23 setembro 2011

Ásia e Pacífico. Não só o céu cai em cima da cabeça como o chão foge de baixo dos pés

No ano passado mais de 30 milhões de pessoas viram-se obrigadas a fugir das suas terras devido a desastres ambientais, como tempestades e inundações, diz um relatório do Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD). Muitas delas acabaram por voltar para casa. Outras nunca mais poderão regressar. A zona da Ásia e do Pacífico está a preparar-se para a possibilidade de milhões de pessoas terem de vir a abandonar as suas casas e partir para portos mais seguros - nos seus países ou mesmo além-fronteiras - enquanto os padrões climáticos se tornam mais extremos.

Ao mesmo tempo, a pressão demográfica aumenta: a população da região anda agora em torno de 4 mil milhões de pessoas, ou 60 por cento da população mundial. E continua a crescer. A equação de alterações climáticas que degradam os recursos naturais e as terras aráveis e o crescimento populacional está a ameaçar aquela zona do planeta. E a forçar migrações.

Com a destruição da agricultura de subsistência, a erosão dos solos, a degradação dos recursos naturais, os habitantes das aldeias mudam-se para áreas urbanas já de si lotadas. Em 2020, 13 das 25 megacidades do planeta estarão situadas na Ásia e no Pacífico, sobretudo em zonas costeiras, diz o BAD.

Muitas dessas megalópolis estão construídas em zonas vulneráveis da costa, o que aumenta a população em risco. Mesmo que os eventos climáticos extremos não se tornem mais frequentes, milhões de pessoas sofrerão o impacto directo da subida do nível do mar ao longo deste século. No passado, os habitantes de determinada região recolheriam os seus bens mais preciosos e partiriam para algum lugar mais adequado. Nas infra-estruturas gigantescas actuais junto ao mar, com milhões e milhões de pessoas a viver em regiões ameaçadas (como o Bangladesh ou o Vietname), tal solução deixa de ser viável.

Os países da Ásia e do Pacífico serão afectados pela mudança climática de maneiras diferentes, criando vários cenários de migração, sendo a transfronteiriça das mais prováveis, numa região que já é a maior fonte de migrantes internacionais do mundo.

De acordo com os analistas, em 2050 haverá 200 milhões de migrantes climáticos na região da Ásia e do Pacífico. Exactamente numa zona do globo que já é das mais afectadas pelo impacto das mudanças climáticas: a subida de temperatura, as mudanças nos padrões de precipitação, a intensidade das monções. Tudo isto resulta em inundações, tufões, ciclones tropicais mais fortes.

"A migração passará a ser uma grande resposta adaptativa às mudanças climáticas e será acrescentada ao nível crescente e cada vez mais complexo da mobilidade populacional na região", afirma Bart W. Edes, director da Divisão de De-senvolvimento Social, Pobreza e Género do BAD, no site da organização.

De acordo com os cientistas, só nos primeiros seis meses de 2011 já houve mais desastres naturais que na maior parte dos anos anteriores a 2006. Oito dos 15 países com maior risco de vir a enfrentar três ou mais desastres naturais estão na Ásia e no Pacífico. Se falarmos em dois desastres naturais, então o número é ainda mais dramático, já que metade dos 60 países em maior risco estão nesta zona do planeta.

Excepto a Austrália e a Nova Zelândia, nenhum outro país tem uma categoria especial para definir este tipo de imigrante, que deixa o seu país por causa da subida do nível do mar ou da erosão costeira.

Fonte iInformação

Nota: "e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas.
Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto as virtudes do céu serão abaladas...Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima." Lucas 21:25-28

Bento XVI defende o diálogo com muçulmanos e protestantes

Erfurt, Alemanha, 23 Set 2011 (AFP) -Bento XVI pediu nesta sexta-feira um melhor diálogo entre a cristandade e o Islã, no segundo dia de visita a seu país natal, onde também tem a intenção de enviar sinais de aproximação aos protestantes em favor do ecumenismo.

"Acho que uma colaboração fecunda entre cristãos e muçulmanos é possível", afirmou o Papa ao receber, em Berlim, representantes do Islã na Alemanha.

"Reconhecemos a necessidade (...) de progredir no diálogo e estima recíprocas", insistiu, apesar de o diálogo entre as duas religiões não ter ficado tão fácil depois da polêmica lançada pelo sumo pontífice há cinco anos, duarnte um discurso na Baviera, onde estabelecu um vínculo entre o Islã e a violência religiosa.

Na Alemanha, vivem entre 3,8 e 4,3 milhões de muçulmanos, que representam entre 4,6% e 5,2% de sua população.

Depois, Bento XVI partiu de Berlim para Erfurt, onde Martin Lutero estudou direito e teologia a partir de 1501, e foi ordenado sacerdote em 1507, depois de ter entrado na ordem dos monges agustinianos. Durante esses anos fundamentais, Lutero, que ainda era católico, refletiu sobre o que seria o coemço da Reforma protestante.

Depois de visitar a catedral desta pintoresca cidade medieval, Bento se reunirá a portas fecahdas com 20 delegados da Igreja protestante alemã, e em seguida participará num serviço ecumênico no convento dos Agustinianos, ao lado de autoridades como a chanceler Angela Merkel, filha de um pastor protestante, e do presidente alemão, Christian Wulff, de religião católica.

Fonte Terra

22 setembro 2011

Agenda 2012

Olá, amigo, obrigado por sua visita.

Estou preparando minha agenda para 2012. O ano de 2011 foi e está sendo de muitas bênçãos. O lançamento do livro "Sinceramente Errado" foi inspirado pelo Espírito Santo. Louvado seja DEUS! Agradeço aos irmãos e amigos Michelson Borges e Lourenço Gonzalez, bem como, a todos aqueles que, de alguma forma, participaram da realização desse sonho.

Tenho recebido diversos convites que vai desde participação em eventos da Igreja até realização de semanas de oração. Louvado seja Deus! Pois Ele me concedeu oportunidade para testemunhar e pregar sobre a verdade que conheci e que me libertou verdadeiramente do engano.

Com este post, quero avisar a todos aqueles que desejam convidar-me para participar de algum evento em sua igreja, que para ano de 2011 não há mais espaço, por este motivo, estou preparando a minha agenda para 2012. Por favor, se for de seu interesse e para a Glória de Deus, encaminhe um e-mail para restaumaesperanca@hotmail.com, informando os seguintes dados: Estado, Cidade, Igreja e Data do evento. Não esqueça que antes de confirmar comigo, você deve confirmar com a comissão de sua igreja ou campo. Se precisar de uma carta de recomendação do campo ao qual pertenço, é só solicitar. Se desejar ser mais rápido, pois a sede do campo ao qual pertenço fica a cerca de 130 km de onde resido e o pastor distrital fica em outra cidade (Miranda do Norte - sede do distrito), e, em se tratando de carta de recomendação, gosto de apresentá-la sempre atualizada, você pode entrar em contato diretamente com a Associação Maranhense (AMa) através do telefone (98) 4009-4949 ou através do e-mail contato.ama@adventistas.org.br e solicitar informações a meu respeito, ou solicitar o telefone do Pr. Erenildo Cruz à AMa, que é o meu pastor distrital.

Hilton Bastos

O estouro das bolhas pós-11/9

Terça-feira, 11 de setembro de 2001. Era uma manhã comum de trabalho na redação da Casa Publicadora Brasileira. A rotina seguia seu curso: textos para revisar, matérias para escrever, decisões editoriais. Até que alguém gritou da sala de reuniões: “Venham ver isso aqui!” Quando entrei na sala, o relógio marcava nove horas e a TV estava ligada. A imagem que vi parecia a de um desses filmes apocalípticos hollywoodianos, mas o logotipo da emissora norte-americana CNN deixava claro que não se tratava de ficção. Uma das torres gêmeas do World Trade Center em Nova York estava pegando fogo! Assentei-me numa das cadeiras e fiquei sabendo, instantes depois, que um avião da American Airlines (voo 11) havia atingido o arranha-céu fazia poucos minutos. Nem os repórteres (muito menos nós, que estávamos ali naquela sala a mais de oito mil quilômetros de distância) sabiam exatamente o que estava acontecendo. Teria sido um terrível acidente? Às 9h03, com os olhos ainda grudados na tela da TV, tivemos certeza de que aquilo não se tratava de acidente: outro avião, agora da United Airlines (voo 175), acabava de atingir a torre sul. Em duas horas, tudo o que sobrou dos dois edifícios foi uma montanha de entulho e muita poeira. Meus colegas e eu emudecemos. As imagens eram dramáticas e as informações, escassas. Pairava no ar a sensação de que aquele dia mudaria os rumos da história em nosso planeta. E mudou.


Conforme ficamos sabendo depois, os atentados de 11 de setembro de 2001 foram, na verdade, uma série de ataques-suicidas coordenados pela organização terrorista Al Qaida. Na manhã daquela terça-feira, 19 terroristas sequestraram quatro aviões comerciais. Além dos dois que foram lançados contra as torres gêmeas, um atingiu o Pentágono, nos arredores de Washington, e o quarto deveria atingir a Casa Branca ou o Capitólio, não tivessem os passageiros se insurgido e tentado retomar o controle da aeronave, que acabou caindo num campo próximo de Shanksville, na Pensilvânia. O total de mortos nos ataques foi de quase três mil pessoas, incluindo os 19 sequestradores.

Confiando no “auxílio alienígena”

A resposta dos Estados Unidos não demorou muito e ficou conhecida como Guerra ao Terror. O país invadiu o Afeganistão para derrubar o Talibã, que abrigou os terroristas da Al Qaeda, e declarou guerra ao Iraque de Saddam Hussein, com a acusação falsa de que ali havia armas de destruição em massa. Essa ação militar imprópria (para dizer o mínimo) diluiu muito da simpatia mundial com a tragédia americana. Além disso, milhares de vidas e bilhões de dólares foram perdidos na empreitada – mesmo assim, o mundo aceitou tudo. O foco da nação mais poderosa do planeta se tornou a guerra contra o terrorismo e houve descuido em outras áreas, como a econômica. Resultado: o mundo entrou numa época de turbulência econômica sem precedentes e que já dura uma década.

Para o analista de sistemas Marco Dourado, de Curitiba, o crescimento da economia desde o pós-guerra incentivou o consumismo e, a partir dos anos 1980, emergiu uma geração de jovens moralmente insensíveis, agressivos e ávidos, obcecados por fazer fortuna a qualquer preço, preferencialmente antes de atingir os 30 anos de idade – os yuppies. A compulsão pelo ganho fabuloso e imediato encontrou sua melhor expressão no mercado de ações das empresas de novas tecnologias, as chamadas pontocom. “A farra durou até o fim do milênio, quando o estouro dessa bolha ameaçou lançar o mundo em gravíssima recessão. A solução, se é que pode ser assim chamada, foi baixar paulatinamente os juros dos papéis da dívida norte-americana para patamares impensáveis. Isso gerou outra bolha de especulação devido ao crédito fácil, sobretudo no mercado imobiliário. Esse crédito acabou sendo diluído cavilosamente para dentro de diversos setores da economia. Pessoas que estavam pagando hipotecas viáveis dentro de suas expectativas financeiras e profissionais refinanciavam suas dívidas passando a comprar imóveis duas e até três vezes mais caros que o valor da hipoteca inicial. A situação perdurou até 2008, quando essa nova bolha estourou”, avalia e relembra Dourado.

A “solução” do governo Obama? Aumentar o endividamento americano para além da ionosfera. “Como não existe dinheiro no planeta para desmontar essa bolha, os aficionados por ETs creem que apenas auxílio alienígena possa reverter o quadro”, brinca Dourado (embora saiba que o assunto é muito sério, conforme demonstra o gráfico comparativo publicado no site da revista Veja).

Medo e alienação

O que se espera para os Estados Unidos é o mesmo que aconteceu com o Japão: lenta decadência causada por endividamento, inflação e queda do PIB. “Os efeitos políticos e sociais desse cenário tendem a ser devastadores”, prevê Dourado. “Isso vai complicar em muito a política externa. Quando o pragmatismo desbanca a diplomacia, vale a lei do mais forte sem paliativos, sem concessões. Quando um peixe grande abaixa o padrão, os demais seguem na cola. Tendemos à década de 1930, substituindo o conflito ideológico pela agenda ambiental. Não faltarão atores laterais querendo se aproveitar para aumentar sua influência. O Vaticano já desponta nesse sentido. Alguns fatores agravantes (ex.: desastres naturais), se combinados, certamente acelerarão o quadro”, conclui.

O professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas Maurício Santoro também relaciona os atuais problemas econômicos com o 11/9: “Para evitar uma desaceleração econômica, naquela época o governo dos Estados Unidos reduziu os juros e estimulou o consumo da população. Com baixas taxas de retorno, a população começou a consumir e a procurar opções mais rentáveis de investimentos, como a Bolsa de Valores. Muitos compraram casas com financiamento a juros baixos, pegaram empréstimos colocando imóveis como garantia e foram investir em ações e consumir mais, alimentando o descontrole sobre as finanças pessoais e o sistema financeiro como um todo. Construíram um castelo de cartas que ruiu com a crise financeira de 2008.”

Mas os maus ventos não sopraram apenas contra a economia.

Em seu artigo “O fim da democracia norte-americana”, o jornalista e professor universitário Ruben Dargã Holdorf mostra que a mídia norte-americana mudou seus valores e que as práticas vigentes enfraquecem cada vez mais o perfil histórico dos Estados Unidos como nação defensora das liberdades de imprensa, expressão e consciência. Holdorf menciona pesquisa segundo a qual apenas 47% das pessoas leem algum jornal nos Estados Unidos. Além disso, “um americano médio investe somente 99 horas anuais na leitura de livros, enquanto torra 1.460 horas em frente a um televisor; e ridículos 11% são os leitores de jornal diário, cujos quadrinhos e classificados de carros usados se demonstram os prediletos”. Nesse cenário de medo e alienação, fica bem mais fácil para uma elite ditar os rumos da política.

“Tortura contra suspeitos de terrorismo”

Holdorf lembra que a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos garante que “o Congresso não fará nenhuma lei... que restrinja a liberdade de expressão ou de imprensa”. Mas, para ele, “algo de anormal” ocorre nos bastidores da mídia norte-americana, e isso vem enfraquecendo um sólido fundamento de mais de 200 anos. “A rivalidade entre o governo e a imprensa se iniciou logo após os atentados de 11/9, quando a conselheira nacional de Segurança, Condoleezza Rice, solicitou à imprensa nacional evitar qualquer notícia prejudicial à ordem no país. Os chefes de redação Ron Gutting e Dan Guthrie, dos jornais City Sun e Daily Courier, respectivamente, ousaram cumprir a Primeira Emenda e criticar o presidente. Amargaram a demissão. Configurava-se aí o princípio da derrocada da Primeira Emenda e o primeiro abalo contra a democracia”, lembra o jornalista.

Para Holdorf, outro fator que atenta contra a diversidade de pensamento é o monopólio da informação. “Quando as comunicações se aglutinam sob o comando e orientação de poucos ou somente uma empresa jornalística, ocorre o risco da manipulação. Os Estados Unidos têm hoje apenas seis grandes empresas de comunicação. E já foram cerca de mil. O número de cidades norte-americanas com pelo menos dois jornais concorrentes é de reduzidos 34 locais”, contabiliza.

Em seu artigo, Holdorf cita estudiosos segundo os quais a morte da democracia na América começa a partir do momento em que os Estados Unidos justificaram ataques militares e invasões a países suspeitos de terrorismo [em seu artigo “Um messias judaico-americano”, o jornalista e doutor em teologia Vanderlei Dorneles sustenta que, provavelmente, a motivação maior dessa guerra e da própria política imperialista norte-americana seja algo que foi tratado apenas superficialmente pelos meios de comunicação no Brasil – uma “utopia” religiosa, entesourada na crença evangélica americana] Após destronarem a democracia, surgiu um Estado fascista e teocrático. E quase ninguém parece se importar, pois talvez não se dê conta de onde isso pode terminar.

Segundo matéria publicada na revista Superinteressante de setembro, para combater o terrorismo (ou com essa justificativa), “os Estados Unidos tomaram medidas radicais. O governo passou a grampear secretamente e-mails e telefonemas da população. Criou cadeias à margem da lei (como a de Guantánamo, que não obedece às regras jurídicas do país) e usou tortura contra suspeitos de terrorismo – que podem ser presos por tempo indeterminado, mesmo sem provas ou sequer uma acusação concreta. Por tudo isso, há quem diga que os Estados Unidos se tornaram um Estado policial”.

“Combatentes inimigos ilegais”

A crescente apatia política do povo norte-americano está abrindo as portas para as ações da Nova Direita, maior movimento religioso dos Estados Unidos, simpatizante do Partido Republicano e que defende a união do Estado com a Igreja. Inclusive, a pré-candidata republicana Michele Bachmannchegou a afirmar que o terremoto e o furacão Irene (que atingiram estados americanos em agosto deste ano) teriam sido provocados por Deus para chamar atenção sobre os problemas da nação. Estariam esses políticos sugerindo o retorno à fé como solução para esses problemas? Mas o retorno a que tipo de fé?

Holdorf aponta a consequência dessa mistura entre política e religião: “Se a condição laica de Estado ruir, com certeza a liberdade de imprensa será a próxima vítima desse poder autoritário” e, “caso essa configuração continue tomando forma, a previsão quanto aos destinos do planeta nas próximas décadas não é nem um pouco otimista. Ao contrário do que se projeta, a ruína da imprensa vai desencadear uma série de fatos que podem conduzir as principais democracias do Ocidente a sua derrocada e ao retrocesso a uma nova `Idade Média´.”

Na opinião do teólogo e blogueiro Sérgio Santeli, de São Paulo, algumas liberdades civis foram atropeladas depois do 11/9. Com a aprovação da Lei Patriótica (Patriot Act), o governo americano passou a ter o direito de investigar qualquer cidadão norte-americano ou estrangeiro que resida nos Estados Unidos, sem necessidade de ordem judicial – basta desconfiarem que alguém esteja ajudando os terroristas. “Quem garante que os `inimigos políticos´ (ou religiosos) do governo não serão colocados no mesmo barco?”, pergunta Santeli.

Ele lembra que, em 2006, foi aprovado também o Ato das Comissões Militares, que dá ao presidente norte-americano autoridade para instituir tribunais militares à parte do sistema judicial, com o propósito de julgar “combatentes inimigos ilegais”. Detalhe: qualquer cidadão americano pode então ser considerado “combatente inimigo ilegal”.

Como gostam “Bauer” e “Batman”

Para o criador do blog Minuto Profético, o 11/9 antecipou a chegada do quadro profético de Apocalipse 13:15-17, segundo o qual os “combatentes inimigos ilegais” do governo norte-americano não poderão comprar nem vender se não tiverem o sinal da besta [em janeiro de 2001, na revista Sinais dos Tempos, o teólogo e jornalista Marcos De Benedicto explicou: “Apocalipse 13 descreve dois poderes, os quais seu autor chama de ‘bestas’ ou ‘monstros’, que vão dominar o cenário mundial no fim dos tempos e perseguir as minorias que discordarem de sua política global. O primeiro desses poderes seria o Vaticano (que tomou o lugar da antiga Roma), e o segundo os Estados Unidos (a nova Roma). Um poder é religioso-político e o outro político-religioso. Como o Vaticano tem influência moral, mas não poder militar, os Estados Unidos emprestariam sua autoridade para a cúpula da Santa Sé levar seus planos adiante”. “O evento também mostrou claramente que, diante de uma tragédia de grandes proporções, as pessoas abrem mão de sua liberdade em troca da promessa de segurança”, avalia o teólogo. “A pergunta é: Não poderia também a lei dominical ser imposta em outro futuro cenário de uma tragédia de grandes proporções, quando a segurança mais uma vez fosse trocada pela liberdade?” Ensaios para essa leijá estão sendo feitos na Europa...

Embora existam muitas teorias conspiratórias relacionadas ao 11/9, algumas parecem ter um fundo de verdade. Para Santeli, o atentado teria sido um evento “falsa bandeira” com o propósito de criar leis para subtrair liberdades civis dos americanos e criar um pretexto para atacar países não alinhados com Washington. “O status quo é mantido pela submissão a uma sociedade e a seus valores. A submissão requer uma causa; uma causa requer um inimigo. O que mudou depois do 11/9 foi a definição de inimigo. Antes eram os comunistas, agora são os `terroristas´ e os `combatentes inimigos ilegais´. Ao mudar o inimigo, muda-se a causa pela qual lutar, mas a submissão ainda permanece e o status quo continua”, conclui Santeli.
Como a arte imita a vida e dela se alimenta, não faltam exemplos de produções cinematográficas e televisivas que, de certa forma, reproduzem a sombra que paira sobre nossa cabeça. Dois exemplos entre muitos: em O Cavaleiro das Trevas, o personagem Batman vai a Hong Kong atrás de um criminoso, captura o bandido e o leva de volta a Gotham (Nova York?) sem dar satisfação a ninguém. Jack Bauer, da série de TV 24 Horas, é um agente do governo que não se submete a leis internacionais ou a acordos bilaterais entre países. Ele faz o que julga ser necessário para “fazer justiça”.

Para o blogueiro português Filipe Reis, em lugar de o ataque ao território americano em 2001 abalar a grande nação norte-americana, tornou-a, na verdade, mais dominadora, seja de forma visível (agora, os americanos invadem qualquer nação sem ser objeto de grandes críticas, pelo menos no Ocidente) ou camuflada (diversas leis e projetos de lei têm sido elaborados para condicionar liberdades). “É engraçado verificar que aqui na Europa, em meio a países profundamente afetados pela crise, os governantes parecem mais concentrados nos esforços para manter a união que supostamente existe entre as nações e se esquecem um pouco dos Estados Unidos”, diz Filipe. É assim que “Bauer” e “Batman” gostam...

Fundamentalistas islâmicos

Além da atuação externa da superpotência do norte, deve-se considerar também o que vem acontecendo internamente por lá – ao lado do que já vimos sobre o controle da mídia e o descontrole da economia. Segundo matéria publicada no Último Segundo, do portal iG, “nas últimas semanas, menções negativas ao islamismo foram feitas por Newt Gingrich, Michele Bachmann, Herman Cain e Mitt Romney, os quatro principais concorrentes à nomeação republicana para a disputa contra o atual presidente dos Estados Unidos, o democrata Obama. Cain, por exemplo, disse publicamente que jamais consideraria contratar um muçulmano como parte da sua equipe. Dias depois, foi elogiado e defendido por Gingrich, que comparou os muçulmanos aos nazistas”.

Segundo Sherman Jackson, professor de estudos islâmicos da Universidade de Michigan, citado na matéria, a atual crise econômica americana dá combustível aos movimentos conservadores nos Estados Unidos, que tendem a criticar e oprimir as minorias, incluindo os muçulmanos. De 2010 para cá, pelo menos dois estados norte-americanos, Oklahoma e Tennessee, aprovaram medidas constitucionais para banir o uso das regras islâmicas nos tribunais americanos.

É bom lembrar, também, que, antes de 11/9, ateus militantes como Dawkins, Hitchens e Harris quase não tinham espaço na mídia. Mark Juergensmeyer, em seu livro Terror in the Mind of God, defende a ideia de que a religião naturalmente induz à violência. Livros com esse tipo de conteúdo e ações da militância neoateísta eram raros antes de 2001. Mas, de lá para cá, esse tipo de discurso se tornou comum e surge justamente nesse mar revoltoso contra as religiões (não apenas o Islã).

A atitude e os métodos da Al Qaida são deploráveis, não resta dúvida. Mas, quando analisamos a teologia e as ideologias de seus aderentes, algumas coisas chamam a atenção: (1) existe aversão ao materialismo e ao secularismo da cultura ocidental, (2) a condenação da sensualidade e da imoralidade, (3) um sentimento contrário ao Vaticano e aos Estados Unidos, e (4) o temor de uma possível união entre esses dois poderes. Se nos lembrarmos de que muçulmanos não comercializam bebidas alcoólicas, vestem-se com modéstia e não comem carne de porco, certamente um grupo de cristãos virá à mente e será mais fácil antever a oposição que se levantará contra ele – à primeira vista, ele se parece muito com um inimigo em comum para boa parte do mundo ocidental (os fundamentalistas islâmicos), embora nada tenha que ver com seus métodos e propósitos.

O cordeiro e o dragão

Em matéria especial sobre os dez anos do 11 de setembro, a revista Veja do dia 7 de setembro abre assim o texto: “Momentos históricos decisivos ocorrem por uma combinação de fatores – mudanças demográficas, decisões políticas e econômicas e desastres naturais, por exemplo podem confluir para que uma sociedade siga por um novo rumo.” Isso me faz lembrar as palavras de Ellen White, no livro Eventos Finais: “As calamidades em terra e mar, as condições sociais agitadas, os rumores de guerra são assombrosos. Prenunciam a proximidade de acontecimentos da maior importância. [...] Grandes mudanças estão prestes a ocorrer no mundo, e os acontecimentos finais serão rápidos” (p. 9).

Veja também dá sua definição de “fundamentalismo”: “Assim como outras formas de radicalismo religioso, ele [o fundamentalismo] exige que se viva sob uma interpretação literal e, portanto, originalmente ‘pura’ dos textos sagrados.” Se nos lembrarmos de que, em 2001, um mês antes dos atentados do dia 11 de setembro, a revista Galileu chamou os criacionistas de “fundamentalistas” e que, em 8 de fevereiro de 2006, a revista Veja afirmou que a “tese” bíblica de que Deus criou todos os seres vivos é “treva”, poderemos concluir que a definição geral de “fundamentalismo” abarca outros grupos religiosos, especialmente aqueles que aceitam a literalidade do relato de Gênesis, a semana literal da criação e a observância do sábado bíblico como memorial dessa criação literal. Diferentemente dos radicais islâmicos, esses cristãos são um grupo pacífico. Mas alguém está interessado em conhecer a diferença?

Então, ponha no liquidificar a crise econômica, a apatia política dos norte-americanos, o cerceamento das liberdades individuais, a mídia amordaçada, o fortalecimento de grupos que torcem pela funesta união entre Igreja e Estado e a aversão pelas minorias consideradas “fundamentalistas”, e tente imaginar no que vai dar essa receita...

Na opinião da escritora especialista em temas religiosos Karen Armstrong, expressa no primeiro capítulo de seu livro Em Nome de Deus, “fundamentalistas cristãos rejeitam as descobertas da biologia e da física sobre as origens da vida e afirmam que o livro do Gênesis é cientificamente exato em todos os detalhes”. Não é mais ou menos isso o que os criacionistas defendem? Não é mais ou menos nisso que creem os guardadores do sábado, mais especificamente [“Como os americanos considerarão alguma denominação religiosa que, sediada em Washington, afirma que os Estados Unidos são a segunda besta do Apocalipse? Esse conceito não é bastante parecido com a ideia que os islâmicos mantêm acerca de Tio Sam? O livro O Grande Conflito, de Ellen White, afirma claramente a identidade dos Estados Unidos com a segunda besta do Apocalipse, na página 584. Esse livro revela, apoiado nas palavras do apóstolo Paulo, em 2 Tessalonicenses 2, que o próprio Satanás imitará a vinda de Cristo, e receberá o culto dos seres humanos. Ele se manifestará com certa medida de glória e procurará recomendar seu reino a todos os seres humanos (ver O Grande Conflito, p. 593, 629). Diz ainda que, `quando a proteção das leis humanas for retirada dos que honram a lei de Deus, haverá, nos diferentes países, um movimento simultâneo com o fim de destruí-los. [...]

Resolver-se-á dar em uma noite um golpe decisivo, que faça silenciar por completo a voz de dissentimento e reprovação´ (ibid, p. 635). Essas predições indicam que a intolerância da `besta´ chegará ao ponto de pretender silenciar mesmo aqueles que manifestam reprovação e discordância só por sua voz” (Vanderlei Dorneles, artigo citado)]?

O mundo está mudando rapidamente e logo, como nunca antes visto neste planeta, o cordeiro falará como dragão.

***

[Michelson Borges, jornalista e mestre em teologia]

Fonte OI

20 setembro 2011

Série de terremotos na Guatemala deixa três mortos

CIDADE DA GUATEMALA - Uma série de cinco terremotos de média intensidade deixou pelo menos três mortos e mais de 10 feridos na Guatemala, além de provocar danos no estado de Santa Rosa, localizado no sudeste do país, onde milhares de pessoas ficaram desabrigadas.

O presidente Alvaro Colom declarou "alerta laranja" na região, que significa perigo e pede que a população do local se mantenha em alerta. Desta forma, as autoridades de Santa Rosa suspenderam as atividades escolares e trabalhistas.

A Coordenadoria para a Redução de Desastres (Conred) informou, por meio de um comunicado oficial, que os hospitais guatemaltecos se encontram em "alerta amarelo", de prevenção, para poder atender as demandas causadas pelo terremoto.

O diretor do Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (INSIVUMEH) do país, Eddy Sánchez, informou que o primeiro abalo foi registrado às 11h59 (14h59 no horário de Brasília) da tarde de ontem enquanto o último se deu às 14h (17h no horário de Brasília).

Desde julho o estado de Santa Rosa já registrou cerca de 40 mil micro-tremores e 68 abalos sísmicos. Os últimos terremotos, que puderem ser sentidos em El Salvador ontem, ocorreram durante a temporada de chuvas no país, que já deixou milhares de habitantes sem casa. (ANSA)



Fonte DCI

16 setembro 2011

Mais americanos creem no aquecimento global, diz pesquisa


Por Timothy Gardner




WASHINGTON (Reuters) - Aumentou em relação ao último ano o número de norte-americanos que acreditam no aquecimento global, e essa mudança pode ter sido influenciada pelos debates dos pré-candidatos republicanos à Casa Branca, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na quinta-feira.
O percentual de entrevistados que acredita na mudança climática saltou de 75 para 83 por cento, segundo o levantamento feito nos EUA entre os dias 8 e 12 de setembro.

Os pré-candidatos republicanos, à exceção de Jon Huntsman, geralmente rejeitam a tese - amplamente respaldada por cientistas - de que emissões humanas de gases do efeito estufa têm causado o aquecimento global. Durante os recentes debates, o favorito Rich Perry acusou os cientistas de manipularem dados climáticos, e a deputada conservadora Michele Bachmann disse que a mudança climática é um mero boato.
Para o cientista político Jon Krosnick, da Universidade Stanford, esse debate leva os norte-americanos a refletirem mais sobre o que realmente pensam a respeito da mudança climática.

E o que eles pensam pode estar influenciado também por notícias recentes de que 2010 empatou com a de 2005 como o ano mais quente no mundo desde o início dos registros, na década de 1880.

"Esse é exatamente o tipo de situação que irá provocar o público a pensar na questão de uma forma que não pensou antes", disse Krosnick sobre a recusa dos republicanos em aceitarem a mudança climática.

Os cientistas alertam também que o aquecimento global deve causar mais desastres climáticos, e o ano de 2011 pode já ser um exemplo disso - o que inclui a passagem do furacão Irene pela Costa Leste dos EUA. Os EUA sofreram dez desastres naturais em 2011, com prejuízos superiores a 1 bilhão de dólares, segundo estimativas oficiais.

De acordo com a pesquisa, eleitores de ambos os partidos norte-americanos creem majoritariamente no aquecimento global, mas a tendência é maior entre os democratas (92 por cento) do que entre os republicanos (72 por cento).

Para cerca de 15 por cento dos eleitores, a questão climática é um tema importante para as campanhas políticas, segundo Krosnick. Na opinião dele, o assunto pode ter impacto no resultado da eleição de 2012 se Obama conseguir se apresentar com o candidato mais "ambiental", e se o seu rival rejeitar a tese da mudança climática.

Na opinião de 71 por cento dos norte-americanos que creem no aquecimento global, ele acontece parcial ou principalmente por causa das atividades humanas; outros 27 por cento acham que as causas são naturais, segundo a pesquisa.

E, embora mais norte-americanos tenham passado a compartilhar das certezas dos cientistas, os que são céticos se aprofundaram na sua relutância. Em 2010, o percentual desse grupo com certeza absoluta de que a mudança climática não existe era de 35 por cento. Agora, passou para 53 por cento.

A pesquisa Reuters/Ipsos ouviu 1.134 adultos, incluindo 932 eleitores registrados. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para a amostra total, e 3,1 pontos para os eleitores.

Fonte Reuters Brasil

Nota: É apenas uma questão de tempo. Logo, logo deveremos tomar uma decisão que nos afetará para sempre, e esse sempre é sempre mesmo.

01 setembro 2011

Igrejas se Profissionalizam e se Voltam ao Mercado Gospel

Frente ao crescimento da população evangélica no Brasil, segundo recentes pesquisas, verifica-se o fortalecimento do mercado econômico que inclui novas estratégias de negócios no mercado chamado gospel, além do crescimento da corrente denominada Teologia da Prosperidade.

Um aumento considerável no número de evangélicos no Brasil foi visto no o estudo Novo Mapa das Religiões, da FGV, mostrando uma porcentagem de 20,2% da população em 2009 contra 9% em 1991.
O crescimento numérico chamou tanto a atenção das igrejas quanto da iniciativa privada.

No caso das igrejas, foram criadas estratégias de negócios que envolvem estruturas empresariais e até planos de carreira, chegando até a lançar produtos como cartões de crédito.

Além disso, com base na Teologia da Prosperidade, movimento que prega o bem-estar material do homem, muitas igrejas vêm estimulando os fiéis a abrir negócios próprios e sanar suas finanças.

De acordo com o estudo da FGV, os pentecostais são por volta de 12% da população, e respondem por 44% das doações feitas às igrejas.

“A igreja hoje é também um espaço de trocas e bens simbólicos", diz Leonildo Silveira Campos, do departamento de Ciências Sociais e Religião da Universidade Metodista.

"é voltada a pessoas cada vez menos preocupadas com questões transcendentais, e sim com o aqui e o agora. Para o novo pentecostal, o dinheiro não é para ser acumulado como previa a ética protestante, mas para comprar o carro e o apartamento novo. Para se inserir no mercado de consumo".

"Passava uma vida de miséria, comendo carcaça de frango", conta uma frequentadora da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), acrescentando que, depois que começou a assistir às "reuniões da prosperidade" semanais da igreja, "as portas começaram a se abrirem", disse ela no seu depoimento no YouTube.

Especialistas ouvidos pela BBC ressaltam que há traços de profissionalização e mercantilização também em outras religiões – só que eles estão mais evidentes nos pentecostais e neopentecostais por conta de sua exposição na mídia e do próprio crescimento dos evangélicos no Brasil.

As igrejas aproveitam o filão com produtos, que incluem cartões de crédito - emitidos pelas igrejas Internacional da Graça de Deus e Assembleia de Deus - e lançamentos constantes.

Um exemplo da pujança do mercado gospel é a rua Conde de Sarzedas, no Centro de São Paulo, que se especializou em atender consumidores cristãos. Ali, é possível comprar desde Bíblias segmentadas a CDs, jogos de tabuleiro com temas bíblicos e até pacotes de turismo para a Terra Santa.

Universal

De acordo com Ricardo Mariano, professor da PUC-RS e autor de um livro sobre a Universal, na IURD "existe quase um plano de carreira, que permite que eles passem para congregações maiores, vão para outros países e participem de programas de TV" se baterem as metas.

A Igreja Universal está estabelecida em 110 países, alcance não conseguido por nenhuma empresa multinacional brasileira. Apesar da estrutura empresarial, ninguém sabe quanto fatura a Universal, já que a igreja é isenta de impostos e não tem que abrir suas contas.

Para a construção de seu megatemplo em São Paulo, orçado em mais de R$ 350 milhões, a igreja está pedindo doações aos seus fiéis, em troca da inscrição de seus nomes em uma das 640 colunas do templo.
Os apelos por contribuições feitas na Igreja Universal beiram o constrangimento. Em um culto recente da igreja em São Paulo, o pastor exibia aos fiéis um vídeo sobre o templo, que está sendo erguido na Zona Leste da cidade e custará R$ 350 milhões.

"Os (doadores) terão seus nomes colocados nas 640 colunas do templo", diz o pastor, pouco antes de serem entregues envelopes para doações. "O bispo disse que um homem doou R$ 200 mil. Se você não pode 200 mil, pode mil, pode 500. Doe de acordo com a sua fé".

Mara Maravilha, cantora de músicas gospel e dona de uma loja de produtos evangélicos em São Paulo, é fiel da Universal e apoia o pagamento do dízimo como forma de dar continuidade ao trabalho religioso. Para a cantora, quem não paga a contribuição está "roubando de Deus" e "se o pastor vai fazer certo ou errado (com o dinheiro), isso não cabe mais a nós".

A executiva Márcia Félix, 37, fiel da Igreja Quadrangular, tem opinião semelhante. Afirma que sua igreja incentiva seu crescimento e a realização de seus sonhos e que o eventual enriquecimento de pastores não a incomoda.

"Busco primeiro o Reino de Deus e sua justiça", argumenta a fiel evangélica. "Se tem quem rouba, é cada um com Deus".

"Algumas igrejas têm deixado o princípio de servir e viraram indústria", diz Daniel Berteli, frequentador da Conde de Sarzedas. Ele considera a visão empresarial da religião "perigosa". As informações são da BBC Brasil.

Fonte: The Christian Post

Nota: "​Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. ​E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; ​também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme." II Pedro 2:1-3.

31 agosto 2011

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24 agosto 2011

Forte terremoto atinge Peru e é sentido no Acre; não há danos

LIMA (Reuters) - Um terremoto de magnitude 7,0 atingiu nesta quarta-feira o Peru, com epicentro perto de Pucallpa, próximo à fronteira com o Brasil. O tremor assustou a população e sacudiu prédios, mas não há relatos de danos ou vítimas.



Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o tremor aconteceu a 82 quilômetros ao norte de Pucallpa, região da floresta amazônica peruana, e a 210 quilômetros de Cruzeiro do Sul, no Acre, sendo sentido de maneira forte na cidade brasileira.

"Foi aquela sensação de quando você está num barco e ele balança", disse à Reuters o jornalista Nelson Liano, que mora em Cruzeiro do Sul e estava em um supermercado. "Os produtos mais leves caíram das prateleiras."

Os bombeiros da cidade afirmaram que receberam chamadas de emergências, mas é improvável que o terremoto tenha causado danos "sérios", segundo o major Moisés.

Na região do terremoto, zona central do Peru, operam algumas empresas petrolíferas, como a espanhola Repsol-YPF e a brasileira Petrobras, mas não existem reservas de minérios.

O diretor de operações do Instituto Nacional de Defesa Civil do Peru, Guillermo Alvizuri, disse a uma rádio local que até o momento não há informações de danos em nenhum lugar do país exportador de metais.

"Não há registros de casas destruídas, há problemas com a comunicação por telefone", disse ele.

O terremoto foi sentido também na capital peruana, Lima, a 600 quilômetros do epicentro, sacudindo prédios, informaram testemunhas. Algumas comunicações telefônicas foram interrompidas na cidade.

De acordo com informações de rádios peruanas, o tremor foi sentido com força em toda a região central do país, causando alarme na população, com estudantes saindo assustados de suas salas de aula e trabalhadores deixando seus escritórios.

O terremoto foi inicialmente relatado como sendo de magnitude 6,9, depois passou a 6,8, e teve profundidade de 145,2 quilômetros.

"É uma profundidade que não é das maiores, (o terremoto) pôde ser sentido, mas certamente não causou danos", afirmou à Reuters o chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília, Lucas Vieira Barros.

"É uma região comum de terremotos, porque é uma região limítrofe de placas tectônicas. A gênese desse terremoto está associada à submersão... a placa de Nazca que mergulha embaixo da placa Sul-Americana e gera o atrito", explicou.

(Reportagem de Caroline Stauffer, em Lima, de Raymond Colitt, em Brasília, e de Bruno Marfinati, em São Paulo)

Fonte Reuters Brasil

02 agosto 2011

3ª Parte - Palestras Para O Reavivamento Da Sua Igreja - A Chuva Serôdia

Estou disponibilizando uma série de palestras sobre os temas: Reavivamento e Reforma, O Selamento, A Chuva Serôdia, O Altor Clamor, A Sacudidura, O Térmido do Tempo de Graça, O Tempo de Angústia e O Grande Livramento. Disponibilizo, hoje, a terceira da série, A Chuva Serôdia. Clique aqui e baixe

Hilton Bastos