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11 janeiro 2012
20 janeiro 2011
UMA RESPOSTA, COM TODO RESPEITO, SOBRE O TEMA DOS TAMBORES TEREM SIDO CRIADOS OU NÃO POR DEUS
Tenho profundo respeito por todos os pastores adventistas, mas não estou disposto a aceitar tudo o que eles dizem sem que tenha uma base sólida nas escrituras para confirmar tais afirmativas. Esse posicionamento foi elogiado por Paulo (Atos 17:11 e 12), portanto o sigo de perto.
Há alguns dias, li um artigo do Pr. Valdeci Jr., onde ele tenta refutar um artigo que escrevi, o qual foi publicado em vários sites, inclusive no site Música e Adoração. O referido artigo trata do texto encontrado em Ezequiel 28:13, principalmente sobre o termo hebraico toph e sua controversa tradução para tambores no texto citado. Com base nesse texto, alguns tentam afirmar que Deus criou os tambores para Lúcifer enquanto este habitava nos céus.
O Pr. Valdeci Jr. fez a seguinte declaração em sua refutação: “Mas não há um único lugar na Bíblia que, referindo-se aos tambores, diga que Deus ‘não autorizou o seu uso em Seu templo terrestre’.”
Quanto a esta declaração, não preciso respondê-la, pois o Prof. Vanderlei Dorneles deixou o assunto bem claro em sua tese de mestrado, tendo como orientador o Ph.D. Alberto R. Timm, que recomendou, por escrito, a leitura do livro Cristãos em Busca do Êxtase, onde foi publicada a referida tese. O livro também recebeu recomendações por escrito do Th.D. Amin A. Rodor. Acredito que o Pr. Valdeci não esperaria encontrar um texto bíblico que diga literalmente: “Deus não aceita tambores no templo”. Pois, como muitas de nossas doutrinas, tal não acontece. A ordem é: “cavai, cavai, não na superfície, mas profundamente”.
Ele diz ainda: “Para ser coerente, Hilton deveria rasgar e jogar no lixo toda a liturgia tradicional da IASD e adorar a Deus com a liturgia usada pelo Israel Antigo, há milênios.”
Não. Eu não preciso rasgar toda a liturgia tradicional adventista, apenas seguir o que reza o seu manual quanto à utilização da música: “‘Fazia-se com que a música servisse a um santo propósito, a fim de erguer os pensamentos àquilo que é puro, nobre e edificante, e despertar na alma devoção e gratidão para com Deus.’ – Patriarcas e Profetas, pág. 594. ‘[Jesus], entretinha em cânticos comunhão com o Céu.’ – O Desejado de Todas as Nações, pág. 73.
“A música é uma das artes mais sublimes. A boa música não apenas proporciona prazer, mas eleva a mente e cultiva as mais finas qualidades. Os cânticos espirituais foram amiúde usados por Deus para comover o coração dos pecadores e levá-los ao arrependimento. A música desvirtuada, ao contrário, destrói o ritmo da alma e quebranta a moralidade”.
“Grande cuidado deve ser exercido na escolha da música. Toda melodia que pertença à categoria do “jazz”, “rock” ou formas correlatas, e toda expressão de linguagem que se refira a sentimentos tolos ou triviais, serão evitadas. Usemos apenas a boa música, em casa, nas reuniões sociais, na escola e na igreja. (Ver pág. 76.)” Manual da Igreja, pág. 180.
E, como disse o Pr. Otimar Gonçalves, “É impressionante como a bateria/tambores está para a música rock, como o mar está para peixes.”
Transcrevo a seguir o texto de Ezequiel 28:13 em hebraico e as traduções para o português de cada termo de acordo com várias fontes pesquisadas:
Eden gan ’elohiym ’eben yaqar m ̂ecukkah ’odem pitdah yahalom tarshiysh shoham yash ̂epheh cappiyr bareqeth nophek zahab m ̂ela’kah toph neqeb yowm bara’ kuwn
Éden = “prazer” - o primeiro lugar de morada do ser humano depois da criação, localização desconhecida; um levita gersonita, filho de Joá, nos dias do rei Ezequias, de Judá.
Gan = jardim, área cercada, jardim cercado, jardim (de plantas), Jardim do Éden.
‘Elohiym = plural - governantes, juízes, seres divinos, anjos, deuses, deus, deusa, divino, obras ou possessões especiais de Deus, o (verdadeiro) Deus, Deus.
‘Eben = pedra (grande ou pequena), pedra comum (em estado natural), material rochoso, referindo-se a placas de pedra, mármore, pedras cortadas, pedras preciosas, pedras de fogo, pedras contendo metal (minério), ferramenta de trabalho ou arma, peso, chumbo (pedras de destruição) também feito de metal, objetos semelhantes a pedras, ex. pedras de granizo, coração de pedra, gelo, objeto sagrado, Samuel erigiu como memorial para indicar onde Deus ajudou Israel a derrotar os filisteus, afundar em água, imóvel, força, firmeza, solidez, comum, petrificado de terror, perverso, coração duro.
Yagar = valioso, estimado, importante, precioso, raro, esplêndido, altamente valorizado, pedras preciosas ou joias; raro, glorioso, esplêndido, importante, influente.
M ̂ecukkah = adorno, coberta, vestimenta.
‘Odem = rubi, sárdio (vermelhidão); pedra preciosa.
Pitdah = topázio ou crisólito, uma pedra preciosa
Yahalom = uma pedra preciosa (conhecida por sua dureza), talvez jaspe, ônix ou diamante
Tarshiysh = uma pedra preciosa ou uma gema semipreciosa, talvez um crisólito, jaspe amarelo ou outra pedra de cor amarelada
Shoham = uma gema ou pedra preciosa, provavelmente ônix, crisópraso, berilo, malaquita.
Yash ̂epheh = jaspe (uma pedra preciosa).
Cappiyr = safira, lápis-lazúli.
Bareqeth = uma joia, pedra preciosa, esmeralda.
Nophek = uma pedra preciosa no peitoral do sumo sacerdote, talvez uma esmeralda, turquesa, rubi ou carbúnculo ou joias importadas de Tiro.
Zahab = ouro, como metal precioso, como uma medida de peso, referindo-se a brilho, esplendor.
M ̂ela’kah = ocupação, trabalho, negócio, ocupação, propriedade, trabalho (algo feito), obra, serviço, uso, negócio público, político, religioso.
Toph (procedente da raiz taphaph) = tocar pandeiro, bater, tocar, tamborilar (sobre um pandeiro ou outro objeto), tocando, batendo, pandeiro, tamborim, algo que bate, pingente.
Neqeb = entalhe, encaixe, buraco, cavidade, engaste, termo técnico relacionado ao trabalho de joalheiro, ou instrumento musical (flautas, talvez).
Yowm = dia, tempo ou ano.
Bara’ = Criar, moldar, formar.
Kuwn = estabelecer, preparar, consolidar, fazer, fazer firme, fixar, aprontar, preparar, providenciar, prover, fornecer.
Com essas possibilidades, não é de admirar não haver consenso entre os eruditos sobre o texto em Ezequiel 28:13.
Sendo na Bíblia ou em outra obra qualquer, tradução não é um trabalho mecânico de simplesmente se trocar palavras duma língua por palavras de outra língua. Tradução é interpretação, principalmente em se tratando do hebraico.
No hebraico, alguns verbos estão só implícitos, há frases longas com apenas duas ou três palavras, outras sem sujeito, há diversos substantivos concretos que representam conceitos abstratos (os quais são praticamente ausentes no hebraico), como “cordão” que significa “cativeiro”, “vento” que é “espírito”, virgem (alamoth) que é usada para falar de um tom musical (1Cr 15:20, soprano, ARA), coração, rins e entranhas que se referem a sentimentos. Assim, o tradutor do hebraico precisa deduzir e interpretar frequentemente.
As versões mais interpretativas (exemplo: ARA) traduzem toph como ornamentos, pingentes, etc., enquanto as versões mais literalistas (exemplo: ARC) traduzem como tambores. Nas versões literalistas, alguns textos são traduzidos de forma desconexa. Um exemplo disso é encontrado em I Cor. 13, onde agape é traduzido na versão ARC como caridade, já na versão ARA o termo utilizado foi amor. Perceba que o texto traduzido na versão ARC parece perder o sentido, tendo em vista que caridade “é amor que se manifesta em atos de ajuda aos necessitados”, não o amor em seu estado mais sublime.
Alguns estudiosos afirmam que o termo toph em Ez 28:13 é um exemplo de um substantivo concreto usado de forma figurada. A palavra hebraica tuppim (singular toph) é usada junto a uma lista de pedras preciosas. O sentido literal de toph é tambor, mas esse sentido aqui fica desconexo. Eis o motivo de não haver consenso sobre o texto. A versão ARA, 2ª Ed., traduz como “ornamento”, o que deixa o texto coerente com o contexto que fala da beleza externa do rei de Tiro, vista em seus ornamentos de pedras preciosas, sendo várias delas citadas. O rei de Tiro é citado aí como um símbolo de Lúcifer, e a interpretação dos detalhes da descrição deve levar isso em consideração, o mesmo ocorre nas parábolas, onde nem todo detalhe deve ser tomado literalmente. Na versão ARC, toph é traduzido por tambores, precisando haver uma mudança no contexto, passando da descrição da vestimenta do ser descrito para sua habilidade em música.
Segundo o erudito e professor de Grego e Hebraico, Dr. Euclides Vilar, comentando sobre a tradução de toph, afirma que "ambas as traduções podem ser aceitáveis".
Veja esta outra declaração do Pr. Valdeci Jr.
“E, ao citar Moody, [Hilton] também fecha um olho para o fato de que o próprio Moody admite que o texto massorético, que é muito mais confiável do que o da Vulgata, cita “tamborins” e não “engastes”. Moody, ao ver, no contexto, a necessidade de engastes, não chega a contradizer, pois nos tamborins, assim como na estola, há engastes.”
Ao comentar sobre Moody, o Pr. Valdeci admite que o contexto exija engastes, porém tenta justificar seu entendimento, afirmando que existem engastes nos tambores e na estola (vestimenta, coberta, m ̂ecukkah). Interpretando o texto a partir deste ponto de vista, nele não há referência a tambores, mas sim à estola. Então, pergunto, a quais engastes está o autor de Ezequiel se referindo? O silêncio é a melhor resposta, porque acreditar que Deus tenha criado os tambores para Lúcifer ou não, não implicará em salvação de pessoa alguma.
No texto massorético é assim escrito: "m ̂ela’kat tophycha". Na Septuaginta a expressão é apresentada assim: "m^ela'kat yophycha". Perceba que há mudança de apenas uma letra, o que gera grandes possibilidades de, nos textos originais, ser confundida. A Septuaginta, de acordo com alguns eruditos, parece ter sido influenciada pelo texto siríaco, escrito por judeus da síria.
Outro ponto que precisa ficar bem claro é que o texto massorético, tanto citado pelo Pr. Valdeci, é um antigo texto em hebraico de onde originou-se a maior parte das traduções protestantes e, mais recentemente, católicas, portanto o termo toph é lá encontrado. Não estou colocando em pauta a confiabilidade do texto massorético, como o Pr. Valdeci faz transparecer, mas a tradução do referido termo no contexto de Ezequiel 28:13.
Gostaria agora de transcrever parte do artigo do doutor em Teologia Bíblica, Ozeas C. Moura, publicado na Revista Adventista de Dezembro de 2009: “Ezequiel 28:13, na versão bíblica Almeida Revista e Atualizada, diz que Deus preparou os "engastes" e "ornamentos" para Lúcifer. A palavra "engaste", no hebraico é "toph" e tanto pode se referir a "tambor de mão", "pandeiro", quanto à "garra ou guarnição de metal que segura uma pedra preciosa". Já "ornamentos" é tradução da palavra hebraica "néqeb", que também tem dois significados: "pífaro” e "flauta", mas também "cavidade", na qual se fixa uma pedra preciosa.
“Gramaticalmente, as duas palavras acima podem se referir tanto a instrumentos musicais quanto à obra de joalheria. Com duas possibilidades de tradução, seria melhor traduzi-las à luz do contexto, que não é o de instrumentos musicais, mas de enfeites com ouro e pedras preciosas (conforme os versos 13,14,16 indicam). A versão Almeida Revista e Atualizada fez bem em traduzi-las como "engastes" e "ornamentos".” Revista Adventista, Dezembro de 2009, pág. 15.
Essa é a conclusão do Dr. Ozeas C. Moura, mas todos são livres para tirarem suas conclusões, inclusive o Pr. Valdeci Jr., pois, em se tratando de questões que não sejam pertinentes à nossa salvação, somos livres. O perigo está em adorarmos a Deus da forma como queremos e não da forma como Ele determina. Precisamos agir como Abel, mesmo que Caim venha nos perseguir.
Existem outras questões que dispensam comentário, pois acredito que ele não tenha compreendido a intenção do artigo que escrevi. Ademais, hostilidade não faz parte do meu caráter. Então, para ficar bem claro, quero deixar aqui a minha posição quanto a Ezequiel 28:13: O objetivo do artigo é mostrar que não existe base sólida para afirmar, com base em Ezequiel 28:13, que Deus criou os tambores para Lúcifer, levando em consideração que não existe outro texto bíblico que comprove tal suposição. Somente esse texto encontrado em Ezequiel se torna insuficiente diante das possibilidades de tradução. E, mesmo que o termo toph seja traduzido como instrumentos musicais, lembremo-nos de que Ezequiel utiliza a figura do rei de Tiro para falar de Lúcifer, portanto, há informações mescladas no texto, falando de Lúcifer e do rei de Tiro como numa parábola.
O próprio Pr. Valdeci citou que um teólogo e músico lhe declarou: “pensaria duas vezes antes de usar essa passagem pra falar de tambores”. Compartilho do mesmo pensamento.
Entres os teólogos consultados pelo Pr. Valdeci, 55% aceitam a tradução incluindo tambores, 30% preferem não se pronunciar, 15% excluem tambores na tradução. Em resumo, 55% contra 45%. Vejam que não é uma diferença esmagadora como o Pr. Valdeci faz parecer ser. Entre aqueles que preferem não se pronunciar sobre Ezequiel 28:13, está Frank Holbrook, um grande teólogo, escritor e profundo conhecedor do Santuário. Ele é o autor do livro O Sacerdócio Expiatório de Jesus Cristo, uma das mais esclarecedoras obras já publicadas sobre o Santuário.
Embora a tradução para engastes ou pingentes pareça mais coerente com o contexto, prefiro permanecer no grupo daqueles que mantêm silêncio sobre o texto. Aguardarei e me prepararei para estar um dia com Cristo, que é o meu grande desejo, pois quero estar face a face com o Senhor que me salvou. Ali tudo será esclarecido. No momento, prefiro adorar ao Senhor na beleza de Sua Santidade, pedindo-lhe forças para obedecer aos critérios que, no contexto deste mundo caído, Ele determinou.
Com este artigo pretendo encerrar a discussão sobre o assunto.
Pr. Valdeci, quero afirmar que, apesar de não o conhecer pessoalmente, estimo-o muito por alguns posicionamentos que o senhor tem tomado. Contudo, neste assunto, discordo do senhor, sem, no entanto, deixar de expressar-lhe admiração e respeito, porque acredito ter essa liberdade, como o senhor também a tem. Espero um dia nos encontrarmos face a face com Cristo no novo mundo que Ele tem preparado para nós. Acredito ainda que este é o seu desejo também. Que Deus o abençoe!
Hilton Bastos
Resta Uma Esperança
Há alguns dias, li um artigo do Pr. Valdeci Jr., onde ele tenta refutar um artigo que escrevi, o qual foi publicado em vários sites, inclusive no site Música e Adoração. O referido artigo trata do texto encontrado em Ezequiel 28:13, principalmente sobre o termo hebraico toph e sua controversa tradução para tambores no texto citado. Com base nesse texto, alguns tentam afirmar que Deus criou os tambores para Lúcifer enquanto este habitava nos céus.
O Pr. Valdeci Jr. fez a seguinte declaração em sua refutação: “Mas não há um único lugar na Bíblia que, referindo-se aos tambores, diga que Deus ‘não autorizou o seu uso em Seu templo terrestre’.”
Quanto a esta declaração, não preciso respondê-la, pois o Prof. Vanderlei Dorneles deixou o assunto bem claro em sua tese de mestrado, tendo como orientador o Ph.D. Alberto R. Timm, que recomendou, por escrito, a leitura do livro Cristãos em Busca do Êxtase, onde foi publicada a referida tese. O livro também recebeu recomendações por escrito do Th.D. Amin A. Rodor. Acredito que o Pr. Valdeci não esperaria encontrar um texto bíblico que diga literalmente: “Deus não aceita tambores no templo”. Pois, como muitas de nossas doutrinas, tal não acontece. A ordem é: “cavai, cavai, não na superfície, mas profundamente”.
Ele diz ainda: “Para ser coerente, Hilton deveria rasgar e jogar no lixo toda a liturgia tradicional da IASD e adorar a Deus com a liturgia usada pelo Israel Antigo, há milênios.”
Não. Eu não preciso rasgar toda a liturgia tradicional adventista, apenas seguir o que reza o seu manual quanto à utilização da música: “‘Fazia-se com que a música servisse a um santo propósito, a fim de erguer os pensamentos àquilo que é puro, nobre e edificante, e despertar na alma devoção e gratidão para com Deus.’ – Patriarcas e Profetas, pág. 594. ‘[Jesus], entretinha em cânticos comunhão com o Céu.’ – O Desejado de Todas as Nações, pág. 73.
“A música é uma das artes mais sublimes. A boa música não apenas proporciona prazer, mas eleva a mente e cultiva as mais finas qualidades. Os cânticos espirituais foram amiúde usados por Deus para comover o coração dos pecadores e levá-los ao arrependimento. A música desvirtuada, ao contrário, destrói o ritmo da alma e quebranta a moralidade”.
“Grande cuidado deve ser exercido na escolha da música. Toda melodia que pertença à categoria do “jazz”, “rock” ou formas correlatas, e toda expressão de linguagem que se refira a sentimentos tolos ou triviais, serão evitadas. Usemos apenas a boa música, em casa, nas reuniões sociais, na escola e na igreja. (Ver pág. 76.)” Manual da Igreja, pág. 180.
E, como disse o Pr. Otimar Gonçalves, “É impressionante como a bateria/tambores está para a música rock, como o mar está para peixes.”
Transcrevo a seguir o texto de Ezequiel 28:13 em hebraico e as traduções para o português de cada termo de acordo com várias fontes pesquisadas:
Eden gan ’elohiym ’eben yaqar m ̂ecukkah ’odem pitdah yahalom tarshiysh shoham yash ̂epheh cappiyr bareqeth nophek zahab m ̂ela’kah toph neqeb yowm bara’ kuwn
Éden = “prazer” - o primeiro lugar de morada do ser humano depois da criação, localização desconhecida; um levita gersonita, filho de Joá, nos dias do rei Ezequias, de Judá.
Gan = jardim, área cercada, jardim cercado, jardim (de plantas), Jardim do Éden.
‘Elohiym = plural - governantes, juízes, seres divinos, anjos, deuses, deus, deusa, divino, obras ou possessões especiais de Deus, o (verdadeiro) Deus, Deus.
‘Eben = pedra (grande ou pequena), pedra comum (em estado natural), material rochoso, referindo-se a placas de pedra, mármore, pedras cortadas, pedras preciosas, pedras de fogo, pedras contendo metal (minério), ferramenta de trabalho ou arma, peso, chumbo (pedras de destruição) também feito de metal, objetos semelhantes a pedras, ex. pedras de granizo, coração de pedra, gelo, objeto sagrado, Samuel erigiu como memorial para indicar onde Deus ajudou Israel a derrotar os filisteus, afundar em água, imóvel, força, firmeza, solidez, comum, petrificado de terror, perverso, coração duro.
Yagar = valioso, estimado, importante, precioso, raro, esplêndido, altamente valorizado, pedras preciosas ou joias; raro, glorioso, esplêndido, importante, influente.
M ̂ecukkah = adorno, coberta, vestimenta.
‘Odem = rubi, sárdio (vermelhidão); pedra preciosa.
Pitdah = topázio ou crisólito, uma pedra preciosa
Yahalom = uma pedra preciosa (conhecida por sua dureza), talvez jaspe, ônix ou diamante
Tarshiysh = uma pedra preciosa ou uma gema semipreciosa, talvez um crisólito, jaspe amarelo ou outra pedra de cor amarelada
Shoham = uma gema ou pedra preciosa, provavelmente ônix, crisópraso, berilo, malaquita.
Yash ̂epheh = jaspe (uma pedra preciosa).
Cappiyr = safira, lápis-lazúli.
Bareqeth = uma joia, pedra preciosa, esmeralda.
Nophek = uma pedra preciosa no peitoral do sumo sacerdote, talvez uma esmeralda, turquesa, rubi ou carbúnculo ou joias importadas de Tiro.
Zahab = ouro, como metal precioso, como uma medida de peso, referindo-se a brilho, esplendor.
M ̂ela’kah = ocupação, trabalho, negócio, ocupação, propriedade, trabalho (algo feito), obra, serviço, uso, negócio público, político, religioso.
Toph (procedente da raiz taphaph) = tocar pandeiro, bater, tocar, tamborilar (sobre um pandeiro ou outro objeto), tocando, batendo, pandeiro, tamborim, algo que bate, pingente.
Neqeb = entalhe, encaixe, buraco, cavidade, engaste, termo técnico relacionado ao trabalho de joalheiro, ou instrumento musical (flautas, talvez).
Yowm = dia, tempo ou ano.
Bara’ = Criar, moldar, formar.
Kuwn = estabelecer, preparar, consolidar, fazer, fazer firme, fixar, aprontar, preparar, providenciar, prover, fornecer.
Com essas possibilidades, não é de admirar não haver consenso entre os eruditos sobre o texto em Ezequiel 28:13.
Sendo na Bíblia ou em outra obra qualquer, tradução não é um trabalho mecânico de simplesmente se trocar palavras duma língua por palavras de outra língua. Tradução é interpretação, principalmente em se tratando do hebraico.
No hebraico, alguns verbos estão só implícitos, há frases longas com apenas duas ou três palavras, outras sem sujeito, há diversos substantivos concretos que representam conceitos abstratos (os quais são praticamente ausentes no hebraico), como “cordão” que significa “cativeiro”, “vento” que é “espírito”, virgem (alamoth) que é usada para falar de um tom musical (1Cr 15:20, soprano, ARA), coração, rins e entranhas que se referem a sentimentos. Assim, o tradutor do hebraico precisa deduzir e interpretar frequentemente.
As versões mais interpretativas (exemplo: ARA) traduzem toph como ornamentos, pingentes, etc., enquanto as versões mais literalistas (exemplo: ARC) traduzem como tambores. Nas versões literalistas, alguns textos são traduzidos de forma desconexa. Um exemplo disso é encontrado em I Cor. 13, onde agape é traduzido na versão ARC como caridade, já na versão ARA o termo utilizado foi amor. Perceba que o texto traduzido na versão ARC parece perder o sentido, tendo em vista que caridade “é amor que se manifesta em atos de ajuda aos necessitados”, não o amor em seu estado mais sublime.
Alguns estudiosos afirmam que o termo toph em Ez 28:13 é um exemplo de um substantivo concreto usado de forma figurada. A palavra hebraica tuppim (singular toph) é usada junto a uma lista de pedras preciosas. O sentido literal de toph é tambor, mas esse sentido aqui fica desconexo. Eis o motivo de não haver consenso sobre o texto. A versão ARA, 2ª Ed., traduz como “ornamento”, o que deixa o texto coerente com o contexto que fala da beleza externa do rei de Tiro, vista em seus ornamentos de pedras preciosas, sendo várias delas citadas. O rei de Tiro é citado aí como um símbolo de Lúcifer, e a interpretação dos detalhes da descrição deve levar isso em consideração, o mesmo ocorre nas parábolas, onde nem todo detalhe deve ser tomado literalmente. Na versão ARC, toph é traduzido por tambores, precisando haver uma mudança no contexto, passando da descrição da vestimenta do ser descrito para sua habilidade em música.
Segundo o erudito e professor de Grego e Hebraico, Dr. Euclides Vilar, comentando sobre a tradução de toph, afirma que "ambas as traduções podem ser aceitáveis".
Veja esta outra declaração do Pr. Valdeci Jr.
“E, ao citar Moody, [Hilton] também fecha um olho para o fato de que o próprio Moody admite que o texto massorético, que é muito mais confiável do que o da Vulgata, cita “tamborins” e não “engastes”. Moody, ao ver, no contexto, a necessidade de engastes, não chega a contradizer, pois nos tamborins, assim como na estola, há engastes.”
Ao comentar sobre Moody, o Pr. Valdeci admite que o contexto exija engastes, porém tenta justificar seu entendimento, afirmando que existem engastes nos tambores e na estola (vestimenta, coberta, m ̂ecukkah). Interpretando o texto a partir deste ponto de vista, nele não há referência a tambores, mas sim à estola. Então, pergunto, a quais engastes está o autor de Ezequiel se referindo? O silêncio é a melhor resposta, porque acreditar que Deus tenha criado os tambores para Lúcifer ou não, não implicará em salvação de pessoa alguma.
No texto massorético é assim escrito: "m ̂ela’kat tophycha". Na Septuaginta a expressão é apresentada assim: "m^ela'kat yophycha". Perceba que há mudança de apenas uma letra, o que gera grandes possibilidades de, nos textos originais, ser confundida. A Septuaginta, de acordo com alguns eruditos, parece ter sido influenciada pelo texto siríaco, escrito por judeus da síria.
Outro ponto que precisa ficar bem claro é que o texto massorético, tanto citado pelo Pr. Valdeci, é um antigo texto em hebraico de onde originou-se a maior parte das traduções protestantes e, mais recentemente, católicas, portanto o termo toph é lá encontrado. Não estou colocando em pauta a confiabilidade do texto massorético, como o Pr. Valdeci faz transparecer, mas a tradução do referido termo no contexto de Ezequiel 28:13.
Gostaria agora de transcrever parte do artigo do doutor em Teologia Bíblica, Ozeas C. Moura, publicado na Revista Adventista de Dezembro de 2009: “Ezequiel 28:13, na versão bíblica Almeida Revista e Atualizada, diz que Deus preparou os "engastes" e "ornamentos" para Lúcifer. A palavra "engaste", no hebraico é "toph" e tanto pode se referir a "tambor de mão", "pandeiro", quanto à "garra ou guarnição de metal que segura uma pedra preciosa". Já "ornamentos" é tradução da palavra hebraica "néqeb", que também tem dois significados: "pífaro” e "flauta", mas também "cavidade", na qual se fixa uma pedra preciosa.
“Gramaticalmente, as duas palavras acima podem se referir tanto a instrumentos musicais quanto à obra de joalheria. Com duas possibilidades de tradução, seria melhor traduzi-las à luz do contexto, que não é o de instrumentos musicais, mas de enfeites com ouro e pedras preciosas (conforme os versos 13,14,16 indicam). A versão Almeida Revista e Atualizada fez bem em traduzi-las como "engastes" e "ornamentos".” Revista Adventista, Dezembro de 2009, pág. 15.
Essa é a conclusão do Dr. Ozeas C. Moura, mas todos são livres para tirarem suas conclusões, inclusive o Pr. Valdeci Jr., pois, em se tratando de questões que não sejam pertinentes à nossa salvação, somos livres. O perigo está em adorarmos a Deus da forma como queremos e não da forma como Ele determina. Precisamos agir como Abel, mesmo que Caim venha nos perseguir.
Existem outras questões que dispensam comentário, pois acredito que ele não tenha compreendido a intenção do artigo que escrevi. Ademais, hostilidade não faz parte do meu caráter. Então, para ficar bem claro, quero deixar aqui a minha posição quanto a Ezequiel 28:13: O objetivo do artigo é mostrar que não existe base sólida para afirmar, com base em Ezequiel 28:13, que Deus criou os tambores para Lúcifer, levando em consideração que não existe outro texto bíblico que comprove tal suposição. Somente esse texto encontrado em Ezequiel se torna insuficiente diante das possibilidades de tradução. E, mesmo que o termo toph seja traduzido como instrumentos musicais, lembremo-nos de que Ezequiel utiliza a figura do rei de Tiro para falar de Lúcifer, portanto, há informações mescladas no texto, falando de Lúcifer e do rei de Tiro como numa parábola.
O próprio Pr. Valdeci citou que um teólogo e músico lhe declarou: “pensaria duas vezes antes de usar essa passagem pra falar de tambores”. Compartilho do mesmo pensamento.
Entres os teólogos consultados pelo Pr. Valdeci, 55% aceitam a tradução incluindo tambores, 30% preferem não se pronunciar, 15% excluem tambores na tradução. Em resumo, 55% contra 45%. Vejam que não é uma diferença esmagadora como o Pr. Valdeci faz parecer ser. Entre aqueles que preferem não se pronunciar sobre Ezequiel 28:13, está Frank Holbrook, um grande teólogo, escritor e profundo conhecedor do Santuário. Ele é o autor do livro O Sacerdócio Expiatório de Jesus Cristo, uma das mais esclarecedoras obras já publicadas sobre o Santuário.
Embora a tradução para engastes ou pingentes pareça mais coerente com o contexto, prefiro permanecer no grupo daqueles que mantêm silêncio sobre o texto. Aguardarei e me prepararei para estar um dia com Cristo, que é o meu grande desejo, pois quero estar face a face com o Senhor que me salvou. Ali tudo será esclarecido. No momento, prefiro adorar ao Senhor na beleza de Sua Santidade, pedindo-lhe forças para obedecer aos critérios que, no contexto deste mundo caído, Ele determinou.
Com este artigo pretendo encerrar a discussão sobre o assunto.
Pr. Valdeci, quero afirmar que, apesar de não o conhecer pessoalmente, estimo-o muito por alguns posicionamentos que o senhor tem tomado. Contudo, neste assunto, discordo do senhor, sem, no entanto, deixar de expressar-lhe admiração e respeito, porque acredito ter essa liberdade, como o senhor também a tem. Espero um dia nos encontrarmos face a face com Cristo no novo mundo que Ele tem preparado para nós. Acredito ainda que este é o seu desejo também. Que Deus o abençoe!
Hilton Bastos
Resta Uma Esperança
01 outubro 2010
É PECADO COMER CARNE?
Por que este artigo se tornou necessário
Esta pergunta surgiu na mente de alguns que ouviram declarações afirmando que quem utiliza a carne como alimento não será salvo. Infelizmente essa afirmação tem sido alvo de constantes debates entre o nosso povo e aqueles que se separaram da Organização Adventista do Sétimo Dia.
Também existem problemas entre nós. Não são raros os embates entre os defensores do vegetarianismo e aqueles que preferem apenas abandonar aquilo que é considerado imundo, mas ainda consumem carne bovina, caprina, ovina, como também de frangos, de peixes, etc.
O grande problema nesses confrontos está no fato de não haver consideração e respeito para com o próximo, e isso acontece de ambas as partes. Todos querem apresentar as suas opiniões sem atentar para as circunstâncias do próximo. O que conseguimos perceber com a atitude de alguns é o ato de tentar impor seus pontos de vistas, mesmo que sejam verdadeiros, esquecendo que não é “por força nem por violência, mas pelo meu Espírito’, diz o Senhor dos Exércitos” Zacarias 4:6 (NVI). Dessa forma estamos fazendo a obra do acusador e não a obra do Senhor.
Este breve artigo procura, de maneira objetiva, fornecer informações que possam nos orientar nesse sentido.
As declarações de Ellen White sobre o consumo da carne
Esta questão é levantada por uma compreensão errônea de algumas declarações de Ellen White quanto ao alimento cárneo. Vejamos algumas dessas declarações:
“Deus está procurando levar-nos de volta, passo a passo, a Seu desígnio original - que o homem subsista com os produtos naturais da terra. Entre os que estão aguardando a vinda do Senhor, deve a alimentação cárnea ser finalmente abandonada; a carne deixará de fazer parte de seu regime alimentar. Devemos ter isto sempre em mente, e procurar agir firmemente nesse sentido.” Conselhos Sobre Saúde, pág. 450.
“Devem ser vistas maiores reformas entre o povo que pretende estar aguardando o breve aparecimento de Cristo. A reforma de saúde deve realizar uma obra entre o nosso povo que ela ainda não realizou. Há os que devem estar atentos para o perigo de comer carne, pois ainda estão ingerindo a carne de animais, arriscando assim a saúde física, mental e espiritual. Muitos que agora estão apenas meio convertidos no tocante à questão de comer carne, se afastarão do povo de Deus para não mais andar com eles.” Eventos Finais, pág. 82.
Em nenhuma dessas declarações Ellen White afirmou que comer carne é pecado. Se assim fizesse, como explicar I Reis 17:6, onde Deus enviou pão e carne para Elias?
“Os corvos lhe traziam pão e carne de manhã e de tarde, e ele bebia água do riacho.” I Reis 17:6 (NVI).
Alguns argumentam que Deus respeita quando há ignorância, afirmando que Elias não conhecia a mensagem, por isso Ele enviou carne. O correto é afirmar que Deus tolera o pecado quando há ignorância, mas quanto a incentivar o ignorante a cometer um ato pecaminoso só por que o mesmo não possui luz suficiente sobre o assunto, é algo que Deus não faz. Se Ele considerasse comer carne um pecado, com certeza não estimularia ninguém a fazê-lo. Para evitar um ato pecaminoso, Deus opera milagres, mesmo que haja ignorância. Mas afirmar que Deus opera milagres que estimulam o pecado, é algo inaceitável. Ademais, conhecendo o caráter de Elias, homem fiel e obediente, Deus poderia lhe fornecer frutas e verduras frescas, que com certeza, ele aceitaria, ou Ele poderia agir da mesma forma como fez ao enviar o maná para Seu povo no deserto.
Devemos lembrar que foi Deus quem autorizou o consumo da carne (Gên. 9:1-4). É evidente que devemos compreender este texto dentro do contexto de que, após o dilúvio, a terra estava totalmente devastada, não havia vegetação, contudo, se esse ato fosse um pecado, com certeza Deus não daria permissão devido a falta de vegetação, pois isso seria o mesmo que permitir que alguém cometesse um roubo para alimentar sua família por que ficou desempregado. Pecado é pecado, e não são aceitas desculpas para cometê-lo. Sabemos que Deus tem poder para fazer brotar da terra a vegetação, para fazer cair do céu o maná; Ele mesmo irá alimentar Seu povo nos últimos dias, assim como alimentou o povo de Israel no deserto (Isaías 33:16). Portanto, Deus poderia fornecer alimentação vegetal para Noé e sua família até que a terra produzisse novamente.
O que devemos ter em mente é que não era plano de Deus que o homem comesse carne, isso é verdadeiro, bem como, é Seu desejo que a abandonemos, mas afirmar que comer carne é pecado e quem come estará perdido, é algo que a Bíblia não corrobora.
Ellen White em outras passagens afirma que a carne não poderia ser colocada em pé de igualdade com alimentos imundos e entorpecentes, como: o porco, o álcool, o fumo, etc. Leia:
“Chá, café, fumo e álcool precisam ser apresentados como condescendências pecaminosas. Não podemos pôr a carne, os ovos, a manteiga e o queijo em pé de igualdade com esses artigos colocados sobre a mesa. Estes não devem ser postos na frente, como o tema principal de nossa obra. Os primeiros - chá, café, fumo, cerveja, vinho e todas as bebidas alcoólicas - não devem ser ingeridos moderadamente, mas rejeitados.” Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 287.
Perceba que o café (aqui entra toda sustância que contém cafeína, como: refrigerantes, chocolates, etc.), o fumo e o álcool são apresentados por ela como “condescendências pecaminosas”. Ela ainda afirma que a carne, os ovos, a manteira e o queijo não deveriam ser igualmente considerados. Portanto, comer carne não é pecado. Alguns abandonam a carne, mas continuam consumindo refrigerantes, chocolates e outras substâncias que, assim como o café, contêm cafeína e são viciantes e entorpecentes, infelizmente estes não estão fazendo a reforma de saúde verdadeira.
Então, já que comer carne não é pecado, porque devemos abandoná-la como alimento?
A resposta para essa pergunta deve ser compreendida à luz do Grande Conflito. Ellen White afirmou:
“Manteiga e carne são estimulantes. Isto danifica o estômago e perverte o gosto. Os nervos sensitivos do cérebro são entorpecidos, e o apetite animal fortalecido às custas das faculdades morais e intelectuais. Essas elevadas faculdades, de função controladora, são enfraquecidas, de maneira que as coisas eternas não podem ser discernidas. A paralisia entorpece o que é espiritual e devocional. Satanás tem triunfado por ver quão facilmente pode ele vencer pelo apetite e controlar homens e mulheres de inteligência, destinados pelo Criador para fazer uma boa e grande obra.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 48.
“Oh! se cada pessoa pudesse discernir essas questões como me foram reveladas, os que agora são tão descuidosos, tão indiferentes à formação de seu caráter; os que imploram condescendência num regime cárneo, nunca abririam os lábios em justificação do apetite pela carne de animais mortos. Tal regime contamina o sangue em suas veias, e estimula as paixões sensuais inferiores. Enfraquece a viva percepção e o vigor do pensamento para a compreensão de Deus e da verdade, e o conhecimento de si mesmos.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 384.
A reforma de saúde não visa somente a saúde física, como também a espiritual. Uma pessoa que se alimenta de carne tende a ficar com a mente mais fraca ante a tentação. Entretanto, não adianta abandonar a carne e continuar ingerindo outros alimentos que provocam o mesmo resultado.
Os antidiluvianos foram incapazes de discernir entre o bem e mal devido à condescendência com o apetite (Mateus 24:37-39). Dessa forma Cristo disse que aconteceria nos últimos dias. Por esse motivo devemos colocar nosso apetite em sujeição à vontade de Deus. O Conflito acontece em nossa mente, e aquilo que comemos pode interferir em nossa decisão.
“O alimento cárneo também é prejudicial. Seu efeito, por natureza estimulante, deveria ser argumento suficiente contra o seu uso, e o estado doentio quase geral entre os animais torna-o duplamente objetável. Tende a irritar os nervos e despertar as paixões, fazendo assim com que a balança das faculdades penda para o lado das propensões baixas.” Educação, pág. 203.
No texto acima Ellen White diz os motivos para abandonar o alimento cárneo:
1. Ele estimula as propensões baixas. Isso significa dizer que quem come carne, apesar de não ser pecado comê-la, está mais tendencioso a pecar do que aquele que mantém um regime dentro dos padrões da reforma de saúde.
2. Os animais estão, a cada dia que passa, sendo acometidos por doenças que só prejudicam a saúde do homem, isso acontece devido aos hormônios e medicamentos que o animal deve ser submetido para ser abatido e gerar lucro aos criadores. Exemplo: antes dos hormônios uma galinha precisava, no mínimo, de seis meses para ficar pronta para o abate, hoje, com 45 dias ela alcança peso suficiente e é abatida. Além dos hormônios “... o que confere maior peso e tamanho às aves criadas para abate, em menor tempo, resulta de manipulações genéticas, práticas alimentares programadas e confinamento. Esse desenvolvimento acelerado tem como resultado maior rentabilidade para o produtor e menor preço para o consumidor”. Dr. Manfred Krusche, Revista Vida e Saúde (Série Especial, N.º 01, Vegetarianismo), pág. 4.
Além dessas objeções, devemos levar em consideração também os maus tratos a que os animais são submetidos. Exemplos:
- Galinhas: “A vida dessas aves é mesmo miserável. Passam a maior parte dela em gaiolas apertadas, com 18 horas de luz artificial acesa, por dia. O objetivo é que não durmam e comam o máximo possível uma comida que não lhes agrada. Os bicos são cortados para que não se matem nem cisquem.” Dra. Sônia T. Felipe, Revista Vida e Saúde (Série Especial, N.º 01, Vegetarianismo), pág. 20.
- Bois e Vacas: “O transporte de um lado para o outro é feito em condições miseráveis. Viajam em pé, sem comer, por dias e, se porventura se deitam, são forçados a levantar por ferrões pontiagudos. Na hora de morrer levam um tiro de pistola de ar comprimdo na testa. Desacordado, mas ainda vivo, o animal é erguido por um pata traseira e outro funcionário do matadouro lhe corta a garganta. O animal deve estar ainda vivo para que o sangramento seja o mais completo possível. Como ainda existem milhares de matadouros clandestinos e sem fiscalização em nosso país (calcula-se em 50%), o abate de bois e vacas a marretadas ainda é particado apesar da proibição.” Dra. Sônia T. Felipe, Revista Vida e Saúde (Série Especial, N.º 01, Vegetarianismo), pág. 21.
O pecado está na condescendência com o apetite. Não devemos fazer de nosso estômago um deus, como afirmou Paulo a respeito do inimigos da cruz de Cristo: “Quanto a estes, o seu destino é a perdição, o seu deus é o estômago e têm orgulho do que é vergonhoso; eles só pensam nas coisas terrenas.” Filipenses 3:19 (NVI). Em Romanos, Paulo é ainda mais claro: “Pois essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas a seus próprios apetites...” Romanos 16:18 (NVI).
A condescendência com o apetite é o motivo de muitos ainda estarem comendo carne. Muitos não se veem sem esse ingrediente em sua mesa. Se esse é o seu caso, ore a Deus e peça ajuda dos céus para vencer seu apetite, pois quem se deixa ser vencido por ele, comete pecado. Quando o povo de Israel desejou comer carne no deserto, muitos foram mortos, mas não porque comeram carne e sim por que a cobiçaram, o que levou eles a murmurem contra Deus por causa do maná, desejando as panelas de carne do Egito, fazendo do seu apetite um deus (Números 11:4-35), eles eram intemperantes. Lembremo-nos de que eles não desejaram só a carne, mas também verduras, frutas, etc. (Números 11:5 NVI). É justamente da intemperança que devemos fugir.
Muitos deixam de comer carne, mas continuam agindo com glutonaria. Não são temperantes. Não sabem controlar o apetite, mesmo que esteja em sua mesa somente alimentos saudáveis. Comer comida vegetariana em demasia, sem controle, sem temperança, também constitui pecado.
“Sobrecarregar o estômago é um pecado comum, e quando se usa demasiado alimento, todo o organismo é sobrecarregado. A vida e vitalidade, em vez de aumentar, diminuem. É assim como Satanás planeja. O homem utiliza suas forças vitais no desnecessário trabalho de cuidar de excesso de alimentos... A intemperança no comer, mesmo que sejam alimentos saudáveis, terá efeito danoso sobre o organismo, e embotará as faculdades mentais e morais.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 131.
“Comer menos é fator de longevidade comprovado cientificamente. Numa experiência com ratinhos dirigida pelo cientista Ron Hart para a Food and Drug Administration, órgão que controla a área de alimentação e remédios nos Estados Unidos, os que comiam 70% menos calorias viveram 50% a mais do que os obesos. Isso representaria 32 anos a mais na média brasileira de longevidade masculina, que é de 64,8 anos... Uma iniciativa saudável é substituir o jantar por frutas, o que está intimamente ligado ao fator descanso.” Dr. Elias Oliveira Lima, Revista Vida e Saúde (Série Especial, N.º 01, Vegetarianismo), pág. 29.
Elias foi alimentado com carne por que já havia vencido o apetite, ele era um homem temperante em todas as coisas (Ver Vidas que Falam, MM, 1971, pág. 273). Essa atitude deve fazer parte da vida de todo aquele que deseja herdar a salvação. O que precisamos vencer é o apetite, esse é o nosso inimigo.
“A força dominante do apetite demonstrar-se-á a ruína de milhares quando, se houvessem triunfado nesse ponto, teriam tido força moral para ganhar a vitória sobre qualquer outra tentação de Satanás. Os que são escravos do apetite, no entanto, deixarão de aperfeiçoar o caráter cristão. A incessante transgressão do homem através de seis mil anos, tem trazido em resultado doença, dor e morte. E, à medida que nos aproximamos do fim do tempo, a tentação do inimigo para ceder ao apetite será mais poderosa e difícil de vencer.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 59.
Quanto àqueles que não têm condições de manter um regime vegetariano ou ovolactovegetariano, seja pelo lugar onde vivem ou por condições financeiras, devem eles se alimentar daquilo que é menos prejudicial.
Exemplo: Se em sua cidade existe disponível somente a aquisição de peixe, galinha ou carne bovina, prefira o peixe. Se há somente galinha e carne bovina, escolha a galinha (de preferência a criada com grãos, que é mais saudável). É esse o princípio que deve ser obedecido: alimentarmo-nos daquilo que menos nos enfraquecerá física, mental e espiritualmente. Para aqueles que não possuem boas condições financeiras, quero lembrar que a proteína de soja tem se mostrado com um valor mais acessível do que os exemplos acima, podendo ser encontrada em qualquer supermercado.
Não vamos aqui falar da culinária vegetariana, pois existem muitos sites que poderá ajudá-lo no preparo de alimentos saudáveis para você e sua família. Clique aqui e vejam alguns.
Na verdade o nosso problema é acreditar que somente a carne pode fornecer nutrientes para o nosso corpo, este é um engano.
“Quanto à melhor alimentação, a regra seria fazer a melhor seleção possível dos alimentos disponíveis em determinado momento e circunstância. A carne vai gradativamente deixando de ser um alimento seguro para quem se preocupa com a própria saúde e com a saúde da família. Nunca foi a melhor nutrição para a raça humana, e devido ao avanço das doenças nos próprios animais, é menos seguro atualmente depender dos animais para nossa sobrevivência.” Dr. Manfred Krushe, Revista Vida e Saúde (Série Especial, N.º 01, Vegetarianismo), pág. 6.
Conclusão
Comer carne não é pecado, desde que não esteja condescendendo com o apetite, mas apenas por não possuir outra opção devido à localidade que se reside ou que se encontra, ou devido à condição financeira de cada um, contudo, devemos fazer planos para abandoná-la definitivamente.
Devemos fazer esforços para alimentarmos daquilo que é menos prejudicial, e não daquilo que agrada ao paladar.
Não adianta deixar de comer carne e continuar alimentando-nos de outras substâncias que provocam os mesmos males e até pior do que os causados pela carne.
Deve-se fazer esforços para abandonar a carne como alimento devido à grande prova que iremos enfrentar, pois aqueles que vencerem ao apetite, bem como, aqueles que abandonaram a carne como alimento, estarão mais preparados para vencer no dia da grande tribulação, que parece está chegando. Quanto àqueles que não abandonarem a carne como alimento e não vencerem ao apetite, estarão mais fracos físico, mental e espiritualmente, podendo sucumbir ante a tentação.
Se quisermos levar uma vida vitoriosa em Cristo deve-se primeiramente vencer o apetite. Foi aqui que Adão falhou e foi aqui que Jesus venceu. Portanto, é o apetite o primeiro inimigo a ser vencido (Ver No Deserto da Tentação, Ellen White, Casa Publicadora Brasileira).
Quanto àqueles que acham que já faz muito abandonando o consumo de animais imundos, leia isto: “Os adventistas têm levado a sério a lei dos animais puros e impuros, e consideram-na como o mínimo do que o Senhor requer de nós em relação a uma alimentação apropriada.” Ángel Manuel Rodrígues, Revista Adventist World, Julho 2010, pág. 26. Essa atitude é apenas o mínimo que podemos oferecer, Deus espera mais de Seu povo. E que tal começarmos seguindo o seguinte conselho:
“O vegetarianismo tem se tornado popular ao redor do mundo por vários motivos: ético, ecológico, religioso e até narcisista. Talvez esse seja o momento certo para reafirmar o ideal divino, evitando-se o uso de carne em reuniões oficiais da igreja (reuniões de obreiros, “junta-panelas” na igreja, etc.) e, sempre que possível, não utilizando em nossa mesa.” Ángel Manuel Rodrígues, Revista Adventist World, Julho 2010, pág. 26.
A escolha é inteiramente nossa.
Resta Uma Esperança
Esta pergunta surgiu na mente de alguns que ouviram declarações afirmando que quem utiliza a carne como alimento não será salvo. Infelizmente essa afirmação tem sido alvo de constantes debates entre o nosso povo e aqueles que se separaram da Organização Adventista do Sétimo Dia.
Também existem problemas entre nós. Não são raros os embates entre os defensores do vegetarianismo e aqueles que preferem apenas abandonar aquilo que é considerado imundo, mas ainda consumem carne bovina, caprina, ovina, como também de frangos, de peixes, etc.
O grande problema nesses confrontos está no fato de não haver consideração e respeito para com o próximo, e isso acontece de ambas as partes. Todos querem apresentar as suas opiniões sem atentar para as circunstâncias do próximo. O que conseguimos perceber com a atitude de alguns é o ato de tentar impor seus pontos de vistas, mesmo que sejam verdadeiros, esquecendo que não é “por força nem por violência, mas pelo meu Espírito’, diz o Senhor dos Exércitos” Zacarias 4:6 (NVI). Dessa forma estamos fazendo a obra do acusador e não a obra do Senhor.
Este breve artigo procura, de maneira objetiva, fornecer informações que possam nos orientar nesse sentido.
As declarações de Ellen White sobre o consumo da carne
Esta questão é levantada por uma compreensão errônea de algumas declarações de Ellen White quanto ao alimento cárneo. Vejamos algumas dessas declarações:
“Deus está procurando levar-nos de volta, passo a passo, a Seu desígnio original - que o homem subsista com os produtos naturais da terra. Entre os que estão aguardando a vinda do Senhor, deve a alimentação cárnea ser finalmente abandonada; a carne deixará de fazer parte de seu regime alimentar. Devemos ter isto sempre em mente, e procurar agir firmemente nesse sentido.” Conselhos Sobre Saúde, pág. 450.
“Devem ser vistas maiores reformas entre o povo que pretende estar aguardando o breve aparecimento de Cristo. A reforma de saúde deve realizar uma obra entre o nosso povo que ela ainda não realizou. Há os que devem estar atentos para o perigo de comer carne, pois ainda estão ingerindo a carne de animais, arriscando assim a saúde física, mental e espiritual. Muitos que agora estão apenas meio convertidos no tocante à questão de comer carne, se afastarão do povo de Deus para não mais andar com eles.” Eventos Finais, pág. 82.
Em nenhuma dessas declarações Ellen White afirmou que comer carne é pecado. Se assim fizesse, como explicar I Reis 17:6, onde Deus enviou pão e carne para Elias?
“Os corvos lhe traziam pão e carne de manhã e de tarde, e ele bebia água do riacho.” I Reis 17:6 (NVI).
Alguns argumentam que Deus respeita quando há ignorância, afirmando que Elias não conhecia a mensagem, por isso Ele enviou carne. O correto é afirmar que Deus tolera o pecado quando há ignorância, mas quanto a incentivar o ignorante a cometer um ato pecaminoso só por que o mesmo não possui luz suficiente sobre o assunto, é algo que Deus não faz. Se Ele considerasse comer carne um pecado, com certeza não estimularia ninguém a fazê-lo. Para evitar um ato pecaminoso, Deus opera milagres, mesmo que haja ignorância. Mas afirmar que Deus opera milagres que estimulam o pecado, é algo inaceitável. Ademais, conhecendo o caráter de Elias, homem fiel e obediente, Deus poderia lhe fornecer frutas e verduras frescas, que com certeza, ele aceitaria, ou Ele poderia agir da mesma forma como fez ao enviar o maná para Seu povo no deserto.
Devemos lembrar que foi Deus quem autorizou o consumo da carne (Gên. 9:1-4). É evidente que devemos compreender este texto dentro do contexto de que, após o dilúvio, a terra estava totalmente devastada, não havia vegetação, contudo, se esse ato fosse um pecado, com certeza Deus não daria permissão devido a falta de vegetação, pois isso seria o mesmo que permitir que alguém cometesse um roubo para alimentar sua família por que ficou desempregado. Pecado é pecado, e não são aceitas desculpas para cometê-lo. Sabemos que Deus tem poder para fazer brotar da terra a vegetação, para fazer cair do céu o maná; Ele mesmo irá alimentar Seu povo nos últimos dias, assim como alimentou o povo de Israel no deserto (Isaías 33:16). Portanto, Deus poderia fornecer alimentação vegetal para Noé e sua família até que a terra produzisse novamente.
O que devemos ter em mente é que não era plano de Deus que o homem comesse carne, isso é verdadeiro, bem como, é Seu desejo que a abandonemos, mas afirmar que comer carne é pecado e quem come estará perdido, é algo que a Bíblia não corrobora.
Ellen White em outras passagens afirma que a carne não poderia ser colocada em pé de igualdade com alimentos imundos e entorpecentes, como: o porco, o álcool, o fumo, etc. Leia:
“Chá, café, fumo e álcool precisam ser apresentados como condescendências pecaminosas. Não podemos pôr a carne, os ovos, a manteiga e o queijo em pé de igualdade com esses artigos colocados sobre a mesa. Estes não devem ser postos na frente, como o tema principal de nossa obra. Os primeiros - chá, café, fumo, cerveja, vinho e todas as bebidas alcoólicas - não devem ser ingeridos moderadamente, mas rejeitados.” Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 287.
Perceba que o café (aqui entra toda sustância que contém cafeína, como: refrigerantes, chocolates, etc.), o fumo e o álcool são apresentados por ela como “condescendências pecaminosas”. Ela ainda afirma que a carne, os ovos, a manteira e o queijo não deveriam ser igualmente considerados. Portanto, comer carne não é pecado. Alguns abandonam a carne, mas continuam consumindo refrigerantes, chocolates e outras substâncias que, assim como o café, contêm cafeína e são viciantes e entorpecentes, infelizmente estes não estão fazendo a reforma de saúde verdadeira.
Então, já que comer carne não é pecado, porque devemos abandoná-la como alimento?
A resposta para essa pergunta deve ser compreendida à luz do Grande Conflito. Ellen White afirmou:
“Manteiga e carne são estimulantes. Isto danifica o estômago e perverte o gosto. Os nervos sensitivos do cérebro são entorpecidos, e o apetite animal fortalecido às custas das faculdades morais e intelectuais. Essas elevadas faculdades, de função controladora, são enfraquecidas, de maneira que as coisas eternas não podem ser discernidas. A paralisia entorpece o que é espiritual e devocional. Satanás tem triunfado por ver quão facilmente pode ele vencer pelo apetite e controlar homens e mulheres de inteligência, destinados pelo Criador para fazer uma boa e grande obra.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 48.
“Oh! se cada pessoa pudesse discernir essas questões como me foram reveladas, os que agora são tão descuidosos, tão indiferentes à formação de seu caráter; os que imploram condescendência num regime cárneo, nunca abririam os lábios em justificação do apetite pela carne de animais mortos. Tal regime contamina o sangue em suas veias, e estimula as paixões sensuais inferiores. Enfraquece a viva percepção e o vigor do pensamento para a compreensão de Deus e da verdade, e o conhecimento de si mesmos.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 384.
A reforma de saúde não visa somente a saúde física, como também a espiritual. Uma pessoa que se alimenta de carne tende a ficar com a mente mais fraca ante a tentação. Entretanto, não adianta abandonar a carne e continuar ingerindo outros alimentos que provocam o mesmo resultado.
Os antidiluvianos foram incapazes de discernir entre o bem e mal devido à condescendência com o apetite (Mateus 24:37-39). Dessa forma Cristo disse que aconteceria nos últimos dias. Por esse motivo devemos colocar nosso apetite em sujeição à vontade de Deus. O Conflito acontece em nossa mente, e aquilo que comemos pode interferir em nossa decisão.
“O alimento cárneo também é prejudicial. Seu efeito, por natureza estimulante, deveria ser argumento suficiente contra o seu uso, e o estado doentio quase geral entre os animais torna-o duplamente objetável. Tende a irritar os nervos e despertar as paixões, fazendo assim com que a balança das faculdades penda para o lado das propensões baixas.” Educação, pág. 203.
No texto acima Ellen White diz os motivos para abandonar o alimento cárneo:
1. Ele estimula as propensões baixas. Isso significa dizer que quem come carne, apesar de não ser pecado comê-la, está mais tendencioso a pecar do que aquele que mantém um regime dentro dos padrões da reforma de saúde.
2. Os animais estão, a cada dia que passa, sendo acometidos por doenças que só prejudicam a saúde do homem, isso acontece devido aos hormônios e medicamentos que o animal deve ser submetido para ser abatido e gerar lucro aos criadores. Exemplo: antes dos hormônios uma galinha precisava, no mínimo, de seis meses para ficar pronta para o abate, hoje, com 45 dias ela alcança peso suficiente e é abatida. Além dos hormônios “... o que confere maior peso e tamanho às aves criadas para abate, em menor tempo, resulta de manipulações genéticas, práticas alimentares programadas e confinamento. Esse desenvolvimento acelerado tem como resultado maior rentabilidade para o produtor e menor preço para o consumidor”. Dr. Manfred Krusche, Revista Vida e Saúde (Série Especial, N.º 01, Vegetarianismo), pág. 4.
Além dessas objeções, devemos levar em consideração também os maus tratos a que os animais são submetidos. Exemplos:
- Galinhas: “A vida dessas aves é mesmo miserável. Passam a maior parte dela em gaiolas apertadas, com 18 horas de luz artificial acesa, por dia. O objetivo é que não durmam e comam o máximo possível uma comida que não lhes agrada. Os bicos são cortados para que não se matem nem cisquem.” Dra. Sônia T. Felipe, Revista Vida e Saúde (Série Especial, N.º 01, Vegetarianismo), pág. 20.
- Bois e Vacas: “O transporte de um lado para o outro é feito em condições miseráveis. Viajam em pé, sem comer, por dias e, se porventura se deitam, são forçados a levantar por ferrões pontiagudos. Na hora de morrer levam um tiro de pistola de ar comprimdo na testa. Desacordado, mas ainda vivo, o animal é erguido por um pata traseira e outro funcionário do matadouro lhe corta a garganta. O animal deve estar ainda vivo para que o sangramento seja o mais completo possível. Como ainda existem milhares de matadouros clandestinos e sem fiscalização em nosso país (calcula-se em 50%), o abate de bois e vacas a marretadas ainda é particado apesar da proibição.” Dra. Sônia T. Felipe, Revista Vida e Saúde (Série Especial, N.º 01, Vegetarianismo), pág. 21.
O pecado está na condescendência com o apetite. Não devemos fazer de nosso estômago um deus, como afirmou Paulo a respeito do inimigos da cruz de Cristo: “Quanto a estes, o seu destino é a perdição, o seu deus é o estômago e têm orgulho do que é vergonhoso; eles só pensam nas coisas terrenas.” Filipenses 3:19 (NVI). Em Romanos, Paulo é ainda mais claro: “Pois essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas a seus próprios apetites...” Romanos 16:18 (NVI).
A condescendência com o apetite é o motivo de muitos ainda estarem comendo carne. Muitos não se veem sem esse ingrediente em sua mesa. Se esse é o seu caso, ore a Deus e peça ajuda dos céus para vencer seu apetite, pois quem se deixa ser vencido por ele, comete pecado. Quando o povo de Israel desejou comer carne no deserto, muitos foram mortos, mas não porque comeram carne e sim por que a cobiçaram, o que levou eles a murmurem contra Deus por causa do maná, desejando as panelas de carne do Egito, fazendo do seu apetite um deus (Números 11:4-35), eles eram intemperantes. Lembremo-nos de que eles não desejaram só a carne, mas também verduras, frutas, etc. (Números 11:5 NVI). É justamente da intemperança que devemos fugir.
Muitos deixam de comer carne, mas continuam agindo com glutonaria. Não são temperantes. Não sabem controlar o apetite, mesmo que esteja em sua mesa somente alimentos saudáveis. Comer comida vegetariana em demasia, sem controle, sem temperança, também constitui pecado.
“Sobrecarregar o estômago é um pecado comum, e quando se usa demasiado alimento, todo o organismo é sobrecarregado. A vida e vitalidade, em vez de aumentar, diminuem. É assim como Satanás planeja. O homem utiliza suas forças vitais no desnecessário trabalho de cuidar de excesso de alimentos... A intemperança no comer, mesmo que sejam alimentos saudáveis, terá efeito danoso sobre o organismo, e embotará as faculdades mentais e morais.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 131.
“Comer menos é fator de longevidade comprovado cientificamente. Numa experiência com ratinhos dirigida pelo cientista Ron Hart para a Food and Drug Administration, órgão que controla a área de alimentação e remédios nos Estados Unidos, os que comiam 70% menos calorias viveram 50% a mais do que os obesos. Isso representaria 32 anos a mais na média brasileira de longevidade masculina, que é de 64,8 anos... Uma iniciativa saudável é substituir o jantar por frutas, o que está intimamente ligado ao fator descanso.” Dr. Elias Oliveira Lima, Revista Vida e Saúde (Série Especial, N.º 01, Vegetarianismo), pág. 29.
Elias foi alimentado com carne por que já havia vencido o apetite, ele era um homem temperante em todas as coisas (Ver Vidas que Falam, MM, 1971, pág. 273). Essa atitude deve fazer parte da vida de todo aquele que deseja herdar a salvação. O que precisamos vencer é o apetite, esse é o nosso inimigo.
“A força dominante do apetite demonstrar-se-á a ruína de milhares quando, se houvessem triunfado nesse ponto, teriam tido força moral para ganhar a vitória sobre qualquer outra tentação de Satanás. Os que são escravos do apetite, no entanto, deixarão de aperfeiçoar o caráter cristão. A incessante transgressão do homem através de seis mil anos, tem trazido em resultado doença, dor e morte. E, à medida que nos aproximamos do fim do tempo, a tentação do inimigo para ceder ao apetite será mais poderosa e difícil de vencer.” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 59.
Quanto àqueles que não têm condições de manter um regime vegetariano ou ovolactovegetariano, seja pelo lugar onde vivem ou por condições financeiras, devem eles se alimentar daquilo que é menos prejudicial.
Exemplo: Se em sua cidade existe disponível somente a aquisição de peixe, galinha ou carne bovina, prefira o peixe. Se há somente galinha e carne bovina, escolha a galinha (de preferência a criada com grãos, que é mais saudável). É esse o princípio que deve ser obedecido: alimentarmo-nos daquilo que menos nos enfraquecerá física, mental e espiritualmente. Para aqueles que não possuem boas condições financeiras, quero lembrar que a proteína de soja tem se mostrado com um valor mais acessível do que os exemplos acima, podendo ser encontrada em qualquer supermercado.
Não vamos aqui falar da culinária vegetariana, pois existem muitos sites que poderá ajudá-lo no preparo de alimentos saudáveis para você e sua família. Clique aqui e vejam alguns.
Na verdade o nosso problema é acreditar que somente a carne pode fornecer nutrientes para o nosso corpo, este é um engano.
“Quanto à melhor alimentação, a regra seria fazer a melhor seleção possível dos alimentos disponíveis em determinado momento e circunstância. A carne vai gradativamente deixando de ser um alimento seguro para quem se preocupa com a própria saúde e com a saúde da família. Nunca foi a melhor nutrição para a raça humana, e devido ao avanço das doenças nos próprios animais, é menos seguro atualmente depender dos animais para nossa sobrevivência.” Dr. Manfred Krushe, Revista Vida e Saúde (Série Especial, N.º 01, Vegetarianismo), pág. 6.
Conclusão
Comer carne não é pecado, desde que não esteja condescendendo com o apetite, mas apenas por não possuir outra opção devido à localidade que se reside ou que se encontra, ou devido à condição financeira de cada um, contudo, devemos fazer planos para abandoná-la definitivamente.
Devemos fazer esforços para alimentarmos daquilo que é menos prejudicial, e não daquilo que agrada ao paladar.
Não adianta deixar de comer carne e continuar alimentando-nos de outras substâncias que provocam os mesmos males e até pior do que os causados pela carne.
Deve-se fazer esforços para abandonar a carne como alimento devido à grande prova que iremos enfrentar, pois aqueles que vencerem ao apetite, bem como, aqueles que abandonaram a carne como alimento, estarão mais preparados para vencer no dia da grande tribulação, que parece está chegando. Quanto àqueles que não abandonarem a carne como alimento e não vencerem ao apetite, estarão mais fracos físico, mental e espiritualmente, podendo sucumbir ante a tentação.
Se quisermos levar uma vida vitoriosa em Cristo deve-se primeiramente vencer o apetite. Foi aqui que Adão falhou e foi aqui que Jesus venceu. Portanto, é o apetite o primeiro inimigo a ser vencido (Ver No Deserto da Tentação, Ellen White, Casa Publicadora Brasileira).
Quanto àqueles que acham que já faz muito abandonando o consumo de animais imundos, leia isto: “Os adventistas têm levado a sério a lei dos animais puros e impuros, e consideram-na como o mínimo do que o Senhor requer de nós em relação a uma alimentação apropriada.” Ángel Manuel Rodrígues, Revista Adventist World, Julho 2010, pág. 26. Essa atitude é apenas o mínimo que podemos oferecer, Deus espera mais de Seu povo. E que tal começarmos seguindo o seguinte conselho:
“O vegetarianismo tem se tornado popular ao redor do mundo por vários motivos: ético, ecológico, religioso e até narcisista. Talvez esse seja o momento certo para reafirmar o ideal divino, evitando-se o uso de carne em reuniões oficiais da igreja (reuniões de obreiros, “junta-panelas” na igreja, etc.) e, sempre que possível, não utilizando em nossa mesa.” Ángel Manuel Rodrígues, Revista Adventist World, Julho 2010, pág. 26.
A escolha é inteiramente nossa.
Resta Uma Esperança
02 agosto 2010
No sábado, sexo é pecado?
Uma pergunta que sempre é feita por ocasião dos encontros de casais e cursos para noivos da Igreja Adventista do Sétimo Dia é a seguinte: “Relação sexual, durante as horas do Sábado, é pecado?” As respostas se dividem: Alguns respondem sim; outros não.
Vários fatores levam uma pessoa a posicionar-se diante do assunto: Sua formação cultural, religiosa, familiar e concepções pessoais sobre o Sábado, sexo e casamento.
Conhecendo a Situação
É importante lembrar que a teologia do período pós-apostólico foi influenciada por correntes filosóficas como o Gnosticismo, que com seu dualismo entre matéria, essencialmente má, e espírito, essencialmente bom, gerou dois tipos de comportamentos:
Liberalismo – Doutrina que se baseia na liberdade inconsequente para desfrutar os prazeres da carne. Seus praticantes entregavam-se ao vicio e à imoralidade. Este comportamento liberal é completamente desaprovado pela ética cristã como se observa em toda a Bíblia.
Ascetismo – Doutrina moral que se baseia no desprezo do corpo e das sensações físicas de prazer. Seus praticantes chegavam a proibir o casamento e possuíam conceitos negativos sobre o sexo. Por sua vez, em sua época Paulo condenou uma heresia que proibia o casamento (1Tm 4:3).
Interessante atentar para o fato de que muitos dos chamados Pais da Igreja defendiam o celibato. Dentre eles: São Jerônimo, Tertuliano, Santo Agostinho. E ao que tudo indica, Santo Agostinho foi o que mais influenciou o pensamento católico. Ele cria que o celibato é superior ao casamento; e que sexo no casamento somente para procriação. E, ele foi além. Se o casamento é sacramento, então o sexo é pecado venial. Segundo o Novo Dicionário Aurélio, o pecado venial é aquele “que enfraquece a graça sem a destruir”. Diríamos que seria um pecado que Deus consentiria.
O ponto de vista de Agostinho em relação ao sexo tornou-se dominante na Igreja Medieval, e foi aceito por São Tomás no século XIII. Dessa forma, tornou-se a palavra autorizada para o catolicismo posterior, como testemunharam o Concílio de Trento e os pronunciamentos dos papas mais recentes. (E. C. Gardner, Fé Bíblica e Ética Social p. 257 e 258). Por outro lado existe o pensamento hedonista de que o sexo deve ser praticado apenas para o prazer.
Esses pensamentos equivocados geraram visões distorcidas do sexo, que não correspondem à Bíblia.
O Sexo na Bíblia
Na Bíblia, o sexo é apresentado como algo bom, dádiva do Criador para o casamento com propósitos de procriação e prazer (Gn 1:27,28; Pv 5:18-19; Mt 19:16). No entanto, há algo mais nas Escrituras que merece ser estudado.
O símbolo de uma experiência maior
Em Ef 5:23 a 32, Paulo estabelece um paralelo entre o casamento humano e a união de Cristo com Sua igreja. Este simbolismo tem suas raízes no Antigo Testamento. Esta analogia evidencia por implicação que o sexo dentro do casamento não é pecado.
A relação sexual praticada por um casal que se ama é plena de significado bíblico. É o clímax de uma união física, mental e espiritual abençoada pelo Criador. Pois, este ato torna os dois “uma só carne”. Não há dicotomia entre o corpo e a alma. Não há separação entre tal unidade e santidade. Por isso, o apóstolo Paulo disse: “O matrimônio seja honrado por todos, e o leito conjugal, sem mancha…” – Hb 13:4. A palavra para “leito” aqui usada é “koite”, que significa “coabitar”. Portanto, sexo no casamento é considerado santo e a expressão maior de uma união conjugal. Se crermos assim e o considerarmos bom e santo, provavelmente, não haverá problemas em nos relacionar dessa forma no sábado.
Além disso, no pensamento hebraico o Sábado devia ser usado como um tempo para os cônjuges renovarem seus votos de fidelidade e íntima comunhão. O Dr. Samuele Bacchiochi em seu livro Divine Rest For Human Restlessness, p. 294 menciona uma prática judaica que nos ajuda a entender esta concepção: “Samuel M. Segal explica que ‘segundo a lei judaica, todo homem deveria ter relações maritais pelo menos uma vez por semana, preferivelmente na sexta-feira à noite. Desde que o Cântico dos Cânticos fala do amor entre homem e mulher, o homem precisa lê-lo ao entrar no Sábado para criar uma atmosfera de amor e afeição. E por essa razão, também, na sexta-feira à noite, durante a refeição, o homem recita o último capitulo de Provérbios no qual se enaltece a mulher virtuosa’ (The Sabbath Book, 1942 p. 17)”.
Conclusão
Não pretendemos dogmatizar, mas apresentar um ponto de vista com respaldo teológico e bíblico. Todavia, existem outros pontos de vista que devem ser respeitados. Vale lembrar que a Bíblia não é normativa quanto a esta questão. Ela apenas nos fornece elementos necessários para dizermos que a relação sexual no casamento, conforme Hb 13:4, não é pecado. E, que este ato não é somente fisiológico-hedonista, nem somente para procriação. Mas um procedimento que envolve três aspectos distintos, mas inseparáveis: físico, mental e espiritual; é uma unidade. Com base nisso pode-se fazer uma ligação entre o sábado e a manifestação maior do amor conjugal. Contudo, é importante ressaltar que algumas pessoas não se sentem à vontade para praticar este ato durante as horas sabáticas. Elas devem ser respeitadas. Afinal a semana tem outros seis dias. O que não se pode é declarar que sexo no sábado é pecado baseado em conceitos pessoais.
Bibliografia
1) Bachiocchi, Samuele. Divine Rest for Human Restlessnes,Edição do autor – Berrien Springs. Michigan 49-103, USA
2) Gardner, E. C.. Fé Bíblica e Ética Social – Juerp, RJ
3) Lahye, Tim e Berverly. O Ato Conjugal, Editora Betânia, Venda Nova – MG
4) Lawe, Frank e Stephan Olford – A Santidade do Sexo, Editora Fiel, São Paulo, SP
5) Francis Nichol, Ed, The Seventh-Day Adventist Bible Comentary, Vols. I e VIII
6) Charles Wittschiebe, God Invented Sex, Review and Herald Publishing Association, Nashville, Tennessee.
7) Kubo, Sakae. Theology Ethics of Sex, Review and Herald Publishing Association, Nashville, Tennessee – Washington – DC
Autor: Pr. Moisés Mattos
Fonte: http://www.vidaadois.net/
http://www.bloglarefamilia.blogspot.com/
Fonte de onde foi copiado: http://www.novotempo.org.br/advir/?p=2945
Nota: Concordo plenamente com o fato de que o sexo é santo, assim como o sábado também o é. Portanto, não existe nada do ponto de vista teológico que o proíba nas horas do sábado. Contudo, Satanás, como é de seu costume disvirtuar tudo que Deus criou para o bem de Suas criaturas, assim ele fez com o sexo, tornando-o um desejo carnal e conduzindo-o para a imoralidade. O que precisamos compreender é que o sexo não é o mais importante no relacionamento, ele tem sua importância, é claro, mas o mais importante em um relacionamento é o companheirismo. Alguns homens passam o dia inteiro sem dá atenção à esposa, sem dá carinho, e espera receber uma esposa pronta para o sexo à noite, e quando não acontece da forma como ele espera, a culpada é a esposa, quando na verdade ele é o culpado.
Essa questão do sexo no sábado ser sempre levantada em encontros de casais é motivada devido a grande imoralidade crescente em nossos dias. Os casais sentem-se influenciados pela sensualidade que tem sido tão explorada por homens e mulheres. O consumo de alimentos estimulantes, onde a quantidade de hormônios é alta, pode também influenciar esse procedimento. "Quanto menos estimulante o regime, tanto mais facilmente podem as paixões ser dominadas. A satisfação do paladar não deve ser considerada sem levar em conta a saúde física, intelectual ou moral." CS, pág. 622. "Não conheceis o perigo de comer carne meramente porque vosso apetite anseia por ela. Ao participar, porém, dessa alimentação, o homem põe na boca o que estimula paixões pecaminosas." ME, 3, pág. 289.
Portanto, o sexo no sábado realizado de acordo com a orientação bíblica não é pecado, mas se o homem ou a mulher são influenciados pela imoralidade crescente, deixando aflorar em seu leito santo o desejo carnal que conduz para essa imoralidade, então o sexo no sábado é pecado. Pois Isaías 58:13 e 14 assim determina: "Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras,
Então te deleitarás no SENHOR, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do SENHOR o disse."
Cada homem e mulher faça um exame minucioso de seu real desejo pelo sexo no sábado.
É para glorificar a Deus como Criador?
É por que amo a minha(meu) esposa(o) e desejo selar o nosso amor no sábado?
Durante a semana eu a(o) tratei com carinho e atenção?
Ou,
É por que fui estimulado(a) pela sensualidade?
É por que vi ou ouvir algo que me despertou o desejo pelo sexo?
É por que a imoralidade prevalece em meu coração?
É por que o velho homem ainda não morreu e desejo fazer ele ressucitar em meu leito?
Ademais, precisamos entender que a temperança deve permear a vida de todo filho de Deus, e o sexo também deve fazer parte dessa temperança.
Pense nisso.
Vários fatores levam uma pessoa a posicionar-se diante do assunto: Sua formação cultural, religiosa, familiar e concepções pessoais sobre o Sábado, sexo e casamento.
Conhecendo a Situação
É importante lembrar que a teologia do período pós-apostólico foi influenciada por correntes filosóficas como o Gnosticismo, que com seu dualismo entre matéria, essencialmente má, e espírito, essencialmente bom, gerou dois tipos de comportamentos:
Liberalismo – Doutrina que se baseia na liberdade inconsequente para desfrutar os prazeres da carne. Seus praticantes entregavam-se ao vicio e à imoralidade. Este comportamento liberal é completamente desaprovado pela ética cristã como se observa em toda a Bíblia.
Ascetismo – Doutrina moral que se baseia no desprezo do corpo e das sensações físicas de prazer. Seus praticantes chegavam a proibir o casamento e possuíam conceitos negativos sobre o sexo. Por sua vez, em sua época Paulo condenou uma heresia que proibia o casamento (1Tm 4:3).
Interessante atentar para o fato de que muitos dos chamados Pais da Igreja defendiam o celibato. Dentre eles: São Jerônimo, Tertuliano, Santo Agostinho. E ao que tudo indica, Santo Agostinho foi o que mais influenciou o pensamento católico. Ele cria que o celibato é superior ao casamento; e que sexo no casamento somente para procriação. E, ele foi além. Se o casamento é sacramento, então o sexo é pecado venial. Segundo o Novo Dicionário Aurélio, o pecado venial é aquele “que enfraquece a graça sem a destruir”. Diríamos que seria um pecado que Deus consentiria.
O ponto de vista de Agostinho em relação ao sexo tornou-se dominante na Igreja Medieval, e foi aceito por São Tomás no século XIII. Dessa forma, tornou-se a palavra autorizada para o catolicismo posterior, como testemunharam o Concílio de Trento e os pronunciamentos dos papas mais recentes. (E. C. Gardner, Fé Bíblica e Ética Social p. 257 e 258). Por outro lado existe o pensamento hedonista de que o sexo deve ser praticado apenas para o prazer.
Esses pensamentos equivocados geraram visões distorcidas do sexo, que não correspondem à Bíblia.
O Sexo na Bíblia
Na Bíblia, o sexo é apresentado como algo bom, dádiva do Criador para o casamento com propósitos de procriação e prazer (Gn 1:27,28; Pv 5:18-19; Mt 19:16). No entanto, há algo mais nas Escrituras que merece ser estudado.
O símbolo de uma experiência maior
Em Ef 5:23 a 32, Paulo estabelece um paralelo entre o casamento humano e a união de Cristo com Sua igreja. Este simbolismo tem suas raízes no Antigo Testamento. Esta analogia evidencia por implicação que o sexo dentro do casamento não é pecado.
A relação sexual praticada por um casal que se ama é plena de significado bíblico. É o clímax de uma união física, mental e espiritual abençoada pelo Criador. Pois, este ato torna os dois “uma só carne”. Não há dicotomia entre o corpo e a alma. Não há separação entre tal unidade e santidade. Por isso, o apóstolo Paulo disse: “O matrimônio seja honrado por todos, e o leito conjugal, sem mancha…” – Hb 13:4. A palavra para “leito” aqui usada é “koite”, que significa “coabitar”. Portanto, sexo no casamento é considerado santo e a expressão maior de uma união conjugal. Se crermos assim e o considerarmos bom e santo, provavelmente, não haverá problemas em nos relacionar dessa forma no sábado.
Além disso, no pensamento hebraico o Sábado devia ser usado como um tempo para os cônjuges renovarem seus votos de fidelidade e íntima comunhão. O Dr. Samuele Bacchiochi em seu livro Divine Rest For Human Restlessness, p. 294 menciona uma prática judaica que nos ajuda a entender esta concepção: “Samuel M. Segal explica que ‘segundo a lei judaica, todo homem deveria ter relações maritais pelo menos uma vez por semana, preferivelmente na sexta-feira à noite. Desde que o Cântico dos Cânticos fala do amor entre homem e mulher, o homem precisa lê-lo ao entrar no Sábado para criar uma atmosfera de amor e afeição. E por essa razão, também, na sexta-feira à noite, durante a refeição, o homem recita o último capitulo de Provérbios no qual se enaltece a mulher virtuosa’ (The Sabbath Book, 1942 p. 17)”.
Conclusão
Não pretendemos dogmatizar, mas apresentar um ponto de vista com respaldo teológico e bíblico. Todavia, existem outros pontos de vista que devem ser respeitados. Vale lembrar que a Bíblia não é normativa quanto a esta questão. Ela apenas nos fornece elementos necessários para dizermos que a relação sexual no casamento, conforme Hb 13:4, não é pecado. E, que este ato não é somente fisiológico-hedonista, nem somente para procriação. Mas um procedimento que envolve três aspectos distintos, mas inseparáveis: físico, mental e espiritual; é uma unidade. Com base nisso pode-se fazer uma ligação entre o sábado e a manifestação maior do amor conjugal. Contudo, é importante ressaltar que algumas pessoas não se sentem à vontade para praticar este ato durante as horas sabáticas. Elas devem ser respeitadas. Afinal a semana tem outros seis dias. O que não se pode é declarar que sexo no sábado é pecado baseado em conceitos pessoais.
Bibliografia
1) Bachiocchi, Samuele. Divine Rest for Human Restlessnes,Edição do autor – Berrien Springs. Michigan 49-103, USA
2) Gardner, E. C.. Fé Bíblica e Ética Social – Juerp, RJ
3) Lahye, Tim e Berverly. O Ato Conjugal, Editora Betânia, Venda Nova – MG
4) Lawe, Frank e Stephan Olford – A Santidade do Sexo, Editora Fiel, São Paulo, SP
5) Francis Nichol, Ed, The Seventh-Day Adventist Bible Comentary, Vols. I e VIII
6) Charles Wittschiebe, God Invented Sex, Review and Herald Publishing Association, Nashville, Tennessee.
7) Kubo, Sakae. Theology Ethics of Sex, Review and Herald Publishing Association, Nashville, Tennessee – Washington – DC
Autor: Pr. Moisés Mattos
Fonte: http://www.vidaadois.net/
http://www.bloglarefamilia.blogspot.com/
Fonte de onde foi copiado: http://www.novotempo.org.br/advir/?p=2945
Nota: Concordo plenamente com o fato de que o sexo é santo, assim como o sábado também o é. Portanto, não existe nada do ponto de vista teológico que o proíba nas horas do sábado. Contudo, Satanás, como é de seu costume disvirtuar tudo que Deus criou para o bem de Suas criaturas, assim ele fez com o sexo, tornando-o um desejo carnal e conduzindo-o para a imoralidade. O que precisamos compreender é que o sexo não é o mais importante no relacionamento, ele tem sua importância, é claro, mas o mais importante em um relacionamento é o companheirismo. Alguns homens passam o dia inteiro sem dá atenção à esposa, sem dá carinho, e espera receber uma esposa pronta para o sexo à noite, e quando não acontece da forma como ele espera, a culpada é a esposa, quando na verdade ele é o culpado.
Essa questão do sexo no sábado ser sempre levantada em encontros de casais é motivada devido a grande imoralidade crescente em nossos dias. Os casais sentem-se influenciados pela sensualidade que tem sido tão explorada por homens e mulheres. O consumo de alimentos estimulantes, onde a quantidade de hormônios é alta, pode também influenciar esse procedimento. "Quanto menos estimulante o regime, tanto mais facilmente podem as paixões ser dominadas. A satisfação do paladar não deve ser considerada sem levar em conta a saúde física, intelectual ou moral." CS, pág. 622. "Não conheceis o perigo de comer carne meramente porque vosso apetite anseia por ela. Ao participar, porém, dessa alimentação, o homem põe na boca o que estimula paixões pecaminosas." ME, 3, pág. 289.
Portanto, o sexo no sábado realizado de acordo com a orientação bíblica não é pecado, mas se o homem ou a mulher são influenciados pela imoralidade crescente, deixando aflorar em seu leito santo o desejo carnal que conduz para essa imoralidade, então o sexo no sábado é pecado. Pois Isaías 58:13 e 14 assim determina: "Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras,
Então te deleitarás no SENHOR, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do SENHOR o disse."
Cada homem e mulher faça um exame minucioso de seu real desejo pelo sexo no sábado.
É para glorificar a Deus como Criador?
É por que amo a minha(meu) esposa(o) e desejo selar o nosso amor no sábado?
Durante a semana eu a(o) tratei com carinho e atenção?
Ou,
É por que fui estimulado(a) pela sensualidade?
É por que vi ou ouvir algo que me despertou o desejo pelo sexo?
É por que a imoralidade prevalece em meu coração?
É por que o velho homem ainda não morreu e desejo fazer ele ressucitar em meu leito?
Ademais, precisamos entender que a temperança deve permear a vida de todo filho de Deus, e o sexo também deve fazer parte dessa temperança.
Pense nisso.
04 dezembro 2009
Um Grande Engano
“O cristianismo enfrenta uma das maiores crises hermenêuticas e comportamentais de sua história.” Compreendendo as Escrituras - Uma Abordagem Adventista, pág. ix. Alberto R. Timm, Ph.D.Um irmão me fez um questionamento sobre uma declaração proferida por um pastor de uma igreja evangélica que se autodenomina apóstolo, onde ele afirmava o seguinte: “Os milagres que eu faço são realizados por Deus, pois o diabo veio somente para roubar, matar e destruir.” Com essa declaração o pastor queria combater as afirmações contra o caráter de seus milagres.
Como afirmo veementemente que os milagres realizados por diversas igrejas evangélicas são realizados pelo poder de Satanás, o irmão me solicitou esclarecimento sobre essa aplicação feita pelo pastor citado acima. Achei importante colocar a mesma explicação que dei a ele aqui no blog.
Quero afirmar primeiramente que esta declaração não faz o menor sentido, demonstra, apenas, uma falta de compreensão absurda das Escrituras Sagradas por parte do referido pastor.
A declaração do pastor é baseada no seguinte verso:
“O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir: eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.” João 10: 10.
Este verso afirma a verdadeira obra de Satanás, o seu verdadeiro objetivo para com a raça humana. Mas quais os meios usados por Satanás para conduzir a humanidade para a destruição?
“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos do vosso pai: ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.” João 8: 44.
A mentira, o engano, estas são as ferramentas de Satanás. Por esse motivo os falsos milagres são um dos meios pelos quais ele conduzirá a muitos para a destruição. (Mateus 24: 24, II Tessalonicenses 2: 9-12).
O problema de muitos é acreditar que o diabo sempre se manifestará com chifre, rabo, com cara de malvado, fazendo atrocidades, matando, roubando e destruindo. Um ladrão inteligente se disfarça para ganhar confiança, assim faz um bom assassino. Seria diferente com Satanás? Claro que não; ele é o principal homicida deste universo; ninguém melhor do que ele para conhecer todas as artimanhas do engano; a sabedoria dele excede a de qualquer mortal. Paulo ao se referir sobre Santaás e seus meios para enganar, afirmou: “E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça, o fim dos quais será conforme as suas obras.” II Coríntios 11: 14-15.
Essa advertência também serve para nós, adventistas, pois devido não estarmos atentos aos enganos satânicos, temos permitido muitos dos seus ensinos dentro de nossa igreja; um deles é a música rock para adoração. Alguns dias atrás li um artigo que afirmava que o problema não está na música, pois ela é neutra, o problema é a letra. Essa afirmação abre as portas para o uso de todos os ritmos como “apropriado” para adoração. O autor do artigo afirma em outro comentário que, 'apesar de muitos cantores de rock estarem ligado com o satanismo, muitos outros cantores eram religiosos e a música rock também é usada para pregar solidariedade e humanismo'. Que engano! Satanás jamais seria aceito na Igreja se demonstrasse suas intenções abertamente, então ele se disfarça, e pior, muitos estão indo atrás se seus enganos.
"Satanás está bem ciente de que a mais débil alma que permaneça em Cristo é mais que suficiente para competir com as hostes das trevas, e que, caso ele se revelasse abertamente, seria enfrentado e vencido. Portanto, procura retirar das suas potentes fortificações os soldados da cruz, enquanto jaz de emboscada com as suas forças, pronto para destruir todos os que se arriscam a penetrar em seu terreno. Unicamente com humilde confiança em Deus, e obediência a todos os Seus mandamentos, poderemos achar-nos seguros.
"Ninguém, sem oração, se encontra livre de perigo durante um dia ou uma hora que seja. Especialmente devemos rogar ao Senhor sabedoria para compreender a Sua Palavra. Ali estão revelados as armadilhas do tentador, e os meios pelos quais se pode a ele resistir com êxito. Satanás é perito em citar as Escrituras, dando sua própria interpretação às passagens pelas quais espera fazer-nos tropeçar. Devemos estudar a Bíblia com humildade de coração, nunca perdendo de vista nossa sujeição a Deus. Ao mesmo tempo em que nos devemos guardar constantemente contra os ardis de Satanás, cumpre com fé orar sempre: 'Não nos deixes cair em tentação.'" Mat. 6:13. O Grande Conflito, pág. 530.
Resta Uma Esperança
"Satanás está bem ciente de que a mais débil alma que permaneça em Cristo é mais que suficiente para competir com as hostes das trevas, e que, caso ele se revelasse abertamente, seria enfrentado e vencido. Portanto, procura retirar das suas potentes fortificações os soldados da cruz, enquanto jaz de emboscada com as suas forças, pronto para destruir todos os que se arriscam a penetrar em seu terreno. Unicamente com humilde confiança em Deus, e obediência a todos os Seus mandamentos, poderemos achar-nos seguros.
"Ninguém, sem oração, se encontra livre de perigo durante um dia ou uma hora que seja. Especialmente devemos rogar ao Senhor sabedoria para compreender a Sua Palavra. Ali estão revelados as armadilhas do tentador, e os meios pelos quais se pode a ele resistir com êxito. Satanás é perito em citar as Escrituras, dando sua própria interpretação às passagens pelas quais espera fazer-nos tropeçar. Devemos estudar a Bíblia com humildade de coração, nunca perdendo de vista nossa sujeição a Deus. Ao mesmo tempo em que nos devemos guardar constantemente contra os ardis de Satanás, cumpre com fé orar sempre: 'Não nos deixes cair em tentação.'" Mat. 6:13. O Grande Conflito, pág. 530.
27 novembro 2009
Deus não é Deus de Mortos, mas de vivos
Um dos textos utilizados pelos defensores da imortalidade da alma é encontrado em Mateus 22: 29-32, que diz:
“Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus; Porque, na ressurreição, nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus, no céu. E, acerca da ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.”
O argumento utilizado é a afirmação de Cristo ao dizer: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos”. Portanto, se “Deus não é Deus de mortos, mas sim dos vivos”, a conclusão tirada é que Abraão, Isaque e Jacó estão vivos no seio de Abraão. Como Abraão poderia ficar em seu próprio seio? Os mortos antes de Abraão ficaram onde?
Novamente é utilizado um texto fora do seu contexto, e, assim, se torna um pretexto para justificar uma doutrina que não é corroborada pela Bíblia.
Para entendermos esse texto precisamos responder duas perguntas básicas:
1. Qual o assunto principal no texto?
2. Quem começou o assunto?
O assunto principal é a Ressurreição, veja verso 31. O assunto surgiu a partir da ideia de não existir ressurreição dos mortos, ideia defendida pelos saduceus, elaboradores da pergunta. Um dos argumentos utilizados por eles para tentar “provar” que a ressurreição não poderia ocorrer, era um texto de Moisés encontrado em Deuteronômio 25:5, texto citado no verso 24. Eles usam um caso onde uma mulher casada que ficara viúva, deveria se casar com um dos irmãos, e, se este vier a morrer, o próximo irmão deve fazer o mesmo, e assim por diante. Portanto, quem seria o marido dela após a ressurreição se ela se casasse com sete irmãos? Esta pergunta, para muitos, ficava sem resposta. Mas Jesus foi direto, afirmando: “Errais não conhecendo as escrituras nem o poder de Deus”, verso 29. Com esta declaração Jesus afirmou que eles estavam distorcendo as escrituras (Bíblia), e nem conheciam o poder de Deus que é capaz de ressuscitar qualquer pessoa, algo que o próprio Jesus fez com Lázaro após quatro dias no túmulo, e com muitos outros.
Foi nesse contexto que Jesus afirmou: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos”.
Então devemos entender claramente que o fato de alguém está morto não significa que este não voltará à vida; a morte do filho de Deus é considerada ao sono (João 11: 11-14); estão eles dormindo aguardando o dia da ressurreição, portanto, Deus é o Deus que trará Abraão, Isaque, Jacó, Josué, Davi e muitos outros de volta à vida, e, assim, receberão a vida eterna.
Jesus não estava falando de vida após a morte, mas de ressurreição dos mortos. Não devemos confundir as escrituras, como fizeram os saduceus, utilizando uma declaração de Moisés que nada tem haver com ressurreição para justificar suas ideias errôneas. Do mesmo modo existem pessoas utilizando esta passagem que fala de ressurreição, para falar de vida após a morte, para esses repito a declaração de Cristo: “Errais não conhecendo as escrituras, nem o poder de Deus”.
Leia: Eclesiastes 9: 5-6.
Resta Uma Esperança
“Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus; Porque, na ressurreição, nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus, no céu. E, acerca da ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.”
O argumento utilizado é a afirmação de Cristo ao dizer: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos”. Portanto, se “Deus não é Deus de mortos, mas sim dos vivos”, a conclusão tirada é que Abraão, Isaque e Jacó estão vivos no seio de Abraão. Como Abraão poderia ficar em seu próprio seio? Os mortos antes de Abraão ficaram onde?
Novamente é utilizado um texto fora do seu contexto, e, assim, se torna um pretexto para justificar uma doutrina que não é corroborada pela Bíblia.
Para entendermos esse texto precisamos responder duas perguntas básicas:
1. Qual o assunto principal no texto?
2. Quem começou o assunto?
O assunto principal é a Ressurreição, veja verso 31. O assunto surgiu a partir da ideia de não existir ressurreição dos mortos, ideia defendida pelos saduceus, elaboradores da pergunta. Um dos argumentos utilizados por eles para tentar “provar” que a ressurreição não poderia ocorrer, era um texto de Moisés encontrado em Deuteronômio 25:5, texto citado no verso 24. Eles usam um caso onde uma mulher casada que ficara viúva, deveria se casar com um dos irmãos, e, se este vier a morrer, o próximo irmão deve fazer o mesmo, e assim por diante. Portanto, quem seria o marido dela após a ressurreição se ela se casasse com sete irmãos? Esta pergunta, para muitos, ficava sem resposta. Mas Jesus foi direto, afirmando: “Errais não conhecendo as escrituras nem o poder de Deus”, verso 29. Com esta declaração Jesus afirmou que eles estavam distorcendo as escrituras (Bíblia), e nem conheciam o poder de Deus que é capaz de ressuscitar qualquer pessoa, algo que o próprio Jesus fez com Lázaro após quatro dias no túmulo, e com muitos outros.
Foi nesse contexto que Jesus afirmou: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos”.
Então devemos entender claramente que o fato de alguém está morto não significa que este não voltará à vida; a morte do filho de Deus é considerada ao sono (João 11: 11-14); estão eles dormindo aguardando o dia da ressurreição, portanto, Deus é o Deus que trará Abraão, Isaque, Jacó, Josué, Davi e muitos outros de volta à vida, e, assim, receberão a vida eterna.
Jesus não estava falando de vida após a morte, mas de ressurreição dos mortos. Não devemos confundir as escrituras, como fizeram os saduceus, utilizando uma declaração de Moisés que nada tem haver com ressurreição para justificar suas ideias errôneas. Do mesmo modo existem pessoas utilizando esta passagem que fala de ressurreição, para falar de vida após a morte, para esses repito a declaração de Cristo: “Errais não conhecendo as escrituras, nem o poder de Deus”.
Leia: Eclesiastes 9: 5-6.
Resta Uma Esperança
07 agosto 2008
Respostas às dúvidas que possam existirem por parte de alguns leitores deste blog
Recebi um e-mail de uma leitora deste blog, chamada Priscila Oliveira, com algumas dúvidas e achei que as dúvidas dela poderão ser também as de muitos outros leitores, então resolvi postar as respostas que enviei, para assim esclarecer aos demais.Será então que esse novo RG que virá em 2009 nós Adventistas não poderemos tirar?
Quanto à nova carteira de identidade em janeiro, ainda poderemos utilizá-la, pois ainda não é exigido que se guarde o domingo para possuí-la, quando o for, teremos que nos livrar dela. Você poderá trocar seu documento por esse novo, sem problema, porém esse novo documento é apenas o início para ser implantado um Controle Mundial, mas, por enquanto, eles estão só começando. Então fique tranqüilo(a). Mantenha-se sempre bem informado(a) para não cometer nenhum erro.
Virá outro documento?
Deve vir sim outro documento. Tem sido muito comentado sobre um chip contendo todos dados da pessoa, a tecnologia para isso já foi desenvolvida e já está em testes. O desenvolvimento da Biometria tem contribuído de forma grandiosa para isso.
Você sabe se nos EUA está passando pelo congresso essa lei de descanso dominical?
Quanto à lei nos EUA, por enquanto, não poderei lhe informar muita coisa, até mesmo por que precisamos nos manter calmos. Existem rumores e o movimento tem ganhado força, mas nada de concreto foi confirmado ainda, então se mantenha calmo(a) e se prepare que é o mais importante a ser feito. Fique atento(a) nas postagens dos Blogs Resta Uma Esperança, Diário da Profecia, Minuto Profético e outros que irão informar sobre isso com certeza, assim você saberá quando for instituída. Pelo menos no blog Resta Uma Esperança essa será uma das minhas últimas postagens antes de atender ao apelo de Cristo para correr aos montes para nos proteger.
Advertência
Quero só lhe advertir que todos os acontecimentos que, ainda estão só no início, podem parecer demorado até eles tomarem a decisão final, mas nos é informado por Ellen White que os últimos acontecimentos serão rápidos e sucessivos. Então a demora é só no começo, afinal essa decisão de restringir a liberdade é difícil para ser tomada por qualquer governante democrata, por isso eles estão tirando a liberdade devagar, para não agredir de uma vez só, pois isso causaria um alvoroço muito grande. Com o aquecimento global se agravando, o terrorismo em alta, a violência como nos dias anteriores ao dilúvio, essas medidas brevemente encontrarão apoio na maioria da população, por isso a demora. A população precisa tomar consciência de que é necessário tirar a liberdade para se ter segurança e combater o Aquecimento Global, fazendo com que o mundo descanse em um dia da semana, no caso o domingo, para assim diminuir a poluição. O Aquecimento Global nos leva ao descanso dominical e o crescimento do terrorismo e da violência à restrição da liberdade religiosa e civil. Veja que Satanás está agindo com inteligência, mas precisamos ser tementes a Deus para podermos ser sábios.
Eis o mais importante: Arrependimento, Preparação, União com Cristo, Um novo Coração, Verdadeiro Cristianismo, Clamar a Deus pelo derramamento da Chuva Serôdia, Término da Obra. Tudo isso só virá mediante desprendimento dos anseios seculares, do mundanismo e a realização de profundas e sinceras orações.
Biometria : "estudo estatístico das características físicas ou comportamentais dos seres vivos. Recentemente este termo também foi associado a medida de características físicas ou comportamentais das pessoas como forma de identificá-las unicamente. Hoje a biometria é usada na identificação criminal, controle de ponto, controle de acesso, etc. Os sistemas chamados biométricos podem basear seu funcionamento em características de diversas partes do corpo humano, por exemplo: os olhos, a palma da mão, as digitais do dedo, a retina ou íris dos olhos. A premissa em que se fundamentam é a de que cada indivíduo é único e possuí características físicas e de comportamento (a voz, a maneira de andar, etc.) distintas".
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