12 março 2009
Vaticano ressalta importância da Adoração Eucarística
A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos deu início, nesta quarta-feira, 11, na Sala Bolonha, do Vaticano, à assembleia plenária, dedicada ao aprofundamento da Adoração Eucarística.
Em declarações à Rádio Vaticano, o novo prefeito do organismo da Cúria Romana, Cardeal Antonio Cañizares Llovera, frisou que "as tarefas fundamentais da Congregação são de ajudar o Papa em tudo aquilo que concerne ao culto divino. O objetivo é a vivência, por toda a Igreja, do espírito da liturgia e eleve efetivamente a Deus esse culto em espírito e verdade, expressado na liturgia e, sobretudo, na Eucaristia".
“A Igreja é obra de Deus, é ação de Deus, é reconhecimento daquilo que Deus faz em favor dos homens. E a adoração que a liturgia expressa, sobretudo a Eucaristia, é o centro da adoração: é o reconhecimento de Deus, reconhecimento que tudo vem dele, reconhecimento que tudo aquilo que nos pertence deve estar em harmonia com o Senhor”, acrescenta.
Segundo o Cardeal espanhol, "neste momento de forte secularização, no qual se tende a esquecer Deus e a não considerá-Lo importante na vida do homem, é necessário reiterar que a adoração vem em primeiro lugar”.
Fonte Canção Nova
Nota: Lembrando que o domingo é o dia da Adoração Eucarística.
11 março 2009
Obama à mineira
No meio disso tudo, quase passou despercebida uma medida importantíssima do governo de Barack Obama: um projeto para inventariar emissões de gases do efeito estufa da indústria americana.
A agência de controle da poluição nos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) propôs na terça-feira uma regulamentação que obriga empresas que emitem mais de 25 mil toneladas métricas por ano a declararem a produção de gás carbônico (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O), hidrofluorcarbonetos (HFC), entre outros.
A proposta deve atingir já a partir do ano que vem cerca de 13 mil fábricas, responsáveis por entre 85% e 90% ddas emissões americanas
Na prática, esse é o primeiro passo no projeto de Obama para instituir um mercado de carbono nos Estados Unidos.
Nota: O novo presidente dos EUA gosta de agir de maneira sigilosa e quando ninguém está esperando. Isto serve para nos deixar mais alerta do que estamos, pois desta maneira virão decisões e leis que afetarão o mundo religioso em seu âmago. Fiquemos alerta. Vigiando e Orando.
AQUECIMENTO GLOBAL: BISPOS EUROPEUS PEDEM "OUSADIA" À UE
Bruxelas, 10 mar (RV) - A Igreja Católica pediu ontem aos líderes europeus que reforcem a luta contra a mudança climática, adotando mais compromissos contra o aquecimento global.
O pedido está contido numa mensagem que a Comissão dos Episcopados da Comunidade Européia (COMECE) enviou ao primeiro-ministro tcheco e presidente de turno da União Européia, Mirek Topolanek.
Para a Igreja, a mudança climática representa "um dos desafios morais e políticos mais urgentes do século XXI". Por isso, os chefes de Estado europeus devem ter um papel "pioneiro" na defesa do meio ambiente, já que, "se fracassarem neste desafio, isso representará uma derrota para toda a humanidade".
Os bispos europeus pedem que a questão esteja no centro da próxima reunião de cúpula, nos dias 19 e 20 de março. Nela, os líderes europeus vão definir sua política para o encontro da ONU sobre o clima, que se realizará em Copenhague, na Dinamarca, em dezembro. Por isso, a COMECE espera que a União Européia adote uma posição mais ambiciosa e que chegue a um pacto internacional para substituir o Protocolo de Kyoto a partir de 2012.
Para a Igreja européia, reduzir as emissões nocivas em 20% "não é suficientemente ambicioso" e recomendaram à UE que adote um objetivo não inferior a 30% no corte nas emissões poluidoras.
"Encorajamos os líderes europeus a demonstrar sua solidariedade e sua vontade política, para que protejam a vida de milhões de pessoas nos países em desenvolvimento, cuja vida e meios de subsistência estão em perigo por culpa do aquecimento global, que é fruto do mundo industrializado" – afirmam os bispos. (BF)
Nota: A ICAR está cada dia que passa mais interessada nas tomadas de decisões com respeito ao aquecimento global, sabemos da responsabilidade que temos em proteger o meio ambiente, obra da criação de Deus, mas será este o verdadeiro objetivo? De acordo com Apocalipse 13 a 17, a resposta é não. Devemos estar alerta quanto às decisões tomadas, principalmente em relação àquelas
Céticos questionam aquecimento global
Conferência em Nova York reúne críticos do alarmismo em torno do tema
Cientistas, governantes e até um astronauta estão reunidos em Nova York, desde ontem, para questionar o alarmismo em torno da mudança climática no planeta.
A conferência dos céticos, como está sendo chamada, foi aberta pelo presidente da República Checa, Vaclav Klaus – uma das autoridades para quem não passa de mito a tese de que o homem é o principal responsável pelo aquecimento global.
– Queremos mostrar ao público que o debate sobre o tema não terminou, que ainda existe espaço para discordância e que a Terra não está aquecendo – explicou Dan Miller, porta-voz do Instituto Heartland, a organização liberal patrocinadora do encontro.
Uma das estrelas da conferência é o astronauta Jack Schmitt, que caminhou na Lua em 1972, na última missão tripulada da Nasa no satélite. De acordo com ele, os cientistas que questionam o aquecimento global “estão sendo coagidos”, até por colegas.
– Muitos perderam verbas de pesquisa por não seguirem o consenso político segundo o qual o homem é o causador de uma crise climática global – disse Schmitt.
Já o presidente checo, principal voz contrária ao alarmismo climático entre chefes de Estado, chamou o ambientalismo de mal do século.
– A maior ameaça à liberdade, à democracia, à economia de mercado e à prosperidade não é mais o socialismo. É, sim, a ambiciosa, arrogante e inescrupulosa ideologia do ambientalismo. O alarmismo global está desafiando nossa liberdade – afirmou Klaus.
Cerca de 70 cientistas participam da conferência, que termina amanhã. Apesar do número pequeno – se comparado com os milhares que defendem a tese de que o homem é, sim, o responsável pelo aquecimento do planeta –, ambientalistas se queixam de que a negação de um fenômeno grave como esse pode brecar os esforços para salvar a Terra.
Segundo pesquisas, 58% dos americanos acreditam que a atividade humana é a responsável pelas mudanças climáticas. No entanto, muitos não veem necessidade de uma ação urgente. Uma pesquisa feita pelo Pew Research Centre neste ano mostrou o aquecimento global em último lugar na lista dos assuntos que mais preocupam os americanos: apenas 30% elegeram o tema como sua preocupação principal, muito menos do que os que escolheram economia, empregos, terrorismo, declínio moral e, até, política comercial.
Até 2006, o Instituto Heartland, patrocinador da conferência dos céticos, era financiado pela Exxon Mobil – maior empresa petrolífera do mundo.
Nova York
Nota: Seria bom todos assistirem a palestra de Michelson Borges sobre o ECOmenismo para tirar suas dúvidas a respeito deste assunto, basta clicar aqui para baixar o conteúdo da palestra.
Como entender tantos avisos de que o mar vai subir?
O nível do mar vai subir mesmo? Vale a pena comprar uma casa no litoral? Nossas praias e cidades litorâneas vão desaparecer? Essas perguntas surgem diante da sucessão de pesquisas com números diferentes (mas sempre alarmantes) sobre a elevação do nível dos mares.
Um estudo divulgado ontem no Congresso Científico Internacional sobre Mudança Climática de Compenhague, na Dinamarca, indica que o mar está subindo 3 milímetros ao ano, acima da média do século 20. A previsão mais otimista dos pesquisadores é que o oceano suba pelo menos meio metro até 2100.
Mas isso é apenas um estudo entre vários que saíram recentemente. Conforme publicamos recentemente neste blog, outros estudos já apresentaram dados ainda mais preocupantes. Um levantamento extenso da Universidade do Colorado diz que o mar vai subir no mínimo 80 centímetros até 2100. Outro estudo, ainda mais detalhado, da Comissão Delta, da Holanda, chegou a uma estimativa equivalente. A comissão recomenda que o país precisa se preparar para uma elevação global dos mares entre 55 centímetros e 1,10 metro.
Ainda há estudos apontando para uma elevação de 80 centímetros a 2 metros até 2100. Isso são previsões baseadas no que já existe de gás carbônico na atmosfera hoje. Ou sejam, eles indicam o que já seria inevitável. O esforço agora é para reduzir drasticamente as emissões e evitar conseqüências piores.
Todos esses estudos recentes mostram um quadro pior do que o os dados do último painel de cientistas convocados pela ONU (IPCC), há dois anos. O IPCC, que faz a coleção mais segura do que a ciência pode afirmar, apenas estimavam que o mar poderia chegar a 59 centímetros. O IPCC tem números menores por dois motivos. O primeiro é ele trabalha de forma extremamente conservadora. Os pesquisadores passam um ano coletando as melhores pesquisas sobre cada tema. E descartam todos os indicadores que não são confirmados por vários estudos independentes. Por isso, os números do IPCC são sempre subestimados.
O segundo motivo é que o IPCC já está ultrapassado. Nos últimos dois anos, os centros de pesquisa e universidades do mundo fizeram o maior esforço da história para estudar melhor o clima. As mudanças climáticas são o tema prioritário para a academia hoje. Foram feitos mais e melhores estudos para entender o comportamento da Antártica, do Ártico, das cordilheiras, do fundo do mar, do metano enterrado na tundra, da relação entre a gravitação da Terra e o nível do mar, etc. E o volume de conhecimento científico gerado nos últimos meses permite avaliações mais acuradas.
É por isso que foi organizado essa conferência na Dinamarca. Alguns dos principais cientistas do mundo estão elaborando um novo documento, parecido com o do IPCC, que deve reunir o que há de informação mais segura sobre as conseqüências das mudanças climáticas e o que podemos fazer para evitar as mais catastróficas delas. Eles vão compilar vários estudos como o que foi divulgado ontem para chegar a um resultado mais confiável, embora sempre conservador e subestimado.
Esse documento com as principais conclusões será divulgado em junho, quando o verão começar a esquentar a Europa. A esperança é que ele aumente a consciência de que já estamos na rota de mudanças expressivas no clima e que precisamos reduzir as emissões rápido para evitar impactos bem maiores. O congresso mira influenciar os líderes políticos dos países, que vão se reunir em dezembro em Copenhague para fechar um acordo internacional.
(Alexandre Mansur)
Nível do mar pode subir mais do que previsto, diz cientista
Copenhague, 10 mar (EFE).- Especialistas de diversas universidades alertaram hoje em um congresso realizado em Copenhague, na Dinamarca, que estudos recentes apontam que o nível do mar poderia subir até 1m no fim do século, o dobro do estimado no último relatório mundial da ONU.
A principal causa seria o ritmo do derretimento das massas de gelo de Groelândia e Antártida, que está maior do que o esperado.Além disso, a temperatura dos oceanos segue aumentando, segundo o professor John Church, do Centro Australiano para Pesquisa de Clima e Tempo.
"As observações terrestres e por satélite mais recentes mostram que o nível do mar segue subindo 3 mm por ano, um número bem acima da média do século XX", disse Church.
A previsão mais otimista lançada no congresso, que discute a mudança climática, é de uma alta do nível do mar de 50 cm para 2100.
Segundo os cientistas, caso as emissões de gases estufa não sejam reduzidas, este fenômeno poderá afetar cerca de 10% da população mundial.
Fonte Último Segundo
Recessão global está se aprofundando, diz Geithner
Geithner observou que os ministros de Finanças do G-20 têm dois principais itens na agenda: assegurar a recuperação e reiniciar o crescimento e renovar a regulamentação financeira internacional.
O secretário do Tesouro observou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) tem solicitado aos países que adotem planos de estímulo fiscal de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) agregado para 2009 e 2010. Ele descreveu essa medida como "razoável" e pediu às nações do G-20 que se "comprometam substancialmente" e com "ações sustentadas" para lidar com a crise. Ele acrescentou que o G-20 deve pedir ao FMI que faça informes trimestrais sobre os esforços dos países.
Além disso, ele disse que o G-20 deve apoiar a elevação dos recursos de emergência do FMI, principalmente através da expansão dos Novos Arranjos para Empréstimos (NAB, na sigla em inglês). O NAB pode ser elevado em até US$ 500 bilhões e o número de membros pode ser expandido, disse.
Regulação
Geithner disse também que os EUA estão preparados para assumir a liderança em uma reforma geral da regulamentação financeira internacional. "Agora é hora de ação", disse o secretário. Ele acrescentou que a administração do presidente Barack Obama tem planos de traçar os elementos críticos de seu programa antes do importante encontro de cúpula do G-20 no dia 2 de abril.
Na terça-feira, a Casa Branca disse que o presidente Obama espera ter novas regulamentações para fiscalizar Wall Street e os mercados financeiros implementadas no final do ano. "A esperança do presidente é que avancemos rapidamente", disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.
No mês passado, Obama reuniu um grupo de altos funcionários para começar a projetar as novas regras para as instituições financeiras nos preparativos para o encontro de cúpula do G-20.
Embora Obama atribua parte da crise financeira à frouxa regulamentação, o presidente tem dado poucos detalhes concretos de seus planos e espera-se que ele adote uma série de princípios, ao invés de um remédio específico, no encontro em Londres no próximo mês.
"Qualquer mudança vai levar tempo. O presidente começou esse processo com membros do Congresso", disse Gibbs. "O presidente permanece comprometido (...) em assegurar que teremos a estrutura regulatória que venha ao encontro de nosso sistema econômico do século 21", acrescentou. As informações são da Dow Jones.
Fonte O Estadão
09 março 2009
A Estratégia Errada
Publicado em 02. mar, 2009 por Advir em Artigos
Era sábado. Eu havia acabado de pregar em uma grande igreja e fui almoçar na casa de um dos irmãos. Enquanto conversávamos, ele foi direto: “Estou preocupado com os rumos que as coisas estão tomando na igreja.” Logo comecei a imaginar aquilo de que ele iria reclamar.
Para minha surpresa, ele falou: “O mundo está se modernizando, todos estão mais tolerantes, mas a igreja parece que ainda não entendeu isso.” Eu estava ainda mais admirado enquanto ele continuava: “O sábado, por exemplo, é um assunto em relação ao qual a igreja precisa se contextualizar. Essa história de levar os membros a guardá-lo a qualquer preço está fora de lugar. Se a igreja continuar assim, vai se isolar e diminuir cada vez mais.”
Gastei tempo pensando nas palavras dele. A princípio, elas me pareceram fora de propósito e apenas produto da cabeça dele. Mas acabei entendendo que existem outras pessoas que pensam dessa forma, talvez até inconscientemente.
Alguns refletem esse pensamento querendo “modernizar” nossa mensagem ou estilo de vida, para tornar atrativa a igreja. Querem parecer menos diferentes e mais iguais. Para Ellen White, essa estratégia está errada. Ela é clara quando diz que “a conformidade aos costumes mundanos converte a igreja ao mundo; jamais converte o mundo a Cristo” (O Grande Conflito, p. 509).
Outros tentam esconder sua identidade, pensando em não criar preconceito e, com isso, abrir portas no futuro. Sei que devemos ser prudentes, mas essa também é uma estratégia errada. Precisamos apresentar a mensagem bíblica com amor, de forma positiva, mas também com profundidade, clareza e refletida em nossa forma de viver.
Existem também aqueles que procuram viver como os que ainda não se entregaram a Jesus, querendo ser aceitos por eles. Acham que esse é um ponto de aproximação, que elimina barreiras. Outra estratégia errada! Pode até eliminar barreiras humanas, mas cria barreiras espirituais. É o principio da água e do óleo. Um pode influenciar o outro, mas não se misturam. Quanto mais perto estivermos da volta de Cristo, mais diferentes vamos ficar, até que esse convívio se torne impossível e Ele venha nos buscar.
Com dor no coração, tenho visto algumas pessoas que deixam de lado nossa identidade de formas tão simples e práticas, do tipo:
1. Aparência pessoal fora dos princípios bíblicos. Modéstia e decência não combinam com roupas que apelam para o sensualismo, uso de unhas coloridas ou joias, por mais discretas que possam parecer (I Pedro 3:3, 4). Ellen White afirma: “A abnegação no vestir faz parte de nosso dever cristão. [...] abster-se de ostentação de joias e ornamentos de toda espécie, está em harmonia com nossa fé” (Evangelismo, p. 269). “Joias e vestuário dispendioso não nos darão influência” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 249).
2. Frequência a lugares impróprios para um cristão. Bares, boates, cinemas ou shows são ambientes que não combinam com o estilo de vida adventista nem com os valores cristãos. Eles enfraquecem nosso testemunho.
3. Gosto musical comprometido. Não podemos esquecer que, nos últimos dias, “Satanás fará da música um laço” (Ellen White, Eventos Finais, p. 159). Não é tentando tornar nossa música mais gospel ou mais popular que vamos fazê-la poderosa. Ela poderá ficar mais interessante, mas acabará sendo menos eficaz.
4. Enfraquecimento dos princípios de saúde. Continuamos sendo o povo que cuida do corpo como o templo do Espírito Santo (I Coríntios 6:19); que busca uma alimentação saudável e natural; que não usa bebidas alcoólicas ou café por recomendação inspirada: “O único caminho seguro é não tocar, não provar, não manusear o chá, o café, vinhos, o fumo [...] e as bebidas alcoólicas” (Ellen White, Conselhos Sobre Saúde, p. 125). O mundo está apresentando essa mensagem sem timidez. Não podemos enfraquecê-la.
Le Roy Froom dizia que “enquanto a igreja evangeliza o mundo, o mundo seculariza a igreja”. Essa é a estratégia errada. As pessoas não estão procurando um evangelho de segunda linha, que seja uma coisa, mas tenta parecer outra. Nossa sociedade não quer mais desse evangelho. Por isso, como igreja, somos desafiados a reformar e não nos conformar com os hábitos da sociedade em que vivemos (Romanos 12:2). Afinal, “ninguém, depois de acender uma candeia, a cobre com um vaso ou a põe debaixo de uma cama; pelo contrário, coloca-a sobre um velador, a fim de que os que entram vejam a luz” (Lucas 8:16). Vamos usar a estratégia certa!
Pr.Erton Koeller
Publicado em 02. mar, 2009 por Advir em Artigos
Fonte: http://www.ucob.org.br/noticias/UCoB/presidente/kohler_fevereiro09.php (publicado na Revista Adventista de Fevereiro de 2009)
Nota: Confesso que fiquei emocionado ao ler as palavras do líder sul-americano da IASD, o Pastor Erton Koeller, não por que suas palavras sejam tocantes, mas por que se assemelham aquilo que tenho defendido por anos. Desde que comecei o ministério Resta Uma Esperança, que creio que o verdadeiro líder é o Espírito Santo, tenho conhecido diversos pastores, líderes de igrejas, pregadores voluntários, teólogos que têm este mesmo pensamento. Creio profundamente que esta igreja é usada por Deus. Creio que Deus tem levantado homens e mulheres que irão defender a verdade custe o que custar. Creio, Creio e Creio que nesta igreja existe um povo que se unirá no último momento da história deste planeta a tantos outros que sairão de suas denominações e que irão aderir à mesma mensagem verdadeira, pois, quando for dado o último assaltado contra o povo de Deus, serão estes o remanescente da mulher, serão estes elevados à condição de Igreja Triunfante e estarão espalhados pelos lugares mais remotos da terra, aguardando o momento em que Cristo aparecerá e dirá a todos: "Minha Graça vos Basta. Eu escrevi os seus nomes na palma da minha mão". Anseio por este dia, luto para com todas as minhas forças para poder me encontrar de pé quando isto acontecer. Por favor, vamos fazer a nossa parte, vamos defender a verdade, a reforma precisa ser feita individual, no que diz respeito aqueles que fazem pouco caso da preparação, vamos orar por eles, vamos mostrar-lhes a "estratégia verdadeira", mas cuidemo-nos indivualmente, pois seremos salvos desta forma.
ONU se diz animada com "entusiasmo" dos EUA em combater mudança climática
De Boer disse que, numa recente viagem a Washington, detectou na nova Administração do presidente Barack Obama e no Congresso uma vontade de reduzir as emissões dos gases poluentes nos Estados Unidos e de participar ativamente do processo de elaboração do novo acordo mundial sobre a mudança climática.
"Devo dizer que retorno dessas reuniões muito encorajado. Acho que há um grande entusiasmo na Câmara de Representantes e no Senado para legislar a criação de um mercado de carbono neste país", declarou o diplomata holandês em entrevista coletiva.De Boer acrescentou que os representantes da Casa Branca com os quais conversou expressaram o desejo de colaborar no alcance de um pacto global na cúpula sobre a mudança climática que acontecerá em dezembro em Copenhague.
"A nova Administração dos Estados Unidos, com o pleno apoio da Câmara e do Senado, trabalham com a meta de alcançar um acordo ambicioso em Copenhague", afirmou o secretário-geral da UNFCCC.A Casa Branca, acrescentou, sabe que deverá apoiar financeiramente os países menos desenvolvidos para que consigam reduzir suas emissões de gases estufa e adotem tecnologias menos poluentes, algo essencial para armar o "quebra-cabeças" de Copenhague.
O diplomata também se mostrou satisfeito com o fato de o plano de estímulo econômico do Governo dos EUA reservar investimentos e incentivos para as energias renováveis."Acho que o que o presidente Obama tenta conseguir é aproveitar o dinheiro do plano de estímulo para criar a economia verde de amanhã, em vez de escorar a economia do passado", disse De Boer. EFE
Água, uma crise também global
Amália Safatle
De São Paulo
De 2 mil a 5 mil litros de água é a quantidade necessária para produzir alimento para o consumo diário de uma única pessoa. O dado, do Departamento de Meio Ambiente e Manejo de Recursos Naturais da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) torna-se ainda mais impressionante ao se considerar que a população mundial aumentará dos 6,5 bilhões atuais para mais de 9 bilhões de habitantes em 2050. E mais ainda sabendo que as mudanças do clima afetarão o regime de chuvas, a evaporação e o armazenamento de águas - portanto a produção agrícola, que consome 90% da água doce do mundo.
Segurança alimentar, geração de energia (hidrelétrica e biocombustíveis), desenvolvimento local, produção industrial, saneamento - uma criança morre a cada 19 segundos no mundo, vitimada pela falta de água limpa -, abastecimento de centros urbanos e conflitos territoriais são algumas das várias implicações do tema água. O assunto, com todos esses desdobramentos, será objeto de um grande encontro mundial na terceira semana de março.
Delegações de mais de 150 países vão se reunir em Istambul, na Turquia no 5º Fórum Mundial da Água (www.worldwaterforum5.org), evento que é realizado a cada três anos desde 1997 pelo Conselho Mundial da Água (World Water Council), sediado em Marselha, na França.
Este ano, o tema será "Superando Divisores de Água". Normalmente vista como uma questão local, a água será tratada como um assunto que transpassa limites geográficos, culturais e socioeconômicos.
"A globalização econômica gerou o conceito de água virtual. Países que têm pouca água importam alimentos e, dessa maneira, também importam água e isso traz impactos para quem produz os alimentos", afirma Benedito Braga, diretor da Agência Nacional das Águas e vice-presidente do Conselho Mundial da Água, que organiza o encontro ao lado do governo da Turquia.
Com as mudanças climáticas, áreas que já vêm sendo afetadas pela escassez de água tendem a sofrer com secas mais frequentes. Grandes bacias hidrográficas, incluindo importantes áreas produtoras de alimentos na região do Rio Colorado, nos Estados Unidos, do Rio Indo, no Sul da Ásia, do Rio Amarelo, na China, do Rio Jordão, no Oriente Médio, do Delta do Nilo, na África e do Rio Murray, na Austrália, estão "fechadas", ou seja, impossibilitadas de terem suas águas utilizadas, informa o Conselho Mundial.
Recente reportagem publicada no The New York Times, por exemplo, expôs a gravidade da situação da China, onde locais destinados à produção agrícola estão secando. A conseqüência são demandas crescentes pelos alimentos produzidos em outros países. Uma situação que pode até ser benéfica aos países exportadores, mas pode ser altamente prejudicial se a gestão da água na produção agrícola não for feita de maneira sustentável.
A ideia é que o Fórum reúna e encaminhe contribuições para a solução da crise mundial da água a outras instâncias internacionais de negociação, como o G-8, a Comissão de Desenvolvimento Sustentável da ONU e o Painel da Convenção das Mudanças Climáticas da ONU. São esperadas mais de 20 mil pessoas no evento.