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22 dezembro 2009

O que o fracasso da reunião de cúpula em Copenhague nos ensina?


Embora o aquecimento global tenha se mostrado um pretexto para impor leis que venham limitar a liberdade das pessoas, não podemos negar que o planeta está enfrentando um grande número de desastres naturais como nunca antes registrado na história, se o homem tem contribuído em pouco ou em muito para isso, ainda não temos certeza, mesmo por que há divergências entre os cientistas quanto a esse assunto.

Os anjos de Deus estão segurando os ventos da destruição deste planeta (Apocalipse 7: 1-3) até que os Seus servos sejam selados, assim também como os servos de Satanás (Apocalipse 13: 16-17). Esse selamento ainda não terminou e - até que o último servo de Deus receba o selo - os desastres irão aumentar, impressionando o mundo para tomar uma decisão, seja ao lado da Verdade ou ao lado da mentira. Como disse Jesus a respeito deste momento em que vivemos: "é apenas o princípio das dores" Mateus 24: 8. Esses "pequenos desastres" não poderão ser em nada comparado com o que virá após cada um tomar sua decisão, a destruição alcançará o mundo quando os filhos de Deus forem selados.

O que estamos enfrentando é um pequeno tempo de angústia antes que saia o decreto, leia:

Na página 33 [de Primeiros Escritos] é dito o seguinte: "... Ao início do tempo de angústia fomos cheios do Espírito Santo ao sairmos para proclamar o sábado mais amplamente." Esta visão foi dada em 1847, quando havia apenas poucos dentre os irmãos do advento observando o sábado, e desses somente uns poucos supunham que sua observância era de suficiente importância para constituir uma linha de separação entre o povo de Deus e os incrédulos. Agora o cumprimento desta visão está começando a ser visto. O "início do tempo de angústia" ali mencionado, não se refere ao tempo em que as pragas começarão a ser derramadas, mas a um breve período, pouco antes, enquanto Cristo está no santuário. Nesse tempo, enquanto a obra de salvação está se encerrando, tribulações virão sobre a Terra, e as nações ficarão iradas, embora contidas para não impedir a obra do terceiro anjo. Eventos Finais, pág. 143.

A falta de um consenso em Copenhaque nos mostra que maiores desastres virão, e impressionarão o mundo a tomar medidas mais sérias, medidas que se fossem tomadas agora não teria o efeito desejado. Os boatos que envolveram Copenhague, a divulgação de e-mails que, supostamente, demonstravam que cientistas ligados a ONU haviam falsificado dados para provocar sensacionalismo, contribuíram para esse fracasso. Como afirmou Paulo: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente, para o bem daqueles que amam a Deus”. Romanos 8:28. Portanto, Deus está concedendo à sua Igreja, aos seus amados filhos, tempo para se prepararem, pois grandes lutas virão. O mal está apenas se avolumando, quando a ele for permitido agir, precisamos está com a espada em punho.

Conclusão

Deus está no controle. Ele só permitirá o cumprimento da profecia quando ver, em Sua Igreja, pessoas preparadas, pois o Alto Clamor deverá ser realizado por pessoas que não temerão Satanás, e para isso deverão ter recebido a Chuva Serôdia. Isso nos mostra que ainda temos parte do caminho a percorrer.

Quero aqui deixar claro mais um vez que, o fato da ecologia está sendo pretexto de alguns para restringir a liberdade, não significa que temos que nos colocar contra a ecologia, pelo contrário, como filhos de Deus, a Quem chamados de Criador, então devemos proteger a criação de nosso Pai. Todo cristão tem o dever de proteger o meu ambiente.

Hilton Robson
Resta Uma Esperança

10 dezembro 2009

Especial Copenhague


Copenhague: protestos no mundo todo prometem pressionar líderes

Por Luiz De França

O mundo assistirá a uma série de grandes manifestações neste fim de semana. O objetivo de todas elas é um só: pressionar os líderes mundiais reunidos na 15ª Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP15), em Copenhague, até 18 de dezembro, por um acordo que de fato consiga diminuir a emissão de gases de efeito estufa para 2020. De acordo com informações da TicTacTicTac, uma das organizadoras dos protestos, 1.912 eventos já estavam programados para 127 países na sexta, sábado e domingo. No Brasil, serão mais de 100 manifestações. A ação faz parte de um projeto liderado por algumas organizações não-governamentais como o Greenpeace, WWF (World Wildlife Fund), Oxfam, Anistia Internacional e 350.org.

Sob o slogan "O Mundo Quer um Acordo Pra Valer", os organizadores agendaram para sexta-feira e sábado à noite uma "Vigília pela Sobrevivência", em que os participantes acenderão velas. No sábado, estão programadas marchas e protestos durante o Dia de Ação Global. No domingo, a promessa é de muito barulho com sinos, tambores e todos os tipos de som, tocados 350 vezes. Igrejas, mesquitas e sinagogas também deverão participar do ato através do Conselho Mundial das Igrejas.

A explicação para o número: 350 é o limite desejável de partículas de gases de efeito estufa por milhão no ar atmosférico (que equivale a 350 litros de gases para cada milhão de litros de ar). No entanto, espera-se que a COP15 estabeleça esse número em 450 ppm, considerado por cientistas o máximo aceitável para evitar que a temperatura média da Terra suba mais de 2 graus até o fim deste século. Atualmente, essa concentração é de 390ppm.

Momento - As datas para os protestos não foram escolhidas por acaso. Os articuladores do movimento consideram que a COP15 já estará no meio do caminho de um acordo, o que seria o melhor momento para pressionar. Mas antes mesmo de os líderes mundiais começarem a desembarcar na capital da Dinamarca, outras manifestações semelhantes foram realizadas ao redor do mundo. No sábado e domingo passados, a campanha Tô no Clima promoveu shows e um passeio ciclístico na cidade de São Paulo. No dia 21 de setembro, pessoas em mais de 130 países se juntaram para enviar um chamado ensurdecedor para "acordar" os líderes globais para as mudanças climáticas. No dia 24 de outubro, outros 5200 manifestações foram realizadas em 181 países.

No primeiro dia de reunião da COP15, uma petição com dez milhões de assinaturas foi entregue a representantes da conferência. Quem não assinou ainda pode deixar uma mensagem no site Hopenhagen, criado pela Associação Internacional de Propaganda em associação com a TicTacTicTac. No dia 15 de dezembro, a rede de televisão americana CNN e o YouTube promovem um debate ao vivo em Copenhague, em que líderes e ativistas da COP15 irão responder as perguntas sobre mudanças climáticas mais votadas.

As perguntas poderão ser enviadas até o próximo dia 14 para o site da campanha Fale Mais Alto (Raise Your Voice), onde também é possível assistir ao video apresentado na segunda-feira passada, na cerimônia de abertura da conferência. Para chegar aos ouvidos dos líderes mundiais o clamor por um acordo significativo, artistas e personalidades de todo o mundo também participaram das campanhas promovidas por mais de 50 organizações internacionais por meio de shows, depoimentos e clipes musicais. A seguir, assista aos vídeos de alguns deles:

Fonte Veja

Estudo alerta que emissões têm que cair a partir de 2020

Os níveis de gases que provocam o efeito estufa precisam começar a cair em 2020 para evitar consequências potencialmente desastrosas, alerta um estudo divulgado na reunião das Nações Unidas sobre clima em Copenhague por um dos mais respeitados centros de pesquisa sobre mudança climática, o Met Office, da Grã-Bretanha.

Para que o aumento de temperatura da Terra se limite a 2ºC, a meta recomendada pelo Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC) em seu relatório de 2007 e adotada pelos países do G8 em sua cúpula de julho, as emissões precisam atingir um pico dentro de dez anos.

A partir daí, elas teriam que cair cerca de 5% anualmente. Mesmo assim, a probabilidade de o aumento de temperatura ficar abaixo de 2ºC é de apenas 50%, de acordo com o Met Office.

O problema é que, até antes da crise econômica mundial, as emissões do planeta vinham crescendo cerca de 3% ao ano. Ou seja, para que em apenas dez anos elas comecem a cair, seriam necessárias ações drásticas.

Negociação difícil

Nos três primeiros dias da reunião em Copenhague, negociadores de 192 países enfrentaram muitos problemas para avançar no sentido de um acordo global que possibilite esse tipo de ações.

A desconfiança entre países ricos e em desenvolvimento e até mesmo sinais de desgaste entre o segundo grupo parecem estar dificultando um entendimento.

A reunião acaba no dia 18 de dezembro, depois da participação de cerca de 110 líderes mundiais.

Se as emissões continuarem a subir depois de 2020, o Met Office afirma que a única forma de manter o aumento da temperatura terrestre abaixo dos 2ºC seriam os chamados projetos de geoengenharia – para retirar o gás carbônico da atmosfera.

Entre essas propostas, estão algumas que soam como ficção científica: espelhos no espaço que refletiriam de volta os raios do sol, “árvores” artificiais que sugariam o dióxido de carbono do ar para compartimentos que poderiam ser enterrados ou ainda a criação de nuvens com sprays de água no ar.

Mesmo os projetos de geoengenharia já em teste, como Captura e Armazenamento de Carbono (CCS, na sigla em inglês) – que retira o gás produzido pela queima de carvão em usinas e o prepara para armazenamento – ainda estão longe de serem viáveis economicamente.

Pouco se sabe sobre os reais custos ambientais, sociais e financeiros deste tipo de operação. E muito menos as consequências que eles poderiam ter sobre a Terra.

Fonte BBC

Mudanças climáticas afetam o mapa do planeta

Cientistas usam supercomputador para calcular impactos do aquecimento.
Simulação aponta mudanças no planeta com 3°C a mais.

Na reportagem especial desta quarta-feira (9) sobre as mudanças climáticas, o Jornal Nacional conta a história de uma ilha que pode sumir do mapa e os efeitos do aquecimento global na vida marinha.

O topo de uma palmeira é a lembrança de que ali havia terra firme. A ilha de Ghoramara, na Índia, já perdeu metade do território e pode, em breve, sumir da face da Terra. Sete mil habitantes foram embora e outros estão preparando a partida.

No Japão, a ameaça também vem do mar: há sete anos, águas vivas gigantes, de até dois metros de comprimento, infestam algumas regiões litorâneas, prejudicam a pesca e provocam queimaduras nos pescadores. Elas existiam somente na China, mas migraram para o local e se proliferaram.

Um professor da universidade de Hiroshima diz que há várias causas. Entre elas, a elevação da temperatura da água causada pelo aquecimento global.

Na China, os sinais estão no alto das montanhas. As geleiras do Tibete diminuem 20 metros a cada ano desde 1990.

O Japão tem alguns dos centros de previsão e pesquisas climáticas mais avançados do mundo e está usando a tecnologia para descobrir o que vai acontecer com o planeta nos próximos anos. Um globo no museu de ciências de Tóquio mostra o aquecimento da terra até o ano 2100. É uma visão do futuro, um futuro nada animador.

Os cientistas japoneses estão usando um supercomputador, que ocupa um andar inteiro de um prédio, para calcular os efeitos do aquecimento global.

Com isso, eles simulam o que vai mudar em cada ponto do planeta com o possível aumento de 3ºC na temperatura até o fim do século.

Uma das conclusões: o número de tufões na Ásia e de furacões na América do Norte vai cair de 80 por ano, em média, para 66. Em compensação, a força do vento no epicentro vai aumentar em até 20% e as chuvas em até 60%.

Rota

Akio Kitoh, diretor do departamento de pesquisas sobre o clima do Instituto de Pesquisas Meteorológicas, diz que eles também vão mudar de rota. Esse é o próximo passo da pesquisa: descobrir onde os tufões e furacões, mais violentos que os de hoje, vão passar.

Os cientistas japoneses também fizeram previsões para o Brasil. No Nordeste, os dias consecutivos de seca que, segundo ele, hoje são 100 por ano, em média, podem chegar a 130 em algumas áreas. No Centro-Sul do país, as chuvas que castigam a região no verão vão aumentar de intensidade.

O professor diz que parte do aquecimento é inevitável, é um ciclo do planeta, que foi acelerado pela ação do homem. E que, por isso os países têm que se preparar.

“Mas, se queremos diminuir esses efeitos, temos que fazer a nossa parte”, conclui ele.

Fonte Portal G1

09 dezembro 2009

Aquecimento Global se acelera desde 1970


De acordo com uma pesquisa meteorológica cujos dados foram divulgados nesta terça-feira, 8, a temperatura global tem subido desde 1850 e o aquecimento se acelera desde 1970.

Os resultados foram coletados em 1.500 estações meteorológicas que monitoram o clima de todo o mundo. Os dados demonstram que a cada década desde 1970 o aquecimento se acentua.

Hadley Centre, do escritório do Reino Unido, diz ter publicado a informação para evidenciar que o mundo está relamente se aquecendo.

Os registros de cerca de 5 mil estações devem ser divulgados tão logo sejam aprovados pelos proprietários.

Fonte Opinião e Notícia

Será apenas coincidência? Ou a Profecia está prestes a cumprir-se? - Copenhaga: apelos da Cáritas Portuguesa


A cimeira sobre o clima, que reúne em Copenhaga líderes de 192 governos é de tal importância que a Cáritas Portuguesa sente a necessidade de apelar aos participantes que examinem, com recta consciência, todas as posições até agora tomadas e que têm contribuído para as gravosas alterações climáticas que estão a comprometer o futuro da humanidade; se disponibilizem para assumir compromissos sérios que permitam recuperar o que for possível, proíbam todo o tipo de actos que continuem a agredir a natureza e penalizem os que desrespeitarem as decisões que vierem a ser consensualizadas. Aos representantes de Portugal, a Cáritas quer pedir que se coloquem do lado dos que pugnam, com firme determinação, pela defesa do futuro da própria humanidade.

...

Ambas as ajudas são necessárias, urgentes e complementares. Salvar o Planeta, travando as alterações climáticas que têm, entre outras consequências suicidárias, aumentado a temperatura da terra e o número de desastres naturais, exige um compromisso de todos que tem de estar para além das fronteiras geográficas, de egoísmos políticos, de agendas condicionadas pelo mediatismo dos media.

Porém, deixar de considerar prioritário o auxílio a todos os povos que lutam desesperadamente pela sobrevivência é não perceber que só tem sentido salvar a Terra salvando os homens que aqui habitam. A Cáritas Portuguesa exorta os governantes portugueses para não descurarem as suas obrigações políticas, tal como deixa um repto aos portugueses para que sejam, todos e cada um, agentes da mudança que se pede. Não se mudam os seus comportamentos por decreto mas por convicção. E é aí, em cada um de nós, que deve ter origem essa revolução que se exige.

Para dar maior ênfase a esta mudança que é urgente e incontornável, a Cáritas Portuguesa, associando-se a nível internacional a outras entidades, apela a que, no próximo dia 13 de Dezembro, Domingo, para que, às 14 horas (15 horas em Copenhaga) os sinos das igrejas em todo o mundo repiquem 350 vezes, em alusão às 350 partes de CO2 por milhão na nossa atmosfera, valor considerado pelos cientistas como o limite seguro para o planeta e para os seres humanos. Convida ainda a todos os portugueses e portuguesas a juntarem-se a este gesto com os seus próprios sinos, tambores, apitos e outros instrumentos, como toque de alarme das consciências da própria humanidade.

Fonte Agência Ecclesia

Nota: Perceba a semelhança do último parágrafo com a descrição encontrada em Daniel 3: 5: "Quando ouvirdes o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a sorte de música, vos prostrareis, e adorareis a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor tem levantado." Em Daniel era para adorar a imagem de ouro de Nabucodonosor, rei da Babilônia, já o apelo acima é para proteger o planeta de um aquecimento fatal, que sugere um dia de descanso, no caso, o domingo; o apelo vem da Igreja Romana, a Babilônia dos dias atuais, e convida a todos para tocarem instrumentos musicias como "toque de alarme das consciências da própria humanidade". Compare com Apocalipse 13.

Em Daniel, aqueles que não adorasse a imagem de ouro seriam punidos com a morte, compare esta declaração com a declaração do primeiro parágrafo do artigo, onde diz: "disponibilizem para assumir compromissos sérios que permitam recuperar o que for possível, proíbam todo o tipo de actos que continuem a agredir a natureza e penalizem os que desrespeitarem as decisões que vierem a ser consensualizadas".

Será apenas coincidência? Ou a Profecia está prestes a cumprir-se?

08 dezembro 2009

Década de 2000 foi a mais quente em 160 anos, diz estudo


Aquecimento vem se acelerando desde os anos 1950, segundo estudo; 2009 deve ser o 5º ano mais quente de todo o período.

A primeira década do século foi até agora a mais quente dos registros do escritório britânico de meteorologia, o Met Office.

Novos dados divulgados nesta terça-feira mostram que, embora 1998 tenha sido o ano mais quente desde 1850, a década de 2000-09 foi a que registrou maiores temperaturas neste período de 160 anos.

A década do ano 2000 superou em 0,40 ºC a média de 1961-1990, de 14ºC.

Isto quer dizer que esta década foi mais quente que os anos 1990, que ficou 0,23ºC acima da média usada para comparação e registrou, por sua vez, temperaturas mais altas que os anos 1980.

"Estes números sublinham que o mundo continua a registrar aumentos de temperatura, principalmente devido à elevação das emissões de gases que causam o efeito estufa na atmosfera", disse o Met Office, em seu comunicado.

Para o órgão, os dados mostram que "o argumento de que o aquecimento global já parou é falho".

As informações foram divulgadas em Copenhague, no segundo dia da reunião da ONU que procura buscar um acordo de redução de gases estufa em substituição ao Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.

Em um estudo separado, a Organização Mundial de Meteorologia (OMM) divulgou uma medição quase igual à do Met Office e estimou que o ano de 2009 já é o quinto mais quente da sua medição, que também remonta a 1850.

Segundo o estudo, o ano foi de temperaturas acima do normal na maior parte dos continentes.

"Climas extremos, incluindo enchentes devastadores, secas rigorosas, tempestades de neve, ondas de calor e de frio foram registrados em várias partes do mundo", afirmou o relatório.

América do Sul

Na América do Sul, Austrália e sul da Ásia, os eventos de calor extremo chamaram atenção. O outono na região austral, que inclui o sul do Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai, registrou "calor extremo", disse a organização.

Entre março e maio, foram registradas temperaturas diárias que alcançaram 30ºC e 40ºC, que bateram recorde diversas vezes.

No fim de outubro, o norte e o centro da Argentina foram afetados por uma extrema seca, com temperaturas acima de 40ºC, enquanto o sul da região viu precipitações de neve, raras e fora de época.

Já no Ártico, durante a estação sazonal de derretimento, a camada de gelo chegou ao seu terceiro menor nível desde que a medição começou, em 1979 - 5,1 milhões de quilômetros quadrados.

Essa extensão só foi maior que a dos anos de 2007 (4,3 milhões de quilômetros quadrados) e 2008 (4,67 milhões de quilômetros quadrados), que bateram recorde de perda de gelo.

"Estamos em uma tendência de aquecimento, não há dúvida disso", disse o diretor-geral da (OMM), Michel Jarraud. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte O Estadão

2009 deve ser quinto ano mais quente da história

COPENHAGUE (Reuters) - Este ano deve ser o quinto mais quente e esta primeira década deste século a de temperaturas mais altas desde que os registros começaram, afirmou a Organização Meteorológica Mundial nesta terça-feira. O ano mais quente foi em 1998, graças em grande parte ao poderoso fenômeno climático El Niño, que levou a um aquecimento anormal no leste do Oceano Pacífico e pode desencadear mais devastações pelo mundo.

O El Niño se desenvolveu este ano, explicando em parte o aumento nas temperaturas. O ano passado foi o 11o ano mais quente do histórico.

Fonte Último Segundo

EUA abrem caminho para controle de emissões


A chefe da EPA (sigla em inglês para Agência de Proteção Ambiental), o órgão ambiental americano, Lisa Jackson, anunciou formalmente nesta segunda-feira que os gases causadores do efeito estufa ameaçam a saúde pública e o bem-estar da população do país.

A conclusão da EPA foi anunciada primeiramente no início do ano, mas a legislação americana prevê um período de consulta pública antes da aprovação final.

Na prática, o anúncio desta segunda-feira significa que a agência ambiental americana ficará obrigada a regulamentar as emissões de seis gases, entre eles o dióxido de carbono (CO2) e o metano, sem que as medidas propostas tenham que ser aprovadas pelo Congresso.

No entanto, o presidente Barack Obama já deixou claro em diversas ocasiões que a sua preferência é por uma legislação abrangente sobre mudanças climáticas, aprovada pelos representantes da população. A proposta dele está parada no Senado desde junho, quando foi aprovada por estreita maioria na Câmara dos Representantes (deputados federais).

Os primeiros a serem afetados por qualquer regulamentação da EPA seriam os grandes poluidores, que emitem mais de 25 mil toneladas de gases do efeito estufa por ano.

Anúncio ‘animador’

O anúncio desta segunda-feira recebeu elogios de grupos de ambientalistas e cientistas.

O Greenpeace afirmou que "as conclusões expõem o papel fundamental que a EPA pode e deve assumir na tarefa de impedir uma mudança climática catastrófica", segundo Kyle Ash, porta-voz da instituição em Copenhague.

"O presidente pode agora tentar implementar regulações sobre emissões além das modestas metas fixadas pela legislação do Congresso", completou.

Uma representante da ONG Union of Concerned Scientists (UCS) qualificou o anúncio da EPA de "animador" e disse que ele deve facilitar a aprovação da legislação sobre mudanças climáticas.

"A EPA está escutando os cientistas e se baseando no que há de melhor na ciência. O processo científico transparente por trás dessa decisão deve dar ao povo a confiança de que a agência pode proteger o país da poluição", afirmou Liz Perera, analista de políticas federais da UCS.

‘Atraso’

A ONG Fundo de Defesa Ambiental americano também elogiou a decisão da EPA e fez um apelo por mais agilidade no Congresso americano.

"Está na hora de o Congresso acabar o seu trabalho sobre a legislação que limita e reduz emissões de 19 milhões de toneladas por ano de gases causadores do efeito estufa", afirmou Fred Krupp, presidente da ONG.

Para ao Fundo, a decisão da EPA já chega atrasada, já que em 1999 a agência recebeu uma petição assinada por cidadãos pedindo ação contra os gases que provocam o aquecimento global.

"Desde então, o país liberou quase 70 bilhões de toneladas de gases do efeito estufa na atmosfera."

Outra ONG Americana, o Centro para Diversidade Biológica divulgou um comunicado aplaudindo o anúncio da EPA e a legislação que proporcionou a decisão, a chamada Lei do Ar Puro.

Para o diretor-executivo da organização, Kierán Suckling, agora "as mãos do presidente Obama não estão mais amarradas aos tragicamente fracos projetos de lei que estão sendo debatidos no Congresso".

"A decisão mostra claramente que a administração dele (Obama) já tem as ferramentas legais para obter reduções de gases do efeito estufa profundas e rápidas, como a ciência o exige."

O presidente Barack Obama desembarca em Copenhague na semana que vem para participar dos últimos dias da reunião das Nações Unidas sobre o clima.

Fonte BBC Brasil

07 dezembro 2009

ONU avalia êxito da cúpula em conseguir "ações imediatas"

Copenhague, 7 dez (EFE).- O secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, Yvo de Boer, disse hoje, na cerimônia de inauguração da cúpula da ONU sobre mudança climática (COP15), que só será possível falar de êxito se forem definidas "ações significativas e imediatas que entrem em vigor no dia seguinte do encerramento".

De Boer lembrou que a contagem regressiva começou e que é hora de dar respostas, por isso pediu aos delegados dos 192 países reunidos na cúpula de Copenhague, que será realizada até o dia 18, um "bolo de Natal" formado por três camadas.

Em primeiro lugar, será preciso pactuar a implementação de ações imediatas de mitigação, adaptação, financiamento e tecnologia; depois, garantir o financiamento a longo prazo e, por último, uma visão compartilhada sobre um futuro de baixas emissões de CO2 para todos.

O acordo deve ser construído "tijolo a tijolo" e "de baixo para cima", afirmou De Boer, já que essa é a única maneira de garantir o êxito em Copenhague.

"Acabou o tempo de reiterar posições e de declarações, é preciso ação real", disse.

A presidente da cúpula, Connie Hedegaard, disse que é "o momento de atuar".

"Sei que há muitos obstáculos. Mas depende de nós, dos que estão nesta sala. E é factível", afirmou.

"Nem a ciência foi nunca tão clara, nem as soluções tão abundantes, nem a vontade política tão forte", disse Hedegaard, que acrescentou que "passarão anos" até que se volte a dar uma conjunção de fatores como essa, se é que chegará a ocorrer.

"Chegou o momento de dar ao mundo o rumo correto, enquanto ainda estamos a tempo", afirmou.

O presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, em inglês), Rajendra Pachauri criticou hoje, em Copenhague, os que "recorrem a ações ilegais" para desacreditar os "trabalhos contrastados" dos cientistas que expõem as consequências da mudança climática.

Pachauri se referiu, assim, à demissão de um cientista da Universidade de East Anglia (Reino Unido), investigado pela suposta manipulação de dados sobre a mudança climática, depois que um "hacker" teve acesso a seu e-mail.

"Alguns têm inconvenientes em aceitar a inevitabilidade da mudança climática", afirmou Pachauri, que insistiu na "conduta impecável" dos organismos "independentes" que reúnem dados para os relatórios do IPCC. EFE alc-nvm/an