As profecias contidas no capítulo 13 de Apocalipse têm sido aguardada com muita ansiedade por todos aqueles que estão a esperar a segunda vinda de Cristo. Apesar que a metade do capítulo já se cumpriu durante a Idade Média (clique aqui e saiba mais), ainda falta a outra metade (A Besta que Emerge da Terra) para se cumprir. É precisamente sobre esse último tema que iremos tratar neste breve artigo.
Ontem (18/06/2015), o Papa Francisco publicou sua primeira Encíclica com o título Laudato Si [1] (‘Louvado sejas’, em português). O tema central abordado pelo pontífice foi o Meio Ambiente e o dever de todo cristão em protegê-lo. Certamente, é dever de todo aquele que acredita na existência de um Criador Inteligente por trás da natureza fazer o que estiver ao seu alcance para defender toda a criação das ameaças ecológicas.
O Erro de Francisco
O problema no discurso de Francisco, como bem identificou Michelson Borges, é "confundir deliberadamente o sábado com o domingo"[2,] para fazer, deste último, o dia de proteção ao meio ambiente e incutir na mente das pessoas a observância do domingo, como sendo uma orientação divina. Não existe um só linha em toda a Bíblia que autorize a mudança do sábado para o domingo. O sábado foi o dia instituído por Deus para o descanso semanal, sendo este dia, o sábado, escolhido para celebração da criação dos céus e da Terra. "Assim foram acabados os céus e a terra, com todo o seu exército. Ora, havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que fizera. Abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera" Gênesis 2:1-3.
No livro de Êxodo, Moisés escreveu assim: "Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou." Êxodo 20:8-11.
Portanto, a ordem de Deus é guardar o sábado e não o domingo. Todavia, a ICAR transferiu o dia de descanso para o domingo sem nenhuma autorização escriturística com base na Palavra de Deus[3], a Bíblia. Por esse motivo, ela vem apoiando a evolução teísta, que defende a criação através de processos evolutivos, onde os dias literais de Gênesis 1 representam períodos de milhões de anos, na visão deles. Dessa forma, a semana da criação que culmina com o sábado como dia de descanso cai por Terra. Entretanto, a evolução teísta "é péssima ciência somada com péssima teologia e filosofia"[4].
Obama e o Erro de Francisco
Barak Obama apoiou as palavras de Francisco contidas na Encíclica Papal[5]: "Congratulo-me com Sua Santidade o papa Francisco pela encíclica, e admiro profundamente a decisão do papa em tratar sobre o tema – de forma clara, poderosa e com a autoridade moral completa de sua posição – pela ação com respeito à mudança climática global. Como o papa Francisco tão eloquentemente afirmou nesta manhã [ontem], temos uma profunda responsabilidade de proteger nossos filhos e os filhos dos nossos filhos dos impactos nocivos das alterações climáticas" [...] "Acredito que os Estados Unidos devem ser um líder nesse esforço, e que por isso estou comprometido a tomar ações ousadas no país e no exterior para reduzir a poluição por carbono, para ampliar a energia limpa e a eficiência energética, para garantir a resistência em comunidades vulneráveis e para encorajar a gestão responsável dos nossos recursos naturais." [...] "minha esperança que todos os líderes mundiais – e todos os filhos de Deus – reflitam sobre o chamado do papa Francisco a se unirem para cuidar de nossa casa comum."
Com esse pronunciamento, Obama demonstra apoio total às palavras de Francisco e promete empenho para que, não só os EUA, mas todo o mundo siga a orientação do Pontífice. Portanto, o cumprimento de Apocalipse 13, segunda parte, começou. Quando irá chegar ao clímax? Não sabemos. O que devemos fazer é aproveitar o tempo de graça que ainda temos e pregar, pregar e pregar.
O que fazer?
Precisamos ser cautelosos com nossos irmãos mais débeis, para que não tomem medidas extremas. Peço a todos os líderes que tomem cuidado ao tratar deste assunto com a igreja. Nada de sensacionalismos. Ela precisa saber? Sim, precisa. Contudo, necessitamos de sabedoria e bom senso para fazer esse trabalho.
Lembre-se: Deus ainda está no controle deste mundo e nada acontecerá com seus filhos que se mantiverem firmes. Horas difíceis nos aguardam, mas a proteção de Cristo e seus anjos está garantida. Se temos Cristo, temos tudo. A quem temeremos? Ninguém!!!
Os dias que estão diante de nós foi aguardado por todos os pioneiros desta igreja. Temos o dever de buscar em Cristo ajuda e sabedoria para cumprirmos nossa parte na profecia como Igreja de Deus e povo escolhido do Senhor, e muito em breve estaremos em festa nas mansões celestiais.
Que nos abençoe!!!
Hilton Bastos
Referências:
[1] http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html
[2] http://www.criacionismo.com.br/2015/06/laudato-si-e-o-erro-do-papa-francisco.html
[3] The Catholic Mirror 23 de Setembro de 1893 publicado pelo Cardeal James Gibbons
[4] http://www.criacionismo.com.br/2013/03/declaracao-de-um-cientista-criacionista.html
[5] https://www.whitehouse.gov/the-press-office/2015/06/18/statement-president-pope-francis%E2%80%99s-encyclical
19 junho 2015
Obama elogia atitude do papa e apela aos líderes mundiais
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| Apoiador do papa |
A
propósito da divulgação da encíclica papal Laudato Si, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, publicou a seguinte nota
no site oficial da Casa Branca:
“Congratulo-me
com Sua Santidade o papa Francisco pela encíclica, e admiro profundamente a
decisão do papa em tratar sobre o tema – de forma clara, poderosa e com a
autoridade moral completa de sua posição – pela ação com respeito à mudança
climática global. Como o papa Francisco tão eloquentemente afirmou nesta manhã
[ontem], temos uma profunda responsabilidade de proteger nossos filhos e os
filhos dos nossos filhos dos impactos nocivos das alterações climáticas. Acredito que os Estados Unidos devem ser um
líder nesse esforço, e que por isso estou comprometido a tomar ações ousadas no país e no exterior
para reduzir a poluição por carbono, para ampliar a energia limpa e a eficiência
energética, para garantir a resistência em comunidades vulneráveis e para
encorajar a gestão responsável dos nossos recursos naturais. Temos também que
proteger os pobres no mundo, que têm feito o mínimo para contribuir com esta
crise iminente e são os que mais estão perdendo. Estou ansioso para discutir essas questões com o papa Francisco quando
ele visitar a Casa Branca em setembro. E enquanto nos preparamos para as negociações
climáticas globais em Paris, em dezembro, é
minha esperança que todos os líderes mundiais – e todos os filhos de Deus –
reflitam sobre o chamado do papa Francisco a se unirem para cuidar de nossa
casa comum.”
Nota:
É muito interessante ver esses dois poderes – o Vaticano (papa) e os EUA –
liderando os esforços para salvar o mundo das consequências do aquecimento
global. E mais interessante ainda é ver o presidente dos EUA sugerindo que “o
mundo inteiro se maravilhe” diante de Francisco... (está na hora de darmos
atenção redobrada ao capítulo 13 do livro do Apocalipse). [MB]
18 junho 2015
A Encíclica do Papa Francisco, o Domingo, o Sábado e o Meio Ambiente
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| Apoio e admiração totais |
Obviamente que é louvável a iniciativa de um líder religioso como o papa de encabeçar um movimento ecológico com o objetivo de proteger a Terra da degradação que ela vem sofrendo ao longo dos anos. É evidente que os religiosos podem e devem dar sua parcela de contribuição para criar uma mentalidade de cuidado com a criação de Deus. O problema são as motivações, os argumentos, os objetivos e os erros por trás de todo esse discurso ecológico.
Não quero aqui me deter na ideia de que o ser humano seja o verdadeiro culpado pelo aquecimento global. Há cientistas que, embora não neguem esse aquecimento, não creem que a causa dele seja antropogênica. Poderíamos estar atravessando um novo ciclo de calor; a causa poderia ser outra, como a atividade solar; ou mesmo, como escreveu Ellen White, no livro O Grande Conflito, páginas 589 e 590: “[Satanás] estudou os segredos dos laboratórios da natureza, e emprega todo o seu poder para dirigir os elementos tanto quanto o permite Deus. [...] Nos acidentes e calamidades no mar e em terra, nos grandes incêndios, nos violentos furacões e terríveis saraivadas, nas tempestades, inundações, ciclones, ressacas e terremotos, em toda parte e sob milhares de formas, Satanás está exercendo o seu poder. [...] Essas visitações devem se tornar mais e mais frequentes e desastrosas. [...] E então o grande enganador persuadirá as pessoas de que os que servem a Deus estão motivando esses males. [...] Será declarado que os homens estão ofendendo a Deus pela violação do descanso dominical; que esse pecado acarretou calamidades que não cessarão antes que a observância do domingo seja estritamente imposta.”
E é exatamente sobre isso que eu quero falar aqui. Quero me deter num erro típico do romanismo, presente na encíclica Laudato Si: o erro de confundir deliberadamente o sábado com o domingo.
No capítulo II, seção 71 (a encíclica está disponível aqui), referindo-se à destruição do mundo por um dilúvio no tempo de Noé e sua posterior restauração, Francisco escreveu: “A tradição bíblica estabelece claramente que esta reabilitação implica a redescoberta e o respeito dos ritmos inscritos na natureza pela mão do Criador. Isto está patente, por exemplo, na lei do Shabbath. No sétimo dia, Deus descansou de todas as suas obras. Deus ordenou a Israel que cada sétimo dia devia ser celebrado como um dia de descanso, um Shabbath (cf. Gn 2, 2-3; Ex 16, 23; 20, 10).”
É bom deixar claro logo de início que, ao contrário do que afirma o papa, o sábado não foi dado a Israel apenas. Na verdade, o sábado foi dado à humanidade, no Éden, quando havia apenas um casal sobre a Terra (Gn 2:2, 3), e Jesus confirma isso ao dizer que o “sábado foi feito por causa do homem” (Mc 2:27), não do judeu ou de qualquer outro povo.
Embora cite o mandamento do sábado conforme está na Bíblia, no capítulo VI, seção 237 da encíclica, Francisco se permite reinterpretar o mandamento:
“A participação na Eucaristia é especialmente importante ao domingo. Este dia, à semelhança do sábado judaico, é-nos oferecido como dia de cura das relações do ser humano com Deus, consigo mesmo, com os outros e com o mundo. O domingo é o dia da Ressurreição, o ‘primeiro dia’ da nova criação, que tem as suas primícias na humanidade ressuscitada do Senhor, garantia da transfiguração final de toda a realidade criada. Além disso, este dia anuncia ‘o descanso eterno do homem, em Deus’. Assim, a espiritualidade cristã integra o valor do repouso e da festa. [...] A lei do repouso semanal impunha abster-se do trabalho no sétimo dia, ‘para que descansem o teu boi e o teu jumento e tomem fôlego o filho da tua serva e o estrangeiro residente’ (Ex 23, 12). O repouso é uma ampliação do olhar, que permite voltar a reconhecer os direitos dos outros. Assim o dia de descanso, cujo centro é a Eucaristia, difunde a sua luz sobre a semana inteira e encoraja-nos a assumir o cuidado da natureza e dos pobres.”
Conforme observou Filipe Reis, de Portugal, “não precisamos de muito esforço para perceber que o papa confunde o Shabbat bíblico do sétimo dia com o domingo, primeiro dia da semana, atribuindo a este a importância e solenidade que, biblicamente, apenas o sábado do sétimo dia possui. Ou seja, a validade do sábado do sétimo dia parece ter sido mudada para o domingo, primeiro dia da semana”.
Curiosa e e contraditoriamente, na secção 68 do capítulo II, Francisco escreve, citando os Salmos:
“‘Ele [ndr: Deus] deu uma ordem e tudo foi criado; Ele fixou tudo pelos séculos sem fim e estabeleceu leis a que não se pode fugir!’ (Sl 148, 5b-6).” O papa está correto aqui. Não podemos fugir das leis de Deus, muito menos alterá-las. O sábado faz parte dessa lei e é tão eterno que continuará sendo observado na Nova Terra (Is 66:23). Daniel 7:25, escrito cerca de 500 anos antes de Cristo, previu que no futuro haveria um poder religioso que se atreveria a mudar os tempos e a lei de Deus. A profecia, pra variar, estava corretíssima...
Por favor, tome algum tempo para assistir ao vídeo abaixo. Creio que lhe será muito esclarecedor e o situará devidamente nessa controvérsia entre o sábado e o domingo, que só tende a aumentar daqui para a frente.
Em seu artigo na revista Época, Bruno Calixto e Marina Ribeiro captaram com precisão a intenção do papa com essa encíclica: “Francisco escolheu com cuidado o momento da publicação e de seu ativismo ambiental. Em setembro, a Assembleia Geral da ONU se reunirá para aprovar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Ele pessoalmente discursará em Nova York. Depois, em novembro, haverá a Conferência do Clima em Paris, onde se espera que governos assinem um acordo global contra as mudanças climáticas. Segundo o secretário-geral do WWF-Brasil, Carlos Nomoto, o papa poderá desempenhar um papel importante nessas reuniões internacionais, aumentando a pressão para que governos enfim assumam compromissos nas negociações climáticas.”
Para Eduardo Felipe Matias, autor de A Humanidade Contra as Cordas: A luta da sociedade global pela sustentabilidade, as questões ambientais exigem a mobilização de todos os atores da sociedade, não apenas governos (num programa da rádio CBN, dois jornalistas também falam sobre isso). “Os efeitos que a encíclica papal pode ter sobre a comunidade internacional e sobre os católicos seriam ampliados se outras instituições religiosas se somassem a esse esforço. Não iremos alcançar um mundo mais sustentável sem mudar radicalmente a mentalidade das pessoas, e as diferentes religiões podem contribuir para essa mudança”, diz.
Felipe resume bem um assunto sobre o qual tenho falado em meu blog há quase dez anos: o ECOmenismo. Trata-se de um movimento de união de esforços que extrapola os limites das religiões e tem o potencial de coligar religiosos, místicos, cientistas, ativistas, ateus e outros grupos.
Estamos vivendo dias solenes. Deus nos ajude a estar firmados na verdade bíblica, cumprindo nosso papel, assim como o papa e outros estão cumprindo o deles.
Michelson Borges
Nota: Faça uma pesquisa neste blog utilizando a palavra ECOmenismo e descubra mais sobre o assunto.
16 junho 2015
Encíclica papal trata da “lei do descanso semanal”
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| Recado aos líderes mundiais |
Na próxima quinta-feira, o papa Francisco vai divulgar
oficialmente sua encíclica ECOmênica (tão aguardada) intitulada Laudato
Si que, segundo ele, é direcionada a toda a humanidade, não apenas ao seu
rebanho católico (confira).
Nesse documento oficial,
o papa faz propostas de contenção do aquecimento global e sugere que ele
sirva
de base para reflexão por parte dos líderes mundiais aos quais falará em
setembro, na sede da ONU. O amigo Filipe Reis, de Portugal, traduziu
algumas partes interessantes de uma versão preliminar da encíclica
(aliás, veja que interessante o print do jornal Washington Examiner, abaixo, em que Francisco e Ben Carson aparecem na mesma página, algo que eu já havia destacado aqui). As partes traduzidas por Filipe são relacionadas com o domingo como dia de repouso. Leia os trechos a seguir,
extraídos do capítulo 237 de Laudato Si:
“O domingo, a participação na Eucaristia tem importância
especial. Esse dia, bem como o sábado hebraico, oferece-se como dia de restauração das relações do ser
humano com Deus, consigo mesmo, com os outros e com o mundo. O domingo é o
dia da ressurreição, o ‘primeiro dia’ da
nova criação, cujo primeiro fruto é a humanidade ressuscitada do Senhor,
garantia da transfiguração final de todo o mundo criado. Além disso, esse dia
anuncia ‘o repouso eterno do homem em Deus’. Assim, a espiritualidade cristã
integra o valor do descanso e da celebração.
“O ser humano tende a reduzir o repouso contemplativo ao âmbito
do inútil e estéril, esquecendo que assim lhe retira da obra realizada a coisa
mais importante: o seu significado. Somos chamados a incluir no nosso trabalho
uma dimensão confortável e gratuita, que é diferente de uma simples inatividade.
Trata-se de uma outra forma de atuar que faz parte da nossa essência. Dessa
forma, a ação humana é preservada não só de um ativismo vazio, mas também da
ganância desenfreada e do isolamento de consciência que leva a procurar
exclusivamente o benefício exclusivo.
“A lei do descanso
semanal requer abster-se de trabalho no sétimo dia, para que ‘descansem o
teu boi e o teu jumento, e respirem o filho de tua escrava e o estrangeiro’
(Êxodo 23:12). O repouso é um vislumbre alargado que permite voltar a
reconhecer os direitos dos outros. Assim, o dia de descanso, cujo centro é a
Eucaristia, espalha a sua luz por toda a semana, e nos encoraja a cuidar de nossa natureza e dos pobres.”
Como era de se esperar, o papa apresenta o domingo como dia de
restauração das relações do ser humano com Deus, consigo mesmo e com a
natureza, reforçando a dimensão ecológica do domingo. E o iguala ao sábado
hebraico, como se a bênção que Deus atribuiu ao verdadeiro sétimo dia pudesse
ser estendida a outro dia da semana. Para o papa, o domingo é o “primeiro dia
da nova criação”, deixando de lado o último dia da criação (na qual Bergoglio
não crê, pois considera Adão e Eva mitológicos), memorial da verdadeira criação divina. Assim, o que o papa faz (à semelhança
do que fez João Paulo II) é se apropriar de conceitos relacionados ao sábado e
reaplicá-los ao domingo.
Fonte: Criacionismo.com.br
05 maio 2015
LANTERNA
A certa altura de Ouse crer, escrevi
isto aqui: "Desde crianças, ficamos empolgados com a história de José.
Ficamos chocados pela forma como ele foi traído pelos irmãos, vendido
como escravo para uma terra estrangeira, aprisionado, mas nos
regozijamos quando ele, enfim, é colocado como governador do Egito.Tudo
para que sua família fosse salva da fome que veio no tempo das vacas
magras. Ele passa a ser um herói para nós. Portanto, conscientemente ou
não, alimentamos a perspectiva de que há, em maior ou menor escala, um
posto de governador do Egito esperando por nós em algum momento de nossa
jornada. No entanto, desconsideramos o fato de que Deus poderia ter
resolvido o problema da fome de outra forma qualquer, começando por
evitar a própria seca que a ocasionou".
O fato de que algum bem foi extraído de todo aquele sofrimento injusto nos ajuda a ver sentido na coisa toda. Em nossa mente simplista e pequena, pensamos: ah, então ele sofreu tudo aquilo para isso. Como se ele precisasse estar naquela prisão naquele momento pois esse seria o único jeito que Deus encontrou de José ser promovido a governador do Egito... Como estamos sendo fustigados pelo sofrimento e pela injustiça nós também, é importante enxergar esse tipo de causalidade.
Mas se as coisas como pensamos, a maldade dos irmãos de José e a volúpia da esposa de Potifar seriam agentes de Deus.
O fato de que algum bem foi extraído de todo aquele sofrimento injusto nos ajuda a ver sentido na coisa toda. Em nossa mente simplista e pequena, pensamos: ah, então ele sofreu tudo aquilo para isso. Como se ele precisasse estar naquela prisão naquele momento pois esse seria o único jeito que Deus encontrou de José ser promovido a governador do Egito... Como estamos sendo fustigados pelo sofrimento e pela injustiça nós também, é importante enxergar esse tipo de causalidade.
Mas se as coisas como pensamos, a maldade dos irmãos de José e a volúpia da esposa de Potifar seriam agentes de Deus.
Acho inútil pensar se tudo que
aconteceu tinha que acontecer exatamente desse jeito, mas não é inútil
pensar no que Deus está fazendo com nossas cabeçadas. Em Patriarcas e
Profetas, Ellen G. White afirma que José foi uma espécie de profeta para
o Egito, o primeiro deles, seguido por toda sua família e as quatro ou
cinco gerações de hebreus que nasceram, cresceram e morreram lá.
Assim como Abraão e Isaque haviam sido para o canaanitas.
Nós somos a luz do mundo. No relógio
divino, muito mais sábio que o nosso, havia o tempo de apontar a
lanterna que era Abraão para Canaã. E, depois, chegou a hora de apontar a
lanterna José para o Egito. Para que no futuro nenhum povo O acuse de
falta de oportunidade.
E mais importante do que imaginar a
razão exata do meu sofrimento hoje, é imaginar se Deus não estaria
direcionando minha lanterna para algum canto escuro dessa Terra enquanto
eu me ocupo de esconder a luz que sou embaixo do alqueire (o que quer
que seja alqueire).
Marco Aurelio Brasil
27 abril 2015
Movimento da Igreja Emergente
“Fique longe de matérias espirituais não-bíblicas ou métodos de formação espiritual que estão enraizados no misticismo, como a oração contemplativa, oração centrante e o movimento da igreja emergente, na qual elas são promovidas. Procure na Igreja Adventista do Sétimo Dia pastores humildes, evangelistas, acadêmicos bíblicos, líderes e departamentais que podem providenciar métodos evangelísticos e programas baseados em princípios sólidos da Bíblia e do tema do grande conflito.” (Pr. Ted Wilson em Adventist News)
Formação espiritual, oração contemplativa, oração centrante, movimento da igreja emergente são pilares do One Project. Trata-se de um “ministério” ligado ao Movimento Emergente que tem como objetivo disseminar suas ideias e práticas pelo mundo. Aqui no Brasil o trabalho deste Movimento ainda é muito sutil, mas nos EUA a igreja tem sido assediada de maneira direta, e muitas já cederam às práticas deste Movimento. É importante conhecer um pouco sobre isso para entender o alerta do Pr. Ted Wilson.
Seguem algumas características deste Movimento Emergente:
Existem outras características, muitas delas voltadas a práticas absorvidas do misticismo. Abaixo alguns vídeos sobre o assunto para conhecimento.
Formação espiritual, oração contemplativa, oração centrante, movimento da igreja emergente são pilares do One Project. Trata-se de um “ministério” ligado ao Movimento Emergente que tem como objetivo disseminar suas ideias e práticas pelo mundo. Aqui no Brasil o trabalho deste Movimento ainda é muito sutil, mas nos EUA a igreja tem sido assediada de maneira direta, e muitas já cederam às práticas deste Movimento. É importante conhecer um pouco sobre isso para entender o alerta do Pr. Ted Wilson.
Seguem algumas características deste Movimento Emergente:
- O Movimento da Igreja Emergente começou como uma tentativa de ser “relevante” para a cultura pós-moderna. O termo “relevante” é muito utilizado na literatura emergente. O Movimento busca modificar a igreja para adaptá-la à sociedade atual, sendo uma oposição às raízes do cristianismo. A ideia de “emergente” se relaciona com o surgimento de uma igreja destinada a uma geração de pessoas com muito pouco apego à igreja. Ou seja, uma igreja para quem não tem interesse em igreja; uma religião para quem não tem interesse em religião. É uma igreja “adaptada ao usuário” ou “orientada para o consumidor”. Os emergentes são tolerantes com todos, menos com os conservadores contra os quais fazem duras críticas.
- Este Movimento é eclético e diversificado, concentra-se menos no ensino bíblico distintivo e enfatiza a experiência espiritual (ou espiritualista?) do indivíduo. Não está preocupado com a interpretação correta da Bíblia, mas com a adaptação dela ao contexto pós-moderno. O Movimento é baseado em conceitos experimentais, sendo que uma das propostas fundamentais na comunicação emergente é a criação de um culto multissensorial, numa atmosfera construída com luzes, símbolos, mensagens multimídia, expressões artísticas, privilegiando sempre a experiência e o sentimento em contraposição à verdade bíblica. A intenção é experimentar Deus com os cinco sentidos.
- A adoração da Igreja Emergente inclui elementos carismáticos. A liturgia tende a substituir hinos e corinhos por música de “louvor” e “adoração” no estilo pop. Substituem o órgão e o piano convencional por teclados eletrônicos, baterias e contrabaixos, utilizando também “ordens cultuais”, tais como “coloque-se de pé … levante as mãos … diga ao Senhor ‘eu te amo’ … cante mais alto … feche seus olhos”. Um dos líderes deste Movimento Emergente nos EUA afirmou que “queremos oferecer às pessoas um local onde elas possam se sentir parte antes mesmo de acreditar.” E se elas se sentirem confortáveis e acolhidas sem a necessidade de acreditarem e seguirem doutrinas, ou seguirem o mínimo necessário, para eles é ainda melhor.
- O Movimento Emergente evita a “placa de igreja”, utilizando nomenclaturas genéricas com o suposto objetivo de atrair as pessoas que têm preconceitos em relação à denominação. A informalidade é buscada em todos os processos litúrgicos, pois a igreja tradicional não é vista com simpatia. O movimento nega a possibilidade de um único caminho, de regras fixas e de princípios que transcendam o tempo e a cultura.
- A evangelização da Igreja Emergente procura atender às necessidades físicas, emocionais e materiais das pessoas sem nenhuma ênfase no aspecto espiritual e na santificação, enfatizando as bênçãos materiais que supostamente advirão da fidelidade.
- Os emergentes são desiludidos com a igreja organizada e têm aversão ao conservadorismo, às regras, aos hinos sacros e à pregação da verdade presente. Não se preocupam com a conduta cristã e defendem a ideia de que Deus não se importa com o que faço ou deixo de fazer, desde que professe Seu nome e ame ao próximo. Dentro desse contexto, uma das críticas feitas à igreja tradicional é que ela insiste em que a pessoa pertença à igreja antes de poder tomar parte nas atividades do culto. Isto, segundo os emergentes, seria exclusivismo. Por isso, propõe que as pessoas passem imediatamente a participar de todas as atividades da igreja, inclusive nos púlpitos, antes mesmo de se tornarem membros efetivos.
- A Bíblia não é considerada nem parâmetro inquestionável nem autoridade de fé e prática. Não se deve procurar o sentido que o autor pretendia para seus leitores, nem os princípios intrínsecos ou extrínsecos, mas sim procurar o sentido que se percebe nela hoje quando interpretada dentro da prática da sociedade moderna. Portanto, o sentido pode variar de acordo com a comunidade. A teologia não é bem vista. A doutrina não é importante e até desnecessária, pois é considerada causa de divisão da igreja.
- O termo “igreja missional” é frequentemente usado na literatura dos líderes emergentes. Quase todas as descrições feitas deste Movimento também apontam para esta como uma de suas principais características. Esta expressão é usada para colocar a ética acima da doutrina, compreendendo a missão como mera compaixão social, concentrando-se nas relações interpessoais, dando muito valor às boas ações e ao ativismo social, e nenhuma ênfase ao comportamento cristão. Enfatiza a necessidade de viver como Jesus viveu, mas não condena o que Jesus condenou, pois resume o ministério de Cristo em “atender aos pobres e necessitados”.
Existem outras características, muitas delas voltadas a práticas absorvidas do misticismo. Abaixo alguns vídeos sobre o assunto para conhecimento.
O JOGO DOS TRONOS
É de uma das personagens da
série de enorme sucesso Game of Thrones, Cersei Lannister, a frase de
onde sai o título da série: "Quando você joga o jogo dos tronos, ou você
ganha, ou morre".
Jesus e Satanás jogam, de certo modo, o jogo dos tronos. Satanás quis subir acima das estrelas do Céu (lembrando que as estrelas são uma figura para anjos na simbologia bíblica), colocar seu trono nas extremidades do norte e assim ser "semelhante ao Altíssimo" (Isaías 14).
Jesus, jogando o jogo dos tronos, "abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano, Ele foi humilde e obedeceu a Deus até a morte — morte de cruz" (Filipenses 2:7 e 8).
A lógica de Cersei Lannister parece funcionar até certo ponto na verdadeira batalha pelo trono que está acontecendo agora. Jesus de fato morreu. Mas Satanás não ganhou. Ao contrário, graças à atitude de Jesus, tão diferente da de seu oponente, "por isso Deus deu a Jesus a mais alta honra e pôs nele o nome que é o mais importante de todos os nomes, para que, em homenagem ao nome de Jesus, todas as criaturas no céu, na terra e no mundo dos mortos, caiam de joelhos" (Filipenses 2:9 e 10).
Uau!
Por outras palavras, esvaziar-se e morrer foi o caminho percorrido por Aquele que se assentará no trono que jamais passará.
E, se você considera que aí, do lado esquerdo de seu peito, há um trono, e que esses dois paradigmas (inflar-me esvaziar-me) estão disputando para assentar-se nele, saiba de uma coisa, amigo: quando se joga o jogo dos tronos, ou você escolhe o lado certo ou você morre.
Não dá pra ficar em cima do muro.
Jesus e Satanás jogam, de certo modo, o jogo dos tronos. Satanás quis subir acima das estrelas do Céu (lembrando que as estrelas são uma figura para anjos na simbologia bíblica), colocar seu trono nas extremidades do norte e assim ser "semelhante ao Altíssimo" (Isaías 14).
Jesus, jogando o jogo dos tronos, "abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano, Ele foi humilde e obedeceu a Deus até a morte — morte de cruz" (Filipenses 2:7 e 8).
A lógica de Cersei Lannister parece funcionar até certo ponto na verdadeira batalha pelo trono que está acontecendo agora. Jesus de fato morreu. Mas Satanás não ganhou. Ao contrário, graças à atitude de Jesus, tão diferente da de seu oponente, "por isso Deus deu a Jesus a mais alta honra e pôs nele o nome que é o mais importante de todos os nomes, para que, em homenagem ao nome de Jesus, todas as criaturas no céu, na terra e no mundo dos mortos, caiam de joelhos" (Filipenses 2:9 e 10).
Uau!
Por outras palavras, esvaziar-se e morrer foi o caminho percorrido por Aquele que se assentará no trono que jamais passará.
E, se você considera que aí, do lado esquerdo de seu peito, há um trono, e que esses dois paradigmas (inflar-me esvaziar-me) estão disputando para assentar-se nele, saiba de uma coisa, amigo: quando se joga o jogo dos tronos, ou você escolhe o lado certo ou você morre.
Não dá pra ficar em cima do muro.
Marco Aurelio Brasil
06 março 2015
Série de Palestras sobre Criacionismo e Evolucionismo já apresentadas em algumas Igrejas
As Marcas do Designer - Tema 01: O Verdadeiro Objetivo
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Líderes religiosos bilionários confirmam poder político e econômico descontrolado
A revista norte-americana Forbes
divulgou a lista dos mais ricos do mundo. Incluiu entre eles o bispo
Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus. O patrimônio de US$ 1
bilhão coloca Macedo na 1.868ª posição, o último entre os 48
bilionários brasileiros citados. Aos 70 anos, casado, pai de três
filhos, morando em Atlanta (EUA), Macedo é caracterizado como empresário
de mídia “self made”. Que se fez por força própria, na expressão
americana.
Em julho de 2013, Macedo tornou-se banqueiro ao adquirir 49% do Banco Renner, “que possui uma das mais altas taxas de juros no Brasil”, salientou a revista. “A transação espantou porque o Banco Central do Brasil tratada Macedo como investidor estrangeiro uma vez que ele é baseado em os EUA”, assinalou.
A maior parte da fortuna de Macedo tem origem na Rede Record, a segunda maior emissora do Brasil, adquirida em 1990. “Não está claro como ele conseguiu o financiamento para comprar a empresa: o Ministério Público do Brasil tem sondado a questão há mais de dez anos e produziu relatórios que alegaram que ele usou os fundos da igreja. Macedo se recusou a comentar”.
O império de mídia de Macedo já inclui uma filial Telemundo com sede em Atlanta. Em 2014, Macedo inaugurou uma enorme réplica do Templo de Salomão em São Paulo, com capacidade para 10 mil fiéis. A mega-igreja custou US$ 200 milhões.
Antes de mais nada diga-se que a fé é um negócio mundial. Listas de pastores mais ricos do mundo se multiplicam, sendo lideradas por pastores americanos milionários. A Nigéria produziu cinco deles, todos com patrimônio em centenas de milhões de dólares. Mas bilionário até agora só Macedo.
No Brasil, outros bispos de denominações evangélicas seguem o caminho de Macedo. Valdemiro Santiago, ex-protegido de Macedo e hoje inimigo figadal, criou a Igreja Mundial do Poder de Deus. Seu patrimônio é estimado em US$ 220 milhões. Silas Malafaia criou sua própria igreja, Vitória em Cristo, em 1990. Tem bens na ordem de US$ 150 milhões e arrecada contribuições para reunir US$ 500 milhões para criar uma rede mundial de emissoras evangélicas. O pastor R. (Romildo) R. (Ribeiro) Soares acumula US$ 150 milhões em bens, entre eles um jatinho King Air 350, avaliado em US$ 5 milhões.
É preciso separar os líderes das igrejas de seu rebanho. Um quarto dos brasileiros se declara evangélico. São mais de 50 milhões de pessoas. A maioria pobres, com pouca escolaridade. Sua fé deve ser respeitada. Há vários estudos que mostram a importância das igrejas evangélicas na melhoria das relações familiares, na redução de vícios e na capacitação e melhoria da força de trabalho. De certa maneira, dedicar-se a uma religião pode mudar vidas desregradas, núcleos familiares conflituosos e estimular o desempenho no trabalho e na criação de negócios. A “teologia da prosperidade” tem fundamento socioeconômico.
A liberdade de escolha de religião é mais sagrada do que o entendimento do papel dela na vida de uma pessoa. Mas, quando os braços de uma determinada religião começam a abarcar causas mais do que terrenas - adquirindo redes de televisão, aviões, patrocinando campanhas e partidos eleitorais, qual deve ser o papel do Estado?
Como o Estado deve acompanhar e fiscalizar o enriquecimento de seus líderes, todos voltando os negócios para meios de comunicação que funcionam como concessão pública? As igrejas gozam de isenção de impostos. Diversas investigações mostram operações de compra de emissoras e de bens com dinheiro vindo de contas do exterior por prepostos de igrejas.
O crescimento do poder midiático levou ao crescimento do poder político. Os evangélicos já têm um dos seus na presidência da Câmara dos Deputados. A questão não é a opção individual religiosa. É sim se o Estado omite-se na formação de um poder político financiado por doações crédulas, mas manipulado por interesses estritamente terrenos.
Fonte Yahoo Notícias - Blog do Plínio Fraga
Nota: Já escrevi diversas vezes neste espaço sobre o assunto (clique aqui e confirme), entretanto não me exausto de falar: o mundo religioso virou comércio e já faz muito tempo. O bispo Macedo pagou a TV Record (hoje, Rede Record) com dinheiro da Igreja Universal. Eu era pastor auxiliar da IURD durante o período da compra e era-nos exigido que solicitássemos ofertas aos membros para esse fim e eu arrecadei muitas ofertas, tanto que fui promovido a pastor de igreja. O discurso apresentado pelo bispo Macedo e pelos pastores (inclusive eu) era que a Rede Record serviria para pregação do evangelho e com programas para a família, algo que nunca aconteceu. Os programas da IURD exibidos na grade da Record são mantidos até hoje através das ofertas dos membros. Ele enganou os pastores que, consequentemente, enganaram os membros.
Gostaria, aqui, de pedir publicamente desculpas aos membros da IURD que doaram ofertas para comprar a TV Record quando eu (Hilton Bastos) solicitei nas igrejas que pastoreei: município de Santa Rita-MA, dos Bairros São Cristovão e João Paulo, em São Luis-MA.
06 fevereiro 2015
Revoltas Climáticas
Atualmente as mudanças climáticas são um fato indiscutível nos fóruns
internacionais. O agravamento das consequências do aquecimento global
vem sendo sentido de modo mais acentuado nos últimos anos, por todo o
planeta. Além disso, modificam-se ecossistemas que abrigam fauna e flora
específica, aumentando as perspectivas de um aceleramento no processo
de diminuição da biodiversidade. Este é um fenômeno global, com
consequências regionais e locais, que está se disseminando por todo o
mundo.
No Brasil, considerado o país como um todo as manifestações das mudanças climáticas se tornam especialmente graves pela abundância de determinados fatores como a água doce e solo cultivável. No entanto, a falta de planejamento e de gestão adequada dos recursos está fazendo com que a população brasileira em diversas áreas se vê enfrentando situações ambientais extremas, ano após ano.
A atual crise está relacionada à falta de água nos grandes centros urbanos, que devido à alta concentração populacional representa um potencial explosivo do ponto de vista social.
Numa época em que a maioria da população desfruta há tempos, das condições básicas de sobrevivência, tendo incorporado em seu cotidiano os benefícios da água limpa e tratada, a interrupção do acesso a esse bem de consumo tende a trazer uma reação emocional intensa.
Esta situação pode levar multidões a se mobilizarem espontaneamente sem uma liderança identificada, em manifestações que podem gerar situações de violência incontroláveis.
A água poderá ser um catalizador de um quadro de insatisfação geral que vai crescendo, com a corrupção, as demissões em massa, o aumento dos impostos, da gasolina, dos alimentos, dos preços de modo geral, entre outros problemas socioeconômicos que são facilmente previsíveis de ocorrerem ao longo deste ano.
Ora, os desdobramentos da atual situação indicam que a intranquilidade social se expressará com mais intensidade em manifestações de rua e tendo como foco as administrações públicas e instâncias políticas como Câmaras de Vereadores. Uma amostra do que poderá ocorrer, foi o que aconteceu no ano passado em Itu/SP, onde o desespero levou às ruas milhares de pessoas sem articulação com qualquer movimento político, estavam simplesmente manifestando sua indignação. A multiplicação desse quadro para as grandes cidades, associado a outros fatores, como os de ordem econômica pode desencadear em uma situação explosiva que nenhum governo quer enfrentar.
Esse cenário de mobilizações e revoltas indignadas contra o poder público incapaz de atender as necessidades básicas de uma população que já estava acostumadas a tê-las aponta para o início de um processo histórico diretamente ligado ao aquecimento global e às mudanças climáticas decorrentes, onde as revoltas climáticas terão um papel de destaque.
A questão central é que a atual situação foi causada pelos seres humanos e a reversão desse quadro pode ser feita pelos próprios causadores, ou seja, todos nós. Ocorre que para se chegar a uma condição, onde todos participam do processo de controle ambiental, há necessidade da intervenção direta do poder público. Para tanto é necessário ampliar seus canais de comunicação com a população e fundamentalmente, executar programas de educação ambiental em todos os níveis de ensino e para a população de modo geral, com extrema seriedade e comprometer-se com a elevação da participação popular no monitoramento das ações públicas voltadas para uma melhoria da gestão dos recursos ambientais.
Na verdade o encaminhamento da solução não é complicado embora exija determinação do poder público. A dificuldade pode estar na incompetência ou na crença de que tudo se resolverá por si mesmo, como no caso da água e da energia, em que várias autoridades dizem que basta chover, pois sempre foi assim. Não sabem os tolos que o mundo mudou e está em processo acelerado de mais mudanças. Essa triste situação, infelizmente, custará muitas vidas, caso não enfrentem a realidade escancarada às suas portas.
Fonte ClicFolha
Nota: Para entender melhor o tema, pesquise neste blog sobre o Aquecimento Global e ECOmenismo.
No Brasil, considerado o país como um todo as manifestações das mudanças climáticas se tornam especialmente graves pela abundância de determinados fatores como a água doce e solo cultivável. No entanto, a falta de planejamento e de gestão adequada dos recursos está fazendo com que a população brasileira em diversas áreas se vê enfrentando situações ambientais extremas, ano após ano.
A atual crise está relacionada à falta de água nos grandes centros urbanos, que devido à alta concentração populacional representa um potencial explosivo do ponto de vista social.
Numa época em que a maioria da população desfruta há tempos, das condições básicas de sobrevivência, tendo incorporado em seu cotidiano os benefícios da água limpa e tratada, a interrupção do acesso a esse bem de consumo tende a trazer uma reação emocional intensa.
Esta situação pode levar multidões a se mobilizarem espontaneamente sem uma liderança identificada, em manifestações que podem gerar situações de violência incontroláveis.
A água poderá ser um catalizador de um quadro de insatisfação geral que vai crescendo, com a corrupção, as demissões em massa, o aumento dos impostos, da gasolina, dos alimentos, dos preços de modo geral, entre outros problemas socioeconômicos que são facilmente previsíveis de ocorrerem ao longo deste ano.
Ora, os desdobramentos da atual situação indicam que a intranquilidade social se expressará com mais intensidade em manifestações de rua e tendo como foco as administrações públicas e instâncias políticas como Câmaras de Vereadores. Uma amostra do que poderá ocorrer, foi o que aconteceu no ano passado em Itu/SP, onde o desespero levou às ruas milhares de pessoas sem articulação com qualquer movimento político, estavam simplesmente manifestando sua indignação. A multiplicação desse quadro para as grandes cidades, associado a outros fatores, como os de ordem econômica pode desencadear em uma situação explosiva que nenhum governo quer enfrentar.
Esse cenário de mobilizações e revoltas indignadas contra o poder público incapaz de atender as necessidades básicas de uma população que já estava acostumadas a tê-las aponta para o início de um processo histórico diretamente ligado ao aquecimento global e às mudanças climáticas decorrentes, onde as revoltas climáticas terão um papel de destaque.
A questão central é que a atual situação foi causada pelos seres humanos e a reversão desse quadro pode ser feita pelos próprios causadores, ou seja, todos nós. Ocorre que para se chegar a uma condição, onde todos participam do processo de controle ambiental, há necessidade da intervenção direta do poder público. Para tanto é necessário ampliar seus canais de comunicação com a população e fundamentalmente, executar programas de educação ambiental em todos os níveis de ensino e para a população de modo geral, com extrema seriedade e comprometer-se com a elevação da participação popular no monitoramento das ações públicas voltadas para uma melhoria da gestão dos recursos ambientais.
Na verdade o encaminhamento da solução não é complicado embora exija determinação do poder público. A dificuldade pode estar na incompetência ou na crença de que tudo se resolverá por si mesmo, como no caso da água e da energia, em que várias autoridades dizem que basta chover, pois sempre foi assim. Não sabem os tolos que o mundo mudou e está em processo acelerado de mais mudanças. Essa triste situação, infelizmente, custará muitas vidas, caso não enfrentem a realidade escancarada às suas portas.
Fonte ClicFolha
Nota: Para entender melhor o tema, pesquise neste blog sobre o Aquecimento Global e ECOmenismo.
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