre o texto. Aguardarei e me prepararei para estar um dia com Cristo, que é o meu grande desejo, pois quero estar face a face com o Senhor que me salvou. Ali tudo será esclarecido. No momento, prefiro adorar ao Senhor na beleza de Sua Santidade, pedindo-lhe forças para obedecer aos critérios que, no contexto deste mundo caído, Ele determinou.

Com este artigo pretendo encerrar a discussão sobre o assunto.

Pr. Valdeci, quero afirmar que, apesar de não o conhecer pessoalmente, estimo-o muito por alguns posicionamentos que o senhor tem tomado. Contudo, neste assunto, discordo do senhor, sem, no entanto, deixar de expressar-lhe admiração e respeito, porque acredito ter essa liberdade, como o senhor também a tem. Espero um dia nos encontrarmos face a face com Cristo no novo mundo que Ele tem preparado para nós. Acredito ainda que este é o seu desejo também. Que Deus o abençoe!

Hilton Bastos
Resta Uma Esperança

19 janeiro 2011

Terremoto de 7,2 graus atinge sudoeste do Paquistão

Epicentro do tremor foi a 84 km de profundidade; ainda não há informações sobre vítimas

Um terremoto de magnitude 7,2 graus atingiu nesta terça-feira o sudoeste do Paquistão, perto da fronteira com o Afeganistão, informou o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), sem que por enquanto se conheça a existência de danos pessoais ou materiais. O epicentro do tremor foi a 84 km de profundidade.

Inicialmente, a informação do instituto geológico era de que o tremor seria uma magnitude de 7,4 graus e teria ocorrido uma profundidade de 10 km.

O tremor aconteceu a 55 quilômetros de uma localidade em que os EUA têm uma base aérea, de onde conduzem operações do conflito no Afeganistão.

Vizinhos

Regiões vizinhas também sentiram o tremor. Em Dubai, um repórter da rede de TV CNN disse ter sentido tremer por 30 segundos.

No Paquistão, um funcionário do Hotel Serina, em Quetta, também sentiu o impacto. À CNN ele disse ter se assustado com o tremor que durou 20 segundos e quebrou copos na cozinha do hotel.

No Twitter, moradores de cidades indianas como Nova Délhi, Jaipur e Dehradun também sentiram o tremor de 7,2 graus. O mesmo em Bahrain, Abu Dhabi e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. "Eu estava me preparando para ir para a cama", disse Leone Lakhani, em Dubai.

Segundo Kurt Frankel, do Instituto de Teconologia da Geórgia, nos EUA, terremotos nesta região não são incomuns. "É onde duas placas tectônicas se juntam", observou.

Fonte Último Segundo